segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Encerrando o Congresso dos Comitês Populares de província, cidade e condado da Coreia do Norte

Discurso de resumo do camarada Kim Il Sung no Congresso dos Comitês Populares de Província, Cidade e Condado da Coreia do Norte

20 de fevereiro de 1947

Queridos delegados:

Através deste Congresso cumprimos vitoriosamente mais um trabalho que dará brilho eterno à nossa história.

Este Congresso demonstrou esplendidamente que todos os delegados aqui presentes são os verdadeiros representantes do povo, capazes de avançar à sua frente, assumindo o destino da nação.

O Congresso manifestou de maneira patente que nosso povo se uniu firmemente em torno do comitê popular, órgão de seu poder político, e pode construir seguramente com suas próprias mãos um Estado soberano e independente.

A vitória histórica das reformas democráticas efetuadas no ano passado e das eleições democráticas de 3 de novembro, assim como as resoluções adotadas no presente Congresso, provaram que nosso povo exige de maneira premente uma vida democrática em todos os domínios da política, da economia e da cultura e pode realizá-la com segurança por suas próprias forças.

Atualmente, ninguém pode negar que a nação coreana está capacitada para construir um Estado democrático, soberano e independente. Se a camarilha reacionária de Ri Sung Man, Kim Song Su e outros em Seul não tivesse destruído a coesão de nossa nação e todo o povo do Norte e do Sul da Coreia tivesse lutado unido com uma só alma e uma só vontade, nós já teríamos estabelecido um governo unificado e alcançado a completa soberania e independência da nação, liquidando o Paralelo 38.

Através do Congresso, chegamos à profunda constatação de que a coesão de nosso povo se estreitou ainda mais e sua força cresceu de maneira extraordinária, bem como adquirimos a convicção de que podemos alcançar um novo triunfo ainda maior, vencendo todas as dificuldades e obstáculos que nos esperam no caminho da construção do país.

Queridos delegados:

No presente Congresso realizamos um trabalho verdadeiramente grandioso. Aprovamos, em nome de todo o povo, todas as nossas leis democráticas. Dessa maneira, todas as nossas leis passaram a dispor de uma forma completamente democrática, e as reformas democráticas efetuadas de acordo com essas leis receberam a aprovação legal de todo o povo. Isso constitui outro golpe contundente contra os reacionários que procuram impedir a construção democrática de nosso povo.

Os reacionários propagavam que todas as leis, incluindo a Lei da Reforma Agrária, eram temporárias, porque haviam sido promulgadas pelo Comitê Popular Provisório. Gritavam que, caso fosse estabelecido um poder reacionário, essas leis perderiam sua validade e as reformas democráticas realizadas com base nelas também seriam anuladas. No ano passado, quando foi promulgada a Lei da Reforma Agrária e esta era aplicada, os reacionários vociferavam: “Não se alegrem, homens que receberam a terra” e “não se entristeçam, homens que perderam a terra”. Isso significava que as pessoas que haviam recebido a terra, embora se alegrassem naquele momento, a perderiam novamente no futuro, e que os homens privados da terra voltariam a obtê-la. Contudo, agora esse rumor delirante dos reacionários não pode enganar ninguém. Nossas leis não são temporárias, mas se transformaram em leis eternas do povo, com sua aprovação total. E nós declaramos: “Alegrem-se para sempre os que receberam a terra” e “a terra pertencerá eternamente aos camponeses que a cultivam”.

Uma das questões mais importantes decretadas neste Congresso é a adoção do plano da economia nacional.

Com o objetivo de construir um Estado independente e democrático, é necessário estabelecer a base de uma economia nacional independente; e, a fim de criar essa base econômica independente, é preciso desenvolver rapidamente a economia nacional. Sem possuir a base de uma economia independente, não poderemos alcançar a independência, nem construir o Estado, nem sequer viver.

O fato de termos empreendido o caminho do desenvolvimento planificado de nossa economia nacional, baseando-nos nos êxitos alcançados através das reformas democráticas durante um ano após a libertação, possui grande significado histórico, como o primeiro passo dado no importante e grandioso trabalho de criar uma base econômica para a construção de um Estado soberano e independente. Devemos fazer todos os esforços para cumprir com êxito o plano de desenvolvimento da economia nacional de 1947.

Neste Congresso fundamos a Assembleia Popular, órgão do poder supremo de nosso povo. Esta é a forma de poder genuinamente popular exigida por nosso povo. Na Assembleia Popular, os deputados eleitos diretamente pelo povo estabelecem, representando sua vontade, todas as leis que asseguram os interesses do povo e organizam o comitê popular, órgão do Poder popular que pode executar fielmente essas leis. Hoje, após o término deste Congresso, os deputados à Assembleia Popular, reunidos no mesmo local, transformarão o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte no Comitê Popular da Coreia do Norte. O Comitê Popular da Coreia do Norte será o órgão do poder central da Coreia do Norte, legalmente organizado.

Por conseguinte, nosso povo lutará com maior energia para consolidar ainda mais o órgão do poder central da Coreia do Norte e alcançar o mais rapidamente possível a completa soberania e independência de nossa nação sob a direção do Comitê Popular da Coreia do Norte. Cumprirá com segurança o plano de desenvolvimento da economia nacional de 1947 e lançará bases materiais mais sólidas para uma vida feliz e a construção de um Estado soberano e independente. O Comitê Popular da Coreia do Norte consolidará com maior segurança a liberdade e os direitos democráticos do povo e lutará sem descanso para construir um Estado unificado, soberano e independente e elevar a posição internacional de nosso país.

Com os êxitos do ano passado e o triunfo do presente Congresso, abrimos o caminho para uma vitória ainda maior no futuro. Nossa nação e nossa pátria certamente alcançarão a independência e florescerão e se desenvolverão. Isso porque nosso povo possui o sentimento patriótico de consagrar tudo à edificação de seu Estado, sem poupar nada, e a firme combatividade para avançar, superando qualquer dificuldade, além de estar estreitamente unido em torno do Poder popular.

Também recebemos a ajuda fraternal do grande povo soviético. O povo soviético presta sua ajuda material e espiritual à nossa nação para que possa construir um Estado soberano e independente. Estamos convencidos de que também no futuro a União Soviética, o Estado mais avançado e democrático, apoiará ativamente a justa luta de nosso povo e permanecerá eternamente ao seu lado.

Queridos delegados:

Realizamos com êxito as eleições de 3 de novembro do ano passado para consolidar os comitês populares de província, cidade e condado, e agora concluímos com êxito os trabalhos do Congresso dos Comitês Populares de Província, Cidade e Condado da Coreia do Norte para consolidar o Comitê Popular da Coreia do Norte, órgão de nosso poder central, e fundar a Assembleia Popular, órgão do poder supremo. Isso constitui uma vitória histórica alcançada por nosso povo em sua luta pela construção de um Estado soberano e independente.

Agora se apresenta diante de nós a tarefa imediata de realizar com êxito as eleições dos membros dos comitês populares de cantão e comuna (ou bairro), bases dos órgãos de nosso Poder popular. Todos nós devemos assegurar a vitória completa das eleições, participando ativamente do trabalho para eleger os membros dos comitês populares de cantão e comuna (ou bairro). Dessa maneira, consolidaremos legalmente os comitês populares, órgãos do genuíno poder do povo, desde o centro até as unidades inferiores. A vitória é nossa.

Viva a vitória do Congresso dos Comitês Populares de Província, Cidade e Condado da Coreia do Norte!

Viva a Assembleia Popular, órgão do poder supremo da Coreia do Norte!

Viva o Comitê Popular da Coreia do Norte!

Viva o estabelecimento de um governo unificado do povo coreano!

Viva a soberania e a independência do povo coreano!

A origem dos apelidos de vários países do mundo (4)

Conhecimentos gerais internacionais

* "Jardim zoológico e botânico selvagem das Américas" (Costa Rica)

Localizada ao sul da América Central, a Costa Rica tem 70% de seu território coberto por florestas, sendo mais da metade delas florestas tropicais. Embora seja um país relativamente pequeno, com uma área de apenas 51 100 km², possui nada menos que 29 parques nacionais e reservas naturais.

Eles ocupam 10,3% da área total do território nacional. Diz-se que essa proporção é uma das mais altas do mundo.

Por possuir mais de 200 espécies de mamíferos, mais de 800 espécies de aves, cerca de 400 espécies de anfíbios e répteis e cerca de 9 000 espécies de plantas, o país é chamado de "Jardim zoológico e botânico selvagem das Américas" e "Tesouro dos seres vivos". Além disso, flores de cores variadas desabrocham por toda parte, fazendo com que o país pareça um enorme jardim. Diz-se que, devido ao clima ameno da região, as plantas permanecem verdes durante todo o ano.

* "País das fibras douradas" (Bangladesh)

O Bangladesh, um dos principais produtores e exportadores mundiais de juta, orgulha-se da alta qualidade da juta produzida no país. Os longos fios de fibra de juta, macios e resistentes, que ultrapassam 1,6 m, possuem um brilho que, à primeira vista, faz com que pareçam cabelos dourados. Por isso, o Bangladesh tornou-se amplamente conhecido no mundo como o "País das fibras douradas".

* "País dos cactos" (México)

No vasto planalto do México, onde três quartos do território são constituídos por planaltos e regiões montanhosas situados a mais de 1 000 m acima do nível do mar, crescem cactos de formas variadas, compondo uma paisagem natural peculiar do país.

Existem mais de 1 000 espécies de cactos no mundo, das quais mais de 500 se encontram no México, e diz-se que somente as espécies endêmicas que crescem nesse país chegam a cerca de 200. Entre os cactos representativos está a pitaia. 

Como cactos de inúmeras variedades formam verdadeiras florestas, o México é chamado de "País dos cactos".

* "País da folha de bordo" (Canadá)

Localizado no continente norte-americano, o Canadá é famoso pela grande quantidade de bordos. Desde tempos antigos, o povo desse país tem amado as folhas de bordo.

Por isso, a folha de bordo também está representada na bandeira nacional do país.

El Niño, causador de desastres catastróficos

Em abril, a Organização Meteorológica Mundial havia previsto que o fenômeno El Niño ocorreria a partir da metade deste ano e advertido que as temperaturas subiriam acima da média em quase todas as regiões do mundo.

Conforme essa previsão, a situação do El Niño neste ano é muito grave.

Segundo informações divulgadas recentemente pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, órgão de informação meteorológica da União Europeia, a temperatura média da superfície do mar em julho alcançou mundialmente 20,96 °C, atingindo um nível recorde. O recorde anterior era de 20,89 °C, registrado em julho de 2023.

