Discurso do camarada Kim Il Sung na conferência dos ativistas do Partido na província de Phyongan Sul
9 de setembro de 1946
Camaradas:
A fundação do Partido do Trabalho da Coreia do Norte mediante a fusão do Partido Comunista da Coreia do Norte e do Partido Neodemocrático da Coreia foi concluída vitoriosamente no curto espaço de um mês, através dos debates realizados nas reuniões do Partido em todos os níveis, desde as assembleias gerais das células até as conferências do Partido de cidade, condado e província e o Congresso de todo o Partido, depois de ter sido adotada a resolução de fundir ambos os partidos na Reunião Conjunta Ampliada dos respectivos Comitês Centrais de 29 de julho passado.
De nenhuma maneira a realização triunfal desta grande obra é fruto do acaso. Isto significa que todos os militantes, convencidos unanimemente de que a fundação do Partido do Trabalho mediante a fusão do Partido Comunista e do Partido Neodemocrático constituía a medida mais justa e historicamente inevitável, participaram de modo ativo e com elevado entusiasmo político no trabalho de fusão de ambos os partidos.
Qual é, então, a razão que nos permitiu cumprir com êxito o trabalho de fusão em um período tão breve e quais são os pontos positivos deste trabalho?
Primeiro: o fato de que o Partido Comunista e o Partido Neodemocrático tenham criado, através de sua união, o Partido do Trabalho que representa os interesses das amplas massas trabalhadoras, foi o mais apropriado à situação internacional e nacional atual e uma medida inteiramente adaptada às expectativas e exigências do povo coreano.
A situação internacional atual caracteriza-se pela poderosa luta que as forças dos povos amantes da paz, da liberdade e da democracia travam para eliminar as forças fascistas sobreviventes e garantir a segurança mundial e o progresso social, por um lado, enquanto, por outro, levanta a cabeça a reação internacional que tenta lançar novamente o mundo na catástrofe da guerra.
Sob esta situação internacional, o povo coreano, elo das forças democráticas do mundo, realizou suas grandes reformas democráticas na Coreia do Norte e lançou as bases para a completa soberania e independência e a democratização da Coreia, ao tomar firmemente o Poder em suas mãos após a libertação. Hoje, as forças patrióticas e democráticas, agrupadas em torno do Poder popular, crescem e se fortalecem a cada dia, esmagando as forças sobreviventes do imperialismo japonês e todas as forças reacionárias. Na Coreia do Norte, onde triunfa a democracia, o povo desfruta de todos os direitos e liberdades, e sua vida melhora rapidamente.
Diferentemente disso, na terra do Sul da Coreia, o povo está submetido a uma dominação mais selvagem que a do período do imperialismo japonês e, dia após dia, cresce o perigo de retornar ao destino da escravidão colonial.
Portanto, hoje o povo coreano deve eliminar o perigo surgido na Coreia do Sul e alcançar a completa soberania e independência da pátria através de uma luta ainda mais tenaz. Para isso, o primordial é aglutinar mais firmemente as amplas forças democráticas e assegurar, em particular, a unidade inabalável das massas trabalhadoras.
É por esta razão que a fundação do Partido do Trabalho mediante a integração de ambos os partidos é a medida mais apropriada em vista da situação internacional e nacional e a mais de acordo com a exigência de todo o povo.
Assim que foi comunicada a orientação de fundir ambos os partidos, todo o povo, sem mencionar seus respectivos militantes, aprovou-a calorosamente, e o trabalho de fusão foi realizado com êxito sob o entusiasmo extraordinariamente elevado do povo.
Assim, a causa principal do cumprimento vitorioso da fusão reside, antes de tudo, na justeza da linha de fundação do Partido do Trabalho de massas.
Segundo: o balanço vitorioso desta integração demonstrou que os membros do Partido do Trabalho cresceram e se temperaram consideravelmente no plano político.
