sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

A questão da Groenlândia que vem se acirrando

O agravamento das relações de aliança

Na Europa, levantam-se vozes de inquietação e preocupação diante do agravamento das relações de aliança com os Estados Unidos.

Recentemente, os Estados Unidos ajustaram de forma fundamental a política para com a Europa que vinha sendo mantida há décadas e voltaram a revelar a intenção de anexar a Groenlândia.

Os países europeus estão apreensivos.

Há pouco tempo, a primeira-ministra da Dinamarca afirmou que o ano passado foi um ano em que a Dinamarca sofreu “ameaças e pressões e ouviu palavras nada humildes” por parte do país que considera seu “aliado mais próximo de toda a vida”. Ela advertiu que, se os Estados Unidos decidirem realizar um ataque militar contra outros países membros da OTAN, não apenas a própria OTAN, mas tudo, inclusive a ordem de segurança estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, chegaria ao fim. O presidente da Comissão de Defesa do parlamento desse país criticou as declarações e atitudes dos Estados Unidos em relação à Groenlândia, classificando-as como a reivindicação de soberania mais ilegal da história moderna.

Um porta-voz da Comissão Europeia declarou, em relação à questão da Groenlândia, que a União Europeia continuará defendendo o princípio da soberania nacional. Anteriormente, a alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança afirmou que quaisquer mudanças relativas ao estatuto da Groenlândia devem ser decididas pelos próprios habitantes da Groenlândia e pelos dinamarqueses.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que “as fronteiras não podem ser alteradas pela força”, e o ministro da Defesa da Alemanha criticou a ambição dos Estados Unidos de anexar a Groenlândia, dizendo que isso não tem precedentes na história da OTAN e que não se encontra exemplo semelhante na história de nenhuma aliança militar do mundo. O primeiro-ministro da Suécia advertiu que as ações dos Estados Unidos violam o direito internacional e aumentam os riscos enfrentados pelos pequenos países.

Por outro lado, os chefes de Estado e de governo de sete países europeus — França, Alemanha, Reino Unido, Polônia, Espanha, Itália, entre outros — declararam em uma declaração conjunta que apenas a Dinamarca e a Groenlândia podem decidir as questões relacionadas a elas.

A imprensa avalia que já surgiram fissuras nas relações de aliança entre os Estados Unidos e a Europa, que os três pilares que sustentaram essa aliança — a dependência em matéria de segurança, os vínculos econômicos e comerciais e os valores comuns — estão sendo abalados, e que as relações Estados Unidos-Europa atravessam a prova mais severa desde a Segunda Guerra Mundial.

Em resposta à intenção de pilhagem dos Estados Unidos

A Dinamarca e vários outros países europeus estão demonstrando movimentos para barrar a intenção de pilhagem dos Estados Unidos em relação à Groenlândia.

Segundo o que foi transmitido pela imprensa, no dia 14 a Dinamarca começou a enviar forças adicionais para a Groenlândia, incluindo navios, aviões e tropas.

O Ministério da Defesa da Dinamarca declarou que o reforço militar é uma resposta clara aos desafios enfrentados pela Groenlândia e afirmou que o governo do país está empenhado em estabelecer uma presença militar mais permanente e de maior escala no território da Groenlândia e em suas áreas adjacentes.

Foi reportado que a Suécia e a Noruega, a pedido do governo dinamarquês, enviaram efetivos militares para a Groenlândia.

O Parlamento Europeu condenou a intenção dos Estados Unidos de se apoderar da Groenlândia como um desafio descarado ao direito internacional e à soberania da Dinamarca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário