domingo, 2 de agosto de 2026

Desmascaremos e frustremos as maquinações reacionárias do imperialismo estadunidense

Discurso de encerramento do camarada Kim Il Sung na 6ª Reunião do Comitê Central da Frente Unida Nacional Democrática da Coreia do Norte

18 de setembro de 1946

Como o relator e os senhores se referiram, em suas intervenções na reunião de hoje, à política reacionária da administração militar estadunidense na Coreia do Sul, falarei brevemente sobre a atitude que o povo coreano deve adotar em relação aos Estados Unidos.

O povo coreano defende a manutenção da amizade com os países que respeitam seus interesses e apoiam a soberania e a independência democrática da Coreia, mas, em relação aos países que atentam contra seus interesses, impedem a soberania e a independência democrática da Coreia e procuram colonizá-la, será obrigado a repudiá-los e combatê-los. A atitude do povo coreano em relação aos Estados Unidos depende inteiramente da postura que este adote para com o nosso país. Se aplicar uma política de amizade para conosco, será um Estado amigo do povo coreano; porém, nas condições atuais, ao promover uma política reacionária com a ambição de colonizar a Coreia, nós o consideraremos inimigo da nossa nação e, consequentemente, o povo coreano deve travar uma luta contra o imperialismo estadunidense.

Desde o exato momento em que as tropas estadunidenses desembarcaram na Coreia do Sul, imediatamente após a libertação, não consideramos essa ação como algo normal e desconfiamos inteiramente delas. Há muito tempo conhecíamos a natureza agressiva dos Estados Unidos, mas não era necessário que, desde o primeiro momento, nos opuséssemos abertamente à administração militar estadunidense, porque ela havia prometido, ao menos em palavras, ajudar a independência da Coreia. Entretanto, hoje, diante da manifesta natureza agressiva do imperialismo estadunidense na Coreia do Sul, não podemos continuar mantendo essa atitude.

As tropas dos Estados Unidos implantaram hoje na Coreia do Sul uma política extremamente reacionária. Mal desembarcaram na Coreia do Sul, proclamaram a administração militar, dissolveram os comitês populares organizados por iniciativa do povo e reprimiram por todos os meios o movimento democrático do povo patriótico. A administração militar estadunidense reuniu os pró-japoneses, os pró-estadunidenses e os renegados que venderam o país e a nação, transformando-os em seus fiéis lacaios, e permite que os reacionários atuem em completa liberdade e cometam toda espécie de arbitrariedades contra o povo. Na Coreia do Sul, as tropas estadunidenses estão pisoteando brutalmente até mesmo as mais elementares liberdades e direitos democráticos do povo, como a liberdade de expressão, de imprensa, de reunião, de associação e de crença religiosa, além de prender, encarcerar e assassinar desenfreadamente os patriotas e a população. Ao mesmo tempo, os imperialistas estadunidenses impuseram seu controle, sob o pretexto de "bens do inimigo", sobre as fábricas, minas e outras empresas industriais que naturalmente devem pertencer ao povo coreano, comportando-se como se fossem seus proprietários.

Esses fatos demonstram que os imperialistas ianques estão tramando toda espécie de maquinações para transformar nosso país em sua colônia.

Não podemos mais tolerar os atropelos que eles estão cometendo na Coreia do Sul. Todo o povo coreano deve manter-se vigilante e opor-lhes uma resistência resoluta.

Como todos sabem, a política de um Estado não é imutável. Este deve traçar sua política de acordo com a época e as circunstâncias. A situação atual exige que lutemos decididamente contra a administração militar dos Estados Unidos. Diante da situação em que as maquinações do imperialismo estadunidense para transformar nosso país em sua colônia se tornam cada vez mais abertas, nosso povo voltará a cair na trágica condição de apátrida e, nem é preciso dizer, será impossível construir um Estado plenamente soberano e independente se deixarmos de lutar contra a administração militar estadunidense. Os trinta milhões de coreanos jamais voltarão a ser escravos dos imperialistas ianques, ainda que tenham de morrer na luta.