Nosso povo, que não havia experimentado a participação na política durante os 36 anos sob a tirania colonial do imperialismo japonês, cresceu politicamente e progrediu ideologicamente no processo das reformas democráticas após a libertação. Graças a isso, nossos militantes chegaram a compreender corretamente a presente situação internacional e nacional e a convencer-se, através de sua experiência prática, da justeza da linha e da política do Partido. Os membros de nosso Partido chegaram a conhecer bem qual é o caráter da sociedade coreana atual e quais são as principais forças motrizes da revolução democrática, além de compreender corretamente qual é o nosso dever na etapa atual da democratização e como podemos cumpri-lo vitoriosamente. Igualmente, através da recente fusão, ficou comprovado que a confiança dos militantes no Comitê Central do Partido e nos seus organismos dirigentes de todos os níveis se aprofundou.
Tudo isso confirma que os membros de nosso Partido se desenvolveram consideravelmente no aspecto político e ideológico, o que constituiu outro fator importante que garantiu os êxitos da recente fusão dos dois partidos.
Terceiro: nosso Partido se uniu e se consolidou ideologicamente.
Durante esse período, nossos militantes se armaram com a ideologia do Partido e se agruparam com um único propósito e uma única vontade através de toda a luta na Coreia do Norte. A luta pela unidade ideológica do Partido desferiu um grande golpe contra os elementos espúrios e os faccionistas que se escondiam no interior do Partido e fortaleceu a unidade e a coesão das fileiras do Partido. Esta unidade e coesão constituem uma importante garantia que permite ao nosso Partido rejeitar com certeza qualquer resistência dos elementos reacionários e conduzir o povo à vitória. Isto é eloquentemente confirmado pelo êxito do recente Congresso de nosso Partido, no qual os 801 delegados, representando cerca de 370 mil militantes, materializaram corretamente, com uma única alma e vontade, a grande obra da fundação do Partido do Trabalho.
Se não tivéssemos desmascarado os faccionistas e impedido previamente suas maquinações, nem tivéssemos assegurado firmemente a unidade da ideologia e da vontade do Partido, não teríamos podido realizar de maneira tão fácil e bem-sucedida o trabalho de fusão dos dois partidos.
Quarto: outra causa importante que levou ao cumprimento vitorioso do recente Congresso Inaugural de nosso Partido é o fato de que a direção de nosso Partido foi firme e hábil e soube organizar e dirigir corretamente o trabalho de fusão de ambos os partidos.
Na direção de nosso Partido estão reunidos revolucionários comprovados que, durante dez ou vinte anos, desenvolveram o movimento clandestino ou a luta armada contra o bandidesco imperialismo japonês, tanto no interior como no exterior do país, e que possuem firmeza e teoria revolucionárias, adquirindo rica experiência através da prolongada luta revolucionária. Pudemos obter enormes êxitos na realização das reformas e na construção democrática, no curto período de um ano após a libertação, porque estes revolucionários, unindo suas forças, determinaram claramente, com base na análise científica da situação mundial e da realidade concreta de nosso país, a linha e as tarefas imediatas para o desenvolvimento democrático da Coreia, e organizaram e mobilizaram com confiança os militantes e o povo rumo à vitória. Por possuir esta firme direção, pudemos agora fundar vitoriosamente o Partido do Trabalho, destacamento de vanguarda das massas trabalhadoras, unindo habilmente centenas de milhares de militantes sob uma única bandeira.
Quinto: através das reformas democráticas, o prestígio de nosso Partido se elevou extraordinariamente entre as massas.
