domingo, 16 de agosto de 2026

Lei sobre a Garantia dos Direitos das Mulheres da República Popular Democrática da Coreia

Adotada em 22 de dezembro de 2010 pelo Decreto nº 1309 do Presidium da Assembleia Popular Suprema

Capítulo I

Princípios fundamentais da Lei sobre a Garantia dos Direitos das Mulheres

Artigo 1 (Missão da Lei sobre a Garantia dos Direitos das Mulheres)

A Lei sobre a Garantia dos Direitos das Mulheres da República Popular Democrática da Coreia contribui para elevar ainda mais a posição e o papel das mulheres, garantindo plenamente seus direitos em todos os setores da vida social.

Artigo 2 (Princípio da igualdade entre homens e mulheres)

Garantir a igualdade entre homens e mulheres é uma política consistente da República Popular Democrática da Coreia. O Estado proíbe rigorosamente todas as formas de discriminação contra as mulheres.

Artigo 3 (Atenção social às mulheres)

As mulheres desempenham um papel importante no bem-estar da família e no desenvolvimento da sociedade. O Estado assegura que, em toda a sociedade, se dê maior atenção às mulheres e que seus direitos sejam plenamente garantidos.

Artigo 4 (Plano para a garantia dos direitos das mulheres)

O Estado estabelece e executa um plano fundamental para a garantia dos direitos das mulheres. Os comitês populares locais devem elaborar anualmente planos detalhados de acordo com o plano fundamental do Estado para a garantia dos direitos das mulheres e executá-los com precisão.

Artigo 5 (Dever das instituições, empresas e organizações de garantir os direitos das mulheres)

Garantir os direitos das mulheres é uma obrigação das instituições, empresas e organizações. As instituições, empresas e organizações devem garantir plenamente os direitos das mulheres de acordo com esta Lei.

Artigo 6 (Dever dos comitês populares locais de todos os níveis de garantir os direitos das mulheres)

O trabalho de garantia dos direitos das mulheres é uma importante tarefa dos comitês populares locais de todos os níveis. Os comitês populares locais de todos os níveis devem estabelecer a garantia dos direitos das mulheres como uma função importante e tomar medidas para garantir os direitos das mulheres nas regiões sob sua jurisdição.

Artigo 7 (Dever das organizações de trabalhadores de garantir os direitos das mulheres)

A União das Mulheres é uma organização das mulheres para a garantia de seus direitos. O Comitê Central da União das Mulheres Democráticas da Coreia e as organizações da União das Mulheres de todos os níveis devem realizar responsavelmente o trabalho de garantir os direitos das mulheres de acordo com esta Lei e o Estatuto da União das Mulheres. As organizações das massas trabalhadoras, incluindo a Federação Geral dos Sindicatos, a União dos Trabalhadores Agrícolas e a União da Juventude, devem, de acordo com esta Lei, estabelecer medidas para garantir os direitos das mulheres pertencentes às suas respectivas organizações.

Artigo 8 (Dever dos órgãos judiciais de garantir os direitos das mulheres)

Os órgãos judiciais devem exercer rigoroso controle legal para impedir que os direitos das mulheres sejam violados por diversos crimes ou atos que violem a lei.

Artigo 9 (Intercâmbio e cooperação internacionais)

O Estado desenvolve o intercâmbio e a cooperação com outros países e organizações internacionais no campo da garantia dos direitos das mulheres.

Artigo 10 (Âmbito da regulamentação e aplicação da Lei)

Esta Lei regulamenta as questões que surgem na garantia dos direitos das mulheres. As questões não regulamentadas por esta Lei relacionadas à garantia dos direitos das mulheres são regidas pelas leis correspondentes. As convenções internacionais às quais nosso país aderiu relacionadas aos direitos das mulheres têm a mesma força que esta Lei.

Capítulo II

Direitos sociopolíticos

Artigo 11 (Exigências fundamentais para a garantia dos direitos sociopolíticos)

As mulheres possuem direitos iguais aos dos homens no âmbito da vida sociopolítica. Ninguém pode realizar atos que limitem ou violem os direitos e a posição sociopolítica das mulheres.

Artigo 12 (Direito de eleger e de ser eleita)

As mulheres possuem, em igualdade com os homens, o direito de eleger e o direito de ser eleitas. O Estado promove a participação ativa das mulheres nas atividades sociopolíticas e assegura o aumento da proporção de deputadas nas assembleias populares de todos os níveis.

Artigo 13 (Direito de adquirir, alterar e conservar a nacionalidade)

As mulheres possuem, em igualdade com os homens, o direito de adquirir, alterar e conservar a nacionalidade. Na República Popular Democrática da Coreia, a nacionalidade das mulheres não é alterada pelo casamento ou pelo divórcio.

Artigo 14 (Direito de trabalhar nos órgãos estatais)

As mulheres têm o direito de trabalhar em todos os órgãos estatais. Os órgãos estatais devem recrutar ativamente quadros mulheres e garantir plenamente suas condições de trabalho e de vida.

Artigo 15 (Nomeação de quadros mulheres)

As instituições, empresas e organizações devem formar e nomear sistematicamente quadros mulheres. Não devem discriminar as mulheres no trabalho de seleção, formação e nomeação de quadros.

Artigo 16 (Proteção no âmbito judicial)

Os órgãos judiciais devem, ao tratar e solucionar casos relacionados às mulheres, respeitar sua dignidade e garantir plenamente seus direitos e interesses.

Artigo 17 (Direito de apresentar reclamações e petições)

As mulheres têm o direito de apresentar reclamações e petições. As instituições, empresas e organizações devem examinar e tratar responsavelmente as reclamações e petições apresentadas pelas mulheres dentro do prazo estabelecido. Não podem deixar de receber ou ignorar as reclamações e petições das mulheres.

Capítulo III

Direitos à educação, à cultura e à saúde

Artigo 18 (Exigências fundamentais para a garantia dos direitos das mulheres nos setores da educação, da cultura e da saúde)

As mulheres possuem direitos iguais aos dos homens nos setores da educação, da cultura e da saúde. Na República Popular Democrática da Coreia, os direitos das mulheres à educação, à cultura e à saúde são plenamente garantidos pela correta política do Estado para as mulheres.

Artigo 19 (Garantia da igualdade entre homens e mulheres na admissão, progressão escolar e colocação após a graduação)

Os órgãos de orientação educacional e os comitês populares locais devem garantir plenamente o direito das mulheres de ingressar e prosseguir os estudos em escolas de todos os níveis, em igualdade com os homens, bem como de receber colocação após a graduação. Ao recrutar estudantes para universidades ou escolas especializadas, não devem deixar de admitir ou restringir mulheres por motivo de sexo, exceto nos cursos de áreas de especialização específicas.

Artigo 20 (Proteção e promoção do corpo e da saúde das alunas)

As instituições educacionais devem proporcionar educação adequada às características físicas das alunas, dispor plenamente das instalações correspondentes destinadas às mulheres e proteger e promover a saúde das alunas.

Artigo 21 (Dever dos pais relacionado à educação obrigatória)

Os pais ou tutores devem cumprir seu dever para que as meninas que atingiram a idade escolar possam receber educação de acordo com o sistema de educação secundária geral obrigatória. Devem matricular sem exceção as meninas que atingiram a idade escolar, exceto nos casos em que estejam doentes ou tenham motivos inevitáveis e tenham obtido a aprovação do comitê popular local correspondente.

Artigo 22 (Garantia das condições para a educação profissional e técnica)

Os comitês populares locais de todos os níveis e os órgãos correspondentes devem proporcionar plenamente as condições para que as mulheres possam receber educação profissional e técnica, de acordo com as condições de suas respectivas localidades.

Artigo 23 (Direito à vida cultural)

As mulheres possuem o direito de participar da vida cultural em igualdade com os homens. As instituições, empresas e organizações devem garantir as condições necessárias para que as mulheres possam participar, em igualdade com os homens, de atividades científicas, técnicas, literárias, artísticas e esportivas.

Artigo 24 (Direito de receber tratamento)

As mulheres possuem, em igualdade com os homens, o direito de receber tratamento. Os órgãos de saúde devem dispor de instalações médicas especializadas para as mulheres, proteger ativamente sua saúde e assegurar que possam receber tratamento sem inconvenientes. Os órgãos, empresas e organizações correspondentes devem garantir prioritariamente às mulheres as condições para receber tratamento.

Artigo 25 (Garantia dos direitos das mulheres rurais à educação, à cultura e à saúde)

Os comitês populares locais e os órgãos correspondentes devem proporcionar plenamente as instalações e condições necessárias para que as mulheres rurais recebam educação e tratamento nas mesmas condições que as mulheres urbanas e possam levar uma vida cultural.

Capítulo IV

Direito ao trabalho

Artigo 26 (Exigências fundamentais para a garantia dos direitos das mulheres no âmbito do trabalho)

As mulheres possuem direitos iguais aos dos homens no âmbito do trabalho. Os comitês populares locais e os órgãos correspondentes devem garantir o direito das mulheres de participar do trabalho em igualdade com os homens, o direito à proteção do trabalho e o direito à seguridade social.

Artigo 27 (Garantia das condições de trabalho)

Os comitês populares locais e os órgãos correspondentes devem proporcionar plenamente todas as condições para que as mulheres possam participar ativamente do trabalho social. Os órgãos, empresas e organizações correspondentes devem equipar e operar adequadamente creches, jardins de infância, instalações de conveniência e outras semelhantes, para que as mulheres que trabalham possam participar tranquilamente do trabalho.

Artigo 28 (Proibição da discriminação na colocação profissional)

As instituições, empresas e organizações, ao admitir trabalhadores, não devem deixar de admitir ou restringir mulheres por motivo de sexo ou por outros motivos, como casamento, gravidez ou parto, exceto nos setores ou departamentos de trabalho inadequados para mulheres. É proibido empregar mulheres que ainda não tenham atingido a idade para trabalhar.

Artigo 29 (Proteção do trabalho das trabalhadoras)

As instituições, empresas e organizações devem dar profunda atenção ao trabalho de proteção das mulheres. Devem proporcionar às mulheres as instalações de segurança do trabalho e de higiene do trabalho estabelecidas e garantir a segurança no trabalho de acordo com as características fisiológicas das mulheres. Não se pode exigir que as mulheres trabalhem em locais que não disponham das instalações de segurança do trabalho e de higiene do trabalho estabelecidas. As mulheres recebem proteção especial durante os períodos pré-natal e pós-natal e durante o período de amamentação.

Artigo 30 (Setores e profissões proibidos às mulheres)

Os órgãos de orientação da administração do trabalho devem determinar os setores e profissões de trabalho que devem ser proibidos às mulheres e assegurar que sejam rigorosamente respeitados. As instituições, empresas e organizações não devem empregar mulheres em setores e profissões de trabalho proibidos, nem submeter a trabalho noturno as trabalhadoras que tenham filhos de colo ou estejam grávidas.

Artigo 31 (Igualdade entre homens e mulheres na remuneração do trabalho)

As instituições, empresas e organizações devem pagar às mulheres a mesma remuneração que aos homens por trabalho igual. A jornada de trabalho diária das trabalhadoras que tenham três ou mais filhos é de 6 horas, sendo-lhes pago integralmente o custo de vida.

Artigo 32 (Igualdade entre homens e mulheres na determinação das qualificações técnicas, profissionais e das categorias)

Os órgãos, empresas e organizações correspondentes não devem discriminar as mulheres pelo fato de serem mulheres ao determinar qualificações técnicas, qualificações profissionais ou categorias.

Artigo 33 (Garantia da licença pré-natal e pós-natal)

O Estado concede às trabalhadoras, além das férias regulares e adicionais, independentemente do tempo de serviço, licença pré-natal e pós-natal de 60 dias antes do parto e 180 dias após o parto. Durante o período de licença pré-natal e pós-natal, não se pode exigir que as mulheres trabalhem.

Artigo 34 (Proibição da demissão injustificada)

As instituições, empresas e organizações não devem demitir mulheres do trabalho por motivos como casamento, gravidez, licença pré-natal e pós-natal ou período de amamentação, exceto quando houver solicitação da própria trabalhadora.

Artigo 35 (Aplicação do sistema de seguro social)

Os comitês populares locais de todos os níveis e os órgãos correspondentes devem implementar rigorosamente o sistema de seguro social para as mulheres, estabilizar as condições de vida das mulheres que tenham perdido temporariamente sua capacidade de trabalhar por motivos como doença ou lesão e garantir plenamente as condições para seu tratamento.

Capítulo V

Direitos pessoais e patrimoniais

Artigo 36 (Exigências fundamentais para a garantia dos direitos das mulheres nos âmbitos pessoal e patrimonial)

As mulheres possuem direitos pessoais e patrimoniais iguais aos dos homens. Ninguém pode realizar atos que violem os direitos pessoais e patrimoniais das mulheres.