Em julho, essa instituição também anunciou que, no dia 21 de junho, a temperatura mundial da superfície do mar havia chegado a 20,86 °C, renovando o recorde observado nos mesmos dias de 2023 e 2024. Afirmou que isso estava relacionado ao início do El Niño nas águas do Pacífico Equatorial e anunciou que, nos próximos meses, a temperatura da superfície dos mares do mundo poderia continuar renovando recordes.

El Niño é um fenômeno no qual a temperatura da superfície do mar se eleva anormalmente em uma extensa área do Pacífico Equatorial, centrada nas águas diante do Peru, sendo uma das causas que aceleram o aquecimento global e provocam diversos fenômenos climáticos anormais.

Quando ocorre o El Niño, alteram-se os fluxos atmosféricos e os padrões de precipitação, afetando o clima em todo o mundo. Como as frentes de chuva não conseguem se deslocar e permanecem estacionadas em um mesmo local, algumas regiões recebem quantidades excepcionalmente grandes de chuva, aumentando o risco de inundações, enquanto em outras a precipitação diminui, fazendo persistir o calor extremo e as secas.

Em 2023-2024, quando ocorreu um forte fenômeno El Niño, temperaturas recordes foram registradas em diversas partes do mundo. A opinião dos especialistas é que existe uma possibilidade muito grande de que o El Niño deste ano seja tão forte quanto aquele. De fato, ondas de calor, secas e chuvas torrenciais estão se tornando mais frequentes em várias partes do mundo, e os danos causados por elas estão aumentando.

Na França, julho foi registrado como o mais quente da história, pois a temperatura média nacional daquele mês foi a mais elevada desde o início das observações meteorológicas.

Na Índia e no Afeganistão, ocorreram danos graves causados por inundações, enquanto na Eslováquia, apesar de ser o período em que a quantidade de água deveria aumentar, os níveis dos rios ficaram muito mais baixos que nos períodos anteriores devido à seca. Em muitos países, estão surgindo crises graves, como temperaturas elevadas e poluição atmosférica provocadas por ondas de calor extremo e incêndios florestais, além da escassez de alimentos causada pela seca.

É preocupante a possibilidade de que, devido à influência do El Niño, a Terra também enfrente em 2027 uma catástrofe climática de proporções sem precedentes. A realidade exige que se encare com vigilância a rápida mudança climática provocada pelo El Niño e que sejam tomadas medidas ativas para minimizar suas consequências catastróficas.

Rodong Sinmun

A fascistização e a militarização estão se tornando cada vez mais explícitas

Condenadas e rejeitadas as criminosas manobras de nova agressão dos reacionários japoneses

Foi revelado que uma equipe de informações locais pertencente ao Centro de Inteligência Central das "Forças de Autodefesa" Terrestres do Japão manteve deliberadamente contato com civis de diversas camadas, incluindo professores universitários, para investigar ativamente suas tendências ideológicas.

A equipe de informações locais chegou a coletar e catalogar informações sobre os relacionamentos amorosos, problemas relacionados a dívidas, crenças religiosas e outros aspectos dos indivíduos visados. Diz-se que já foram elaborados relatórios sobre milhares de pessoas.

Em relação a esse caso, as críticas sociais estão se intensificando.

O ministro da Defesa, apressado para se justificar, alegou que "não foi confirmado que tenham sido realizadas atividades inadequadas", enquanto se esquivou dizendo: "Como existe o risco de que a capacidade de coleta de informações seja revelada, abstemo-me de comentar sobre os detalhes das atividades específicas da unidade em questão." O porta-voz da Agência de Defesa também acompanhou a alegação, afirmando que não considerava necessária uma investigação adicional sobre a equipe de informações locais.

Porém, nenhuma manobra ardilosa pode ocultar sua natureza hedionda.

As diversas agências de inteligência do antigo exército imperial japonês ganharam notoriedade não apenas pela coleta de informações necessárias para provocar e ampliar guerras de agressão, mas também pela vigilância e repressão das camadas contrárias à guerra. Esse sistema especial de inteligência apoiava internamente o governo pela violência e, externamente, impulsionava as guerras de agressão.

Herdando essa "tradição", as agências de inteligência pertencentes às "Forças de Autodefesa" estão tramando para reprimir a opinião pública contrária à política de militarização das autoridades.

Não foram poucos os incidentes que causaram controvérsia, incluindo a vigilância de pessoas que participaram de manifestações contra o envio das "Forças de Autodefesa" ao exterior.

Chegou-se até a descobrir que palestras nas quais participavam parlamentares também se tornaram alvo da vigilância das agências de inteligência, provocando grande alvoroço.

O presente caso também ocorreu nessa mesma linha.

Hoje, as ambições de nova agressão do Japão chegaram a um ponto incontrolável.

Agora, o Japão abandonou até mesmo expressões como "manutenção da capacidade mínima de autodefesa" e "defesa exclusiva", que utilizava para enganar o mundo, e fala abertamente de doutrinas de ataque preventivo, como o ataque a bases inimigas.

Um dos problemas que mais incomodam é a existência de forças internas contrárias à guerra. Para reprimi-las, as agências de inteligência pertencentes às "Forças de Autodefesa" estão atuando intensamente na linha de frente.

Recentemente, as autoridades japonesas criaram uma Agência Nacional de Inteligência que coordena todas as agências de inteligência do país. O problema é que, embora tenham recebido autoridade para realizar legalmente vigilância, investigações e coleta de informações, não foram estabelecidos limites quanto ao seu alcance e aos seus alvos.

Embora tenham prometido que "jamais terão como alvo o povo em geral", quem acreditaria nisso?

O fato de as autoridades japonesas insistirem em adotar uma controversa lei de prevenção da espionagem também tem como objetivo estabelecer uma garantia legal para a vigilância em larga escala da sociedade e a repressão dos opositores.

Os fatos em seu conjunto expõem novamente as intenções sinistras dos reacionários japoneses, que pretendem fascistizar e militarizar todos os setores da vida estatal e social e, a todo custo, realizar o antigo sonho da "Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental".

Ho Yong Min 

Rodong Sinmun

Manobras imprudentes para ressuscitar o espectro do militarismo

Condenadas e rejeitadas as criminosas manobras de nova agressão dos reacionários japoneses

No dia 15, a primeira-ministra japonesa Takaichi ofereceu oferendas no Santuário Yasukuni, onde estão consagradas as tabuletas memoriais dos criminosos de guerra. Temendo as críticas internas e externas, Takaichi não ousou aparecer no santuário, chegando ao ponto de protagonizar a atitude deplorável de realizar uma reverência na direção do local onde se encontra o santuário antes de participar da cerimônia nacional de homenagem aos mortos de guerra.

Naquele dia, várias figuras de alto escalão, incluindo o ministro da Defesa e o secretário-geral do Partido Liberal Democrata, bem como cerca de 90 parlamentares do Partido Liberal Democrata, do Partido da Restauração do Japão e de outros partidos, pertencentes ao grupo parlamentar suprapartidário chamado "Grupo de Parlamentares que Visitam o Santuário Yasukuni", foram em grupo ao santuário para realizar uma visita de culto.

Eles exaltaram os mortos de guerra que, no passado, participaram das guerras de agressão no exterior e acabaram morrendo em vão, revelando abertamente sua repugnante intenção de ressuscitar os espectros dos criminosos de guerra e tentar realizar suas ambições militaristas.

Agência Central de Notícias da Coreia

Exige-se que reflitam seriamente sobre a história de agressão

Condenadas e rejeitadas as criminosas manobras de nova agressão dos reacionários japoneses

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China exigiu, em uma coletiva de imprensa realizada no dia 15, que o Japão reflita seriamente sobre sua história de agressão.

Em relação ao fato de que, naquele dia, a primeira-ministra japonesaTakaichi havia oferecido oferendas no Santuário Yasukuni e outros membros do gabinete também haviam visitado individualmente o santuário, o porta-voz declarou que a China condena veementemente os movimentos negativos do lado japonês.

Afirmando que o Japão desencadeou guerras de agressão no exterior e cometeu crimes cruéis e desumanos durante a Segunda Guerra Mundial, ele declarou que o Santuário Yasukuni é uma ferramenta e um símbolo espiritual do militarismo japonês e que os 14 criminosos de guerra de classe A cujos espíritos estão consagrados ali são os mentores que desencadearam as guerras de agressão, sendo, na realidade, um "santuário de criminosos de guerra".

Ele afirmou que, independentemente de quais pretextos os políticos japoneses inventem, não podem esconder sua intenção de acelerar a remilitarização, revertendo os julgamentos originais dos criminosos de guerra, encobrindo os crimes de guerra e distorcendo os fatos históricos.

Enfatizando que tais atos equivocados constituem uma afronta à história e à justiça e uma provocação à ordem internacional do pós-guerra, recebendo por isso a rejeição unânime e resoluta da comunidade internacional, exigiu veementemente que o Japão rompa completamente com o militarismo e conquiste, por meio de ações concretas, a confiança dos países vizinhos da Ásia e da comunidade internacional.

Agência Central de Notícias da Coreia

A vida de um membro do Partido do Trabalho da Coreia — ela é precisamente uma luta

Em todo o país, arde intensamente a chama da luta para cumprir rigorosamente as resoluções do 9º Congresso do Partido. Para conquistar a todo custo os objetivos de luta estabelecidos pelo Congresso do Partido e abrir com maior força o caminho para a plena revitalização nacional, como sempre aconteceu, nossos militantes partidistas devem estar na vanguarda.

Para que os militantes do Partido cumpram os juramentos feitos perante o Partido e as promessas feitas perante o povo, transformando a concepção e a intenção do Partido em orgulhosas realidades, como devem preencher cada momento de suas vidas?

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Se os militantes do Partido se levantarem resolutamente e enfrentarem de frente as dificuldades de hoje, abrindo caminho através delas na vanguarda, não haverá dificuldade que não possa ser superada nem fortaleza que não possa ser conquistada."

Fazer com que a vida seja mais valiosa e verdadeira, fazendo-a brilhar, é a aspiração comum dos militantes do Partido. Porém, o verdadeiro valor dessa vida não é determinado pelo cargo ou pela honra. Ele é comprovado e faz-se brilhar somente na luta pelo Partido e pela revolução.

Pode-se dizer que a vida dedicada inteiramente à luta pela realização dos ideais e objetivos de nosso Partido, tornando-se o porta-estandarte das fileiras e o pioneiro da criação e da inovação, é a vida mais nobre de um militante do Partido.

É justamente em dedicar tudo de si e lutar na vanguarda da luta pela realização da concepção e da intenção do Partido que reside a verdadeira honra de um militante partidista que jurou dedicar todo o seu ser ao caminho da revolução.

