quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, manifesta sua posição sobre importantes questões internacionais

Kim Yo Jong, diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, manifestou, no dia 19, a seguinte posição a respeito das principais questões internacionais que estão agravando a crise de segurança em escala mundial.

A atual tendência da situação internacional, que recentemente tem tornado ainda mais evidente seu caráter imprevisível e complexo, está ampliando as crises geopolíticas em várias partes do mundo e provocando sérias preocupações na comunidade internacional, que aspira à paz e à estabilidade.

No Oriente Médio, região que pode ser considerada um microcosmo representativo dos conflitos e da desordem no mundo, o ciclo vicioso do confronto continua, aprofundando ainda mais a desconfiança e a discórdia entre os países da região, sem que cessem os derramamentos de sangue, ao mesmo tempo que se intensifica, em escala internacional, uma instabilidade política e econômica sem precedentes.

Na Europa, devido às imprudentes intenções de confronto do bloco ocidental, que pretende usar a Ucrânia como executora de uma guerra por procuração para impor uma derrota estratégica à Rússia, a prolongada fase do conflito armado está entrando em uma etapa ainda mais grave.

Também na região da Península Coreana, que há séculos se tornou a maior zona de tensão do mundo, o ambiente de segurança regional enfrenta desafios incessantes devido às tentativas de expansão geopolítica e às ambiciosas ações de fortalecimento militar dos Estados Unidos e de suas forças seguidoras.

A situação atual do mundo, onde o ciclo vicioso das tensões se tornou permanente devido à coerção e ao abuso da força por parte das potências hegemônicas, desde o Oriente Médio e a Europa até a região da Ásia-Pacífico, incluindo a Península Coreana, exige que todos os países tornem mais clara sua posição de princípios na busca pela justiça e pela equidade e na defesa da segurança e dos interesses nacionais.

Nossa opinião e posição permanecem inalteradas: as ameaças à segurança por parte dos Estados Unidos e do Ocidente, que foram sistematicamente ampliadas tendo a Rússia como alvo desde o fim da Guerra Fria, constituem o fator fundamental que provocou a atual crise ucraniana.

Um futuro melhor para a Europa não pode ser construído independentemente dos interesses fundamentais e da vontade da Federação Russa.

Consideramos que somente a eliminação das causas do conflito constitui a solução fundamental capaz de pôr fim à crise ucraniana e garantir uma paz sustentável e duradoura na região, e apoiamos e respaldamos plenamente as ações justas do governo e do povo russos para defender a soberania, os interesses de segurança e a integridade territorial do país.

Nesta oportunidade, deixamos claro que o rumor sobre um suposto reforço adicional de nossas tropas, inventado e disseminado pela camarilha de Zelensky, é uma fabricação inteiramente infundada de Kiev, e que a responsabilidade pelo início e pelo prolongamento da situação na Ucrânia cabe inteiramente aos Estados Unidos e ao Ocidente, que criaram suas premissas e ampliaram suas condições.

Toda a cooperação entre a República Popular Democrática da Coreia e a Federação Russa observa rigorosamente o Tratado sobre a Parceria Estratégica Abrangente entre os dois países, que está em conformidade com os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas, constituindo um exercício legítimo de direitos soberanos.

Em conformidade com o caráter de aliança do tratado interestatal entre a RPDC e a Rússia, a República Popular Democrática da Coreia, como Estado signatário aliado, permanece sempre plenamente concentrada no cumprimento de suas obrigações e é infinitamente responsável.

Observamos com séria atenção as tentativas de expansão militar imprudente do Japão, fator perigoso que provoca um desequilíbrio de forças na região da Ásia-Pacífico, incluindo a Península Coreana, como uma ameaça potencial e futura.

O fato da República Popular Democrática da Coreia levar a sério a ameaça da remilitarização do Japão deve ser entendido como significando que aumentou proporcionalmente sua atenção ao Japão, isto é, que se fortaleceu a percepção de que tais ações são consideradas objetivos militares, o que significa que a segurança do Japão passou a se encontrar em uma situação ainda mais perigosa.

