segunda-feira, 23 de março de 2020

Os estudantes devem contribuir ativamente à construção de uma pátria democrática


Discurso proferido na grande conferência de jovens estudantes de ensino secundário e superior da cidade de Pyongyang em 7 de dezembro de Juche 34 (1945).

Companheiros:

Vocês, todos os presentes aqui, são estudantes. Eu aprecio muito os estudantes. Desde muito tempo, desejava encontrar-me com vocês, porém muito ocupado com trabalho, até hoje não havia tido essa oportunidade.

Agora consideram-me como alguém especial, chamando-me de General, porém não sou um homem extraordinário. Fui criado no campo e percorri o mesmo caminho que os demais. Fui também estudante, como vocês agora. Frequentei a escola e ajudei com a ajuda dos companheiros e de nossos povo. Por isso, conheço perfeitamente os sentimentos dos estudantes.

Na época de estudante se pensa muito na perspectiva, se sonha sobre o futuro com grande esperança. Vocês também pensarão muito em seu futuro cheio de esperança. As experiências dos anos estudantis permanecem gravadas muito tempo na memória. Eu até hoje me lembro da época de aluno, quando estudava pensando no destino da Coreia. Cada vez que evoco as recordações daquele tempo sinto orgulho.

Hoje, gostaria de falar-lhes das tarefas imediatas que se apresentam aos jovens estudantes, que estão aprendendo nas escolas com grande esperança.

Em nossa sociedade temos hoje três forças básicas, que são os operários, os camponeses e os intelectuais. Se queremos construir um novo Estado democrático, é indispensável que agrupemos monoliticamente estas três forças. Do contrário, não terá eficacia nossa luta contra os pró-japoneses, os traidores da nação e outros reacionários, nem se acelerará a obra de construir o país. Portanto, agrupar operários, camponeses e intelectuais é um assunto fundamental para levantar a nova pátria.

Na edificação da nova Coreia democrática é de capital importância por em estreita coesão os intelectuais e por em plena ação seus conhecimentos e seu talento. É imprescindível que os intelectuais consagrem suas energias à construção de uma nova Coreia e, em especial, os intelectuais jovens devem tomar parte ativa nesta obra.

O jovem intelectual que é sensível ao novo e tem um forte espírito revolucionário para construir uma sociedade nova, com patriótica paixão deve por seus conhecimentos a serviço do desenvolvimento do país e da prosperidade da nação. Por isso mesmo pode desempenhar um papel de peso tanto na luta revolucionária como na construção econômica e cultural do país.

Os estudantes, como jovens intelectuais que são, devem se esforçar com o mesmo ardor que os demais na obra de construção do país. É a nova geração que vai levar sobre seus ombros o destino do país. Vocês devem fazer todo o possível para serem pilares sobre os quais se apoiem a edificação da nova Coreia democrática, autênticos trabalhadores que assumam a responsabilidade pelo destino do país.

Companheiros estudantes de sangue fervente:

Gostaria de informar-lhes sem reserva da situação de nosso país a vocês, que ardem de entusiasmo para combater, arriscando a vida, em prol da justiça.

Já expulsamos do território-pátrio os agressores imperialistas japoneses e coroamos a causa histórica da restauração da pátria. Isto não foi logrado sem mais nem menos. Há quem diga que a libertação de nosso país foi uma “revolução sem sangue”, porém não foi assim de maneira alguma. Nosso povo manteve uma sangrenta e prolongada luta para resgatar seu país das mãos dos imperialistas japoneses. Os autênticos comunistas da Coreia combateram heroicamente comas armas na mão e derramaram muito sangue para acabar com a dominação colonialista do imperialismo japonês e lograr a restauração da pátria.

Embora tenhamos liberado da pátria, sua total independência ainda não foi conquistada. Transcorreram cerca de quatro meses desde sua libertação, porém todavia não foi construído o Estado soberano e independente que nosso povo tanto deseja.

Temos muitas dificuldades em nosso caminho à construção de uma nova Coreia. Há muitas pessoas que não sabem por qual caminho nossa Coreia deve seguir e o buscam pelos quatro pontos cardeais. Seu nível de preparação, se o comparamos com um aluno de escola, apenas alcança o do primeiro grau. De fato, a situação atual de nosso país é a mesma que quando se tem que organizar um novo exército com novatos.

