segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Tarefas da Escola Central de Quadros de Segurança

Conversa do camarada Kim Il Sung com os professores, funcionários e alunos da Escola Central de Quadros de Segurança

25 de abril de 1947

Visitei a Escola e a encontrei bem organizada e limpa. Ela dispõe de boas condições para o estudo e os edifícios são bastante aceitáveis. Professores, funcionários e estudantes têm trabalhado muito durante todo este tempo na preparação da escola.

Hoje gostaria de falar-lhes sobre algumas tarefas que se apresentam no trabalho de instrução e educação da Escola Central de Quadros de Segurança.

A situação atual de nosso país é muito complexa. Os imperialistas ianques, que ocuparam a Coreia do Sul, agem com frenesi raivoso para transformar toda a Coreia em sua colônia, em posto avançado para a agressão à Ásia, preparando o terreno mediante a intensificação da repressão contra as forças democráticas, por um lado, e, por outro, reunindo um punhado de forças reacionárias. O traidor vende-pátria Ri Sung Man, velho e fiel lacaio do imperialismo ianque, realiza de maneira ainda mais aberta seus atos de traição à pátria e à nação, seguindo ativamente a política de escravização colonial dos imperialistas ianques.

Esta situação complexa que se apresenta hoje no país exige de nós criar, o quanto antes, um poderoso exército regular popular que defenda a pátria e o povo. Mediante a rápida criação de poderosas forças armadas regulares, modernamente equipadas, deveremos salvaguardar firmemente nosso Poder popular e a nova vida do povo.

A Escola Central de Quadros de Segurança tem deveres muito importantes a cumprir na realização desta tarefa histórica.

O dever fundamental da Escola Central de Quadros de Segurança é formar os quadros que constituirão a estrutura do Exército Popular, as autênticas forças armadas do povo que fundaremos no futuro. Os atuais alunos desta Escola, sem exceção, deverão ser pilares e comandantes do futuro Exército Popular. Daí podermos chamar a Escola Central de Quadros de Segurança de destacamento de formação de quadros para o Exército Popular.

A Escola Central de Quadros de Segurança deve preparar rapidamente grande número de comandantes competentes de diversos ramos do exército regular: infantaria, artilharia, engenharia militar, etc. Simultaneamente à preparação de grande número de novos comandantes, deve instruir gradualmente e por turnos todos os quadros do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança que não puderam passar por esta Escola. Em poucas palavras, a Escola Central de Quadros de Segurança deve tornar-se a escola matriz dos comandantes do Exército Popular.

Os professores, funcionários e alunos da Escola Central de Quadros de Segurança devem esforçar-se com afinco para cumprir satisfatoriamente as tarefas revolucionárias que lhes foram apresentadas, plenamente conscientes de tal missão e dever de sua Escola.

Para preparar o maior número possível de comandantes competentes, é necessário, antes de tudo, melhorar e fortalecer o trabalho docente na Escola.

A instrução militar deve corresponder, em todos os casos, às condições reais de nosso país. Somente assim é possível preparar bons comandantes. Mas agora, em muitos casos, os manuais das escolas militares estrangeiras são traduzidos e utilizados quase sem modificações, de modo que não são poucas as coisas que não se ajustam à nossa realidade.

Vejamos o caso dos canhões: nos países de planície utilizam-se majoritariamente os canhões de tiro tenso, mas em nosso país, predominantemente montanhoso, são mais necessários os obuseiros do que aqueles. Tampouco o fuzil que temos agora corresponde às condições físicas dos coreanos, por ser longo e pesado. Por isso, não devemos utilizar de maneira dogmática os regulamentos e manuais militares de outros países.

Temos que corrigir quanto antes tal tendência no trabalho docente. Naturalmente, será difícil redigir de uma só vez tantos regulamentos e manuais novos, por não termos experiência anterior na formação de um exército regular. Por isso, utilizando por algum tempo as coisas do estrangeiro, devemos experimentá-las uma por uma, tomar como referência as que forem úteis e adaptar gradualmente à realidade de nosso país aquelas que não corresponderem a ela. Deste modo, temos que redigir e utilizar os regulamentos e manuais militares adequados à realidade de nosso país; em outras palavras, os regulamentos e manuais de nosso exército da Coreia.

