quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Coreia do Sul no Anuário da RPDC (2017)

Os atos antiunificação, servis e traidores da pátria do regime fantoche de Pak Gun Hye, e o seu governo ditatorial fascista

O estimado Máximo Dirigente camarada Kim Jong Un disse:

“Agora, as autoridades da Coreia do Sul, seguindo os atos hostis e brutais dos Estados Unidos contra a República, estão levando a situação da Península Coreana a um estado de extrema tensão e empurrando as relações Norte-Sul para um impasse sem precedentes.”

Manobras antiunificação e de confronto entre compatriotas

Em 2016, as manobras de confronto anti-República da camarilha reacionária traidora de Pak Gun Hye chegaram ao extremo.

A camarilha reacionária, tomada pela “síndrome da obsessão pelos danos do nuclear do Norte”, difamou de forma maliciosa nossa linha de desenvolvimento paralelo, enlouquecendo na conspiração de pressão conjunta contra a República.

Em 6 de janeiro, ao saber do sucesso de nosso primeiro teste da bomba de hidrogênio, a líder traidora Pak Gun Hye refugiou-se no abrigo antiaéreo subterrâneo da Casa Azul, convocou uma chamada “reunião do Conselho de Segurança”, e, gritando que se tratava de um “perigo para a sobrevivência da nação e para os Estados Unidos” e de um “desafio frontal à paz e à estabilidade mundial”, clamou por “sanções severas”.

Em agosto, quando alcançamos grande sucesso no teste subaquático de lançamento de míssil balístico de submarino estratégico, ela apareceu numa unidade avançada do exército títere e declarou que “a ameaça nuclear e de mísseis do Norte já não é um perigo hipotético, mas uma ameaça real”, alardeando respostas duras. Em 9 de setembro, ao ficar atônita com nosso teste de explosão de ogiva nuclear, mesmo estando em viagem ao exterior, fez telefonemas aos chefes dos Estados Unidos e do Japão, afirmando de forma histérica que “este teste nuclear do Norte é uma provocação grave, distinta das anteriores em intensidade e momento”, e insistiu que se devia “pressionar ainda mais o Norte a abandonar as armas nucleares, por todos os meios”.

Em junho, até mesmo no chamado “discurso comemorativo do Dia dos Heróis”, Pak Gun Hye caluniou nossa força de dissuasão, chamando-a de “grave provocação que ameaça a paz do Nordeste Asiático e do mundo” e de “obstáculo à reconciliação nacional e à reunificação”. Os lacaios do Ministério da Unificação também divulgaram um chamado “material de posição sobre a Declaração Conjunta de 15 de Junho”, alegando sofismas de que nossa política estaria violando o espírito básico dos acordos Norte-Sul e bloqueando as relações intercoreanas.

Somando-se a isso, a imprensa conservadora títere e os chamados “especialistas em Coreia do Norte” espalharam que, por causa de nossos testes nucleares e lançamentos de foguetes balísticos, o diálogo, o intercâmbio e a cooperação Norte-Sul teriam sido interrompidos.

A camarilha traidora de Pak Gun Hye também se comportou de forma vil no cenário internacional, difamando-nos descaradamente e causando espanto ao mundo.

A líder traidora, conspirando com forças externas, viajou até a África sob o pretexto de “popularizar a teoria da ameaça nuclear do Norte”, clamando por “pressão nuclear contra o Norte” e “cooperação em sanções”. Da mesma forma, os chefes e vice-chefes dos ministérios títeres das Relações Exteriores e da Defesa percorreram os Estados Unidos, o Japão, a sede da OTAN na Europa, países do Sudeste Asiático, o Japão e até países do Caribe, exigindo a continuidade de fortes sanções e pressões contra o Norte e alegando a necessidade de “mudar a estratégia nuclear”, numa agitação incessante.

Chegaram até a promover algo chamado “diplomacia da toca do tigre”, estendendo a chamada “diplomacia de pressão contra o Norte” até países considerados “próximos do Norte”, enlouquecendo nas manobras de confronto entre compatriotas.

A líder traidora Pak Gun Hye, com hostilidade aos compatriotas entranhada nos ossos, despejou mais de 200 declarações maliciosas de confronto apenas em aparições oficiais durante cerca de 1.400 dias desde que assumiu o cargo de “presidente”. Isso significa que, em média, não passou uma semana sequer sem difamar e caluniar o Norte. As palavras traidoras da camarilha títere desafiaram nossos esforços para melhorar as relações Norte-Sul e conspiraram de forma maliciosa para destruir a cooperação e o intercâmbio entre o Norte e o Sul.

Os corruptos do Ministério títere da Unificação afirmaram que o diálogo Norte-Sul “só daria tempo e pretexto ao Norte” e que “pareceria que o Sul estaria se agarrando ao Norte”, espalhando o disparate de que a posição do ministério era “primeiro sanções para provocar mudanças no Norte, depois diálogo significativo”.

Em vez de responder à proposta do governo, partidos e organizações da República para realizar um grande encontro pan-nacional pela reunificação, que refletia as exigências e aspirações do povo, esses elementos a difamaram como “ofensiva de frente unificada que estimula conflitos internos no Sul”, “proposta sem declaração de intenção sobre desnuclearização” e “ofensiva de paz disfarçada”.

Quando o Comitê Sul-Coreano para a Implementação da Declaração Conjunta de 15 de Junho solicitou visitar a República para participar de um evento nacional conjunto em Kaesong, por ocasião do 16º aniversário da declaração, a camarilha títere recusou, alegando que “o intercâmbio civil é temporalmente inadequado” e que era necessário “considerar a situação das relações Norte-Sul”.

Eles bloquearam repetidas vezes a troca de cartas entre o Departamento de Trabalhadores do Comitê Sul-Coreano de 15 de Junho e o Comitê Central da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia para a realização da partida de futebol da reunificação dos trabalhadores Norte-Sul, e também ignoraram o pedido do Departamento de Imprensa do Comitê Sul-Coreano de 15 de Junho para realizar contatos de trabalho conosco.

Em fevereiro, Pak Gun Hye interrompeu completamente os projetos de cooperação econômica Norte-Sul, incluindo o Complexo Industrial de Kaesong, que mal vinham sendo mantidos, usando como pretexto nossos testes defensivos de bomba de hidrogênio e lançamentos pacíficos de satélites.

A camarilha traidora de Pak Gun Hye também se empenhou freneticamente na farsa dos “direitos humanos do Norte”.

Em março, no parlamento títere, foi fabricada à força a lei antinacional e antiunificação chamada “Lei de Direitos Humanos do Norte” e, em seguida, a embelezaram como “base institucional para a reunificação” e “alicerce para a melhoria real dos direitos humanos dos residentes do Norte”, agarrando-se com afinco à sua implementação. Em 29 de agosto, numa reunião de chefes de gabinete da Casa Azul, Pak Gun Hye ançou insultos sobre nossa situação de direitos humanos e instigou organizações conspiratórias como o “Centro Cristão de Direitos Humanos do Norte” e a “Fundação de Direitos Humanos do Norte” às manobras de confronto anti-República.

Sob as ordens dessa mulher enlouquecida pelo confronto entre compatriotas, lacaios do Ministério títere da Unificação, do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores promoveram cerimônias como a inauguração do “Centro de Registro de Direitos Humanos do Norte”, a abertura do “Arquivo de Registros de Direitos Humanos do Norte” e a nomeação do chamado “Embaixador para Cooperação Internacional em Direitos Humanos do Norte”, realizando a encenação da implementação da lei.

Além disso, a camarilha traidora levou repetidamente a Seul conspiradores de “direitos humanos” anti-República, incluindo o “enviado especial dos EUA para os direitos humanos do Norte” e o embaixador dos EUA na ONU, para discutir a implementação da lei, e enviou o recém-nomeado “embaixador” a vários lugares, tentando aumentar a “eficácia” da lei maligna.

Em outubro, chegaram a levar estrangeiros sem importância a Seul para realizar uma farsa chamada “Festival Internacional de Cinema de Direitos Humanos do Norte” e promoveram uma cerimônia de inauguração de um “memorial para desertores do Norte” em Imjingak, na cidade de Paju, revelando abertamente sua postura de confronto anti-República.

A camarilha traidora, acostumada a ferir compatriotas, usou a imprensa conservadora títere para distorcer e caluniar a realidade impressionante que se desenrolava em nossa frente de recuperação de desastres no Norte, espalhando boatos como “trabalho forçado”, “ônus dos custos de reconstrução” e “crescimento do descontentamento”, além de incitar lixo humano a lançar panfletos conspiratórios anti-República em nosso território, cometendo mais uma provocação.

Em abril, sequestraram coletivamente nossas cidadãs que trabalhavam no exterior e as levaram à força para o Sul, além de espalharem dispositivos incendiários em áreas florestais de nosso lado, incluindo a região do Monte Kumgang, cometendo atos anti-humanos absolutamente imperdoáveis.

Atos servis e traidores da pátria

Neste ano, a camarilha traidora de Pak Gun Hye, enlouquecida pela submissão servil, acumulou crimes imperdoáveis diante de toda a nação.

A líder traidora Pak Gun Hye, uma repugnante serva pró-EUA, às vésperas do 63º aniversário do chamado “Tratado de Defesa Mútua” entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, convidou à Casa Azul os chefes das tropas de agressão imperialistas dos EUA estacionadas no Sul e o embaixador estadunidense em Seul para um suposto almoço, elogiando descaradamente os militares dos EUA como “amigos especiais” e a aliança EUA–Sul como “a aliança mais bem-sucedida”, alardeando que “fortaleceriam ainda mais a aliança”.

Os sujeitos do Partido Saenuri, com o servilismo pró-EUA entranhado até os ossos, também saíram em defesa aberta dos Estados Unidos.

Esses traidores pró-EUA protestaram de forma absurda quando um presidente de comissão parlamentar da oposição expressou oposição à “teoria do ataque preventivo contra o Norte” dos EUA, acusando-o de “inverter os fatos” e chegando ao ponto de abandonar a sessão do parlamento. Quando o presidente da Assembleia Nacional, oriundo da oposição, também se posicionou contra a instalação do sistema antimíssil THAAD no Sul, eles gritaram como se fosse uma grande calamidade, protestaram e abandonaram coletivamente a sessão, ameaçando boicotar toda a agenda parlamentar e até exigindo sua renúncia caso não pedisse desculpas.

Quando Donald Trump, então candidato presidencial do Partido Republicano dos EUA, declarou publicamente que os EUA poderiam retirar suas tropas do Sul caso este não pagasse mais pelos custos de defesa, que não se importaria se houvesse guerra e que poderia até dialogar com o Norte, a camarilha traidora correu para contatar assessores de Trump, tentando agarrar qualquer ligação, numa atitude vil de submissão aos EUA.

Uma “delegação especial aos EUA”, organizada por deputados do Partido Saenuri, viajou aos Estados Unidos para barganhar sobre questões como os custos da ocupação do Sul pelas tropas de agressão estadunidenses junto ao novo governo dos EUA.

O camarilha traidora títere, serva de guerra do imperialismo estadunidense, usou a imprensa conservadora para defender ativamente os planos criminosos de guerra biológica e química dos EUA, espalhando sofismas de que o chamado “Plano Júpiter” das tropas de agressão estadunidenses seria uma “preparação contra a ameaça de armas biológicas do Norte”, e de que a tentativa de instalar um laboratório de armas químicas e biológicas dos EUA no porto de Pusan seria por “necessidade de proteger os cidadãos da densamente povoada região de Pusan” e por “importância estratégica militar”.