Opor-se à administração militar estadunidense não impede a solução da questão coreana; ao contrário, cria condições favoráveis para ela. Quando nos opusermos energicamente a essa administração, poderemos despertar as massas populares, fortalecer as forças democráticas e acelerar o desenvolvimento democrático do nosso país e a construção de um Estado plenamente soberano e independente.

É preciso desmascarar e denunciar resolutamente as atrocidades do imperialismo ianque. Sua natureza agressiva e os crimes da administração militar estadunidense na Coreia do Sul devem ser amplamente conhecidos por todo o povo. É necessário organizar comícios de oposição e de repúdio às manipulações reacionárias dessa administração e expor diante do mundo inteiro as atrocidades cometidas pelos imperialistas estadunidenses na Coreia do Sul. Devemos, desse modo, suscitar a opinião pública em toda a Coreia e, posteriormente, em todo o mundo. Intensificando as atividades de desmascaramento e condenação da barbárie do imperialismo estadunidense, faremos com que todo o povo se levante para lhe opor resistência e que todos os povos progressistas do mundo apoiem ativamente a justa luta do nosso povo pela completa soberania e independência do país.

Devemos enviar às autoridades da administração militar estadunidense uma carta de protesto contra suas atrocidades. Temos de exigir-lhes resolutamente, mais uma vez, que entreguem o poder ao povo coreano, libertem os patriotas, promulguem rapidamente na Coreia do Sul as leis da reforma agrária, do trabalho e da igualdade de direitos entre homens e mulheres, e transfiram para a propriedade do nosso povo as fábricas, minas, ferrovias, comunicações, bancos e todas as demais empresas industriais. Se o imperialismo ianque não aceitar essa exigência, lutaremos até o fim. E, caso a Comissão Conjunta URSS-EUA retome seus trabalhos e dela participemos, também ali protestaremos contra o imperialismo estadunidense, mantendo no futuro essa mesma postura de condenação.

Para deter e frustrar as maquinações reacionárias do imperialismo estadunidense, é importante, antes de tudo, incentivar a população da Coreia do Sul a travar uma luta decidida. Quando, ali, os imperialistas estadunidenses assassinam patriotas, tomam as fábricas construídas e as terras cultivadas com o suor e o sangue do nosso povo e nos impedem de construir um Estado democrático, soberano e independente, por que permanecer de braços cruzados? Toda a população da Coreia do Sul, incluindo os operários e os camponeses, deve opor-se de forma ainda mais resoluta à administração militar estadunidense.

É preciso fortalecer as forças democráticas para desenvolver vigorosamente a luta contra essa administração e construir com êxito a nova Coreia democrática. Os inimigos recorrem a toda espécie de maquinações para enfraquecer nossas forças democráticas. Devemos aguçar a vigilância revolucionária e fazer todo o possível para conquistar amplos setores das massas populares e ampliar e consolidar as forças democráticas.

Um aspecto importante do fortalecimento das forças democráticas é consolidar firmemente os partidos políticos e as organizações sociais democráticas e fortalecer ainda mais a Frente Unida Nacional Democrática. Estes desenvolverão uma luta enérgica para eliminar completamente os elementos estranhos infiltrados em suas fileiras, fortalecer sua estrutura organizativa e unir estreitamente todas as forças patrióticas e democráticas na Frente Unida Nacional Democrática. Dessa forma, intensificaremos a luta contra as atrocidades do imperialismo estadunidense na Coreia do Sul e aceleraremos a construção da nova Coreia democrática com as forças unidas de todo o povo.

