terça-feira, 11 de agosto de 2026

A crise hídrica se agrava devido à onda de calor recorde

Enquanto persiste uma onda de calor recorde que aquece este planeta, vários países estão enfrentando uma grave crise hídrica.

Segundo uma agência de notícias estrangeira informou há pouco, o nível da água do Danúbio, um dos maiores rios da Europa, encontra-se em seu nível mais baixo já registrado.

De acordo com uma medição realizada pelas autoridades competentes da Hungria em 30 de julho, o nível da água do Danúbio caiu 10 cm abaixo do nível mínimo registrado em 2018. Como se prevê que as temperaturas continuem subindo, estima-se que o nível da água do Danúbio cairá ainda mais.

Segundo informou o órgão meteorológico e hidrológico da Croácia, nas proximidades de Batina, o nível da superfície da água desse rio caiu 24 cm abaixo do nível mínimo observado em 2022. Diz-se que, com a redução acentuada do nível do rio, surgiram os destroços de um navio cargueiro que havia afundado há cerca de 90 anos.

Na Eslováquia, a quantidade de água do Danúbio também está diminuindo rapidamente. Segundo informou o órgão competente, em Bratislava, a vazão média do Danúbio em julho foi quase 29% menor do que o nível mínimo registrado em 2003. Especialistas expressaram preocupação pelo fato de que, embora o período de maio a julho seja normalmente aquele em que a quantidade de água do rio deveria aumentar, neste ano ela diminuiu de maneira sem precedentes.

Com a queda acentuada do nível do Danúbio, na Hungria e na Romênia houve falta de água necessária para o resfriamento dos reatores nucleares, obrigando as usinas a interromper seu funcionamento. Em uma cidade portuária da Bulgária, ocorreu até mesmo um acidente em que um navio de cruzeiro encalhou devido ao baixo nível do Danúbio.

Na Holanda, o nível do Reno também atingiu seu nível mais baixo já registrado devido à seca persistente. Segundo informações, em 30 de julho, o nível desse rio caiu ainda mais abaixo do nível mínimo observado em 2022. Anteriormente, o governo desse país havia alertado que a crise de escassez de água havia se tornado uma realidade, informando que, em julho, as temperaturas estavam acima da média e que a quantidade de precipitação encontrava-se em níveis semelhantes aos de 2018, quando houve uma seca extremamente severa.

No norte da Itália, uma grave seca persiste devido à prolongada onda de calor e à redução das chuvas, criando um grande risco para o fornecimento de água para irrigação.

Em Almada, Portugal, o consumo de água atingiu um nível recorde devido à onda de calor persistente, fazendo com que a quantidade de água dos reservatórios caísse para cerca de 10% de sua capacidade de armazenamento.

Na capital do Afeganistão, Cabul, a crise de escassez de água está se agravando dia após dia. Uma emissora desse país afirmou que os recursos hídricos da cidade estão diminuindo drasticamente devido aos efeitos das mudanças climáticas e expressou preocupação de que a crise hídrica provocada pela redução das águas subterrâneas e pelo crescimento populacional se tornará um sério desafio para o desenvolvimento da capital no futuro. Cabul vem sofrendo com a escassez de água potável há vários anos e, apesar dos esforços das autoridades para melhorar a situação do abastecimento de água, o problema hídrico continua sem ser resolvido.

Na Somália, mais de 570 mil pessoas também estão sofrendo com a escassez de água devido à severa seca.

Atualmente, afirma-se que três quartos da população mundial vivem em regiões classificadas como de “insegurança hídrica” ou “grave insegurança hídrica”. Em particular, 4 bilhões de pessoas sofrem com a escassez de água durante pelo menos um mês por ano.

É consenso entre os especialistas que o problema da água já ultrapassou o estágio de crise devido às mudanças climáticas e à poluição da água, que se agravam dia após dia.

A crescente escassez de água está prejudicando o desenvolvimento econômico mundial e a produção de cereais, além de ameaçar a sobrevivência da humanidade.

Rodong Sinmun

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