quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Pela melhor gestão das finanças do Estado

Discurso do camarada Kim Il Sung na Conferência Conjunta dos Diretores dos Departamentos de Finanças das Províncias, dos Chefes das Seções de Finanças das Cidades e Condados e dos superintendentes das Alfândegas

28 de fevereiro de 1947

Camaradas:

Hoje realizamos a conferência dos funcionários financeiros em circunstâncias de entusiasmo geral, quando todo o povo da Coreia do Norte está empenhado na grandiosa tarefa de construir uma nova Coreia democrática.

Permitam-me, em primeiro lugar, transmitir minhas calorosas saudações a vocês e aos demais funcionários financeiros, que estão encarregados das finanças do Estado, tão importantes na sagrada tarefa de edificar um Estado democrático.

Já transcorreu um ano e meio desde que nosso povo, após a libertação, tomou o caminho da construção de um Estado soberano e independente, democrático e próspero. Nesse período, ocorreram na Coreia do Norte mudanças seculares tanto no âmbito sociopolítico quanto no econômico.

No ano passado, realizamos com êxito a reforma agrária, a nacionalização das principais indústrias e outras reformas democráticas. Da mesma forma, em novembro do ano passado, realizamos pela primeira vez na história de nosso país eleições democráticas, que terminaram em brilhante vitória. Baseando-nos nessa vitória nas eleições democráticas, constituímos há alguns dias a Assembleia Popular da Coreia do Norte, órgão supremo do poder de nosso povo, e também o Comitê Popular da Coreia do Norte. Dessa maneira, nosso poder popular consolidou-se ainda mais no aspecto jurídico, e suas bases político-econômicas foram solidamente fortalecidas.

No período transcorrido, realizamos também não poucos trabalhos no campo da gestão financeira e bancária do Estado. Abolimos o sistema financeiro colonial do imperialismo japonês, que tinha como objetivo saquear o povo, e lançamos as bases para um sistema financeiro estatal de caráter popular e democrático, verdadeiramente a serviço do povo; confiscamos as instituições bancárias do imperialismo japonês, que serviam para explorar nosso povo e usurpar as riquezas de nosso país, e implantamos um novo sistema bancário popular que contribuirá para o bem-estar do povo e o desenvolvimento da economia nacional. Isso constitui um grande avanço na implantação de um sistema financeiro e bancário estatal de caráter popular e democrático.

Hoje, a Coreia do Norte entrou no caminho da gestão planificada da economia nacional, apoiando-se na nacionalização das principais indústrias, que já foram transformadas em propriedade do povo. O recente Congresso dos Comitês Populares das Províncias, Cidades e Condados aprovou e proclamou ao mundo, pela primeira vez na história de nosso país, um plano de desenvolvimento da economia nacional correspondente ao ano de 1947, e o Comitê Popular da Coreia do Norte elaborou o orçamento geral do Estado para este ano.

Temos de nos empenhar no desenvolvimento do trabalho financeiro e bancário do Estado e no fortalecimento da base financeira do país, de acordo com as exigências da nova realidade.

Camaradas:

É certo que, para construir um Estado soberano e independente, democrático e próspero, temos de trabalhar muito. A construção de uma base firme e independente para a economia nacional exige de nós não apenas restaurar completamente as fábricas, minas, empresas e o transporte ferroviário destruídos pelos imperialistas japoneses, mas também substituir gradualmente as antigas instalações de produção por instalações modernas, construir novas fábricas, bem como restaurar e desenvolver a economia rural. Ao mesmo tempo, devemos fortalecer o sistema de ensino popular e desenvolver rapidamente o trabalho educacional, ampliar a rede de estabelecimentos médicos, consolidar o sistema de saúde pública e construir numerosos estabelecimentos culturais. Trata-se de tarefas sagradas que nosso povo deve cumprir sem falta para construir uma nova pátria democrática.

Necessitamos de muita mão de obra, materiais e fundos para cumprir com êxito essas imensas tarefas que nos cabem. Na atual situação econômica de nosso país, é muito difícil resolver o problema dos fundos necessários para a construção da nova pátria. Mas, custe o que custar, devemos resolvê-lo com nossas próprias forças. Se, para restaurar e desenvolver a economia, dependermos unicamente da ajuda ou dos empréstimos de outros países, será impossível construir uma economia nacional independente e ficaremos economicamente subordinados a outros.

