quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Os membros do Partido devem estudar muito

Conversa com os militantes da célula do Partido de Samhwa, cantão de Sain, condado de Sunchon, província de Phyongan Sul

5 de janeiro de 1949

Hoje, estive presente na sessão de estudo desta célula do Partido, em Samhwa, para ver como os militantes estão sendo formados. Agora posso confirmar que, até o momento, esta célula realizou um bom trabalho para promover o aperfeiçoamento de seus membros, que demonstram grande interesse pelo estudo e revelam um bom nível de preparação.

Na sessão de hoje, analisaram a importância das reformas democráticas, e posso dizer que tanto a palestra do instrutor quanto as discussões dos militantes atingiram um nível satisfatório. Durante o breve período de pouco mais de três anos após a libertação, nossos militantes do campo, especialmente as mulheres, progrediram muito. A presidenta da União das Mulheres da comuna explicou muito bem o significado da reforma agrária. Pode-se dizer que o simples fato de nossas mulheres, outrora submetidas, tanto na família quanto na sociedade, a maus-tratos e humilhações, vítimas dos costumes feudais, terem ingressado hoje no Partido do Trabalho e participado de discussões sobre questões políticas já constitui um progresso surpreendente.

Os membros do Partido devem cumprir bem tanto suas tarefas de estudo quanto as de trabalho. O conhecimento proporciona perspectiva e confiança no trabalho.

No passado, os guerrilheiros antijaponeses combateram até o fim, sem a menor hesitação, e derrotaram o imperialismo japonês, superando múltiplas dificuldades e vicissitudes ao longo de quinze anos. Atravessaram inúmeras montanhas íngremes, abriram caminho por densas camadas de neve tão altas quanto eles próprios e travaram diariamente duras batalhas contra as tropas e os policiais armados até os dentes do imperialismo japonês. Tudo isso sem uma cama quente e com escassez de roupas e mantimentos. Apesar disso, mantinham um otimismo constante e sabiam lutar com coragem.

Então, de onde vieram a convicção e a coragem dos guerrilheiros antijaponeses? Da convicção na justeza de sua causa revolucionária e da clara visão de um futuro vitorioso, proporcionada pelo estudo contínuo mesmo nas circunstâncias difíceis. Quanto mais árdua era sua tarefa, mais se dedicavam ao estudo, que lhes proporcionava força e coragem. Se os militantes de nosso Partido querem combater com firme confiança na vitória, assim como os guerrilheiros antijaponeses, devem se esforçar ainda mais nos estudos.

Somente assim terão capacidade para analisar e resolver adequadamente os problemas e orientar as massas. Os militantes do Partido são combatentes de vanguarda das massas trabalhadoras; se querem desempenhar plenamente esse papel, devem elevar seu nível ideológico, político e profissional, sendo sempre os primeiros nos estudos. Somente com uma elevada preparação poderão educar e orientar os demais.

A intensificação dos estudos entre os militantes é uma necessidade vital também para consolidar qualitativamente as fileiras do Partido.

O desenvolvimento de nosso Partido como um partido de massas e o rápido crescimento de suas fileiras fizeram aumentar o número de militantes com pouca preparação ideológica e política. Elevar essa preparação dos militantes a um nível superior é uma boa garantia para consolidar o Partido orgânica e ideologicamente. Devemos fazê-lo de maneira decisiva e, para isso, é necessário intensificar os estudos partidistas. Essa é também uma exigência urgente para os militantes, tendo em vista a situação criada em nosso país e as tarefas revolucionárias que temos pela frente.

Depois de terem criado, no ano passado, o governo fantoche de Ri Sung Man na Coreia do Sul, os imperialistas estadunidenses preparam freneticamente uma guerra de agressão contra a parte norte da República, ao mesmo tempo que intensificam sua política de escravização colonial na Coreia do Sul. Nessas condições, nosso povo precisa assumir a árdua tarefa de consolidar ainda mais, nos campos político, econômico e militar, a base democrática da parte norte e dedicar maiores esforços à construção de um Estado unificado, soberano e independente.

Para levar essa árdua tarefa a bom termo, todos os militantes do Partido deverão intensificar seus estudos, a fim de cumprir satisfatoriamente suas tarefas sem contratempos.

O que, então, deverão estudar e como deverão fazê-lo?

Antes de tudo, devem estudar devidamente a linha e a política de nosso Partido.

Elas explicam o caminho a seguir na construção de uma nova Coreia democrática, indicam as tarefas de nossos militantes e do povo e os meios para realizá-las. Constituem o único guia para todas as nossas ações. Somente conhecendo-as plenamente os militantes poderão trabalhar bem na construção do país, conforme as exigências do Partido, e cumprir suas responsabilidades com êxito.

Na sessão de estudo de hoje, um camarada afirmou que seria necessário atacar a parte sul para expulsar de lá os imperialistas ianques e reunificar a pátria. Está claro que esse camarada não estudou a orientação estabelecida por nosso Partido a respeito da reunificação do país. Os documentos de nosso Partido indicam claramente a orientação de reunificar a pátria por meios pacíficos e com os próprios esforços do povo coreano, bem como as medidas concretas para sua realização. É evidente que ele desconhece essa orientação do Partido por não a ter estudado.

Devemos ter presente que falar ou agir dessa maneira, em desacordo com a vontade do Partido, é consequência de não estudar sua linha e sua política. Por essa razão, os militantes devem estudá-las de maneira abrangente e aprofundada.

De maneira especial, devem ser estudados os documentos do 2º Congresso de nosso Partido, a Plataforma de 20 Pontos e o Programa do Governo da República, apresentado na Primeira Sessão da Assembleia Popular Suprema. Assim, com uma consciência clara da linha e das orientações do Partido sobre como construir um Estado unificado e democrático, plenamente soberano e independente, rico e poderoso, todos os membros do Partido deverão trabalhar energicamente para colocá-las em prática de maneira consequente.

Para conhecer bem a linha e a política do Partido, deverão ler regularmente seu órgão oficial e outros jornais.

O órgão do Partido explica a linha e a política que o Partido elabora para cada etapa. Seus artigos de fundo são, na verdade, instruções do Partido. Por esse motivo, os militantes devem lê-los obrigatoriamente e tornar-se bons leitores de jornais, pois a leitura regular também os manterá informados sobre a situação interna e externa.

Entretanto, ao se manterem devidamente informados sobre a linha e a política do Partido, não deverão deixar de estudar também a agronomia e os métodos de cultivo.

Neste ano, iniciamos o Plano Bienal da Economia Nacional, de enorme importância, destinado a consolidar ainda mais a base democrática da parte norte da República e preparar os fundamentos materiais para a reunificação da pátria. Durante a execução desse plano bienal, a economia rural deverá assumir a importante tarefa de aumentar rapidamente a produção agrícola, transformando a parte norte da República numa região com reservas suficientes de alimentos e fornecendo satisfatoriamente matérias-primas à indústria em rápido desenvolvimento. Se os militantes do Partido no campo quiserem cumprir bem essa tarefa, deverão possuir não apenas um elevado espírito de fidelidade ao Partido e à pátria, mas também conhecimentos técnicos e econômicos e capacidade prática. Isso porque, sem conhecer a agronomia e os métodos de cultivo, não poderão realizar devidamente os trabalhos agrícolas nem cumprir oportuna e pontualmente as tarefas estabelecidas pelo Partido, por maior que seja sua disposição interior de lhe serem fiéis.

Os militantes do campo devem esforçar-se constantemente para adquirir conhecimentos agronômicos e aprender técnicas agrícolas avançadas, bem como frequentar assiduamente os cursos sobre essas matérias. Dessa maneira, deverão fazer todo o possível para aplicar os métodos avançados de cultivo.

Para elevar seu nível de preparação, os militantes devem estudar de maneira proveitosa, e não por mero formalismo.

Estudar de maneira proveitosa significa compreender o essencial, o conteúdo de uma questão, assimilando-o para poder aplicá-lo na prática do trabalho ou da vida.

O objetivo do estudo é, em qualquer circunstância, melhorar a qualidade dos militantes e contribuir efetivamente para a construção do país. Por isso, devem estudar de maneira proveitosa, assimilando profundamente até mesmo uma única questão. Estudar superficialmente, como quem lambe apenas a casca de uma melancia, de nada adianta, por maior que seja o empenho. Assim, não se alcança o conteúdo nem a essência da questão.

Pelas intervenções de alguns camaradas na sessão de estudo de hoje, podemos concluir que não estudam de maneira proveitosa. Quando se discutia o significado das reformas democráticas, perguntei a um camarada se havia pessoas que olhavam com maus olhos para essas reformas, e ele respondeu que não, que não poderia haver pessoas assim. Isso demonstra que ele não estudou profundamente a questão das reformas democráticas. Aqueles que receberam terras apoiam as reformas democráticas, mas os latifundiários e os capitalistas, cujas terras ou fábricas foram expropriadas, não podem apoiá-las. Uns e outros espreitam a oportunidade de nos tomar as terras e as fábricas e destruir o Poder Popular que entregou essas terras aos camponeses. Os latifundiários veem com ódio intenso o fato de os camponeses trabalharem as terras que receberam como propriedade e viverem felizes. Não se contentem apenas com as reformas democráticas; compreendam que há quem as odeie. É necessário elevar a vigilância diante dos inimigos.

Os membros do Partido devem assimilar plenamente o material por meio de um estudo proveitoso.

O estudo deve estar estreitamente ligado à atividade prática. Não deve ser um fim em si mesmo. Quanto mais estudarem, mais os militantes melhorarão sua vida partidista e melhor trabalharão no campo. Ao vincularem estreitamente o estudo à atividade prática, servirão de exemplo às massas no trabalho e na vida e contribuirão grandemente para a construção do país.

O estudo deve ser, em qualquer circunstância, uma atividade voluntária dos militantes. Estudar sob coerção não pode produzir bons resultados.

Os militantes devem procurar aprender com empenho e consciência, sem que ninguém precise pressioná-los, considerando o estudo seu primeiro dever. Devem estudar assiduamente, comparecendo a todas as reuniões de estudo da célula, sem faltar a nenhuma, e comportando-se também de maneira exemplar nas escolas para adultos. Independentemente do momento ou do lugar, os militantes devem estudar continuamente, aproveitando todas as oportunidades disponíveis.

Cabe à célula do Partido orientar, ajudar e verificar regularmente os estudos dos militantes. Ela deve atribuir tarefas de estudo de acordo com as características pessoais e o nível de preparação de cada um, ajudá-los efetivamente a cumpri-las pontualmente e organizar com frequência seminários de estudo e reuniões para trocar impressões sobre os livros lidos, por exemplo, além de divulgar as melhores experiências de estudo. A célula organizará também, com frequência, palestras políticas, orientará e verificará regularmente o aperfeiçoamento dos militantes, confiando esse trabalho aos membros do comitê da célula e aos militantes que constituem o núcleo.

A célula do Partido também deve dedicar especial atenção à melhoria do desempenho do instrutor.

A elevação do nível ideológico e político dos militantes dependerá muito da competência do instrutor encarregado de ensiná-los. Somente se os instrutores desempenharem bem sua missão será possível elevar rapidamente a formação ideológica e política dos militantes e criar um bom ambiente de estudo.

A célula do Partido deve garantir os materiais e as condições necessários para que os instrutores possam se preparar suficientemente para ministrar suas aulas. Da mesma forma, deverá verificar oportunamente os planos preparados pelos instrutores, avaliar regularmente seu trabalho e ajudá-los eficazmente a desempenhar bem suas funções.

Os instrutores deverão apresentar suas aulas de maneira acessível. Não deverão fazê-lo em forma de discursos, usando palavras difíceis ou limitando-se a ditar o conteúdo, mas de maneira narrativa, com termos simples e exemplos concretos, para que os ouvintes possam assimilar plenamente a matéria.

Para alcançar esse objetivo, é importante preparar bem os planos de estudo, vinculando-os estreitamente à situação concreta da organização correspondente.

Os instrutores deverão conduzir os seminários de estudo de modo que os militantes discutam os temas estudados não em forma de discursos declamatórios, mas com uma linguagem simples e relacionada à realidade em que vivem. Suponhamos, por exemplo, que esteja sendo debatida a Lei da Reforma Agrária. Nesse caso, seu conteúdo deverá ser relacionado à vida dos camponeses, comparando-se como viviam antes e depois da reforma. Somente assim os militantes poderão compreender mais profundamente o que estudaram.

Os instrutores não deverão se limitar a ministrar aulas e orientar seminários nos dias em que se realizarem as sessões de estudo, mas também deverão dar aulas suplementares àqueles que estiveram ausentes. Além disso, será necessário que convivam sempre com os militantes e ajudem eficazmente aqueles que estão atrasados nos estudos a progredir.

Se quiserem orientar bem os estudos dos militantes, os instrutores deverão procurar aprimorar consideravelmente seus próprios conhecimentos. Deverão estudar com mais dedicação do que qualquer outra pessoa, elevando incessantemente seu nível ideológico e político e sua qualificação.

Espero que vocês estudem de maneira proveitosa e cumpram devidamente sua honrosa missão de militantes na luta pela reunificação da pátria e pela construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente, próspero e poderoso.

Esforcemo-nos pela integridade territorial e pela reunificação da pátria

Mensagem de Ano Novo de 1949 do camarada Kim Il Sung a todo o povo do país

1º de janeiro de 1949

Queridos compatriotas:

Por ocasião da chegada do novo ano de 1949, permitam-me, em nome do Governo da República Popular Democrática da Coreia, apresentar a todo o povo da República minhas homenagens e felicitações de Ano Novo pelas notáveis realizações alcançadas no ano passado na construção de um Estado soberano e independente.

Em 1948, realizamos os mais brilhantes feitos da história das lutas pela reunificação e pela independência de nossa nação. Embora nosso povo não tenha conseguido alcançar a reunificação completa do país nem conquistar plenamente sua soberania e independência, conseguiu lançar os alicerces e criar as condições para alcançar esses objetivos num futuro não muito distante.

No ano passado, aprovamos a Constituição da República Popular Democrática da Coreia, que consagra legislativamente os êxitos das reformas e da construção democráticas realizadas na Coreia do Norte ao longo dos três anos posteriores à libertação e indica a todo o povo o rumo que nossa pátria seguirá.

Em abril do ano passado, realizou-se em nosso país, em Pyongyang, uma Conferência Conjunta de Representantes dos Partidos Políticos e das Organizações Sociais da Coreia do Norte e do Sul, que demonstrou ao mundo inteiro que os coreanos possuem plena capacidade para reunificar a pátria e construir um Estado soberano e independente com seus próprios esforços, refutando toda espécie de calúnias difundidas pelos imperialistas ianques e pelos reacionários sobre a suposta incapacidade dos coreanos de reunificar seu país e construir um Estado soberano e independente.

Na Conferência, os representantes dos partidos políticos e das organizações sociais da Coreia do Norte e do Sul, homens com diferentes opiniões políticas, exigiram energicamente a retirada das tropas estrangeiras do território de nossa pátria, a fim de evitar a divisão nacional que a ameaça. Declararam também, unanimemente, que se opunham à chamada "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", instrumento da política de escravização colonial dos imperialistas estadunidenses, e a rejeitavam; que consideravam traidoras e antipatrióticas as eleições separadas convocadas para 10 de maio sob o controle da administração militar estadunidense e as rejeitavam; e que jamais reconheceriam qualquer governo imposto por tais eleições, nem aprovariam ou respeitariam qualquer tratado ou acordo que esse governo firmasse.

Em apoio às decisões da Conferência Conjunta de Abril, a população da Coreia do Norte e do Sul empreendeu uma grandiosa ação pela salvação nacional, repudiou as pérfidas eleições separadas de 10 de maio e isolou completamente o governo fantoche de traidores criado pela astúcia imperialista. Realizamos com êxito as eleições para a Assembleia Popular Suprema, com a participação de 77,52% e 99,97% de todos os eleitores da Coreia do Sul e do Norte, respectivamente, e fundamos a República Popular Democrática da Coreia. Esse foi o exemplo mais convincente de que nossa República conta com o apoio absoluto da população da Coreia do Norte e do Sul, em contraste com o governo títere e traidor da pátria da Coreia do Sul, repudiado por todo o povo coreano.