A traiçoeira camarilha títere chegou ao ponto de rotular como “extremista” e “terrorista” um cidadão sul-coreano que, em 2015, protestando contra os exercícios de guerra de invasão ao Norte conduzidos pelos belicistas estadunidenses, desferiu um golpe simbólico de justiça contra o embaixador dos EUA no Sul, condenando-o a 12 anos de prisão. Ao longo do ano, continuaram ininterruptamente atos traidores nos quais a traição era julgada como patriotismo e a injustiça esfaqueava a justiça.

Na Coreia do Sul, sob o governo da camarilha traidora de Pak Gun Hye, obcecada pela traição pró-japonesa, os crimes que dilaceram impiedosamente as dolorosas feridas do povo coreano foram cometidos sem qualquer constrangimento.

A camarilha traidora que, em 2015, fabricou o humilhante “acordo” que apagou os crimes de escravidão sexual do exército japonês, cometeu em 28 de julho de 2016 mais um crime antinacional ao criar a chamada “Fundação de Apoio às Mulheres de Conforto do Exército Japonês” (conhecida como “Fundação Reconciliação e Cura”) para receber algumas moedas oferecidas primeiro pelos reacionários japoneses.

Para justificar seus crimes, chegaram a visitar as casas de vítimas idosas e gravemente doentes, incapazes de se comunicar adequadamente, para forçar a entrega desse dinheiro vergonhoso.

Em especial, quando Pak Gun Hye se reuniu com o primeiro-ministro japonês Abe em 7 de setembro, durante uma viagem ao exterior, baixou a cabeça diante da exigência coercitiva de Abe de que, já que o dinheiro havia sido recebido, a estátua da menina em frente à embaixada japonesa em Seul fosse removida, dizendo que cumpriria fielmente o “acordo” e expressando o desejo de “relações voltadas para o futuro”, revelando sem reservas a face hedionda de uma traidora pró-japonesa.

Além disso, apesar de Abre ter declarado que não tinha “nem o mínimo pensamento de pedir desculpas” às vítimas da escravidão sexual do exército japonês, ela não ousou responder, e ainda teve a audácia de registrar no livro branco que exaltava suas “conquistas diplomáticas” a frase de que “o acordo sobre as mulheres de conforto foi o resultado do máximo esforço de negociação”, demonstrando uma atitude descarada.

Quando os partidos de oposição, incluindo o Partido Democrático da Coreia, se levantaram exigindo a revisão completa do “acordo” sobre o problema das escravas sexuais do exército japonês, promovido unilateralmente por Pak Gun Hye, ela levou autoridades japonesas a Seul, comprometendo-se a “cumprir fielmente o acordo” e desafiando a opinião pública.

Pak Gun Hye voltou a revelar sua natureza pró-EUA, pró-Japão, servil e traidora no chamado “discurso comemorativo de 15 de agosto”.

A traidora, descendente de “japoneses de primeira classe” que estiveram na linha de frente da repressão ao movimento de resistência antijaponesa, passou a proferir absurdos sobre “verdadeira libertação” e “grande prosperidade da nação” em relação ao 15 de agosto. Em seguida, após difamar os compatriotas, defendeu com afinco seus atos traidores pró-EUA relacionados à instalação do THAAD e, ao mesmo tempo, negou os crimes passados do Japão, limitando-se a repetir disparates vazios sobre “relações voltadas para o futuro” e “reconhecimento realista da situação”.

Ditadura fascista e governo antipopular

Nesse ano, a camarilha traidora de Pak Gun Hye, com extrema incompetência política, governo fascista retrógrado e administração antipopular, transformou a sociedade sul-coreana em um enorme inferno.

Não satisfeita com a infame “Lei de Segurança Nacional”, que há muito serve como instrumento de repressão fascista, em 2 de março foi fabricada a “Lei Antiterrorismo”, que legalizou práticas políticas de vigilância anti-humanas, intensificando a repressão contra o povo.

O caso do assassinato do agricultor Paek Nam Gi é um exemplo representativo das atrocidades da brutal repressão fascista da camarilha traidora. Em 25 de setembro, Paek Nam Gi, que estivera à beira da morte por mais de 300 dias devido à violência fascista da camarilha de Pak Gun Hye, acabou falecendo.

Em novembro de 2015, os assassinos fascistas dispararam diretamente canhões de água misturados com agentes químicos tóxicos contra o idoso agricultor Paek Nam Gi, que participava da grande mobilização popular exigindo o direito à sobrevivência, deixando-o em estado crítico.

Na ocasião, a mulher maligna da Casa Azul não apenas deixou de pedir desculpas ou oferecer palavras de consolo ao agricultor Paek Nam Gi e à sua família, como ainda rotulou os participantes do protesto de “grupo terrorista” e emitiu ordens assassinas para reprimir “manifestações ilegais”.

Após a morte de Paek Nam Gi, a camarilha fascista títere falou de “preparação para contingências”, mobilizou imediatamente gangues policiais para o Hospital da Universidade Nacional de Seul, cercou o local, criou uma atmosfera de terror e chegou a forjar o atestado de óbito, promovendo uma tentativa de autópsia forçada.

A camarilha de Pak Gun Hye chegou ao ponto de suprimir até mesmo os direitos mais elementares à atividade literária e artística.

Em 12 de outubro, o jornal sul-coreano Hankyoreh revelou que a Casa Azul havia elaborado uma lista de vigilância de figuras do meio literário e artístico e a distribuído ao Ministério da Cultura, Esportes e Turismo e a órgãos subordinados.

Essa lista de vigilância, chamada de “lista Kim Un”, incluía nada menos que 9.473 nomes de artistas e escritores que haviam assinado declarações exigindo a revogação do decreto governamental relacionado à Lei Especial do desastre da balsa Sewol, apoiado declarações de situação nacional sobre o desastre do Sewol, ou apoiado candidatos da oposição ou independentes nas eleições presidenciais e para prefeito de Seul.

A camarilha títere de Pak Gun Hye rotulou artistas progressistas incluídos nessa lista como “indivíduos perigosos” e perseguiu suas atividades criativas literárias e artísticas.

Sob o governo traidor que não deu a mínima para a vida e a saúde do povo, ocorreu a trágica catástrofe dos desinfetantes de umidificadores.

A tragédia dos desinfetantes de umidificadores foi causada por empresas multinacionais estrangeiras e conglomerados sul-coreanos obcecados pelo lucro, que venderam em larga escala desinfetantes contendo substâncias químicas tóxicas, sob o pretexto de eliminar germes do ar interno, provocando inúmeras vítimas.

Em 2011, as autoridades de saúde sul-coreanas anunciaram resultados epidemiológicos indicando que os desinfetantes de umidificadores eram prejudiciais ao corpo humano, mas a camarilha de Paek Gun Hye abafou o caso sob o pretexto de que “a explicação científica era insuficiente”, e ao contrário, tolerou e incentivou o problema.

De janeiro até o final de agosto de 2016, o número de vítimas diretas causadas pelos desinfetantes de umidificadores aumentou drasticamente para 3.204 pessoas, com 693 mortes confirmadas. Além disso, o número de vítimas potenciais foi estimado entre 290 mil e até 2,27 milhões, configurando uma grande catástrofe que, junto com o desastre da balsa Sewol e a crise da MERS, expôs novamente, em todos os detalhes, o caráter antipopular da camarilha traidora.

A camarilha de Pak Gun Hye tentou desesperadamente embelezar a história criminosa marcada por ditadura fascista e traição servil.

Em 28 de novembro, a camarilha traidora divulgou uma chamada versão de revisão do “livro didático nacional de história”.

Nela, estavam incluídos materiais que difamavam maliciosamente nossa República, como “o problema nuclear e de direitos humanos do Norte”, o caso do navio Chonan e o bombardeio de Yonpyong, enquanto não havia sequer uma menção à Declaração Conjunta de 15 de Junho e à Declaração de 4 de Outubro, que estabeleceram marcos para a reunificação independente e a prosperidade pacífica.

Em contrapartida, reduziram ao máximo as referências à ditadura fascista e aos atos traidores pró-japoneses do traidor Pak Jong Hui, acrescentaram conteúdos exaltando seus supostos “feitos”, e substituíram o termo “colaboradores pró-japoneses” por “figuras pró-japonesas”, embelezando ou encobrindo atos de traição nacional.

Devido à corrupção, ignorância e incompetência do grupo no poder, a economia entrou em estado terminal e a vida do povo chegou a uma situação miserável.

Nesse ano, a dívida nacional atingiu o nível mais alto da história, chegando a 1,17 trilhão de dólares, enquanto as dívidas das empresas e das famílias alcançaram respectivamente 1,18 trilhão e 1,2 trilhão de dólares.

Como impacto direto da recessão econômica, o número de grandes empresas sul-coreanas à beira da falência aumentou 37% em relação a 2012, mais de 2.000 pequenas e médias empresas envolvidas na produção de bens exportáveis entraram em colapso coletivo, e isso se espalhou por todo o setor manufatureiro, levando à falência de cerca de 90 mil empresas.

O número de desempregados aumentou 23% em relação ao início do governo de Pak Gun Hye, chegando a mais de 4,5 milhões, enquanto os subempregados alcançaram 10 milhões. A taxa de desemprego juvenil atingiu 34,2%, o pior nível da história, provocando uma crise de desemprego sem precedentes.

Devido às graves dificuldades de vida, surgiu uma geração que abandona namoro, casamento, filhos, moradia, relações humanas, sonhos e esperanças, indo além da chamada “geração dos sete desistências” para a “geração N desistências”, que renuncia a tudo, enquanto o número anual de suicídios alcançou o primeiro lugar mundial.

Privados até mesmo dos direitos básicos de sobrevivência, muitos sul-coreanos renunciaram à cidadania e emigraram para outros países; somente de janeiro a julho desse ano, cerca de 25.300 pessoas deixaram o país, o maior número dos últimos dez anos.

Os abusos brutais contra crianças tornaram-se ainda mais frequentes. No primeiro semestre do ano, o número de casos registrados de abuso infantil aumentou 54% em comparação com o mesmo período de 2015, e os casos de violência doméstica resultando em prisões cresceram 27,8%.

A eleição parlamentar de 13 de abril, na qual o povo sul-coreano impôs um severo julgamento à camarilha traidora de Pak Gun Hye, demonstrou que aqueles que praticam servilismo, traição nacional, confronto entre compatriotas e governo antipopular inevitavelmente receberão a punição merecida.

O escândalo Pak Gun Hye–Choe Sun Sil

Em outubro de 2016, eclodiu o escândalo sem precedentes de corrupção de alto escalão e manipulação dos assuntos do Estado envolvendo Pak Gun Hye e xamã Choe Sun Sil, conhecido como o “escândalo Pak Gun Hye-Choe Sun Sil”.

Em 24 de outubro, a JTBC, emissora a cabo operada pelo jornal sul-coreano JoongAng Ilbo, revelou que havia encontrado mais de 200 documentos confidenciais, incluindo rascunhos de discursos presidenciais de Pak Gun Hye, no computador pessoal de Choe Sun Sil.

Quando a suspeita de interferência de Choe Sun Sil nos assuntos do Estado, antes tratada apenas como rumor, foi comprovada como fato, todos os setores da sociedade sul-coreana, incluindo o meio político, social e a imprensa, fervilharam de indignação.

O escândalo Pak Gun Hye–Choe Sun Sil tem suas raízes já no período da ditadura Yushin de Pak Jong Hui.

Choe Sun Sil é filha de Choe Thae Min, um falso pastor que Pak Gun Hye venerava como um deus, dedicando-lhe corpo e alma.