A sujeição econômica traz inevitavelmente a sujeição política. Sem garantir a independência econômica do país, não haverá verdadeira independência política. Um Estado sem independência econômica é como um castelo de areia.

Se quisermos alcançar plena soberania e independência, prosperidade e desenvolvimento para o país, é imprescindível assegurar-lhe uma firme independência econômica mediante a construção de uma economia nacional autossustentada. Isso será possível estabelecendo uma sólida base financeira capaz de cobrir, com as próprias receitas, todas as despesas do país.

Hoje temos um verdadeiro poder popular e um potencial econômico nas indústrias que o povo tomou em suas mãos e na economia rural livre das relações feudais. Contamos também com as inesgotáveis forças das massas populares, que se levantaram para a construção de uma nova Coreia, unidas monoliticamente em torno do poder popular. Se buscarmos ativamente fontes de fundos e mobilizarmos e utilizarmos corretamente o potencial econômico do país, apoiando-nos estritamente nas forças das massas populares, poderemos certamente resolver o difícil problema dos fundos colocado pela construção da nova pátria e consolidar a base financeira do país.

Não devemos procurar apoiar-nos na ajuda ou nos empréstimos do exterior, mas ater-nos firmemente ao princípio de resolver o problema das finanças do Estado com nossas próprias forças, mobilizando plenamente as reservas e possibilidades do país. É assim que estabeleceremos uma sólida base financeira no país e poderemos manter devidamente o equilíbrio entre as receitas e as despesas do Tesouro do Estado. Preparar sólidas bases financeiras no país e resolver por nós mesmos todos os problemas relacionados com as finanças constitui precisamente a orientação básica da gestão financeira de nosso país. Todas as instituições financeiras e bancárias e seus funcionários devem desenvolver vigorosamente suas atividades de acordo com essa orientação.

Agora vou me referir a algumas tarefas que se apresentam para realizar com êxito o orçamento estatal do ano em curso e administrar bem as finanças do Estado.

Primeiro, é preciso estabelecer uma rigorosa disciplina financeira.

Atualmente, essa disciplina está muito relaxada. Como resultado, surgem numerosas dificuldades na gestão financeira do Estado e não é possível mobilizar nem utilizar eficientemente os fundos destinados à construção da nova pátria. Temos de fortalecer a disciplina nesse setor, a fim de eliminar toda prática negativa na gestão das finanças do Estado e economizar os recursos públicos, ainda que seja apenas um jon.

Para fortalecer a disciplina financeira, é necessário, antes de tudo, estabelecer um regime e uma ordem rigorosos na administração das finanças do Estado.

Por não haver um regime e uma ordem corretos na gestão dos fundos do Estado, estes estão sendo gastos indevidamente, ocorrendo continuamente casos de desfalque e desperdício dos preciosos recursos do Estado. É natural que surjam práticas ilegais onde não há regime e ordem, cuja ausência se manifesta, além da gestão dos fundos estatais, também na administração dos demais bens do Estado. As fábricas e empresas dispõem de abundantes equipamentos e materiais, mas não conseguem conservá-los devidamente por falta de regime e ordem. Durante a investigação que realizamos diretamente em algumas empresas, vimos que cuidavam mal e gastavam irracionalmente chumbo, zinco, materiais de ferro e aço e muitos outros bens do Estado que deveriam ser utilizados eficientemente para a construção de uma nova pátria e a melhoria da vida do povo. Administrar dessa maneira negligente os fundos e bens do Estado, quando a edificação da nova pátria exige economizar cada jon e utilizar racionalmente cada grão de arroz, cada grama de carvão, cada fio de linha ou pedaço de ferro, constitui uma grave conduta.

Aproveitando-se da fragilidade do regime e da ordem, os preguiçosos e os desfalqueadores infiltrados nos órgãos e empresas estatais estão desviando fundos e bens do Estado. Eles não hesitam em cometer atos ilegais, como vender secretamente a baixo preço valiosos materiais do Estado em conluio com especuladores e comprar mercadorias privadas a preços elevados.