A criação de sólidas bases democráticas na Coreia do Norte constitui a garantia decisiva para cumprir com êxito a grande tarefa da construção do país. Somente quando consolidarmos essas bases seremos capazes de derrotar, a qualquer momento, toda espécie de conspirações dos imperialistas ianques e de seus lacaios, acelerar o estabelecimento de um governo unificado e alcançar a plena soberania e independência democrática. Os partidos e as organizações sociais consolidarão as vitórias já alcançadas na construção da nova pátria e, ao mesmo tempo, contribuirão ativamente para estabelecer as bases da edificação de um Estado democrático, plenamente soberano e independente na Coreia do Norte.

Cerimônia memorial em homenagem a Tangun

Entre o patrimônio cultural imaterial do povo coreano está a cerimônia memorial em homenagem a Tangun, que faz parte de seus costumes sociais e rituais.

Tangun fundou a Coreia Antiga (Cojoson), o primeiro Estado da Coreia, no início do século XXX a.C. O povo coreano o venera há milhares de anos, orgulhando-se de ser seu descendente. Todos os anos, em 3 de outubro, aniversário do rei Tangun, realizava uma cerimônia memorial em sua homenagem em seu mausoléu.

Durante a ocupação militar japonesa da Coreia, na primeira metade do século XX, foi criada a então Fé Tangun, que o venerava como o Céu, e foram organizadas a Sociedade para a Defesa do Mausoléu do Rei Tangun e a Associação para a Restauração do Mausoléu do Rei Tangun, cujos numerosos adeptos realizavam rituais em sua reverência.

Todos os anos, em 3 de outubro, é realizada uma cerimônia ritual no Mausoléu do Rei Tangun, nos arredores da capital, Pyongyang.

Como um item do patrimônio cultural imaterial nacional, essa cerimônia serve como uma ocasião para incutir no povo coreano o prestígio e o orgulho nacionais.

Ri Paek Hyang

Naenara

sábado, 1 de agosto de 2026

Tornem-se pessoas de valor que se dedicarão à construção do Estado democrático

Discurso proferido pelo camarada Kim Il Sung na cerimônia de inauguração da Universidade Kim Il Sung

15 de setembro de 1946

Queridos professores, funcionários e estudantes:

Aproveitando a oportunidade de participar da cerimônia de inauguração da primeira universidade de nosso país, onde serão formados os quadros de nossa nação e do Estado, expresso minhas calorosas felicitações a todos os professores, funcionários e estudantes da Universidade.

Camaradas:

A fundação da Universidade é um acontecimento honroso para nossa nação e para nosso Estado, um grande evento que ocupará uma página brilhante em sua história.

Sob a dominação colonial do imperialismo japonês, o povo coreano não apenas não possuía sua própria universidade, como sequer tinha escolas primárias nacionais. Por isso, mesmo tendo se livrado do jugo do imperialismo japonês, ainda não conseguiu erradicar o analfabetismo e permanece atrasado nos campos cultural e tecnológico. Devido à cruel dominação do imperialismo japonês, nossa cultura e arte nacionais, assim como a ciência, foram impiedosamente pisoteadas, tornando impossível formar quadros nacionais.

Hoje, o povo coreano é dono do país e nacionalizou todas as principais indústrias, mas, ao administrá-las com suas próprias mãos, depara-se com dificuldades de toda ordem. Daí decorre que nossa tarefa fundamental hoje consiste em superar, no mais curto prazo possível, o estado de atraso e desenvolver em alto nível nossa cultura, técnica e ciência. Caso contrário, nosso país voltará a ser uma colônia dos imperialistas, e nossa nação não poderá evitar o destino de um povo sem pátria, assim como ocorreu sob a dominação do imperialismo japonês.

Camaradas:

Para o progresso de nossa nação e para transformar nosso país em um Estado democrático e independente, necessitamos de nossos próprios homens da cultura, artistas, cientistas e técnicos. Em outras palavras, precisamos de quadros nacionais capazes de desenvolver todos os campos da política, da economia e da cultura do país.

