terça-feira, 1 de setembro de 2026

A construção democrática em dois anos

Artigo publicado no jornal

15 de agosto de 1947

Após a Segunda Guerra Mundial, que culminou com a vitória do campo democrático e a derrota da Alemanha fascista hitlerista e do Japão imperialista, inimigos comuns da humanidade, registrou-se uma grande mudança na situação política da Europa e da Ásia.

Em muitos países do mundo, os povos estabeleceram seu poder com suas próprias mãos e, unindo suas enormes forças, realizaram vitoriosamente diversas tarefas baseadas em novos princípios democráticos, alcançando dessa maneira um desenvolvimento inaudito na história da humanidade.

Nosso país, como membro das crescentes forças democráticas mundiais, também cria uma nova história desse vertiginoso desenvolvimento, mostrando ao mundo inteiro seus esplêndidos êxitos na construção democrática. São conquistas da heroica luta do povo coreano que derrotou o imperialismo japonês, agressor no Oriente, e se libertou de seu jugo colonial.

Durante os 36 anos passados, a nação coreana, que conta com magníficas tradições nacionais, uma longa história de cinco milênios, brilhante cultura e abundantes recursos naturais, foi cruelmente reprimida e selvagemente explorada pelos bárbaros imperialistas japoneses. Nessa situação tenebrosa, nossa nação, privada de todos os direitos e liberdades, teve de sofrer uma história de duras humilhações e sofrimentos sem precedentes.

Os plutocratas e patrões do imperialismo japonês intensificaram a exploração desumana nas fábricas e empresas, sugando o sangue e o suor dos operários coreanos. Também no campo, os imperialistas japoneses levaram os camponeses coreanos à beira da miséria. Todos os anos, no outono, mais de três quartos dos camponeses coreanos não colhiam alegrias, mas sofrimento, ficando com suas peneiras sem grãos devido às dívidas que tinham com os usurários. Praticando sua selvagem política colonial, até o próprio momento da derrota, os brutais imperialistas japoneses deixaram a Coreia em ruínas.

Entretanto, hoje, após a libertação, em condições de plena liberdade, a Coreia do Norte entrou em uma etapa de saltos históricos no desenvolvimento democrático em todos os domínios: político, econômico e cultural. Isso demonstra claramente que somente o caminho democrático, que conduz as massas populares a participar diretamente da vida sociopolítica do Estado, é a única via correta para reconstruir e fomentar rapidamente a economia e a cultura nacionais, edificar um Estado democrático, soberano e independente e garantir sua prosperidade e progresso. Desenvolver o país pelo caminho democrático é a tarefa histórica atribuída ao povo coreano libertado.

O período de dois anos após a libertação foi, embora curto, de grande significado histórico para nossa nação. Nesse período, em meio a uma onda de vitórias e júbilo, na Coreia do Norte as forças democráticas se fortaleceram e se desenvolveram, e diversas reformas democráticas foram realizadas com êxito. A reforma agrária, a nacionalização das principais indústrias: fábricas, minas, usinas elétricas, transporte ferroviário, comunicações, bancos, etc., a Lei do Trabalho, a Lei da Igualdade de Direitos do Homem e da Mulher e outras reformas democráticas na Coreia do Norte foram realizadas pela vontade do povo coreano, refletindo seus autênticos interesses.

O êxito alcançado por todas as reformas democráticas na Coreia do Norte deveu-se ao fervoroso apoio prestado pela Frente Unida Nacional Democrática, conjunto geral das forças democráticas progressistas, ao Comitê Popular, órgão de poder de novo tipo a serviço do povo. Essa Frente, que reúne mais de 6 milhões de pessoas, membros de partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático, apoia ardorosamente toda a política do Comitê Popular, colaborando ativamente com ele para colocá-la em prática.

Com as forças unidas e a ação unânime, os habitantes norte-coreanos restauram e desenvolvem com êxito a economia destruída pelos devastadores imperialistas japoneses. As amplas massas do povo trabalhador, engajadas na luta pela produção e na vida política, estão superando brilhantemente o plano da economia nacional para 1947, trabalhando com um ardente espírito empreendedor e esforços abnegados para cumpri-lo. Isso testemunha o progresso da democracia.

Graças aos esforços abnegados dos operários, técnicos e funcionários das fábricas e empresas, na indústria o plano do primeiro semestre do presente ano foi superado em 8% e, particularmente, nas indústrias carbonífera, química e leve, o plano de produção foi superado em uma porcentagem ainda maior, fornecendo assim muitos artigos ao povo.

Como resultado da reforma agrária, as amplas massas camponesas apoiam fervorosamente a política do Comitê Popular da Coreia do Norte, pronunciam-se energicamente pelo estabelecimento de uma ordem democrática e, juntamente com os demais setores do povo, participam com entusiasmo da construção democrática.

Também os intelectuais norte-coreanos, com firme convicção e esperança na edificação de um Estado democrático, soberano e independente, dedicam a essa tarefa toda a sua experiência e conhecimentos, contribuindo assim para a prosperidade, o desenvolvimento da pátria e o bem-estar do povo. Graças aos seus esforços, nos institutos de ensino superior e em inúmeras escolas secundárias estão sendo formados numerosos quadros nacionais que servirão à pátria e ao povo. Na Coreia do Norte, onde já existem condições e possibilidades para restaurar e fomentar ainda mais a ciência, a cultura e a arte, os intelectuais trabalham livremente, desenvolvendo sem reservas sua sabedoria criadora. 

A população norte-coreana, pela primeira vez na história, compreendeu profundamente sua missão de forjar com responsabilidade o destino do país. Assim, entre nosso povo manifesta-se uma nova atitude em relação à pátria, ao trabalho e aos bens do Estado e da sociedade. A emulação para superar a quantidade de produção estabelecida, a jornada de ofensiva laboral e outros movimentos de emulação pelo aumento da produção promovidos nas fábricas e empresas, o movimento patriótico das massas camponesas pelo pagamento integral e antecipado do imposto em espécie, todas essas manifestações só podem ocorrer em um país popular onde as massas trabalhadoras têm o poder em suas mãos e dedicam sem reservas todas as suas energias à construção de uma nova pátria próspera.

São realmente grandes os êxitos alcançados pela população norte-coreana na obra de construção democrática nos dois anos passados. Com base nessas realizações, a Coreia será no futuro um país popular, mais rico e poderoso, no qual será estabelecida uma República popular democrática, aspiração secular de todo o povo coreano. E todo o poder da república passará às mãos das massas populares.

O povo coreano expressa sua gratidão ao povo soviético por sua ajuda fraternal na fundação de um Estado soberano e independente.

A amizade entre o povo coreano e o soviético data de muito tempo. A vitória da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917 exerceu influência sobre diversos países coloniais do Oriente. O povo soviético, que com sua luta derrubou o poder reacionário dos latifundiários e capitalistas e estabeleceu um poder popular, estimulou grandemente nosso povo em sua luta antijaponesa de libertação nacional.

A amizade entre o povo coreano e o soviético tornou-se mais sólida ao custo de sangue no combate contra o imperialismo japonês. Essa amizade se aprofundará no futuro.

Informe apresentado pelo camarada Kim Il Sung no ato comemorativo do segundo aniversário da libertação de 15 de agosto, realizado na cidade de Pyongyang

14 de agosto de 1947

Queridos compatriotas:

Hoje comemoramos com profundo significado a data do segundo aniversário da libertação de 15 de agosto.

Por ocasião desta data histórica, em que nossa nação se libertou do longo domínio colonial do imperialismo japonês, felicito cordialmente todo o povo da Coreia do Norte, que durante dois anos consecutivos após a libertação travou uma luta patriótica, superando todas as condições adversas, pela plena soberania e independência e pelo desenvolvimento democrático do país, assumindo em suas mãos o destino da pátria e das gerações vindouras.

Da mesma forma, envio minhas mais fervorosas felicitações e apoio aos compatriotas, irmãos e irmãs, companheiros de armas da Coreia do Sul, que lutam contra os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os terroristas que tentam impedir o desenvolvimento democrático da pátria e frustrar a construção de um Estado soberano e independente.