Artigo 37 (Direito à inviolabilidade pessoal)

As mulheres possuem o direito à inviolabilidade pessoal. É proibido restringir ilegalmente a liberdade das mulheres, causar danos ao corpo das mulheres por meios violentos ou não violentos ou revistar o corpo das mulheres.

Artigo 38 (Direito à inviolabilidade da saúde e da vida)

As mulheres possuem o direito à inviolabilidade da saúde e da vida. Não se pode matar meninas recém-nascidas por serem do sexo feminino, nem maltratar ou desprezar mulheres que tenham dado à luz meninas, mulheres grávidas, mulheres doentes, mulheres com deficiência ou mulheres idosas. No caso de mulheres grávidas, a execução da pena é suspensa desde três meses antes do parto até sete meses após o parto.

Artigo 39 (Proibição do sequestro e do tráfico)

Ninguém pode sequestrar, traficar, estuprar ou cometer incesto com mulheres. Os órgãos correspondentes devem estabelecer rigorosamente medidas para impedir o sequestro, o tráfico, o estupro e o incesto contra mulheres e devem punir rigorosamente, de acordo com a lei, aqueles que cometerem tais atos.

Artigo 40 (Proibição da prostituição)

Aquele que praticar prostituição será punido de acordo com a lei. Aqueles que organizarem, incentivarem ou coagirem alguém a praticar prostituição também serão punidos de acordo com a lei.

Artigo 41 (Respeito à dignidade e à honra das mulheres)

As mulheres possuem o direito à dignidade e à honra. As instituições, empresas, organizações e cidadãos devem respeitar a dignidade e a honra das mulheres.

Artigo 42 (Direito das mulheres à propriedade na família)

As mulheres casadas possuem conjuntamente com o marido o direito de propriedade sobre os bens familiares. Independentemente de sua renda, as mulheres podem, em igualdade com o marido, possuir, utilizar e dispor dos bens familiares. Em caso de divórcio com o marido, as mulheres podem reivindicar seus direitos sobre seus bens individuais.

Artigo 43 (Igualdade entre homens e mulheres na herança de bens)

As mulheres possuem direitos iguais aos dos homens à herança de bens. Quando a ordem de sucessão for a mesma, não se deve discriminar as mulheres por motivo de sexo.

Capítulo VI

Direitos no casamento e na família

Artigo 44 (Exigências fundamentais para a garantia dos direitos das mulheres no casamento e na família)

As mulheres possuem direitos iguais aos dos homens no casamento e na família. O casamento e a família são protegidos pelo Estado.

Artigo 45 (Direito das mulheres à liberdade de casamento)

As mulheres possuem o direito ao casamento livre. Não se pode violar ou interferir no direito das mulheres à liberdade de casamento.

Artigo 46 (Proibição da violência doméstica)

Na família, não se deve cometer nenhuma forma de violência contra as mulheres. Os comitês populares locais e as instituições, empresas e organizações devem realizar regularmente atividades educativas com os moradores e trabalhadores para impedir a violência doméstica, de modo que tais atos não ocorram nas famílias dos cidadãos sob sua jurisdição ou pertencentes às suas respectivas organizações.

Artigo 47 (Motivos para impedir a iniciativa de divórcio)

Quando surgir uma questão de divórcio entre marido e mulher, o homem não pode requerer o divórcio se a esposa estiver grávida ou se ainda não tiver transcorrido um ano desde o parto. Quando a mulher requerer o divórcio contra o marido, a disposição do parágrafo anterior não se aplica.

Artigo 48 (Divisão dos bens em caso de divórcio)

Quando marido e mulher se divorciam, a questão da divisão dos bens familiares deve ser resolvida mediante acordo entre ambas as partes. Se não houver acordo, o tribunal correspondente deve resolvê-la com base nas circunstâncias concretas de ambas as partes e segundo o princípio de proteger os interesses dos filhos e da mulher. As disputas relacionadas ao direito de utilização de habitações pertencentes ao Estado são resolvidas de acordo com as disposições correspondentes do Direito Civil e da Lei de Processo Civil.

Artigo 49 (Direitos e deveres relativos à proteção dos filhos menores)

As mulheres possuem, em igualdade com o marido, o direito e o dever de proteger os filhos menores. Se o marido tiver falecido, perdido a capacidade de agir ou, por outras circunstâncias inevitáveis, não puder ser o tutor dos filhos menores, a mulher terá o direito e o dever de protegê-los.

Artigo 50 (Liberdade de procriação)

As mulheres têm o direito de ter ou não ter filhos. O Estado incentiva as mulheres a terem e criarem muitos filhos. Às mulheres que dão à luz e criam trigêmeos ou múltiplos, bem como às crianças, são concedidos cuidados e benefícios especiais, como a designação de um médico responsável e o fornecimento gratuito de boas moradias, medicamentos, alimentos e artigos de uso doméstico.

Artigo 51 (Proteção das mulheres grávidas)

Quando uma mulher der à luz, a instituição médica correspondente deve fornecer medicamentos seguros e eficazes e técnicas de tratamento, garantindo responsavelmente sua saúde. Os órgãos de saúde e as instituições, empresas e organizações correspondentes devem dar profunda atenção à proteção da saúde das mulheres durante a gravidez e cuidar adequadamente da saúde das mães e das crianças.

Capítulo VII

Direção e controle sobre o trabalho de garantia dos direitos das mulheres

Artigo 52 (Direção do trabalho de garantia dos direitos das mulheres)

A direção do trabalho de garantia dos direitos das mulheres é realizada pelos órgãos centrais correspondentes e pelos comitês populares locais sob a direção unificada do Conselho de Ministros. Os órgãos centrais correspondentes e os comitês populares locais devem estabelecer adequadamente o sistema de direção do trabalho de garantia dos direitos das mulheres e exercer regularmente sua supervisão e direção.

Artigo 53 (Tarefas das organizações de mulheres)

O Comitê Central da União das Mulheres Democráticas da Coreia e as organizações da União das Mulheres de todos os níveis devem organizar e realizar, por diversas formas e métodos, trabalhos destinados a elevar a consciência social sobre a garantia dos direitos das mulheres e a posição e o papel das mulheres. As instituições, empresas e organizações devem cooperar ativamente e prestar assistência ao trabalho das organizações da União das Mulheres.

Artigo 54 (Supervisão e controle sobre o trabalho de garantia dos direitos das mulheres)

A supervisão e o controle sobre o trabalho de garantia dos direitos das mulheres são realizados pelos órgãos centrais correspondentes, pelos comitês populares locais e pelos órgãos de supervisão e controle. Os órgãos centrais correspondentes, os comitês populares locais e os órgãos de supervisão e controle devem exercer rigorosa supervisão e controle sobre a situação do trabalho de garantia dos direitos das mulheres.

Artigo 55 (Responsabilidade administrativa ou criminal)

Aos funcionários responsáveis das instituições, empresas e organizações e aos cidadãos individuais que, por violarem esta Lei, tenham causado obstáculos ao trabalho de garantia dos direitos das mulheres, será imposta responsabilidade administrativa ou criminal de acordo com a gravidade do ato.

Kim Ok Sun

Kim Ok Sun, operária da Fábrica de Fiação de Pyongyang, destacou-se por suas contribuições para o aumento da produção de sua unidade. Por seus méritos no trabalho, foi condecorada com o título de Heroína do Trabalho, tornando-se exemplo de dedicação entre as trabalhadoras.
 

Im Nung Suk

Im Nung Suk, jogadora de voleibol da seleção nacional, destacou-se por suas excelentes qualidades esportivas e dedicação às competições. Por suas realizações e contribuição ao desenvolvimento do esporte coreano, foi condecorada com o título de Mestre do Esporte.
 

Kim Rak Hui

Kim Rak Hui destacou-se por sua longa trajetória de direção no setor agrícola e nos órgãos do Partido. Após formar-se na Universidade de Economia Popular, exerceu cargos de direção em fazendas cooperativas e órgãos de economia rural, além de atuar no Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia. Posteriormente, desempenhou a função de secretária responsável do Comitê do Partido do Trabalho da Coreia na província de Hwanghae do Sul, sendo nomeada vice-Primeira-Ministra do Conselho de Ministros em 2010. Por seus méritos, foi condecorada como Heroína do Trabalho.
 

Kim Pong Rye

Kim Pong Rye, operária de fiação da Fábrica de Fiação de Pyongyang, destacou-se no período do pós-guerra ao cumprir em apenas sete meses o plano de três anos e formar mais de 450 trabalhadoras qualificadas. Por seus notáveis méritos no trabalho, recebeu o título de Heroína do Trabalho, tornando-se exemplo de dedicação e iniciativa entre os trabalhadores.
 

Kim Jong Suk

Kim Jong Suk, operária da Fábrica de Fiação de Hamhung, destacou-se por seus méritos no aumento da produção e da eficiência de sua unidade. Por suas realizações no trabalho, foi condecorada com o título de Heroína do Trabalho, tornando-se exemplo de dedicação e elevado espírito de responsabilidade entre as trabalhadoras.


 

Kim Yong Sun

Kim Yong Sun, jogadora de basquete da seleção nacional, destacou-se por suas excelentes qualidades esportivas e dedicação às competições. Por suas realizações no esporte, foi condecorada com o título de Mestre do Esporte, contribuindo para elevar a honra do basquete coreano.

 

Kim Pyong Ju

Kim Pyong Ju destacou-se como jogadora de basquetebol e integrante da seleção nacional, demonstrando elevado nível técnico e espírito combativo nas competições. Com seu talento e dedicação, contribuiu para elevar a honra e a dignidade do esporte coreano. Por seus méritos, foi condecorada como "Mestre do Esporte".


 

Atos arbitrários para usurpar o território palestino

Há pouco, os ministros das Relações Exteriores de oito países islâmicos, incluindo Paquistão, Egito, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, emitiram uma declaração conjunta condenando veementemente as incursões de israelenses na Mesquita Al-Aqsa, localizada em Al-Quds Oriental, na Palestina.

Antes disso, ocorreu um incidente em que numerosos judeus invadiram a Mesquita Al-Aqsa, local sagrado do Islã.

Sob o pretexto de celebrar um feriado judaico, membros do gabinete israelense, incluindo o ministro da Segurança Nacional, parlamentares e mais de 3 000 colonos judeus, entraram em massa, sob proteção policial, na Mesquita Al-Aqsa, uma mesquita islâmica dos palestinos, e provocaram tumultos. A polícia restringiu o acesso dos palestinos à Mesquita Al-Aqsa e controlou rigorosamente sua circulação.

A Mesquita Al-Aqsa está localizada em Al-Quds Oriental, na Palestina. Al-Quds é um dos lugares sagrados do Islã. Os muçulmanos consideram a Mesquita Al-Aqsa um lugar extremamente sagrado. Somente os muçulmanos podem entrar nessa mesquita para rezar.

O recente tumulto de Israel é uma manifestação de suas manobras de usurpação destinadas a tomar a Mesquita Al-Aqsa e, a todo custo, fazer de Al-Quds Oriental sua capital.

Os invasores israelenses vêm afirmando há muito tempo que Al-Quds é sua capital e, em 30 de julho de 1980, chegaram a proclamar Al-Quds como sua “capital eterna”. Os invasores israelenses começaram também a revelar abertamente sua intenção de usurpação, insistindo que a Mesquita Al-Aqsa, local sagrado do Islã, é igualmente sua mesquita. Em setembro de 1996, alegando que agia por razões arqueológicas e turísticas, Israel escavou um túnel subterrâneo sob a Mesquita Al-Aqsa, provocando a indignação de todo o mundo islâmico.

A arbitrariedade de Israel tornou-se cada dia mais extrema. Em setembro de 2000, abriu fogo de metralhadora contra palestinos que estavam rezando na mesquita, tingindo de sangue as portas, paredes e tapetes da mesquita. Em 1º de dezembro daquele ano, mobilizou milhares de policiais para impedir o acesso dos palestinos à Mesquita Al-Aqsa. Em 13 de outubro de 2014, também ocorreu um incidente em que foram lançados gases lacrimogêneos e disparados tiros de festim contra muçulmanos que protestavam contra a entrada de judeus na mesquita.

A situação chegou ao ponto de altos funcionários do governo entrarem na mesquita e revelarem abertamente suas intenções de usurpação. O ministro da Segurança Nacional de Israel é uma figura representativa disso.

Em maio de 2023, ele declarou ostensivamente: “Tenho prazer em visitar a mesquita”, enquanto percorria o local, provocando a reação do mundo islâmico. Sob a proteção das autoridades e da polícia, os extremistas de direita israelenses invadem frequentemente a Mesquita Al-Aqsa, agridem e expulsam os palestinos que estão rezando e impedem seu acesso à mesquita. Chegam até mesmo a realizar atos de oração, alegando que essa mesquita é um local sagrado do judaísmo.