Há uma grande escassez de quadros nacionais, e os que possuímos encontram-se em um nível inferior ao exigido pela realidade, tanto em quantidade quanto em qualidade. Por isso, inauguramos esta Universidade com o objetivo de formar os quadros nacionais de que a Coreia libertada necessita hoje. O Estado e o povo depositam nela grandes esperanças. Confio firmemente em vocês e lhes desejo, de todo o coração, que cumpram com êxito o dever assumido, correspondendo dessa maneira às esperanças do Estado e do povo.

Espero que vocês se tornem pessoas de valor que sirvam ao povo e participem abnegadamente da construção do Estado democrático; que se tornem recursos humanos dotados de vastos conhecimentos e de ciência avançada, necessários para transformar nosso país, atrasado nos campos tecnológico e cultural, em uma nação altamente civilizada e desenvolvida.

Não devem esquecer, nem por um só instante, quão importante e grandiosa é a missão que assumiram e quão grandes são as esperanças que o país e o povo depositam em vocês.

O povo coreano deve crescer rapidamente nos aspectos político e ideológico. Ainda pesam fortemente sobre nós os nefastos resquícios das velhas ideias semeadas pelo imperialismo japonês ao longo de 36 anos. É tarefa de vocês erradicá-los completamente tanto na atividade docente quanto na vida cotidiana.

Vocês deverão aperfeiçoar-se incessantemente e estudar com afinco para se tornarem competentes quadros nacionais da nova Coreia democrática, incondicionalmente fiéis à pátria e ao povo, e plenamente preparados nas ciências e na técnica avançadas.

So Kang Ryom

So Kang Ryom foi um jovem membro da Guarda das Crianças do condado de Kowon que se destacou durante a Guerra de Libertação da Pátria ao participar ativamente da luta contra as forças invasoras. Seguindo a tradição revolucionária do Corpo Infantil Antijaponês, distribuiu panfletos e comunicados, realizou ações de sabotagem contra as linhas de comunicação e posições inimigas e contribuiu, ao lado dos guerrilheiros, para enfraquecer as operações das tropas invasoras na região.

Após ser capturado pelo inimigo, So Kang Ryom enfrentou a morte sem renunciar às suas convicções, bradando "Viva o General Kim Il Sung!" até o último instante. Seu espírito revolucionário e patriotismo são apresentados como exemplo para as novas gerações, sendo lembrado como um herói da União das Crianças da Coreia. Em sua homenagem, uma escola secundária superior do condado de Kowon leva seu nome, onde sua trajetória continua sendo relembrada como expressão de dedicação à pátria e de fidelidade à causa revolucionária.

A origem do uniforme naval

Conhecimentos gerais internacionais

Considera-se que o uniforme naval surgiu em meados do século XVIII, quando as frotas de navios à vela cruzavam os oceanos.

Diz-se que a camisa com listras brancas e azuis foi adotada para que o oficial encarregado do convés pudesse localizar facilmente os marinheiros que estivessem no mastro ou no cordame.

Há também uma teoria segundo a qual as listras serviriam para afastar tubarões e outros animais marinhos perigosos quando os marinheiros estivessem nadando no mar.

Afirma-se que a larga gola retangular na parte de trás da blusa teve origem na necessidade de os marinheiros levantarem a gola para facilitar a audição quando conversavam entre si em alto-mar.

Existem igualmente várias teorias sobre a origem das fitas do chapéu naval.

Quando o almirante britânico Nelson morreu em combate, em 1805, após conduzir a vitória da Marinha britânica na batalha contra a frota de Napoleão, os marinheiros britânicos prenderam duas fitas pretas em seus chapéus em sinal de luto.

Posteriormente, os marinheiros britânicos passaram a usar permanentemente duas fitas pretas em seus chapéus, costume que teria sido imitado por outros países.