Nessas condições, é urgente, antes de tudo, tomar medidas para estabelecer um rigoroso regime e uma ordem na administração das finanças do Estado. Devem ser elaborados determinados procedimentos e regulamentos que devem ser obrigatoriamente observados nessa atividade. Da mesma forma, é necessário estabelecer uma ordem para a contabilidade, o inventário e as estatísticas exatas da propriedade estatal. É preciso definir tudo: de quem é a autorização, quais procedimentos e trâmites são necessários para despachar e receber os fundos e materiais e como são realizados os cálculos e as estatísticas a esse respeito. Em especial, as empresas estatais devem superar e eliminar os vestígios capitalistas na administração financeira e estabelecer um regime e uma ordem adequados aos novos princípios de autofinanciamento. Temos de estabelecer um rigoroso regime e uma ordem na gestão das finanças do Estado e procurar fazer com que todos os órgãos e empresas estatais e os trabalhadores os observem à risca.

O importante para reforçar a disciplina financeira é realizar os gastos dos fundos do Estado com base em um orçamento correto. As instituições financeiras e bancárias não devem distribuir desordenadamente, sem qualquer plano, os fundos do Estado. A aplicação dos fundos deverá ajustar-se estritamente aos índices orçamentários e a uma rigorosa disciplina, para que nem sequer um jon seja destinado a fins não previstos no orçamento. Além disso, deve-se adotar o princípio de proibir gastos que, na prática, não sejam necessários ou urgentes, ainda que estejam previstos no orçamento.

Os órgãos e empresas do Estado devem elaborar corretamente o orçamento e procurar gastar os fundos rigorosamente de acordo com ele. No caso, por exemplo, de um órgão do Estado, devem ser calculadas detalhadamente as despesas anuais de um funcionário de escritório para sua atividade e viagens de serviço, estabelecidas normas a esse respeito e, com base nisso, elaborado o orçamento e, dentro de seus limites, destinados os fundos.

Mas, atualmente, há órgãos e empresas estatais que não procedem dessa maneira e desviam os fundos do Estado, empregando-os irracionalmente. Alguns quadros, envaidecidos como se fossem especiais por ocuparem cargos de chefes de seção ou subseção, gastam muito dinheiro do Estado na aquisição de grandes escrivaninhas e cadeiras giratórias, para se darem importância e assegurarem um “prestígio”. Para piorar, os responsáveis por certos órgãos e empresas, para conquistar uma reputação pessoal, desviam os fundos do Estado dando presentes e oferecendo banquetes sob o pretexto de recepções de boas-vindas, despedidas ou comemorações. Todos esses fenômenos, sendo vícios da velha sociedade, prejudicam enormemente a construção da nova Coreia democrática. Devemos combater energicamente as práticas de desperdício dos fundos por meio de desembolsos extraorçamentários injustificados.

Junto com isso, é preciso reduzir o pessoal dos órgãos e empresas estatais, a fim de diminuir tanto quanto possível os gastos financeiros do Estado.

Nestes dias, os comitês populares de todos os níveis e outros órgãos estatais estão aumentando o pessoal e empregando desordenadamente muitas pessoas, restaurando o molde burocrático dos tempos da dominação colonial do imperialismo japonês. Alguns comitês populares provinciais aumentaram o número de seus funcionários para 700 a 800 pessoas, havendo inclusive lugares onde esse número ultrapassa mil. Além disso, incluíram em cada seção uma ou duas pessoas encarregadas da distribuição de documentos e de outros serviços de ordenança. Como consequência, há muitos ociosos vivendo sem fazer nada nos órgãos do Poder popular. A mesma situação também existe nas empresas. Atualmente, há nelas muitos funcionários administrativos preocupados apenas com o escritório, mas não com a produção.

Temos de acabar, em todos os órgãos e empresas, com o velho molde burocrático e estabelecer um sistema de trabalho democrático e popular, bem como simplificar tanto quanto possível os trâmites administrativos e reduzir em grande medida a estrutura e o quadro de pessoal desnecessários, para economizar ao máximo as despesas administrativas. As instituições financeiras de todos os níveis devem procurar fazer com que os órgãos e empresas realizem as despesas administrativas baseando-se estritamente na norma de consumo de fundos estabelecida e de acordo com o quadro de pessoal.

Se estabelecerem dessa maneira uma rigorosa disciplina financeira nos órgãos e empresas do Estado, não darão oportunidade aos ociosos e desfalqueadores de manipular os fundos do Estado e acabarão com as práticas de subtração dos bens estatais.

Segundo, é preciso intensificar a fiscalização financeira.

Como as instituições financeiras atualmente não realizam devidamente a fiscalização, desconhecem os casos de desfalque e desperdício das finanças estatais e não conseguem pôr fim a tempo às práticas negativas que se manifestam em sua administração. É necessário fortalecer a fiscalização das finanças, a fim de estabelecer uma rigorosa disciplina e administrar corretamente os recursos do Estado.

