terça-feira, 11 de agosto de 2026

Tarefas imediatas do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança

Discurso do camarada Kim Il Sung na reunião de oficiais do Segundo Acampamento do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança

15 de janeiro de 1947

Hoje, no Segundo Acampamento do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança, testemunhamos com alegria diversas manifestações da férrea disciplina e do estudo e treinamento aos quais vocês se dedicavam com tanto entusiasmo. O Comitê Central do Partido manifesta-lhes seu alto apreço pelos enormes trabalhos realizados no curto período de existência deste Centro.

Agora vou expor-lhes algumas tarefas imediatas que o Centro de Treinamento de Quadros de Segurança deve empreender.

A situação atual de nosso país é muito tensa. Os imperialistas ianques, instalados na Coreia do Sul, dividiram nosso país em duas partes, Norte e Sul, e empenham-se em transformar esta última para sempre em sua colônia e, mais adiante, ocupar toda a Coreia. Os agressores imperialistas ianques freiam, da maneira mais brutal, a luta de nosso povo pela construção de um Estado democrático, soberano e independente. Instigado ativamente pelos imperialistas ianques, seu fiel lacaio, o traidor vende-pátria Ri Sung Man, organizou um exército fantoche tendo como núcleo filhos de latifundiários e capitalistas e ex-oficiais do exército japonês; recorre a maquinações ainda mais abertas para destruir as conquistas de nossa revolução, que nos custaram tanto sangue.

Essa situação criada no país exige de nós elevar ainda mais a vigilância revolucionária e estar firmemente preparados para salvaguardar a pátria e o povo de uma agressão inimiga. Precisamente para defender a pátria e o povo de uma agressão inimiga e salvaguardar firmemente os êxitos que alcançamos na construção de um Estado democrático, soberano e independente, temos de criar, o quanto antes, poderosas forças armadas regulares do povo.

A consolidação do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança para a defesa da pátria e do povo e a criação das forças armadas revolucionárias do Partido revestem-se de grande importância.

O Centro de Treinamento de Quadros de Segurança é realmente uma autêntica força armada do povo, um destacamento medular do Exército Popular que fundaremos no futuro. Cabe a este Centro o importante dever de defender firmemente a pátria e o povo da agressão imperialista e formar os núcleos do futuro Exército Popular. Quando fundarmos, num futuro próximo, o Exército Popular, numerosos jovens patriotas ingressarão nele. Então, aqueles que foram treinados militar e politicamente neste Centro deverão ir para as novas unidades, nas quais desempenharão um papel de núcleo e instruirão os soldados.

Para cumprir satisfatoriamente essa importante tarefa que tem diante de si, o Centro de Treinamento de Quadros de Segurança deve estruturar prontamente suas fileiras e fortalecer a educação político-ideológica de seus alunos.

A primeira vantagem do exército revolucionário reside no elevado preparo político-ideológico de seus membros. Os militares de nosso exército são todos bons jovens que ingressaram voluntariamente com elevada determinação revolucionária de lutar pelo país e pelo povo. O Centro de Treinamento de Quadros de Segurança deve intensificar o preparo político-ideológico dos militares e fazer deles fiéis defensores da pátria, enérgicos soldados revolucionários, bem preparados política e ideologicamente.

A fim de proporcionar aos militares um bom preparo político e ideológico, é preciso elevar ainda mais o papel da seção de cultura.

Esta deve, antes de tudo, realizar um bom trabalho de explicação aos militares da linha e da política de nosso Partido. Esse trabalho constitui o primeiro passo para sua formação político-ideológica. Os membros da seção de cultura não devem apenas penetrar eles próprios entre as massas militares para explicar-lhes a linha e a política do Partido, mas também educar bem os agitadores para que estes, diariamente e de maneira animada, divulguem entre elas a política do Partido. Se derem a conhecer aos agitadores, frequentemente e sob a forma de cursos, os êxitos e o significado da reforma agrária e de outras reformas democráticas realizadas em nosso país, a essência e a superioridade de nosso regime social e as realizações de nosso povo na restauração e construção da economia nacional, estarão sempre realizando um trabalho de esclarecimento e divulgação entre os militares com os conhecimentos adquiridos. A seção de cultura deve estabelecer na unidade um sistema correto para divulgar a política do Partido, explicar oportuna e claramente aos militares sua linha e sua política em cada momento concreto, para que todos compreendam bem sua essência e justeza e se dotem profundamente das ideias revolucionárias de nosso Partido.