Outra teoria sustenta que as fitas foram colocadas para que os marinheiros pudessem amarrar o chapéu sob o queixo durante os diversos trabalhos realizados a bordo, evitando que o vento o levasse. As fitas também eram utilizadas para indicar a direção do vento durante a navegação. Mais recentemente, passou-se a bordar nelas inscrições ou símbolos que representam, em geral, o nome da frota, seu emblema ou suas tradições.

O uniforme naval caracteriza-se por possuir elementos distintos dos uniformes dos demais ramos das forças armadas, como as fitas presas ao chapéu, a camisa listrada, a blusa com gola larga e as calças de pernas largas, embora seu formato e suas cores sejam, de modo geral, bastante semelhantes em todo o mundo.

Rodong Sinmun

Por que o Japão pretende revisar os “Três Princípios Não Nucleares”

Recentemente, têm surgido de forma cada vez mais aberta, no Japão, movimentos que buscam revisar os “Três Princípios Não Nucleares”.

Há pouco tempo, o ministro da Defesa respondeu sem qualquer hesitação, a uma pergunta de parlamentares sobre a política nuclear, que era necessário discutir a revisão da política nuclear vigente. No final do ano passado, ele também declarou publicamente: “É necessário discutir todas as opções, sem excluir nenhuma, sobre o que é necessário para proteger a vida dos cidadãos e sua existência pacífica."

A política nuclear vigente mencionada pelo ministro da Defesa refere-se aos “Três Princípios Não Nucleares”, que o Japão vem sustentando há várias décadas.

Em outras palavras, sua alegação é de que, para defender a segurança do Japão, seria necessário alterar os “Três Princípios Não Nucleares”, mantidos até o presente.

Desde a década de 1960, as autoridades japonesas têm proclamado como política nacional os “Três Princípios Não Nucleares”, segundo os quais o país não possuiria, não fabricaria e não permitiria a introdução de armas nucleares. Entretanto, na prática, esses princípios deixaram de existir há muito tempo.

Já há várias décadas, equipamentos nucleares dos Estados Unidos atracam abertamente em portos japoneses, e inúmeras bases capazes de receber e armazenar armas nucleares estadunidenses foram estabelecidas em diversas partes do Japão. Em Okinawa estão estacionados a 3ª Força Expedicionária de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, dotada de grande capacidade de ataque nuclear, e uma unidade de manutenção de munições responsável pelo abastecimento e manutenção de toda a força de combate nuclear estadunidense na Ásia. É de conhecimento mundial que Yokosuka se tornou a base da 7ª Frota dos Estados Unidos e um ponto estratégico a serviço da execução da estratégia nuclear estadunidense em uma vasta área que se estende do Pacífico Ocidental ao Oceano Índico.

Políticos da direita japonesa chegaram a defender abertamente a transição para uma “política dos 2,5 princípios não nucleares”, que não permitiria o estacionamento de armas nucleares em terra, mas aceitaria a entrada em portos de navios que as transportassem, abrindo assim, de forma explícita, o caminho para a introdução de equipamentos nucleares estadunidenses.

Enquanto propagavam o atraente slogan da utilização pacífica da energia nuclear, também acumularam enormes quantidades de plutônio. Já há vinte anos, o estoque japonês de plutônio havia alcançado um nível suficiente para fabricar numerosas armas nucleares.

Quando, em abril de 2002, Ichiro Ozawa, então líder do Partido Liberal, declarou que “se quisermos, podemos fabricar milhares de bombas nucleares”, isso não foi mera bravata. Tudo isso ocorreu sob a fachada dos supostos “Três Princípios Não Nucleares”.

Mesmo assim, ao longo dos anos, as autoridades japonesas, embora proclamassem externamente ser um “Estado pacífico”, jamais ousaram ultrapassar abertamente o limite da proibição da posse de armas nucleares. No entanto, recentemente, a revisão dos “Três Princípios Não Nucleares” passou a ser defendida publicamente.

A gravidade da questão reside no fato de que a tentativa de adquirir armas nucleares não se limita a alguns políticos conservadores, mas está intimamente ligada à política militar das atuais autoridades.

