quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Espera-se uma forte retaliação contra as manobras de confronto dos EUA

Enquanto os Estados Unidos intensificam a pressão sobre o Irã ao deslocar para o Oriente Médio o grupo de ataque do porta-aviões nuclear “Abraham Lincoln”, o Irã vem anunciando dia após dia uma forte retaliação contra os Estados Unidos.

A agência de notícias AP dos Estados Unidos informou que, em um grande painel publicitário situado em uma praça central da capital iraniana, está afixada uma imagem de um porta-aviões norte-estadunidense sendo atacado e destruído, acompanhada da advertência: “Quem semeia o vento colherá o redemoinho”.

Entre vários países e especialistas, ecoam recentemente alegações de que os Estados Unidos, ao concentrar forças armadas ao redor do Irã, poderiam empreender uma ação militar súbita contra esse país.

De fato, quando o grupo de ataque do porta-aviões nuclear “Abraham Lincoln”, que transporta caças furtivos F-35, chegar à região do Oriente Médio, se juntarão a ele navios de guerra que já estavam desdobrados na área. Caças estadunidenses que estavam posicionados na Europa também foram deslocados e desdobrados na região do Oriente Médio.

Há alguns dias, o Irã declarou à agência britânica Reuters: “Seja como eles chamem — ataque limitado, ataque total, ataque cirúrgico ou ataque físico — qualquer forma de ataque será considerada por nós como uma guerra total contra o Irã, e responderemos da maneira mais enérgica”.

O presidente do Irã afirmou que qualquer ataque contra seu país ou contra o líder da Revolução Islâmica do Irã, Khamenei, será considerado como uma declaração de “guerra total” contra o povo iraniano.

O presidente do parlamento iraniano enfatizou que, caso Washington empreenda uma ação militar contra o Irã, as bases e instalações dos Estados Unidos e de Israel situadas na região do Oriente Médio se tornarão alvos legítimos de Teerã. Essa declaração foi feita em meio a notícias de que os governantes estadunidenses estariam examinando a aprovação de um ataque contra o Irã.

O comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã advertiu Israel e os Estados Unidos em uma declaração: “Evitem erros de julgamento a partir da experiência histórica e das lições aprendidas na guerra de 12 dias, para não se depararem com um destino ainda mais doloroso e lamentável”. Ele acrescentou que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e o Irã estão com o dedo no gatilho e prontos para cumprir as ordens e medidas do comandante supremo.

Uma alta autoridade das forças armadas iranianas também advertiu que, se os Estados Unidos atacarem o Irã, “todas as instalações de interesses, bases e centros de influência dos Estados Unidos” se tornarão alvos legítimos das forças armadas iranianas.

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