Choe Thae Min serviu como policial durante o período da ocupação japonesa, sendo um colaborador pró-japonês, e após a libertação viveu de forma errante até criar, no início da década de 1970, uma seita chamada “Yongsegyo” (Igreja da Vida Eterna), misturando budismo, cristianismo e chondoísmo. Ele se autodenominava “príncipe herdeiro” e “mensageiro enviado pelo criador”, espalhando mentiras de que “recitar palavras cura doenças e elimina o mal”, além de trocar de esposa seis vezes, mudar de nome sete vezes, sendo um notório libertino e chefe de fraudes e golpes.

Choe Thae Min se aproximou de Pak Gun Hye como seu “maior alvo de fraude” no momento em que sua mãe havia sido assassinada, com o objetivo de se apoiar no poder da Casa Azul.

Um relatório publicado em 1977 pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos revelou que Pak Gun Hye chamou Choe Thae Min à Casa Azul após receber uma carta dele dizendo que sua mãe falecida, Ryuk Yong Su, havia aparecido em sonho pedindo que ajudasse a filha. Ao ver que ele reproduzia fielmente a expressão e a voz de sua mãe, Pak Gun Hye passou a considerá-lo uma existência espiritual especial, o que permitiu que Choe Thae Min passasse a dominá-la mentalmente.

Em um telegrama confidencial enviado em 2007 pelo embaixador dos EUA na Coreia do Sul ao seu país, consta que “Choe Thae Min controlava completamente o corpo e a mente de Pak Gun Hye, e seus filhos acumularam uma enorme riqueza”, descrevendo-o como um Rasputin moderno.

Kim Jae Gyu, ex-diretor da Agência Central de Inteligência sul-coreana que assassinou Pak Jong Hui, também confessou em tribunal que um dos motivos de sua ação foi “o fato de Pak Jong Hui, cercando-se de Choe Thae Min, ter cometido inúmeras irregularidades, despertando a indignação popular e colocando o país em perigo”.

Após a morte de Pak Jong Hui, Pak Gun Hye ompeu até com seus irmãos e viveu completamente submersa na influência de Choe Thae Min. Depois que ele morreu, passou a considerar Choe Sun Sil, que alegava herdar suas “habilidades espirituais”, como sua “mentora espiritual” e “estrategista”, dependendo totalmente dela.

Choe Sun Sil, a quinta filha de Choe Thae Min, estabeleceu uma relação de “irmãs” com Pak Gun Hye e não poupou meios nem métodos para mantê-la sob controle, chegando ao ponto de oferecer o próprio marido para servi-la.

Após dominar completamente Pak Gun Hye mental e fisicamente por meio de todo tipo de fraude e métodos desprezíveis, Choe Sun Sil partiu abertamente para a “criação da Pak Gun Hye”, atuando nas sombras como o chamado “poder real não oficial”, manipulando tudo nos bastidores.

Choe Sun Sil, em fevereiro de 2013, ao comandar de forma geral o que se chamava a cerimônia de posse “presidencial” de Pak Gun Hye, instalou a “Árvore da Esperança que se abre”, da qual pendiam numerosos “obangnang” (bolsas feitas com cinco cores de tecido segundo os princípios do yin-yang e dos cinco elementos), bem como uma grande escultura de “obangnang”, e fez com que Pak Gun Hye realizasse um “discurso comemorativo” diante dela. Chegou inclusive a propor que todo o local do evento, o Portão Sungrye, fosse envolto por enormes tecidos multicoloridos, apresentando ideias supersticiosas bizarras que deixaram as pessoas atônitas.

Choe Sun Sil colocou seus homens de confiança em cargos-chave da Casa Azul e, ao controlar não apenas os postos de ministros e vice-ministros do “governo”, mas também as nomeações de secretários e assessores presidenciais, passou a reinar como a mais alta detentora do poder.

Choe Sun Sil operava um grupo secreto chamado “Oito Fadas”, composto por mulheres ativas nos meios político e empresarial, bem como por esposas ou pessoas próximas de figuras influentes. O poder real dessa organização secreta, até então desconhecida do público, superava de longe os privilégios da Casa Azul. No “escritório secreto de Nonhyon-dong”, onde Choe Sun Sil se instalara, reuniam-se diariamente especialistas renomados de vários setores, realizando encontros que lembravam um conselho consultivo presidencial, nos quais deliberavam e decidiam sem restrições desde os discursos que Pak Gun Hye faria em público e os planos de diversos eventos até políticas confidenciais de grande importância, incluindo assuntos de diplomacia e segurança.

Até informações ultrassecretas, como os detalhes de contatos secretos entre autoridades militares do Norte e do Sul, eram levadas à mesa do “escritório secreto de Nonhyon-dong”. A retomada das transmissões de guerra psicológica contra o Norte e a suspensão total do Complexo Industrial de Kaesong, que empurraram as relações intercoreanas ao extremo, também foram resultado de “ordens” de Choe Sun Sil. Da mesma forma, expressões como “grande oportunidade da unificação” e a chamada “Declaração de Dresden” foram concebidas ou aprovadas pela mente ignorante de Choe Sun Sil.

O setor diplomático não foi exceção. Desde documentos iniciais das relações exteriores do período de transição de governo, como “materiais da reunião de transição de poder com Ri Myong Bak”, “lista de parlamentares recomendados para a delegação especial à China”, “materiais da reunião com a delegação especial do primeiro-ministro japonês Abe” e “materiais de referência para ligação com o primeiro-ministro da Austrália”, até as incessantes viagens ao exterior de Pak Gun Hye, Choe Sun Sil interveio em tudo.

Choe Sun Sil manipulava Pak Gun Hye, dando instruções minuciosas como: “se o lado japonês mencionar a questão da ilhota Tok durante a reunião com a delegação especial de Abe, não responda e apenas sorria”, “não mencione a questão das mulheres de conforto e diga apenas, em termos gerais, que a percepção histórica é a base do desenvolvimento das relações bilaterais”, “é melhor não mencionar o espírito de 18 de Maio de Kwangju, então o melhor é retirar isso”, e assim por diante.

O abuso de poder para cometer fraudes, especulação, evasão fiscal e práticas lucrativas ilícitas, enchendo-se de dinheiro sujo, levou a corrupção de Pak Gun Hye e Choe Sun Sil ao auge quando Pak Gun Hye se instalou na Casa Azul.

Os escândalos de corrupção envolvendo as fundações Mir, K-Sports e The Blue K, amplamente conhecidos como produtos da colaboração Pak Gun Hye–Choe Sun Sil, são exemplos representativos.

Pensando na vida após deixar o cargo, Pak Gun Hye, junto com Choe Sun Sil e cúmplices, criou fundações em apenas 48 horas, como se realizasse uma operação militar, e arrancou à força somas de dezenas de milhões de dólares de grandes conglomerados como Samsung e Lotte. Pak Gun Hye à sua maneira, Choe Sun Sil à sua maneira, ambas exercendo um poder tão absoluto que ninguém ousava tocá-las, usaram todos os meios possíveis — ameaças, chantagens e intimidação de investigações da promotoria — para arrancar dinheiro, comportando-se como feras enlouquecidas.

Com a concepção direta de Choe Sun Sil de um chamado “projeto cultural" que exigiria um investimento de 200 milhões de dólares, Pak Gun Hye mobilizou ministérios e órgãos do “governo” para conceder privilégios de investimento prioritários.

Em poucos anos, Choe Sun Sil tornou-se uma super-rica de primeira linha, possuindo edifícios no distrito de Kangnam, em Seul, terras na província de Kangwon, hotéis de luxo na Alemanha e várias residências, desperdiçando enormes somas em uma vida extravagante e luxuosa com sua filha.

Dentro e fora do país, este “escândalo Pak Gun Hye-Choe Sun Sil” foi avaliado como um escândalo de proporções inéditas, dificilmente encontrável na história da política internacional, um grande evento que acelerou o fim do “governo” de Pak Gun Hye.

Diversos setores da sociedade sul-coreana e os partidos de oposição levantaram-se em grandes lutas à luz de velas exigindo a renúncia de Pak Gun Hye e a substituição do “governo” conservador. Em 9 de dezembro, no “Parlamento”, a moção de impeachment presidencial foi aprovada, e Pak Gun Hye, sem completar sequer quatro anos de mandato, foi colocada na condição de suspensão de suas funções presidenciais, tendo de enfrentar investigações especiais e o julgamento de impeachment pelo Tribunal Constitucional.

Situação militar na Coreia do Sul

O estimado Máximo Dirigente camarada Kim Jong Un disse:

“Os belicistas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul realizam todos os anos grandes exercícios de guerra nuclear contra a República, agravando ao extremo a situação na península coreana e criando sérios obstáculos às relações Norte–Sul.”

Fortalecimento militar e conluio militar com forças externas

Em 2016, os belicistas pró-EUA da Coreia do Sul, com o apoio ativo dos Estados Unidos, intensificaram como nunca antes as manobras de fortalecimento militar para um ataque preventivo ao Norte. O Ministério da Defesa pró-EUA anunciou um plano de fortalecimento militar para preparar ataques preventivos ao Norte, denominado “Plano de Reforço da Defesa Nacional 2017–2021”.

Segundo esse plano, os belicistas pretendiam investir enormes orçamentos para priorizar a construção do chamado “Kill Chain” e de um sistema de defesa antimísseis, como parte do sistema de ataque preventivo contra a República.

Para o “Kill Chain”, planejaram desenvolver munições de fibra de carbono destinadas a neutralizar a rede elétrica de nossas regiões estratégicas, e, para o sistema de defesa antimísseis, incluiram a introdução de radares de informações balísticas para reforçar a capacidade de detecção de mísseis balísticos lançados de submarinos. Além disso, decidiram introduzir drones de reconhecimento por unidade para dobrar o alcance de vigilância, adotar novos tanques e morteiros, importar caças estadunidenses F-35, e desenvolver e implantar armas guiadas terra-terra para explosões subterrâneas, acelerando em larga escala o desenvolvimento de novos armamentos.

De acordo com seus roteiros de guerra, os belicistas títeres enlouqueceram na construção do chamado “sistema de ataque em três eixos”, sob o pretexto de “neutralizar os mísseis e armas nucleares do Norte”.

Em 18 de outubro, as autoridades conservadoras pró-EUA e o partido Saenuri concordaram em completar o sistema de ataque em três eixos do exército títere até o início da década de 2020.

Para construir esse sistema com o “Kill Chain”, o sistema antimísseis à sua maneira e os mísseis Hyunmu, a camarilha militar títere decidiu aumentar drasticamente o número de mísseis da série Hyunmu.

Desde novembro de 2015 até janeiro de 2017, os belicistas títeres compraram 36 helicópteros de ataque Apache AH-64E dos Estados Unidos e os recém-posicionaram nas forças pró-EUA do Sul.

Em 27 de julho de 2016, a marinha títere realizou uma cerimônia de recepção de quatro aeronaves de operações marítimas importadas e planejava introduzir mais quatro até o final do ano.

O regime títere introduziu sistemas de GPS militares estadunidenses para mísseis e bombas guiadas, importou drones de reconhecimento de alta altitude Global Hawk e mísseis ar-terra, e promoveu planos para introduzir sistemas avançados de combate e mísseis SM-3 capazes de rastrear e interceptar mísseis, bem como realizar defesa aérea, nos destróieres Aegis a serem construídos em 2020.