Esta situação de nosso país está relacionada principalmente com o fato de que em outro tempo não contávamos com um partido revolucionário. Embora em 1925 tenha sido fundado o Partido Comunista, este foi dissolvido em 1928 pela cruel repressão do imperialismo japonês e, além disso, por falta de um princípio revolucionário em seu seio e abundância de querelas faccionalistas. Mais tarde, os comunistas coreanos lutaram sem descanso para reconstruí-lo, porém não chegaram a formar um partido unido até o dia da libertação do país. Por isso, as massas não puderam ser organizadas, nem preparadas politicamente sob a direção de um partido revolucionário.

Está claro que é difícil levar a cabo a construção do país nesta situação. Porém, custe o que custar, devemos levantar uma nova Coreia, sobrepondo-nos com audácia a todas as dificuldades.

Nossa tarefa mais urgente hoje é acabar com todos os resíduos do imperialismo japonês.

Em outro tempo, quando os agressores imperialistas japoneses tinham ocupada a Coreia, a qual impuseram uma nefasta política colonialista, eles semearam abundantes sementes próprias. Por isso, permanecem muitos remanescentes sujos. Ainda que tenhamos desarmado os agressores imperialistas japoneses e desmantelado seus organismos de dominação colonialista em nosso país, seguem de pé todavia os pró-japoneses e também os vestígios de sua ideologia.

Os imperialistas japoneses foram desarmados, porém isso não quer dizer que tenha terminado por completo sua própria existência. Sobrevivem todavia imperialistas japoneses com seus desígnios de agressão. Vocês também devem saber bem disso.

Vou citar um exemplo.

Quando entramos em Pyongyang depois da libertação, vimos içada nossa bandeira nacional na casa de um japonês, que fazia alarde de que seu país era o mais poderoso do mundo. Perguntamos ao filho dessa família por que havia içado a bandeira nacional da Coreia e ele nos respondeu: “Segundo dizem agora nos vimos forçados a içar a bandeira nacional da Coreia, porém chegará o dia em que hastearemos de novo a do Japão.” Sua resposta nos basta para compreender que nos imperialistas japoneses vive todavia sem alteração o espírito agressor imperialista de tomar novamente a Coreia, a China e depois a Ásia inteira.

Nestas condições nos vemos obrigados a lutar para liquidar os resíduos do imperialismo japonês. Se não os liquidamos por completo, não somente não poderemos construir um Estado democrático, soberano e independente, mas também será possível que os imperialistas nos arrebatem de novo o país.

Antes de tudo, devemos liquidar por completo as forças que permanecem do imperialismo japonês. Seus lacaios promovem hoje toda classe de atos contra o povo, ocultos entre as massas populares. Por isso, é preciso aferrar o combate contra seus lacaios que em outro tempo ajudaram-lhes ativamente e se propõem fazê-lo no futuro também.

Junto com isso, deve,ps eliminar os vestígios ideológicos do imperialismo japonês que permanecem na mente das pessoas. Vestígios os tem qualquer coreano que tenha vivido tanto tempo sob a dominação colonialista. Nestas condições há que desenvolver uma luta resoluta contra estes vestígios.

Para acabar com eles é preciso elevar a consciência nacional entre o povo. Intensificando o trabalho educativo entre as massas para elevar sua consciência nacional, devemos conseguir que o povo inteiro, com elevado orgulho e dignidade nacionais, se disponha a combater os resíduos ideológicos do imperialismo japonês.

Acabar com eles por completo não é algo de um ou dois dias. Para sua eliminação é preciso que se mobilize todo o povo a lutar com paciência. O país inteiro, desde a família até os partidos e as organizações sociais, deve se pôr de pé e seguir impulsionando energicamente a luta pela eliminação dos detritos do imperialismo japonês. Nossos jovens estudantes devem se colocar na vanguarda desta luta contra as forças residuais e remanescentes ideológicos do imperialismo japonês.

Nós temos que construir uma nova sociedade onde todo o povo possa viver felizmente, liquidando o quanto antes os resíduos do imperialismo japonês, estabelecendo o Poder que o povo coreano quer, e levantando a economia e a cultura. Deste modo, conquistaremos a soberania e a independência completas, levaremos ao pais e nação a prosperidade.

A fim de intensificar a luta contra os detritos do imperialismo japonês e construir com êxito uma nova Coreia democrática é preciso que toda a nação forme uma união monolítica. Se não se une a  nação inteira e cada qual atua à sua maneira, não será possível superar as dificuldades que surgem em nosso avanço nem lograr êxito na causa da construção do país.