Para realizar bem essa fiscalização, os funcionários financeiros devem, antes de tudo, dirigir-se regularmente aos órgãos e empresas para conhecer e controlar devidamente todas as suas atividades financeiras. Devem verificar e fiscalizar detalhadamente se os órgãos e empresas utilizam corretamente os recursos do Estado para os objetivos determinados, se há desperdício ou gastos para outros fins, se utilizam devidamente os fundos, materiais e equipamentos de acordo com as exigências do sistema de autofinanciamento, se reduzem o custo de produção e asseguram as receitas conforme o previsto e se pagam corretamente os salários. E, quando houver falhas, devem corrigi-las, tomando oportunamente as medidas correspondentes.

A fiscalização financeira não deve ser esporádica, mas sistemática.

Somente assim será possível impedir todo tipo de atividade financeira ilegal e tomar medidas para corrigir oportunamente as falhas na administração dos recursos do Estado.

Ao fortalecer o controle financeiro, descobriremos e denunciaremos a tempo as práticas de desfalque e desperdício dos recursos do Estado e eliminaremos pela raiz as manifestações de indisciplina ou os atos ilegais na administração dos recursos do Estado.

Terceiro, não se devem impor ao povo encargos extratributários.

Em alguns órgãos locais do poder, ainda não desapareceram as práticas de impor arbitrariamente encargos extratributários à população e desperdiçar grandes somas de dinheiro assim arrecadadas. Atualmente, a população suporta nada menos que dez tipos desses encargos e, em algumas regiões, até mais de vinte. Hoje, quando foi estabelecido o sistema popular de contribuições e se luta para abolir os diversos tipos de impostos existentes desde o período da dominação colonial do imperialismo japonês, não se deve permitir de modo algum que sejam impostas ao povo várias espécies de contribuições extratributárias, sejam elas quais forem. Cobrar do povo contribuições extratributárias é, em última análise, um ato nocivo que prejudica a autoridade e o prestígio do Poder popular e afasta dele as massas.

Mantendo firme a posição de servir ao povo e defender seus interesses, nossos funcionários dos órgãos do Estado devem combater implacavelmente as manifestações que prejudicam os interesses do povo, como a imposição ilegal de encargos extratributários. Todos os órgãos financeiros e seus funcionários devem realizar cabalmente o controle sobre os encargos extratributários, para que essas anormalidades não voltem a ocorrer, procurando cobrar do povo as contribuições na justa medida.

Quarto, é necessário melhorar o trabalho das alfândegas para aplicar corretamente a política aduaneira do Estado.

O trabalho aduaneiro é muito importante. Em nosso país, ele não se limita apenas à cobrança de tarifas. Seu fortalecimento é de grande importância para fiscalizar a importação e exportação de mercadorias, aplicar corretamente a política de comércio exterior do Estado e assegurar o desenvolvimento da economia nacional. Entretanto, as alfândegas não estão orientando seu trabalho inteiramente na direção indicada pelo Estado.

É preciso corrigir o quanto antes o trabalho das alfândegas e elevar decisivamente seu papel na aplicação da política do Estado em relação ao comércio exterior. Atualmente, em nosso país, o comércio exterior encontra-se totalmente sob o controle do Estado. Devemos aplicar uma tarifa aduaneira justa e impedir os casos em que o desenvolvimento de nossa economia nacional seja prejudicado pela fixação incorreta de tarifas sobre as mercadorias importadas. Por exemplo, se uma caixa de fósforos de produção nacional custa 1 won e uma importada, 50 jons, deveria ser aplicada a esta última uma tarifa superior a 50 jons, para que fosse vendida por mais de 1 won. Somente então se poderia dizer que a política tarifária do Estado está sendo cumprida perfeitamente.

Todos os funcionários aduaneiros devem, tendo clara consciência da política tarifária do Estado, intensificar a luta contra os especuladores, controlar rigorosamente o contrabando realizado por particulares, a fim de evitar a desordem no desenvolvimento econômico do país, e contribuir para a construção de uma economia nacional independente.

Quinto, é preciso concentrar todas as forças no cumprimento do plano de desenvolvimento da economia nacional para o ano de 1947.