Alardeando uma “superioridade qualitativa no poder de fogo”, o regime pró-EUA adicionou cerca de 100 tanques de última geração à linha de frente e tentou, dentro do mesmo ano, implantar lançadores múltiplos de foguetes nas ilhas da região marítima mais sensível do Mar Oeste da Coreia.

As autoridades títeres também promoveram manobras para lançar reservistas em guerras cibernéticas.

Em 26 de maio, o Ministério da Defesa pró-EUA e o Ministério da Ciência e Tecnologia do Futuro realizaram uma reunião de alto nível para discutir a formação e o treinamento de reservistas cibernéticos, bem como a construção de sistemas para sua utilização em guerras cibernéticas em caso de emergência.

Nesse ano, a camarilha traidora pró-EUA intensificou manobras para construir uma aliança militar triangular entre Estados Unidos, Japão e a Coreia do Sul, sob o pretexto de enfrentar a “ameaça nuclear e de mísseis do Norte”.

Em 13 de outubro, os belicistas títeres, junto com os Estados Unidos, realizaram no Pentágono a 41ª reunião do Comitê Militar EUA–Coreia do Sul, verificando o sistema de cooperação militar baseado na dissuasão estendida dos Estados Unidos em caso de contingência na península coreana, e acordaram em conceber e introduzir medidas eficazes de resposta.

No dia seguinte, incluíram também o Japão e realizaram uma reunião dos chefes de Estado-Maior Conjunto, falando de “cooperação mútua” e “resposta forte”.

A camarilha traidora realizou a 4ª reunião de ministros das Relações Exteriores e da Defesa e a 48ª reunião anual de consultas de segurança com os Estados Unidos, conspirando sobre o compartilhamento de informações militares contra o Norte entre Estados Unidos, Japão e a Coreia do Sul e sobre planos de cooperação militar trilateral.

Também realizaram repetidamente exercícios de guerra, incluindo treinamentos de alerta de mísseis com os Estados Unidos e o Japão.

Em 23 de novembro, os títeres firmaram um acordo de proteção de informações militares com o Japão.

Após anunciar em 27 de outubro a retomada das negociações para o acordo de proteção de informações militares com o Japão, a camarilha traidora chegou a acordos sobre os principais conteúdos do tratado em 1º e 9 de novembro, em Tóquio e Seul, respectivamente, e, no dia 14, realizou uma cerimônia de assinatura preliminar em Tóquio.

Pouco tempo depois, isso culminou na assinatura formal do acordo.

Além disso, a camarilha traidora pró-EUA, aproveitando ocasiões como a “Conferência de Segurança da Ásia 2016”, realizada em junho, conspirou secretamente para ampliar em larga escala os chamados “intercâmbios” e a “cooperação” militares com o Japão, incluindo a expansão de linhas diretas telefônicas entre autoridades de defesa, visitas mútuas de observação militar e a utilização recíproca de aeronaves e navios.

Provocações militares e exercícios de guerra de agressão

Em 2016, os belicistas títeres sul-coreanos realizaram de forma desenfreada manobras de provocação de guerra nuclear contra a nossa República, criando na península coreana uma situação de tensão extrema, às vésperas da eclosão da guerra.

Nesse ano, os belicistas do comando militar títere tornaram ainda mais abertas as provocações militares contra nós.

Os gângsteres militares pró-EUA, no dia 27 de maio, entre 5h53 e 7h20, em quatro ocasiões, fizeram três lanchas rápidas pertencentes à 2ª Frota e um navio de orientação pesqueira do Ministério dos Oceanos e Pesca invadirem até 6,4 km além da linha de demarcação militar marítima do nosso lado, a oeste da ilha Paekryong e ao sudoeste da ilhaYonpyong, para rebocar um barco em perigo em nossas águas, e ao retornarem dispararam rajadas de canhão automático de 40 mm, mirando diretamente o nosso navio de ligação naval.

No dia 7, entre 5h30 e 16h58, em cinco ocasiões, fizeram uma lancha rápida da marinha títere e quatro barcos de pesca invadirem até 1,5 km em nossas águas marítimas; além disso, entre 14h07 e 20h30, mobilizaram drones de reconhecimento na área sensível do sudoeste, fazendo-os voar de ida e volta ao longo da chamada “linha limite norte”, realizando reconhecimento aéreo ao invadir por três vezes até 10 km do nosso espaço aéreo. Antes disso, em 5 de junho, por volta das 4h30, empurraram 19 barcos de pesca que estavam na ilha Yonpyong profundamente além da nossa linha de demarcação marítima.

No dia 8, por volta das 3h, os belicistas do comando militar títere lançaram-se contra nossos barcos que realizavam atividades pesqueiras pacíficas em alto-mar do Mar Oeste, tentando sequestrá-los. Mobilizaram três navios da marinha títere, lanchas de alta velocidade e helicópteros, lançando granadas de fumaça para bloquear o caminho e, além disso, realizaram até 20 vezes disparos intimidatórios com centenas de tiros de armas automáticas.

Os belicistas títeres, sob o pretexto de “repressão” à chamada pesca ilegal de terceiros países, empurraram navios de guerra para além da área sensível do Mar Oeste, até regiões do alto-mar onde, desde o armistício, nenhuma força militar havia entrado, provocando deliberadamente riscos de confronto conosco, e chegaram inclusive a realizar a instalação de dezenas de estruturas artificiais chamadas “recifes artificiais” nessa zona.

As invasões militares dos belicistas tornaram-se ainda mais imprudentes em setembro e outubro.

Nos dias 2 e 3 de setembro, invadiram por três vezes as nossas águas ao norte da ilha Paekryong e ao sudoeste da ilha Yonpyong com lanchas rápidas; nos dias 4 e 5, em cinco ocasiões, empurraram navios para dentro das nossas águas.

Somente no dia 6, por volta das 11h18, os gângsteres militares títeres fizeram uma lancha rápida da 2ª Frota atravessar mais de 4 km além da linha de demarcação militar marítima ao sudoeste de da ilha Yonpyong e, em seguida, invadiram nossas águas nada menos que cinco vezes.

Na madrugada de 13 de outubro, empurraram navios de guerra e nove barcos civis para o norte da nossa linha de demarcação militar marítima, fazendo-os circular por várias horas com invasões, paradas e manobras; no dia 14, invadiram novamente nossas águas em cinco ocasiões.

Também na área da linha de demarcação militar terrestre, os belicistas do comando militar títere realizaram provocações militares, apontando armas contra nossos soldados que cumpriam normalmente suas missões de vigilância, assumindo posturas de tiro, proferindo insultos obscenos e ameaçando suas vidas.

Os belicistas do exército títere sul-coreano agravaram ao extremo a tensão militar entre o Norte e o Sul ao realizarem indiscriminadamente exercícios de guerra de invasão ao Norte. No primeiro dia do ano lunar, levaram para a linha de frente artilharia autopropulsada, tanques, veículos blindados e diversos equipamentos, realizando perigosíssimos treinamentos de tiro que simulavam situações de “provocação de fogo”.

Tendo iniciado o ano com provocações militares temerárias, os gângsteres do comando militar títere continuaram ao longo de todo o ano com incessantes manobras de guerra.

Em abril, realizaram grandes treinamentos de ataque móvel para invasão ao Norte na região de Kangwon; em seguida, sob o rótulo de “lembrança do 25 de junho”, arrastaram enormes quantidades de armas, tanques e veículos blindados para exercícios de campo, disparando armas e fomentando o clima de guerra.

Somente em maio, os belicistas do comando militar títere, sob o pretexto de “punição a provocações”, realizaram freneticamente treinamentos de tiro naval na região das cinco ilhas do Mar Oeste e, ao longo de um mês inteiro, conduziram diariamente exercícios de guerra de invasão ao Norte.

Em 28 de julho, voltaram a realizar grandes treinamentos de tiro naval nas ilhas do Mar Oesta da Coreia. Mobilizaram grande quantidade de tropas e equipamentos de guerra, incluindo artilharia, mísseis e helicópteros de ataque da 6ª Brigada de Fuzileiros Navais na ilha Paekryong e das unidades estacionadas na ilha Yonpyong, disparando mais de 1.500 projéteis e mísseis.

No dia 18 de agosto, o comando militar títere realizou, em toda a linha de frente, a maior provocação de tiro de artilharia, utilizando centenas de peças de artilharia terrestre e drones de reconhecimento; no dia seguinte, colocou no ar cerca de 60 aeronaves de combate para realizar um grande exercício integrado destinado à eliminação preventiva das nossas forças estratégicas e ao “ataque de precisão” a alvos centrais.

Em dezembro, também enlouqueceram com treinamentos conjuntos de tiro marítimo e aéreo nos arredores de Pohang, na província de Kyongsang Norte, tendo como alvo a nossa República. Mais de dez navios, incluindo destróieres, fragatas e lanchas de mísseis da 1ª Frota da marinha títere, bem como diversos tipos de aeronaves táticas da força aérea, foram mobilizados para treinamentos de lançamento de mísseis antiaéreos e antinavio.

Nesse ano, juntamente com os Estados Unidos, realizaram ruidosamente exercícios militares conjuntos de grande escala sob os nomes de “Key Resolve”, “Foal Eagle 16” e “Ulji Freedom Guardian”.

Os belicistas dos Estados Unidos e os títeres sul-coreanos conduziram esses exercícios com base em roteiros de guerra nuclear de invasão ao Norte, como o “Plano de Operações 4D” e o “Plano de Operações 5015”, voltado para ataques de precisão contra nossas instalações estratégicas, empurrando a situação para uma fase explosiva.

Durante os exercícios conjuntos “Key Resolve” e “Foal Eagle 16”, os belicistas internos e externos executaram, como método real de condução da guerra, treinamentos para uma hedionda “operação de decapitação”, que previa “neutralizar” o “comandante” antecipadamente para bloquear o uso de nossas armas nucleares e mísseis estratégicos, bem como exercícios de “eliminação” das forças nucleares e estratégicas.

No exercício conjunto “Ulji Freedom Guardian”, mobilizaram diversos tipos de submarinos nucleares, bem como bombardeiros estratégicos nucleares B-52H, B-1B e B-2A, entre outros meios de guerra, incitando ao extremo o fervor de guerra de invasão ao Norte.

No fim de setembro, as forças títeres e as tropas de agressão estadunidenses realizaram treinamentos práticos no Mar Leste da Coreia, criando alvos terrestres simulados para ataques de precisão contra o edifício do comando supremo, as instalações nucleares de Yongbyon e importantes bases estratégicas. Em seguida, no Mar Leste, no Mar Oeste e no Mar do Sul, enlouqueceram em exercícios conjuntos de ataque de precisão contra nossas principais instalações e pontos estratégicos, em cooperação com forças navais estadunidenses, incluindo porta-aviões nucleares e cruzadores.

A partir do fim de outubro, os títeres iniciaram o exercício “Hoguk 2016”, voltado para a invasão ao Norte, e, alardeando o “reforço da capacidade de operações conjuntas das forças terrestres, navais e aéreas” e o “estabelecimento do mais alto estado de prontidão militar”, realizaram com as tropas de agressão estadunidenses os treinamentos de execução de planos operacionais das unidades da linha de frente, exercícios bilaterais de divisões de infantaria mecanizada, exercícios de desembarque, de transporte e de assalto aéreo.

Os belicistas títeres chegaram a arrastar forças aéreas de agressão estadunidenses estacionadas no exterior, realizando exercícios militares conjuntos sob diversos nomes como “Vigilant Ace” e “Teak Knife”, enlouquecendo em treinamentos de guerra de agressão que tinham como alvos principais o nosso comando supremo e as instalações estratégicas centrais.