Em 1948, promulgamos a Constituição da República Popular Democrática da Coreia e estabelecemos o Governo central da República, que foi reconhecido pela União Soviética, pela Tchecoslováquia, pela Polônia, pela Romênia, pela Hungria, pela Bulgária e pela República Popular da Mongólia. Trata-se do acontecimento mais notável da história das lutas de nossa nação; é uma brilhante vitória do povo coreano. O Governo da República é um verdadeiro órgão central de poder que, composto por delegados dos partidos políticos e das organizações sociais da Coreia do Norte e do Sul, representantes de todas as classes e camadas do povo coreano, luta em prol dos interesses de todo o povo da Coreia. Por isso, logo após sua constituição, desencadeou-se em todas as partes da Coreia do Norte e do Sul uma ampla campanha nacional de aprovação à República fundada e de apoio ao seu Governo central.

A população da parte norte da República celebrou a fundação da República e expressou sua firme determinação de apoiar o Governo central, promovendo um movimento popular patriótico geral pela construção do país, destinado a consolidar e ampliar os êxitos das reformas democráticas, fortalecer as bases políticas e econômicas da República e superar as metas do plano de economia nacional de 1948.

A população da parte sul da República está oferecendo grande resistência para derrubar o governo títere sul-coreano, erguendo bem alto a bandeira da República, mesmo em meio à cruel repressão e aos massacres perpetrados pelos inimigos. A resistência popular e as insurreições do chamado exército de defesa nacional em todas as regiões da Coreia do Sul, sobretudo nas regiões de Ryosu, Sunchon, Kurye e Taegu, bem como nas montanhas Odae, Jiri e Halla, demonstraram a firme determinação dos coreanos do Sul de lutar até a vitória final em defesa da República e pela integridade territorial.

Assim, embora em 1948 não tenha conseguido alcançar a integridade territorial nem conquistar a plena soberania e independência, nosso povo, por meio de sua titânica e grandiosa obra de construção de um Estado democrático e independente, lançou bases sólidas para, num futuro não muito distante, levar a cabo a reunificação do Norte e do Sul e fazer tremular gloriosamente a bandeira da República sobre o território pátrio, glorioso por sua longa história.

Queridos compatriotas e irmãos:

Após a proclamação da fundação da República Popular Democrática da Coreia e a constituição de seu Governo central, o governo soviético, atendendo à solicitação apresentada pela Primeira Sessão da Assembleia Popular Suprema, decidiu retirar suas tropas de nosso território até o final de dezembro de 1948. Essa retirada já havia sido concluída em 26 de dezembro do ano passado. A população da parte norte da República despediu-se calorosamente o contingente de tropas soviéticas que, no último trem, deixou nosso território no dia 26. Desse modo, a retirada total das tropas soviéticas da Coreia do Norte tornou-se um fato consumado.

Entretanto, a parte sul continua ocupada pelas tropas ianques. Além disso, até mesmo o exército do Japão, inimigo de nossa nação desde tempos imemoriais, pretende entrar novamente naquela região. Para apaziguar a decidida luta do povo coreano pela retirada das tropas ianques e enganá-lo, os imperialistas estadunidenses vêm propagando ultimamente uma suposta transferência para o Japão e uma evacuação parcial das tropas estacionadas na Coreia do Sul. Isso não passa de uma artimanha para enganar o povo coreano, diante da preocupação dos imperialistas com a luta pela exigência irrevogável da retirada das tropas ianques. Essa luta se tornará ainda mais intensa até que as tropas ianques sejam completamente retiradas de nosso território.

Por que as tropas ianques não querem deixar nossa pátria, impedem a reunificação do Norte e do Sul, tão desejada pelo povo coreano, e insistem em permanecer indefinidamente no Sul? Em poucas palavras, porque os imperialistas estadunidenses querem manter para sempre a metade sul de nossa pátria sob seu domínio e transformar novamente nossa nação em escrava colonial, manipulando o governo títere, reacionário e traidor da pátria da Coreia do Sul, um bando de elementos pró-japoneses e traidores da nação.

Desconcertadas com a retirada do Exército Soviético da Coreia do Norte e com a exigência cada vez mais categórica do povo coreano de que as tropas ianques também se retirem, as autoridades administrativas estadunidenses e os elementos pró-japoneses e traidores da nação na Coreia do Sul recorrem a toda espécie de subterfúgios, procurando pretextos para justificar a permanência prolongada das tropas ianques naquela região. Os traidores da pátria entrincheirados no governo títere da Coreia do Sul, que só conseguem se manter graças à proteção dessas tropas, imploram que elas permaneçam para sempre, chegando a convocar uma chamada reunião de mobilização geral do povo pelo adiamento da retirada das tropas estadunidenses e a espalhar rumores sobre uma expedição ao Sul, uma marcha do Exército Popular para o Sul, uma guerra civil e coisas semelhantes.

E, enquanto clamam pela permanência das tropas estrangeiras em nosso território, têm a audácia de afirmar, para enganar o povo, que estão lutando pela plena soberania e independência e se esforçam para construir um Estado independente, livre de ingerências estrangeiras.

Na tentativa de legalizar a permanência prolongada de suas tropas na Coreia do Sul, as autoridades administrativas dos Estados Unidos voltaram a apresentar a questão coreana à Assembleia Geral da ONU, em sua terceira sessão, e a forçaram a aprovar uma resolução ilegal sobre essa questão.

Nessa sessão da Assembleia Geral da ONU, a delegação estadunidense opôs-se à participação do representante legítimo do povo coreano, acionando a máquina de votação que controla, assim como fizera na segunda sessão. Os imperialistas ianques agem dessa maneira porque temem que o representante legítimo do povo coreano denuncie perante a opinião pública mundial a verdadeira natureza da política de escravização colonial que aplicaram nos últimos três anos na metade sul de nossa pátria. Por essa mesma razão, a delegação estadunidense fez participar da Assembleia Geral da ONU, como representante do povo coreano, o representante do governo fantoche do Sul, que defende a presença de tropas estrangeiras em nosso território, está completamente isolado do povo coreano e se mantém com o apoio das baionetas ianques. Assim, conseguiu aprovar uma resolução com a qual pretende legalizar a permanência prolongada das tropas ianques na Coreia do Sul.

Com sua vigorosa rejeição e seus protestos, o povo coreano fará fracassar essa resolução, aprovada ilegalmente na terceira sessão da Assembleia Geral da ONU sem a participação de seu verdadeiro representante, assim como fez com a resolução da segunda sessão. Não reconhecerá nenhuma resolução aprovada ilegalmente sem a presença de seu representante, nem se considerará obrigado a respeitá-la.

Os elementos pró-japoneses, os traidores da nação e outros indivíduos que vendem a pátria na Coreia do Sul estão promovendo agora uma ampla propaganda em favor da injusta resolução da terceira sessão da Assembleia Geral da ONU e da chegada à Coreia do Sul da chamada "Comissão da ONU para a Coreia", imposta por essa resolução. A recém-criada "Comissão da ONU para a Coreia" é uma cópia da anterior "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", da qual difere apenas pela exclusão do representante do Canadá de sua composição. Agora, na Coreia do Sul, os elementos pró-japoneses, os traidores da nação e outros reacionários vangloriam-se dessa resolução arbitrária, tentando aplacar o descontentamento da opinião pública e prolongar sua própria existência miserável, isolados do povo.

Mas essa demagogia arrogante não conseguirá enganar nossos heroicos compatriotas do Sul, que se levantaram na luta pela salvação nacional, pela plena soberania e independência da pátria e pela integridade territorial, empunhando a bandeira da República Popular, nem poderá encobrir o crime do governo títere de vender a pátria e a nação.

O povo coreano sabe muito bem que, se os imperialistas estadunidenses utilizaram a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" como instrumento para dividir nossa pátria e transformar a Coreia do Sul em sua colônia, farão da "Comissão da ONU para a Coreia" um instrumento de agressão para justificar a permanência indefinida de suas tropas na Coreia do Sul e perpetuar a colonização de nossa pátria por meio de acordos antipatrióticos, como o acordo militar EUA-Coreia do Sul, o acordo de ajuda econômica EUA-Coreia do Sul e outros.