Queridos compatriotas:

Já se passaram dois anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a mais cruel e sangrenta registrada na história da humanidade. A Segunda Guerra Mundial terminou porque a União Soviética e outras forças democráticas esmagaram e derrotaram a Alemanha de Hitler e o Japão militarista. A vitória das forças democráticas na Segunda Guerra Mundial trouxe libertação e paz à humanidade e a várias nações fracas e pequenas do Oriente e do Ocidente.

Após o término da terrível Segunda Guerra Mundial, os povos progressistas do mundo passaram a enfrentar problemas comuns: como utilizar sua vitória em benefício do bem-estar da humanidade, como assegurar uma paz duradoura e sem guerras para o bem da humanidade e das gerações vindouras, como garantir uma rápida restauração e desenvolvimento nacionais aos povos de diversos países europeus e asiáticos e às nações fracas e pequenas libertadas do domínio colonial. Estes são os problemas que comovem profundamente várias nações da Europa e da Ásia, que experimentaram em sua própria carne todas as terríveis destruições e sacrifícios da Segunda Guerra Mundial, assim como as nações coloniais, fracas e pequenas. Hoje, os povos avançados do mundo desenvolvem uma valente luta pela solução desses problemas comuns, contra as forças reacionárias.

Então, que mudanças ocorreram na situação interna e externa de nosso país depois da Segunda Guerra Mundial?

1. Luta entre as forças democráticas internacionais e as reacionárias no pós-guerra

As mudanças mais importantes ocorridas na situação internacional após o fim do conflito são: primeiro, o crescimento do potencial da União Soviética, que salvou a humanidade do jugo medieval e bárbaro da Alemanha fascista de Hitler; segundo, o crescimento das forças democráticas diante das reacionárias em escala internacional e a realização de reformas democráticas em vários países da Europa Oriental e do Sudeste; terceiro, o desenvolvimento do movimento de libertação nacional nos países coloniais e dependentes.

Como vocês sabem, no curso da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética, carregando sobre seus ombros o maior peso dessa guerra, não somente cumpriu a grande missão de defender sua pátria da agressão dos bandidos hitleristas, como também a missão histórica de libertar vários países da Europa. Além disso, a União Soviética salvou da destruição pelos bandidos fascistas hitleristas a inestimável cultura do século XX criada pela humanidade. Graças à luta tenaz e aos esforços abnegados do povo soviético, o poder da União Soviética não se enfraqueceu, mas se fortaleceu ainda mais no curso do conflito. Depois da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética tornou-se um Estado ainda mais poderoso. Esta é uma das mudanças mais importantes registradas na situação internacional do pós-guerra.

As forças democráticas internacionais, que se estreitaram ainda mais durante o curso da Segunda Guerra Mundial, fortalecem-se a cada dia. Hoje, a Federação Sindical Mundial conta em seu seio com 90 milhões de membros, a Federação Mundial da Juventude Democrática, com 50 milhões, e a Federação Democrática Internacional das Mulheres, com 80 milhões. Isto demonstra eloquentemente a amplitude e o desenvolvimento das forças democráticas no pós-guerra.

Considero uma grande honra para nossa nação libertada que a Federação dos Sindicatos, a União da Juventude Democrática e a União das Mulheres Democráticas da Coreia do Norte tenham surgido no cenário internacional como partes integrantes dessas grandes forças democráticas internacionais e estejam estreitamente unidas a elas.

O crescimento das forças democráticas internacionais não se manifesta apenas em sua ampliação e desenvolvimento, mas também no fato de que, em vários países libertados da Europa Oriental e do Sudeste Europeu, estão sendo realizadas reformas democráticas. A Polônia e a Tchecoslováquia, que no passado sofriam sob uma ditadura de latifundiários e capitalistas; a Bulgária, a Romênia e outros países que estavam política e economicamente subjugados ao estrangeiro; e a Hungria, governada por forças reacionárias, hoje tomaram o caminho do desenvolvimento democrático. Nesses países foram estabelecidos governos baseados na frente unida nacional democrática, uma coalizão de forças democráticas, e foram implantados autênticos órgãos do Poder popular, que lutam pelos interesses do povo, em lugar do governo antipopular dos monopolistas. Da mesma forma, nesses países estão sendo realizadas com êxito reformas democráticas, como a nacionalização da indústria, a reforma agrária, etc., e os tribunais populares julgam os traidores e os criminosos de guerra. Hoje, dois anos depois do término da guerra e da libertação de nossa pátria, as forças democráticas internacionais crescem diante das reacionárias e realizam-se reformas democráticas em vários países libertados da Europa Oriental e do Sudeste Europeu, o que constitui um dos acontecimentos mais importantes registrados na situação internacional do pós-guerra. Hoje, volto a sublinhar que a Coreia do Norte, sendo um elo das forças democráticas internacionais, realizou com êxito as reformas democráticas mais progressistas.

No pós-guerra, o movimento de libertação nacional nos países coloniais e dependentes ganhou vigor. A Segunda Guerra Mundial contra o fascismo foi, por seu caráter, uma guerra justa e de libertação. Por essa razão, a Segunda Guerra Mundial e a vitória das forças democráticas elevaram a consciência nacional dos povos dos países coloniais e dependentes e, ao mesmo tempo, fizeram com que eles tomassem o caminho da luta por suas justas reivindicações de independência e ressurgimento nacionais. A luta sangrenta do povo da Indonésia contra os saqueadores coloniais, a luta de libertação nacional dos povos do Vietnã, da Palestina e das Filipinas constituem um testemunho eloquente de que, no pós-guerra, o movimento de libertação nacional nos países coloniais e dependentes ganha vigor.

Queridos compatriotas:

As importantes mudanças ocorridas no âmbito internacional no pós-guerra demonstram que os povos do mundo, que extraíram sérias lições da guerra, não querem mais conflitos dessa natureza e fortalecem as forças democráticas internacionais diante dos incendiários de uma nova guerra.

Com base nessas mudanças registradas na situação internacional do pós-guerra, podemos concluir que o mundo marcha rumo à vitória da paz e da democracia.

Entretanto, apesar desse crescimento das forças democráticas internacionais, o mundo ainda não entrou em uma situação de paz e segurança completas. Embora os povos que experimentaram em sua própria carne aquela guerra atroz desejem unanimemente e com fervor a paz, e as forças democráticas lutem resolutamente por uma paz e segurança duradouras no mundo, em um canto do globo terrestre os incendiários de guerra tentam, de maneira aventureira, provocar uma nova conflagração.

A liquidação das consequências do fascismo no pós-guerra, conforme acordado pelos Estados Aliados na Segunda Guerra Mundial, ainda permanece pendente, dois anos após o fim do conflito. Antes que se apagasse da memória da humanidade a trágica catástrofe da Segunda Guerra Mundial, elementos fascistas e aventureiros reacionários que aspiram dominar o mundo surgiram e atuam desesperadamente em alguns países. Na Alemanha Ocidental, Espanha, Grécia e Turquia, as camarilhas reacionárias fascistas voltam a levantar a cabeça sob novos rótulos, enquanto alguns monopolistas reacionários dos Estados Unidos e da Inglaterra tentam romper a aliança dos três países— União Soviética, Estados Unidos e Grã-Bretanha — formada no curso da guerra, e desencadear um novo conflito. Também na França e na Itália reaparecem forças reacionárias internacionais.

Depois da Segunda Guerra Mundial, o povo da Indonésia trava novamente uma luta encarniçada contra os saqueadores coloniais e pela independência nacional. Enquanto os saqueadores coloniais ocuparem o país, o povo indonésio não poderá deixar de travar uma guerra sem quartel, derramando sangue precioso em prol da libertação de sua pátria.

Ainda hoje, transcorridos dois anos desde que o imperialismo japonês foi derrotado no Oriente, na China continua se desenrolando uma encarniçada e sangrenta guerra fratricida.