Nos dias imediatamente posteriores à libertação, houve várias ocasiões em que os elementos espúrios infiltrados no interior do Partido Comunista prejudicaram a autoridade e o prestígio deste. Porém, desde que ocorreu a 3ª Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizativo do Partido Comunista da Coreia do Norte, o prestígio do Partido foi se elevando consideravelmente entre as massas, porque os elementos nocivos foram expulsos do Partido; e este defendeu rigorosamente os interesses das massas, unindo-se com elas em um só bloco, e, em particular, desempenhou um papel de vanguarda na luta pela realização da reforma agrária e de outras reformas democráticas. O fato de que as massas populares tenham dado seu absoluto apoio à fusão do Partido Comunista e do Partido Neodemocrático reside em que estavam convencidas de que, se os dois partidos se unissem, lutariam de maneira mais firme e fiel por seus interesses.
Desta maneira, o nascimento do Partido unificado das massas trabalhadoras na Coreia do Norte é um novo passo de avanço do movimento revolucionário e um grande triunfo das forças democráticas em nosso país. Esta vitória será também um poderoso estímulo para a reunião das forças democráticas e a fusão dos três partidos na Coreia do Sul.
Não obstante estes pontos positivos, também surgiram várias deficiências no curso da recente fusão.
Primeiro: não posso deixar de mencionar que alguns camaradas militantes não compreendem suficientemente o significado da fundação do Partido do Trabalho e que ainda existem em nossas fileiras desvios de direita e de esquerda.
Alguns pensam que exclusivamente os marxista-leninistas podem ingressar no Partido do Trabalho e também insistem em que somente estes podem participar da realização das tarefas democráticas da presente etapa. Este é um desvio de esquerda extremamente equivocado.
É verdade que hoje os marxista-leninistas são, naturalmente, os mais avançados e ativos na materialização das tarefas da revolução democrática, e é natural que estes revolucionários armados com o marxismo-leninismo devam ser os núcleos de nosso Partido. Porém, é um grande erro pensar que somente as pessoas versadas no marxismo-leninismo podem participar da realização da revolução democrática e ingressar no Partido do Trabalho. Consideramos que qualquer pessoa pode entrar no Partido do Trabalho desde que hoje manifeste elevado entusiasmo patriótico e atividade e desempenhe um papel de vanguarda na construção da pátria democrática, mesmo que não esteja armada com a ideologia marxista-leninista. Da mesma forma, entre os camponeses e intelectuais trabalhadores, sem mencionar os operários, podem incorporar-se ao Partido do Trabalho todos aqueles que lutam resolutamente colocando-se à frente das massas.
E há aqueles que insistem em que o marxismo-leninismo não deve ser a teoria dirigente do Partido e que os comunistas devem abandonar os princípios marxista-leninistas, já que o Partido do Trabalho foi fundado. Este é o ponto de vista direitista mais perigoso.
A revolução democrática na Coreia desenvolve-se sem jamais afastar-se da lei do desenvolvimento social indicada pelo marxismo-leninismo, mas, ao contrário, seguindo rigorosamente essa lei.
Não é que os comunistas coreanos pretendam construir imediatamente o comunismo em nosso país. No momento atual, nossa tarefa imediata é realizar a revolução democrática, anti-imperialista e antifeudal. Nós, os comunistas, devemos hoje participar mais ativamente da luta para transformar democraticamente a sociedade e concluir rapidamente a etapa da revolução democrática, considerando a situação internacional e nacional e o caráter da sociedade coreana, e desempenhar o maior papel de vanguarda em todos os trabalhos da construção democrática.
O marxismo-leninismo é a teoria mais científica e revolucionária que ilumina o caminho futuro da luta dos povos em cada etapa do desenvolvimento social e em cada etapa do desenvolvimento da revolução, e por esta razão constitui também nossa única guia para levar hoje à prática as tarefas da revolução democrática na Coreia. Consequentemente, não há absolutamente lugar para o problema de que o marxismo-leninismo não deve ser a teoria dirigente de nosso Partido por já ter sido constituído o Partido do Trabalho de massas, ou de que os comunistas devem afastar-se do marxismo-leninismo sob o pretexto de terem se tornado membros do Partido do Trabalho.