Em novembro de 1947, quando criaram a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" durante a segunda sessão da Assembleia Geral da ONU, os imperialistas ianques falaram em retirada das tropas estrangeiras o mais breve possível. No entanto, mesmo depois de transcorrido mais de um ano, ainda não retiraram suas tropas da Coreia do Sul. Agora, ao estabelecerem a nova "Comissão da ONU para a Coreia", com a intenção de permanecer por muito tempo, falam em retirada das tropas estrangeiras na primeira oportunidade que surgir. Nosso povo, porém, conhece bem esse engano dos imperialistas estadunidenses.

É verdadeiramente ridículo que os países títeres dos imperialistas ianques, instrumentos de sua agressão, que nada têm a ver com nossa pátria ou nossa nação, e o governo do Kuomintang da China, cujo destino não pode ser outro senão o de uma vela ao vento, afirmem que reunificarão o Norte e o Sul de nossa pátria.

Somente o povo coreano pode construir em nossa pátria um Estado plenamente soberano e independente e conquistar a integridade territorial. E, com nossas próprias forças, alcançaremos sem falta a reunificação e a plena independência da pátria.

Queridos compatriotas:

O que devemos fazer para construir um Estado soberano e independente e alcançar a integridade territorial num futuro não muito distante?

Todo o povo da Coreia deve desenvolver uma grandiosa e intensa atividade de salvação nacional pela integridade territorial, unindo-se ainda mais estreitamente em torno do Governo da República Popular Democrática da Coreia.

Cabe à população da parte norte da República mobilizar todos os seus recursos humanos e materiais para consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas alcançados nos três anos posteriores à libertação, fortalecer ainda mais os alicerces políticos e econômicos e consolidar a base democrática da República.

O Plano Bienal da Economia Nacional, que entra em vigor hoje, no dia de Ano Novo de 1949, e se estenderá até o final de 1950, consolidará ainda mais os alicerces econômicos da República Popular Democrática da Coreia e melhorará rapidamente as condições materiais e culturais de vida do povo, elevando e superando significativamente o nível máximo de produção anterior à libertação em todos os setores da economia nacional.

Devemos assegurar o desenvolvimento independente de nossa indústria, criando um setor de fabricação de máquinas e outros novos setores e, sobretudo, atender às necessidades essenciais do povo, ampliando para mais do dobro a capacidade produtiva dos setores da indústria leve, especialmente da indústria de fibras.

Em 1950, o volume total da produção da indústria estatal duplicará em comparação com 1948, e a produção de indústrias básicas, como a siderúrgica, a de construção de máquinas, a química e outras, também aumentará consideravelmente.

A indústria leve produzirá, em particular, 1,2 milhão de metros de tecidos de seda artificial em 1949 e 6 milhões de metros em 1950, um produto novo. Em comparação com 1948, a produção de fios de seda artificial e de tecidos de algodão aumentará, respectivamente, mais de três vezes e mais de duas vezes em 1950.

A agricultura também registrará grande desenvolvimento. A área cultivada será consideravelmente ampliada em 1950, e a superfície destinada ao cultivo de arroz aumentará 5,5%. Além disso, com investimentos do Estado, serão concluídas 25 sistemas de irrigação em 1949 e 18 em 1950, colocando novamente sob irrigação mais de 8.200 hectares de terra em 1949 e mais de 7.200 hectares em 1950. Desse modo, a produção total de cereais aumentará consideravelmente em relação a 1948.

Também estão previstos grandes progressos e aumentos em todos os demais setores da economia nacional, como os transportes, as comunicações, a construção, a saúde pública, etc.

No campo da educação e da cultura, é necessário concluir todos os preparativos para implantar o ensino primário obrigatório em 1950. Devem ser construídas numerosas escolas primárias e secundárias básicas, e deve ser formado um grande contingente de professores para escolas de todos os níveis nos institutos pedagógicos e de formação de professores, nas escolas pedagógicas especializadas e nos centros de cursos de aperfeiçoamento para professores.

É necessário ampliar ainda mais a rede de formação técnica nos locais de trabalho e os estabelecimentos de formação de curta duração, destinados ao aperfeiçoamento técnico dos operários e à preparação de trabalhadores qualificados.

Se a população da parte norte da República concentrar todas as suas forças no cumprimento bem-sucedido do Plano Bienal da Economia Nacional, a base econômica para a construção de um Estado plenamente soberano e independente em nossa pátria será ainda mais consolidada, nossa pátria prosperará também no campo cultural e as condições materiais e culturais de vida do povo melhorarão ainda mais.

Sem uma sólida base econômica e cultural da República, não será possível construir um Estado plenamente soberano e independente nem tirar nossa pátria do atraso econômico e cultural, consequência nefasta da prolongada dominação colonial do imperialismo japonês.

Os operários da parte norte da República trabalharão pela prosperidade da República e pela conquista da integridade territorial no menor prazo possível, promovendo nas fábricas, minas e ferrovias um movimento de massas pelo aumento da produção, a fim de cumprir e superar as metas do Plano Bienal da Economia Nacional, cujo objetivo é estabelecer bases econômicas sólidas para a República.

Os camponeses da parte norte da República deverão contribuir ativamente para a luta de salvação nacional pela conquista antecipada da integridade territorial e pela construção de um Estado plenamente soberano e independente, aumentando a produção de alimentos e matérias-primas para a indústria e criando uma sólida base de produção de cereais para a República. Para isso, deverão cumprir com êxito as metas de desenvolvimento agrícola estabelecidas no Plano Bienal da Economia Nacional.

Os trabalhadores da ciência, da cultura, da arte e da saúde pública da parte norte da República dedicarão todo o seu entusiasmo e talento a pôr fim ao atraso cultural de nossa pátria, consequência da dominação colonial do imperialismo japonês, desenvolver rapidamente a ciência e a cultura e melhorar e fortalecer os serviços de saúde para as amplas massas populares, promovendo assim o bem-estar do povo. Servirão ao povo e à pátria, estabelecendo bases sólidas para o desenvolvimento científico, cultural, artístico e sanitário da República.

Os estudantes e jovens da parte norte da República procurarão formar-se como quadros nacionais competentes a serviço da pátria e protagonistas do futuro, assimilando as ciências e as técnicas avançadas e dotando-se de ideias patrióticas e democráticas que os orientem a servir fielmente à pátria e ao povo.

O Exército Popular deverá estar sempre preparado para salvaguardar as vitórias do povo na parte norte da República, repelir as forças agressoras que pretendem transformar novamente nossa pátria em colônia, esmagar as forças reacionárias que se preparam para vendê-la juntamente com o povo e garantir a integridade e a segurança do território pátrio.

Os oficiais e soldados deverão assimilar as técnicas militares avançadas, dominar o manejo dos diversos armamentos, elevar suas respectivas capacidades de comando e de combate e conferir ao nosso Exército Popular sólida organização, disciplina e capacidade combativa.

Os membros dos órgãos de Assuntos Internos deverão proteger firmemente as vitórias já alcançadas pelo povo e a ordem democrática estabelecida na parte norte da República, garantir a segurança dos bens do Estado e do povo e desmascarar e esmagar a tempo todas as tentativas e conspirações das forças reacionárias que traem a pátria e a nação.

Compatriotas da parte sul da República:

O Governo central da República conhece bem a situação trágica que vocês enfrentam sob a dominação dos imperialistas ianques e de seus lacaios, os elementos pró-japoneses e os traidores da nação.

Os camponeses do Sul sofrem com a miséria e a fome sob o sistema feudal de propriedade da terra e a cruel exploração e pilhagem dos latifundiários; os operários, demitidos de seus empregos, vagam pelas ruas, padecendo de fome e frio; as mulheres são vítimas do mais desumano desprezo, dos maus-tratos e da humilhação, completamente privadas dos direitos humanos e das liberdades.

O Governo central da República está convencido de que se aproxima o dia em que também os camponeses da parte sul, assim como os do Norte, se tornarão donos da terra graças à reforma agrária, e em que os operários e as mulheres contarão com uma lei trabalhista e uma lei de igualdade de direitos entre homens e mulheres, que os transformarão em verdadeiros donos de sua pátria.