A política de “construção de um Japão forte”, defendida pelo governo Takaichi, tem, em essência, o objetivo de transformar o Japão em um Estado de guerra.

As atuais autoridades vêm intensificando de forma extremamente aberta suas manobras para revisar a “Constituição Pacifista”, que proíbe o direito de beligerância, transformar as “Forças de Autodefesa” em forças armadas regulares e modificar os documentos militares para lhes conferir um caráter mais ofensivo. Ao mesmo tempo em que aceleram o fortalecimento militar das “Forças de Autodefesa”, derrubam as barreiras à exportação de armamentos e ampliam em grande escala a indústria bélica.

O fato de o governo Takaichi ter recentemente qualificado, no projeto do Livro Branco da Defesa, nosso país, a China e outros países vizinhos como “ameaças” e “desafios” demonstra claramente a intenção de justificar seu rearmamento, especialmente a posse de armas nucleares.

As manobras das autoridades japonesas, obcecadas por suas ambições de uma nova agressão e empenhadas até mesmo em obter armas nucleares, despertam grande preocupação e condenação tanto no país quanto no exterior.

Um exemplo representativo disso é que as assembleias locais de mais de 80 regiões do Japão, incluindo Hiroshima e Nagasaki, manifestaram descontentamento com a política nuclear do governo Takaichi e apresentaram pareceres exigindo a manutenção dos “Três Princípios Não Nucleares”.

Na primeira metade do século passado, o militarismo japonês, que se entregou à agressão e à pilhagem, lançou-se desesperadamente à obtenção de armas nucleares em busca da dominação mundial, mas acabou derrotado e destruído.

Hoje, são as forças do neomilitarismo que tentam, sem qualquer constrangimento, modificar os “Três Princípios Não Nucleares”.

A tentativa das forças neomilitaristas japonesas, obcecadas pela expansão ao exterior e por uma nova agressão, de concretizar sua ambição de possuir armas nucleares constitui um desafio e uma ameaça abertos à paz regional e mundial.

As mudanças de política na esfera militar, promovidas de forma temerária pelas forças governantes do Japão, inevitavelmente conduzirão o país a um abismo de destruição do qual será impossível escapar.

Un Jong Chol

Rodong Sinmun 

Com ódio ardente ao inimigo

À medida que a geração muda e a revolução avança, tenhamos uma consciência de classe anti-imperialista mais forte

Observando os materiais expostos no Pavilhão de Educação de Classe do condado de Kowon

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Foi a grande Guerra de Libertação da Pátria que demonstrou claramente que milagres extraordinários podem ser criados quando pessoas simples e comuns se levantam dispostas até mesmo a enfrentar a morte para defender aquilo que lhes pertence.”

Durante o período de retirada estratégica temporária na Guerra de Libertação da Pátria, os imperialistas estadunidenses que invadiram o condado de Kowon massacraram brutalmente centenas de habitantes ao longo dos mais de 50 dias de ocupação. Somente em uma determinada colina da atual localidade de Jontan, os inimigos cometeram a monstruosa atrocidade de enterrar vivos, em uma vala comum, mais de 130 inocentes. Assassinando indiscriminadamente mulheres, crianças e idosos, os crimes cometidos pelos imperialistas estadunidenses fizeram explodir o ódio ardente do povo de Kowon contra os invasores.

Gravando ainda mais profundamente em seus corações, durante aquela severa provação, o valor inestimável da pátria recuperada pelo grande Líder, eles se levantaram como um só para combater os inimigos que haviam invadido sua terra natal. Uma das mais representativas dessas lutas foi justamente a atuação da guerrilha popular de Kowon, que combateu bravamente os imperialistas estadunidenses e os inimigos de classe.

Organizada em outubro de 1950 com pouco mais de uma centena de militantes do Partido e patriotas, a guerrilha fortaleceu-se durante os combates até alcançar várias centenas de combatentes.