No pós-guerra, em vários países da Europa Oriental e do Sudeste Europeu desenvolve-se um movimento patriótico de construção do Estado para reparar os danos sofridos durante a guerra e promover as economias nacionais, enquanto na Grécia, pelo contrário, continua sendo travada uma sangrenta guerra civil, e numerosos patriotas gregos que libertaram sua pátria durante a Segunda Guerra Mundial são vítimas do terrorismo das camarilhas fascistas.

O que significam esses acontecimentos da China, Indonésia, Grécia e de outros países? Significam que na arena internacional reapareceram e manobram os incendiários de guerra e as camarilhas fascistas, que tentam minar a paz e a segurança do mundo e desencadear uma nova guerra.

Compatriotas:

Os povos do mundo, que derramaram seu sangue e experimentaram em sua própria carne toda espécie de cruéis sacrifícios na terrível guerra, hoje intensificam mais do que nunca sua vigilância e querem decidir por si mesmos os destinos de sua pátria e das gerações vindouras. Em particular, as nações libertadas da Europa e da Ásia desejam resolver com suas próprias mãos o problema do destino de sua pátria e das futuras gerações, sem entregá-lo à mercê dos reacionários, e lutam para alcançar isso. Os povos do mundo já não querem mais viver como antigamente e desenvolvem a luta para tomar em suas próprias mãos o destino de seu país, estabelecer um novo regime democrático e acabar com os reacionários e os incendiários de uma nova guerra. Esta é, em linhas gerais, a situação internacional do pós-guerra.

2. Situação política da Coreia

Compatriotas:

Qual é a situação política da Coreia dois anos depois de libertada?

Nossa nação, que ansiava fervorosamente pela libertação e independência da pátria, desde o primeiro dia de sua libertação tomou o caminho da reconstrução do país. Podemos constatar isso também pelo fato de que, imediatamente após a libertação de 15 de agosto, em cada localidade, tanto no Norte como no Sul da Coreia, foram organizados comitês populares por iniciativa do povo.

No entanto, a divisão de nossa pátria impede o desenvolvimento unificado do país e cria grandes obstáculos à vida política, econômica e cultural de nossa nação. Durante dois anos, desde os primeiros tempos da libertação até hoje, no Norte e no Sul da Coreia ocorreram mudanças diametralmente opostas em todas as esferas: política, econômica, cultural, etc.

Na Coreia do Sul, as forças reacionárias, constituídas por traidores da nação e pró-japoneses, reprimiram e dissolveram os comitês populares e continuam adiando até hoje o estabelecimento de um governo provisório unificado. Essa situação política criada na Coreia do Sul obrigou o povo norte-coreano a desenvolver uma grandiosa luta pela reconstrução da pátria e pela prosperidade da nação, tomando em suas mãos o destino da pátria.

O povo da Coreia do Norte empreendeu uma grande obra criadora em prol do desenvolvimento democrático da pátria e da felicidade da nação. Tendo tomado o poder em suas mãos, sente a necessidade vital de estabelecer prontamente um governo unificado que dirija a vida política, econômica e cultural de nossa nação. Sem a constituição de um governo unificado, não será possível realizar com êxito a construção democrática. Mas, tendo em vista que a formação de um governo unificado é adiada devido às manobras obstrucionistas dos traidores da nação, dos elementos pró-japoneses e dos reacionários da Coreia do Sul, não resta outra alternativa senão fortalecer e desenvolver ainda mais o comitê popular, órgão do poder popular, na Coreia do Norte.

O comitê popular não é uma forma de poder importada pela ingerência política estrangeira, mas uma obra de nossa nação por sua própria iniciativa, um filho da Coreia libertada. Em outras palavras, o comitê popular é o filho mais querido que a nação coreana libertada teve e que, ao mesmo tempo, é quem mais ama a pátria e o povo que lhe deram origem. Por isso, não podemos deixar de considerar como delírio e pesadelo as palavras dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses que estão sob a influência de políticos reacionários de outro país, os quais dizem: "Na Coreia do Norte pratica-se o comunismo", referindo-se ao fortalecimento e desenvolvimento do genuíno comitê popular, filho da Coreia libertada.

A Coreia do Norte fortaleceu e desenvolveu o comitê popular, fundado pela vontade do povo, mediante as eleições realizadas por votação secreta com base nos princípios universal, igualitário e direto, e assegurou ao povo a possibilidade de participar amplamente da vida política, econômica e cultural do Estado. Hoje, o povo tem efetivamente garantidas a liberdade de palavra, de imprensa e de reunião, bem como os direitos cívicos.

Em nossa Coreia do Norte, o comitê popular realizou grandes reformas democráticas durante os dois anos que se seguiram à libertação. Realizamos a reforma agrária em março de 1946 e outras reformas democráticas progressistas, como a Lei da Nacionalização das Indústrias, a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, a Lei do Trabalho, etc., cumprindo assim a grande tarefa de democratização de nossa pátria.

Os camponeses, ao verem satisfeita sua aspiração secular graças à reforma agrária, empenham-se ativamente no desenvolvimento da economia rural e na melhoria de sua vida.

Este ano, o Comitê Popular da Coreia do Norte realiza uma grande obra de irrigação, na qual investiu 155 milhões de wons. Também os camponeses desenvolvem amplamente obras de irrigação por conta própria. Graças à construção desses novos canais de irrigação, a província de Hamgyong Norte aumentou a superfície de arrozais em 3.800 hectares, e as províncias de Kangwon e Phyongan Sul abriram mais de 10 mil hectares de arrozais.

À medida que se amplia o emprego de fertilizantes químicos, aumentam as colheitas de cereais. Na primavera do ano passado foram fornecidas 52.600 toneladas de fertilizantes químicos e, na primavera deste ano, 97.000 toneladas.

Os camponeses, transformados em donos da terra, passaram a manter uma nova relação com ela. Eles desenvolvem amplamente o movimento para aumentar a produção de cereais, como a fertilização do solo, a semeadura precoce, etc. Se observarmos o resultado da semeadura primaveril deste ano, a área semeada nos campos de sequeiro aumentou em 20 mil hectares e a dos arrozais, em 35 mil.

Junto com o desenvolvimento da agricultura, aumenta também o número de animais domésticos. Somente no primeiro semestre do ano em curso, o número de bois aumentou em 40 mil e o de porcos, em 65 mil.

Como resultado da reforma agrária, melhorou radicalmente a vida material e cultural dos camponeses. Em toda a Coreia do Norte, realizam-se em grande escala a construção e a reconstrução de moradias. Durante o ano passado, segundo as estatísticas do final de junho deste ano, no campo foram construídas 54.653 moradias e reconstruídas 21.451.

Outro fato eloquente do vertiginoso desenvolvimento ocorrido nas zonas rurais é o aumento do número de famílias que dispõem de iluminação elétrica. Se antes da libertação eram 145.716, hoje chegam a quase o dobro: 264.037. Com a consolidação da base material da economia rural, desenvolve-se rapidamente o trabalho cultural de massas no campo. No final de junho do ano em curso havia nas zonas rurais 854 clubes, 5.295 salas de leitura e 37 teatros.

Graças à reforma agrária, o problema dos cereais foi resolvido, em seus aspectos fundamentais, na Coreia do Norte, e hoje, quando estamos às vésperas da colheita da nova safra, temos armazenados cereais da colheita do ano passado suficientes para vários meses. A campanha patriótica de entrega de cereais ao Estado, iniciada por Kim Je Won e muitos outros camponeses, deu uma grande contribuição à construção da pátria. Mesmo depois de utilizarmos os cereais entregues patrioticamente em prol da construção de uma nova pátria, símbolo do entusiasmo patriótico dos camponeses e primeiro fruto político da reforma agrária, ainda temos armazenadas mais de 1.500 toneladas. A fim de transmitir eternamente, de geração em geração, o ardente patriotismo dos camponeses, pensamos utilizar esses cereais, que eles entregaram de todo o coração ao Estado, impulsionados pelo patriotismo, na construção de uma majestosa e moderna universidade na cidade de Pyongyang, base das reformas democráticas.