Os três anos de luta heroica travada pela população da parte sul após a libertação, em prol da reunificação, da plena soberania e da independência da pátria, assim como seus feitos heroicos, viverão para sempre; o povo coreano jamais esquecerá sua luta heroica e incansável.

Hoje, a população do Sul da República tem diante de si a tarefa de ampliar ainda mais a luta de salvação nacional pela integridade territorial, pela soberania e pela independência do país, unindo-se monoliticamente sob a bandeira da República Popular Democrática da Coreia.

Nossos compatriotas do Sul da República intensificarão ainda mais a luta para obrigar as tropas ianques a se retirarem do território de nossa pátria; desmascararão a verdadeira natureza da "Comissão da ONU para a Coreia", instrumento dos imperialistas ianques para sua política de escravização colonial; denunciarão publicamente como traição todos os acordos assinados pelo governo títere sul-coreano; rejeitarão e farão fracassar todas as suas leis e diretrizes políticas antipatrióticas. Somando-se às ações patrióticas que ocorrem no seio do chamado exército de defesa nacional, deverão intensificar a luta de salvação nacional para derrubar o governo fantoche dos traidores, salvar a integridade territorial e conquistar a plena soberania e independência do país.

Queridos compatriotas e irmãos:

Os elementos pró-japoneses e os traidores da nação na Coreia do Sul estão revelando cada vez mais sua verdadeira natureza de traidores. Aqueles que ontem oprimiam e exploravam o povo coreano como fiéis lacaios do imperialismo japonês continuam hoje, sob a proteção do imperialismo estadunidense, praticando na parte sul de nossa pátria os mesmos atos criminosos de outrora, servindo aos estadunidenses como lacaios. Entre eles há traidores da pátria que clamam por uma guerra fratricida e por uma expedição ao Norte, como um cachorrinho que não teme o tigre.

Embora esses traidores da pátria, isolados do povo, estejam empenhados em desencadear uma guerra fratricida, não tardarão a ser julgados e punidos por todo o povo coreano, unido sob a bandeira da República, que os varrerá para sempre da terra pátria, território de uma nação homogênea com uma história milenar.

Por mais que hoje se empenhem desesperadamente as forças reacionárias internacionais e os traidores da nação, a história continuará avançando pelo caminho da vitória do povo, em prol da verdade e da democracia.

A nação coreana é uma só; o povo coreano também é um só. Sendo assim, nossa nação e nosso povo jamais serão divididos, por mais que alguém tente e se esforce para mutilá-los. O Governo central da República está convencido de que a grandiosa luta de salvação nacional travada em todo o país pelo povo coreano, pela reunificação da pátria, por sua liberdade e independência, levará ao fracasso a política dos imperialistas ianques destinada a colonizar nossa pátria, derrubará o governo fantoche e traidor da pátria da Coreia do Sul, refúgio dos elementos pró-japoneses e dos traidores que vendem a pátria e a nação, e tornará realidade, num futuro não muito distante, a integridade territorial e a plena soberania e independência do país.

Levantemo-nos, todo o povo da Coreia, na luta nacional pela integridade territorial e pela construção de um Estado plenamente soberano e independente, erguendo bem alto a bandeira da República e unindo-nos ainda mais firmemente em torno de seu Governo central.

Viva o povo coreano reunificado!

Viva a República Popular Democrática da Coreia!

A Conferência de Mingyuegou e a fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa

Capítulo 2: O desenvolvimento do movimento de libertação nacional antijaponês para a etapa da luta armada, a fundação do Comitê do Partido do Exército Revolucionário Popular da Coreia e a luta pela unidade ideológica e organizativa das fileiras comunistas (Dezembro de 1931 – fevereiro de 1936)

Ao entrar na década de 1930, a situação interna e externa tornou-se muito complexa.

Em consequência da crise econômica mundial, que começou em 1929 e se alastrou por todo o mundo, as contradições do imperialismo se agravaram ainda mais, e os imperialistas, freneticamente empenhados nos preparativos para a guerra, seguiram pelo caminho da subjugação de outros países.

Em oposição à ofensiva reacionária do imperialismo, também se intensificou a ofensiva revolucionária dos povos oprimidos e explorados do mundo.

Nesse período, a luta do povo coreano contra o imperialismo japonês ocupava uma posição importante na luta de libertação dos povos do mundo, especialmente na frente de combate anti-imperialista e antifascista.

Em setembro de 1931, o imperialismo japonês finalmente provocou o chamado Incidente da Manchúria e empreendeu uma invasão armada de toda a região.

Ao enveredar pelo caminho da invasão do continente, o imperialismo japonês intensificou em todas as frentes a ofensiva reacionária contra o povo coreano, a fim de garantir a segurança da retaguarda, prendendo, encarcerando e assassinando indiscriminadamente as pessoas.

Nas regiões da Manchúria habitadas por coreanos, incluindo Jiandao, o imperialismo japonês também intensificou brutalmente a repressão, atacando e incendiando aldeias e massacrando indiscriminadamente as pessoas, sem distinguir homens, mulheres ou crianças.

Diante dessa situação, sem empreender em grande escala a luta armada antijaponesa, era impossível fazer a revolução coreana avançar sequer um passo ou abrir vitoriosamente o caminho da libertação nacional.

Naquela época, estavam plenamente reunidas as diversas condições e possibilidades para organizar e desenvolver a luta armada antijaponesa.

Como resultado do avanço ativo dos preparativos para a luta armada, sob a sábia direção do grande Líder camarada Kim Il Sung, foram formados quadros fundamentais confiáveis, capazes de conduzir a luta armada antijaponesa, acumulou-se experiência político-militar e lançou-se uma sólida base de massas. Além disso, foram preparados pontos de apoio e regiões centrais para as atividades das forças armadas.

Por outro lado, a invasão japonesa da Manchúria provocou o colapso das forças do Kuomintang na região e, como o aparelho de dominação japonês ainda não havia sido estabelecido, criou-se uma situação de ausência de governo. Ao mesmo tempo, a luta antijaponesa das massas se intensificava rapidamente, o que proporcionava uma oportunidade excepcional para iniciar a luta armada antijaponesa.

Nesse período, o grande Líder camarada Kim Il Sung convocou várias reuniões em lugares como Antu, Yanji e Dunhua. Em particular, na reunião de agentes políticos e responsáveis por organizações revolucionárias clandestinas, convocada em outubro de 1931 em Kwangmyongchon, no condado de Jongsong, na província de Hamgyong Norte, apresentou medidas para acelerar decisivamente os preparativos para a luta armada.

Em dezembro de 1931, foi convocada uma reunião de quadros do Partido e da União da Juventude Comunista em Mingyuegou, no condado de Yanji. Participaram da reunião quadros do Partido e da União da Juventude Comunista de diversas localidades ao longo do rio Tuman, incluindo Antu, Yanji, Wangqing, Helong e Hunchun, bem como representantes de organizações revolucionárias vindos de Jilin, Dunhua, Ningan e outras regiões.

Na reunião, o grande Líder camarada Kim Il Sung proferiu o histórico discurso intitulado "Sobre a organização e o desenvolvimento da luta armada contra o imperialismo japonês".

Em seu discurso, o grande Líder conclamou todo o povo da nação a se mobilizar para a luta armada antijaponesa.

O grande Líder reafirmou a orientação de organizar e desenvolver a luta armada antijaponesa tendo a guerrilha como forma fundamental, orientação que já havia apresentado na reunião de Kwangmyongchon.

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

"... Devemos organizar e desenvolver a luta armada tomando a guerrilha como forma fundamental.

A guerrilha é um método de luta armada que permite infligir ao inimigo grandes golpes políticos e militares, preservando as próprias forças, e que possibilita derrotar um inimigo numericamente e tecnicamente superior, mesmo dispondo de forças reduzidas." (Obras Selecionadas de Kim Il Sung, volume 1, página 31)

A guerrilha é uma forma de luta armada na qual forças armadas, em territórios ocupados pelo inimigo, mantêm estreitos vínculos com as massas, deslocam-se livremente e aniquilam incessantemente o inimigo.

Até então, a guerrilha havia sido considerada um meio auxiliar da guerra regular ou uma forma secundária de luta na guerra revolucionária.

O grande Líder camarada Kim Il Sung, sem se deixar limitar por essas concepções estabelecidas, apresentou a guerrilha como a forma fundamental da guerra de libertação nacional nas colônias e como a principal forma de luta.