Nossa liderança militar já começou a considerar, como parte da estratégia militar, a contenção e a subjugação da ameaça japonesa, que está se transformando em um grave desafio à segurança, ou a criação de uma capacidade que vá ainda além disso.

Em outras palavras, isso significa que, se o Japão tentar fazer uma escolha equivocada, receberá imediatamente um ataque aniquilador e será colocado em uma situação em que sua sobrevivência se tornará impossível.

A evolução militar do Japão constitui um ato autodestrutivo semelhante a carregar lenha nas costas e lançar-se ao fogo.

Partindo da realidade imutável de que a maior ameaça aos interesses de segurança nacional e ao ambiente de segurança regional provém dos Estados Unidos, manteremos sempre uma abordagem fundamental destinada a eliminar os perigos a partir de uma posição de força poderosa e garantir a verdadeira paz e estabilidade.

Quanto à redução dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a República da Coreia, anunciada repentinamente pelo presidente dos Estados Unidos há alguns dias, consideramos que não vale sequer a pena comentá-la e não sentimos qualquer interesse por ela.

A redução da escala ou da duração dos exercícios não altera a essência dos exercícios militares de caráter provocativo e agressivo.

Somente neste ano, os Estados Unidos e a República da Coreia realizaram continuamente exercícios militares conjuntos, sem lacunas de tempo ou espaço e sob diversas denominações, em diferentes espaços aéreos e domínios, incluindo o exercício aéreo conjunto "Ssangmae", em fevereiro; o exercício conjunto de pequenas unidades e o grande exercício militar conjunto "Freedom Shield", em março; o exercício conjunto de salvamento de emergência e o exercício conjunto de guerra contra minas das marinhas dos Estados Unidos e da República da Coreia, bem como o grande exercício aéreo conjunto "Freedom Flag", em abril; o exercício tático conjunto das forças aéreas "Hercules Guardians", em maio; e o exercício conjunto de apoio logístico e o exercício aéreo conjunto "Ssangmae", em julho.

Isso demonstra que o processo de exercícios que foi reduzido desta vez já foi suficientemente substituído, e mais do que isso, pelos exercícios conjuntos realizados anteriormente.

Apesar disso, a República da Coreia, insistindo que este exercício de guerra é um treinamento militar de caráter defensivo que pressupõe um ataque de alguém, e falando sobre o fortalecimento da sólida aliança RC-EUA e a aceleração da introdução de submarinos nucleares, revelou sem qualquer dissimulação sua identidade hostil.

Não prestamos maior atenção à redução ou abreviação de exercícios individuais, mas à realidade de que os exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a República da Coreia vêm sendo realizados continuamente até agora e continuam sendo realizados neste momento, e percebemos com precisão o fato de que isso constitui uma expressão inequívoca e inegável da hostilidade contra a RPDC.

Se o lado estadunidense pretende apresentar suas medidas tomadas desta vez como alguma espécie de boa vontade, não obterá a resposta que deseja.

Quanto às notícias provenientes de Washington de que recentemente teria havido comunicação entre os líderes da RPDC e dos Estados Unidos, trata-se de algo que desconheço completamente e talvez seja o único assunto relacionado à política externa de nossa máxima direção que eu desconheça.

Já deixei claro várias vezes que nosso chefe de Estado possui pessoalmente boas lembranças e sentimentos em relação a Trump.

As relações entre os dois líderes continuam excelentes.

Isso é conhecido por todo o mundo e não considero que seja algo particularmente surpreendente.

Apesar disso, a política hostil dos Estados Unidos contra a RPDC não mudou, e os Estados Unidos e seu grupo de seguidores continuam, até este exato momento, realizando ferozmente atividades militares hostis contra a RPDC.

Da mesma forma, lembramos que, independentemente das excelentes relações entre os líderes dos dois países, as medidas soberanas que adotamos para conter as forças que ameaçam a segurança de nosso país são extremamente razoáveis, adequadas e indispensáveis.

A história e a realidade comprovam que, quanto mais forte for a capacidade de dissuasão da República Popular Democrática da Coreia, mais equilibrada e estável se tornará a estrutura de segurança da região.

Agência Central de Notícias da Coreia

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