Como o condado de Kowon ocupava uma posição vantajosa para o transporte ferroviário, tornou-se um dos principais pontos de operações das tropas invasoras estadunidenses. Estabelecendo suas bases nas regiões montanhosas, os guerrilheiros mobilizaram vigorosamente toda a população do condado para a luta contra o inimigo. Organizaram quatro linhas de defesa entre Kowon e a região da linha ferroviária de Phyongwon, repelindo sucessivos ataques inimigos; atacaram trens militares nas regiões de Yangdok e Koja, explodiram pontes ferroviárias e túneis, frustrando assim as tentativas do inimigo de assegurar o transporte entre as frentes oriental e ocidental. Além disso, imprimiram boletins de propaganda como "Comunicações dos Guerrilheiros", "Comunicações do Batalhão" e "Avanço", distribuindo panfletos com frases como “O Exército Popular voltará” e “Morte aos invasores imperialistas estadunidenses!”, fortalecendo a confiança do povo na vitória.

Durante esse período, a guerrilha eliminou numerosos inimigos e, em coordenação com o Exército Popular, obteve brilhantes vitórias, libertando muitas regiões, inclusive a sede do condado de Kowon. Entre os patriotas que defenderam sua terra natal com o próprio sangue havia também meninos muito jovens. Eram os integrantes da Guarda das Crianças, entre eles o amplamente conhecido jovem So Kang Ryom. A Guarda das Crianças de Kowon distribuiu panfletos, proclamações e comunicados com mensagens como “Não se deixem enganar pela propaganda fraudulenta do inimigo!”, instalou explosivos nos esconderijos dos invasores, eliminou numerosos soldados inimigos e cortou linhas de comunicação, desarticulando suas ligações.

Mesmo no instante final de sua vida, após ser capturado pelos inimigos, o jovem So Kang Ryom bradou em alta voz: “Viva o General Kim Il Sung!”, fazendo os inimigos tremerem de medo.

A luta da geração anterior, que combateu corajosamente pela amada pátria e por sua terra natal, continua até hoje emocionando profundamente a nova geração que visita o Pavilhão de Educação de Classe do condado de Kowon. Entre eles estão também os estudantes da Escola Secundária Superior So Kang Ryom, do condado de Kowon, que leva o nome desse mártir. O diretor da escola contou-nos que, entre os alunos, cresce a cada dia o entusiasmo em seguir o ardente patriotismo e o firme espírito de luta contra os inimigos de classe demonstrados pelo jovem herói, tornando-se defensores confiáveis da pátria socialista e verdadeiros donos de sua terra natal.

Todos os anos, a escola organiza um concurso para desenvolver a capacidade de redação dos estudantes, e a maior parte dos trabalhos premiados tem como tema a luta do jovem So Kang Ryom. Um estudante do último ano que, em sua redação intitulada Filho do rio Tokji, expressou a determinação de tornar-se um verdadeiro filho da pátria como So Kang Ryom, recebeu sua carta de admissão na universidade, mas voluntariamente alistou-se no Exército Popular. Assim como ele, muitos formandos da escola demonstram, por meio de suas ações, que o juramento de serem dignos diante do mártir não ficou apenas registrado nas linhas de suas redações.

Enquanto ouvíamos o relato do diretor, imaginávamos a admirável nova geração crescendo dia após dia, inspirando-se no nobre mundo espiritual da geração anterior, que gravou marcas indeléveis na história da grande vitória da guerra e em sua terra natal com sua luta inflexível e coragem.

Mesmo com a mudança das gerações e o passar do tempo, o firme espírito de defesa da pátria e a inabalável consciência de classe da geração anterior continuam sendo herdados e levados adiante com ainda maior solidez. Se os imperialistas estadunidenses voltarem a trazer as nuvens de uma nova guerra sobre esta terra, nós nos levantaremos como uma montanha para esmagar os inimigos de uma só vez.

Pak Sol Rim