sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Façamos todos os esforços para o cumprimento do plano econômico nacional de 1947

Discurso de síntese do camarada Kim Il Sung na XXXVI Sessão do Comitê Popular da Coreia do Norte

12 de maio de 1947

Hoje fizemos o balanço do cumprimento do plano da economia nacional do primeiro trimestre do presente ano.

Avaliar como foi cumprido o plano do primeiro trimestre tem suma importância. Somente analisando corretamente os méritos e os erros ocorridos no curso de seu cumprimento e levando adiante as experiências, será possível tomar posteriormente as medidas adequadas e cumprir infalivelmente o plano do segundo trimestre e, mais adiante, concluir com êxito o plano da economia nacional deste ano. Em qualquer trabalho, para alcançar êxitos, é imprescindível revisar e analisar detalhadamente os trabalhos já realizados, corrigir a tempo as deficiências e estimular e desenvolver os méritos. Eis a razão pela qual hoje, embora um pouco tarde, fizemos o balanço do cumprimento do plano do primeiro trimestre.

Como foi assinalado no relatório de balanço sobre o cumprimento do plano do primeiro trimestre, o plano da economia nacional do ano em curso foi dado a conhecer em meados de fevereiro, razão pela qual houve muitas deficiências em seu cumprimento em janeiro e fevereiro, mas em março evidenciou-se certa melhora. Em fevereiro, o plano foi cumprido em 63%, mas em março esse índice elevou-se para 78%. E em abril, o resultado da produção nas principais fábricas e empresas alcançou 99,2%. Em particular, obteve-se um resultado muito elevado no transporte ferroviário.

O fato de que, depois de março, os resultados do cumprimento do plano sejam bastante superiores demonstra que aumentou a capacidade de organização do trabalho dos dirigentes e que todo o povo está participando ativamente da realização do plano da economia nacional.

Os elementos reacionários diziam que nosso plano da economia nacional era um plano descabido, irreal. Entretanto, a realidade demonstra patentemente a falsidade de tal propaganda mal-intencionada. Nosso plano da economia nacional é um plano inteligentemente elaborado com base em um cálculo científico. Portanto, o trabalho está sendo impulsionado em todos os ramos de maneira planificada e sem tropeços, com base neste plano, e sua execução está apresentando percentuais continuamente crescentes.

Até hoje, na realização do plano da economia nacional, foram alcançados êxitos, mas também foram reveladas não poucas deficiências. Descobrir as próprias deficiências, analisá-las e criticá-las seriamente adquire suma importância para o progresso do trabalho. Os funcionários devem saber confessar francamente todas as deficiências manifestadas em seu trabalho e submetê-las à revisão e à crítica consequentes.

Hoje nos faltam tanto técnicos quanto matérias-primas e materiais. Não há mais o que dizer sobre isso. O que queríamos discutir na sessão de hoje não era fazer um apelo a respeito do que falta, mas tomar medidas para superar a escassez de técnicos, matérias-primas e materiais e cumprir o plano da economia nacional para este ano. Por esta razão, as intervenções na reunião de hoje deveriam ser orientadas, justamente, não pelo aspecto profissional, cotejando as cifras, mas no sentido de buscar as deficiências reveladas no cumprimento do plano do primeiro trimestre e as maneiras de corrigi-las, bem como de realizar o plano do segundo trimestre e o plano anual da economia nacional. Mas não se falou disso.

O plano da economia nacional para este ano devemos realizá-lo infalivelmente com o esforço de nosso povo. Este nosso plano não pode ser realizado por pessoas de outros países. Ao aprová-lo, já havíamos percebido que haveria escassez de materiais e de técnicos, advertindo também que não seria possível realizá-lo com tanta facilidade. Apesar das diversas dificuldades, aprovamo-lo com a disposição de cumpri-lo a qualquer custo. Portanto, nossos funcionários deveriam ter encontrado por si mesmos meios adequados para resolver os problemas pendentes nas condições dadas e se esforçado para superar as dificuldades, mas não fizeram isso.

A principal deficiência no trabalho dos funcionários consiste em não saberem planejá-lo e organizá-lo, nem realizar devidamente a revisão e o controle correspondentes.