As autoridades israelenses chegam a proferir absurdos como a construção de uma sinagoga na Mesquita Al-Aqsa e não hesitam sequer em hastear a bandeira israelense.

O objetivo não é outro senão judaizar a Mesquita Al-Aqsa, eliminar completamente o espírito dos palestinos e alterar o status histórico e legal de Al-Quds. Indo além, pretendem engolir por completo todo o território palestino, incluindo a Cisjordânia, Al-Quds Oriental e a Faixa de Gaza.

Kim Ji Song

Rodong Sinmun

A África que se esforça pela unidade e pela prosperidade comum

Há pouco, realizou-se na Etiópia a 49ª Reunião Ordinária do Conselho Executivo da União Africana. A reunião foi realizada sob o tema “Garantir o uso sustentável da água e sistemas seguros de saneamento para alcançar os objetivos da Agenda 2063”.

Em fevereiro, também foram realizadas discussões sobre o mesmo tema na 39ª Reunião da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

A Agenda 2063 é um plano de perspectiva e ação destinado a transformar a África, até 2063, ano do centenário da fundação da Organização da Unidade Africana, antecessora da União Africana, em um continente integrado, próspero e pacífico, impulsionado pelos próprios povos do continente e representando uma força poderosa no cenário mundial.

Na presente reunião do Conselho Executivo, foram discutidas medidas para realizar investimentos conjuntos a fim de enfrentar o problema da água, que se torna cada vez mais grave.

Na África, muitas pessoas ainda não têm acesso a água potável segura e instalações sanitárias adequadas.

Essa situação exerce uma grande influência negativa sobre os esforços para garantir o desenvolvimento e a estabilidade social da África, incluindo a saúde e a higiene pública, a segurança alimentar, o crescimento econômico e a recuperação dos danos causados pela crise climática.

Por isso, a União Africana estabeleceu o objetivo de garantir água suficiente e um ambiente sanitário limpo a todos os habitantes até 2030 e vem empreendendo esforços ativos para realizá-lo.

Na reunião, além da questão da água, foram discutidas questões relacionadas às prioridades de desenvolvimento do continente africano, à reforma institucional e à mobilização de recursos financeiros.

Também foram debatidas medidas para elaborar uma estratégia de longo prazo destinada a resolver as urgentes tarefas de desenvolvimento que a África enfrenta e, ao mesmo tempo, acelerar a integração, a prosperidade e o desenvolvimento sustentável do continente.

Meios de comunicação estrangeiros avaliaram que a presente reunião ordinária do Conselho Executivo reforçou o papel central da União Africana na definição e promoção das prioridades do desenvolvimento do continente, ao preparar recomendações políticas e projetos de decisão que serão examinados e adotados na próxima Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da União Africana.

Na sequência desta reunião ordinária, realizou-se em Adis Abeba a Primeira Cúpula Pública Mundial, sob o tema “Um novo mundo: a África abrindo caminho para um futuro comum”.

Mais de 700 representantes de organizações internacionais, instituições públicas, órgãos governamentais, círculos empresariais e especialistas, provenientes de 54 países africanos, participaram da reunião, na qual foi enfatizada a questão de elevar a influência da África no diálogo mundial e na cooperação internacional.

O presidente do Comitê Organizador Africano da cúpula declarou que a reunião se concentrou em como a África deve participar ativamente da comunidade internacional em diversos campos, como o social, econômico e tecnológico.

Vários meios de comunicação africanos avaliaram que a cúpula, realizada pela primeira vez na África, constitui uma etapa de importância estratégica.

Durante a realização desta série de conferências internacionais, o presidente da Comissão da União Africana afirmou que, para responder eficazmente às crises mundiais que exercem uma influência cada vez maior sobre as perspectivas de desenvolvimento do continente, é necessário fortalecer a unidade, mobilizar mais recursos financeiros e acelerar as reformas institucionais.

Ele também enfatizou que, para realizar os objetivos da Agenda 2063, é necessário criar as condições políticas, públicas e institucionais necessárias para isso.

Os países africanos, tendo sentido profundamente que não podem esperar nem a erradicação da pobreza nem o desenvolvimento estável do continente dependendo de forças externas, vêm demonstrando ultimamente uma tendência clara de rejeitar resolutamente as manobras de ingerência do Ocidente, fortalecer a unidade e avançar rumo ao desenvolvimento autossustentável.

O fato de, após a 39ª Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, realizada em fevereiro, questões urgentes e realistas terem sido novamente discutidas e decididas nas presentes reuniões constitui mais um importante marco no caminho do desenvolvimento da África.

Mesmo em meio à complexa e multifacetada situação política mundial, os esforços dos países africanos para alcançar a prosperidade comum com forças unidas estão recebendo o apoio da comunidade internacional.

Jang Chol

Rodong Sinmun 

A orientação aos escalões inferiores deve ser rigorosamente um trabalho com as pessoas

Atualmente, entre os funcionários, estão sendo intensificados os esforços para inovar os métodos e as formas de orientação de acordo com as exigências da nova era do desenvolvimento integral.

Neste trabalho, há um princípio importante que os funcionários devem manter.

É transformar rigorosamente a orientação aos escalões inferiores em um trabalho com as pessoas.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“A implementação rigorosa ou não da política do Partido para o povo depende inteiramente de como os funcionários lutam.”

O objetivo de orientar os escalões inferiores consiste, fundamentalmente, em assegurar que a política do Partido seja implementada incondicional, rigorosa e corretamente nos respectivos setores, regiões e unidades.

No processo da luta pela implementação da política do Partido, dificuldades e obstáculos inesperados podem surgir no caminho, e também pode haver deficiências. A luta revolucionária é aquela que é acompanhada de provações.

Mas temos a força capaz de superar tudo isso. É a força inesgotável das massas. Como esclarece a teoria ideológica do Juche, quando se mobiliza a força das massas populares, que são as donas e as responsáveis diretas pela revolução e pela construção, não pode haver neste mundo dificuldade que não possa ser superada nem fortaleza que não possa ser conquistada.

Toda a trajetória histórica da nossa revolução, que percorreu apenas o caminho da vitória e da glória, especialmente a luta dos últimos cinco anos, que gravou grandiosos acontecimentos e transformações capazes de surpreender o mundo, confirmou claramente essa verdade.

Em resumo, para os funcionários, transformar a orientação aos escalões inferiores em um trabalho com as pessoas é uma condição indispensável para cumprir plenamente seu papel como porta-estandartes da implementação da política do Partido.

Isso também é uma questão urgente para elevar ao máximo a eficácia da orientação.

É um fato conhecido que a orientação baseada em aparências e exibicionismo, que se manifesta atualmente entre alguns funcionários, está se tornando um dos principais obstáculos à implementação da política do Partido. Mesmo quando descem aos escalões inferiores, esses funcionários, sem se importar com as dificuldades e os sofrimentos das massas, substituem o trabalho por verificar dados de desempenho e impor suas opiniões subjetivas. Como resultado, embora aparentemente o trabalho pareça estar sendo realizado, o entusiasmo das massas diminui e isso não se traduz em desenvolvimento e avanço efetivos. A causa está em sua ansiedade de obter resultados, independentemente de como o processo se desenvolve.

Os funcionários não devem se apegar à obtenção de resultados visíveis; somente quando olharem para o interior do coração das pessoas, dedicarem esforços e acelerarem a transformação das pessoas e a mobilização ideológica, poderão assegurar a eficácia da orientação e garantir o desenvolvimento estável e sustentável dos setores, regiões e unidades.

Isso pode ser bem compreendido observando-se o Complexo de Cimento de Sangwon, que recentemente conquistou a Bandeira Vermelha das Três Revoluções.

Há cinco anos, ao mesmo tempo que receberam a ideia do Partido de ampliar o Movimento pela Conquista da Bandeira Vermelha das Três Revoluções para uma esfera mais ampla, abrangendo cidades, condados e complexos, também deram juntos os primeiros passos. Então, como foi que este complexo conseguiu ficar na vanguarda? 

Há um segredo no fato de terem transformado a orientação em um trabalho com as pessoas. Sob a direção do comitê do Partido, os funcionários deste local, antes de conhecerem a fundo os equipamentos e os processos de produção, empenharam-se primeiro em conhecer e resolver os sentimentos ideológicos e o íntimo das massas. Para que todos avançassem vigorosamente juntos, sem unidades ou trabalhadores atrasados, não apenas os funcionários do Partido e das organizações dos trabalhadores, mas também os quadros administrativos e econômicos, empenharam-se no trabalho com as pessoas. Em meio à criação e generalização de excelentes resultados e experiências, acelerou-se a revolucionarização, a transformação em talentos científicos e tecnológicos e a civilização.

O complexo, com inovações ousadas que negaram os limites, demonstrou o espírito de Sangwon e o estilo de luta de Sangwon, avançando por saltos sucessivos e tornando-se o primeiro complexo a conquistar a honra de ser uma unidade da Bandeira Vermelha das Três Grandes Revoluções.

Em contraste com isso, ao observar os setores, regiões e unidades que hoje não conseguem ocupar uma posição clara na luta pelas transformações, pode-se constatar que a orientação aos escalões inferiores está extremamente voltada para questões práticas.

Nesses setores, regiões e unidades, o trabalho ideológico é realizado preso a moldes mecânicos, provocando não apenas a rejeição das massas, mas também fazendo com que se considere que há pessoas separadas encarregadas do trabalho político, enquanto os funcionários pouco se voltam para o trabalho com as pessoas.

A realidade mostra que, se os funcionários, presos a concepções de pensamento e atitudes e métodos de trabalho antigos e obsoletos, não transformarem a orientação em um trabalho com as pessoas, acabarão se tornando um freio, e não uma força motriz, para a implementação da política do Partido.

Há algo que os funcionários devem ter em mente ao transformar rigorosamente a orientação aos escalões inferiores em um trabalho com as pessoas. Antes que mudem sua maneira de pensar e suas capacidades, devem mudar primeiro sua concepção das massas, suas qualidades morais e seu estilo de trabalho.

Se a concepção das massas, as qualidades morais e o estilo de trabalho não estiverem corretos, não será possível realizar corretamente o trabalho com as pessoas. As massas não abrem as portas de seu coração aos funcionários cuja concepção das massas é distorcida e cujo estilo de trabalho é rude. Os funcionários diretivos devem ter em mente que a sinceridade e a genuinidade são o único passaporte para entrar no seio das massas e devem agir com educação e moralidade, até mesmo em cada palavra e em cada ação.

Especialmente, antes de verificar os números do plano ou o estado dos equipamentos, devem dar prioridade às condições de vida das massas produtoras e resolver, de forma substancial, ao menos uma questão.

Devem empenhar-se com todas as forças na elevação e aprimoramento de suas capacidades.

Somente tendo capacidade poderão entrar no coração das pessoas, fazer um diagnóstico correto sobre elas e, com base nisso, apresentar a tempo a solução adequada, conduzindo-as vigorosamente à luta pela implementação da política do Partido.

Não é simples aprofundar o trabalho com pessoas de níveis, capacidades, personalidades e interesses diferentes. É preciso dominar profundamente os princípios e métodos do trabalho com as pessoas e também possuir conhecimentos modernos de ciência e tecnologia, de acordo com as exigências da era da ciência e tecnologia e da era da informação.

Os funcionários devem, ao transformar rigorosamente a orientação aos escalões inferiores em um trabalho com as pessoas, fortalecer por todos os meios as forças internas e, com seu poder, impulsionar vigorosamente a luta pela implementação das resoluções do 9º Congresso do Partido e das reuniões plenárias do Comitê Central do Partido.

Rodong Sinmun

Estimado camarada Kim Jong Un assiste à apresentação do Conjunto Circense Nacional por ocasião do 81º aniversário da libertação da pátria

Quando em todo o país reinam a alegria e o júbilo do povo por celebrar o dia significativo que trouxe o renascimento da grande pátria, foi oferecida no dia 16, no Circo de Pyongyang, a apresentação do Conjunto Circense Nacional em homenagem ao 81º aniversário da libertação da pátria.

Assistiu à apresentação o estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia.

Quando ele subiu à tribuna em meio à execução da música de boas-vindas, irromperam estrondosas aclamações.

O camarada Kim Jong Un estendeu calorosas felicitações a todos os habitantes do país e a todos os oficiais e soldados do Exército Popular, que criam uma nova era de desenvolvimento integral com o amor inesgotável pela pátria sagrada e preciosa, bem como com o otimismo e a confiança em sua causa.

Entre os espectadores encontravam-se membros do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do PTC e outros quadros do Partido e do governo, filhos dos mártires revolucionários antijaponeses e dos patriotas antijaponeses, professores, funcionários e alunos das escolas revolucionárias, funcionários dos ministérios, órgãos centrais e instituições das forças armadas, assim como dirigentes e inovadores do trabalho das fábricas e empresas da capital e jovens e estudantes de Pyongyang.