É claro que os militantes do Partido são pessoas que amam ardentemente, mais do que ninguém, suas famílias e sua vida. Porém, como a felicidade de cada família está na prosperidade da pátria e a felicidade do povo é antecipada na mesma medida em que eles próprios suportam dificuldades, um militante do Partido deve deixar voluntariamente tudo o que é pessoal em segundo plano e dedicar cada momento de sua vida exclusivamente ao Partido e à revolução.

Viver colocando a própria vida na luta — esta é a atitude de um verdadeiro militante do Partido do Trabalho da Coreia, e é justamente nisso que reside a honra do membro do Partido como revolucionário.

Então, como deve ser a luta de um militante do Partido?

A vida dos militantes do Partido das gerações anteriores nos proporciona uma imagem clara disso.

Entre as obras que, durante a Guerra de Libertação da Pátria, foram expostas na 3ª Exposição de Arte dos Militares do Exército Popular da Coreia e atraíram a atenção das pessoas, havia uma pintura a óleo que retratava um soldado do Exército Popular chegando ao fim de sua vida e entregando sua carteira de membro do Partido aos companheiros de armas. Não era uma obra imaginária. Era justamente uma representação de uma cena real do combate pela conquista da Altitude 811,7.

Um soldado, atingido no peito pelas balas inimigas e pressentindo seu fim, entregou sua carteira de membro do Partido aos companheiros de armas que correram para lhe prestar primeiros socorros e lhes pediu:

"Façam com que esta carteira de membro do Partido participe do assalto em meu lugar…"

 Mesmo quando o corpo morria e caía, este foi o comovente último pedido de um membro do Partido da época da guerra, que desejava permanecer até o fim, ainda que apenas em espírito, na fileira de luta que avançava.

Ainda hoje, se ouvirmos atentamente em silêncio, parece que podemos escutar as vozes dos militantes do Partido daquela época da guerra, que percorriam o campo da batalha decisiva, onde choviam fogo e granadas, como fênix imortais, bradando:

"Pelo Líder! Pela pátria!"

Pode-se dizer que o caráter da vida é determinado por seu objetivo.

Dependendo de qual objetivo se busca, a vida pode tornar-se valiosa e significativa, ou egoísta e vã.

Para os militantes do Partido da época da guerra, que guardavam como seu dever e como sua lealdade retribuir a grande confiança que o Líder lhes havia concedido, não poderia haver outra escolha. Abrir o caminho do avanço na vanguarda dos assaltos era a felicidade e a glória de sua vida.

Por isso, mesmo nos ferozes campos de batalha onde até as rochas ardiam, eles realizavam assembleias abertas do Partido e resolviam entregar sem hesitação suas únicas vidas pelo Líder e pela pátria, colocando-se na própria vanguarda das batalhas decisivas de vida ou morte e cumprindo aquele juramento.

Assim, os militantes do Partido das gerações anteriores ensinaram claramente, com seu próprio sangue e sua dedicação, para que é realmente necessária a vida de um militante do Partido.

Quando se tratava de uma tarefa dada pelo Líder, eram os militantes do Partido que fabricavam granadas mesmo com as próprias mãos, construíam bombas de água em terrenos baldios e, utilizando um laminador com capacidade de 60 mil toneladas, produziam 120 mil toneladas de aço, cumprindo suas tarefas com espírito de consagração total.

Devemos nós, militantes do Partido, estar nos lugares mais difíceis e perigosos; se o Partido decide, nós fazemos — esta era a convicção e a vontade dos militantes do Partido das gerações anteriores, que sustentaram absoluta e incondicionalmente a ideia e a linha do Partido, oferecendo sem hesitação seu sangue, suor e até suas próprias vidas.

Verdadeiramente, oferecer sem hesitação todo o seu ser pelo líder e pela pátria é, para os militantes do Partido do Trabalho da Coreia, uma honra, um orgulho e uma dignidade incomparavelmente preciosos, que nada pode substituir.

A convicção e a vontade de pensar e agir sempre de acordo com a intenção do líder e sustentar a concepção do Partido por meio de realizações brilhantes, juntamente com a consciência pura de considerar aliviar as preocupações do Partido como seu dever e como tudo em sua vida — este foi o segredo fundamental que permitiu às gerações anteriores fazer brilhar infinitamente sua bela vida como membros do Partido do Trabalho da Coreia.

Verdadeiramente, nossa bandeira do Partido não tremulou simplesmente levada pelos ventos do tempo; ela tremulou impulsionada pelo ardente sopro de lealdade e patriotismo de nossos militantes do Partido, que, ao ouvir o chamado do Comitê Central do Partido, sempre se levantaram como montanhas, sem temer água nem fogo, e responderam com contribuições extraordinárias.

Com o passar do tempo, as montanhas e os rios mudaram, e também mudaram as grandes etapas da revolução. Contudo, há algo que jamais deve mudar nem um pouco: o espírito e o temperamento de luta dos militantes do Partido do Trabalho da Coreia, infinitamente leais à ideia e à direção do líder.

A luta de hoje pelo desenvolvimento integral do socialismo exige que os militantes do Partido se tornem porta-estandartes no cumprimento das resoluções do Partido e raízes na criação de feitos heroicos, cumprindo plenamente sua honrosa missão e seu dever perante o Partido e a revolução.

Porta-estandarte — nisso residem o orgulho e o valor de um membro do Partido.

O desejo de retribuir a confiança do Partido manifesta-se em assumir trabalhos mais difíceis e uma quantidade maior de tarefas que os demais. A pureza e a beleza de um militante do Partido residem em colocar espontaneamente a si mesmo na própria vanguarda do assalto.

O militante do Partido é um combatente revolucionário consciente que entrou no Partido jurando lutar, dedicando tudo de si, pelo Partido e pelo líder, não porque alguém lhe ordenou. Quando surgem dificuldades e grandes tarefas, é na disposição de aceitá-las voluntariamente como sua própria responsabilidade, por uma escolha de consciência anterior a qualquer ordem ou instrução, que reside a verdadeira natureza de um membro do Partido.

Na luta de um militante do Partido não deve haver parada; deve haver somente avanço.

A ausência de avanço significa a ausência de luta.

O que esteve na base do milagroso aumento da produção de cimento em Sangwon, que, no ano passado, produzira uma quantidade adicional dez vezes maior que a do ano anterior, em resposta ao chamado do Partido para uma nova luta pelo aumento da produção?

Foram os esforços árduos e a dedicação total dos militantes do Partido, que não se limitaram a juramentos, mas os transformaram em ações audaciosas, e que, em vez de agir sozinhos, mobilizaram as massas para criar milagres. Os militantes do Partido de Sangwon não conheceram limites na resolução dos problemas desejados pelo Partido e não permitiram sequer a própria palavra estagnação.

Quanto maiores forem as dificuldades e mais pesadas forem as tarefas, se os militantes do Partido avançarem na vanguarda das fileiras com um espírito de ataque inabalável, não haverá objetivo que não possa ser conquistado, e o impossível inevitavelmente se transformará em possível.

Avançar e avançar ainda mais — isso deve tornar-se o modo e o temperamento de luta dos militantes do Partido.

A luta de um militante do Partido não existe apenas nos grandes campos de construção em plena efervescência e nos intensos campos de batalha da criação. Se é membro do Partido, esteja nas profundezas das montanhas ou em uma ilha remota, deve considerar seu local de trabalho como palco de luta e jamais cessar seus esforços para cumprir as políticas do Partido.

Quando, antes de qualquer direito, tiver consciência do dever de um membro do Partido, estabelecer as coordenadas de sua vida no posto que lhe foi confiado pelo Partido e, independentemente de ser observado ou reconhecido por alguém, assumir espontaneamente as tarefas e lutar com dedicação, poderá fazer brilhar sua preciosa vida como membro do Partido.

A luta de um militante do Partido não se refere apenas aos feitos heroicos manifestados em determinadas ocasiões.

Para alcançar resultados ainda maiores, o caminho diário à frente do talho do mineiro de carvão, percorrido diligentemente dia após dia, o caminho das rondas da tecelã e o caminho ao amanhecer do pioneiro da alta produtividade são atalhos para o cumprimento das resoluções do Partido.

Se é um militante do Partido que deseja fazer brilhar a preciosa vida de um combatente de vanguarda, não deve desperdiçar nem um dia, nem um momento.

Eu também hoje avancei na vanguarda do cumprimento das políticas do Partido?

Somente o militante do Partido que, para poder responder com dignidade a essa pergunta, se exige e se açoita continuamente, elevando por si mesmo cada vez mais seu nível de exigência, pode cumprir sua missão como porta-estandarte das fileiras.

A luta de um militante do Partido deve ser sustentada por elevadas capacidades.

A realidade de hoje mostra que não se pode estar na vanguarda do cumprimento das resoluções do Partido apenas com desejos ou apoiando-se somente na força de vontade.

Para assumir voluntariamente a liderança e carregar a responsabilidade na frente, sem hesitar nem recuar diante de qualquer tarefa difícil que seja apresentada, é preciso agarrar firmemente as poderosas armas da política do Partido e da ciência e tecnologia.

Deve-se aceitar como uma exigência vital para cumprir o dever de membro do Partido e como mais uma tarefa de luta para preservar sua condição de membro do Partido o ato de estar plenamente armado com a política do Partido e elevar suas capacidades científico-técnicas.

Nossa revolução avança com tamanha força porque existem verdadeiros militantes do Partido que sustentam a intenção do Partido por meio de uma dedicação sacrificial, e não patriotas que apenas repetem em palavras as preocupações do Partido e as dificuldades do Estado.

Todo militante do Partido deve tornar-se porta-estandarte das fileiras e combatente de vanguarda, assumindo os cantos mais difíceis, mais urgentes e mais prementes em cada frente de luta que fervilha para cumprir as resoluções do Partido.

Seja funcionário, cientista, operário ou camponês, todo membro do Partido deve elevar continuamente o nível de exigência para consigo mesmo e contribuir para o cumprimento das resoluções do Partido por meio de esforços e lutas perseverantes. No empenho e no esforço para cumprir as resoluções do Partido, não pode haver diferença de cargo.

Militantes do Partido! Pensemos sempre nos dias rigorosos em vez dos dias felizes e vivamos colocando nossa vida na luta.

Quando todos os militantes do Partido se tornarem verdadeiros revolucionários que encontram o valor de sua vida na vanguarda das intensas frentes de luta pelo cumprimento das resoluções do Congresso do Partido, a concepção do Partido para o desenvolvimento integral do socialismo será realizada muito mais cedo.

