domingo, 16 de agosto de 2026

Kim Won Song

Kim Won Song nasceu em 15 de maio de 1877, em Chonjon-ri, cantão de Imha, na província de Kyongsang, e seu nome original era Kim Hyong Sik. Desde a juventude, estudou os clássicos e a escrita, recebendo educação confuciana em sua família. Em 1907, quando foi fundada a Escola Hyopdong, em sua aldeia natal, tornou-se professor e dedicou-se ao ensino das novas ciências e à educação patriótica. Também participou das atividades de esclarecimento promovidas pela Associação Taehan, contribuindo para a formação de jovens e para a difusão das novas ideias.

Após a anexação da Coreia pelo Japão em 1910, Kim Won Song partiu para a Manchúria junto de seu pai e de vários familiares, estabelecendo-se posteriormente na região de Sanyuanpu. Ali participou da organização da Escola de Estudos Shinhung e de outras atividades destinadas à formação de jovens para a luta pela independência. Mais tarde, envolveu-se nas atividades do "Governo Provisório da República da Coreia" e, a partir de 1930, desenvolveu atividades clandestinas contra o imperialismo japonês no Nordeste da China, prestando apoio às unidades guerrilheiras antijaponesas. Também exerceu a função de responsável pela filial do Norte da Manchúria da Liga da Independência da Coreia.

Após a libertação da Coreia em 1945, Kim Won Song foi a Pyongyang a convite de Kim Tu Bong, na qualidade de responsável pela filial da Liga da Independência da Coreia no Norte da Manchúria. Em 1946, estabeleceu-se definitivamente na parte norte da Coreia e exerceu o cargo de vice-presidente da Associação de Apoio aos Combatentes Patrióticos. No ano de 1948, participou da Conferência Conjunta de Representantes do Norte e do Sul, realizada em Pyongyang, assumindo a presidência da sessão de abertura. Durante esses anos, dedicou-se à causa da construção de um Estado democrático e unificado da Coreia.

Durante a guerra, encontrava-se em recuperação no asilo estatal de idosos no monte Kumgang. Ao receber, em outubro de 1950, a notícia do avanço das forças das Nações Unidas para o norte, dirigiu-se à cachoeira Kuryong e morreu ali, aos 72 anos. Seu corpo foi posteriormente sepultado no Cemitério dos Mártires Patrióticos. Em reconhecimento aos seus serviços à causa da reunificação da pátria, recebeu postumamente, em 15 de agosto de 1990, o Prêmio da Reunificação da Pátria.

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