Na guerrilha, as unidades armadas podem escolher livremente suas direções de ação e zonas de atividade e combater aproveitando as condições naturais e geográficas favoráveis. Assim, por meio de movimentos ágeis e de táticas flexíveis, podem sempre tomar a iniciativa e, consequentemente, derrotar um inimigo superior mesmo dispondo de forças reduzidas. Além disso, como as unidades armadas combatem mantendo estreitos vínculos com o povo, podem ampliar continuamente suas fileiras e conduzir com êxito as operações de combate com o apoio ativo das massas.

O grande Líder compreendeu profundamente essas características e vantagens da guerrilha e chegou à conclusão de que ela poderia constituir a principal e poderosa forma de luta no movimento de libertação nacional das colônias contra as poderosas forças de agressão imperialistas.

Essa teoria da guerrilha como forma fundamental da guerra de libertação nacional era uma nova teoria sobre a luta armada, uma teoria original que abriu um novo caminho para a guerra revolucionária, especialmente para a luta de libertação nacional nas colônias.

O grande Líder camarada Kim Il Sung esclareceu as principais tarefas que deveriam ser cumpridas para organizar e desenvolver a luta armada tomando a guerrilha como forma fundamental.

A primeira tarefa importante para o desenvolvimento da guerrilha era organizar a Guerrilha Popular Antijaponesa.

O grande Líder indicou que a Guerrilha Popular Antijaponesa deveria ser organizada tendo como núcleo os melhores jovens comunistas, temperados nas duras provações da luta, e que suas fileiras deveriam ser continuamente ampliadas com a incorporação de operários, camponeses e jovens patriotas de vanguarda, comprovados na prática revolucionária. Ao mesmo tempo, ressaltou a necessidade de realizar adequadamente os trabalhos de armamento. Ensinou também que, para fundar com êxito a Guerrilha Popular Antijaponesa, era necessário organizar inicialmente pequenas unidades guerrilheiras em cada localidade, fortalecê-las e desenvolvê-las gradualmente em grandes formações das forças armadas revolucionárias.

Outra tarefa importante para o desenvolvimento da guerrilha era estabelecer bases guerrilheiras.

Somente com bases guerrilheiras sólidas seria possível desenvolver e fortalecer continuamente as forças armadas e conduzir uma luta guerrilheira prolongada, mesmo sob o cerco de um inimigo poderoso, além de proteger as massas revolucionárias dos massacres indiscriminados perpetrados pelo inimigo. Sobretudo porque a guerrilha seria travada sem uma retaguarda estatal ou ajuda externa, era indispensável dispor de bases militares próprias e sólidas, que servissem de retaguarda. Além disso, as bases guerrilheiras, como centros da revolução, eram imprescindíveis para desenvolver todo o movimento revolucionário, inclusive os preparativos para a fundação do Partido, durante a luta armada.

Ao esclarecer todas as questões relativas às formas das bases guerrilheiras e aos métodos para estabelecê-las, o grande Líder ensinou que era necessário criar bases guerrilheiras nas regiões ao longo do rio Tuman, onde havia boas condições para a mobilização das massas e condições naturais e geográficas favoráveis.

Uma das tarefas importantes para o desenvolvimento da guerrilha era consolidar firmemente sua base de massas.

A guerrilha era, por sua própria natureza, uma guerra popular que pressupunha a participação ativa do povo. Seu objetivo consistia, em última análise, em libertar as massas populares do domínio colonial japonês, e esse objetivo só poderia ser alcançado com a participação ativa delas. Por isso, consolidar firmemente a base de massas era uma exigência inerente à própria natureza da guerrilha.

Para desenvolver com êxito a luta armada, o grande Líder também apresentou tarefas relativas à realização de uma ampla frente única antijaponesa entre os povos coreano e chinês, bem como ao fortalecimento do trabalho das organizações do Partido e da União da Juventude Comunista.

A Conferência de Mingyuegou, realizada em dezembro de 1931, foi uma reunião histórica que abriu uma oportunidade decisiva para organizar e desenvolver a luta armada antijaponesa e fez o movimento de libertação nacional antijaponês de nosso país ingressar numa nova etapa superior: a etapa da luta armada.

As orientações estratégicas e táticas proclamadas nas Conferências de Kwangmyongchon e Mingyuegou foram imediatamente colocadas em prática.

O grande Líder enviou numerosos quadros fundamentais, entre eles Cha Kwang Su, Kim Il Ryong, Kim Jong Ryong, Ri Chong San, Kim Chol (Kim Kum Chol), Pak Hun, Ri Kwang, O Jung Hwa, O Jung Song, Kim Jung Gwon, Kim Il Hwan, O Bin e Kim Hae San, para vastas regiões da Manchúria, incluindo Antu, Wangqing, Yanji, Hunchun, Helong, Ningan, Jilin, Dunhua e Huadian. O trabalho de fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa avançou rapidamente. Foram preparados os quadros centrais das forças armadas, as organizações paramilitares foram ampliadas e fortalecidas, e grupos guerrilheiros foram organizados em diversas localidades do leste da Manchúria, incluindo o condado de Antu.

A luta para obter armamentos também prosseguiu sem cessar. Essa luta foi extremamente árdua. Houve momentos em que era necessário arriscar a própria vida para conseguir um único fuzil. Entretanto, os membros do Exército Revolucionário da Coreia, os integrantes das organizações revolucionárias e as massas revolucionárias participaram da luta para apreender armas do inimigo, enfrentando todos os sacrifícios.

A luta pela fundação das unidades guerrilheiras também envolveu um difícil processo de superação da repressão japonesa e das ações hostis de algumas unidades antijaponesas chinesas.

Naquela época, embora as unidades antijaponesas tivessem se levantado sob a bandeira da resistência antijaponesa e da salvação nacional, eram exércitos nacionalistas cujos dirigentes provinham da classe proprietária e, por isso, mostravam-se vacilantes e pouco consequentes na luta contra o imperialismo japonês. Além disso, influenciados pela propaganda anticomunista e pelas manobras japonesas destinadas a semear a discórdia entre as nacionalidades, adotavam uma atitude de hostilidade indiscriminada contra os comunistas coreanos e o povo coreano.

Em abril de 1932, o grande Líder convocou uma reunião de responsáveis por organizações revolucionárias em Xiaoshahe, no condado de Antu. Nela, tomou medidas enérgicas para acelerar a fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa e realizar uma frente unida com as unidades antijaponesas chinesas. Ao mesmo tempo, apesar dos riscos, manteve conversações com o comandante de uma unidade antijaponesa em Antu. Com argumentos justos e uma lógica convincente, persuadiu o obstinado comandante, que estava preso a preconceitos profundamente enraizados contra o comunismo, levando-o finalmente a participar da luta conjunta contra o imperialismo japonês.

Em seguida, para consolidar a frente unida com as unidades antijaponesas chinesas, o grande Líder tomou medidas para estabelecer destacamentos especiais e comitês de soldados antijaponeses no interior dessas unidades.

A base de massas necessária para fundar a Guerrilha Popular Antijaponesa e desenvolver vigorosamente a luta armada antijaponesa também foi sendo consolidada cada vez mais.

Por meio do processo de transformação revolucionária da aldeia de Dapuchaihe, conduzido pessoalmente pelo grande Líder, criou-se um exemplo de transformação revolucionária das zonas rurais, e numerosas regiões rurais ao longo do rio Tuman foram sendo transformadas revolucionariamente.

A luta para despertar politicamente as massas populares e uni-las organizativamente foi travada com vigor. Em particular, a luta contra a fome da primavera, realizada no leste da Manchúria na primavera de 1932, elevou ainda mais o entusiasmo revolucionário das massas.

Com base em todas essas conquistas, o grande Líder camarada Kim Il Sung fundou a Guerrilha Popular Antijaponesa em 25 de abril de 1932, em Antu.

Na cerimônia de fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa, o grande Líder camarada Kim Il Sung proferiu o histórico discurso intitulado "Por ocasião da fundação da "Guerrilha Popular Antijaponesa".

Em seu discurso, o grande Líder esclareceu o caráter e a missão da Guerrilha Popular Antijaponesa.