O orçamento geral do Estado para o ano em curso, já aprovado por decreto, é um orçamento justo que não apenas reflete fielmente a política de nosso Poder popular no que se refere à economia, educação, cultura, saúde pública e outros setores, mas que, ao mesmo tempo, foi elaborado de modo a permitir que asseguremos por nossas próprias forças os fundos necessários ao cumprimento do plano da economia nacional. Garantir financeiramente a realização desse plano é uma tarefa fundamental que deve ser bem atendida na execução do orçamento estatal deste ano e, naturalmente, também na elaboração e execução dos futuros orçamentos estatais.

Devemos fazer todos os esforços para assegurar, de maneira oportuna e satisfatória, os fundos necessários à execução do orçamento estatal para o ano de 1947. E, dessa maneira, cumprir cabalmente o plano da economia nacional do ano em curso, a fim de alcançar um grande avanço na tarefa de superar e eliminar a unilateralidade e a deformação coloniais da economia, consequência nefasta da dominação colonial do imperialismo japonês, estabelecer bases independentes para a economia nacional e tirar o povo de uma vida de ruína.

Enfrentamos muitas dificuldades e obstáculos, pois estamos cumprindo o imenso plano da economia nacional deste ano em condições nas quais, além de termos herdado dos imperialistas japoneses uma economia destruída, travamos uma cruenta luta contra os inimigos internos e externos, que nos caluniam e difamam. Mas não podemos recuar diante das dificuldades. Temos de organizar e mobilizar ativamente todo o povo, que se levantou para a construção de uma nova Coreia, para superar todo tipo de obstáculos e cumprir e superar sem falta, com nossas próprias forças, o plano deste ano para a economia nacional. Dessa maneira, devemos demonstrar amplamente, tanto no interior quanto no exterior, que nosso país pode manter-se por si só política e economicamente.

Conscientes do significado político-econômico que tem o cumprimento do plano da economia nacional deste ano, vocês devem colocar plenamente em ação todas as suas capacidades criadoras e seu espírito de abnegação para executar com êxito o orçamento estatal que garante esse cumprimento.

Com vistas à execução bem-sucedida do orçamento estatal deste ano, é importante assegurar devidamente as receitas previstas no orçamento.

Antes de tudo, deve-se aplicar corretamente a nova lei tributária e arrecadar os impostos de maneira adequada. A fixação dos impostos deve basear-se estritamente na lei estabelecida e ser imparcial. Devemos aplicar os impostos ao povo de maneira justa e realizar a arrecadação de forma bem organizada.

Ontem, o Comitê Popular da Coreia do Norte aprovou a Lei da Reforma do Sistema Tributário na Coreia do Norte. Graças a essa Lei, foram abolidas dezenas de impostos que pesavam sobre o povo durante a dominação colonial do imperialismo japonês e foi solidamente estabelecido um novo sistema tributário, único e equitativo. Devemos explicar e divulgar amplamente entre o povo o caráter popular e democrático do novo sistema tributário, para que as massas compreendam claramente que os impostos pagos ao Estado são utilizados integralmente em prol do bem-estar de todo o povo e da edificação do Estado soberano e independente. Assim, conseguiremos que todo o povo pague voluntariamente os impostos que lhe correspondem.

Em particular, é necessário realizar um bom trabalho organizativo para que os industriais e comerciantes privados paguem suas contribuições no devido prazo. No ano passado, devido ao trabalho deficiente de arrecadação de impostos dessa categoria de particulares, ocorreram não poucos casos de omissão, evasão ou não pagamento de impostos. Alguns industriais e comerciantes privados, que ainda não compreendem profundamente a superioridade do regime democrático, presos a ideias caducas, não perseguem senão o interesse e o enriquecimento pessoais e resistem a pagar voluntariamente os impostos, obstruindo desse modo a execução da política financeira do Estado. Todos os funcionários financeiros devem educar os industriais e comerciantes privados para que coloquem em ação suas capacidades criadoras e se mobilizem ativamente para a edificação do país, bem como aplicar-lhes consequentemente a política tributária do Estado.

Além disso, é preciso arrecadar a tempo para o Tesouro os lucros das empresas estatais. Os fundos que estas devem entregar ao Tesouro sob a forma de impostos sobre o movimento, deduções dos lucros e diferenças de preços ocupam um lugar importante nas receitas do orçamento estatal deste ano. Daqui em diante, a parcela das receitas proporcionadas pelas empresas estatais no orçamento estatal continuará aumentando à medida que a economia nacional se desenvolva.