Somente aderindo mais firmemente aos princípios do marxismo-leninismo e armando-nos firmemente com sua ideologia e sua teoria, nós, os comunistas, poderemos realizar com êxito as tarefas da presente etapa histórica que devemos atravessar inevitavelmente na luta para alcançar nosso objetivo final.
Como mencionei antes, a primeira é a tendência esquerdista e a segunda é a direitista. Devemos rejeitar totalmente estas duas tendências e avançar segundo a justa linha exigida pelo Partido e pelo marxismo-leninismo.
Segundo: no processo de fundação do poderoso Partido de massas mediante a fusão dos dois partidos, revelou-se que ainda existe uma estreita tendência chauvinista em alguns camaradas. Isto se deve ao fato de que eles não compreenderam claramente o significado e a ideia essencial da fusão de ambos os partidos.
O Partido do Trabalho, como representante e defensor dos interesses das amplas massas trabalhadoras, tem como objetivo construir um Estado independente e democrático, rico e poderoso, que possa garantir a liberdade democrática das massas trabalhadoras coreanas e o desenvolvimento democrático do país. O fato de termos podido constituir semelhante Partido político de massas significa que estamos em condições de dirigir melhor e unir mais firmemente as amplas massas trabalhadoras. Somente organizando e mobilizando as amplas massas poderemos alcançar o quanto antes o triunfo da democracia e a completa soberania e independência da Coreia.
Portanto, devemos superar a todo custo os estreitos pontos de vista do faccionismo e do regionalismo e todo tipo de tendências chauvinistas, assim como lutar para fortalecer e desenvolver por todos os meios nosso recém-fundado Partido do Trabalho e unir as amplas massas ao seu redor. Temos que subordinar tudo à luta pela democracia e pela independência da pátria.
Terceiro: por ocasião da fundação do Partido do Trabalho, manifestaram-se parcialmente ações que enfraqueceram o trabalho da frente unida, e esta também é uma tendência equivocada.
Quanto mais poderoso e grande se torna nosso Partido, tanto mais modestos devemos ser diante dos partidos amigos, tanto mais sinceramente devemos cooperar e manter com eles as relações mais estreitas no trabalho pela construção democrática.
Algumas organizações locais do Partido tentam monopolizar o trabalho dos organismos do Poder popular e outras atividades, com a posição arrogante de que o Partido do Trabalho é onipotente; esta é uma tendência equivocada. Não podemos tolerar hoje ações destinadas a enfraquecer ou destruir a frente unida.
Por último, diz-se que há aqueles que afirmam que esta fusão dos dois partidos é temporária e que algum dia eles certamente voltarão a se dividir. Esta é uma falsa calúnia dos elementos reacionários que apresentam esta fusão dos partidos como um ardil dos comunistas; e a divulgação desta calúnia é uma ação hostil derivada dos complôs destinados a destruir nosso Partido.
A política de nosso Partido, que hoje une as amplas massas de operários, camponeses e intelectuais trabalhadores, não é temporária, mas duradoura; consequentemente, esta fusão de ambos os partidos também será eterna.
Devemos saber que a situação de nossos trabalhadores mudou radicalmente graças à realização das reformas democráticas na Coreia do Norte após a libertação. Nossos camponeses já estão completamente libertados da exploração feudal. As condições de vida dos camponeses melhoram, seu nível cultural se eleva e sua consciência também se transforma. Nossos camponeses participaram ativamente da realização da reforma agrária e de outras reformas democráticas e estão manifestando elevado zelo patriótico no trabalho da construção democrática. Os camponeses norte-coreanos de hoje não são os da época do imperialismo japonês, nem os da época feudal. Atualmente, nossos camponeses desempenham um grande papel em todos os domínios da política, da economia e da cultura e constituem, junto com a classe operária, o destacamento principal das forças democráticas e patrióticas.