Foi executado o hino nacional da RPDC.

No palco foram apresentadas diversas peças, incluindo os números acrobáticos “Equilíbrio sobre o fio” e “Saltemos mais alto”, que conquistaram os maiores prêmios em festivais internacionais de circo.

As elegantes acrobacias folclóricas, de forte matiz sentimental e animado, e as excelentes habilidades dos acrobatas mostraram bem o aspecto da arte circense coreana em desenvolvimento.

As obras típicas de um famoso ilusionista querido pelo povo encantaram o público.

A apresentação, que fazia o público suar de emoção e provocava admiração e alegres risadas, recebeu calorosos aplausos dos espectadores.

O camarada Kim Jong Un mostrou-se muito satisfeito com a apresentação e felicitou calorosamente os artistas.

Em seguida, reuniu-se com os criadores, artistas e funcionários do Conjunto Circense Nacional, que, com suas excelentes apresentações, elevaram a alegria e o otimismo do povo que celebra o dia da libertação da pátria.

Disse que o Conjunto Circense Nacional é um prestigioso coletivo artístico que, durante mais de 70 anos, vem desfrutando do amor do povo e elevando a honra e o prestígio do Estado por meio da criação de obras de fama mundial e de suas fervorosas apresentações, e avaliou os méritos dos criadores e artistas que contribuíram para o desenvolvimento da cultura socialista com a força de atração característica da arte circense.

Depois, tirou uma fotografia junto aos criadores e artistas, expressando sua confiança e esperança de que eles alcancem um novo desenvolvimento e prosperidade da arte circense ao criarem e levarem ao palco excelentes obras esperadas pela época e pelo povo, demonstrando seus extraordinários dotes criativos, suas excelentes habilidades e seu fervor patriótico.

Kim Chun Yong

Kim Chun Yong foi jogadora da seleção nacional feminina de voleibol e recebeu o título de Mestre do Esporte por seus méritos esportivos. Destacou-se por seu desempenho, sendo reconhecida inclusive no exterior como uma atleta de grande potencial, e contribuiu para representar o desenvolvimento esportivo entre as mulheres da Coreia socialista.
 

An Song Hui


An Song Hui foi uma bailarina do Teatro de Dança Nacional e filha dos artistas An Mak e Choe Sung Hui. Ainda jovem, começou a estudar dança com a mãe e, após acompanhar os pais para o Norte durante a adolescência, continuou sua formação artística na Coreia, na China e na União Soviética. Em 1953, foi estudar balé na Escola de Balé do Teatro Bolshoi, em Moscou, e em 1956 conquistou o primeiro lugar no Concurso Internacional de Dança de Moscou com a "Dança Cigana".

Por seus destacados méritos no desenvolvimento da arte nacional, recebeu em 28 de dezembro de 1957 o título de Artista Meritória, sendo então responsável pela organização do repertório e pela orientação da criação artística do Teatro de Dança Choe Sung Hui. Posteriormente, em 1963, tornou-se diretora do Teatro Nacional de Dança de Pyongyang, dedicando-se também à formação de novas bailarinas e à criação de diversas obras em colaboração com sua mãe.

Pak Yong Sin

Pak Yong Sin foi atriz do Teatro Nacional nº 1. Após a libertação, atuou nos meios de esquerda no Sul da Coreia e, por volta de 1947, desertou para o Norte. Em 1949, recebeu a Medalha de Mérito junto com outros artistas e, em 1952, foi agraciada com o título de Artista Meritória. Posteriormente, exerceu importantes funções no setor cultural, tendo sido membro do Comitê Central da União de Literatura e Artes da Coreia, deputada da Assembleia Popular Suprema, membro do Comitê Central do Comitê pela Reunificação Pacífica da Pátria e ministra da Cultura da RPDC.
 

Mun Ye Bong

Mun Ye Bong foi uma destacada atriz do Estúdio Cinematográfico da Coreia e recebeu o título de Artista do Povo. Após a libertação, dedicou mais de cinco décadas à atividade cinematográfica, interpretando a protagonista de "Minha Aldeia Natal", o primeiro longa-metragem coreano, além de atuar em dezenas de outros filmes. Faleceu em 26 de março de 1999, aos 82 anos.
 

Rim So Hyang

Rim So Hyang foi cantora do Teatro Nacional de Artes e recebeu o título de Artista Meritória da RPDC. Desde a juventude, dedicou-se à ópera clássica e à arte nacional, desenvolvendo sua atividade artística após a libertação e contribuindo para o desenvolvimento da ópera nacional. Em suas memórias, destacou as condições difíceis enfrentadas pelos artistas no sul da Coreia após a libertação e sua posterior atividade artística na parte norte da República.


 

Ryu Un Gyong

Ryu Un Gyong foi cantora do Teatro Nacional de Artes e recebeu o título de Artista Meritória. Como uma das principais intérpretes da ópera "A Guarda Jovem", participou de diversas apresentações e destacou-se por sua atividade artística no desenvolvimento da ópera na RPDC.


 

Kim Kwan Bo

Kim Kwan Bo foi cantora de música folclórica e educadora de canto nacional, tendo desenvolvido importante atividade artística na República Popular Democrática da Coreia. Em 1957, no VI Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, realizado em Moscou, conquistou a medalha de ouro interpretando a canção folclórica "Ryonggang Kinari", destacando-se também pela orientação artística na apresentação de "Arirang". Por seus méritos artísticos, recebeu o título de Artista Meritória e a Ordem do Trabalho, dedicando posteriormente seus esforços à formação de novas gerações de cantores na Universidade de Música de Pyongyang.
 

Ju Pyong Son

Ju Pyong Son, operária da Fábrica Têxtil de Pyongyang, destacou-se por seus méritos no trabalho e tornou-se uma das Heroínas do Trabalho surgidas durante a grande ascensão de Chollima no período pós-guerra. Como tecelã, contribuiu para o aumento da produção e para a reconstrução do país, tornando-se exemplo para as demais trabalhadoras da fábrica.

 

Yom Jong Ja

Yom Jong Ja, operária da Fábrica de Seda de Pyongyang, destacou-se pelo cumprimento exemplar de suas tarefas e por seus méritos no trabalho, sendo condecorada com o título de Heroína do Trabalho. Por sua contribuição para o aumento da produção e seu desempenho exemplar na vida laboral, foi também eleita deputada da 5ª Legislatura da Assembleia Popular Suprema.
 

Sin Pok Sun

Durante o período de execução do plano trienal de reconstrução e desenvolvimento da economia nacional no pós-guerra, Sin Pok Sun, da Fábrica Têxtil de Kusong, destacou-se na campanha de operação de múltiplos fusos e de múltiplas máquinas, sendo condecorada posteriormente como Heroína do Trabalho por seus méritos laborais.
 

Ri Pok Sun

Ri Pok Sun, Heroína do Trabalho e instrutora política do batalhão da cidade de Hoeryong, da Brigada de Construção Ferroviária da 216ª Divisão, foi uma trabalhadora que, mesmo após perder inesperadamente o marido e enfrentar difíceis provações, permaneceu fiel à vontade do Partido. Com o espírito revolucionário indomável e de autossuficiência dos revolucionários antijaponeses, dedicou todas as suas forças à construção de um futuro melhor para o povo, tornando-se exemplo de patriotismo e perseverança.
 

Tang Un Sil

Tang Un Sim foi uma destacada trabalhadora da Fábrica de Fiação de Pyongyang que, com elevado senso de responsabilidade, colocou-se à frente no movimento pelo aumento produtivo nas décadas de 1940 e 1950, sendo posteriormente condecorada como Heroína do Trabalho.
 

Ri Sun Im

Ri Sun Im, enfermeira do Exército Popular, recebeu o título de Heroína da República em 8 de novembro de 1951, aos 23 anos de idade. Durante a Guerra de Libertação da Pátria, serviu em uma unidade médica da 12ª Divisão de Infantaria, onde, em meio aos brutais bombardeios inimigos contra hospitais divisionais e de campanha, arriscou a própria vida para salvar soldados gravemente feridos. Demonstrando elevado espírito de sacrifício, transfundiu 1.700 gramas de seu próprio sangue aos feridos, contribuindo diretamente para salvar suas vidas e mostrando com ações concretas a abnegação e o senso de dever dos membros do Exército Popular. 

Pak Chun Wol

Pak Chun Won foi uma destacada maquinista que, durante o árduo período da Guerra de Libertação da Pátria, cumpriu com êxito suas missões de transporte, sendo posteriormente condecorada como Heroína da República.
 

Kuk Sin Bok

Kuk Sin Bok foi uma jovem enfermeira e membro do Partido que, durante a Guerra de Libertação da Pátria, demonstrou elevado espírito de sacrifício e devoção ao cumprimento das decisões do Partido. Em 1º de outubro de 1950, quando aviões de combate imperialistas estadunidenses atacaram uma casa onde eram tratados soldados feridos do Exército Popular, os pacientes em estado grave ficaram expostos às rajadas de metralhadora e aos bombardeios. Sem hesitar diante do perigo, Kuk Sin Bok correu até eles e, enquanto as balas destruíam o teto e os estilhaços atingiam o local, transportou lençóis e cobertores para proteger os feridos.

Graças à sua coragem e abnegação, mais de cem companheiros foram salvos dos ataques indiscriminados dos aviões inimigos. Com apenas 22 anos de idade, Kuk Sin Bok mostrou na prática o nobre espírito dos membros do Partido durante a guerra, colocando a vida dos feridos acima da própria e cumprindo até o fim seu dever para com os companheiros. Por seus méritos, foi condecorada com o título de Heroína da República.

Kim Kyu Sik


Kim Kyu Sik (1881–1950) foi um estudioso, educador, religioso e político coreano, tendo participado do movimento de independência durante o período da ocupação japonesa. Em 1918, foi enviado à Conferência de Paz de Paris como representante da Associação da Juventude Shinhan e, posteriormente, exerceu diversos cargos no "Governo Provisório da República da Coreia", principalmente em atividades diplomáticas.

Após a libertação da Coreia, participou das iniciativas pela união das forças políticas e pela formação de um governo unificado. Em 1946, juntamente com Ryo Un Hyong, participou do "movimento de cooperação entre esquerda e direita". Em 1947, tornou-se presidente da Aliança Nacional pela Independência. Em 1948, manifestou-se contra as eleições separadas no sul e foi a Pyongyang com Kim Ku e outros representantes para participar das conversações Norte-Sul.

Na conferência conjunta realizada em Pyongyang, os participantes adotaram uma decisão sobre a situação política da Coreia e um apelo a todos os compatriotas coreanos. Declararam que o povo coreano não reconheceria o regime que seria criado por meio de eleições separadas e que estabeleceria, por seus próprios esforços, um governo unificado segundo princípios democráticos. Também apelaram aos coreanos para que se levantassem contra as eleições separadas realizadas no sul sob a supervisão da chamada Comissão Temporária da ONU para a Coreia.

Durante os dias da conferência, Kim Il Sung visitou os aposentos de Kim Ku e Kim Kyu Sik. Em 2 de maio, poucos dias depois da conferência, reuniu na ilha Ssuk os membros do presidium da conferência conjunta e, após a reunião, ofereceu-lhes um almoço ao ar livre. Kim Kyu Sik, que se estabeleceu no Norte da Coreia no início da Guerra, morreu em dezembro de 1950, aos 69 anos, com o agravamento de doenças cardíacas e asma que sofria havia longo tempo. Seus restos mortais foram enterrados no Cemitério dos Mártires Patrióticos.

Kim Won Song

Kim Won Song nasceu em 15 de maio de 1877, em Chonjon-ri, cantão de Imha, na província de Kyongsang, e seu nome original era Kim Hyong Sik. Desde a juventude, estudou os clássicos e a escrita, recebendo educação confuciana em sua família. Em 1907, quando foi fundada a Escola Hyopdong, em sua aldeia natal, tornou-se professor e dedicou-se ao ensino das novas ciências e à educação patriótica. Também participou das atividades de esclarecimento promovidas pela Associação Taehan, contribuindo para a formação de jovens e para a difusão das novas ideias.

Após a anexação da Coreia pelo Japão em 1910, Kim Won Song partiu para a Manchúria junto de seu pai e de vários familiares, estabelecendo-se posteriormente na região de Sanyuanpu. Ali participou da organização da Escola de Estudos Shinhung e de outras atividades destinadas à formação de jovens para a luta pela independência. Mais tarde, envolveu-se nas atividades do "Governo Provisório da República da Coreia" e, a partir de 1930, desenvolveu atividades clandestinas contra o imperialismo japonês no Nordeste da China, prestando apoio às unidades guerrilheiras antijaponesas. Também exerceu a função de responsável pela filial do Norte da Manchúria da Liga da Independência da Coreia.