Ri Chun Sik

Visão revolucionária sobre a organização

Explicação de terminologias políticas

A visão revolucionária sobre a organização é o ponto de vista e a posição revolucionários em relação às organizações sociopolíticas que, sob a direção do Partido e das organizações partidistas, ligam líder às massas.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos participar conscientemente na vida organizativa com elevado senso de organização, cumprir em tempo as decisões da organização e as tarefas a nós confiadas pela organização e manifestar altamente o espírito coletivista."

A organização revolucionária não apenas concede às pessoas uma preciosa vida política, mas também é uma protetora política que cuida delas e as conduz para que desfrutem de uma vida valiosa no amor e na confiança do coletivo. Por mais que uma pessoa possua conhecimentos abundantes e talentos extraordinários, não pode pensar em sua existência e valor como revolucionária se afastada da organização.

A visão revolucionária sobre a organização é um fator fundamental que garante a vida política e a verdadeira vida do revolucionário.

O fundamental na visão revolucionária sobre a organização é o ponto de vista e a posição em relação à organização do Partido.

O fato de o ponto de vista e a posição em relação à organização do Partido constituírem o fundamental na visão revolucionária sobre a organização está relacionado ao fato de que a organização do Partido, como organização política dirigente que desempenha uma função central entre os coletivos sociopolíticos, ocupa uma posição excepcional que a distingue de todas as demais organizações políticas.

Todas as organizações sociopolíticas somente podem ligar o líder e as massas por vínculos de sangue e cumprir sua missão e seu dever sob a direção do Partido. Por isso, o ponto de vista e a posição em relação à organização do Partido constituem o fundamental na visão revolucionária sobre a organização.

Para estabelecer uma visão revolucionária sobre a organização, antes de tudo, os militantes do Partido e os trabalhadores não devem apenas compreender em princípio a preciosidade da organização, mas também assimilá-la profundamente por meio da vida organizativa.

Além disso, todos devem cultivar plenamente suas qualidades e traços de caráter como revolucionários, absorvendo continuamente, no cadinho da vida ideológica e organizativa, os nutrientes necessários à sua vida política.

Junto a isso, devem fazer do apreço pela organização e da vida baseada firmemente na organização uma característica arraigada, agir sempre e em qualquer lugar de acordo com a disciplina organizativa e tomar como princípio férreo cumprir fielmente, sem o menor desvio, as decisões da organização e as tarefas a eles confiadas.

Todos os militantes do Partido e trabalhadores devem preparar-se firmemente como revolucionários jucheanos, infinitamente fiéis à direção do Partido, mantendo um correto ponto de vista e posição em relação à organização e participando consciente e sinceramente na vida organizativa.

 Rodong Sinmun

Adequemos os métodos e estilos de direção da produção e da construção às exigências da era do desenvolvimento integral

Editorial

Hoje, em todas as esferas da construção socialista, eleva-se extraordinariamente o ímpeto da luta de todo o povo para alcançar maiores êxitos e transformações.

Na abertura de um futuro firme para o desenvolvimento inovador de todos os setores, unidades e regiões do país, de acordo com a concepção e a vontade do Partido, destaca-se cada vez mais claramente o papel dos funcionários, membros dirigentes da revolução.

Todos os funcionários devem compreender corretamente a intenção do Partido, que apresentou como uma das importantes exigências da era do desenvolvimento integral inovar os métodos e estilos de direção da produção e da construção e elevar a capacidade de comando.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"A época dinâmica de hoje exige que os funcionários, primeiros porta-estandartes na implementação da política do Partido, melhorem revolucionariamente seu estilo e método de trabalho."

Inovar os métodos e estilos de direção da produção e da construção significa que os funcionários diretivos implementem ativamente os métodos e estilos revolucionários de trabalho desejados pelo nosso Partido e exigidos pela era do desenvolvimento integral, explorando e aplicando continuamente novos métodos.

Os métodos e estilos corretos de direção desejados pelo nosso Partido são, em resumo, métodos e estilos de trabalho que incorporam a concepção do povo e a filosofia do povo próprias do Juche e são permeados pelo princípio de priorizar as massas populares, métodos e estilos de direção revolucionários e inovadores destinados a mobilizar plenamente a força inesgotável das massas para cumprir rigorosamente a linha e as políticas do Partido.

A inovação dos métodos e estilos de direção da produção e da construção pelos funcionários é uma importante questão política diretamente ligada à autoridade do Partido.

Na nova era do desenvolvimento integral, cada produção e cada construção não constituem simplesmente um trabalho prático. São um trabalho político que comprova a justeza e a vitalidade das políticas do nosso Partido destinadas ao fortalecimento e desenvolvimento do nosso Estado e à melhoria do bem-estar do povo. Hoje, quando surgem tarefas ainda maiores e mais pesadas no caminho do avanço e continuamos enfrentando dificuldades persistentes, para acelerar o desenvolvimento integral de acordo com o cronograma estabelecido pelo Partido, é necessário melhorar decisivamente os métodos e estilos de direção dos funcionários.

O estimado camarada Kim Jong Un proferiu palavras profundas, dizendo que o povo não apenas abre seu coração aos funcionários que consideram o povo tão precioso quanto seus próprios pais, esposas e filhos, mas também lhes indica o caminho para resolver os problemas e ensina-lhes sabedoria, coragem e audácia. Se são verdadeiramente funcionários da grande nova era que inscreve mais uma página de transformação nos anais das décadas de prosperidade da pátria, devem naturalmente encontrar, por meio de métodos de trabalho baseados nas massas, a maneira de cumprir as políticas do Partido e despertar a força espiritual das massas para criar milagres e inovações na produção e na construção. É evidente que os funcionários que ignoram a realidade em desenvolvimento e insistem em velhos moldes estão colocando obstáculos à realização da política da primazia das massas populares do Partido e agindo contra o desenvolvimento integral do socialismo.

Também para alcançar uma transformação fundamental no trabalho de seu setor e de sua unidade, apresenta-se como uma exigência urgente que os funcionários inovem os métodos e estilos de direção da produção e da construção.

Hoje, quando o ímpeto de avanço e salto contínuos se eleva dia após dia em toda a sociedade, para introduzir novas melhorias no trabalho dos setores, unidades e regiões, devem mudar primeiro os métodos e estilos de direção dos funcionários, membros dirigentes da revolução. O trabalho dos setores, das regiões e das unidades se desenvolve na mesma medida em que os funcionários criam o novo e promovem inovações.

Hoje, embora todos tenham recebido juntos as resoluções do Congresso do Partido e partido lado a lado, há setores e unidades que avançam vigorosamente na vanguarda da época, erguendo a bandeira, enquanto ainda existem unidades que permanecem vagando na retaguarda, sem conseguir sequer se levantar nem promover inovações. Para transformar em uma realidade grandiosa os enormes objetivos de luta que estabelecemos, o fundamental não é o desenvolvimento de um ou dois setores, regiões ou unidades, mas o desenvolvimento simultâneo e equilibrado de todas as esferas da construção socialista.

Atualmente, embora sejam importantes a disponibilidade e a garantia de fundos, materiais e mão de obra, bem como a precisão e meticulosidade da operação econômica, mais indispensável ainda é a mobilização ativa da força das massas. A realidade de hoje demonstra claramente que, onde há funcionários que agarram firmemente os recursos espirituais e criativos das massas como a maior força motriz do desenvolvimento, alcançam-se avanços substanciais e saltos significativos, enquanto onde há funcionários que priorizam somente os recursos materiais, não se pode evitar a estagnação, o atraso e a falta de progresso.

Na inovação fundamental dos métodos e estilos de trabalho dos funcionários reside uma garantia firme para elevar o processo de desenvolvimento integral do socialismo a um novo e mais alto estágio de salto e para aumentar extraordinariamente a força motriz do avanço de nosso Estado. Todos os funcionários dirigentes devem compreender claramente a importância do trabalho de melhorar hoje os métodos e estilos de direção da produção e da construção e, como núcleo do Partido, organizadores e executores da implementação da linha e das políticas do Partido, devem adquirir plenamente as qualidades e os traços de caráter que lhes correspondem.

Devem estar firmemente armados com a concepção do povo e a filosofia do povo de nosso Partido.

Por mais que a época se desenvolva e mudem as condições objetivas e subjetivas da revolução, a posição e o papel das massas populares como donas da revolução e da construção jamais podem mudar.

Os funcionários devem ter presente que qualquer método ou estilo de trabalho que não esteja orientado para servir ao povo nada tem a ver com os métodos e estilos de direção desejados hoje por nosso Partido, e devem resolver todos os problemas mobilizando as massas populares e fazendo sobressair seu patriotismo. Em quaisquer circunstâncias, jamais devem se desviar da posição e atitude de considerar o povo sagrado e respeitá-lo como mestre. Em particular, devem estar sempre vigilantes e rejeitar categoricamente até mesmo o menor elemento de menosprezo ao povo e de considerar as massas como um meio para alcançar objetivos.

Devem criar ativamente e generalizar novos métodos e estilos de direção que correspondam à era do desenvolvimento integral.

Não existem funcionários específicos que sejam os únicos obrigados a inovar seus métodos e estilos de trabalho. Desde os funcionários responsáveis até os funcionários das instâncias inferiores, todos devem explorar e aplicar ativamente métodos e estilos de direção inovadores e excelentes, e esta é a exigência da época em transformação.

É importante compreender claramente os métodos e estilos de direção cuja justeza e vitalidade foram plenamente comprovadas ao longo de toda a história de nossa revolução, incluindo transformar integralmente a direção das instâncias inferiores e das massas em um trabalho com as pessoas, os métodos de mobilizar a força espiritual das massas e o método de direção pelo qual um movimenta dez e dez movimentam cem. Ao mesmo tempo, devem penetrar profundamente na realidade, refletir e trabalhar continuamente para encontrar maneiras de mobilizar as massas que correspondam às condições de seu setor e unidade e que, ao mesmo tempo, despertem a simpatia das massas e façam com que elas participem ativamente. Devem continuamente desenvolver novos métodos de direção, como o método de tomar medidas antecipadamente, avançando antes dos problemas que surgem, em vez de simplesmente acompanhá-los para resolvê-los, e o método de dar sempre prioridade ao trabalho com cientistas e técnicos que desempenham um papel central na produção e na construção, superando as dificuldades com base em sua sabedoria e força criativa; nesse processo, devem criar e generalizar exemplos positivos. Devem realizar bem o trabalho de aprender os métodos de trabalho dos comandantes do Exército Popular e os estilos de trabalho dos funcionários das unidades exemplares, incorporando-os criativamente de acordo com as condições de seu setor e unidade.

A inovação dos métodos e estilos de direção da produção e da construção só pode ser realizada corretamente quando sustentada pela elevada capacidade de comando dos funcionários.