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

"A Guerrilha Popular Antijaponesa é uma força armada revolucionária que foi organizada com operários, camponeses e jovens patriotas que amam a pátria e o povo e se opõem ao imperialismo japonês e seus lacaios, sendo uma verdadeira força armada revolucionária que protege os interesses do povo.

O objetivo e a missão da Guerrilha Popular são derrubar o domínio colonial japonês na Coreia e alcançar a independência nacional e a libertação social do povo coreano." (Obras Selecionadas de Kim Il Sung, volume 1, página 52)

A Guerrilha Popular Antijaponesa um verdadeiro exército revolucionário jucheano, que tinha a grande Ideia Juche como orientação firme para sua atuação.

A Guerrilha Popular Antijaponesa era uma verdadeira força armada popular, organizada com operários, camponeses e jovens patriotas de vanguarda e estreitamente ligada ao povo. Seu objetivo imediato era derrotar os invasores imperialistas japoneses e estabelecer um genuíno poder popular e, posteriormente, eliminar todas as formas de opressão e exploração de classe e construir o socialismo e o comunismo.

A Guerrilha Popular Antijaponesa era uma formação de combate que pegava em armas e lutava contra o imperialismo japonês e, ao mesmo tempo, um exército político que educava as massas populares e as organizava e mobilizava para a luta revolucionária.

A Guerrilha Popular Antijaponesa era também um exército internacionalista que, erguendo a palavra de ordem combativa "Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!", lutava não apenas pelo desenvolvimento da revolução coreana, mas também pelo da revolução mundial.

Em seu discurso, o grande Líder apresentou tarefas para fortalecer a Guerrilha Popular Antijaponesa e impulsionar ativamente a criação de bases guerrilheiras, a fim de desenvolver em grande escala a luta armada antijaponesa. Apresentou também tarefas para formar uma frente única antijaponesa com o povo chinês e fortalecer os vínculos estreitos com as massas populares.

A fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa foi um acontecimento histórico que provocou uma mudança radical na luta revolucionária de nosso povo.

Com a fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa, surgiu a força motriz que assumiria diretamente e conduziria a luta armada, corrente principal do movimento de libertação nacional antijaponês de nosso país, tornando-se possível infligir golpes decisivos aos invasores imperialistas japoneses e elevar a luta de libertação nacional antijaponesa de nosso país a uma etapa superior.

A fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa deu grande força e coragem ao nosso povo, impulsionando-o a se levantar ativamente na luta antijaponesa, e abriu uma nova fase na luta pela implementação da linha da frente única nacional antijaponesa e da orientação para a fundação do Partido.

Sob a sábia direção do grande Líder camarada Kim Il Sung, foram formadas unidades da Guerrilha Popular Antijaponesa nas regiões de Wangqing, Yanji, Helong e Hunchun, ao longo do rio Tuman. Também no sul e no norte da Manchúria, os comunistas coreanos lutaram na vanguarda pela formação de forças armadas.

Em maio de 1932, o grande Líder convocou uma reunião dos comandantes da Guerrilha Popular Antijaponesa e dos quadros dirigentes do Partido e da União da Juventude Comunista em Xiaoshahe, no condado de Antu, apresentando a tarefa de ampliar e fortalecer ainda mais a Guerrilha Popular Antijaponesa e desenvolver vigorosamente o trabalho de criação de bases guerrilheiras. Também estabeleceu a orientação de deslocar a força principal para a região sul da Manchúria.

Em junho de 1932, o grande Líder deslocou-se para o sul da Manchúria à frente da força principal da Guerrilha Popular Antijaponesa.

O objetivo dessa incursão ao sul da Manchúria era temperar as unidades guerrilheiras no curso da luta prática, ampliá-las e fortalecê-las, exercer uma influência revolucionária sobre as amplas massas populares e incentivá-las a participar ativamente da luta revolucionária antijaponesa, além de estabelecer vínculos com os exércitos independentistas daquela região.

A Guerrilha Popular Antijaponesa, conduzida pessoalmente pelo grande Líder camarada Kim Il Sung, chegou a Tonghua, onde desenvolveu atividades junto ao exército independentista comandado por Ryang Se Bong. Em seguida, percorreu vastas regiões de Tonghua, Liuhe, Hailong e Mengjiang, realizando atividades político-militares, e retornou a Liangjiangkou, no condado de Antu, no final de agosto de 1932.

Naquela época, as unidades guerrilheiras estavam se ampliando nas regiões ao longo do rio Tuman, e bases guerrilheiras estavam sendo estabelecidas em vastas áreas. Entretanto, surgiram diversas questões que precisavam ser resolvidas em relação ao conjunto dos trabalhos para desenvolver a luta armada antijaponesa, e também apareceram desvios incorretos que tiveram consequências consideráveis. Os sectários que ocupavam posições de liderança em algumas organizações revolucionárias abusavam de seus cargos e conspiravam para conquistar o "comando" sobre as unidades guerrilheiras, além de aplicar medidas esquerdistas nas zonas guerrilheiras.

Para assegurar uma direção unificada sobre as atividades das unidades guerrilheiras e das zonas guerrilheiras de cada região e fortalecer o trabalho junto às unidades antijaponesas, o grande Líder camarada Kim Il Sung conduziu suas tropas através de Dunhua, Emu e Ningan e, no outono de 1932, chegou à região de Wangqing, próxima ao território nacional, que oferecia condições favoráveis para exercer a direção sobre o conjunto do movimento revolucionário. Em fevereiro de 1933, estabeleceu o quartel-general da revolução na aldeia de Macun, em Xiaowangqing.

Com o estabelecimento do quartel-general na região de Wangqing, tornou-se possível impulsionar de maneira ainda mais ativa o trabalho de fortalecimento da Guerrilha Popular Antijaponesa e de consolidação das bases guerrilheiras.

História do Partido do Trabalho da Coreia, páginas 40 a 47, Editora do Partido do Trabalho da Coreia

Rússia responde firmemente às manobras de confronto do Ocidente

Há pouco tempo, o Serviço de Inteligência Externa da Rússia publicou um comunicado no qual denunciou as manobras imprudentes da União Europeia, que insiste no confronto antirrusso.

Segundo as informações reveladas, a presidente da Comissão Europeia teria encarregado os departamentos competentes da Comissão de pressionar o governo húngaro a abandonar a cooperação com a Rússia no setor da energia nuclear. Em consequência, a Comissão Europeia estaria promovendo uma campanha de opinião pública por meio de diversos órgãos de imprensa, com o objetivo de impedir que a Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom, da Rússia, participasse da construção de uma usina nuclear na Hungria.

O comunicado também descreveu detalhadamente como a presidente da Comissão Europeia pretende excluir a Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom, da Rússia, da execução do projeto de construção da usina nuclear húngara e, em seu lugar, conceder benefícios a empresas da Europa Ocidental. No passado, a presidente da Comissão Europeia teria promovido os interesses de grandes empresas por meios pouco transparentes, satisfazendo seus próprios interesses particulares. Segundo as informações, somente durante a pandemia mundial ela teria celebrado um contrato com uma empresa estadunidense para o fornecimento de vacinas contra a COVID-19.

O Serviço de Inteligência Externa da Rússia denunciou que a conduta desprezível da União Europeia equivale a um reconhecimento, por parte das próprias autoridades europeias, de que as empresas nucleares da Europa não têm capacidade para competir com a Corporação Estatal de Energia Nuclear Rosatom.

Por sua vez, a Embaixada da Rússia no Reino Unido publicou uma declaração rejeitando categoricamente as tentativas do serviço de contrainteligência britânico de propagar a chamada ameaça russa.

Na declaração, a Embaixada da Rússia afirmou que a prática do diretor do serviço de contrainteligência britânico de atribuir à Rússia, sem qualquer prova, a responsabilidade por todos os ataques cibernéticos, incidentes envolvendo drones e casos criminais ocorridos na Europa não passa de um método habitual. A declaração assinalou que as alegações absurdas sobre a ameaça russa não passam de um pretexto para desviar a atenção da sociedade dos problemas internos e que a repetição incessante de acusações infundadas não pode transformá-las em fatos.

