Na atual situação internacional delicada e instável, em que se intensificam os conflitos geopolíticos e o confronto entre diferentes blocos do mundo, acelera-se a transformação do Japão, um país criminoso de guerra, em um Estado capaz de travar guerras.
Há poucos dias, o país insular realizou no Pacífico o lançamento de teste do míssil de cruzeiro Tomahawk embarcado no navio Aegis Chokai, pertencente às "Forças Marítimas de Autodefesa".
Anteriormente, em maio passado, participou dos exercícios militares conjuntos sob comando dos Estados Unidos na costa norte da ilha filipina de Luzon e realizou, fora de suas fronteiras, o lançamento de um míssil de ataque pela primeira vez desde sua derrota na guerra.
Tais ações militares demonstram que entraram na etapa de execução substancial as manobras do Japão, que formalizou sua capacidade de ataque preventivo por meio da "Estratégia de Segurança Nacional", revisada no fim de 2022 em desacordo com o direito internacional e com a constituição nacional, que lhe proíbem o direito à beligerância e a posse de forças destinadas à guerra.
Em março passado, o país insular posicionou os mísseis guiados terra-mar Tipo 12, com alcance ampliado para cerca de mil quilômetros, e os projéteis planadores de alta velocidade Tipo 25 nas bases militares das "Forças Terrestres de Autodefesa" das prefeituras de Kumamoto e Shizuoka, respectivamente, o que constituiu o prelúdio da obtenção de sua capacidade de ataque preventivo.
Nos últimos tempos, instalou em uma ilha do Pacífico lançadores do míssil guiado terra-mar Tipo 12 e aeronaves de reconhecimento não tripuladas destinadas a detectar a posição dos alvos, além de promover a introdução do míssil de cruzeiro que será equipado no caça F-35A das "Forças Aéreas de Autodefesa". Ao mesmo tempo, pretende desenvolver e introduzir um submarino não tripulado dotado de capacidade de ataque antinavio sob o pretexto de "fortalecer o sistema de defesa no Pacífico".
A incorporação de numerosos meios de ataque surpresa de longo alcance, com capacidade ampliada e raio operacional estendido, e seu posicionamento em terra, no mar, no ar e em outras esferas multidimensionais reorganizam as forças armadas gerais do Japão em favor do ataque preventivo e da agressão ao exterior.
Até hoje, o Japão vinha atuando no cenário internacional como se fosse um "Estado pacifista", classificando como "ameaça" e "desafio" as medidas adotadas pelos países vizinhos para fortalecer sua capacidade de autodefesa nacional. Entretanto, desta vez ficou evidente que tal comportamento não passava de uma manobra tática para ocultar sua suja ambição de tornar-se uma potência militar.
O que não pode ser ignorado é que os Estados Unidos são o verdadeiro manipulador por trás dessas manobras militares do Japão.
Já não é segredo que os Estados Unidos entregaram ao Japão os mísseis de cruzeiro Tomahawk, adaptaram o navio para transportá-los e operá-los, além de fornecerem o local de lançamento e outras condições favoráveis para o teste.
Instigada pelos Estados Unidos, a OTAN ameaça, na Europa, o espaço estratégico da Rússia. Ao mesmo tempo, o império estadunidense viola a paz e a segurança do Oriente Médio e ameaça gravemente os interesses de segurança dos países independentes e anti-imperialistas da região da Ásia-Pacífico, utilizando como brigada de choque seus lacaios, como o Japão e a República da Coreia.
Em consequência da política externa exclusivista e agressiva dos Estados Unidos, cuja meta final é manter sua hegemonia, a região da Ásia-Pacífico vem sendo transformada na zona mais explosiva do mundo. Nesse contexto, a expansão militar do Japão representa um grave agravamento da ameaça à paz e à tranquilidade internacionais.
O Japão não divulgou detalhes do presente lançamento de teste, como a área marítima, o número de mísseis e o alcance do disparo, mas não há dúvida de que se tratou de um teste de armamento de longo alcance voltado contra a RPDC e outros países vizinhos.
Algo extremamente perigoso acontecerá se uma arma mortífera cair nas mãos dos descendentes militaristas que carregam a astúcia e a agressividade em seus genes.
Não existe qualquer garantia de que esse país criminoso de guerra, que vinha preparando gradualmente as bases político-militares e jurídicas para uma nova agressão enquanto negava e embelezava sua história de agressões, não volte a impor tragédias à humanidade ao adquirir capacidade de ataque preventivo.
A comunidade internacional deve elevar ainda mais sua vigilância diante da imprudência militar dos descendentes desse país criminoso, que, amparados pelos Estados Unidos, alimentam a vã ilusão de concretizar a "Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental", sem dar sinal verde à sua transformação em potência militar.
Não será possível frustrar a ambição de uma nova agressão do país insular apenas com vozes de denúncia e advertência.
Um remédio eficaz é fazê-lo experimentar que a segurança de seu próprio país está em risco em consequência de sua ganância excessiva.
É preciso fazê-lo sentir, sem falta, o arrependimento.
Jamais observaremos de braços cruzados a evolução militar do Japão, que representa uma grave ameaça à segurança da República Popular Democrática da Coreia.
Por incumbência, as forças armadas e a direção militar da RPDC esclarecem que adotarão adicionalmente determinadas medidas militares correspondentes à transformação do Japão.

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