Após a libertação da Coreia em 1945, Kim Won Song foi a Pyongyang a convite de Kim Tu Bong, na qualidade de responsável pela filial da Liga da Independência da Coreia no Norte da Manchúria. Em 1946, estabeleceu-se definitivamente na parte norte da Coreia e exerceu o cargo de vice-presidente da Associação de Apoio aos Combatentes Patrióticos. No ano de 1948, participou da Conferência Conjunta de Representantes do Norte e do Sul, realizada em Pyongyang, assumindo a presidência da sessão de abertura. Durante esses anos, dedicou-se à causa da construção de um Estado democrático e unificado da Coreia.

Durante a guerra, encontrava-se em recuperação no asilo estatal de idosos no monte Kumgang. Ao receber, em outubro de 1950, a notícia do avanço das forças das Nações Unidas para o norte, dirigiu-se à cachoeira Kuryong e morreu ali, aos 72 anos. Seu corpo foi posteriormente sepultado no Cemitério dos Mártires Patrióticos. Em reconhecimento aos seus serviços à causa da reunificação da pátria, recebeu postumamente, em 15 de agosto de 1990, o Prêmio da Reunificação da Pátria.

Sobre a sitação política da Coreia

Informe apresentado pelo camarada Kim Il Sung no ato comemorativo do primeiro aniversário do estabelecimento do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte

8 de fevereiro de 1947

Queridos compatriotas:

Hoje é um dia significativo: o primeiro aniversário do estabelecimento do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte. Este, como órgão máximo do Poder da Coreia do Norte, foi criado em 8 de fevereiro de 1946, com a missão histórica de cumprir as importantes tarefas que se colocam à nossa nação.

Tendo em vista que a formação de um governo unificado de toda a Coreia era adiada em consequência das maquinações do imperialismo estadunidense e dos reacionários internos, não podíamos permanecer impassíveis à espera da criação desse governo. Estabelecer um órgão central do Poder na Coreia do Norte foi uma exigência premente do desenvolvimento histórico de nossa nação e da vida político-econômica das massas populares. O Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte foi constituído pela vontade unânime de todas as massas populares, com o objetivo de efetuar cabalmente reformas democráticas na Coreia do Norte e realizar diversas tarefas inadiáveis.

Se fizermos um balanço das realizações e do caminho que o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte conseguiu percorrer ao longo de um ano, veremos que ele cumpriu as tarefas que lhe correspondiam, como é natural em sua qualidade de órgão máximo do poder da Coreia do Norte. É preciso dizer que a façanha empreendida na construção de nossa pátria é, na verdade, enorme.

O povo norte-coreano criou pela primeira vez na história do país, com suas próprias mãos, um órgão do poder e, desafiando todo tipo de dificuldades e obstáculos, vem exercendo o poder com suas próprias forças e realizando trabalhos imensos em todos os domínios político, econômico e cultural. As tarefas democráticas que o povo norte-coreano realizou no ano recém-transcorrido foram tão difíceis que os povos dos países capitalistas, mesmo lutando durante dezenas de anos, e até um século, não conseguiram realizá-las.

O ano que passou foi, realmente, um ano de grandes mudanças para a Coreia do Norte. O povo norte-coreano empreendeu o caminho da construção de uma nova vida esplêndida e feliz, abolindo todas as relações feudais e coloniais que, outrora, mergulharam nossas massas populares no pântano do obscurantismo, condenando-as à escravidão. Verdadeiramente, em apenas um ano, o povo norte-coreano alcançou grandes êxitos no cumprimento das tarefas democráticas.

Quais foram os fatores que permitiram ao povo norte-coreano realizar as grandes tarefas democráticas em um espaço de tempo tão curto?

Primeiro, os norte-coreanos, aproveitando as condições favoráveis que lhes permitiam desfrutar de uma vida política livre e ativa, estabeleceram o comitê popular, seu próprio poder, e vêm administrando-o com acerto.

O desmantelamento total do sistema de dominação colonial do imperialismo japonês e a tomada do poder pelo próprio povo tiveram importância decisiva para o desenvolvimento democrático da Coreia do Norte e continuarão a tê-la no futuro.

O problema do poder na política sempre se apresenta como uma questão fundamental. Se o poder não estivesse nas mãos do povo, mas nas de outras forças, isto é, de forças agressivas do imperialismo estrangeiro, ou de elementos pró-japoneses e traidores da nação, seria sequer imaginável cumprir as tarefas democráticas.

O povo da Coreia do Norte tornou-se dono do país depois de conquistar totalmente o poder; na prática, nosso poder popular consolidou sua base e lançou raízes profundas na vida do povo. Hoje, o comitê popular, poder do povo, não apenas realiza com êxito na Coreia do Norte as tarefas democráticas, mas, além disso, é uma firme garantia da vitória na luta para construir no futuro um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso.

Segundo, todo o povo respaldou e apoiou sem reservas toda a política aplicada na Coreia do Norte.

O povo norte-coreano, plenamente consciente de que toda a política do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte é aplicada unicamente em prol dos interesses das massas populares, considera seu cumprimento como tarefa própria e compreende que isso não apenas redunda em seu benefício imediato, mas também constitui uma questão vital que decidirá seu futuro destino. Esta é a razão pela qual o povo participou ativamente da tarefa de materializar toda a política do comitê popular. As reformas democráticas efetuadas na Coreia do Norte foram realizadas graças ao elevado despertar político e ao apoio ativo do povo.

Terceiro, na Coreia do Norte, os partidos políticos e organizações sociais democráticos, formando uma frente unida nacional na qual estão agrupadas todas as forças democráticas, progressistas e patrióticas, mobilizaram-se para a luta pelo cumprimento das tarefas democráticas e prestaram apoio substancial ao comitê popular.

Os partidos políticos e organizações sociais democráticos, estreitamente unidos sob a bandeira da Frente Unida Nacional Democrática, lutaram por um objetivo comum: construir um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso, graças ao que as tarefas democráticas puderam ser levadas a bom termo.

A unidade dessas forças democráticas, progressistas e patrióticas constitui um sólido fundamento para assegurar a vitória, tanto na atual construção democrática da Coreia do Norte quanto no posterior estabelecimento de um Estado independente unificado.

Atualmente, o povo norte-coreano inicia uma nova etapa de desenvolvimento. Temos a importante tarefa de democratizar e fortalecer ainda mais os comitês populares de cantão e comuna (ou bairro) — órgãos de base do Poder popular —, com vistas a consolidar os êxitos das reformas democráticas e ampliá-los no futuro.

O atual desenvolvimento democrático da Coreia do Norte transcorre em um momento em que, na arena internacional, as forças democráticas e as reacionárias travam uma luta encarniçada e complexa.

Ainda hoje, um ano e meio depois de os povos do mundo terem tomado o rumo de uma vida de paz, conquistada ao custo de incontáveis vidas e bens materiais na Segunda Guerra Mundial — guerra travada contra os fascistas e para aniquilar os agressores e incendiários de guerra —, os povos oprimidos dos países coloniais e dependentes continuam travando uma luta sangrenta pela independência, pela liberdade e pela existência. Não podemos desviar nem por um momento nosso olhar dessa dura realidade. Nesses países, os imperialistas e monopolistas continuam, com seus fuzis e até com seus canhões, massacrando habitantes por estes exigirem soberania e independência; e ali prosseguem todo tipo de atos de extermínio, humilhação nacional e trabalho escravo.

Churchill, ex-primeiro-ministro da Inglaterra, seus “amigos” de países como os EUA, França, Países Baixos e outras forças imperialistas e fascistas sobreviventes conspiram para agredir as nações fracas e pequenas, protegidos pela cortina de fumaça do “perigo de uma nova guerra” e do “antissovietismo”, e sonham com a expansão e uma nova repartição das colônias. Sob o pretexto de “abrir as portas”, os imperialistas lançaram uma ofensiva vigorosa contra os países emergentes e os países fracos e pequenos. Seu exemplo mais representativo é a política que aplicam em relação às nações pequenas e fracas da Europa Oriental. Por que querem “internacionalizar” o Danúbio? Porque os imperialistas querem submeter os países dessa região ao seu capital monopolista, transformando-os em mercado para seus produtos. Entretanto, a história nunca se repete, nem pode retroceder.

Se depois da Primeira Guerra Mundial as potências imperialistas repartiram as colônias e semicolônias com relativa facilidade, hoje, concluída a Segunda Guerra Mundial, deparam-se com a vigorosa resistência dos povos em todos os lugares para onde dirigem a ponta de suas armas agressivas. Uma prova clara disso é a guerra de resistência do povo chinês, a guerra de independência do povo vietnamita contra as forças imperialistas e seus lacaios, e as lutas sangrentas dos povos indonésio, filipino e grego contra os agressores e seus lacaios. Também os povos dos países coloniais e dependentes, como a Índia, a Birmânia e o Egito, levantaram-se para a luta pela soberania e independência nacionais.

Hoje, derrotados os agressores fascistas, os países fracos e pequenos da Europa, que estiveram sob o domínio das potências imperialistas e seus lacaios depois da Primeira Guerra Mundial, transformaram-se em Estados independentes e avançam pelo novo caminho da democracia. Os povos de países como Polônia, Iugoslávia, Bulgária, Albânia, Tchecoslováquia e Romênia estabeleceram um poder democrático, liquidando todos os reacionários traidores da pátria internos, e estão realizando reformas democráticas de grande significado na vida política, econômica e cultural. A vitória das forças democráticas nas eleições parlamentares realizadas nesses países mostra claramente a direção que tomaram. Vários países do Leste e do Sudeste da Europa, constituindo uma poderosa força democrática que mantém a paz e a segurança na Europa, lutam para criar Estados soberanos e independentes.

A União Soviética, que suportou sozinha o peso da Segunda Guerra Mundial para derrotar os invasores fascistas, desempenhou um papel decisivo para levar a guerra à vitória e, no pós-guerra, passou a liderar a luta para garantir a paz e a segurança no mundo.

Depois da Primeira Guerra Mundial, a consciência política dos povos nos países capitalistas era muito escassa e sua força organizativa, débil, mas hoje, em âmbito mundial, muitos deles participam ativamente da vida política e sua solidariedade cresce vertiginosamente. É assim que os povos dos países capitalistas do mundo se orientam a deter, por meio de sua luta, a política reacionária dos governantes internos e a decidir eles próprios seus destinos.

Todos esses fatos refletem que uma nova mudança ocorreu na situação política do mundo depois da Segunda Guerra Mundial. Por meio de tais fatos não é difícil compreender por que Churchill, seus “amigos” dos países capitalistas e outros reacionários internacionais se esgoelam atacando, caluniando e difamando furiosamente as forças democráticas de seus países e do mundo inteiro.

Embora, no cenário internacional, a luta entre a democracia e a antidemocracia, o progresso e a reação se torne acirrada e complexa, a situação, em geral, já mudou em favor dos povos. As forças democráticas do mundo são muito mais poderosas que as forças antidemocráticas e reacionárias. Hoje, o mundo não segue a direção que os imperialistas, os reacionários e os promotores de uma nova guerra tentam lhe impor, mas uma nova direção, a da democracia, reivindicada pelos povos, por um caminho que garanta uma paz duradoura e a segurança.

Esta é, precisamente, a nova situação internacional na qual está inserida nossa pátria, cujo povo inteiro está empenhado na luta pela construção de um Estado democrático, soberano e independente.

A realidade concreta da Coreia, surgida depois da libertação, mostra que essa luta entre democracia e antidemocracia, progresso e reação, que se desenvolve no cenário internacional, também se refletiu, tal como é, em nosso país.

O povo coreano também edificará um Estado democrático, soberano e independente somente mediante uma luta tenaz contra as forças reacionárias internas e as forças agressivas externas.

Atualmente, na Coreia do Norte, as massas populares são donas do poder, e a luta pela construção democrática ganha vigor, mas na Coreia do Sul não ocorre o mesmo. A Coreia do Sul está se convertendo em um covil de elementos pró-japoneses e pró-estadunidenses, de traidores da nação, onde os reacionários recorrem a todo tipo de maquinações para obstruir a aplicação, ali, da resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países e impedir o desenvolvimento democrático da Coreia.

Hoje, o povo coreano tem duas alternativas. Uma é o desenvolvimento democrático empreendido pelas massas populares da Coreia do Norte; a outra é antipopular e antidemocrática: é a alternativa adotada pelos reacionários sul-coreanos.