Também o caso dos intelectuais é o mesmo. No passado, os intelectuais serviram ao imperialismo japonês e às classes proprietárias, mas hoje, na Coreia do Norte, a esmagadora maioria dos intelectuais, exceto um número muito pequeno de indivíduos desprezíveis, serve aos interesses do povo, particularmente das massas trabalhadoras. No curto período de pouco mais de um ano que se seguiu à libertação, nossos cientistas, técnicos, professores, médicos, escritores e artistas acumularam muitos méritos no trabalho da construção democrática. Eles participaram ativamente da realização das reformas democráticas, tais como a reforma agrária, a Lei do Trabalho, a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher e a nacionalização das indústrias, entre outras, e lutam com abnegação pelo fortalecimento do Poder popular, pela reconstrução das indústrias e pelo desenvolvimento da educação e da cultura.
O que isso significa? Significa que os intelectuais da Coreia do Norte, afastando-se de sua posição passada, na qual serviam ao imperialismo japonês e às classes proprietárias, converteram-se e estão se convertendo em intelectuais do povo, que servem à sua pátria e ao seu povo.
É natural, portanto, que em nosso Partido do Trabalho possam ingressar não apenas os operários, mas também todas as massas trabalhadoras, isto é, todos aqueles que são mais firmes, mais conscientes e mais avançados entre os operários, camponeses e intelectuais.
No futuro, à medida que o movimento democrático em nosso país se desenvolva ainda mais e nossa sociedade avance para uma etapa superior, as condições socioeconômicas de nossos operários, camponeses e intelectuais melhorarão ainda mais, o nível de sua consciência se elevará grandemente e seus interesses chegarão a se harmonizar ainda mais. Assim, a unidade dos operários, camponeses e intelectuais trabalhadores se fortalecerá mais e, consequentemente, a fusão dos dois partidos, realizada recentemente, se consolidará ainda mais.
Desta maneira, essas discussões sobre se a fusão dos dois partidos será temporária ou se estes voltarão a se dividir no futuro não possuem fundamento algum. Devemos ter muito presente que isto é apenas uma calúnia dos elementos reacionários, surgida da tentativa de destruir a coesão de nossas massas trabalhadoras e a unidade de nosso Partido.
Referindo-me ao resultado da fusão de ambos os partidos, apresentarei a vocês, nesta conferência dos ativistas, as seguintes tarefas:
Primeiro: gostaria de destacar de modo especial que vocês devem estudar profundamente, em combinação com sua vida prática, todos os documentos do recente Congresso Inaugural de nosso Partido e executar fielmente as tarefas apresentadas pelo congresso. Por mais excelentes que sejam as resoluções, elas serão inúteis se não forem realizadas na vida prática.
Segundo: devem canalizar seus maiores esforços para ensinar bem a todos os militantes o caráter e o objetivo do Partido do Trabalho e seu Programa, e ampliar o Partido não apenas numericamente, mas também consolidando-o qualitativamente.
Para isso, as seções de propaganda do Partido não devem dirigir sua força principal unicamente ao trabalho de propaganda junto às massas populares, mas prestar atenção primordial, antes de tudo, ao trabalho de educação ideológica dentro do Partido, a fim de elevar o nível político e ideológico dos militantes e fortalecer o poder combativo do Partido. Dessa maneira, é necessário fazer com que todos os militantes possuam a capacidade de dirigir as massas e ser seus núcleos, tornando-se dirigentes das massas capazes de agrupá-las, organizá-las e educá-las.
Terceiro: os membros do Partido devem conhecer claramente, no plano teórico, o significado da Frente Unida Nacional Democrática e desempenhar um papel de vanguarda no trabalho de ampliar e fortalecer a frente unida.
Nós, sempre em estreita ligação com os partidos amigos e as organizações sociais, devemos conduzir melhor a luta comum de todas as classes e camadas do povo no trabalho da construção democrática e não aceitar nenhum ato que prejudique a frente unida. De acordo com isso, nosso Partido deve sempre desempenhar um papel dirigente sem perder, por nenhum motivo, sua independência no trabalho da frente unida, e rejeitar resolutamente a tendência de seguir a reboque de outros.