Atualmente, os departamentos não organizam minuciosamente o trabalho de acordo com um plano concreto, nem o mantêm sob seu pleno controle. A fim de cumprir o plano da economia nacional do presente ano, os departamentos devem analisar profundamente o trabalho nos aspectos político e econômico, baseando-se nas resoluções e disposições do Comitê Popular da Coreia do Norte, tomar medidas concretas levando devidamente em conta todas as condições e mobilizar ativamente as massas populares para a realização do plano. Mas, por enquanto, não agem nesse sentido. Tudo isso demonstra um estilo de trabalho formalista. Os departamentos não estudam profundamente seu trabalho nem o organizam minuciosamente, mas chegam ao ponto de limitar-se a dar uma única vez instruções sobre as tarefas apresentadas, desinteressando-se do andamento de sua execução e da verificação de seu cumprimento. Em poucas palavras, os departamentos não realizam o trabalho com tenacidade, fazem-no de maneira superficial.

Sobretudo, o Departamento de Indústria trabalha mal, sem nenhum plano, como quem faz contas nos dedos. Seus funcionários não estabelecem orientações claras para o trabalho, agem sem firmeza e não demonstram agilidade na organização de seu trabalho. Não trabalham com eficácia, alegando apenas diversas condições difíceis, queixando-se da falta de técnicos ou da escassez de materiais.

Se não corrigirmos essas deficiências, não poderemos cumprir o plano da economia nacional do ano em curso nem desenvolver a economia do país. Temos de corrigir o mais rapidamente possível as deficiências que se revelam no trabalho e colocar o trabalho dos departamentos em sua órbita normal.

O êxito ou o fracasso de nosso povo na execução do plano econômico nacional de 1947 constitui uma questão séria da qual depende o destino da edificação de um Estado completamente soberano e independente. Somente levando a bom termo o plano da economia nacional deste ano poderemos reconstruir e desenvolver a economia do país e acelerar a construção de um Estado de total soberania e independência. Portanto, os funcionários devem esforçar-se ao máximo para cumpri-lo.

Para o feliz cumprimento do plano econômico nacional de 1947, é preciso melhorar decididamente o método de trabalho dos funcionários.

Antes de tudo, é importante fazê-los trabalhar de acordo com um plano.

Os diretores dos departamentos devem exigir que todos os seus funcionários elaborem um bom plano de trabalho e se orientem por ele, bem como orientar e controlar rigorosamente o trabalho dos chefes de seção e de subseção de acordo com um plano concreto. Junto com isso, os diretores dos departamentos devem educar corretamente seus subordinados no aspecto político e orientá-los a trabalhar com responsabilidade, tendo consciência de serem donos.

Para realizar com êxito o plano da economia nacional do presente ano, é necessário intensificar o trabalho de inspeção. Como atualmente ele não é realizado de maneira adequada, não é possível corrigir a tempo os erros cometidos no trabalho nem eliminar os atos negativos. Inspecionar o trabalho de maneira formalista equivale a encobrir as deficiências e deixar passar por alto os atos criminosos. Nos departamentos, devem realizar bem as inspeções para corrigir a tempo as deficiências surgidas e eliminar pela raiz todo tipo de ato negativo.

Os funcionários devem adotar uma atitude correta em relação à inspeção. Há quem a considere incômoda, o que demonstra que possui deficiências em seu trabalho ou está cometendo crimes contra o Estado. Excetuando-se os criminosos, ninguém tem motivo para se incomodar com a inspeção. Todos os funcionários devem aceitá-la sinceramente e procurar melhorar seu trabalho.

Estruturar solidamente as fileiras dos funcionários dos órgãos estatais constitui uma firme garantia para assegurar o êxito no trabalho. Nos departamentos, devem intensificar o trabalho de inspeção e eliminar desses órgãos os usurpadores e malversadores, os elementos antidemocráticos e outras pessoas nocivas que corroem os bens do país e do povo e obstruem o trabalho estatal. Além desses elementos, também deverão ser excluídos os funcionários que não sabem planejar o trabalho, que carecem de conhecimentos técnicos e que são irresponsáveis no cumprimento de suas tarefas. Depois de afastar todos os elementos nocivos e os incapazes, os órgãos estatais devem consolidar suas fileiras com bons homens, consequentes no aspecto ideológico e dotados de grande capacidade de trabalho, e impulsionar com maior força a luta pelo cumprimento do plano da economia nacional.

Agora me referirei a algumas tarefas imediatas que se apresentam em relação à realização do plano da economia nacional do ano em curso.

Antes de tudo, nas fábricas e empresas deve-se aplicar corretamente o sistema de remuneração do trabalho por tarefa.