1. Construção democrática na Coreia do Norte

Durante quase meio século de domínio colonial do imperialismo japonês, nossa nação coreana sofreu, no plano político e econômico, uma cruel opressão e exploração, por métodos e meios de dominação tão bárbaros que não têm precedentes na história mundial. O imperialismo japonês oprimiu e enganou, saqueou e assassinou a nação coreana, privando-a não apenas da liberdade de palavra, imprensa, reunião, associação e manifestação, mas até mesmo da liberdade de religião. Especialmente nos últimos 10 anos, durante os quais se preparava para uma guerra imperialista e travava uma guerra de agressão, os imperialistas japoneses saquearam todos os recursos naturais da Coreia, utilizando-os para fins bélicos; colocaram todas as fábricas, empresas e meios de transporte, criados à custa do sangue e do suor dos coreanos, a serviço da produção de armas e outros materiais bélicos e de seu transporte; mobilizaram à força a mão de obra do povo coreano para utilizá-la na fabricação de materiais bélicos. Sob os títulos de “voluntários”, “recrutas estudantes”, “recrutas militares” e “recrutas para o trabalho”, o imperialismo japonês levou jovens e homens de meia-idade da Coreia, transformando-os em bucha de canhão de sua guerra agressiva.

Diante dessa cruel perseguição e repressão por parte dos bandidos imperialistas japoneses, nosso povo opôs diversas formas de luta dentro e fora do país e, particularmente, os autênticos patriotas coreanos empunharam as armas, impulsionando vigorosamente durante longo tempo a Luta Armada Antijaponesa. Desse modo, finalmente conseguiram derrotar os agressores imperialistas japoneses e libertar o país.

Depois da libertação, o povo norte-coreano empreendeu o caminho da criação de uma nova vida. Nosso povo, que conquistou a liberdade de palavra, imprensa, reunião, associação, manifestação e religião, desmantelou o criminoso aparato de dominação do bandidesco imperialismo japonês, eliminou os elementos pró-japoneses de todos os campos e organizou partidos políticos e organizações sociais democráticos. Unimos estreitamente as amplas massas populares sob a bandeira da democracia. Reunindo os operários e empregados na Federação dos Sindicatos, os homens do campo na União dos Camponeses, os jovens na União da Juventude Democrática, as mulheres na União das Mulheres Democráticas, lançamos as bases da Frente Unida Nacional Democrática.

Nosso povo, que conquistou os direitos políticos, criou em toda parte comitês populares, seus órgãos de poder, e, sob sua direção, realizou tarefas democráticas, mantendo ao mesmo tempo a segurança, defendendo e explorando fábricas, empresas e os transportes. O comitê popular é um poder autenticamente popular que luta pelos interesses das amplas massas populares, dando-lhes a possibilidade de participar com entusiasmo na construção de um novo Estado democrático.

Um ano depois de sua fundação, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte realizou com êxito a reforma agrária e uma série de importantes tarefas democráticas, lançando assim uma sólida base material para construir um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso.

A reforma agrária efetuada no mês de março de 1946 concretizou o anseio secular de nossos camponeses ao abolir completamente as relações feudais de posse da terra, entregando-a àqueles que a trabalham. Em virtude da reforma agrária, foram confiscados dos imperialistas japoneses, dos elementos pró-japoneses, dos traidores da nação e dos proprietários de terras que possuíam mais de cinco hectares, sem qualquer tipo de indenização, 1 milhão 325 mil hectares. Desse total, 981 390 hectares foram distribuídos gratuitamente entre 724 522 famílias compostas por trabalhadores agrícolas, camponeses sem terra ou com pouca terra.

Como resultado da reforma agrária, não apenas foram lançadas as bases para consolidar a base material do novo campo democrático e criada a possibilidade de acelerar o livre desenvolvimento da economia rural, mas também começaram a aparecer grandes montes de feixes de cereais nos pátios das casas dos camponeses, e seu nível de vida elevou-se. Além disso, lançou-se a base para resolver com êxito o problema de alimentos colocado diante do país e o de matérias-primas para a indústria.

Além de entregar ao Estado vinte e cinco por cento da colheita como imposto em espécie, os camponeses organizaram, por iniciativa própria, uma campanha patriótica de entrega de cereais ao Estado. Essa nobre campanha despertou a simpatia patriótica de amplos setores da população da Coreia do Norte e ajudou consideravelmente o país a solucionar o problema dos alimentos.

A nacionalização de todas as fábricas, minas, usinas elétricas, transportes ferroviários, comunicações e instituições financeiras que pertenciam aos imperialistas japoneses e aos traidores da nação, e que foram criados à custa do sangue e do suor do povo coreano, é condição fundamental não apenas para erradicar da indústria a base econômica dos reacionários, incluindo os pró-japoneses, mas também para reabilitar e desenvolver rapidamente a indústria destruída e promover, de forma livre e segura, a economia nacional. Por isso, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte promulgou, em 10 de agosto de 1946, a Lei da Nacionalização das Principais Indústrias. O número das principais empresas nacionalizadas em virtude dessa Lei chega a 1 034, cujo valor é estimado em bilhões de wons. Hoje, graças a essa nacionalização, as empresas industriais que anteriormente eram utilizadas para explorar o povo coreano, depois de terem sido construídas por este ao preço de seu sangue e suor, passaram inteiramente à propriedade de nosso povo e estão a serviço do desenvolvimento da economia nacional.

A Lei do Trabalho, promulgada em 24 de junho de 1946, possibilitou aos operários libertarem-se das relações de exploração colonial do imperialismo japonês. Graças a essa Lei, melhoraram as condições de trabalho dos operários; entraram em vigor os sistemas de jornada de oito horas, de seguro social e de férias regulares para operários e empregados; foi abolido o tratamento discriminatório para com as operárias: por trabalho igual, recebem remuneração igual à dos operários; foi proibido o trabalho de menores de 14 anos de idade e reduzida a jornada de trabalho dos menores de 16 anos de idade; melhorou o nível de vida material e cultural das massas trabalhadoras. Em virtude do sistema de seguro social, foi estabelecido um grande número de novos hospitais, casas de repouso e sanatórios. Como resultado da entrada em vigor da Lei do Trabalho, os operários e empregados da Coreia do Norte trabalham em condições ideais.

As mulheres da Coreia do Norte, que durante longo tempo sofreram tratamentos desumanos e ignominiosos e uma exploração dupla e tripla, devido aos hábitos feudais e à política colonial do imperialismo japonês, participam da vida política, social e cultural em igualdade de condições com os homens e obtêm direitos econômicos, depois de se libertarem de todos os tratamentos discriminatórios graças à Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher. Desse modo, as mulheres norte-coreanas participam sem restrições da construção democrática e da política do Estado e têm plenas possibilidades de desenvolver suas capacidades como trabalhadoras de um novo Estado democrático. Para comprová-lo, basta assinalar o fato de que, nas eleições para membros dos comitês populares, em nível de província, cidade e condado, realizadas em 3 de novembro do ano passado, 453 mulheres foram eleitas, ou seja, 13,1% do total de membros dos comitês populares, e agora trabalham como dirigentes nos órgãos da administração estatal.

Um ano depois de sua fundação, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte também liquidou, no domínio da educação, os vestígios do imperialismo japonês, estabelecendo um novo sistema de educação popular, e realizou muitas tarefas para aumentar os centros de educação popular e melhorar a instrução tecnológica.

No que se refere ao número de escolas, hoje, na Coreia do Norte, registrou-se um aumento de 1 110 escolas primárias, 173 de ensino secundário e 21 especializadas em comparação com a época do imperialismo japonês; nos recém-fundados centros de ensino superior estudam 3 100 universitários. Foram criadas 12 escolas de tecnologia industrial em grandes fábricas e minas para formar quadros técnicos, e nas grandes cidades funcionam dia e noite centros de formação de especialistas industriais. O número total de alunos na Coreia do Norte chega hoje a mais de um milhão e trezentos mil.

Com o objetivo de instruir os analfabetos, que constituem a maioria da população, e transformá-los em habitantes civilizados do novo Estado democrático, desenvolve-se em todas as partes do país uma animada campanha de alfabetização de adultos. Agora, em mais de 16 mil escolas para adultos, estudam 556 mil pessoas.

Uma das tarefas mais importantes para estabelecer o sistema de educação popular, consolidá-lo e desenvolvê-lo é resolver o problema dos professores e dos manuais. Para preparar novos trabalhadores do ensino dotados de ideias democráticas, abrimos em cada província uma escola pedagógica especializada e criamos, além disso, centros de formação acelerada de professores, formando já em julho do ano passado uma turma de 2 mil professores primários; atualmente, há cerca de 2 mil alunos matriculados. Resolvido o problema dos materiais e da impressão, que era considerado difícil de solucionar, redigimos e imprimimos em nosso idioma 519 mil e 600 manuais de 47 disciplinas para as escolas primárias e secundárias e em breve editaremos e distribuiremos manuais de mais 56 disciplinas.

No que diz respeito à esfera cultural, foram instalados e encontram-se em funcionamento 83 cinemas e teatros, 9 emissoras de rádio e 35 bibliotecas, e são publicadas 20 revistas e 22 jornais. Foi assim que pudemos resolver paulatinamente a situação caótica que tínhamos no início nesse domínio. As instituições culturais e as publicações desempenham um grande papel no florescimento e desenvolvimento da cultura nacional democrática.

Superando todas as situações difíceis, alcançamos também um grande êxito no fortalecimento da saúde pública, destinado a promover a saúde de nosso povo e prevenir as epidemias e outras doenças periódicas. Na Coreia do Sul, numerosos habitantes morreram vítimas da cólera no verão do ano passado. Entretanto, em nossa Coreia do Norte, ela foi prontamente combatida, sendo mínimas as perdas humanas, porque aqui foram tomadas rigorosas medidas preventivas e os habitantes se mantiveram alertas. Com vistas a melhorar a saúde pública, destinamos grandes recursos para aumentar a quantidade de estabelecimentos médicos e instalações de saúde pública e formar pessoal técnico nessa especialidade. Hoje, na Coreia do Norte, existem 70 hospitais populares e muitos outros centros médicos.

Depois da libertação, abolimos o aparato judicial do imperialismo japonês, criamos órgãos judiciais autenticamente populares, estabelecemos um sistema de julgamento popular e também um sistema de jurados populares para realizar julgamentos justos. Em especial, em 14 de janeiro passado, adotamos uma decisão sobre a eletividade dos juízes. Com o objetivo de assentar o trabalho dos tribunais sobre uma base popular e desenvolvê-lo em uma direção genuinamente democrática, procuramos fazer com que os funcionários responsáveis por esse setor sejam eleitos entre o povo trabalhador e que a vontade do povo se reflita devidamente no processo judicial, o que, sendo uma medida tomada pela primeira vez nos anais de nosso país, esclareceu a direção democrática do julgamento.

O povo norte-coreano, plenamente consciente de que é dono do país, demonstrou entusiasmo patriótico no cumprimento de todas as tarefas democráticas e trabalhou com todas as suas energias para elevar a produção e acelerar a construção. Mais de 579 mil habitantes de Pyongyang foram mobilizados ao todo e realizaram em 55 dias a grande obra de regularização do curso do rio Pothong, que consistia em construir um dique de 5 quilômetros de extensão e escavar mais de 420 mil metros cúbicos de terra; também, na instalação das linhas de transporte de carvão da Mina de Samsin, participaram durante um mês mais de 260 mil pessoas ao todo. Nosso povo também se mobilizou com entusiasmo para consolidar as margens do rio Amnok, regularizar o curso do rio Ryonghung e construir os portos de Haeju e Tanchon.

Hoje, a Coreia do Norte transformou-se em uma sociedade democrática que avança por uma nova via democrática, diametralmente oposta à sociedade capitalista, na qual todo o poder e todos os direitos são patrimônio das classes privilegiadas que constituem uma minoria. Na Coreia do Norte, a totalidade dos órgãos e estabelecimentos políticos, econômicos, sociais e culturais serve hoje aos interesses das massas populares.

Partindo da necessidade de elevar ainda mais a consciência política do povo, consolidar os êxitos das reformas democráticas e acelerar o desenvolvimento democrático do país, na Coreia do Norte foi amplamente desenvolvida a Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado, com a participação de todo o povo.

Esta Campanha tem por finalidade forjar, mediante uma luta de massas, um espírito nacional e uma atitude diante da vida e do trabalho que nosso povo deve adquirir como corresponde ao povo da nova Coreia democrática, opondo-se aos velhos modos e atitudes de trabalho da época do imperialismo japonês, eliminando os maus costumes e conceitos degradantes e decadentes e inspirando todo o povo com a sublime ideia patriótica. Em poucas palavras, trata-se de uma campanha que tende a elevar o espírito patriótico do povo, colocando-o inteiramente em movimento para edificar uma nova pátria.