Os belicistas pró-EUA da Coreia do Sul fomentaram o fervor da guerra de invasão ao Norte conspirando com forças externas, incluindo Estados Unidos e Japão. Arrastaram Estados Unidos, Japão e vários países seguidores para realizar, de 25 de maio a 3 de junho, treinamentos antissubmarino nas águas ao redor de Jinhae e da Ilha de Jeju, tendo a nossa República como principal alvo.

Por outro lado, em cooperação com belicistas estadunidenses e japoneses, realizaram em junho, nas águas ao redor do Havaí, treinamentos de alerta de mísseis visando um ataque preventivo contra nós; em julho, sob o pretexto de “resposta à ameaça de mísseis balísticos lançados por submarinos do Norte”, realizaram pela primeira vez exercícios de detecção e interceptação de mísseis balísticos lançados por submarinos; e em outubro, nas águas internacionais a leste da Ilha de Jeju, conduziram exercícios conjuntos visando um bloqueio marítimo contra a nossa República.

Exercícios militares conjuntos “Key Resolve” e “Foal Eagle 16”

O exercício militar conjunto “Key Resolve” foi realizado de 7 a 18 de março, e o exercício militar conjunto “Foal Eagle 16” de 7 de março a 30 de abril.

Esses exercícios mobilizaram a maior força já registrada: mais de 27 mil tropas de agressão estadunidenses, mais de 300 mil tropas do exército títere sul-coreano, além de forças de países seguidores, bem como vastos meios militares, incluindo o grupo de ataque do porta-aviões nuclear “Stennis”, o grupo anfíbio “Bonhomme Richard”, bombardeiros estratégicos nucleares B-52 e B-2, caças furtivos F-22A e grupos de navios de pré-posicionamento de equipamentos, entre diversos outros meios de guerra nuclear.

Durante os exercícios, foram conduzidas de forma prática, com base no aventureiro “Plano de Operações 5015”, operações de ataque com vários nomes, como a hedionda “operação de decapitação” para eliminar o nosso comando supremo, treinamentos de “ataque de precisão” a edifícios de escritórios e a chamada “operação de avanço sobre Pyongyang”.

Exercício militar conjunto “Ulji Freedom Guardian”

Foi realizado de 22 de agosto a 2 de setembro.

Nesse exercício participaram mais de 30 mil tropas de agressão estadunidenses, incluindo forças estacionadas na Coreia do Sul e no Havaí, principais equipes de comando do Comando do Pacífico e de comandos integrados dos Estados Unidos no território continental e na Europa; mais de 50 mil tropas do exército títere sul-coreano, incluindo membros do Estado-Maior Conjunto, exércitos de campanha, corpos, frotas e alas aéreas; 480 mil civis; além de forças militares de vários países seguidores. Foram mobilizados meios de guerra nuclear como bombardeiros estratégicos nucleares B-52H, B-1B e B-2A, submarinos nucleares de ataque da classe Ohio e grupos de ataque de porta-aviões nucleares.

O exercício consistiu em treinamentos para examinar os detalhes da chamada “estratégia de dissuasão sob medida” e aplicá-los em combate real, tendo como objetivo principal aperfeiçoar e completar os procedimentos e a capacidade operacional prática das unidades de agressão estadunidenses e dos 24 corpos do comando militar para ataques surpresa contra alvos centrais e bases estratégicas da nossa República, de acordo com o “Plano de Operações 5015”.

Luta do povo sul-coreano

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

“Não apenas estudantes e jovens, mas também jornalistas, religiosos, figuras políticas e pessoas de todas as camadas do povo sul-coreano estão lutando corajosamente contra o regime fascista títere e pela realização da democratização da sociedade sul-coreana.”

Levante popular geral pela derrubada do regime de Pak Gun Hye

Em 2016, na Coreia do Sul, desenvolveu-se de forma sem precedentes um levante popular geral para pôr fim ao governo antipopular, ditatorial e fascista, deixando uma marca nítida na história das lutas do povo sul-coreano.

O fervor da luta da grande mobilização popular no fim de 2015, que explodiu quando a camarilha traidora de Pak Gun Hye  apresentou ao “Parlamento” os cinco grandes projetos de leis trabalhistas que reduziam os salários dos trabalhadores e pretendiam torná-los trabalhadores temporários por toda a vida, estendeu-se em 2016 para a luta pela derrubada do “governo” de Pak Gun Hye, alcançando uma escala, forma e conteúdo sem precedentes. A grande mobilização popular, a luta em torno das eleições gerais de 13 de abril, bem como lutas por ocasião do 1º de Maio, do levante de 19 de abril, do Levante Popular de Kwangju e da Luta Popular de Junho, além de mobilizações regionais, desenvolveram-se amplamente.

Especialmente a partir das eleições gerais de 13 de abril, cerca de 20 organizações da sociedade civil formaram o “Quartel-General Conjunto de Luta das Eleições Gerais de 2016”, e mais de 30 organizações da região de Pusan organizaram a Rede Cidadã das Eleições Gerais de Pusan-2016. Além disso, partidos de oposição, setores políticos e diversas camadas sociais criaram organizações para julgar a camarilha traidora e corrupta de Pak Gun Hye e entraram em uma luta ativa.

Em várias regiões, explodiu a indignação com gritos como “Estamos indignados com este governo louco!”, “Vamos defender nossos direitos por meio da luta!” e “Vamos derrubar o governo de Pak Gun Hye que virou as costas ao povo!”. Travou-se uma luta ousada para julgar Pak Gun Hye e seu bando, que haviam caminhado de forma cruelmente contrária à vontade do povo e à tendência da época, impondo ao “Partido Saenuri” uma derrota esmagadora nas eleições parlamentares de 13 de abril.

O caso da morte do agricultor Paek Nam Gi, que acabou perdendo a vida após exigir o direito à sobrevivência e ser atingido por disparos letais de canhões de água da polícia fascista, fez explodir a indignação do povo sul-coreano.

Organizações camponesas como a Federação Nacional dos Camponeses, a Federação Nacional das Mulheres Camponesas e a Associação Católica de Camponeses, junto com mais de 100 organizações de trabalhadores, direitos humanos, religião e outros setores, formaram sucessivamente o “Comitê Nacional de Medidas para a Recuperação de Paek Nam Gi e para a Repressão à Violência” e o "Quartel-General de Luta Paek Nam Gi". Desenvolveram-se lutas para esclarecer a verdade sobre a brutal repressão policial, punir severamente os responsáveis, exigir um pedido de desculpas responsável do “governo” e prevenir a repetição desses crimes.

Pessoas de todas as camadas sociais reforçaram sua determinação de punir resolutamente a camarilha de Pak Gun Hye, que tirou de forma brutal a vida do povo, clamando slogans como “Tragam Paek Nam Gi de volta à vida!”, “Opomo-nos absolutamente à repressão!” e “Derrubemos o governo assassino!”.

Foi justamente nesse contexto que, em outubro, estourou o inédito escândalo de corrupção de poder envolvendo Pak Gun Hye e a xamã Choe Sun Sil, o chamado escândalo de manipulação dos "assuntos do Estado”, fazendo a sociedade sul-coreana ferver como um caldeirão em ebulição. A luta popular geral que se seguiu e incendiou todo o sul do país abalou desde as raízes a base reacionária do regime de Pak Gun Hye, origem da ditadura e chefe máximo da corrupção, que só praticava políticas antipopulares, confronto fratricida e servilismo vende-pátria.

A luta, conduzida na forma de uma insurreição de todo o povo, superou as revoltas de 19 de abril e de junho tanto em escala quanto em abrangência regional e conteúdo.

Foi organizado o Quartel-General do Movimento Nacional pela Destituição de Pak Gun Hye, e mais de 1.550 organizações de todas as camadas sociais em todo o país formaram a Ação Nacional de Emergência pela Destituição do Governo de Pak Gun Hye. Em todas as regiões, foram criados, por setor e por localidade, comitês e quartéis-generais de ação de emergência para a destituição do “governo” de Pak Gun Hye, entrando na luta.

Em Seul, Pusan e outras regiões, organizações estudantis universitárias formaram o Quartel-General do Movimento Estudantil Universitário pela Destituição de Pak Gun Hye. Nesse processo, os diretórios estudantis de 69 universidades em todo o país constituíram a Conferência Nacional dos Estudantes Universitários sobre a Situação Política e partiram para ações conjuntas.

Desde o surgimento do escândalo gigantesco de corrupção, em cerca de dois meses, aproximadamente 10 milhões de pessoas de todas as camadas sociais saíram às ruas com velas acesas, participando da ação nacional pela destituição do governo de Pak Gun Hye.

Somente no dia 3 de dezembro, 2,32 milhões de pessoas avançaram com velas até diante da Casa Azul, clamando pela queda de Pak Gun Hye. De Seul até a Ilha de Jeju e pequenas ilhas, ergueu-se em todo o país o grito “Pak Gun Hye, renuncie!”.

A Confederação Coreana dos Sindicatos Democráticos elevou ainda mais a luta pela destituição de Pak Gun Hye, sob o lema “Acabemos com o governo de Pak Gun Hye”, intensificando a greve geral pela conquista do direito à sobrevivência e juntando-se ao fluxo pela destituição.

Surgiram romances satirizando os protagonistas da manipulação dos "assuntos de Estado”, e nos locais de luta apareceram bonecos satíricos e instalações artísticas anunciando o fim da “bruxa” Pak Gun Hye. Cartazes expressando indignação contra o escândalo colossal de corrupção da camarilha traidora foram afixados não apenas nas universidades, mas também por toda a cidade, além de divulgados pela internet. Foram criados sites pela destituição de Pak Gun Hye  e sites das vigílias à luz de velas, promovendo ativamente campanhas de assinatura exigindo a saída da governante títere.

Enquanto 10 milhões de pessoas participavam de vigílias virtuais à luz de velas na internet, no mar em frente à ilha de Komun, na cidade de Yosu, província de Jolla Sul, dez embarcações realizaram um protesto marítimo, navegando em formação e soando buzinas, com faixas que diziam “O Rei Dragão está furioso. Renuncie imediatamente!” e “Prendam e investiguem Pak Gun Hye agora!”.

Jornais, agências de notícias e emissoras de rádio e televisão trataram as vigílias à luz de velas como notícias urgentes, relatando detalhadamente as exigências e reivindicações da opinião pública.

Durante todo o período da luta, o número de notícias sobre as vigílias à luz de velas publicadas nos principais sites da internet chegou a cerca de 93.520, quase três vezes mais do que durante os protestos de 2008 contra a importação de carne bovina dos EUA.

O fervor de participação na luta pela destituição de Pak Gun Hye, chamada de “operação de ida a Seul” e “luta de ida a Seul”, mostrou claramente o grau de indignação das diversas camadas do povo sul-coreano diante da corrupção, incompetência e da inédita manipulação dos assuntos de Estado por Pak Gun Hye.

Para expressar sua indignação diante da Casa Azul, muitas pessoas de diferentes setores tentaram se reunir em Seul, reservando ônibus e trens; o número era tão grande que, posteriormente, passaram a utilizar até automóveis particulares e bicicletas.

No caso da Ilha de Jeju, mais de mil pessoas viajaram de avião para Seul, e os camponeses chegaram à Praça Kwanghwamun conduzindo tratores.

Os objetivos da luta foram claramente definidos por etapas, e os slogans também variaram de acordo com elas.