Como os regulamentos militares estabelecem as normas para a unidade de ação dos militares, não devem ser modificados senão depois de uma séria discussão na Escola e de obter a ratificação das instâncias superiores. Tampouco devem ocorrer casos em que as unidades modifiquem arbitrariamente sequer um termo militar. Quando houver opiniões divergentes no curso do estudo das ciências militares, deve-se recorrer à Escola Central de Quadros de Segurança para que lhes dê solução.

No futuro deveremos fabricar e utilizar canhões e fuzis que correspondam à topografia de nosso país e às características físicas dos coreanos.

A Escola Central de Quadros de Segurança deve revisar o conteúdo da instrução de todas as disciplinas militares e elaborar o programa docente partindo do princípio de ensinar aos alunos aquilo que seja adequado à nossa realidade.

Na instrução militar é importante utilizar grande quantidade de recursos visuais. É um método de instrução muito eficaz. Utilizando recursos visuais, facilita-se aos professores o exercício docente e ajuda-se muito os alunos a compreender o conteúdo das lições. Particularmente, quando entre os alunos há muitos que no passado não puderam estudar, esses recursos visuais tornam-se muito necessários, pois os ajudam a compreender com prontidão e vivacidade o conteúdo da lição. A Escola deve preparar diversos recursos visuais relacionados com o conteúdo do ensino e utilizá-los amplamente.

Como os alunos, ao se formarem, irão ficar responsáveis cada um por um pelotão ou companhia e ensinar os soldados, na instrução escolar é importante treiná-los muitas vezes em exercícios práticos, paralelamente aos ensinamentos teóricos.

Antes de tudo, é preciso levar a bom termo o treinamento de tiro.

Quaisquer que sejam, todos os militares devem possuir excelente domínio do tiro. Por mais numeroso que seja um exército e por mais bem equipado que esteja com boas armas, se os soldados não souberem atirar com grande precisão, tal exército não poderá combater eficazmente.

Os militares devem aperfeiçoar-se incessantemente na arte do tiro.

Para isso, deverão realizar os exercícios de tiro com alto nível de qualidade. Na Escola, as instalações dos campos de tiro e de treinamento devem ser colocadas em boas condições e os exercícios de tiro devem ser intensificados ainda mais, conforme exigem os regulamentos e a instrução.

Nesses exercícios, é preciso ensinar inicialmente a apertar o gatilho depois de fazer a pontaria com precisão, aproveitando os apoios, e, depois de dominar bem esses hábitos, ensinar a disparar com boa pontaria, utilizando habilmente os diversos acidentes do terreno e elementos geográficos. É assim que os alunos serão treinados para atirar com precisão em quaisquer circunstâncias. Os professores e alunos deverão pesquisar continuamente bons métodos de tiro.

É preciso também realizar um bom treinamento de engenharia juntamente com o de tiro.

Os engenheiros militares desempenham um papel importante no combate, razão pela qual a Engenharia Militar constitui uma das disciplinas mais importantes nas escolas militares. Podemos dizer que os engenheiros militares desempenham um papel de chave na batalha ofensiva e de fechamento na batalha defensiva.

Os engenheiros militares são necessários tanto na guerra de guerrilhas quanto na regular. Também o foram durante o período da Luta Armada Antijaponesa. Naturalmente, embora naquela época não existissem como arma independente, os guerrilheiros cumpriam todas as tarefas de engenharia militar, como realizar explosões e construir posições. Na guerra moderna, seu papel cresce ainda mais.

A partir do próximo ciclo de estudos, na Escola Central de Quadros de Segurança deverá ser aumentada a matrícula para engenheiros militares e intensificados ainda mais os exercícios correspondentes. Tanto os estudos de Engenharia Militar quanto os exercícios dessa especialidade devem ser realizados sem falta de acordo com as peculiaridades topográficas de nosso país.