Devemos procurar fazer com que as empresas estatais proporcionem maiores benefícios ao Estado, aumentando os lucros mediante o desenvolvimento do sistema de autofinanciamento e o aumento da produção. Os órgãos financeiros devem ajudar as empresas estatais a realizar sua gestão de maneira mais racional e, ao mesmo tempo, controlá-las consequentemente para que entreguem oportunamente ao Tesouro os lucros obtidos, sem acumulá-los nem gastá-los indevidamente.

O imposto agrícola em espécie também constitui uma importante fonte de receitas para os cofres do Estado. As instituições financeiras devem prestar séria atenção para que as receitas provenientes do imposto agrícola em espécie cheguem corretamente aos cofres do Estado.

Da mesma forma, é preciso desenvolver em grande escala um movimento patriótico de poupança e depósitos entre o povo.

Para construir um país rico e poderoso, deve-se fazer com que todo o país, tanto os órgãos estatais quanto os indivíduos, seja imbuído do espírito de organizar corretamente a vida econômica e realizar poupanças. Dessa maneira, os recursos de todo o país poderão ser utilizados sem reservas para o desenvolvimento da economia nacional e a edificação do Estado.

Após a libertação, nosso Partido convocou todo o povo a participar unanimemente da construção de uma pátria democrática, contribuindo com sua perícia quem a tivesse, com seu dinheiro quem o possuísse e com sua força quem dela dispusesse. Como resultado, no ano passado foram alcançados enormes êxitos sem precedentes na história de nosso país. Damos ativo apoio à campanha patriótica de entrega de cereais, amplamente conhecida no mundo, iniciada pelo camponês Kim Je Won.

Todos os funcionários financeiros devem procurar fazer com que todo o povo, respondendo a essa iniciativa patriótica, dedique todos os seus recursos pecuniários à edificação de uma pátria democrática.

Mobilizar e utilizar fundos privados é de grande importância para dispor de recursos financeiros. Para mobilizar e utilizar ativamente o dinheiro privado, é preciso intensificar a captação de poupanças.

Atualmente, há muita moeda em poder de particulares. Os especuladores aproveitam-se disso para obter lucros ilícitos, provocando a alta dos preços e a desordem econômica. Promovendo a captação de poupanças, deve-se concentrar a moeda nos órgãos financeiros, para impedir que o dinheiro seja acumulado por indivíduos isolados ou utilizado para a especulação.

Hoje, a captação de poupanças desempenha um papel muito importante tanto para assegurar os fundos necessários ao cumprimento do plano da economia nacional quanto para atender às necessidades financeiras dos camponeses e dos comerciantes e industriais privados. Portanto, a captação de poupanças não é uma simples atividade de depositar dinheiro nos órgãos bancários. É um dos aspectos importantes aos quais os comitês populares locais de todos os níveis devem prestar muita atenção.

Organizando e desenvolvendo amplamente o trabalho de poupança e depósito entre o povo, deve-se superar sem falta o plano de captação de poupanças para este ano.

Desenvolvendo dessa maneira um bom trabalho para aumentar as receitas financeiras do Estado e mobilizar ativamente todas as reservas monetárias do país, devemos garantir firmemente, por meio das finanças, o cumprimento do plano da economia nacional deste ano e resolver corretamente o difícil problema financeiro, a fim de acelerar a construção de uma nova pátria.

Sexto, é preciso fomentar em alto grau entre o povo o espírito de construção do país.

Para cumprir com êxito o plano de desenvolvimento da economia nacional de 1947 e estabelecer uma sólida base para ela, é necessário desenvolver ao máximo as forças das amplas massas, estimulando ainda mais entre o povo o espírito de construção do país. Somente quando todo o povo, plenamente imbuído desse espírito, manifestar sem reservas sua sabedoria e suas capacidades criadoras, será possível fortalecer a base financeira do país, desenvolver a economia nacional e construir com êxito uma nova Coreia, democrática e próspera.

Atualmente, em nosso país, desenvolve-se vigorosamente a Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado. Participando ativamente dessa campanha, nossas amplas massas operárias e camponesas transformam sua consciência ideológica, redobram seu entusiasmo patriótico e intensificam seus esforços para aumentar a produção.