“Pak Gun Hye, renuncie”, “Pak Gun Hye, saia”, “Derrubem Pak Gun Hye”, “Prendam Pak Gun Hye”, “Encarcerem Pak Gun Hye”, “Dissolvam o Partido Saenuri”, “Punam os principais responsáveis e cúmplices da manipulação dos assuntos de Estado”…

Graças à vigorosa luta do povo sul-coreano, no dia 9 de dezembro, a moção de impeachment contra a traidora Pak Gun Hye foi aprovada no “Parlamento”.

Determinados a levar Pak Gun Hye, que tentava encobrir a verdade do escândalo colossal de corrupção e prolongar sua vida política imunda, ao tribunal da história, o povo sul-coreano elevou ainda mais o nível da luta. Em 31 de dezembro, em várias regiões do sul do país, realizou-se a décima Ação Nacional, denominada “Despedir Pak e Receber o Ano Novo”.

Mais de 1.104.000 pessoas de todas as camadas sociais ergueram gritos como “Prendam Pak Gun Hye” e “Em 2017 continuaremos com as velas exigindo a imediata destituição de Pak Gun Hye”.

Na Praça Kwanghwamun, em Seul, multidões projetaram com luz as palavras “Prisão de Pak Gun Hye” e “Impeachment antecipado” nas paredes de prédios governamentais, marchando até a 100 metros da “Corte Constitucional” e da Casa Azul, exigindo a prisão de Pak Gun Hye, a punição dos cúmplices e uma decisão rápida de impeachment por parte da Corte Constitucional.

A luta do povo do sul da pátria naquele ano demonstrou claramente que a firme vontade das massas populares de julgar os traidores que caminham contra a época e a vontade popular e de conquistar um novo mundo democratizado não pode ser barrada por nada, e que aqueles que desafiam a justiça e a verdade inevitavelmente enfrentarão uma ruína vergonhosa.

Luta pela reunificação da pátria

Em 2016, explodiu intensamente a aspiração de diversos setores do sul da Coreia de reconectar o sangue da nação dividida e abrir uma nova era de reunificação independente.

Organizações e personalidades do movimento pela reunificação no sul, juntamente com diversas camadas sociais, engajaram-se ativamente em um movimento de ampla união nacional, com a determinação de provocar uma virada decisiva na luta pela melhoria das relações norte-sul, pela paz na península coreana e pela realização da causa da reunificação da pátria.

Em junho, o anúncio da proposta de realizar uma grande conferência nacional de reunificação, por ocasião do aniversário da libertação da pátria, feito pela reunião conjunta do governo, partidos e organizações da República Popular Democrática da Coreia, refletindo o ardente desejo de todo o povo pela paz, reunificação e melhoria das relações norte-sul, comoveu profundamente os corações do povo do sul.

O Comitê Sul da Implementação da Declaração Conjunta de 15 de Junho, juntamente com seus departamentos de operários, camponeses, juventude e estudantes, mulheres, imprensa, bem como as filiais de Kwangju e Jonnam, Taejon e outras, emitiram declarações e realizaram coletivas de imprensa apoiando e saudando a proposta. Afirmaram que realizar com sucesso uma conferência nacional de reunificação envolvendo partidos, organizações e indivíduos do norte, do sul e do exterior é uma questão de grande importância diretamente ligada ao destino da nação.

O Comitê de Seul 15 de junho e a Conferência de Paz de Seul dos 300 também realizaram conjuntamente uma coletiva de imprensa, enfatizando que a proposta do norte visa alcançar a grande unidade nacional e abrir uma fase de virada para a paz e a reunificação, sendo especialmente oportuna para reunir representantes de partidos e de diversos setores do norte, do sul e do exterior em um mesmo local para discutir a paz na península coreana, a reunificação e a melhoria das relações intercoreanas.

Organizações de vários setores, como o Movimento Popular 15 de junho e 4 de outubro, o Movimento Juvenil, o Movimento Democrático Popular pela Vida, a Paz, a Reunificação e a Soberania, também afirmaram que a proposta do norte incorpora os três princípios da reunificação da pátria — independência, reunificação pacífica e grande unidade nacional — bem como o espírito da Declaração Conjunta de 15 de Junho e da Declaração de 4 de Outubro, exigindo que organizações e personalidades responsáveis do sul se apressassem em formar o comitê preparatório sul-coreano para a conferência conjunta.

Em 24 de agosto, líderes religiosos cristãos e budistas das cidades de Taejon e Sejong e da província de Chungchong Sul realizaram, em Taejon, uma coletiva de imprensa conjunta pela paz na península coreana, apelando para que, com a força unida da nação, se avançasse pelo caminho da reunificação pacífica e da prosperidade nacional.

Materiais de propaganda com dizeres como “Bem-vinda a proposta de retomada do diálogo Norte-Sul e da reunião conjunta do lado norte”, “Acolhemos a reunião conjunta do Norte, do Sul e do exterior”, “Retomemos o diálogo Norte-Sul!” e “Concluamos um tratado de paz!” surgiram em diversas regiões, estimulando amplos setores da sociedade sul-coreana à luta pela paz na península coreana e pela reunificação independente.

No contexto da explosão da determinação de concretizar a todo custo uma conferência nacional de reunificação, as forças do movimento de reunificação do sul enviaram representantes ao fórum conjunto do Norte, do Sul e do exterior, realizado em Shenyang, na China, por ocasião do 9º aniversário da Declaração de 4 de outubro. Ali discutiram questões como a melhoria das relações Norte-Sul e a resolução do problema da reunificação do país entre os próprios coreanos, o estabelecimento de um regime de paz permanente na península coreana, bem como a promoção de contatos, intercâmbios e diálogos multilaterais entre os diversos setores do país e do exterior, e a realização de uma conferência conjunta de toda a nação.

Lutas intensas foram travadas por diversos setores do sul da Coreia contra a política antirreunificação da camarilha traidora no poder, que tentava frear o avanço do povo na melhoria fundamental das relações Norte-Sul.

O Comitê Sul da Implementação da Declaração Conjunta de 15 de Junho, por meio de seu Departamento de Juventude e Estudantes, da filial de Ansan, da Associação de Apoio aos Prisioneiros de Consciência, da Federação Nacional das Mulheres e de outras organizações de diversos setores, condenou severamente a camarilha traidora no poder por ter fechado completamente o Complexo Industrial de Kaesong e, em seguida, realizado exercícios de guerra de invasão ao norte, fomentando uma atmosfera de confronto.

O Comitê de Emergência das Empresas de Cooperação Econômica Intercoreana, a Associação de Empresários do Monte Kumgang, moradores do condado de Kosong, na província de Kangwon, e a Igreja Presbiteriana organizaram comícios e coletivas de imprensa exigindo a retomada do turismo ao Monte Kumgang, defendendo a superação dos conflitos intercoreanos e a garantia da cooperação econômica.

Em especial, o Comitê de Emergência das Empresas de Cooperação Econômica Intercoreana e a Associação de Empresários do Monte Kumgang expressaram indignação pelo bloqueio total dos projetos de cooperação econômica devido à política de confronto anti-RPDC das autoridades títeres, realizando uma campanha de protesto contínua de 100 dias pela melhoria das relações Norte-Sul. O Comitê de Emergência do Complexo Industrial de Kaesong exigiu com firmeza que Pak Gun Hye tomasse todas as medidas necessárias para o funcionamento normal do complexo.

Em Seul, Pusan e em várias outras regiões do sul da Coreia, cresceram diariamente as vozes que condenavam as autoridades títeres, obcecadas por sanções e pressões contra a República, e exigiam a construção de um regime de paz permanente conforme estipulado nas declarações conjuntas.

A vontade do povo sul-coreano de denunciar a política de confronto fratricida das autoridades títeres e melhorar as relações Norte-Sul manifestou-se de forma ainda mais intensa em ocasiões como o 16º aniversário da histórica Declaração Conjunta de 15 de Junho. Em 15 de junho, o Comitê Sul da Implementação da Declaração de 15 de Junho, juntamente com organizações da sociedade civil e cidadãos de diversos setores, realizou um comício nacional pela reunificação em Imjingak, na cidade de Paju, província de Kyeonggi, denunciando em tom de protesto as manobras das autoridades que bloquearam o caminho para Kaesong e impediram a realização de eventos nacionais conjuntos.

Reafirmando a determinação de concretizar a conferência nacional de reunificação e a partida de futebol pela reunificação entre trabalhadores do Norte e do Sul, propostos e acordados pelo ardente anseio do povo de inaugurar uma segunda era da reunificação de 15 de Junho, os participantes marcharam sob chuva torrencial até a “Ponte da Reunificação”, exigindo a implementação da Declaração Conjunta de 15 de Junho, a garantia dos intercâmbios civis e a revogação da “política em relação ao Norte”, bem como a melhoria das relações intercoreanas.

A filial de Jonbuk do Comitê Sul da Implementação da Declaração de 15 de Junho e o Clube de Montanhismo pela Unificação 15 de Junho "Coração Único" realizaram uma maratona e um festival esportivo comemorativos do 16º aniversário da Declaração de 15 de Junho, apelando para que a luta pela implementação da declaração conjunta fosse levada adiante com ainda mais vigor. Assim, a luta pela implementação das declarações conjuntas prosseguiu de forma contínua e em diversas modalidades.

O Departamento de Trabalhadores do Comitê Sul da Implementação da Declaração de 15 de Junho enfatizou que, apesar das manobras das autoridades para bloquear o intercâmbio de cartas com o Comitê Central da Federação Geral dos Sindicatos da Coreia, destinado à realização da partida de futebol pela reunificação dos trabalhadores do Norte e do Sul, faria todo o esforço até o fim para concretizar o evento.

O Comitê Preparatório dos Eventos Nacionais Conjuntos de 15 de Agosto e o Comitê Sul da Implementação da Declaração de 15 de Junho, embora as autoridades tenham sabotado os eventos nacionais conjuntos que deveriam ocorrer em Seul por ocasião do 71º aniversário da libertação da pátria, declararam sua firme intenção de trabalhar ativamente para concretizar de forma ampla os contatos, intercâmbios, diálogos e encontros de reunificação entre o Norte, o Sul e o exterior.

Por outro lado, organizações da sociedade civil como “Pessoas que Abrem a Paz e a Reunificação”, a Aliança Coreana pela Reunificação Independente e pela Democracia, o Movimento Progressista, a Ação Nacional pela Realização da Paz e Contra a Guerra, o Comitê Preparatório da Aliança pela Paz Antiguerra, a Aliança dos Trabalhadores e o Grupo de Ação pela Paz de Seul realizaram de forma persistente lutas em Seul, Pohang e outras regiões para barrar as manobras criminosas dos Estados Unidos, que, por meio de exercícios de guerra de agressão, empurravam as relações Norte-Sul para uma crise.

Luta anti-EUA e antiguerra

Em 2016, o povo sul-coreano travou lutas de alto nível contra as ambições de agressão dos Estados Unidos à Coreia e contra as manobras de guerra do regime fantoche sul-coreano que as seguia.

O povo sul-coreano ergueu-se com ousadia em luta, condenando os Estados Unidos e a camarilha traidora de Pak Gun Hye por realizarem exercícios de guerra de invasão ao norte e empurrarem a situação da península coreana para uma linha extremamente perigosa, à beira de um conflito iminente.

Nas ruas e vilarejos do sul da Coreia, diante da embaixada dos Estados Unidos, de prédios governamentais títeres e de locais de exercícios nucleares, ecoaram por toda parte gritos como “Desse jeito haverá guerra!”, “Parem os perigosos exercícios de guerra que provocam a crise nuclear!”, “Não à guerra, derrubem o governo Pak Gun Hye!”.