No treinamento de engenharia militar é preciso realizar especialmente com êxito as práticas de detonação, tão necessárias não apenas para destruir, mas também para construir. Para a guerra são necessárias trincheiras e trincheiras de comunicação, posições de fogo, e é preciso realizar grande número de obras de construção. Porém, como nas zonas montanhosas de nosso país a camada rochosa encontra-se quase à superfície do solo, trabalhando apenas com pá e picareta não se podem realizar rapidamente muitas obras de construção. Por isso, para levar essas obras a bom termo, será necessário recorrer à detonação. A detonação com pólvora permite realizar facilmente grande número de construções empregando pouca força humana e economizando também tempo, o que é muito importante nas operações militares. A Escola deve pesquisar métodos para detonar volumes maiores com menos pólvora nas diferentes condições topográficas e circunstâncias e aplicá-los amplamente nas obras de construção.

No treinamento de engenharia militar é importante realizar muitas práticas paralelamente ao ensino da teoria. A Escola deve treinar bastante todos os alunos para que realizem diretamente os cálculos de detonação, o enchimento da pólvora, o acendimento do pavio e a escolha dos locais de abrigo, treinando-os assim nos exercícios práticos. A prática de detonação deve ser sempre realizada com grande cuidado e somente quando tudo estiver preparado. Um método seguro e recomendável nesse treinamento é não utilizar pólvora real desde o início, mas praticar primeiro com modelos de madeira. Ao treinar com pólvora real, não se deverá economizá-la, mas utilizá-la na quantidade indicada pelo regulamento, para que os alunos possam aprender o método correto de detonação.

Diferentemente de outras disciplinas, a Engenharia Militar baseia-se em numerosos cálculos e fórmulas, razão pela qual se torna tanto mais difícil quanto mais se aprofunda nela. Por isso, vocês devem traçar desde o início um plano minucioso e assimilar profundamente aquilo que aprenderem em cada dia. Como entre os alunos há aqueles que não puderam estudar matemática, é necessário realizar um bom trabalho organizativo para que os companheiros instruídos os ajudem.

Os alunos, além de estudar bem, praticarão animadamente futebol, voleibol e diversos outros esportes. Somente formando-se como comandantes plenamente capazes poderão integrar-se aos soldados e instruir e educar melhor os militares.

Outra tarefa é fortalecer ainda mais a disciplina militar. Sem disciplina, o exército não pode vencer o inimigo no combate nem manter-se como tal. Somente um exército com disciplina férrea pode ser altamente combativo e sair vitorioso de todas as batalhas. Por isso, a Escola deve assegurar que todos os alunos observem pontualmente as exigências dos regulamentos militares e que não ocorra nenhum caso de violação da disciplina militar ou de perturbação da ordem. Particularmente, sendo esta Escola uma instituição docente destinada a preparar a estrutura de um exército regular, é necessário que todos se forjem em uma vida de disciplina férrea.

Em seguida, é preciso cuidar com esmero das armas.

A arma é a vida do militar. Com a arma, ele defende o país e o povo e aniquila os inimigos. Portanto, os militares devem sempre cuidar, amar e prezar a arma como algo precioso.

Particularmente, os alunos, os futuros comandantes, devem acostumar-se bem na Escola a manter as armas como corresponde. A Escola deve preparar cuidadosamente os depósitos de armas e orientar os alunos a guardá-las e mantê-las em bom estado, conforme exigem os regulamentos militares. Somente assim poderão educar devidamente os militares quando forem distribuídos pelas unidades.

Para se tornarem comandantes competentes, devem estar firmemente preparados não apenas no aspecto militar, mas também no político e ideológico. A Escola deve realizar um frutífero trabalho de educação política e ideológica dos alunos e formá-los como revolucionários decididos e excelentes ativistas políticos.

Melhorando a qualidade do ensino político, a Escola deve munir firmemente todos os alunos com a teoria marxista-leninista e as ideias revolucionárias de nosso Partido. Sobretudo, deve arrancar pela raiz da mente dos alunos os resíduos das ideias caducas do imperialismo japonês e inculcar-lhes bem as ideias patrióticas de amor ao país e ao povo.