Assim, a reforma agrária realizada na Coreia do Norte depois da libertação conduziu a economia rural da Coreia do Norte a uma nova órbita de desenvolvimento. Portanto, as palavras de que "na Coreia do Norte pratica-se o comunismo", proferidas pelos latifundiários reacionários, pelos traidores da nação e pelos elementos pró-japoneses que conspiram com eles, referindo-se à reforma agrária que entregou gratuitamente a terra aos camponeses e transformou radicalmente a economia rural, só podem ser consideradas uma demagogia desesperada.

Queridos compatriotas:

Que significado tem a nacionalização da indústria na Coreia do Norte e qual é o seu resultado?

O grande significado político e econômico da nacionalização da indústria reside, primeiro, em que desmantelou a base econômica do imperialismo japonês e dos elementos pró-japoneses, dos traidores da nação e dos burgueses reacionários, e conteve sua influência na vida política e econômica do Estado.

Segundo, em que, ao nacionalizar os importantes meios de produção, possibilitou ao povo desempenhar o papel principal no desenvolvimento econômico do Estado, traçar o plano de reconstrução e desenvolvimento da economia nacional e assegurar o progresso da indústria e dos transportes.

Terceiro, em que, ao passarem à propriedade do Estado e do povo os importantes ramos industriais criados com o sangue e o suor da nação coreana, foram lançadas as bases materiais para estabelecer os alicerces da economia nacional, fortalecer e desenvolver o regime democrático e melhorar o bem-estar do povo.

Ao serem derrotados, os imperialistas japoneses destruíram as indústrias e os meios de transporte da Coreia, mas estes foram reconstruídos no mais curto prazo graças à iniciativa criadora do povo que luta pela construção de uma nova pátria rica e poderosa. Em qualquer fábrica e empresa podemos ver a iniciativa patriótica e os esforços abnegados do povo. Os operários da cidade de Chongjin trabalharam voluntariamente cerca de 9 mil horas extras para reconstruir em ritmo acelerado uma fiação que havia sido destruída pelos imperialistas japoneses. Dessa maneira, a Fiação de Chongjin, cuja reconstrução parecia impossível aos imperialistas japoneses, foi reabilitada e colocada em funcionamento, com o que resolvemos um grave problema de fibras. Também a obra de construção do porto de Tanchon, que os imperialistas japoneses haviam abandonado, foi concluída sete meses antes do prazo previsto.

Graças à nacionalização da indústria, a Coreia do Norte tomou o caminho de elaborar e executar um plano para a economia nacional. Pouco depois de tornar público o plano da economia nacional deste ano, o primeiro desse tipo na Coreia libertada, o povo iniciou uma luta abnegada por seu cumprimento. Quando o tornamos público, nossos inimigos, como os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os reacionários, zombavam dele, dizendo que era uma fantasia. Não somente os inimigos zombaram desse plano, como até mesmo alguns de nossos funcionários duvidaram de seu caráter realista. No entanto, o cumprimento do plano no primeiro semestre deste ano deu uma resposta contundente às zombarias e às dúvidas.

Então, que êxitos alcançamos no primeiro semestre do ano?

Neste primeiro semestre, a produção de minerais duplicou em comparação com a do mesmo período de 1946, e o plano de produção correspondente ao segundo trimestre foi cumprido em 102%. Em comparação com o primeiro semestre de 1946, a produção de carvão aumentou 70%, a de energia elétrica, 60%, a de artigos da indústria química, 16%, e a de artigos da indústria leve, 74%.

Dedicamos grande atenção à recuperação e ao desenvolvimento do transporte ferroviário, artéria fundamental da economia nacional. Após a libertação, o transporte ferroviário encontrava-se em grandes dificuldades. Os imperialistas japoneses destruíram cerca de 80% das locomotivas, quase todos os vagões, as estações, as instalações ferroviárias e as oficinas de reparação, deixando o transporte ferroviário em caos. Mas essas dificuldades foram superadas graças à luta patriótica dos operários, engenheiros e técnicos ferroviários. Se o transporte de mercadorias foi de 320 mil toneladas em abril do ano passado e de 332 mil toneladas em maio, em abril deste ano já alcançou 707 mil toneladas e, em maio, 793 mil. O volume de transporte de cargas no segundo trimestre do ano em curso aumentou 106% em relação ao primeiro trimestre.

A nacionalização das indústrias permitiu que nosso povo desenvolvesse em grau muito mais elevado sua iniciativa criadora e adquirisse firme confiança no futuro de nossa gloriosa pátria. Por isso, as palavras de que "na Coreia do Norte pratica-se o comunismo", pelo fato de que, graças à nacionalização das indústrias, estão sendo lançadas as bases da economia nacional e estabelecidos os pilares econômicos de um Estado soberano e independente, rico e poderoso, constituem um delírio proveniente do desespero e do grito demagógico dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses que tentam novamente submeter nossa nação ao jugo político e econômico estrangeiro.

Queridos compatriotas:

Que benefícios trouxeram a Lei do Trabalho e a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, realizadas na Coreia do Norte?

Graças à entrada em vigor da Lei do Trabalho e da Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, os operários obtiveram pela primeira vez na história de nosso país o avançado direito à proteção no trabalho, e as mulheres, os mesmos direitos que os homens na vida política, econômica e cultural.

A Lei do Trabalho melhorou radicalmente a vida dos operários e empregados da Coreia do Norte. No último ano, 13.720 operários receberam novas moradias. Os operários também desfrutam dos benefícios do seguro social e da proteção do trabalho, algo inimaginável na época do imperialismo japonês. Este ano foram inaugurados 2 sanatórios especiais e 12 casas de repouso; agora, 14 mil operários e empregados descansam nas casas de repouso. Além disso, muitos camponeses exemplares e estudantes também desfrutam delas às custas do Estado. No monte Kumgang descansam 700 estudantes e, além disso, em lugares pitorescos, balneários e praias existentes em todas as províncias e condados, meninos e meninas escolares passam os dias em acampamentos.

Assim, vendo os êxitos das reformas democráticas alcançados por seu trabalho patriótico e sua luta abnegada, o povo da Coreia do Norte celebra o segundo aniversário da libertação.

Mas com que êxitos se comemora este aniversário na Coreia do Sul?

Depois da libertação, a Coreia do Sul tornou-se um antro de reacionários no qual se reuniram os elementos pró-japoneses e os traidores da nação.

Na Coreia do Sul, o povo não desfruta dos direitos de uma nação libertada de forjar livremente com suas próprias mãos o destino da pátria. Ali, pelo contrário, os traidores da nação e os elementos pró-japoneses se apoderaram de todos os órgãos do poder e das instituições da economia e da cultura. Como resultado, hoje a Coreia do Sul transformou-se em um caos, em uma terra sem donos.

A reação e o terrorismo fazem o que bem entendem pelas ruas de Seul, em plena luz do dia. Na Coreia do Sul, personalidades patrióticas que, sob o domínio do imperialismo japonês, travaram uma luta sangrenta ou permaneceram encarceradas durante vários anos pela honra da pátria e pelo futuro da nação são novamente presas e assassinadas pelas mãos dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses. O senhor Ryo Un Hyong, um dos bons patriotas de nossa nação, foi assassinado em plena luz do dia, pelas mãos dos elementos pró-japoneses e dos traidores da nação, na cidade de Seul. Na Coreia do Sul, onde se apregoa a chamada "livre e ampla expressão da vontade" e a "plena democracia", não se pode sequer realizar livremente o ato comemorativo de 15 de agosto. Esta é a realidade da Coreia do Sul que se desenvolve sob o pomposo rótulo de "liberdade" de palavra, imprensa, reunião e manifestação.

Mesmo hoje, transcorridos dois anos desde a libertação da pátria, ali não estão garantidas a segurança do povo nem estabelecida uma ordem democrática. Devido à proliferação de grupos terroristas e bandidos, constituídos por traidores da nação e elementos pró-japoneses, a população vive em um ambiente de terror. Embora os imperialistas japoneses tenham sido expulsos, na Coreia do Sul mantém-se intacto o sistema policial e administrativo estabelecido por eles; os elementos pró-japoneses e os traidores da nação não foram expulsos das instituições políticas, econômicas e culturais; pelo contrário, aqueles que na época do domínio do imperialismo japonês serviam como policiais, juízes ou administradores de condado, e os promotores do "movimento de japonização do povo" tornaram-se "donos" do "governo" e "dirigentes". Portanto, hoje, na Coreia do Sul, não apenas se reprime, encarcera e mata como nos tempos do domínio do imperialismo japonês, como também são cometidos atos terroristas ainda mais cruéis e terríveis do que naquela época.