“Pessoas que Abrem a Paz e a Reunificação” exibiram materiais audiovisuais denunciando os perigos dos exercícios militares conjuntos “Key Resolve” e “Foal Eagle 16” na região de Kwanghwamun, em Seul, distribuindo panfletos e realizando atividades de propaganda. Eles condenaram energicamente os Estados Unidos por mobilizarem porta-aviões nucleares, submarinos nucleares e bombardeiros estratégicos nucleares como B-52 e B-2, conduzindo provocativos exercícios de guerra nuclear em conluio com os belicistas sul-coreanos.

O Comitê Sul da Implementação da Declaração de 15 de Junho, por meio das filiais de Kyeonggi e Ansan, juntamente com organizações progressistas da província de Kyeonggi, realizaram protestos em Ansan, Suwon e outras cidades, exigindo o fim dos exercícios de guerra nuclear insanos conduzidos sob slogans como “ataques de precisão cirúrgica”, “avanço sobre Pyongyang” e “operação de decapitação”.

Em Taegu, Incheon, Taejeon, Pusan, Mokpo e Kwangyang, na província de Jolla Sul, bem como em Kimje, na província de Jolla Norte, realizaram-se simultaneamente atividades de propaganda e protestos alertando para os perigos dos exercícios militares conjuntos. Organizações da sociedade civil da província de Kyongsang Sul também formaram a “Conferência de Emergência de Kyongnam pela Realização da Paz e Contra a Guerra” e iniciaram manifestações desde o primeiro dia dos exercícios “Key Resolve” e “Foal Eagle 16”.

Integrantes de organizações pela paz antiguerra realizaram protestos diante do Comando de Operações Navais das forças títeres, da base naval de Jinhae, da base militar dos EUA em Pyongtaek e do Centro de Comando e Controle do “Comando das Forças Combinadas” EUA–Coreia do Sul, em Songnam, província de Kyeonggi, bem como diante da embaixada dos Estados Unidos, onde gritaram slogans como “Estados Unidos, retirem-se, respeitem nossa soberania!”, “Retirada das tropas dos EUA!” e “Parem os exercícios de guerra!”, chegando a queimar a bandeira dos Estados Unidos.

O Departamento de Trabalhadores do Comitê Sul da Implementação da Declaração de 15 de Junho denunciou, por meio de uma declaração, o fato de os Estados Unidos terem colocado bombardeiros estratégicos nucleares e submarinos nucleares em prontidão ao redor da península coreana antes dos exercícios “Ulji Freedom Guardian”. Condenou os exercícios conjuntos como sendo de modo algum “anuais” ou “defensivos”, mas extremamente perigosos, pois apenas aumentavam o risco de confronto militar entre o Norte e o Sul.

Integrantes da Aliança Coreana pela Reunificação Independente e pela Democracia realizaram um comício diante da embaixada dos Estados Unidos, advertindo que, se o governo Pak Gun Hye continuasse correndo cegamente pelo caminho da guerra de invasão ao norte em conluio com os Estados Unidos, não escaparia de um destino de ruína sob a condenação de toda a nação.

A luta do povo sul-coreano contra a implantação do sistema THAAD pelos Estados Unidos e pelas autoridades títeres foi desenvolvida de forma firme e em escala nacional.

Moradores do condado de Songju, que formaram o Comitê de Luta contra a Implantação do THAAD, declararam que a luta pela retirada do THAAD era um segundo movimento de independência e enfrentaram com força unida todas as intrigas e repressões da camarilha traidora no poder.

Apenas cinco dias após o anúncio da decisão de implantar o THAAD em Songju, a partir de 13 de julho, os moradores realizaram vigílias à luz de velas todos os dias, sem exceção, diante da sede do governo do condado.

No 50º dia desde o início das vigílias, o ato contou não apenas com muitos moradores de Songju, mas também com pessoas de Pusan, Changwon e outras regiões que se deslocaram para expressar solidariedade. No local, irromperam vozes denunciando as intenções sinistras da camarilha títere, que recorria a todo tipo de artifício para impor a implantação do THAAD. A luta deles intensificou-se e prolongou-se em diversas formas, como comícios de 10 mil pessoas, protestos com raspagem coletiva de cabelos, ações de protesto em Seul e lutas conjuntas com populações de outras regiões.

A chama da luta contra o THAAD acesa pelo povo de Songju espalhou-se por todo o país como um fogo ardente pela independente e contra o domínio dos Estados Unidos.

Somando-se à luta do povo de Songju, comitês de luta contra a implantação do THAAD foram organizados em diversas regiões da Coreia do Sul, e em 18 de agosto foi formada a Ação Nacional contra a Implantação do THAAD, reunindo 90 organizações, incluindo a Confederação Coreana dos Sindicatos Democráticos, “Pessoas que Abrem a Paz e a Reunificação” e organizações femininas.

Em 26 de agosto, vigílias à luz de velas contra a implantação do THAAD foram realizadas simultaneamente em 58 regiões da Coreia do Sul incluindo Seul, Inchon, Taejon, Kwangju, Pusan, Ulsan e Taegu.

Moradores da cidade de Kimchon, vizinha ao campo de golfe de Songju escolhido como local de implantação do THAAD, decidiram como objetivo de luta impedir a instalação do THAAD não apenas em Kimchon, mas em qualquer lugar do sul da Coreia, alterando o nome de seu comitê para Comitê de Luta de Kimchon contra a Implantação do THAAD.

Além disso, protestos contra a implantação do THAAD ocorreram em mais de 50 cidades do sul da Coreia, e em todos esses locais ecoaram fortemente gritos exigindo a retirada das tropas dos Estados Unidos.

A luta para denunciar e condenar as manobras criminosas dos Estados Unidos, que, enlouquecidos para concretizar suas ambições de invasão ao norte, chegaram a planejar até perigosíssimas guerras biológicas e químicas, intensificou-se.

Em janeiro, membros do Comitê de Moradores pela Recuperação Completa das Bases Militares dos EUA realizaram protestos diante da base de Yongsan, em Seul, exigindo uma investigação adequada sobre os crimes de experimentos bacteriológicos cometidos pelas forças de ocupação estadunidenses. Eles denunciaram o fato de que, entre 2009 e 2014, os militares dos EUA realizaram 15 testes com antraz na base de Yongsan, chegando inclusive a experimentar a bactéria da peste, sem que até hoje tenha havido uma investigação completa.

Em Pusan, organizações da sociedade civil realizaram um comício de denúncia diante de um porto onde estava sendo executado o “Plano Júpiter”, o roteiro de guerra biológica e química das forças de ocupação estadunidenses na Coreia do Sul.

O Comitê Sul para a Implementação da Declaração Conjunta de 15 de Junho – Sede de Pusan, a Federação das Organizações de Mulheres de Pusan, a Rede Cidadã de Autonomia Participativa de Pusan, a Confederação Democrática de Trabalhadores de Pusan, entre cerca de 70 organizações da sociedade civil, formaram a comissão preparatória do Comitê de Medidas dos Cidadãos de Pusan contra a instalação de um laboratório de experimentos com armas biológicas e químicas em Pusan. Na cerimônia de fundação, os participantes afirmaram que realizar no centro urbano de Pusan experimentos com armas biológicas e químicas, que nem mesmo no território continental dos Estados Unidos são feitos fora de áreas desérticas isoladas, constitui um ato arrogante e brutal de banditismo que sequer considera a segurança dos cidadãos, elevando a voz ao dizer que “os Estados Unidos estão brincando perigosamente com fogo tendo o nosso povo como alvo”. As organizações declararam que, no futuro, realizarão grandes manifestações de cidadãos de Pusan contra a instalação do laboratório de armas biológicas e químicas das forças estadunidenses e desenvolverão amplamente a luta de oposição, promovendo protestos simultâneos em escala regional.

A Vanguarda pela Unificação realizou, em agosto, em frente ao Cais 8 do Porto de Pusan, um ato que também marcou a cerimônia de lançamento da Vanguarda pela Unificação, reunindo trabalhadores, mulheres, jovens e estudantes em uma única organização. No ato, condenaram os Estados Unidos por tentarem impor a instalação de um laboratório de experimentos com armas biológicas e químicas em Pusan sem o consentimento dos cidadãos, de acordo com o chamado “Plano Júpiter”.

Luta anti-Japão

Em 2016, a luta anti-Japão de diversos setores da Coreia do Sul intensificou-se como nunca antes.

As lutas de amplos setores e camadas sociais para rejeitar e condenar o humilhante “acordo” sobre o problema das escravas sexuais do exército japonês foram amplamente desenvolvidas.

Desde o início do ano, vítimas da escravidão sexual do exército japonês e organizações relacionadas, bem como partidos de oposição, organizações civis, religiosos, jovens e estudantes, entre muitos outros setores, desenvolveram protestos por meio de comícios, manifestações, coletivas de imprensa e declarações de situação, condenando veementemente o acordo como “uma negociação que trocou a honra das vítimas por dinheiro”, “o pior desastre diplomático” e “um acordo entre grandes potências que concedeu imunidade ao Japão”. Com o aumento do movimento de protesto, cerca de 380 organizações da sociedade civil, incluindo o Conselho Coreano para as Mulheres Recrutadas para a Escravidão Sexual Militar, o Movimento para Tornar Nosso Povo Um Só, a Participação Solidária, a Confederação Democrática de Trabalhadores e a Confederação Coreana de Sindicatos, formaram a “Ação Nacional pela Anulação do Acordo Japão-Coreia sobre as Escravas Sexuais do Exército Japonês e por uma Solução Justa”, e a luta prosseguiu de forma persistente em uma escala ainda maior.

A Ação Nacional divulgou declarações exigindo a anulação e a renegociação do “acordo” sobre o problema das escravas sexuais do exército japonês, realizou coletivas de imprensa e comícios, e desenvolveu uma campanha de coleta de 100 milhões de assinaturas por uma solução correta da questão.

A isso responderam ativamente diversos setores da sociedade sul-coreana.

Em um ato realizado em frente à Estátua da Menina, diante da Embaixada do Japão, organizado pelo Comitê de Contramedidas dos Universitários contra o Acordo Japão-Coreia, os oradores condenaram as autoridades por se submeterem ao Japão e novamente insultarem e pisotearem as vítimas de escravidão sexual, expressando a determinação de lutar até que o humilhante “acordo” fosse invalidado.

A Associação de Familiares das Vítimas da Escravidão Sexual do Exército Japonês realizou uma coletiva de imprensa em Kwangju, na província de Kyeonggi, exigindo a anulação do “acordo”, um pedido oficial de desculpas do governo japonês e reparações legais.

Em relação ao 97º aniversário da Revolta Popular de 1º de Março, no dia 1º de março foram realizadas lutas em mais de 20 regiões, incluindo Seul, Incheon, Taejeon, a Ilha de Jeju e Wonju, na província de Kangwon, exigindo a anulação do “acordo” sobre o problema das escravas sexuais do exército japonês.

Em 28 de julho, a camarilha de Pak Gun Hye provocou indignação generalizada ao criar, apesar das fortes críticas internas e externas, algo chamado “Fundação de Reconciliação e Cura” para apoiar as chamadas “mulheres de conforto” do exército japonês.

Nesse dia, universitários ocuparam o local de uma coletiva de imprensa sobre a criação da fundação e realizaram protestos, gritando slogans como “Não precisamos dos 10 bilhões”, “Somos contra a criação da fundação de apoio às escravas sexuais”, “Revoguem o acordo sobre o problema das escravas sexuais” e “Exijam reparação oficial e pedido de desculpas do governo japonês”.