Para a preparação política e ideológica dos alunos é muito importante equipar cuidadosamente a sala de educação para a construção do país e utilizá-la com eficácia. Esta é, para os alunos, um magnífico lugar de educação, onde podem realizar reuniões, estudos e atividades culturais. Pelo que pude observar, na Escola Central de Quadros de Segurança são muitos os que têm talento para o desenho e a redação. Sendo assim, é preciso colocar a sala de educação para a construção do país em condições adequadas e promover seu bom funcionamento. Ela não deve ser decorada com cores muito variadas ou berrantes, mas com cores nobres que correspondam aos sentimentos dos coreanos. Na sala de educação para a construção do país vi muitos retratos de estrangeiros. Por que não há nenhum de nossos homens célebres? Assim não se pode educar os alunos nos verdadeiros ideais patrióticos. Seria conveniente dotá-la de abundante material sobre a luta de nosso povo, que combateu tão valentemente pela pátria.

É necessário ensinar claramente aos alunos a história de nosso país e as brilhantes tradições revolucionárias de nosso povo. Deve-se proporcionar-lhes conhecimentos sobre a façanha patriótica de nosso povo, que lutou valentemente contra os agressores estrangeiros, em particular, abundante material sobre as tradições revolucionárias que mostram como os precursores revolucionários lutaram derramando seu sangue na época da Luta Armada Antijaponesa, para assim munir os alunos com o verdadeiro patriotismo e as ideias revolucionárias e forjá-los como soldados revolucionários, fiéis sem reservas à revolução, como foram os precursores revolucionários antijaponeses.

Os alunos devem aprender sempre, tanto com os professores quanto na sala de educação para a construção do país. Sem conhecimentos, não podem chegar a ser excelentes quadros nacionais. Vocês devem preparar-se como magníficos quadros nacionais e competentes comandantes militares, com ricos conhecimentos políticos e bem instruídos na ciência militar avançada.

Os alunos não devem apenas tornar-se revolucionários, mas também exercer uma influência positiva sobre seus pais, parentes e amigos que estão em suas aldeias natais, para que eles também contribuam ativamente para o trabalho de construção do país.

Vocês ingressaram voluntariamente no exército para servir à pátria e ao povo e aprenderam muitas coisas na Escola, por isso possuem uma elevada disposição revolucionária, mas não podemos dizer que seus pais estejam tão bem preparados quanto vocês. É verdade que muitos pais coreanos permitiram, sem qualquer hesitação, que até mesmo o único filho que tinham ou o filho mais novo ingressasse no exército para servir ao país, mas não deixarão de pensar dia e noite se o filho está bem ou se está doente. Talvez as famílias não considerem excessivas as cartas de seu filho, mesmo quando as recebem todas as manhãs e todas as tardes. Será bom que vocês escrevam frequentemente cartas às famílias, assim lhes darão notícias e também contribuirão para sua educação, para que vivam dignamente, como famílias de revolucionários, e sejam exemplos nas aldeias. Seria bom que escrevessem frequentemente cartas não apenas às suas famílias, mas também aos seus amigos e aos membros da União da Juventude Democrática em suas aldeias natais, para exercer sobre eles uma influência revolucionária, a fim de que todos se coloquem na primeira linha da construção de um Estado soberano e independente, rico e poderoso, apoiando o Poder popular. Isto também é um importante trabalho político.

A Escola deve exercer boa influência também sobre aqueles que vêm visitar os alunos. Pelo que vejo, a Escola não possui uma sala para receber visitantes; portanto, seria preciso providenciar uma o quanto antes. Na época da Luta Armada Antijaponesa não era possível receber os visitantes em uma sala preparada para esse fim, mas por que não seria possível fazer isso nas condições de hoje? Não há lei que proíba os revolucionários de se encontrarem com seus familiares. Sendo a situação atual diferente da de antes, é preciso preparar uma boa sala de visitas, de modo que os familiares visitantes possam conversar convenientemente com os militares e voltem para casa influenciados positivamente.

Os militares devem amar seus pais e irmãos e sua aldeia natal e não esquecê-los. O objetivo de nossa revolução não reside em outras coisas. Fazemos a revolução por nossos pais e irmãos e pela pátria e pelo povo. Somente quando é grande o amor por seus pais, irmãos e sua aldeia natal é que também nasce um fervoroso patriotismo.