Atualmente, nas fábricas e empresas, ele está sendo aplicado de maneira incorreta. Esse sistema que implantamos não é, de modo algum, um sistema em que se paga o salário conforme o contrato, mas segundo a quantidade e a qualidade do trabalho realizado pelos operários. Portanto, aplicá-lo não é tão difícil; basta fixar com exatidão a norma de trabalho e implantar cabalmente o sistema de pagamento em função do trabalho realizado pelos operários. Quanto a essa norma, pode-se estabelecê-la medindo a quantidade de produtos que os operários fabricam durante uma jornada de trabalho e calculando a média. Tomando essa norma como critério, pode-se pagar mais ou menos conforme ela seja superada ou não.

Nos setores correspondentes, deve-se implantar cabalmente e o quanto antes o sistema de remuneração do trabalho por tarefa, respeitando este princípio. Assim, será possível estimular ainda mais o interesse dos operários pela produção e aumentar consideravelmente a produtividade do trabalho.

Também é preciso pôr fim à movimentação desordenada da mão de obra.

Atualmente, os operários e técnicos mudam com muita frequência de locais de trabalho. Se não permanecerem em um mesmo trabalho, não será possível aumentar a produção. Mesmo nas condições atuais, pode-se elevar muito mais a produtividade do trabalho e produzir mais se os operários e técnicos permanecerem firmes em seus postos de trabalho, sem mudá-los frequentemente.

Para pôr fim a essa movimentação desordenada da mão de obra, é urgente intensificar a educação entre os operários. Deve-se incutir neles o patriotismo e educá-los para subordinar os interesses pessoais aos interesses do Estado, mas isso não está sendo feito devidamente. Os sindicatos querem mobilizar os operários recorrendo ao método de assegurar-lhes condições materiais, mas negligenciando a educação, o que é incorreto. Nas fábricas e empresas, devemos educar os operários apresentando-lhes a palavra de ordem de defender seu local de trabalho, para que o protejam firmemente e trabalhem com abnegação pelo Estado e pelo povo. Para prevenir a movimentação da mão de obra, os partidos políticos e as organizações sociais devem ajudar ativamente na formação dos operários nos ideais patrióticos.

Outra tarefa é organizar bem a mão de obra.

Uma das maiores deficiências surgidas no processo de cumprimento do plano do primeiro trimestre passado foi a má organização da mão de obra. Nas fábricas e empresas, esse trabalho não é realizado segundo um método avançado, mas, em muitos casos, de maneira negligente, recorrendo ao antigo método de contratos. Por isso, os operários não podem desenvolver plenamente sua capacidade.

É necessário melhorar a organização da mão de obra nas fábricas e empresas para utilizá-la racionalmente. É preciso distribuir corretamente a força de trabalho, levando plenamente em consideração o abastecimento de materiais e demais condições de trabalho, para acabar completamente com o desperdício de mão de obra e colocar plenamente em ação a capacidade dos operários, a fim de aumentar a produtividade do trabalho. Deve-se também prestar profunda atenção à redução do pessoal nos ramos não produtivos.

Um problema particularmente importante que se apresenta na execução do plano da economia nacional deste ano consiste em assegurar o fornecimento suficiente de matérias-primas e materiais.

As fábricas e empresas não podem produzir devidamente nem cumprir com êxito o plano da economia nacional deste ano se não lhes forem fornecidos a tempo matérias-primas e materiais, mesmo que acabem com a movimentação da força de trabalho e a organizem racionalmente. Devem fornecer matérias-primas e materiais em quantidade suficiente às fábricas e empresas, para que os operários possam trabalhar quanto quiserem sem serem obstaculizados na produção.

Para melhorar o fornecimento de matérias-primas e materiais, é preciso solucionar o problema do transporte.

As ferrovias devem transportar mais cargas do Estado e limitar as de caráter privado. Devem esforçar-se para assegurar o transporte planejado das matérias-primas e dos materiais necessários às fábricas e empresas e cumprir cabalmente as tarefas que o Estado estabelece nesse campo.

O Departamento de Transporte deve aumentar o transporte de matérias-primas e materiais especialmente no verão, quando as condições são favoráveis para essa atividade, para que as fábricas e empresas possam acumular suas reservas. E, para que o transporte ferroviário não enfrente dificuldades no inverno, durante o verão as locomotivas devem utilizar antracite, economizando o carvão mineral para o inverno.