Quarto: todos os militantes devem travar uma luta tenaz para executar corretamente a linha do Partido e fortalecer a unidade ideológica de suas fileiras, superando os desvios de direita e de esquerda.
Devemos desenvolver diariamente e com energia uma luta ideológica de princípios entre os militantes para descobrir e derrotar todas as ações faccionistas e de pequeno grupo, assim como as tendências antipartido de aparentar apoio enquanto traem por trás, e para impedir a infiltração de todo tipo de ideias hostis no interior do Partido.
Quinto: devemos elevar ao máximo a vigilância revolucionária, desmascarar diante das massas os complôs e as ações subversivas dos reacionários e travar contra eles uma luta em escala massiva, mobilizando a força unida das amplas massas populares.
Atualmente, na Coreia do Sul, o desespero da reação estadunidense e de seus lacaios, a camarilha traidora de Ri Sung Man, torna-se mais furioso a cada dia que passa.
Já faz muito tempo que na Coreia do Sul foi suspenso o Haebang Ilbo, órgão do Partido Comunista da Coreia do Sul, e no dia 6 de setembro passado foram novamente fechados os jornais democráticos Joson Inminbo, Hyondae Ilbo, Jung-ang Sinmun, etc. É natural que isto tenha surgido da intenção dos elementos reacionários que, atemorizados pela fundação vitoriosa do Partido do Trabalho da Coreia do Norte, tentam impedir a fundação do Partido do Trabalho na Coreia do Sul e obstruir a soberania e independência da Coreia.
De fato, as maquinações dos reacionários sul-coreanos são indescritíveis. Os jornais reacionários Tong-a Ilbo, Taedong Sinmun e Hansong Ilbo do dia 6 de setembro divulgaram a informação infundada de que, no dia 29 de agosto, Dia da Vergonha Nacional, em Pyongyang mais de 5 mil estudantes atacaram o comando do exército soviético e que mais de 2 mil deles foram mortos e feridos em seu confronto com as tropas soviéticas.
Camaradas: quem foi, de fato, aquele que matou e feriu a população coreana? Não foram senão precisamente aqueles reacionários que, lançando projéteis com aviões, canhões e fuzis, fizeram derramar o sangue do povo sul-coreano que saiu para celebrar o dia 15 de agosto, dia de sua libertação! Esses sujeitos inventaram essa falsa informação, alarmados ao ver a indignação do povo da Coreia do Norte pelo terrível massacre de Kwangju.
Não devemos relaxar nem por um minuto a vigilância diante da reação. Esses elementos reacionários existem não apenas na Coreia do Sul, mas também na Coreia do Norte. Apoiando-nos na força das massas populares e nas forças democráticas unidas, devemos esmagar essas forças reacionárias e enviar ao povo sul-coreano o máximo apoio material e espiritual.
Por último, um problema importante que gostaria de destacar é o fortalecimento dos comitês populares. Dizer fortalecimento dos comitês populares não significa de modo algum que os membros do Partido do Trabalho monopolizem o trabalho dos comitês populares. Os membros de nosso Partido do Trabalho devem apoiar mais ativamente do que ninguém os comitês populares, agrupar ao seu redor as amplas massas e ser exemplos na execução de todas as suas resoluções.
Avancemos vigorosamente para alcançar a completa soberania e independência da pátria e uma nova vitória da democracia, mantendo erguida a bandeira do Partido do Trabalho da Coreia do Norte, que deu seu primeiro passo glorioso com a fusão do Partido Comunista e do Partido Neodemocrático, e unindo todas as forças patrióticas e democráticas.
Viva o Partido do Trabalho da Coreia do Norte!
Viva a aceleração da fundação do Partido do Trabalho da Coreia do Sul!
Viva a Frente Unida Nacional Democrática!
Viva a completa independência da Coreia democrática!

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