De acordo com os dados apurados até o momento, após o início da crise em Gaza, mais de 20 mil crianças perderam a vida em decorrência das indiscriminadas atrocidades de massacre cometidas pelo exército israelense. O número de crianças feridas ultrapassa 40 mil, e cerca de 20 mil tornaram-se pessoas com deficiência.
As crianças que conseguiram salvar-se por um triz enfrentam uma grave crise de fome. Foi reportado que cerca de 51 mil crianças com menos de cinco anos sofrem de desnutrição e passam por grandes sofrimentos. Além disso, com a súbita chegada de tempestades de inverno, muitas crianças, tremendo de frio, estão perdendo a vida.
Elas sequer podem sonhar em estudar. A maioria das instalações educacionais foi severamente destruída, deixando cerca de 700 mil crianças sem acesso à educação.
Em uma fase da vida em que deveriam brincar e aprender, as crianças da Faixa de Gaza, em vez de mochilas escolares, carregam tigelas, sendo obrigadas a permanecer enfileiradas o dia inteiro, com dores nas pernas, à espera de escassos suprimentos de ajuda para garantir a sobrevivência, e a viver em tendas sem as condições mínimas de vida, submetidas à ansiedade e ao medo constantes de não saber quando poderão morrer. Diante dessa trágica realidade, a comunidade internacional eleva cada vez mais as vozes de crítica e condenação contra Israel.
Um responsável da ONU expressou profunda preocupação, afirmando que as crianças da Faixa de Gaza estão sendo mortas, feridas e deslocadas, sem garantia de segurança nem de educação, e sequer conseguem brincar adequadamente; que às crianças de Gaza foi roubada a infância, e que uma geração inteira corre o risco de se tornar uma “geração abandonada”.
No entanto, Israel não demonstra a menor intenção de ouvir as vozes da comunidade internacional.
De forma descarada, insiste em afirmar que na Faixa de Gaza não existem civis e que todos com mais de três anos de idade são “terroristas”.
Embora, graças aos esforços da comunidade internacional em prol da paz no Oriente Médio, tenha sido alcançado um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, as atrocidades cometidas por Israel continuam.
Israel vangloria-se incessantemente de ter eliminado alvos “terroristas” com redes avançadas de informação e mísseis, mas, na realidade, são crianças inocentes e desavisadas que se tornam alvo de “assassinatos seletivos”.
No dia 17 de outubro do ano passado, antes mesmo de secar a tinta do acordo de cessar-fogo em Gaza, Israel atacou, no norte da Faixa de Gaza, um ônibus que transportava palestinos, matando 11 pessoas, entre elas 7 crianças e 2 mulheres. Nos dias 28 e 29 de outubro, sob o pretexto de “eliminação de bases terroristas”, realizou bombardeios em larga escala contra casas de civis e abrigos de refugiados, assassinando cerca de 100 palestinos, dos quais 35 eram crianças. No dia 3 de dezembro, lançou um ataque com mísseis contra tendas de refugiados na cidade de Khan Yunis, tirando a vida de duas crianças.
Recentemente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância anunciou que, desde a entrada em vigor do cessar-fogo em outubro do ano passado, mais de 100 crianças morreram na Faixa de Gaza. Trata-se de números oficialmente registrados, e estima-se que o número real de mortos seja ainda maior. O Fundo revelou que o exército israelense não interrompeu os bombardeios e ataques terrestres contra a Faixa de Gaza mesmo após o acordo de cessar-fogo, o que resultou em centenas de crianças feridas e submetidas a duras condições de vida.

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