Todo o povo da Coreia do Norte expressou seu pleno apoio a esta campanha patriótica e participa dela com entusiasmo. Esta campanha é realizada não apenas com palavras, mas também com fatos. Os operários contribuem para a obra de construção do país aumentando a produção, e os camponeses entregando cereais ao Estado. Tendo em vista que todo o povo demonstra um ardente patriotismo e elevado entusiasmo na construção do país, não há dúvida de que triunfaremos, superando todo tipo de dificuldades.

Na Coreia do Norte, foram realizadas as eleições para membros dos comitês populares de províncias, cidades e condados em 3 de novembro de 1946, com base na conclusão vitoriosa de todas as tarefas democráticas. Participaram do sufrágio 99,6% do eleitorado, e a proporção de eleitores favoráveis aos candidatos apresentados pela Frente Unida Nacional Democrática foi de 97% nas eleições dos membros dos comitês provinciais, 95,4% nas dos comitês das cidades e 96,9% nas dos comitês dos condados. Trata-se de uma brilhante vitória que dificilmente pode ser vista na história mundial.

Esse fato constitui um exemplo patente de que a totalidade do povo apoia a política do comitê popular, dá-lhe seu respaldo e deposita nele sua confiança, considerando-o seu autêntico órgão de poder.

2. Situação política da Coreia do Sul

Atualmente, na Coreia do Sul, os elementos pró-japoneses e os traidores da nação têm o poder em suas mãos e, instigando aqueles que anteriormente serviram na polícia do imperialismo japonês, impedem por todos os meios o avanço democrático do povo.

Na Coreia do Sul, não apenas continuam funcionando sem alteração todos os aparelhos repressivos do regime de governo-geral do imperialismo japonês, que oprimiu cruelmente o povo coreano durante quase meio século, como, além disso, elementos pró-japoneses, traidores da nação e outros reacionários foram promovidos aos órgãos da administração e da polícia; os órgãos judiciais são constituídos por aqueles que defendem fielmente e representam os interesses desses indivíduos. Particularmente, ocupam altos cargos nos órgãos policiais aqueles indivíduos que, no passado, oprimiram, torturaram e assassinaram nossos compatriotas como policiais políticos e agentes do imperialismo japonês.

Na Coreia do Sul, os pró-japoneses e os traidores da nação não foram eliminados; pelo contrário, continuam agindo livremente. A Coreia do Sul transformou-se em uma zona segura para a sobrevivência destes, em um covil da reação onde os pró-japoneses e outros reacionários atuam febrilmente para alcançar seus objetivos políticos e apoderar-se do poder. Consequentemente, o povo sul-coreano, longe de tomar o poder e desfrutar das liberdades democráticas, está submetido a uma vida mais miserável que a do escravo colonial da época do imperialismo japonês e vê-se submetido a extrema vigilância e restrição em suas manifestações democráticas. Está privado até mesmo das liberdades democráticas mais elementares, como a liberdade de palavra, imprensa, reunião, associação e manifestação.

Na Coreia do Sul, foram dissolvidos os comitês populares, órgãos de poder que o próprio povo criou com tantos esforços depois de tê-los almejado durante muitíssimo tempo. Todas as chamadas “leis” que os reacionários sul-coreanos proclamaram, uma após outra, foram antidemocráticas, pois retiravam e restringiam as liberdades democráticas do povo. Apesar da enérgica oposição do povo, os governantes reacionários da Coreia do Sul, baseando-se nas forças policiais e apoiando-se nas forças reacionárias, impuseram “leis” elaboradas por eles mesmos.

Os partidos políticos e organizações sociais democráticos da Coreia do Sul foram vítimas da repressão ou dissolvidos por terem apresentado um programa para proteger os direitos políticos e melhorar a vida econômica do povo e lutado por seu cumprimento; seus dirigentes e personalidades patrióticas foram detidos e encarcerados.

O imperialismo estadunidense e seus lacaios proíbem até mesmo manifestações pacíficas do povo sul-coreano que reivindica liberdades democráticas e, ao mesmo tempo, reprimem os participantes com baionetas e tanques, assassinando e ferindo grande número de cidadãos patriotas. Na Coreia do Sul ocorreram numerosos massacres sangrentos contra a população inocente, entre os quais figura o massacre de Kwangju, ocorrido no ano passado, em 15 de agosto, no primeiro aniversário da libertação; outro caso ocorreu em dezembro, durante um comício de cidadãos de Jonju, que reivindicavam a pronta retomada dos trabalhos da Comissão Conjunta URSS-EUA, ocasião em que os policiais dispararam contra a multidão, matando seis pessoas e ferindo dezenas.

A administração militar dos EUA emitiu uma disposição para suspender e fechar publicações democráticas e proibir sua venda. Privou mais de dez jornais, incluindo Haebang Ilbo, Joson Inminbo e Hyondae Ilbo, da liberdade de publicação e mobilizou grupos de terroristas para atacar e devastar as redações dos jornais e as editoras.

Devido à política antipopular de alimentos, na Coreia do Sul, os cereais são levados para o Japão ou se acumulam nos armazéns dos especuladores e proprietários de terras. Mobilizando a polícia, os reacionários sul-coreanos impuseram uma draconiana ordem de arrecadação de cereais da colheita de verão e um criminoso sistema de entrega obrigatória de mais de 80% da colheita de outono, o que levou o povo ao extremo da inquietação e da miséria.

Essa extrema inquietação, no plano político e econômico, empurrou o povo da Coreia do Sul para o abismo do desespero. E, para se libertar dessa situação exasperante e em defesa do direito à existência, o povo sul-coreano levantou-se para a luta. A Resistência Popular de Outubro é um exemplo das lutas travadas por sua sobrevivência.

Em 24 de setembro do ano passado, quando 40 mil ferroviários sul-coreanos declararam greve geral, 160 mil operários de todos os setores industriais e 30 mil estudantes da Coreia do Sul uniram-se a eles em solidariedade. Posteriormente, a insurreição popular que ocorreu em 1º de outubro em Taegu estendeu-se por toda a Coreia do Sul. A população sul-coreana ocupou e destruiu delegacias de polícia e órgãos administrativos que eram utilizados para reprimi-la brutalmente e privá-la das liberdades e dos direitos democráticos, exigindo que o Poder passasse ao comitê popular e que fossem restaurados os órgãos do poder popular.

Mais de 2 milhões e 300 mil operários, camponeses, estudantes e cidadãos participaram dessas ações de resistência do povo sul-coreano. A lei marcial imposta em todas as cidades e em diversas regiões não conseguiu quebrar o ímpeto de resistência do povo nem esmagar sua luta heroica.

Na Coreia do Sul não foram criados autênticos órgãos do Poder popular, mas fabricaram-se a “assembleia democrática” e a “assembleia legislativa”, de caráter antipopular e antidemocrático, integradas por traidores da nação, tendo Ri Sung Man à frente, por capitalistas e proprietários de terras pró-japoneses que, em outros tempos, serviram fielmente ao imperialismo japonês. A “assembleia legislativa”, disfarçada de “democracia”, que, segundo dizem, foi constituída por meio das chamadas “eleições”, não passa de um teatro de marionetes para encobrir a política reacionária do imperialismo estadunidense na Coreia do Sul. O consciente povo sul-coreano não apenas não se deixou enganar por essa artimanha do inimigo, como mais da metade dos eleitores boicotou as “eleições do órgão legislativo”, opondo-se categoricamente à criação da “assembleia legislativa”.

Os reacionários da Coreia do Sul transformaram em letra morta a resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a questão coreana, que previa a criação de condições favoráveis à soberania e independência e ao desenvolvimento democrático da Coreia, refletindo a aspiração e a exigência do povo coreano, e agora recorrem a maquinações antipopulares, contrárias a essa resolução.

No Sul da Coreia, o povo exigiu energicamente a realização de reformas democráticas iguais às efetuadas no Norte, mas nenhuma foi realizada; pelo contrário, foram aplicadas políticas antipopulares, disfarçadas de democracia, por meio de astutas manobras reacionárias.

Longe de realizar a reforma agrária para distribuir aos camponeses as terras das quais os imperialistas japoneses e os proprietários de terras haviam se apropriado, liquidando as relações feudais de posse da terra, o imperialismo estadunidense transformou a “Companhia de Exploração Colonial do Oriente”, da época do imperialismo japonês, na “Companhia da Nova Coreia”, uma nova forma de empresa colonialista, e decidiu vender aos camponeses as terras que estavam sob a administração desta. Desse modo, na Coreia do Sul continuam existindo, como antes, proprietários de terras que impõem arbitrariamente aos camponeses pesadas rendas pelo arrendamento da terra, permanecendo inalteradas as relações de sujeição no que diz respeito à posse da terra.

Na Coreia do Sul, as fábricas e empresas que pertenceram ao Estado japonês ou a japoneses passaram às mãos dos capitalistas e especuladores que, no passado, haviam explorado cruelmente o povo trabalhador e servido fielmente ao imperialismo japonês, em vez de serem nacionalizadas e entregues ao povo para que contribuíssem para a recuperação e o desenvolvimento da economia nacional. Como resultado, o preço dos produtos cresce incessantemente, enquanto os capitalistas e especuladores enchem os bolsos com lucros fabulosos.

Longe de terem asseguradas a jornada de 8 horas e o seguro social, os operários da Coreia do Sul são obrigados a trabalhar mais de 10 horas e submetidos a uma cruel exploração em condições de trabalho espantosas, sem qualquer proteção social. Foi-lhes proibida a greve, uma das formas de luta para tornar realidade suas reivindicações.

Sobretudo, os operários sul-coreanos, depois de sua greve geral e da resistência popular do ano passado, encontram-se mergulhados em extrema inquietação e perderam até mesmo os direitos econômicos elementares devido às demissões em massa forçadas, à vigilância de agentes nas fábricas e à violência dos grupos terroristas.

Na Coreia do Sul, as mulheres, em vez de terem direitos iguais aos dos homens, continuam submetidas a uma humilhante discriminação e, além disso, não apenas permanecem inalterados o sistema de poligamia e o de cortesãs, como estes são ainda fomentados pelos reacionários e especuladores. Para enganar o povo, os reacionários concederam a algumas mulheres o “direito de eleger” somente para os órgãos da administração local, que não possuem qualquer autoridade, o que difere essencialmente dos direitos de igualdade total de que desfrutam as norte-coreanas no plano político e econômico.

Na Coreia do Sul, sob o rótulo de “democracia”, as forças armadas reprimem e assassinam, a polícia impõe a entrega forçada de cereais e os reacionários perpetraram todo tipo de destruição.

Os traidores da nação, tendo Ri Sung Man à frente, e seus seguidores esforçaram-se para confundir e dividir as massas populares, promovendo uma chamada “campanha anti-Administração de Tutela”, em oposição à resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países, e fizeram com que a Comissão Conjunta URSS-EUA interrompesse suas deliberações sem nenhum resultado, embora tivesse funcionado durante 50 dias. Os reacionários da Coreia do Sul valem-se de todos os meios para obstruir a implementação dessa resolução.

São os elementos reacionários antipopulares que querem adiar o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA. Atraindo para o campo da direita os direitistas e oportunistas dentro do campo da esquerda, enfraquecendo as crescentes forças democráticas e desagregando a Frente Democrática Nacional na Coreia do Sul, trataram de fortalecer o campo direitista reacionário. Assim, tentaram apresentar os reacionários desse campo como “representantes” dos partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático para a futura conferência na qual seria discutida a questão referente à constituição de um governo provisório democrático da Coreia. Isso é claramente comprovado pelo fato de que os oportunistas dentro do campo da esquerda “se aliaram” aos direitistas quando foi apresentada a questão da fusão dos três partidos, bem como pelos atos a que recorreram quando foi realizada a manobra da chamada “colaboração entre a esquerda e a direita” e foi fabricada a “assembleia legislativa” na Coreia do Sul.

Nós devemos revelar e rejeitar de maneira categórica as maquinações dos reacionários e dos oportunistas destinadas a frear a construção de um Estado democrático, soberano e independente. Devemos proibir essas camarilhas reacionárias, isto é, qualquer “partido” ou indivíduo que traia o povo e venda os interesses da pátria, de participar da conferência de consulta sobre o estabelecimento de um governo democrático provisório na Coreia, grande obra que decidirá o futuro destino da pátria; assim como devemos elevar a vigilância no plano político e nacional diante das manobras dos reacionários.

Para que o povo da Coreia do Sul saia da crise política e econômica pela qual atravessa hoje, é necessário realizar ali todas as reformas democráticas que foram levadas a cabo na Coreia do Norte. O povo norte-coreano realizou vitoriosamente toda a construção democrática planejada durante o ano e meio posterior à libertação. As reformas democráticas efetuadas na Coreia do Norte constituem precisamente um sólido fundamento para edificar um Estado democrático independente. Para tornar realidade essas reformas democráticas na Coreia do Sul, o poder deve passar definitivamente às mãos do povo e o comitê popular, órgão do poder do povo, deve ser instaurado.

