Em 23 de janeiro de 1968, marinheiros do Exército Popular da Coreia localizaram um navio não identificado nas águas ao largo de Wonsan, no Mar Leste da Coreia. O navio não apresentava qualquer sinal de nacionalidade, estando apenas pontilhado de antenas.
Os navios da marinha do Exército Popular da Coreia enviaram repetidamente sinais para que mostrasse sua nacionalidade. O navio não respondeu, mas abriu fogo de metralhadora contra eles.
Os bravos marinheiros do Exército Popular da Coreia capturaram o navio em apenas 14 minutos.
Tratava-se de um navio de transporte remodelado, externamente disfarçado como navio de pesquisa marinha. Na realidade, porém, era o navio espião armado Pueblo, pertencente à Frota do Pacífico dos EUA, especializado em atividades de espionagem. A maioria de seus tripulantes (83) eram espiões com ampla experiência profissional e habilidades de espionagem.
Quando o Pueblo foi capturado, os EUA decidiram adotar uma “medida retaliatória” militar contra a RPDC no Conselho de Segurança Nacional. Concentraram muitos navios de guerra e aeronaves de combate no Mar Leste da Coreia e ameaçaram e chantagearam a RPDC.
Os EUA, contudo, não puderam deixar de ceder diante da posição resoluta da RPDC de responder retaliação com retaliação e guerra total com guerra total.
Em 23 de dezembro, o governo dos EUA assinou uma carta de desculpas, na qual afirmava assumir total responsabilidade pela grave atividade de espionagem que realizou contra a RPDC e apresentar uma solene desculpa por isso, bem como oferecer uma firme garantia de que quaisquer navios de guerra dos EUA não voltariam a invadir as águas territoriais da RPDC no futuro.
Os tripulantes capturados foram expulsos da RPDC, mas o Pueblo permaneceu nela como uma peça de evidência que informa o mundo sobre o ato de agressão dos EUA e como um troféu de guerra do Exército Popular da Coreia.
O jornal estadunidense The Los Angeles Times noticiou que o incidente do Pueblo foi um dos maiores fracassos no campo do serviço de inteligência na história dos EUA e o pior pesadelo de todos, e que ninguém no Departamento de Defesa dos EUA nem na Casa Branca jamais imaginara que o Pueblo seria capturado na RPDC.
Referindo-se ao incidente, um contra-almirante aposentado da Marinha dos EUA também lamentou que a Marinha dos EUA teve três dias mais vergonhosos de sua história, e um deles foi o incidente do Pueblo ocorrido em 23 de janeiro de 1968.
O navio permanece até hoje atracado em terra na seção da exposição de armas capturadas do Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria, às margens do rio Pothong, mostrando claramente o fim trágico dos agressores e o destino dos provocadores.

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