Além de levar a bom termo o trabalho de organização da mão de obra e o abastecimento de matérias-primas e materiais, é preciso elaborar corretamente o plano de custo de produção e executá-lo rigorosamente. O Departamento de Planejamento deve elaborá-lo e publicá-lo o quanto antes para todos os produtos, excetuando alguns artigos cujo custo é difícil de planejar. Dessa maneira, nas fábricas e empresas deve-se desenvolver a luta pelo cumprimento desse plano, com o objetivo de economizar ao máximo mão de obra, materiais e fundos e aumentar ainda mais a produção.

Temos de assegurar condições de vida ótimas aos operários.

É muito injusto que não poucos funcionários negligenciem a vida dos operários. Somente assegurando-lhes boas condições de vida eles poderão trabalhar tranquilamente e participar fielmente do trabalho patriótico de construir a nova pátria. O diretor do Departamento de Indústria e os diretores das fábricas e empresas devem ter uma atitude correta em relação aos operários e tomar as medidas pertinentes para resolver seus problemas vitais.

É preciso fazer grandes esforços para fornecer aos operários quantidade suficiente de artigos de primeira necessidade. Deve-se vender aos operários, a preços baixos fixados pelo Estado, os artigos de uso cotidiano produzidos pelas fábricas estatais, acabando com toda prática de entregá-los aos especuladores. Como ainda não são produzidas mercadorias em abundância, é necessário aplicar o sistema de racionamento. Com essa medida, esses artigos chegarão igualmente aos operários.

Para fornecer satisfatoriamente aos operários os artigos de uso cotidiano, é preciso ampliar sua produção. Não adianta aumentar apenas o salário dos operários se não produzirmos esses bens em quantidade. Se houver escassez deles, os preços subirão nos mercados e, no fim, somente os especuladores se beneficiarão disso. Não devemos apenas procurar aumentar o salário dos operários, mas também nos orientar para produzir mais bens de primeira necessidade. Com essa política, poderemos reduzir os preços e assegurar a vida dos operários.

É necessário tomar as medidas pertinentes para solucionar o problema da alimentação dos operários. Devemos observar rigorosamente a política alimentar do Estado e melhorar o abastecimento de alimentos aos operários, para que não sofram com a escassez.

Aos operários devem ser fornecidos não apenas cereais, mas também quantidade suficiente de alimentos suplementares. Para solucionar esse problema, as fábricas e empresas não devem contar apenas com o Estado, mas esforçar-se bastante por conta própria. Atualmente, não poucos funcionários esperam que o Estado resolva integralmente o problema dos alimentos suplementares para os operários. É preciso eliminar consequentemente esse ponto de vista equivocado entre eles. As fábricas e empresas devem empreender por conta própria a criação de suínos e a pesca para abastecer os operários com carne e peixe a preços baixos. Se os quadros se esforçarem, será possível fornecer aos operários não apenas carne suína e peixe, mas também verduras em abundância.

Outro problema a ser resolvido para os operários é o das moradias.

Na cidade de Pyongyang, operários, técnicos, funcionários e professores universitários enfrentam dificuldades por falta de moradias, mas não se presta nenhuma atenção a isso. Como as moradias são distribuídas injustamente, os ferroviários e os operários das fábricas e minas não dispõem delas, enquanto os especuladores as possuem. É um grave erro não fornecer moradia aos operários, que trabalham com tanto empenho na construção da nova pátria, e, no entanto, entregá-las aos especuladores, que não trazem benefício algum ao Estado. Até agora temos combatido esses fenômenos negativos, mas ainda não desapareceram os casos de distribuição arbitrária de moradias. É obrigação distribuí-las de maneira justa e solucionar o grave problema da habitação dos operários, para que não tenham dificuldades em sua vida.

É preciso realizar exitosamente a arrecadação dos impostos.

O Departamento de Finanças não realiza esse trabalho com responsabilidade. Arrecada impostos dos operários, funcionários e camponeses, mas não age com a prontidão necessária em relação aos especuladores e industriais privados. Na cidade de Wonsan, província de Kangwon, não foram cobrados dos industriais privados uma grande quantidade de impostos, equivalente a 200 mil wons.

O Departamento de Finanças deve tomar rigorosamente as medidas para a arrecadação dos tributos e impulsionar ativamente esse trabalho. Mediante um bom trabalho de esclarecimento, deve fazer com que a população pague os impostos oportunamente e, ao mesmo tempo, reforçar o controle legal contra os casos de descumprimento da política tributária do Estado. Quanto às pessoas que não pagam impostos violando a lei estatal e às que não os arrecadam de acordo com as normas, devem ser aplicadas sanções legais.