A capacidade de comando dos funcionários é o nível de consciência política e a capacidade de direção. Os funcionários devem estudar de maneira substancial as políticas do Partido, a fim de possuir elevada consciência política, captar sensivelmente a intenção do Comitê Central do Partido, analisar e julgar corretamente o que é certo e errado nos problemas que surgem na linha das políticas do Partido, colocar-se espontaneamente onde o Partido deseja e dedicar-se a isso.

Devem reconhecer que sua autoridade no trabalho não é garantida pelo poder de seu cargo ou pela placa que ostentam, mas por suas elevadas qualidades práticas, que lhes permitem dirigir seu setor e sua unidade, e devem aproveitar ativamente diversos meios e oportunidades de estudo para adquirir diligentemente, além dos conhecimentos especializados, conhecimentos e técnicas amplos de diversos campos. Mesmo ao organizar e desenvolver um único trabalho, devem possuir um forte espírito e temperamento de execução, de modo que ele conduza a resultados completos e claros.

O papel das organizações do Partido é importante na inovação dos métodos e estilos de direção dos funcionários.

As organizações do Partido devem realizar a organização e a orientação da vida partidista dos funcionários com foco na melhoria de seus métodos e estilos de trabalho, fazendo com que todos os processos de seu trabalho e de sua vida se tornem oportunidades eficazes para cultivar excelentes capacidades de direção e nobres qualidades morais. Quando surgirem fenômenos negativos, como o de permanecer sentado no escritório, apegado a reuniões ou ao trabalho burocrático com documentos, sem descer às instâncias inferiores; quando, mesmo descendo, não se penetra profundamente entre as massas e se age como visitante ou tenta-se indiscriminadamente dar sermões; quando se presta atenção apenas aos limites de responsabilidade e se acaba envolvido em questões secundárias; ou quando não se trabalha de acordo com as próprias funções e se cometem abusos de autoridade, não devem ser tolerados, mas deve-se travar uma luta vigorosa para que sejam prontamente superados.

Agora é precisamente o momento responsável em que os funcionários diretivos devem tomar profundamente consciência da pesada responsabilidade que lhes foi confiada e realizar antecipadamente os grandiosos ideais por meio de mudanças substanciais a cada ano.

Todos os funcionários devem gravar solenemente em seus corações o peso das enormes tarefas revolucionárias que se comprometeram a cumprir incondicionalmente perante o Partido e a revolução, a pátria e o povo, e, com hábeis capacidades de planejamento, organização e comando, devem abrir de maneira ainda mais vigorosa a nova era da revitalização integral do Estado.

Sobre o plano de desenvolvimento da economia nacional para 1947

Informe apresentado pelo camarada Kim Il Sung no Congresso dos Comitês Populares de Província, Cidade e Condado da Coreia do Norte

19 de fevereiro de 1947

Após a libertação, na Coreia do Norte o poder passou às mãos do povo, foram realizadas reformas democráticas de significado histórico, especialmente a reforma agrária e a nacionalização das principais indústrias, graças às quais foram criadas condições para desenvolver de forma planejada nossa economia nacional.

Nacionalizadas as indústrias de base, os transportes, as comunicações e as instituições financeiras, não poderemos desenvolver as forças produtivas e melhorar a vida do povo sem reger de maneira planejada a economia nacional.

Somente administrando e dirigindo de forma planejada a indústria, a agricultura, os transportes, as comunicações, o comércio e demais ramos da economia nacional, isto é, de acordo com um plano estatal único, será possível restabelecer e desenvolver a economia e elevar o bem-estar do povo em um curto espaço de tempo.

É necessário preparar a base independente da economia nacional para liquidar sua deformidade e unilateralidade coloniais, consequência do prolongado domínio do imperialismo japonês, e elevar o nível de vida material e cultural de nosso povo. Com vistas a realizar este objetivo fundamental, é preciso cumprir em 1947 as seguintes tarefas:

Primeiro, duplicar aproximadamente a produção industrial em relação a 1946, reabilitando e colocando em funcionamento numerosas empresas.

Segundo, elevar a produtividade do trabalho, aumentar rapidamente a produção e melhorar a vida dos trabalhadores, renovando a organização da produção, introduzindo o sistema de autofinanciamento, realizando rigorosamente a economia e aplicando amplamente o sistema de trabalho por empreitada.

Terceiro, satisfazer a demanda da indústria e dos transportes por combustível, aumentando a extração de carvão mediante a recuperação e o desenvolvimento da indústria carbonífera.

Quarto, melhorar radicalmente os transportes, especialmente o ferroviário. Devemos procurar que o tráfego ferroviário seja pontual e rápido para assegurar satisfatoriamente o transporte dos materiais necessários a todos os setores da economia nacional.

Quinto, satisfazer as necessidades da população em cereais e artigos de primeira necessidade, mediante o desenvolvimento da economia rural e da indústria de artigos de uso diário.

Sexto, assegurar um frutífero intercâmbio de mercadorias entre a cidade e o campo e fornecer adequadamente à população artigos de primeira necessidade, ampliando a rede comercial do Estado e a das cooperativas de consumo e estendendo esta última até as aldeias montanhosas.

Além de desenvolver a produção de artigos de uso diário na indústria estatal e nas organizações cooperativas, é preciso fomentar em vários aspectos a iniciativa individual, introduzindo o capital privado na produção de artigos de primeira necessidade e na circulação de mercadorias.

1. Sobre o desenvolvimento industrial

Tempos atrás, o imperialismo japonês transformou a Coreia em uma base militar para sua agressão à Ásia e em uma base de fornecimento de matérias-primas. Essa foi a causa de a indústria coreana padecer de uma grave unilateralidade colonial. Depois de monopolizar a indústria coreana, o capital financeiro do Japão desenvolveu apenas os ramos necessários aos seus planos de agressão e transformou a economia coreana em um apêndice da economia japonesa.

A unilateralidade colonial de nossa indústria manifesta-se, antes de tudo, na falta de fábricas de máquinas e peças de reposição, locomotivas e vagões e, de modo geral, no subdesenvolvimento total da indústria de transformação. Hoje, a principal tarefa no desenvolvimento de nossa economia nacional consiste em lançar as bases de uma economia independente capaz de pôr fim à unilateralidade colonial de nossa indústria e de atender com sua própria produção às necessidades de artigos indispensáveis no país.

Os imperialistas japoneses destruíram grande quantidade de nossas empresas ao fugir após a derrota. Inundaram completamente 64 minas, inundaram parcialmente ou destruíram outras 178, devastaram a Fundição de Ferro e a Siderúrgica de Chongjin e a Central Elétrica de Suphung.

Além disso, destruíram oficinas, instalações de produção e outros equipamentos importantes, como altos-fornos e fornos de coque, em 47 empresas. Explodiram ou incendiaram a oficina de coque e química das fundições de ferro e importantes oficinas da Fábrica Química de Pyongyang.

Em 1946, empenhamo-nos em restabelecer e colocar em ordem as empresas destruídas. Apesar das múltiplas dificuldades, 822 empresas foram colocadas em funcionamento até 1º de janeiro de 1947, graças ao esforço abnegado de nossos trabalhadores. Entre elas estavam a Fábrica Química de Hungnam, a Fundição de Ferro de Hwanghae, a Siderúrgica de Songjin, a Siderúrgica de Kangson, as Fundições de Metais Não Ferrosos de Nampho, Haeju e Munphyong, as Minas de Sohung, Holdong, Suan e Komdok e outras 594 empresas médias e pequenas. Desse modo, no final de 1946, a indústria da Coreia do Norte havia sido restabelecida em grau considerável e haviam sido preparadas as condições para seu rápido desenvolvimento futuro.

No processo de recuperação da indústria, realizou-se paralelamente a preparação de quadros técnicos nacionais e, em 1946, foram formados mais de 500 técnicos e 3.000 operários qualificados. Atualmente, mais de 600 alunos estudam nas faculdades técnicas dos institutos superiores e mais de 5.000 em diversas escolas técnicas especializadas. Foi criado um centro de cursos para diretores de empresas. Hoje necessitamos de muito mais engenheiros, técnicos auxiliares e operários qualificados. Por isso, em 1947 devemos continuar fazendo enormes esforços para formar técnicos.

Em 1947, na indústria, deve-se prestar atenção especial ao aumento da fabricação de instrumentos de produção, artigos elétricos, tecidos, diversos utensílios, fósforos e outros artigos de uso diário.

O projeto de plano prevê para 1947 um aumento de 92% da produção industrial em relação a 1946. Para cumprir com êxito esta tarefa, é necessário melhorar radicalmente a organização da produção, introduzir o sistema de autofinanciamento nas empresas importantes, melhorar de modo geral o método de administração econômica e elevar incessantemente a produtividade do trabalho.

Prevê-se que, em 1947, a produtividade do trabalho na indústria aumentará 48% em relação a 1946. Para alcançar tal aumento, é preciso introduzir novas máquinas e equipamentos, elevar o nível técnico e a qualificação dos operários, aumentar seus salários e estimular o interesse pela produção.

Por setores da indústria, devemos resolver as seguintes tarefas:

Aumentar a extração de carvão, o que é de suma importância para desenvolver a economia nacional. Pode-se dizer que o carvão é o alimento da indústria e dos transportes. Em 1947 temos de mais que duplicar a extração de carvão em comparação com 1946: a hulha, em 2,8 vezes, ou seja, 1,3 milhão de toneladas; o antracito, em 90%, ou seja, 1,5 milhão de toneladas; os briquetes, em 35%, ou seja, 280 mil toneladas. Devemos empenhar-nos particularmente na produção de hulha, de vital necessidade para a indústria e os transportes. Em 1947 investiremos a soma de 103 milhões e 400 mil wons no desenvolvimento da indústria carbonífera, e mais da metade dessa soma será destinada a elevar a produção de hulha.

Em 1947 haverá também um grande progresso na indústria química. Para aumentar as colheitas agrícolas, devemos prestar grande atenção à produção de fertilizantes químicos, que quase duplicará em relação a 1946, alcançando 300 mil toneladas.

A produção de oxigênio e carbureto de cálcio aumentará mais de duas vezes em relação a 1946. O plano prevê reconstruir 5 filiais da Fábrica Química de Hungnam e construir outras 6 novas para a produção de medicamentos, artigos de uso diário e matérias-primas químicas.

Em 1947, os investimentos na indústria química chegarão a 100 milhões de wons, e a maior parte será destinada à reconstrução e reparação geral da Fábrica Química de Hungnam e à construção de novas filiais.