A situação atual demonstra que a ofensiva de pressão antirrussa do Ocidente não se limita a um único setor, mas é conduzida de maneira abrangente, enquanto seus métodos se tornam cada vez mais descarados e perversos. Segundo a Rússia, trata-se de uma conspiração ocidental destinada a demonizar o país e a escapar à responsabilidade por todos os problemas decorrentes do confronto antirrusso.

Ainda recentemente, o Ocidente propagou, por meio dos veículos de comunicação de massa, que a Rússia poderia atacar os países bálticos e a Polônia a partir do território da Bielorrússia. Além disso, após o naufrágio de um navio cargueiro provocado por um ataque de drones não identificados nas águas do mar Negro, o presidente da Romênia acusou a Rússia de intensificar os ataques contra o flanco oriental da OTAN.

A Rússia está tomando medidas firmes e ativas em resposta à crescente obsessão agressiva do Ocidente pelo confronto.

O representante permanente da Rússia na ONU condenou, durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, as tentativas desprezíveis da Ucrânia e do Ocidente de transferir a responsabilidade para a Rússia.

Ele afirmou que a escalada das tensões no mar Negro e no mar de Azov foi provocada pelas ações imprudentes da Ucrânia e declarou que as tentativas de atribuir a responsabilidade à Rússia constituem um ato descarado de oportunismo político, incapaz de encobrir as consequências das aventuras de Zelensky. Afirmando que a Rússia não ataca embarcações pacíficas, ele ressaltou que a causa do ciclo vicioso de escalada das tensões foi precisamente a decisão de Kiev de abrir a chamada caixa de Pandora.

Ele também denunciou que, embora os europeus afirmem estar preocupados com as pessoas que passam fome, permanecem em silêncio diante dos ataques ucranianos contra embarcações civis. Segundo ele, o objetivo é atribuir à Rússia a responsabilidade pelos problemas relacionados ao fornecimento de alimentos e fertilizantes, a fim de levar os países emergentes e em desenvolvimento a se posicionarem contra a Rússia.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia também rejeitou a narrativa ocidental da chamada ameaça russa durante uma entrevista.

Ele declarou que a Rússia não ameaça nenhum país europeu nem qualquer outro país ocidental, mas que os europeus usam a suposta ameaça de alguém como pretexto para desorientar a opinião pública, angariar votos nas eleições e injetar recursos nos orçamentos militares. Afirmou ainda que a Europa enfrenta numerosos problemas em consequência da ruptura de suas relações econômicas com a Rússia e que a responsabilidade cabe aos países europeus que impuseram sanções e recusaram a cooperação, acrescentando que agora estão pagando o preço correspondente.

Os esforços da Rússia para defender de maneira confiável a soberania nacional e seus interesses de segurança prosseguem diante das imprudentes manobras de confronto antirrusso do Ocidente.

Minju Joson

Portão Chilsong

O Portão Chilsong foi construído pela primeira vez como portão norte da cidadela interna quando Coguryo edificou a Fortaleza de Pyongyang, em meados do século VI. Foi reconstruído durante o período de Coryo e novamente em 1711 e 1764.

O nome Portão Chilsong significa portão norte situado na direção da Ursa Maior.

Este portão é composto por uma plataforma de sustentação que constitui uma extensão da muralha da fortaleza e por um pavilhão construído sobre ela. As duas muralhas laterais foram erguidas de forma desalinhada, com uma distância de cerca de 10 metros entre si, e o portão foi construído transversalmente, ligando-as. Neste portão, uma das muralhas foi prolongada para a frente e sua extremidade foi reforçada para ser utilizada como uma barbacã.

A plataforma de sustentação foi construída ordenadamente com pedras aparelhadas, na qual foi aberta uma passagem em arco. Sobre a plataforma foi erguido um parapeito defensivo, além do pavilhão do portão.

O pavilhão é um edifício de telhado de duas águas com beirais simples, com três vãos na fachada (7,38 m) e dois vãos nas laterais (4,36 m). As colunas com ligeiro estreitamento em direção ao topo, dispostas ao redor da parte externa do pavilhão, destacam o centro ao tornar mais largo o vão central. O edifício foi decorado com pinturas multicoloridas de motivos ornamentais elaborados, realçando sua dignidade. Embora o pavilhão seja relativamente pequeno, sua estrutura simples harmoniza-se bem com a complexa estrutura da parte inferior, conferindo-lhe uma aparência imponente.

O Portão Chilsong guarda a história da luta do nosso povo contra os invasores estrangeiros. Quando estes invadiram nosso país com grandes efetivos militares, nosso povo lhes infligiu uma derrota esmagadora no Portão Chilsong. Durante a Guerra Patriótica de Imjin, quando os invasores japoneses ocuparam temporariamente a Fortaleza de Pyongyang, nosso povo avançou primeiro pelo Portão Chilsong e os aniquilou. Hoje, o Portão Chilsong é devidamente preservado e conservado, sendo utilizado como local de descanso e lazer cultural para os trabalhadores.

Naenara

Para oferecer uma vida mais rica e civilizada

O estimado camarada Kim Jong Un visitou a Exposição Nacional de Vestuário e Calçados-2026 e expressou satisfação com o aspecto de pleno desenvolvimento da indústria leve, que registra um progresso vertiginoso, promovendo a melhoria do bem-estar material e cultural do povo.

Destacando a necessidade de acelerar ainda mais o desenvolvimento dinâmico da indústria leve, a fim de fazer com que o progresso deste setor conduza a tendência nobre e bela da nossa sociedade e o desenvolvimento de sua civilização, apresentou as orientações e tarefas destinadas ao desenvolvimento da indústria leve.

Graças ao grande amor do camarada Kim Jong Un, que dedica esforços incansáveis para proporcionar ao povo, o mais rapidamente possível, uma vida rica e feliz, foram estabelecidas por todo o país numerosas bases modernas da indústria leve.

Com a determinação de elevar a um nível mais alto a vida material e cultural do povo em todo o país, o camarada Kim Jong Un apresentou a "política de desenvolvimento local 20×10" na 10ª reunião da XIV Legislatura da Assembleia Popular Suprema e ampliou-a e aprofundou-a como uma política multilateral e abrangente, que inclui a ciência, a saúde pública e outras esferas da vida cultural. Sob sua direção enérgica, foram construídas, uma após outra, magníficas criações aclamadas pelo povo, que correspondem às exigências da época.

As fábricas da indústria leve, os hospitais e os complexos de serviços construídos nas cidades e nos condados de acordo com a política de desenvolvimento local do nosso partido dão grandes contribuições não apenas à vida material dos habitantes locais, mas também à promoção de sua saúde e à melhoria de sua vida espiritual e cultural.

Tudo isso é fruto valioso do nobre amor, da direção enérgica e da dedicação total do camarada Kim Jong Un, que deseja que todos os que vivem nesta terra, sejam moradores da capital ou das localidades, das cidades ou do campo, desfrutem de uma vida abundante e civilizada.

Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Ri Jong

O camarada Ri Jong nasceu em 9 de agosto de 1911, na Coreia, durante o período em que o país se encontrava sob o domínio colonial japonês. Desde a juventude, conheceu as dificuldades enfrentadas pelo povo coreano e, após a libertação da pátria, tornou-se um quadro político, lutando pela democratização da sociedade, contra a intervenção estrangeira e pela independência nacional.

Reconhecendo o camarada Kim Il Sung como dirigente da pátria e da nação, dedicou-se à luta pela reunificação da Coreia. Manteve-se firme em suas convicções e prosseguiu a luta mesmo diante da repressão das autoridades sul-coreanas.

Preso durante sua luta pela reunificação nacional, passou 25 anos na prisão. Mesmo diante de prolongados sofrimentos, preservou até o fim sua convicção revolucionária, sua lealdade ao Partido e ao Líder e seus princípios como revolucionário, sem renunciar às suas convicções.

Após ser libertado da prisão, foi para a Coreia socialista em 2000, sendo reconhecido como um combatente patriótico pela reunificação nacional que permaneceu inabalável em suas convicções. Por ocasião de seu nonagésimo aniversário, em 2011, recebeu uma homenagem enviada pelo grande Dirigente camarada Kim Jong Il. Faleceu em 19 de julho de 2011, deixando o exemplo de uma vida dedicada à luta pela reunificação da pátria.