Qual é hoje a situação econômica da Coreia do Sul?

Na Coreia do Sul, as importantes empresas industriais, construídas com o sangue e o suor do povo, não servem de base para a indústria nacional destinada a elevar o bem-estar do povo libertado, mas são herdadas e mantidas nas mãos de elementos pró-japoneses e traidores da nação e servem, portanto, como base econômica dos partidos políticos reacionários, contrários à pátria e à nação, e como base material das forças reacionárias que exploram o povo. A capacidade produtiva das importantes indústrias da Coreia do Sul caiu extremamente devido às ações dos especuladores, e traficantes perversos entregam-se a atos de especulação com mercadorias estrangeiras.

Segundo um dado publicado na edição de 16 de abril do Tong-a Ilbo, jornal reacionário da Coreia do Sul, é evidente o declínio da economia sul-coreana. O jornal escreve: "Em comparação com os resultados da produção industrial anteriores à libertação, os de hoje caíram para 30% nos setores de fiação e peles, para 20% nas indústrias química, de borracha e alimentícia e para menos de 15% nas indústrias mecânica e de papel; preocupa-nos a bancarrota total à qual pode chegar a indústria sul-coreana se continuar nesse estado sem que sejam tomadas medidas".

A quantidade de "cédulas do Banco da Coreia" emitidas foi, segundo um dado extremamente reduzido publicado pelos reacionários da Coreia do Sul, de 18.255 milhões e 345 mil wons até 10 de julho deste ano, o que demonstra que, durante um mês, foram emitidos mais 937 milhões e 973 mil wons, em comparação com os 17.317 milhões e 372 mil wons existentes em 10 de junho passado. E, em comparação com os 9.639 milhões e 986 mil wons existentes em 1º de julho do ano passado, foram colocados em circulação mais 8.615 milhões e 359 mil wons durante o ano passado.

Assim, como resultado da estagnação da produção e da emissão desenfreada de cédulas, os preços das mercadorias subiram bruscamente e a vida das massas populares caiu a níveis insustentáveis. A bancarrota da economia sul-coreana produziu, segundo um dado reduzido publicado pelo Hansong Ilbo, jornal reacionário, mais de 2 milhões de desempregados e vagabundos e faz apregoar a "importância do problema da vida do povo".

A conclusão que podemos tirar disso é clara. Como consequência da monopolização da indústria da Coreia do Sul por elementos pró-japoneses e traidores da nação, a produção caiu extremamente e, pelo contrário, os preços das mercadorias subiram bruscamente, mergulhando as amplas massas populares em um verdadeiro inferno de miséria. Hoje chegamos à conclusão de que a Coreia do Sul não marcha pelo caminho da independência econômica baseada na recuperação da economia nacional, mas pelo caminho do suicídio nacional, transformando-se a economia nacional destruída em um mercado colonial inundado de mercadorias de monopolistas estrangeiros.

O Levante Popular de Outubro do ano passado e a greve geral deste ano, que eclodiram em toda a Coreia do Sul, assim como a luta abnegada das forças democráticas sul-coreanas contra os traidores da nação e os elementos pró-japoneses, que continua até hoje, são acontecimentos inevitáveis nas circunstâncias políticas criadas na Coreia do Sul depois da libertação. Por mais que os reacionários façam esforços desesperados na Coreia do Sul, não poderão deter o ímpeto do povo coreano. As forças democráticas da Coreia do Sul continuarão sua luta patriótica para varrer os elementos reacionários, pelos destinos da pátria e das gerações vindouras.

Compatriotas:

Este é o balanço da situação política da Coreia por ocasião do segundo aniversário de sua libertação. Ao resumirmos brevemente a situação política tanto do Norte como do Sul da Coreia, podemos dizer que um marcha pelo caminho da liberdade, da democracia e da completa independência, e o outro, pelo caminho do assassinato, da reação e da dependência. Um avança pelo caminho da prosperidade, do desenvolvimento e do ressurgimento, e o outro, pelo caminho do enfraquecimento, da decadência e da escravidão. Um vive em uníssono com todas as forças democráticas do mundo e dirige-se, seguindo a corrente da história mundial, rumo à luz e à felicidade infinitas, e o outro precipita-se para a ruína predestinada, resistindo à história com seus últimos estertores.

Devemos compreender claramente que, dois anos depois da libertação, o Norte e o Sul de nossa pátria, tendo o paralelo 38 como linha divisória, orientam-se em direções diametralmente opostas.

3.Tarefas do povo da Coreia do Norte, que comemora o segundo aniversário da libertação

Queridos compatriotas:

Agora, a nação coreana encontra-se em uma fase muito importante de seu desenvolvimento. Em outras palavras, estamos em um período em que devemos formar um governo provisório democrático da Coreia.

Já se passaram dois meses desde que a Comissão Conjunta URSS-EUA retomou seus trabalhos. Nossa nação acompanha com grande interesse os resultados dos trabalhos dessa Comissão. A nação coreana envida todos os esforços para acelerá-los e formar o quanto antes um governo provisório, aspiração nacional.

Mas, apesar dos esforços sinceros dos autênticos patriotas da Coreia e da delegação da União Soviética, o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA não avança, mas é adiado.

Então, onde está a causa de que, até hoje, não tenha sido cumprida a tarefa da primeira etapa do trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA? Está, antes de tudo, nas manobras dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses. Se não tivessem existido a chamada "campanha antitutela" dos traidores da nação na Coreia do Sul e a manobra de fabricar organizações fantasmas de elementos pró-japoneses e traidores da nação, que tentavam utilizar a importante questão de decidir sobre os destinos da pátria e das gerações vindouras para realizar seus atos de especulação política, já teria sido estabelecido em nossa pátria um governo provisório democrático.

Desde o primeiro dia do início dos trabalhos da Comissão Conjunta URSS-EUA até hoje, os democratas e o povo patriótico do Norte e do Sul da Coreia apoiaram a resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia e vêm lutando para formar um governo provisório democrático. Mas os traidores da nação e os elementos pró-japoneses temem o estabelecimento de um verdadeiro governo provisório democrático na Coreia. Eles sabem bem que a implantação da democracia na pátria e a liquidação das consequências do imperialismo japonês constituem um golpe mortal para eles. É por essa razão que, desde o próprio dia da publicação da resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia, vêm se esforçando freneticamente para impedir sua implementação sob o vistoso rótulo de "antitutela".

Os lacaios pró-japoneses, os traidores da nação e os dirigentes do "movimento de japonização do povo", que prezam mais sua própria comodidade e prazer individual do que os interesses da pátria e da nação, tentam frustrar o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA, por um lado, com sua "campannha antitutela" aberta e, por outro, a partir de dentro, com astutas manobras, sob o enganoso rótulo de "apoio" à resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países. Eles não apenas criam organizações fantasmas, partidos de uma ou de três pessoas, para fazê-los participar da Comissão Conjunta URSS-EUA, mas também manobram descaradamente para incorporar nela grupos de especuladores, comerciantes inescrupulosos e terroristas sob os chamados nomes de "partido político" ou "organização social", tentando assim confundir, adiar e frustrar o trabalho dessa Comissão. Por essa razão, é inteiramente justa a exigência do povo coreano de que todos os intrigantes sejam excluídos da lista de candidatos à consulta sobre a formação de um governo provisório.

Queridos compatriotas:

Hoje, cabe ao povo e aos verdadeiros patriotas da Coreia a tarefa de frustrar a tentativa de venda da pátria dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses, que obstaculizam o estabelecimento de um governo provisório democrático na Coreia, e colaborar e ajudar por todos os meios no trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA. Hoje, quando enfrentamos a tarefa de fundar um governo provisório da Coreia, os autênticos partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático que lutam pelos interesses da pátria e da nação deverão apresentar um programa de ação que corresponda às exigências de nossa nação e lutar por sua realização.