Essas grandes obras de construção exigem grande quantidade de ferro. Por isso, prevemos no plano de 1947 um rápido desenvolvimento da metalurgia ferrosa. Neste ano, planejamos aumentar, em comparação com 1946, duas vezes a produção de ferro-gusa; 1,3 vezes a de aço; 5,8 vezes a de materiais de aço; e 5 vezes a de ligas de ferro. Dessa maneira, neste ano a produção de ferro-gusa chegará a 60 mil toneladas; a de aço, a 70 mil; a de materiais de aço, a 60 mil; e a de ligas de ferro, a 4 mil.

O plano de 1947 prevê construir em todas as importantes fábricas siderúrgicas unidades filiais para a produção de artigos de uso diário, cujo volume ascenderá durante o período do plano a 59 milhões de wons (a preços de 1946). Com vistas a elevar rapidamente a produção de metais ferrosos, é necessário restaurar os equipamentos metalúrgicos importantes. Assim, é preciso reabilitar um alto-forno, dois fornos de coque e dois fornos elétricos da Fundição de Ferro de Hwanghae e construir uma fábrica filial produtora de tubos de ferro na Siderúrgica de Kangson. Em 1947 serão investidos 60 milhões de wons na metalurgia ferrosa, dos quais cerca de 40 milhões serão destinados à recuperação da Siderúrgica de Kangson e da Fundição de Ferro de Hwanghae.

No domínio da mineração, é necessário recuperar 31 minas em 1947 para satisfazer a demanda de minérios de ferro e outros minerais úteis. Deve-se aumentar consideravelmente a produção de ouro, chumbo, zinco e outros metais não ferrosos e preciosos. Neste ano, serão investidos 39,5 milhões de wons na indústria mineral.

Em 1947, a produção da indústria de construção de máquinas aumentará cerca de 2,5 vezes. O plano prevê organizar amplamente a produção de peças de reposição para instalações de minas e empresas, construir 52 navios de carga com deslocamento de 40 a 150 toneladas e aumentar 2,4 vezes a produção de motores para navios.

A fábrica de reparação de automóveis e a fábrica mecânica construídas em Pyongyang em 1946 poderão reparar 450 veículos e produzir diversas máquinas em 1947.

Em 1947, prevemos construir em Pyongyang outra fábrica de construção de máquinas que produzirá 50 máquinas de corte de metais. Neste ano, investiremos 7 milhões de wons na indústria de construção de máquinas, dos quais 4 milhões serão destinados à construção de uma nova empresa e o restante à reconstrução das empresas existentes.

Devemos dedicar grandes esforços à recuperação e ao desenvolvimento da indústria elétrica. Durante a Segunda Guerra Mundial, os imperialistas japoneses exploraram excessivamente e sem realizar reparações os equipamentos geradores e as instalações elétricas, destruindo-os barbaramente ao fugir. Portanto, para assegurar a produção de energia elétrica, é muito importante reparar e colocar em ordem os equipamentos geradores e as instalações elétricas. Em 1947, investiremos 30 milhões de wons nisso.

Para reconstruir e desenvolver a indústria, é preciso aumentar consideravelmente a produção de materiais de construção. No ano em curso, temos de produzir 300 mil toneladas de cimento e quase duplicar a produção de tijolos. Em 1947, propomo-nos investir 8,1 milhões de wons na indústria de materiais de construção.

No ramo da indústria leve, a produção de tecidos de diversos tipos aumentará 2,5 vezes, chegando a 4 milhões de metros, e a de papel alcançará 9 mil toneladas em 1947.

Projetamos produzir neste ano 12 milhões de peças de roupas de algodão e 1 milhão de pares de calçados de borracha. Setenta e cinco por cento daquelas e 90 por cento destes serão produzidos por fábricas privadas.

Além disso, instalaremos nas empresas da indústria pesada fábricas filiais de artigos de uso diário, que produzirão várias classes desses artigos no valor total de 119 milhões de wons (a preços de 1946). Para desenvolver a indústria leve, investiremos neste ano 70 milhões de wons, dos quais 50 milhões serão destinados à construção de uma nova fábrica têxtil com 15 mil fusos, mais de 15 milhões à restauração e 4,7 milhões à construção de novas instalações. Com vistas a solucionar o problema das matérias-primas inexistentes em nosso país para a indústria leve, prevemos adquirir neste ano 600 toneladas de borracha bruta e 2 mil toneladas de fios de algodão.

Em relação à rápida recuperação e ao desenvolvimento da indústria, o número de trabalhadores na indústria estatal registrará em 1947 um aumento aproximado de 20% em comparação com 1946. A soma total dos investimentos básicos para restabelecer e desenvolver a indústria, prevista no plano, ascende a 880 milhões de wons.

2. Sobre a indústria local

A indústria local, que está sob a jurisdição dos comitês populares provinciais, deverá desempenhar um papel importante no aumento da produção de artigos de primeira necessidade. O imperialismo japonês não desenvolveu na Coreia a produção de artigos de uso diário nem a indústria alimentícia. A fim de eliminar esses pontos fracos de nossa economia e fomentar a produção de artigos de primeira necessidade, é necessário estimular ativamente a iniciativa criadora dos comitês populares locais e dos indivíduos. Os comitês populares provinciais devem introduzir audaciosamente o capital privado na construção da indústria local.

Prevê-se que, em 1947, as empresas estatais e privadas locais produzirão mercadorias no valor de 248 milhões e 400 mil wons e 1 bilhão e 385 milhões de wons, respectivamente, fazendo com que a indústria local produza, ao todo, artigos de primeira necessidade no valor de 1 bilhão, 633 milhões e 400 mil wons.

Essa soma distribui-se pelas províncias da seguinte maneira:

Cidade de Pyongyang

708,6 milhões de wons

Província de Phyongan Sul

115,1 milhões de wons

Província de Phyongan Norte

369 milhões de wons

Província de Kangwon

58 milhões de wons

Província de Hwanghae

233 milhões de wons

Província de Hamgyong Sul

91,7 milhões de wons

Província de Hamgyong Norte

58 milhões de wons.

Como a indústria local se desenvolve principalmente apoiando-se nas fontes locais de matérias-primas, os funcionários das províncias, cidades, condados e cantões devem prestar atenção especial à busca dessas fontes.

3. Sobre o desenvolvimento da economia rural

Nossa economia rural foi devastada impiedosamente pela política colonial dos imperialistas japoneses, especialmente por sua política de cruel espoliação praticada em tempo de guerra. Somente em 1942, na Coreia do Norte, foram perdidos 253 mil hectares de terras cultiváveis e 400 mil toneladas de cereais na colheita.

Durante a guerra, o imperialismo japonês expropriou enormes quantidades de animais domésticos e levou-os para o Japão. Por isso, no período de 1939 até o final de 1945, o número de bovinos foi reduzido em 311 mil cabeças; o de suínos, em 426 mil; o de equinos, em 5 mil; e o de ovinos, em 6 mil. Em suma, aumentou muito o número de famílias camponesas sem gado, e o número de animais possuídos por cada uma delas não passava de 0,3 cabeça em 1946.

Durante seu domínio, os agressores japoneses devastaram assim o campo coreano, lançando nossos camponeses na ruína e na miséria.

O Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte realizou a reforma agrária para libertar os camponeses da exploração feudal e imprimir um rápido desenvolvimento à economia rural. Como resultado, um total de 981.390 hectares de terras foram distribuídos gratuitamente entre os camponeses com pouca ou nenhuma terra, que representavam 724.522 famílias.

Durante o domínio dos imperialistas japoneses, estes e os latifundiários tomavam dos camponeses quase toda a sua colheita todos os anos. Mas agora, depois da reforma agrária, os camponeses entregam anualmente ao Estado apenas 25% de sua colheita como imposto em espécie e dispõem livremente do restante. Assim, a reforma agrária estimulou o interesse dos camponeses pela produção, criando-lhes a possibilidade de melhorar suas condições de vida.

A tarefa imediata que hoje enfrenta nossa economia rural é ampliar a superfície cultivável, utilizar bem a terra e aumentar consideravelmente o rendimento das colheitas, para fazer com que a Coreia do Norte, em vez de uma região onde escasseiam os alimentos, se transforme em uma região de grande abundância e, dessa maneira, solucionar o problema dos alimentos.

Neste ano ampliaremos em 80 mil hectares a terra cultivável e, particularmente, destinaremos 155 milhões de wons às obras de irrigação para ampliar as áreas de cultivo de arroz irrigado.

Para aumentar o rendimento das colheitas, é necessário introduzir amplamente métodos avançados de cultivo, como a aração de outono, a seleção de boas sementes, o cultivo de plantas precoces etc.

Para elevar a produção agrícola, é muito importante aumentar a quantidade de fertilizantes químicos. Se em 1946 fornecemos ao campo 110 mil toneladas de fertilizantes químicos, em 1947 enviaremos quase 200 mil toneladas. Adotando todas essas medidas, alcançaremos em 1947 um aumento de 300 mil toneladas de cereais em relação a 1946.

Outra tarefa apresentada à economia rural é desenvolver em ritmo acelerado a pecuária. Para cumpri-la, é preciso prestar séria atenção à criação das bases de produção dos alimentos necessários ao desenvolvimento da pecuária, ampliando ao mesmo tempo a área destinada ao cultivo de cereais. Assim, neste ano temos de elevar o número de bovinos para 600 mil cabeças; de suínos, para 350 mil; e de cavalos, para 12.900. Para aumentar o número de cabeças de gado, é necessário dedicar grandes esforços à criação de animais reprodutores.

É preciso proibir terminantemente o abate de animais domésticos sem autorização do comitê popular e procurar multiplicá-los por todos os meios, a fim de assegurar seu número e satisfazer a demanda da população por carne.

Com vistas a solucionar o problema dos alimentos secundários para os trabalhadores, é necessário desenvolver ativamente a pesca juntamente com a pecuária. Neste ano, prevê-se capturar 260 mil toneladas de pescado.

O cumprimento exitoso de todas essas tarefas apresentadas à economia rural servirá de grande ajuda à rápida recuperação e ao desenvolvimento de toda a economia nacional e à melhoria da vida do povo.

4. Sobre os transportes e as comunicações

Após a libertação, nossos transportes encontravam-se em estado de desordem. Os imperialistas japoneses destruíram a Fábrica de Reparação de Locomotivas de Chongjin, doze pontes ferroviárias, três túneis e cinco estações. Devido à inatividade das fábricas, não pudemos reparar locomotivas. No setor ferroviário, escasseavam carvão, materiais, alimentos e recursos financeiros, enquanto a disciplina era fraca e o senso de responsabilidade, inexistente.

Esse estado das ferrovias foi muito propício às ações de sabotagem dos reacionários e elementos pró-japoneses que procuravam impedir o restabelecimento das vias férreas. Organizaram sabotagens e atos de destruição. Por exemplo, os sabotadores incendiaram a Fábrica de Reparação de Vagões de Pyongyang e destruíram locomotivas e vagões.