No passado, em nossa luta armada, atravessando montes escabrosos e cordilheiras abruptas, combatíamos sempre pensando em nossos pais e irmãos, nas aldeias natais e na pátria. Os guerrilheiros antijaponeses superaram todas as dificuldades e saíram vitoriosos na luta contra o exército agressor do imperialismo japonês pensando em seus pais, suas esposas, seus filhos, seus conterrâneos, submetidos à exploração e opressão dos japoneses e dos latifundiários e capitalistas, e na pátria pisoteada pelos agressores.

Em seguida, é necessário elevar o papel dos suboficiais, especialmente o dos chefes de esquadra. O chefe de esquadra é um comandante de base que vive diretamente junto com os soldados. Por isso, somente quando o chefe de esquadra cumpre bem seu papel pode transformar sua esquadra em um magnífico coletivo. É uma lei que, se seu chefe for atrasado, toda ela ficará para trás. Assim, é grande a responsabilidade do chefe de esquadra.

Este deve ser sempre um exemplo e um espelho para seus soldados, tanto na vida política e ideológica, nos estudos e no treinamento, quanto na disciplina e em todos os demais aspectos. Somente se o chefe de esquadra estudar e observar a disciplina melhor que os demais e estiver na vanguarda em todos os aspectos poderá ajudar seus soldados nos estudos, ser mais exigente para que observem a disciplina e levem bem sua vida cotidiana.

Para cumprir satisfatoriamente seu papel, o chefe de esquadra deve conhecer devidamente a composição desta. Deve conhecer bem o local de nascimento de cada um de seus soldados, sua profissão antes de ingressar no exército, seu grau de instrução, as peculiaridades de seu caráter, etc. E deve conhecer profundamente também de quais disciplinas gosta e de quais não gosta, em quais tem dificuldades e por quê. Somente então poderá educar seus soldados de acordo com suas características e orientá-los corretamente em sua vida diária.

Pelos estudos dos alunos são responsáveis não apenas eles mesmos e os professores, mas também os chefes de esquadra. Estes, prestando sempre atenção aos estudos de seus soldados, devem ajudá-los no que for necessário para que todos possam se formar com bons resultados. Os chefes de esquadra também não devem deixar de prestar profunda atenção à vida cotidiana de seus soldados, conhecer a tempo seus problemas e fazer todo o possível para resolvê-los.

Para que os alunos aprendam e se adestrem bem, é conveniente organizar adequadamente os serviços de intendência. A Escola deverá preocupar-se sempre com a saúde e a vida diária dos alunos, para que possam dedicar-se plenamente aos estudos e ao treinamento, sem sofrer o menor inconveniente e em ótimas condições de saúde.

Deve-se cuidar, em primeiro lugar, da saúde dos alunos, para que não haja nenhum doente. O posto sanitário deve cumprir perfeitamente o trabalho de prevenção e tratamento, realizar frequentemente exames de saúde e tratar os doentes a tempo.

Quanto à alimentação, deve-se melhorar sua qualidade e preparar os alimentos de modo que sejam do agrado dos alunos. Como o mar fica próximo, poderiam fornecer-lhes peixe com frequência. No inverno, devem manter a temperatura adequada no refeitório, para que os alunos possam comer o arroz e a sopa quentes em um local aquecido.

É necessário também fabricar bons cadernos para os alunos.

Os cadernos que utilizam atualmente são feitos de papel ruim, no qual a tinta se espalha. Por mais que o papel seja escasso para nós, devemos fabricar, com papel no qual a tinta não se espalhe, cadernos de boa qualidade para os alunos da Escola Central de Quadros de Segurança. Somente assim eles poderão ensinar aos seus soldados o que aprenderam na Escola quando forem para as unidades.

O Partido e o Estado não poupam nada para formar os comandantes do exército regular. Se encontrarem dificuldades em seu trabalho docente e em sua vida cotidiana, informem-nas sem hesitação para que sejam solucionadas oportunamente.

Desejo a todos os professores, funcionários e alunos novas inovações em seu futuro trabalho de instrução e educação, plenamente conscientes do dever que incumbe à Escola Central de Quadros de Segurança.

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