Temos de desenvolver com maior dinamismo o trabalho educativo para inculcar nas massas populares o espírito de construção do país. Devemos informar todo o povo sobre as tarefas que se apresentam atualmente na construção de uma nova pátria e sobre o significado de cumpri-las, para que dedique toda a sua energia à edificação do país com redobrado entusiasmo patriótico. Em particular, todos os funcionários financeiros e os funcionários dos órgãos do Poder popular devem explicar e divulgar claramente entre as massas populares a ideia de que, para edificar um Estado soberano e independente, democrático e próspero, é imprescindível cuidar devidamente dos fundos e bens do Estado e aumentar ativamente as receitas estatais. Desse modo, conseguiremos que todo o povo participe ativamente da administração das finanças do Estado e dedique todas as suas forças à consolidação da base financeira do país e ao fortalecimento das bases da economia nacional.

Sétimo, todos os funcionários financeiros devem procurar ser autênticos servidores do povo.

Nossos funcionários financeiros, encarregados do Tesouro do Estado, assumem o importante dever de assegurar, por meio das finanças, a vida econômica do país. Para cumprir satisfatoriamente tão importante dever, devem, antes de tudo, estar bem preparados no aspecto ideológico. Antigamente, na sociedade exploradora, os burocratas das finanças e dos bancos serviam para enriquecer os latifundiários e capitalistas, explorando o povo trabalhador. Mas hoje nossos funcionários financeiros são administradores dos recursos populares, destinados à prosperidade e ao desenvolvimento do país e à promoção do bem-estar material do povo, sendo, portanto, guardiões dos interesses do povo. Por isso, devem possuir esse espírito de servir fielmente ao país e ao povo. Todos os funcionários financeiros devem procurar imbuir-se profundamente de ideias patrióticas e democráticas, estudar e conhecer a fundo a política financeira de nosso Poder popular, política de caráter popular.

Ao mesmo tempo, é importante melhorar o método e o estilo de trabalho dos funcionários financeiros.

Os funcionários financeiros devem abandonar os caducos métodos e estilo de trabalho burocráticos de gabinete e adotar novos métodos e um novo estilo, populares e dignos dos trabalhadores democráticos da nova Coreia. Todos, diferentemente dos burocratas, devem procurar cultivar o justo estilo de agir sempre com modéstia, estreitar os laços com as massas, conversar com elas sobre os assuntos colocados e resolvê-los apoiando-se em suas forças e sabedoria. Em particular, os funcionários das alfândegas não devem comportar-se autoritariamente como os funcionários aduaneiros do imperialismo japonês. Devem esforçar-se muito para arrancar pela raiz o estilo de trabalho próprio da polícia do imperialismo japonês e adotar o estilo popular correspondente ao nosso regime democrático.

Além disso, os funcionários financeiros devem ser mais honestos e modestos do que qualquer outra pessoa. Se eles próprios tiverem gosto por banquetes e bebidas ou presentes, ou se deixarem seduzir pelas riquezas, não poderão fortalecer a disciplina financeira. Portanto, não devem cair no egoísmo individual e devem manter sempre uma conduta digna na vida cotidiana, sem cobiçar dinheiro ou bens materiais.

Também os funcionários financeiros devem possuir, mais do que qualquer outra pessoa, um forte espírito de observância da lei. O cumprimento exato das leis e regulamentos assume grande importância na gestão das finanças estatais. Devem basear-se na lei e nos regulamentos até mesmo ao cobrar um jon e, fora deles, não empregar nem um jon dos fundos do Estado em nenhuma circunstância. Cultivando o espírito de observância da lei, todos os funcionários financeiros devem cumprir consequentemente as leis e os regulamentos na administração das finanças estatais e desenvolver uma luta intransigente contra todo tipo de manifestação ilegal que infrinja a disciplina financeira, para cumprir seu dever como autênticos funcionários financeiros do povo.

Camaradas:

Vocês, profundamente conscientes de sua honrosa tarefa de estar encarregados do Tesouro nacional, devem demonstrar em alto grau o espírito de responsabilidade, dedicando inteiramente suas energias ao estabelecimento de um perfeito sistema de gestão dos recursos do Estado, à administração dos fundos estatais da maneira mais racional e à contínua ampliação e consolidação da base financeira do país.

Estou certo de que todos os funcionários financeiros, considerando corretamente a realidade política e econômica que vive nosso país, executarão com êxito o orçamento estatal deste ano, assegurando magnificamente, por meio das finanças, o cumprimento do plano da economia nacional e alcançando notáveis avanços na consolidação e no desenvolvimento da base financeira do país.

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