Durante a libertação, o transporte marítimo também sofreu enormes perdas. Ao fugir, os imperialistas japoneses afundaram em vários portos da Coreia do Norte 70 navios a motor, com deslocamento total de 99 mil toneladas. O transporte rodoviário também se encontrava em estado precário.

Entretanto, nossos trabalhadores do setor de transportes, especialmente os ferroviários, lutaram valentemente contra os sabotadores e destruidores e, superando todas as dificuldades, conseguiram restabelecer as ferrovias. Nossas fábricas de reparação de locomotivas recuperaram 299 unidades e agora produzem por conta própria peças de reposição como tubos de fumaça, sapatas da cruzeta, caixas coletoras de vapor etc. Graças ao esforço abnegado de nossos ferroviários, todas as vias férreas da Coreia do Norte foram restabelecidas.

Mas os transportes não dão conta das necessidades da economia nacional. No transporte ferroviário, é baixa a velocidade de circulação das locomotivas, que frequentemente apresentam avarias. Com a melhoria do transporte ferroviário, aumentaremos a capacidade de transporte e asseguraremos a circulação regular dos trens. Em 1947, temos de aumentar em 2,4 vezes, em relação a 1946, o volume total do transporte de mercadorias por ferrovia, fazendo-o chegar a 1 bilhão e 551 milhões de toneladas-quilômetro.

Para que o transporte de mercadorias seja eficaz, é preciso melhorar a reparação das locomotivas. Em 1947, deve-se realizar a reparação geral de 144 locomotivas e a reparação parcial de 396. Para cumprir o plano de transportes com índices elevados, é necessário aumentar a taxa de utilização do material rodante. O plano prevê reduzir o ciclo de circulação dos vagões de 10,6 dias em 1946 para menos de 8 dias. Em 1947, investiremos 100 milhões de wons no transporte ferroviário.

No ano passado, o transporte rodoviário também foi bastante recuperado, como resultado do que agora estão em funcionamento 1.120 automóveis sob a jurisdição do Departamento de Transportes e de outros órgãos e empresas estatais.

Em 1947, o transporte automobilístico deverá transportar 450 mil toneladas de mercadorias e melhorar também significativamente o serviço de passageiros. O transporte aquático deverá transportar 636 mil toneladas de mercadorias.

Os comitês populares locais devem realizar planejadamente a reparação das estradas e construir 80 pontes, com extensão total superior a 5.600 metros. O plano prevê investir 150 milhões de wons na construção de pontes, diques e na reparação de cais.

Embora o imperialismo japonês nos tenha legado comunicações destruídas e contássemos com um número muito reduzido de quadros técnicos, no período transcorrido alcançamos grandes êxitos na restauração e organização dos órgãos de comunicações.

Com a instalação de novos circuitos entre Pyongyang-Wonsan e Hamhung-Chongjin, foram colocadas em funcionamento as comunicações telefônicas e telegráficas. Foram recuperados 4.640 km de linhas telegráficas e telefônicas, e foi construída em Chongjin uma nova central telefônica no lugar da destruída pelos imperialistas japoneses.

Agora, na Coreia do Norte, existem mais de 150 centrais telefônicas com mais de 20 assinantes cada uma. Nas cidades, condados e centros rurais, foram restaurados e construídos 329 edifícios dos correios; nas ferrovias estão em funcionamento 22 vagões postais.

Em fevereiro de 1946, começou o intercâmbio postal com a Coreia do Sul e foi celebrado com a União Soviética um acordo sobre intercâmbio postal e telegráfico.

Graças ao trabalho incansável de nossos técnicos, foi instalado em Pyongyang um transmissor com potência de 15 kW, foi construída em Cholwon uma nova estação transmissora com potência de 250 W e também está sendo construída em Kanggye outra estação de radiodifusão.

Em 1947, é preciso assegurar normalmente os serviços telefônicos entre todos os locais onde existam comitês populares provinciais e os principais centros industriais, bem como entre todos os locais onde existam comitês populares de província, condado e cantão.

Em 1947, é preciso instalar 1.734 km de linhas telefônicas e, para assegurar as comunicações com todas as províncias, reparar 10 aparelhos telefônicos por correntes portadoras e restaurar e reajustar mais de 4 mil km de linhas telefônicas. Reconstruiremos em Chongjin uma central regional de comunicações e construiremos uma nova fábrica central para reparação de aparelhos transmissores e produção de peças de reposição.

Para fortalecer o trabalho de transmissão radiofônica, devemos reconstruir a Emissora de Rádio de Pyongyang, instalar um transmissor de ondas médias e elevar assim sua potência de 500 W para 10 kW.

Nos serviços postais, é necessário aumentar o número de vagões e caminhões dos correios e melhorar a distribuição postal, assegurando assim um intercâmbio correto de correspondências.

O plano prevê investir 28 milhões de wons nas comunicações.

5. Sobre a circulação de mercadorias

Sob o domínio dos imperialistas japoneses, 85% do capital comercial da Coreia encontrava-se em suas mãos. Esses bandidos monopolizavam na Coreia o mercado de artigos de uso diário, alimentos e outras mercadorias. Por isso, após a derrota do imperialismo japonês, surgiram sérias dificuldades na circulação de mercadorias.

A quantidade de mercadorias nos armazéns diminuiu; não havia possibilidade de importá-las de outros países; a indústria doméstica não estava em condições de produzir grandes quantidades de mercadorias e também escasseavam os produtos agrícolas, em consequência do que aumentou o número de especuladores e os preços das mercadorias subiram às alturas.

Com vistas a melhorar o fornecimento de mercadorias ao povo e combater os especuladores, criamos em maio de 1946 as cooperativas de consumo. Até janeiro de 1947, as cooperativas de consumo haviam admitido em seu seio mais de 2 milhões de pessoas e realizado a circulação de mercadorias no valor de 660 milhões de wons em 950 lojas. Além disso, em 1946 organizamos lojas estatais. Somente nas oito grandes lojas de departamentos estatais, foram vendidas, em seis meses, mercadorias no valor de 18 milhões de wons.

Utilizando 1.280 estabelecimentos comerciais estatais e das cooperativas de consumo, é preciso vender em 1947 mercadorias no valor de 6 bilhões de wons.

Para desenvolver a circulação de mercadorias, não basta ampliar a rede comercial. É preciso impedir que os artigos de uso diário caiam nas mãos dos especuladores, intensificando o trabalho dos órgãos comerciais, e evitar a infiltração de ociosos, vigaristas e especuladores, selecionando e colocando corretamente os funcionários dos órgãos comerciais do Estado e das cooperativas de consumo.

Na circulação de mercadorias, é preciso esforçar-se para elevar incessantemente a proporção do comércio estatal e das cooperativas de consumo. Somente quando o melhorarmos decididamente e desenvolvermos adequadamente a circulação de mercadorias, poderemos coordenar os preços das mercadorias no mercado e estabilizar a vida das massas trabalhadoras.

A fim de ampliar a rede comercial, em 1947 prevemos investir 40 milhões de wons.

Juntamente com o desenvolvimento do comércio estatal e das cooperativas de consumo, é preciso também prestar profunda atenção ao desenvolvimento do comércio privado. O Estado oferecerá sua ajuda ao desenvolvimento das companhias comerciais e sociedades anônimas privadas.

6. Sobre a cultura e a educação

Os imperialistas japoneses praticaram uma política destinada a aniquilar nossa cultura nacional. Tentaram sepultar até mesmo nossa língua e nossa escrita. Os filhos e filhas de operários e camponeses não puderam receber sequer a educação primária, quanto mais estudar em escolas secundárias ou institutos. Daí o grande número de analfabetos entre nossos trabalhadores.

Somente com a libertação, nosso povo teve acesso ao desenvolvimento de sua cultura nacional, ao estudo das ciências e dos conhecimentos avançados.

As medidas educacionais do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte já alcançaram não poucos êxitos. Em 1946, o número de escolas primárias chegou a 2.482, com um aumento de 1.110 em comparação com 1945, e o número total de alunos passou de 878 mil em 1945 para 1 milhão e 183 mil em 1946.

Se em 1945 o número de escolas secundárias era de 44 e o de alunos, 19.800, em 1946 esses números aumentaram para 217 e 70 mil, respectivamente. Além disso, atualmente 9.700 alunos estudam em 28 escolas secundárias especializadas. Em 1946, foram fundadas pela primeira vez na Coreia do Norte a universidade e os institutos, nos quais atualmente estão matriculados 3.100 alunos. Além disso, foram criadas duas escolas pedagógicas especializadas e oito escolas normais, nas quais são preparados intensivamente quadros nacionais que irão exercer a instrução popular.

Também foram alcançados não poucos êxitos na educação de adultos. Em 1946, foram abertas 16.178 escolas de adultos, nas quais estudam 556 mil trabalhadores. Além disso, atualmente 3 mil pessoas estudam em 31 escolas de adultos de nível superior.

Também foi realizado um dinâmico trabalho de educação cultural das massas. Se em 1945 não havia um único clube e existiam apenas 7 salas de leitura, no final de 1946 funcionavam 91 clubes, 35 bibliotecas e 717 salas de leitura. Além disso, 83 teatros e cinemas prestam seus serviços ao descanso e à educação cultural dos trabalhadores. Foram organizados o Conjunto Central de Atividade Artística, a Orquestra Sinfônica Central e a Federação Geral de Escritores e Artistas, o que constitui um grande acontecimento no desenvolvimento de nossa cultura nacional.

Com vistas a melhorar e fortalecer o trabalho de educação popular e satisfazer a demanda cultural da população, em 1947 devemos cumprir as seguintes tarefas:

Elevar para 3.156 o número de escolas primárias e para 1,5 milhão o número de seus alunos; construir mais 209 escolas secundárias, para que no novo ano letivo seu número chegue a 426 e o de seus alunos a 129 mil; construir mais 17 escolas técnicas e aumentar para 17 mil o número de alunos das escolas normais e técnicas; fundar mais dois institutos de ensino superior, para que o número de estudantes alcance 6.200. Além disso, é preciso abrir 40 mil escolas de alfabetização de adultos, matriculando nelas 800 mil pessoas; abrir 64 escolas de adultos de nível superior, com uma matrícula de 7.700 pessoas. Devemos construir 77 clubes, 67 bibliotecas, 536 salas de leitura, um museu e 9 teatros, e criar na cidade de Pyongyang um centro de produção cinematográfica e uma escola de artes. Para cumprir com êxito o plano deste ano de desenvolvimento da educação e da cultura, temos de fazer esforços extraordinários.