Porém, não tentemos nos unir sem princípios simplesmente pela união de toda nação. É nosso dever unir todos os patriotas, porém excluir os reacionários como os lacaios do imperialismo japonês e os traidores da nação, que menosprezam os interesses do povo.

Agora, os reacionários trabalham com astúcia para minar a unidade de nosso povo e dividir a nossa nação. O comprova patentemente o recente incidente estudantil de Sinuiju.

Logo que recebi a notícia do alvoroço armado pelos estudantes em Sinuiju, me dirigi para lá. Chegando lá, perguntei aos estudantes por que haviam procedido assim, ao que me responderam que não sabiam exatamente o que faziam. O incidente não foi obra dos próprios estudantes, mas uma provocação dos reacionários, que instigaram entre bastidores os estudantes ingênuos.

É uma grande lástima que tenha ocorrido um incidente deste caráter quando a nação inteira deve estar unida na construção do país. O incidente estudantil de Sinuiju mostra que nossa nação não está unida todavia. Isso envergonha a nação.

É preciso salientar também o dano que provoca um incidente como esse que obrigou compatriotas a lutar entre si no inicio da construção do país. As ações como a dos promotores do incidente estudantil de Sinuiju são reacionárias ao extremo e tem como objetivo minar a união da nação e nos impedir de edificar um Estado democrático, soberano e independente, e se assemelham, no fim das contas, o proceder dos vende-pátrias que em outro tempo entregaram o país aos imperialistas japoneses.

Vocês, companheiros estudantes, deverão se opor resolutamente a estos reacionários, que impedem a unidade de nosso povo e obstaculizam a construção do país, e trabalhar ativamente pelo bem da pátria, da nação e das massas trabalhadoras.

Os jovens estudantes devem ter bom conhecimento do que é o Partido Comunista.

Entre a população circula hoje um rumor que desacredita o Partido Comunista, porém seus autores são reacionários e algumas pessoas que não sabem bem o que é o comunismo.

O comunismo é uma ideologia que propõe estabelecer uma sociedade onde as massas populares possam viver livre e felizmente. Por isso, eu venho apoiando o comunismo desde minha infância.

Estudando em minha época de aluno, refleti muito sobre a sociedade injusta onde o onde oprime e explora o homem, e tomei a firme decisão de lutar pela liberdade e felicidade do povo. Vocês também, companheiros estudantes, terão pensado o mesmo se leram muitos livros e analisaram a fundo os fenômenos sociais. O Partido Comunista é o mais progressista e revolucionário que luta precisamente contra toda forma de exploração e opressão, para construir uma sociedade nova, democrática, onde todo o povo viva bem e seja feliz.

Porém, como é possível falar mal do Partido Comunista? É errôneo desacreditá-lo pela razão de que alguns sujeitos malignos cometam atos injustos que denigram seu nome. Por nossa experiência acumulada no curso da luta que pela pátria e povo viemos empreendendo até hoje, estamos convencidos de que o Partido Comunista não é um mal e que não se poderá construir um Estado democrático, plenamente soberano e independente se o povo inteiro não lhe presta seu absoluto apoio.

Sem a acertada liderança do Partido Comunista não é possível de nenhuma maneira alcançar a vitória na revolução. O podemos constatar claramente também através dos fatos históricos de nosso país.

Tomemos como exemplo o caso do Movimento de 1 de Março. Foi uma luta antijaponesa de toda a nação. Todo o mundo ficou admirado com o estalar desse movimento. Então, o povo coreano combateu valentemente contra o imperialismo japonês, dando vivas à independência em todas partes e rincões do país. Embora toda a nação tenha se posto de pé na luta contra o imperialismo japonês, o movimento se viu fracassado. Por que? A causa reside também no isolamento, em haver sido levado cabo sem o apoio internacional, porém, majoritariamente, porque não estava organizado,  atuava disperso, com  espontaneidade, por falta de um partido revolucionário das classes despossuídas, capaz de dirigir com acerto o movimento revolucionário das massas em nosso país.

Mesmo depois do fracasso do Movimento de 1 de Março se produziram em nosso país muitos movimentos antijaponeses de massas que tomaram diversas formas, porém todos acabaram no fracasso por não contar com a direção adequada de um partido revolucionário das classes despossuídas.