O Conselho Coreano para as Mulheres Recrutadas para a Escravidão Sexual Militar e cidadãos de Taejon realizaram, respectivamente, comícios nos quais condenaram a criação da fundação, perguntando para quem ela teria sido criada, se nem as vítimas nem o povo haviam recebido um pedido oficial de desculpas do governo japonês. Enfatizaram que jamais reconheceriam um humilhante “acordo” sem o pedido de desculpas e a reparação do Japão pelos crimes de escravidão sexual do exército japonês, e afirmaram que continuariam lutando com ainda mais força até que a enganosa operação da “Fundação de Reconciliação e Cura” pelo governo fosse interrompida.

Na internet, surgiram sucessivamente textos condenando a camarilha títere que avançava com a execução forçada do humilhante “acordo”, com dizeres como “Como ousam tentar vender a alma das avós vítimas com dinheiro sujo”, “Dar apenas dinheiro às vítimas que carregam feridas profundas resolve tudo?”, “É vergonhoso. Se dinheiro for necessário, que seja arrecadado entre o povo”, e “Primeiro vem o pedido de desculpas do Japão”.

Em relação ao primeiro aniversário do “acordo” sobre o problema das escravas sexuais entre o Japão e a Coreia do Sul, em 28 de dezembro foram desenvolvidas lutas em várias regiões da Coreia do Sul denunciando os atos de submissão pró-Japão das autoridades títeres.

Em frente à Embaixada do Japão, em Seul, cerca de 2.000 pessoas, incluindo vítimas da escravidão sexual do exército japonês, cidadãos de diversos setores e políticos, realizaram o comício semanal de quarta-feira, exigindo que as autoridades anulassem imediatamente o “acordo”, desmantelassem imediatamente a “Fundação de Reconciliação e Cura” e se empenhassem em uma solução correta para o problema das escravas sexuais, declarando que a marcha pela revogação do “acordo de 28 de dezembro” continuaria.

No distrito de Dong, em Pusan, o Comitê de Promoção da Estátua da Menina da Justiça, erguida pelas futuras gerações, e cidadãos de diversos setores realizaram uma ação surpresa de instalação da estátua em frente a um edifício japonês nas proximidades. O Comitê Cidadão de Jongup para a Construção da Estátua da Menina da Paz ergueu a estátua em Jongup, tornando-a a quarta na província de Jolla Norte.

Em condenação ao “acordo” sobre o problema das escravas sexuais do exército japonês, a “Ação de Kyongnam pela Anulação do Acordo Japão-Coreia sobre as Mulheres de Conforto” realizou um comício em Changwon; o Comitê Cívico Amplo para a Construção da Estátua da Menina da Paz de Taegu realizou atividades em Taegu; e a “Ação de Ulsan por uma Solução Justa para o Problema das Escravas Sexuais do Exército Japonês” realizou coletivas de imprensa em frente à estátua em Ulsan. Também dentro da oposição surgiram vozes exigindo a anulação total do “acordo” e sua renegociação. As lutas do povo sul-coreano contra os reacionários japoneses, enlouquecidos com as manobras de restauração do militarismo visando uma nova invasão, intensificaram-se.

Em 29 de março, cerca de 40 organizações da Coreia do Sul, incluindo a Sede Sul do Comitê Nacional Pan-Coreano pela Reunificação da Pátria, a Aliança Progressista, “Pessoas que Abrem a Paz e a Unificação”, a Confederação Democrática de Trabalhadores, a Federação Nacional das Associações de Agricultores, a Juventude Progressista, a Solidariedade Budista pela Paz e a Conferência da Aliança Cristã de Missão Social, realizaram uma coletiva de imprensa em frente à Embaixada do Japão, em Seul, condenando a implementação das “leis de segurança” dos reacionários japoneses. Nos discursos, afirmaram que o Japão havia iniciado naquele dia a implementação dessas leis e denunciaram os perigos das leis de guerra, declarando que continuariam a luta contra elas.

Durante a coletiva, foram erguidos slogans como “Revoguem as leis de segurança do Japão que visam ataques preventivos ao Norte”, “Somos contra o exercício do direito de autodefesa coletiva do Japão para uma nova invasão da península coreana” e “Condenamos o governo Abe do Japão que visa a nova invasão da península coreana”.

Em julho, organizações da sociedade civil sul-coreana, incluindo “Pessoas que Abrem a Paz e a Unificação” e o Instituto de Pesquisa de Questões Nacionais, realizaram protestos em Seul contra as celebrações do aniversário de criação das Forças de Autodefesa do Japão.

Os participantes denunciaram os crimes do Japão por promover tais celebrações, distribuindo materiais com dizeres como “Somos contra as celebrações das Forças de Autodefesa no coração de Seul”, “O Japão deve primeiro pedir desculpas pelas guerras de invasão colonial” e “O Japão deve pedir desculpas por seus crimes de guerra em vez de celebrar as Forças de Autodefesa”.

Em julho, o Conselho Nacional das Igrejas da Coreia do Sul e organizações civis da região de Taejon também condenaram as manobras dos reacionários japoneses para revisar a constituição pacifista. Afirmaram que, se o Japão alterar sua constituição, a segurança do Nordeste Asiático, incluindo a península coreana, caminhará para uma crise, e apelaram às forças conscientes de todo o mundo para que se levantem juntas a fim de impedir essa revisão.

Diversos setores da Coreia do Sul condenaram as descaradas manobras do Japão para usurpar a ilhota Tok e distorcer a história.

Membros de organizações civis, incluindo a Associação de Conterrâneos da ilhota Tok, e estudantes realizaram uma coletiva de imprensa em frente à Embaixada do Japão, em Seul, protestando energicamente contra a prefeitura japonesa de Shimane por ter forçado a realização do “Dia de Takeshima (Tok)”.

Eles denunciaram o Japão por insistir na soberania sobre a ilhota Tok e realizar anualmente o chamado “Dia de Takeshima”.

Criticaram o fato de que livros didáticos usados para ensinar estudantes descrevem a ilhota Tok como “território japonês”, as águas ao redor como “mares japoneses” e áreas marítimas adjacentes como sua zona econômica exclusiva, distorcendo gravemente os fatos históricos.

Afirmando que a ilhota Tok é claramente território do povo coreano, exigiram que o Japão revogasse imediatamente o “Dia de Takeshima” e abolisse todos os livros didáticos repletos de falsidades.

Organizações relacionadas à ilhota Tok, incluindo a Sede do Movimento para Salvar a Ilhota Tok, também realizaram coletivas de imprensa e eventos culturais, condenando o fato de parlamentares japoneses e altos funcionários do governo participarem das celebrações do “Dia de Takeshima”, revelando abertamente a tentativa de usurpação da ilhota Tok.

O jornal online “A Voz do Povo” criticou, em editorial, a grave distorção histórica presente nos livros didáticos que seriam usados nas escolas japonesas a partir de 2017.

Em 18 de março, denunciou-se que, entre 35 livros didáticos de ciências sociais japoneses aprovados, 27 descrevem a ilhota Tok como “território japonês”, e que em muitos deles foi removido o conteúdo que afirmava que “o exército esteve envolvido no recrutamento das escravas sexuais”, condenando isso como uma continuação das manobras cada vez mais descaradas de distorção histórica promovidas pelo governo japonês após o acordo de dezembro de 2015 com a Coreia do Sul.

Cerca de 130 organizações da sociedade civil, incluindo “Associação Cidadã para Proteger Nossas Escolas e Nossas Crianças” e a Federação Nacional das Mulheres, realizaram uma coletiva de imprensa em frente à Embaixada do Japão, em Seul, divulgando uma declaração conjunta exigindo que o Japão garantisse direitos educacionais iguais às escolas coreanas no Japão.

Empunhando cartazes e materiais com dizeres como “O governo e o judiciário japoneses devem garantir os direitos educacionais iguais também às escolas coreanas”, “Somos contra a discriminação das escolas coreanas” e “O Japão deve pedir desculpas pelo domínio colonial e cessar a repressão aos coreanos residentes”, condenaram as medidas discriminatórias das autoridades japonesas contra as escolas coreanas.

A luta anti-Japão do povo sul-coreano também se estendeu à condenação da camarilha traidora pró-Japão que apoia as manobras de nova invasão dos reacionários japoneses.

“Pessoas que Abrem a Paz e a Unificação” revelou o caráter agressivo dos treinamentos conjuntos de “busca e resgate” realizados entre a Coreia do Sul e o Japão. Também afirmou que, dentro do meio militar, circula abertamente a alegação de que o Japão deveria participar dos exercícios militares conjuntos “Key Resolve” e “Foal Eagle”, denunciando isso como uma declaração traidora do próprio “governo”, que permitiria a nova invasão japonesa.

Em novembro, 120 organizações, incluindo a Associação Tangun para a Paz e Unificação Nacional e a Associação dos Familiares de Patriotas da Independência, realizaram uma coletiva de imprensa na Praça Kwanghwamun, em Seul, exigindo que as autoridades títeres interrompessem imediatamente as manobras para firmar um acordo de proteção de informações militares com o Japão.

Nos discursos, afirmaram que tal acordo abriria caminho para uma nova invasão da península coreana pelas Forças de Autodefesa do Japão e, ao apoiar e respaldar um Japão que sonha com a restauração do militarismo, destruiria a paz da península coreana. Ressaltaram que o dia 17 marcava o 111º aniversário da falsificação do Tratado de Ulsa pelo imperialismo japonês e enfatizaram que jamais poderiam tolerar a atitude do “governo” de Pak Gun Hye de tentar firmar um acordo de proteção de informações militares com o Japão, equivalente a um segundo “Tratado dos Cinco Artigos de Ulsa”, sem a resolução completa dos crimes da invasão japonesa do passado.

Quando a camarilha traidora de Pak Gun Hye rubricou provisoriamente o acordo de proteção de informações militares com o Japão em Tóquio, em 14 de novembro, diversos setores da Coreia do Sul reagiram com forte oposição.

Nesse dia, a Confederação Democrática de Trabalhadores e a Confederação Coreana de Sindicatos exigiram, em declaração conjunta, que o “governo” de Pak Gun Hye interrompesse imediatamente o acordo, considerado um segundo “Tratado dos Cinco Artigos de Ulsa”, e renunciasse.

O prefeito de Songnam criticou duramente o “governo” de Pak Gun Hye, dizendo que parecia realmente enlouquecido ao se apressar para vender informações militares ao Japão, enquanto o presidente interino do Partido do Povo declarou que convocaria uma reunião dos líderes das três principais forças de oposição para promover a moção de impeachment ou destituição do ministro da Defesa.

Em condenação às autoridades títeres, no dia 15 a Associação dos Advogados por uma Sociedade Democrática, por meio de seu Comitê de Pesquisa sobre Questões das Forças dos EUA, divulgou uma declaração, e “Pessoas que Abrem a Paz e a Unificação” realizou um comício.

No dia 16, cerca de dez organizações, incluindo o Conselho Coreano para as Mulheres Recrutadas para a Escravidão Sexual Militar e a Rede Borboleta, realizaram um comício e, por meio de uma declaração, denunciaram que o “governo”, ao firmar o acordo de proteção de informações militares com o Japão, tentava abrir caminho para o exercício do direito de autodefesa coletiva do Japão, ataques preventivos ao Norte e uma nova invasão da península coreana. Além disso, 42 especialistas em unificação, diplomacia e segurança divulgaram uma declaração de situação exigindo a interrupção da assinatura do acordo.

Anuário da República Popular Democrática da Coreia de 2017 (páginas 518 a 536)

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