7. Sobre a saúde pública

Os imperialistas japoneses não prestaram nenhuma atenção ao problema da saúde pública dos coreanos. Como resultado, sob o domínio do imperialismo japonês havia na Coreia do Norte apenas 9 hospitais estatais com 450 leitos. Somando-se as clínicas privadas e seus médicos, o número chegava apenas a algumas centenas de médicos e pouco mais de 1.000 leitos.

Para completar, o preço caríssimo dos serviços médicos impossibilitava os trabalhadores de receber assistência em caso de doença. Por isso, propagaram-se diversas epidemias, como cólera, varíola e tifo exantemático, que causavam a morte de dezenas de milhares de pessoas todos os anos.

Com o estabelecimento do Poder popular após a libertação, a saúde pública melhorou radicalmente e aumentou consideravelmente o número de hospitais e clínicas.

Em 1946, o número de hospitais estatais aumentou mais de 6 vezes e o de leitos mais de 4,5 vezes em comparação com o período anterior à libertação; foram construídos dois hospitais antiepidêmicos com 70 leitos, 8 centros experimentais de higiene e microbiologia e 10 postos de desinfecção. Em 1946, fundamos dois sanatórios para tratar tuberculose com 176 leitos e centros de serviço de emergência nas capitais de todas as províncias. Com a melhoria da saúde pública graças ao rápido aumento do número de órgãos de assistência médica, as doenças contagiosas diminuíram notavelmente.

Em 1947, aumentará ainda mais o número de instituições e instalações médicas. O número de hospitais gerais e antiepidêmicos chegará a 106 e o número de leitos aumentará 1,5 vez em relação a 1946. No ano em curso, instalaremos um instituto de pesquisa profilática, um hospital especializado em tuberculose e um hospital dermatológico na cidade de Pyongyang, uma leprosaria em um local isolado e adequado, e também construiremos uma fábrica de produtos farmacêuticos em Hungnam. Além disso, implantaremos o sistema de fornecimento gratuito de medicamentos aos operários e empregados, com o propósito de ampliar a assistência médica às massas trabalhadoras. Para esse fim, já transferimos as instalações médicas de todas as fábricas para os órgãos estatais de seguro, pertencentes ao Departamento do Trabalho.

Camaradas:

No curto espaço de tempo que se seguiu à libertação, alcançamos não poucos êxitos na recuperação da economia nacional destruída e na melhoria e estabilização da vida do povo e, sobre essa base, hoje traçamos pela primeira vez um plano anual. Isso significa que nossa economia nacional já possui condições para desenvolver-se de maneira planejada e entrou em uma etapa superior.

Naturalmente, o plano da economia nacional de 1947 é um projeto difícil e grandioso. Mas podemos e devemos, sem falta, cumpri-lo.

Todos os partidos políticos e organizações sociais compreendidos na Frente Unida Nacional Democrática, assim como os operários, camponeses, intelectuais, comerciantes e empresários, devem lutar unidos para cumprir e superar o plano da economia nacional de 1947, vencendo as dificuldades que se apresentam diante de nós. A realização deste plano será um grande passo para lançar as bases da construção de um Estado democrático independente.

Alcançando as metas do plano deste ano estabelecidas para a indústria, mediante a elevação incessante de seu nível técnico e de qualificação e o pleno desenvolvimento da iniciativa criadora, os operários, engenheiros e técnicos auxiliares devem restaurar e desenvolver o quanto antes nossa indústria e satisfazer a demanda da população urbana e rural por produtos industriais.

Aumentando a produção de cereais mediante a ampliação por todos os meios da superfície cultivável, a elevação do grau de aproveitamento da terra e a aplicação ativa de métodos avançados de cultivo, e desenvolvendo aceleradamente a pecuária, os laboriosos camponeses devem solucionar o problema dos alimentos e dos alimentos auxiliares de nossos trabalhadores.

As cooperativas de consumo devem enviar produtos agrícolas à cidade por meio do recolhimento e fornecer artigos industriais aos camponeses, assegurando assim uma boa circulação de mercadorias entre a cidade e o campo.

O Poder popular protege a propriedade privada e fomenta a atividade produtiva e comercial dos comerciantes e industriais privados. Estes, mantendo elevada a política do Poder popular, devem participar ativamente da recuperação e construção da economia nacional com seu capital e sua técnica.

É muito importante observar rigorosamente a disciplina financeira no cumprimento do plano da economia nacional de 1947. Com a preparação dos recursos necessários para recuperar e desenvolver a indústria, a agricultura e os demais ramos da economia nacional, por meio de uma luta resoluta contra os usurpadores dos bens do povo, da economia de matérias-primas e materiais, da simplificação do aparelho estatal e de uma redução visível das despesas administrativas, devemos assegurar que o plano da economia nacional de 1947 seja cumprido com êxito.

Realizadas atividades esportivas e culturais por ocasião do 81º aniversário da libertação da pátria

Realizaram-se no dia 16 as competições de natação e saltos ornamentais como parte das atividades esportivas e culturais em homenagem ao 81º aniversário da libertação da pátria.

Assistiu às competições o estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia.

Todos os participantes estavam tomados de grande emoção e alegria por celebrar significativamente o dia da libertação da pátria com as atividades esportivas e culturais na presença do camarada Kim Jong Un.

Quando ele apareceu, todos os atletas e espectadores o receberam com entusiásticas aclamações.

Entre os espectadores estavam quadros do Partido, do governo e das instituições das forças armadas, funcionários do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, do Conselho de Ministros, dos ministérios e órgãos centrais, bem como membros do comando do Ministério da Defesa Nacional.

Na natação, atletas de 6 equipes competiram, respectivamente, nas provas de 100 metros livres e peito, masculino e feminino.

Na prova mista de revezamento de 400 metros, cada um dos 4 atletas, masculinos e femininos, de cada equipe nadou 100 metros, na ordem costas, peito, livre e borboleta.

Nos saltos ornamentais, com a participação de 3 equipes, foram realizadas as provas individuais, masculina e feminina, da plataforma fixa de 10 metros, e a prova sincronizada mista da mesma plataforma.

Na natação, o Clube de Atletas Sobaeksu, o Conjunto Esportivo do Ministério da Indústria Pesqueira e o Conjunto Esportivo Suyangsan ocuparam, respectivamente, o primeiro, o segundo e o terceiro lugares.

Nos saltos ornamentais, o Sobaeksu subiu ao pódio em primeiro lugar na classificação geral.

Em seguida, foi apresentada uma demonstração de nado sincronizado.

Foi realizada a cerimônia de premiação sob os aplausos dos participantes.

Este encontro esportivo e cultural elevou ainda mais o ambiente festivo por ocasião do 81º aniversário da libertação da pátria.

Força motriz eterna

Hoje, a causa da construção do nosso Estado socialista entrou num período decisivo, no qual, alcançando um nível de desenvolvimento em todos os aspectos, passa à etapa seguinte.

Por mais que mudem as condições e o ambiente objetivos e subjetivos da construção socialista, é firme a posição do nosso Partido de que não pode haver o menor desvio no princípio de depender das próprias forças nem no método de resolver os problemas.

O 9º Congresso do Partido enfatizou a importância de manter invariavelmente bem alto, como bandeira do avanço, o ideal de autoconfiança, juntamente com os princípios de considerar o povo como o céu e de unidade monolítica.

A autoconfiança é o modo de avanço e a tradição de luta próprios da nossa revolução.

Rememorando, o Partido do Trabalho da Coreia sempre apresentou a autoconfiança como bandeira do avanço e da luta em todo o processo histórico da construção socialista. Isso porque a autoconfiança é o único caminho para defender os direitos de independência do povo, fazer brilhar sua dignidade e alcançar a prosperidade do Estado.

Ao levar vitoriosamente adiante a causa socialista, nosso povo aprendeu a viver dignamente nesta terra, tendo o que é seu e contando com suas próprias forças.

Durante o período da Marcha Árdua, esmagando as manobras anti-RPDC das forças hostis, fortaleceu continuamente suas forças internas. As preciosas criações da autoconfiança alcançadas apertando o cinto tornaram-se hoje uma plataforma de salto para o desenvolvimento vertiginoso.

Foi assim que nosso povo pôde erguer, mesmo em condições difíceis, modernas fábricas industriais locais e hospitais por toda parte, magníficas avenidas, cidades-fazenda ideais, aldeias rurais modernas e modelos de pecuária moderna.

A autoconfiança é a bandeira da luta e do avanço que devemos manter invariavelmente elevada hoje e amanhã.

Para levar a uma nova etapa a atual fase de desenvolvimento integral do socialismo, o melhor caminho para cumprir com êxito os importantes planos apresentados é erguer ainda mais alto a bandeira da autoconfiança.

Erguer ainda mais alto a bandeira da autoconfiança é uma exigência urgente para construir uma base de desenvolvimento capaz de assegurar o crescimento estável e contínuo da economia do país.

A tarefa fundamental da construção econômica socialista na atual etapa é consolidar os êxitos alcançados durante o 8º período do Comitê Central do Partido, construir uma base de desenvolvimento capaz de assegurar o crescimento estável e contínuo da economia do país e melhorar concretamente a vida do povo.

Hoje, para garantir fortemente o crescimento e o desenvolvimento de toda a economia do país e alcançar com êxito as metas apresentadas, ainda restam muitos problemas a serem resolvidos. Estes só poderão ser solucionados com êxito recorrendo às próprias forças, à própria tecnologia e às próprias reservas de talentos. No elevado desenvolvimento do espírito de autoconfiança encontram-se o caminho para o desenvolvimento de cada unidade e a garantia do aumento da produção.

Atualmente, em todos os setores e unidades, desenvolvem-se vigorosamente trabalhos para encontrar a solução dos problemas pendentes no despertar da força espiritual e da capacidade criadora das massas, mobilizando plenamente as reservas internas e o potencial para produzir coisas nossas cada vez melhores e excelentes.

Se o povo se levantar com todo o empenho para cumprir as novas metas de perspectiva, erguendo ainda mais alto a bandeira da autoconfiança, será alcançado um desenvolvimento estável e progressivo em toda a economia do país e a construção socialista avançará para uma etapa superior.

Hoje, em todos os lugares da pátria, cresce no coração de todos a confiança de que, se trabalharmos com coragem, acreditando firmemente apenas em nossas próprias forças, poderemos superar quaisquer dificuldades e provações e alcançar os melhores resultados mesmo em condições difíceis e árduas.

A convicção do nosso povo de manter eternamente bem alta a bandeira da autoconfiança e impulsionar vigorosamente a construção socialista é inabalável.

Pyon Jin Hyok

Naenara