3. Tarefas imediatas da construção democrática na Coreia do Norte

Compatriotas:

O povo da Coreia do Norte está cumprindo hoje uma tarefa muito pesada: lançar as bases para a construção de um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso. Esse papel de vanguarda do povo norte-coreano exige desenvolver todos os trabalhos em um nível mais elevado e, por isso, devemos fazer esforços imensos para promover nosso trabalho.

Hoje temos diante de nós a importante tarefa de consolidar os êxitos das reformas democráticas e multiplicá-los. Com vistas a cumprir essa tarefa imediata, é indispensável, antes de tudo, concentrar todas as forças no cumprimento do plano da economia nacional para 1947, na recuperação e no desenvolvimento da economia nacional, e executar rigorosamente a política do Estado. Temos de demonstrar o ardente sentimento patriótico de estarmos dispostos a entregar sem hesitação até mesmo a vida em benefício da pátria, revelar uma firme combatividade para vencer a infinidade de obstáculos complexos e difíceis que surgem em nosso caminho e uma elevada capacidade criadora para resolver a escassez de materiais e fazer a tecnologia avançar. A luta pelo cumprimento do plano da economia nacional de 1947 deve ser realizada sobre a firme base da Frente Unida Nacional Democrática. O programa de ação de todos os partidos políticos e organizações sociais integrados na Frente Unida Nacional Democrática da Coreia do Norte deve necessariamente estar subordinado à luta pelo cumprimento do plano da economia nacional.

Somente recuperando e fomentando a economia nacional é possível consolidar e desenvolver todos os êxitos da construção democrática da Coreia do Norte. Mas a recuperação e o desenvolvimento da economia nacional só podem ser alcançados quando operários, camponeses, intelectuais e todos dos setores comercial e industrial se unirem estreitamente e cooperarem amistosamente, quando todo o povo fizer esforços imensos, demonstrando um espírito combativo inabalável. Somente os esforços ativos da totalidade do povo podem constituir uma poderosa força motriz que permita superar com segurança as múltiplas e complexas dificuldades que encontraremos na recuperação e no desenvolvimento da economia nacional e acelerar a construção da base para criar um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso.

Recuperar e desenvolver a economia nacional e impulsionar a construção democrática na Coreia do Norte é uma tarefa histórica e patriótica inescapável, que compete a todos os partidos políticos e organizações sociais integrados na Frente Unida Nacional Democrática e a todo o povo: operários, camponeses, intelectuais, comerciantes, industriais etc. Concentrando suas forças na reconstrução e no desenvolvimento da economia nacional, todos os partidos políticos e organizações sociais devem prestar, sem cessar, ajuda para levar adiante as tarefas econômicas do Estado, combater com denodo todo tipo de atos antipatrióticos e reacionários tendentes a desorganizar e destruir a economia nacional e contribuir ativamente para o rápido estabelecimento de um sistema de economia nacional.

Os operários e técnicos que trabalham no setor industrial enfrentam pesadas tarefas na recuperação e no desenvolvimento da economia nacional. A mais urgente de todas é aumentar a produção de artigos de primeira necessidade e melhorar sua qualidade, para atender à demanda da população urbana e rural. Para realizá-la, devem organizar seu trabalho de uma nova maneira e elevar incessantemente a produtividade do trabalho em todas as suas empresas.

Não há dúvida de que enfrentamos múltiplas dificuldades. Com seu prolongado domínio colonial, o imperialismo japonês arruinou de maneira espantosa a economia nacional da Coreia e, especialmente nos últimos 10 anos, quando preparava e conduzia uma guerra agressiva, bem como no período anterior e posterior à sua derrota, destruiu-a completamente. Isso constitui para nosso povo um grande obstáculo na recuperação e no desenvolvimento da economia nacional depois da libertação. Dada essa situação, podemos dizer que desenvolver a economia nacional e elevar a produção de artigos de primeira necessidade é hoje um dever de grande importância que cabe a todas as fábricas e empresas e aos operários e técnicos que nelas trabalham. Com vistas a edificar um Estado soberano e independente, rico e poderoso, os operários e técnicos da indústria devem manifestar seu nobre fervor patriótico e suas capacidades criadoras, utilizar de maneira mais racional todos os recursos do país e lutar contra os velhos métodos de produção, antieconômicos e improdutivos. Somente então poderão estabelecer os novos métodos de produção que o Estado exige hoje.

Em todas as fábricas e empresas são necessários um grande número de recursos humanos e alta tecnologia para elevar a produtividade do trabalho e aumentar a produção.

Nossa tarefa é formar em curto prazo e colocar adequadamente nos setores produtivos pessoal qualificado que saiba demonstrar elevada capacidade de trabalho, opor-se categoricamente aos velhos costumes e à estagnação, vencer as dificuldades sem medo, conduzir as massas e dirigir por conta própria e com acerto a economia. Como os quadros resolvem tudo, é preciso assegurar que aqueles que trabalham na produção tenham boa preparação tecnológica.

Hoje, aos camponeses livres, donos da terra, cabe uma tarefa não menos importante que a dos operários industriais. Os camponeses, libertados da relação feudal de propriedade da terra e transformados em seus donos, assumem a séria responsabilidade de produzir uma quantidade maior de alimentos para o país. Esta é uma das importantes tarefas para consolidar e desenvolver os êxitos da construção democrática da Coreia do Norte e edificar uma Coreia democrática, rica e poderosa.

Os camponeses, que viram realizada sua aspiração secular com a reforma agrária, vêm cumprindo fielmente essa tarefa, fazendo demonstrações de patriotismo. Eles elevaram o rendimento das colheitas de cereais, entregaram pontualmente o imposto agrícola em espécie e ampliaram a superfície das terras cultiváveis. Mas somente com isso não é possível resolver completamente o problema de alimentos na Coreia do Norte.

A fim de resolver o problema dos alimentos no país neste ano, os camponeses terão de ampliar ainda mais a superfície cultivável, desbravando novas terras, aumentar consideravelmente o rendimento das colheitas de cereais e desenvolver ainda mais a pecuária.

Para cumprir essa tarefa, é indispensável que os camponeses obtenham quantidade suficiente de sementes, animais reprodutores, implementos, fertilizantes etc., e elaborem um plano agrícola científico e produtivo. Cabe aos órgãos estatais e às empresas de produção fornecer aos camponeses tudo o que for necessário para realizar com êxito os trabalhos agrícolas. Devemos dedicar grandes esforços para melhorar e intensificar o trabalho no campo.

Os comitês populares, em todos os níveis, devem assegurar aos camponeses a liberdade de vender, dentro do território da Coreia do Norte, os cereais e fazer com que eles, utilizando honestamente essa liberdade, vendam cereais a preços adequados aos habitantes urbanos, para que sua vida se estabilize.

Além disso, as cooperativas de consumo devem combater implacavelmente os atos nefastos dos especuladores que provocam o aumento dos preços dos cereais, obstruindo a construção do país, e esforçar-se para estabilizar esses preços.

Melhorar e ativar o intercâmbio de mercadorias entre a cidade e o campo constitui uma grande força motriz para fomentar a economia nacional. Os trabalhadores das cooperativas de consumo, encarregados desse intercâmbio, devem melhorar radicalmente o método de trabalho. Até agora, as cooperativas de consumo desempenharam nas cidades apenas o papel de cooperativas de compra para os habitantes e, no campo, o de coletoras de produtos agrícolas. As cooperativas de consumo não devem limitar seu trabalho a isso; devem atuar como órgãos de intercâmbio de mercadorias entre a cidade e o campo e de fornecimento dos artigos necessários. Ampliando o raio de sua atividade e desenvolvendo ao máximo sua função, devem enviar ao campo artigos de primeira necessidade produzidos nas empresas, a fim de satisfazer as demandas dos camponeses, e enviar produtos agrícolas do campo para a cidade, para atender às necessidades dos habitantes urbanos.

Com vistas a recuperar e desenvolver a economia nacional, o Estado presta especial atenção à empresa privada e assegura seu desenvolvimento. O desenvolvimento da indústria e do comércio privados constitui hoje uma condição importante para melhorar a vida do povo e adquire grande significado para recuperar e fomentar a economia nacional.

Na Coreia do Norte, os bens dos indivíduos são protegidos e a iniciativa criadora dos particulares no comércio e na indústria é garantida pela lei do Estado. Dada a realidade que nosso país vive hoje, é urgente incentivar as atividades e o desenvolvimento das empresas privadas.

Os comerciantes e industriais particulares não devem perseguir, em suas atividades, o objetivo de especular para obter lucro pessoal. Com o nobre espírito patriótico de subordinar o interesse individual ao do Estado, a fim de cumprir a pesada tarefa colocada diante de todo o povo de construir um país democrático, soberano e independente, devem investir ativamente seus recursos em empresas de produção e estabelecimentos comerciais e, dessa maneira, contribuir para o desenvolvimento econômico do país. Isso é o que o país e o povo exigem imperiosamente dos comerciantes e industriais particulares e a importante missão que o Estado lhes confia. Somente respondendo ativamente a essa exigência do Estado poderão contribuir para a prosperidade e o desenvolvimento da pátria.

É preciso acatar rigorosamente a disciplina financeira e lutar sem piedade contra os indivíduos que subtraem e esbanjam os bens do Estado e do povo.

A indisciplina nas operações financeiras é a causa direta da perturbação da gestão planejada das finanças, do desfalque, do desperdício ou do gasto ilegal dos bens do Estado e do povo. Os trabalhadores encarregados das operações financeiras devem respeitar rigorosamente as finanças planejadas, fortalecer ainda mais o sistema de acumulação de recursos financeiros no banco e, adotando uma atitude honesta no trabalho, esforçar-se para manter o equilíbrio entre as receitas e os investimentos.

Os funcionários da economia devem introduzir em todas as esferas um regime rigoroso de economia. Devem determinar o uso racional dos recursos nacionais, pôr fim às perdas e aos gastos antieconômicos e combater o aumento excessivo do número de funcionários dos órgãos, os velhos costumes e a atitude de negligência e irresponsabilidade no trabalho. Devem levar a bom termo o trabalho destinado a reduzir as despesas administrativas e simplificar os aparelhos administrativos dos órgãos estatais, reorganizando-os para torná-los eficientes.

A execução infalível do orçamento estatal e a concentração dos investimentos financeiros para recuperar a indústria, o transporte ferroviário e a cultura e fomentar a economia rural constituem uma questão de suma importância para assegurar que o plano da economia nacional para 1947 seja cumprido com êxito. O orçamento estatal desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da economia nacional, razão pela qual deve ser executado pontualmente e de maneira planejada.

Finalmente, é preciso assegurar o êxito das próximas eleições para membros dos comitês populares de cantão e comuna (ou bairro). Realizando essas eleições em estreita relação com a luta pelo cumprimento bem-sucedido do plano da economia nacional de 1947, devemos, com maior energia, promover o entusiasmo político e laboral das massas. As eleições para membros dos comitês populares de cantão e comuna (ou bairro) adquirem grande significado para consolidar e fortalecer por lei os órgãos do Poder popular, elegendo os melhores representantes do povo para seus órgãos inferiores. Por meio das eleições que serão realizadas em breve, devemos fortalecer os órgãos inferiores do poder, que contam com a participação direta do povo, para que este ofereça maior apoio ao comitê popular, que aumenta seu bem-estar e lhe proporciona os benefícios da democracia. Particularmente, é necessário orientar os camponeses a prestar seu apoio ativo ao comitê popular que lhes entregou a terra e os tornou livres, a demonstrar seu patriotismo e consagrar todos os seus esforços para obter maiores rendimentos nas colheitas.

As eleições para membros dos comitês populares das províncias, cidades e condados foram coroadas por um triunfo histórico graças à participação entusiástica do povo, que apoia seu genuíno poder.

Nas próximas eleições também teremos de sair vencedores e disso estamos plenamente seguros.

Consolidando os órgãos inferiores do Poder popular mediante a incorporação neles dos melhores representantes do povo, devemos aumentar nossas forças na luta pela construção de um autêntico e poderoso Estado democrático, soberano e independente.

Enfrentamos múltiplas dificuldades no caminho da edificação da nova Coreia democrática e encontraremos inúmeras delas no futuro. Para superá-las, todo o povo deve unir-se firmemente e elevar incessantemente a vigilância diante de todo tipo de manobras dos reacionários destinadas a destruir nossa construção democrática. Somente assim poderemos recuperar e desenvolver com êxito a economia nacional, melhorar radicalmente a vida de nosso povo e acelerar a edificação de um Estado independente, genuinamente democrático, com nossos próprios esforços.

Viva a nação coreana emancipada!

Viva a unidade e a coesão férreas das forças democráticas de nosso país!

Viva a liberdade e a independência da Coreia democrática!