Pois bem, o que deverão exigir todos os partidos políticos e organizações sociais da Coreia do Norte em relação ao estabelecimento de um governo provisório democrático da Coreia? Primeiro, a Coreia deve ser proclamada uma República popular democrática e todo o poder da República deve pertencer ao povo, desde o governo provisório democrático da Coreia até os comitês populares locais.

Segundo, o governo provisório democrático da Coreia deve ser estabelecido incorporando amplamente os partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático e ter a capacidade de reunificar nossa pátria nos campos político e econômico, recuperá-la e desenvolvê-la como um Estado soberano e independente, livre de ingerências estrangeiras.

Terceiro, o governo provisório democrático da Coreia deve necessariamente fazer uma declaração sobre os direitos do povo. O povo coreano, que não tinha nenhum direito sob o domínio do imperialismo japonês, deve desfrutar de todos os direitos como cidadãos de um Estado democrático, soberano e independente. É imperioso garantir a todo o povo coreano as liberdades de palavra, imprensa, reunião, associação, etc., e conceder a todas as mulheres da Coreia os mesmos direitos dos homens, como os concedidos na Coreia do Norte.

Quarto, o governo provisório democrático da Coreia deve descobrir e expulsar dos órgãos centrais e locais do poder os elementos pró-japoneses e os traidores da nação que ajudaram ativamente os imperialistas japoneses. Se não os eliminarmos, não poderemos democratizar nossa pátria. Temos de acabar com os remanescentes do imperialismo japonês em todos os domínios: político, econômico, cultural e ideológico.

Quinto, no campo econômico, o governo provisório democrático da Coreia deve realizar, em todo o país, reformas democráticas como as efetuadas em sua parte Norte. O povo coreano exige que se estendam por toda a Coreia a reforma agrária, a nacionalização das indústrias, a lei do trabalho, etc., como no Norte.

Queridos compatriotas:

Estas são as principais exigências apresentadas hoje pela maioria absoluta da nação coreana, quando se encontra diante da fundação de um governo provisório da Coreia. Essas exigências devem, sem falta, constituir a base do governo provisório da Coreia que será estabelecido no futuro.

Na verdade, são enormes as realizações históricas do povo da Coreia do Norte nos dois anos posteriores à libertação. Os êxitos das reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte constituem a base do desenvolvimento de nossa pátria e, ao mesmo tempo, um terreno sólido para a construção de uma pátria rica e poderosa. Nos dois anos posteriores à libertação, o povo da Coreia do Norte empenhou-se abnegadamente na construção da pátria e alcançou brilhantes vitórias na luta para superar as dificuldades. Ele não cederá nem poderá ceder a ninguém, no mínimo que seja, os preciosos frutos das reformas democráticas.

Mas o que foi realizado nos dois anos posteriores à libertação é apenas o primeiro passo para a construção de uma nova pátria, e as dificuldades que enfrentamos ainda são apenas iniciais. Assumimos a honrosa, porém pesada, missão de construir uma nova pátria, e esperam-nos dificuldades muito mais árduas e complicadas. Nós, coreanos, devemos nos levantar em uníssono para a luta patriótica a fim de superar todas essas vicissitudes que encontramos em nosso caminho e cumprir essa grande missão.

Então, que tarefas se colocam diante de nós, que comemoramos o segundo aniversário da libertação?

Primeiro, devemos consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas e transformar os órgãos do Poder popular em todos os níveis, desde o central até os inferiores, em órgãos de poder prestigiosos, que sirvam melhor ao povo e desfrutem de sua estima e apoio.

Segundo, devemos consolidar e desenvolver os êxitos alcançados no cumprimento do plano da economia nacional do primeiro semestre de 1947, graças à iniciativa patriótica e aos esforços abnegados do povo da Coreia do Norte e, baseando-nos nas experiências e lições extraídas nesse período, cumprir sem falta o plano do segundo semestre do ano. A luta pelo cumprimento do plano da economia nacional é uma batalha pela construção de uma pátria rica e poderosa, pelo estabelecimento de um Estado soberano e independente. Ao cumprir o plano da economia nacional deste ano, devemos lançar, não com palavras, mas com fatos, uma sólida base material para a prosperidade da pátria e da nação.

Terceiro, hoje que temos diante de nós a tarefa de fundar um governo provisório da Coreia, devemos redobrar mais do que nunca a vigilância da nação e alcançar uma coesão e unidade muito mais compactas das forças democráticas da Coreia, para desferir duros golpes, em todo o território nacional, contra os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os demais reacionários. A luta pela unidade e coesão das forças democráticas é uma batalha para aniquilar a reação e construir um Estado democrático, soberano e independente.

Quarto, todo o povo deve ajudar a Comissão Conjunta URSS-EUA, que trabalha para pôr em prática a resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia. Ao mesmo tempo, devemos desmascarar e eliminar a tempo os traidores da nação e os elementos pró-japoneses que tentam frustrar, dentro e fora, o trabalho dessa Comissão e, para isso, devemos intensificar entre as massas o trabalho para incutir nelas o ódio e a hostilidade nacionais contra eles. A luta sem quartel contra os traidores da nação e os elementos pró-japoneses que se opõem à resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia e tentam frustrar o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA deve ser a tarefa mais urgente das forças democráticas da Coreia. Somente quando essa luta for intensificada será possível impulsionar o trabalho dessa Comissão e acelerar o estabelecimento de um governo provisório democrático da Coreia que corresponda à vontade do povo. Por essa razão, a luta contra os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os indivíduos "antitutela" é uma luta pela felicidade de nossa pátria e das gerações vindouras, uma batalha pela construção de um Estado soberano e independente.

Compatriotas:

Nos dois anos posteriores à libertação, consolidamos a grande força organizada de nosso povo e acumulamos preciosas experiências. A construção democrática desses dois anos forjou e uniu nosso povo política e organizativamente e o fortaleceu economicamente. A construção democrática desses dois anos demonstrou que, para nós, não há dificuldade insuperável nem fortaleza inconquistável. Quando o poder estiver nas mãos do povo, nenhuma força será capaz de superar seu poderio.

Nosso povo, que durante 36 anos levou uma amarga vida de escravidão colonial, jamais voltará a repeti-la. Não podemos confiar os destinos da pátria, da nação e das gerações vindouras aos pró-japoneses e aos traidores da nação, que são elementos que vendem a pátria, mas devemos tomá-los em nossas próprias mãos e forjá-los com nossas próprias forças.

Devemos marchar vigorosamente com a bandeira da Frente Unida Nacional Democrática bem erguida, para edificar uma pátria rica e poderosa, construir um Estado soberano e independente.

A vitória será para sempre nossa e brilhará eternamente pelo povo. Marchemos adiante pela honra da pátria e pela prosperidade das gerações vindouras. Glória eterna aos mártires tombados pelas mãos dos imperialistas japoneses na luta pela libertação da pátria!

Viva o segundo aniversário da libertação de 15 de Aaosto!

Viva o fortalecimento e o desenvolvimento da Frente Unida Nacional Democrática!

Viva a fundação da República Popular Democrática da Coreia!

Viva o povo coreano emancipado!

Hospital transformado em local de crimes

A existência de hospitais e médicos neste mundo se deve ao propósito de prevenir e tratar as doenças das pessoas e salvar vidas preciosas.

No entanto, na sociedade capitalista, os hospitais estão se tornando lugares onde a vida humana é colocada em jogo e antros de crimes onde prosperam indivíduos desumanos que usam a máscara de médicos.

Há pouco, a polícia japonesa prendeu uma enfermeira que trabalhava em um hospital da prefeitura de Chiba sob acusação de assassinato. Segundo a investigação, em janeiro passado, enquanto cumpria um turno noturno, a criminosa introduziu na veia de um paciente sob seus cuidados uma solução intravenosa misturada com excrementos humanos, causando sua morte.

Este caso mostra bem um aspecto da sociedade japonesa, onde a imoralidade, a depravação e a misantropia chegaram ao extremo.