A lição importante que tiramos desta história dos movimentos revolucionários é que para construir um novo Estado democrático, as amplas massas devem se organizar sob a liderança do partido revolucionário e apoiá-lo ativamente.

Que agora alguns tenham uma ideia  equivocada acerca do Partido Comunista tem muito a ver também com o fato de que os elementos malignos infiltrados nele tratam de satisfazer seus próprios interesses e de impor sua autoridade. Nas filas do Partido Comunista não tem cabimento os elementos espúrios que violam os interesses do povo. Hoje, quando o Partido Comunista completa dois meses, vai aumentando gradualmente o número de autênticos militantes que lutam ativamente pelo bem do povo e se intensifica o trabalho de sua consolidação, devido ao qual os elementos espúrios que nele se infiltraram não tardarão em ser expulsos.

Todos vocês, companheiros estudantes, devem prestar apoio ativo ao Partido Comunista e marchar resolutamente pelo caminho que ele indica, tendo uma compreensão justa sobre ele.

Também, é importante ter uma justa compreensão do comitê popular.

Este é o órgão do Poder de nosso povo. Se queremos criar um órgão central do Poder e construir uma nova Coreia democrática, devemos, como é devido, nos esforçar para constituir solidamente os comitês populares locais e elevar seu papel.

Pode ser que nos comitês populares que existem em todas as localidades tenham se infiltrado os elementos de má fé, porque se organizaram não mediante eleições de todo o povo, por causa da complicada situação criada depois da libertação. Porém não é por isso que se deve opor-se aos comitês populares, mas expulsar deles os elementos espúrios e constituí-los com pessoas de boa fé. Vocês, companheiros estudantes, devem apoiar os órgãos do Poder popular e contribuir ativamente para sua consolidação. Igualmente, devem ter uma correta atitude para com os órgãos de segurança.

Nossos organismos de segurança protegem a vida e os bens do povo e procuram a  tranquilidade e a ordem da sociedade, cuidam da vida feliz do povo. Se em certos organismos de segurança há quem cumpra mal esta missão, serão tomadas medidas para corrigi-lo. Porém, se não procedem assim e desacreditam tais organismos, seria um erro. Nós devemos procurar que nestes organismos ingressem os melhores homens e ajudar-lhes a cumprir bem o serviço de segurança.

Para contribuir ativamente à construção de uma nova Coreia os estudantes devem ter uma correta visão política. Do contrário, podem ser enganados pelos reacionários, quando estes manobram febrilmente recorrendo a todos os meios para desprestigiar os nossos quadros, que estão empenhados na construção do país. Os estudantes não devem deixar-se enganar pelos reacionários que atuam raivosamente para satisfazer seus interesses pessoais e obstruem o trabalho de construção do país.

Devem se esforçar sem cessar para elevar seu nível de consciência política para, com uma ampla visão, saber analisar e apreciar bem todos os problemas e manter uma posição e atitude justas a respeito.

Uma das tarefas importantes que devem assumir hoje os jovens estudantes é participar ativamente no trabalho de educação das massas. Para a boa marcha do trabalho de construção do país devemos ilustrar, conscientizar as amplas massas populares. Somente quando, com um intenso trabalho entre eles, façamos que tenham uma ideia clara do caminho que a Coreia deve tomar e as tarefas revolucionárias que afrontamos, poderão então incorporar-se com consciência à obra de construção do país e trabalharão com toda sua energia e inteligência para a construção de uma nova Coreia.

Portanto, os companheiros estudantes, que são jovens intelectuais, devem participar ativamente no trabalho de educar as massas a fim de construir um Estado democrático, progressista, em vez de gritar simplesmente vivas à independência. Vocês devem visitar as fábricas e o campo, ensinar o alfabeto às massas, explicar e propagar bem que Estado necessitamos e como atuar para a feliz marcha do trabalho de construção do país. Devem lograr desta maneira que as massas populares se alcem à edificação de uma nova Coreia.

Companheiros estudantes:

Hoje, os jovens estudantes tem pela frente tarefas revolucionárias muito importantes. Para levar a cabo com êxito estas duras porém honrosas tarefas que assumem na construção da nova Coreia, devem todos se unir monoliticamente.

Firmemente unidos todos sob a bandeira da União da Juventude Democrática, devem contribuir com tudo que tem à construção de uma nova pátria democrática.

Eu espero que vocês, companheiros estudantes, trabalhem decididamente junto conosco pela construção de um Estado democrático, soberano e independente.

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