É preciso concentrar grandes forças no desenvolvimento da economia rural e da indústria pesqueira.

Para obter bons resultados na agricultura no presente ano, é necessário acelerar e concluir prontamente as obras de irrigação que estão em andamento. No condado de Kaechon, província de Phyongan Sul, estão sendo realizadas, em três lugares, obras de irrigação para aproveitar a água do rio Chongchon, nas quais os camponeses mobilizados trabalham com entusiasmo, demonstrando ardor no aumento da produção de cereais, mas o comitê popular do condado não toma medidas para acelerar essas obras. Não lhes proporciona direção técnica nem se esforça para solucionar os problemas pendentes. Se essas obras não forem concluídas a tempo, a agricultura será bastante prejudicada no presente ano, deixando extensas superfícies cultiváveis nessa situação, entre arrozais e campos de sequeiro. O Departamento de Agricultura e Silvicultura deve mobilizar os técnicos para concluir, antes do final de maio, as obras de irrigação de Kaechon e as demais obras desse gênero.

É preciso desenvolver a pesca e a pecuária. Esta é hoje uma questão muito importante para melhorar o nível de alimentação de nosso povo. Com abundância de pescado, carne e outros produtos, serão economizados os cereais e mais rica será a alimentação da população. Por isso, desde o início do ano em curso, destacamos a necessidade de desenvolver os setores pesqueiro e pecuário.

O Departamento de Agricultura e Silvicultura deve dedicar todos os esforços ao desenvolvimento acelerado do setor pesqueiro. É preciso intensificar as atividades para aumentar a captura de pescado, mobilizando todas as empresas pesqueiras das diferentes regiões, com o que será possível garantir um abastecimento considerável à população a preços baixos. Do mesmo modo, devem ser concentrados grandes esforços no desenvolvimento da pecuária. Em toda parte deve-se desenvolver em grande escala a criação de suínos e outros animais para aumentar a produção de carne. É claro que não é fácil promover o desenvolvimento da pesca e da pecuária, pois atualmente quase toda essa atividade se encontra sob o controle de particulares. Entretanto, se nossos trabalhadores se esforçarem, poderão ampliar e consolidar ainda mais a indústria pesqueira e a pecuária do setor estatal e desenvolvê-las também em outros setores.

O Departamento de Agricultura e Silvicultura também deve prestar profunda atenção à horticultura. No ano passado, essa produção foi subestimada, mas este ano deve-se evitar que o mesmo fenômeno ocorra.

Outro aspecto: é necessário intensificar o trabalho higiênico e profilático.

Sem realizar adequadamente esse trabalho, além de não ser possível proteger a vida da população, tampouco será possível cumprir com êxito o plano da economia nacional do presente ano. Se, devido ao insuficiente trabalho higiênico-preventivo, epidemias como o tifo abdominal entrarem em nosso país, a produção será gravemente prejudicada. Assim, o Departamento de Saúde Pública deve tomar enérgicas medidas profiláticas. E o Departamento do Interior deve ajudá-lo ativamente nessa tarefa. Nas zonas fronteiriças e na Linha de Demarcação do Paralelo 38, deve-se reforçar a vigilância profilática para impedir que epidemias penetrem do exterior.

É preciso estreitar a colaboração entre os departamentos para cumprir com êxito o plano da economia nacional do ano em curso.

Estando os ramos da economia nacional estreitamente relacionados entre si por suas atividades, os departamentos somente poderão levar adiante suas tarefas e cumprir devidamente o plano da economia nacional em geral se ajudarem uns aos outros e unirem seus esforços. Portanto, cada departamento deve solucionar a tempo os problemas que lhe forem apresentados por outros departamentos, realizando bem seu próprio trabalho. Em particular, devem prestar muita atenção ao desenvolvimento da indústria e ajudar eficazmente o trabalho do Departamento de Indústria.

É necessário elaborar de maneira inteligente o plano, tendo em vista intensificar a colaboração entre os departamentos. O Departamento de Planejamento deve elaborar antecipadamente os planos e coordená-los devidamente para que os departamentos possam cooperar estreitamente, orientando-se por um plano único.