A situação nos demais países capitalistas não é diferente.

Em 2023, veio à tona, no Reino Unido, a verdade sobre uma série de assassinatos de recém-nascidos em um hospital que permanecia sem solução havia vários anos, causando espanto geral.

A criminosa era uma enfermeira que trabalhava no hospital.

Segundo a acusação apresentada pela Procuradoria, em 2015 e 2016, enquanto cumpria turnos noturnos, a criminosa injetou insulina e ar nos recém-nascidos, alimentou-os à força com leite e, às vezes, submeteu-os a todo tipo de violência, matando sete recém-nascidos e tentando matar outros seis. Entre os recém-nascidos assassinados havia também um bebê que tinha menos de 24 horas de vida.

Também são numerosos os médicos que utilizam a medicina como meio de ganhar dinheiro.

Eis um caso ocorrido em um hospital de certo país capitalista.

Uma mulher seria submetida a uma cirurgia devido a uma doença ginecológica, mas o médico obcecado por ganhar dinheiro, durante a operação, retirou sorrateiramente, sem que ela soubesse, um rim que nada tinha a ver com a doença ginecológica, embolsando uma grande quantia de dinheiro.

O caso veio à tona posteriormente. Ao descobrir o fato durante um exame após a cirurgia, a família da paciente apresentou uma reclamação contra o médico responsável pela operação e, ao mesmo tempo, levou o caso à Justiça. Porém, a sentença proferida pelo tribunal a esse respeito foi realmente absurda.

A sentença afirmava que a mulher submetida à cirurgia possuía originalmente uma "característica física" de não ter um dos rins. Evidentemente, tratava-se de algo que o lado médico e o sistema jurídico haviam tramado em conjunto, e a única vítima foi a paciente.

No fim, por causa do dinheiro, eles transformaram da noite para o dia uma pessoa perfeitamente saudável em uma "aleijada por dentro".

O fato de os hospitais estarem se tornando não lugares para tratar os pacientes, mas antros de crimes e locais para ganhar dinheiro, e de os médicos, que têm a missão de proteger a vida humana, a mais preciosa de todas, estarem se tornando feras, é justamente a verdadeira face da saúde pública capitalista, escondida sob o manto de seda da "civilização" e do "desenvolvimento".

O capitalismo é, verdadeiramente, uma sociedade da lei do mais forte, onde imperam a imoralidade e a depravação, uma sociedade do culto ao dinheiro, que coloca o dinheiro acima da vida humana, uma terra devastada da saúde pública.

Kim Su Jin

Rodong Sinmun

O Japão não deve esquecer a condição de país inimigo estipulada na Carta das Nações Unidas

Do ponto de vista do direito internacional, a situação atual do Japão é a de um país derrotado na guerra e inimigo.

A Declaração de Potsdam e os documentos de rendição do Japão estabelecem as obrigações internacionais que lhe cabem como país derrotado. Os artigos 53 e 107 da Carta das Nações Unidas estabelecem claramente que o termo país inimigo se aplica aos países que foram inimigos dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial, além de regulamentarem de forma clara uma série de questões relacionadas aos países inimigos.

Há pouco, a Rússia e a China, lembrando mais uma vez que o Japão figura como país inimigo na Carta das Nações Unidas estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, voltaram a dar o alarme às autoridades japonesas para que corrijam sua conduta de acordo com sua posição.

Na reunião do Conselho de Segurança da ONU realizada em maio, o representante permanente da Rússia junto à ONU também mencionou as cláusulas relativas aos países inimigos e condenou veementemente as manobras do Japão para se remilitarizar.

O governo Takaichi não deve tratar levianamente as repetidas advertências dos países vizinhos, devendo estar sempre consciente da posição do Japão e comportar-se de acordo com ela.

O Japão aceitou a Carta das Nações Unidas, incluindo as cláusulas relativas aos países inimigos, e jurou seguir o caminho da paz, podendo, assim, ingressar na ONU e tornar-se membro da comunidade internacional.

A própria "Constituição Pacifista" do Japão foi estabelecida refletindo justamente o espírito das leis internacionais que codificaram a proibição da remilitarização.

Hoje, o Japão ignora essas rigorosas exigências do direito internacional e entrou abertamente no caminho de repetir o destino de um país criminoso de guerra e derrotado na guerra.

As forças governantes estão tornando explícitas suas tentativas de reformar a "Constituição Pacifista" e aboliram completamente, na prática, o princípio da "defesa exclusiva".

O orçamento militar do Japão, sob o pretexto de "defesa", vem aumentando consecutivamente há mais de dez anos.

Foi revelado que o Ministério da Defesa do Japão pretende solicitar cerca de 8 trilhões e 900 bilhões de ienes para o orçamento militar do ano fiscal de 2027. Entretanto, como existem mais de 150 "solicitações de itens" cujo valor concreto não foi divulgado, afirma-se que a escala final, a ser determinada no fim do ano, chegará a nada menos que 10 trilhões de ienes.

Em comparação, o orçamento militar do ano fiscal de 2017 foi de 5 trilhões e 125,1 bilhões de ienes. O rápido crescimento do orçamento militar, que em apenas dez anos quase dobrou, demonstra claramente que o Japão não pretende promover alguma "defesa", mas sim provocar novos distúrbios na região e no mundo.

O Japão, sob o pretexto de possuir uma "capacidade de contra-ataque", está desperdiçando enormes recursos militares no desenvolvimento e na posse de armas de ataque de longo alcance capazes de colocar os países vizinhos dentro de seu raio de ataque, além de dedicar-se ao desenvolvimento e à pesquisa de novas armas de ataque dotadas de tecnologias avançadas.

Chega até mesmo a revelar sua ambição de possuir armas nucleares.

O Japão está aproveitando a realidade atual, em que várias regiões do mundo entram em períodos de turbulência e ocorrem rápidas mudanças nas relações de forças internacionais, como uma oportunidade para concretizar plenamente sua ambição de se tornar uma potência militar.

As perigosas manobras de remilitarização do Japão, que avançam rumo a uma etapa extremamente perigosa, estão em completa contradição com suas obrigações como país derrotado na guerra e país inimigo, constituindo uma descarada violação da Carta das Nações Unidas e um desafio aberto à paz mundial.

O governo Takaichi deve compreender corretamente a situação e as obrigações de seu próprio país, estabelecidas pelo direito internacional, e abster-se de comportamentos que não condizem com sua posição.

Quanto mais o Japão continuar avançando obstinadamente pelo caminho do neomilitarismo, mais alto soará o alarme da comunidade internacional contra ele.

As cláusulas relativas aos países inimigos da Carta das Nações Unidas estabelecem que, caso um país inimigo ameace a segurança, podem ser tomadas medidas coercitivas sem a autorização do Conselho de Segurança. As forças neomilitaristas do Japão fariam bem em refletir frequentemente sobre essas cláusulas relativas aos países inimigos e comportar-se corretamente.

As manobras de remilitarização persistentemente perseguidas pelas forças governantes do Japão constituem claramente um ato de trilhar novamente o caminho que levou à sua derrota.

Jang Chol

Estimado camarada Kim Jong Un envia mensagem de felicitação ao Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã e Presidente da República Socialista do Vietnã

Hanói

Secretário-Geral do Comitê Central do Partido Comunista do Vietnã,

Presidente da República Socialista do Vietnã, 

Camarada To Lam

Por ocasião do 81º aniversário da fundação da República Socialista do Vietnã, estendo calorosas felicitações a Vossa Excelência, e, por seu intermédio, ao Partido, ao governo e ao povo do Vietnã.

Aproveito a ocasião para expressar-lhe minha convicção de que as tradicionais relações de amizade e cooperação entre nossos dois Partidos e dois países serão ampliadas e desenvolvidas de acordo com o espírito do acordo alcançado em nosso encontro realizado em outubro do ano passado em Pyongyang, e desejar-lhe boa saúde e maiores êxitos em suas responsabilidades de conduzir o Partido e o Estado.

Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia,

Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia,

Kim Jong Un

Ucrânia sentada em cima de uma pilha de dívidas

A Ucrânia, que se tornou uma ferramenta de guerra dos Estados Unidos e do Ocidente contra a Rússia e acabou envolvida no conflito, acumulou uma enorme montanha de dívidas.

Segundo dados estatísticos divulgados pela agência de notícias russa TASS em 30 de agosto, com base em dados do Ministério das Finanças da Ucrânia, no final de agosto, a dívida deste país atingiu cerca de 218 a 219 bilhões de dólares.

A dívida pública da Ucrânia aumenta, em média, de 4 a 5 bilhões de dólares por mês, e estima-se que a dívida por ucraniano chegará a 8.500 dólares no final de 2026 e a 10.400 dólares no final de 2027.

Instruções do camarada Kim Il Sung na cerimônia de graduação da terceira turma do curso de seis meses da Escola Central do Partido

1º de agosto de 1947

Camaradas:

Hoje, por ocasião da cerimônia de graduação da terceira turma da Escola Central do Partido, gostaria de felicitar calorosamente os graduados, em nome do Comitê Central do Partido e de todo o povo coreano, e também agradecer cordialmente aos professores e funcionários que dedicaram todas as suas energias ao ensino.

Gostaria de me referir a algumas tarefas que os camaradas graduados enfrentarão, os quais, a partir de amanhã, trabalharão no campo prático.

Primeiro, vocês deverão sempre trabalhar apoiando-se firmemente nas massas populares e desempenhar entre elas um papel exemplar e de vanguarda.

Os militantes de nosso Partido são as pessoas mais exemplares, selecionadas entre as massas do povo trabalhador. Portanto, em todos os trabalhos devem sempre servir de exemplo às massas e desempenhar um papel de vanguarda.

Os militantes de nosso Partido sempre desempenharam um papel de vanguarda tanto durante a luta para realizar a reforma agrária e outras reformas democráticas quanto na construção democrática, e agora também o estão desempenhando para cumprir o plano da economia nacional deste ano. Com seu trabalho concreto no período transcorrido, os militantes comprovaram que nosso Partido é uma poderosa organização a serviço do povo.

Em um breve período, ou seja, em menos de dois anos de sua existência, consolidou-se e desenvolveu-se, tornando-se um poderoso partido que desfruta da elevada confiança e do carinho de todo o povo coreano e desempenha o papel principal na construção de uma nova pátria. Hoje, assume firmemente uma parte da Frente Unida Nacional Democrática, organiza e mobiliza vigorosamente as massas de amplos setores e camadas para a luta pela construção de um Estado plenamente soberano e independente.

O fato de nosso Partido ter se consolidado e desenvolvido em tão breve prazo como um poderoso Partido e ter assumido o papel principal na construção da nova pátria deve-se ao fato de ter servido fielmente aos interesses das massas populares, mantendo sempre com elas vínculos indestrutíveis.

Na época da Luta Armada Antijaponesa, vencemos o inimigo sob o lema: "A guerrilha não pode existir separada do povo, assim como o peixe não pode existir fora da água". Os imperialistas japoneses diziam que a Guerrilha Antijaponesa era "um grão de painço flutuando no mar". De fato, a Guerrilha Antijaponesa, comparada numericamente com o exército agressor do imperialismo japonês, não passava de um grão de painço flutuando no mar. Se essa Guerrilha Antijaponesa conseguiu a vitória final derrotando o poderoso imperialismo japonês, foi porque se apoiou firmemente no povo e sempre combateu com abnegação pelos interesses deste.

Vocês deverão sempre confiar na força das massas populares, penetrar profundamente entre elas, respirar o mesmo ar que elas, ensiná-las e aprender com elas e ser exemplo em todos os trabalhos.

Com frequência, alguns quadros não servem de exemplo às massas nem as orientam pelo caminho correto, mas agem como burocratas, dirigindo gritos e injúrias às massas. Esse estilo de trabalho é nocivo porque separa o Partido das massas e enfraquece sua função dirigente. Vocês devem eliminar pela raiz esse estilo de trabalho burocrático e assimilar um estilo de trabalho popular.

Hoje, todo o povo coreano dedica um carinho sem limites ao nosso Partido e deposita nele sua confiança e uma grande esperança. Vocês devem lutar com abnegação pelos interesses das massas populares, sem trair essa confiança e esperança, e desempenhar sempre o papel de vanguarda entre as massas trabalhadoras.

Segundo, devem amar infinitamente o Partido, observar estritamente sua disciplina orgânica e travar uma luta implacável contra as manifestações de liberalismo, anarquismo e, sobretudo, contra as tendências sectárias.

Hoje, nosso Partido tornou-se um grande partido com mais de 650 mil militantes. Porém, seu nível qualitativo está abaixo do nível quantitativo. Lutar pela consolidação qualitativa de suas fileiras é uma tarefa importantíssima que nosso Partido enfrenta atualmente.

A fim de fortalecer qualitativamente o Partido, é necessário, antes de tudo, intensificar a vida em suas células. Todos os militantes, sem exceção, participam da vida orgânica do Partido nas células, suas organizações de base, e é nelas que se forjam ideologicamente. Somente fortalecendo essa vida será possível elevar o espírito partidista dos membros, revelar e criticar a tempo toda forma de liberalismo, anarquismo, sectarismo e outras tendências nocivas no seio do Partido, e assegurar sua unidade ideológica e volitiva.

Vocês devem participar de maneira exemplar da vida celular do Partido e educar os militantes na teoria e na concepção científica do mundo assimiladas durante o período de estudos.

Junto a isso, é preciso lutar sem piedade contra as manifestações de liberalismo e anarquismo e as tendências faccionistas. São tendências liberalistas e faccionistas agir à própria vontade sem obedecer às decisões e instruções da organização, apoiar aparentemente as decisões do Partido, mas negá-las de maneira dissimulada, concordar com tudo o que é discutido na reunião e falar mal pelas costas. A experiência mostra que, se tais tendências forem fomentadas, surgirão seitas no interior do Partido e sua unidade será destruída. Portanto, tirando lições dessa experiência, vocês devem travar uma luta sem quartel contra o liberalismo, o anarquismo, o faccionismo e outras tendências nocivas.

Terceiro, devem aplicar corretamente na realidade as teorias e os conhecimentos aprendidos na escola.

Rejeitem a tendência de aplicar mecanicamente a teoria e esforcem-se para adaptá-la à realidade. Em outras palavras, apliquem tudo de acordo com nossa realidade, renovando o velho conforme o atual e transformando o estrangeiro em coreano.

O marxismo-leninismo não é um compêndio de dogmas, mas uma doutrina criadora. Não devemos engolir inteira a experiência estrangeira, ainda que se trate de uma experiência avançada, mas adequá-la à realidade de nosso país, tornando-a nossa. No que se refere ao velho, mesmo que seja de nosso país, não devemos assumi-lo tal como está. É preciso avaliá-lo a partir de uma posição crítica, para herdar do velho os elementos progressistas e populares e desenvolvê-los de acordo com a realidade atual.

Por último, vocês devem dar a conhecer devidamente ao povo que tipo de poder deverá ser o futuro governo provisório, para que este se torne um poder genuinamente popular. Dessa maneira, o povo lutará resolutamente para frustrar os complôs dos elementos reacionários contra a construção do Estado democrático, soberano e independente, e para estabelecer um verdadeiro governo unificado.

Devem esforçar-se ativamente para consolidar ainda mais a Frente Unida Nacional Democrática. Esta é uma questão importantíssima para construir o quanto antes um Estado democrático, soberano e independente. Revelando e frustrando toda maquinação dos elementos reacionários destinada a destruir essa Frente e dividir as forças patrióticas e democráticas, e aglutinando firmemente nela as massas de diferentes classes e camadas, devem acelerar a construção de um Estado democrático, soberano e independente.

Convencido de que vocês, profundamente conscientes da pesada missão que assumem perante o Partido e a revolução, consagrarão todas as suas energias e inteligência para contribuir ativamente para a tarefa de tornar nosso Partido mais sólido e poderoso, desejo-lhes boa saúde e grande sucesso em seu futuro trabalho.