Daqui em diante, deve-se combater energicamente a prática de evitar ou impedir a ajuda recíproca entre os departamentos. Os partidos políticos e as organizações sociais também devem combater resolutamente as tendências egocêntricas e educar corretamente todos os funcionários subordinados a eles no espírito de ajudar o trabalho de outros ramos.

Todos os departamentos devem tomar as medidas pertinentes para executar o que foi discutido e decidido na reunião de hoje. Os Departamentos de Indústria e de Agricultura e Silvicultura devem convocar uma reunião dos chefes das seções correspondentes dos comitês populares de todas as províncias e dos diretores das fábricas e empresas, para fazer uma correta revisão dos méritos e falhas ocorridos durante o cumprimento do plano do primeiro trimestre e examinar seriamente as medidas para cumprir pontualmente o plano do segundo trimestre e o plano geral deste ano, baseando-se nas experiências adquiridas.

Pois bem. Passo ao problema da modificação do imposto agrícola em espécie.

No ano passado, estabelecemos e colocamos em vigor o sistema de imposto agrícola em espécie. Nossos camponeses apoiaram-no e saudaram-no de todo o coração e pagaram oportuna e voluntariamente ao Estado a totalidade do imposto correspondente àquele ano. Isso demonstra que o sistema de imposto agrícola em espécie é muito justo e atende inteiramente aos interesses dos camponeses.

Entretanto, ao aplicá-lo, percebemos que ele possui alguns pontos inconsequentes. Estabelecemos uma taxa de 25% tanto para as zonas de planície quanto para as zonas montanhosas, o que dificulta elevar prontamente o nível de vida dos camponeses das regiões montanhosas.

É necessário modificar parcialmente a taxa do imposto agrícola em espécie para melhorar prontamente a vida dos camponeses de roças e de outros camponeses das zonas montanhosas. Pensamos em reconsiderar essa taxa, fixando-a em 10% para as roças e em 23% para os demais campos de sequeiro. Contudo, não podemos reduzir a quantidade absoluta de cereais a receber como imposto agrícola em espécie. A quantidade de imposto agrícola em espécie, correspondente aos 25% da colheita que o Estado atualmente arrecada, não foi fixada com a previsão de acumular uma quantidade suficiente de reservas de cereais. No futuro, à medida que a indústria se desenvolver, aumentará o número de operários, e o Estado necessitará de mais cereais. Isso significa que seria necessário aumentar em 2% a taxa do imposto agrícola em espécie para os arrozais, a fim de não reduzir a quantidade absoluta de cereais que o Estado arrecada como imposto em espécie. Embora aumentemos essa taxa em 2%, fixando-a em 27% para os arrozais, isso prejudicará muito pouco o bem-estar dos camponeses que os cultivam.

É preciso anunciar a tempo aos camponeses a quantidade de imposto agrícola em espécie a pagar. Segundo as experiências do ano passado, será tarde considerar o rendimento da colheita quando as plantações já estiverem maduras. Este ano, temos de antecipar esse trabalho, fixar a quantidade do imposto em espécie levando em consideração a qualidade da terra e a média das colheitas anteriores e preparar e distribuir prontamente os documentos para sua arrecadação.

A entrega prévia desses documentos tem grande importância, pois estimulará os camponeses a proteger e administrar bem suas terras com afeto e despertará neles maior interesse pelo aumento da produção. No ano passado, houve camponeses que trabalharam bem e colheram boas safras, mas houve outros que, embora trabalhassem terras de igual fertilidade, não obtiveram bons resultados. Enquanto o camponês Kim Je Won conseguiu obter, de um terreno com a mesma superfície e qualidade que os demais, o suficiente para cumprir o imposto em espécie e até entregar outros cereais como contribuição patriótica, conservando para si reservas suficientes de alimentos, houve outros camponeses que, longe de pensar na entrega patriótica de cereais, não conseguiram obter o suficiente nem mesmo para seu próprio consumo. Se uma parte dos camponeses colheu pouco nas mesmas condições que os demais, foi porque não demonstrou muito entusiasmo pelo aumento da produção. Por isso, este ano, é preciso entregar os documentos de arrecadação do imposto agrícola em espécie antes de 20 de agosto, para despertar o interesse dos camponeses pelo aumento da produção.

Para terminar, expresso minha convicção de que todos os quadros, plenamente conscientes de que assumem uma missão de responsabilidade, lutarão com todas as suas forças e inteligência e cumprirão, sem falta, o plano da economia nacional do ano em curso.

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