Junto com a educação na política do Partido, é requisito imprescindível inculcar nos militares o inquebrantável espírito revolucionário dos guerrilheiros antijaponeses. Se for bem explicado aos militares como os precursores revolucionários antijaponeses combateram contra o imperialismo japonês, nascerá neles o desejo revolucionário de lutar como eles e cumprirão fielmente seu dever revolucionário. Considerando que entre os quadros dirigentes do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança há muitos companheiros que lutaram na Guerrilha Antijaponesa, a seção de cultura deve procurar, mediante um bom trabalho de organização, que estes contem frequentemente aos militares como os guerrilheiros antijaponeses combateram contra os imperialistas japoneses, passando a noite ao relento, açoitados pelo vento, para que todos sigam o exemplo do inabalável espírito revolucionário dos combatentes antijaponeses.

Por outro lado, é necessário também informar oportunamente os militares sobre a situação sul-coreana e internacional.

O preparo ideológico dos militares deve ser realizado de acordo com as tarefas da revolução coreana. Nos tempos da Luta Armada Antijaponesa, educávamos os soldados no espírito de lutar para expulsar os imperialistas japoneses da terra coreana, derrotar seus lacaios latifundiários e capitalistas compradores e construir uma sociedade livre de exploração. Em outras palavras, realizávamos a educação ideológica baseando-nos na posição do Juche. A seção de cultura deve explicar claramente aos militares que é preciso construir o quanto antes um Estado democrático, soberano e independente na pátria libertada, fundar um poderoso exército regular do povo, que a missão do exército na execução dessa tarefa revolucionária é imensa, que os militares devem empenhar-se diligentemente no treinamento militar e político a fim de estarem preparados o quanto antes para cumprir, da melhor maneira possível, o dever de salvaguardar a pátria.

Além disso, a formação ideológica deve ser realizada de acordo com o grau de preparação e as peculiaridades de cada militar. Antes, na Guerrilha Antijaponesa, esse trabalho era realizado segundo o nível de preparo dos soldados, começando pelo ensino do alfabeto aos companheiros analfabetos, pela explicação da situação de classe aos companheiros de baixa consciência de classe e pela educação de alto nível aos companheiros instruídos e de elevada consciência de classe. Desse modo, preparávamos profundamente todos os soldados política e ideologicamente e os guiávamos a combater valentemente o inimigo. Vocês também devem educar dessa maneira os jovens militares.

A sala de educação para a construção do país é uma importante base para a formação ideológica e cultural dos militares. É preciso instalar boas salas desse gênero nas subunidades e realizar, de maneira mais enérgica, a educação ideológica tendo-as como centro. É preciso equipá-las com muitos materiais sobre a luta patriótica de nosso povo, particularmente sobre a luta heroica da Guerrilha Antijaponesa, e formar os militares utilizando esses materiais. Somente assim será possível dotá-los de verdadeiras ideias patrióticas e de um inabalável espírito revolucionário. Além disso, é preciso dotar essa sala de materiais que exponham a longuíssima história e a brilhante cultura de nosso país, suas riquezas naturais e os êxitos alcançados na construção de uma pátria democrática. Tais materiais serão de grande ajuda para educar os militares no espírito de patriotismo.

Também é preciso fornecer à sala de educação para a construção do país jornais, revistas, diversos livros e instrumentos de recreação, para que os militares frequentem-na por sua própria vontade e se divirtam de maneira culta e alegre, lendo livros e entoando canções.

A seção de cultura deve orientar bem as organizações da União da Juventude Democrática da unidade para que impulsionem energicamente a educação ideológica dos jovens militares.

Em seguida, é preciso reforçar o treinamento militar.

Todos os militares possuem uma elevada disposição revolucionária de servir fielmente à defesa da pátria. Isso, naturalmente, é algo positivo. No entanto, somente com essa disposição ideológica não poderão cumprir devidamente as tarefas revolucionárias que lhes foram confiadas pelo Partido. Além de possuir uma elevada disposição revolucionária, devem conhecer perfeitamente a ciência e a técnica militares modernas. O conhecimento é poder.

Este Centro deve intensificar ainda mais os treinamentos de combate para que todos os militares assimilem, o mais rapidamente possível, a avançada ciência e técnica militares, bem como os métodos operacionais de combate. Considerando que a construção da unidade foi concluída, em sua essência, vocês poderão concentrar todas as suas forças nos treinamentos de combate. Por enquanto, devem concentrar esforços nos exercícios da temporada de inverno e cumprir com êxito e em alto nível as tarefas estabelecidas. De modo especial, devem realizar bem os exercícios de tiro, para que todos os oficiais, suboficiais e soldados do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança sejam excelentes atiradores.

Este Centro deve intensificar os treinamentos para elevar o nível técnico das especialidades, de modo que todos os militares manejem perfeitamente suas armas e equipamentos técnicos de combate e possam cumprir satisfatoriamente sua missão.

Primeiro, é necessário reforçar os exercícios de artilharia. Nosso Partido forneceu aos artilheiros magníficos canhões e equipamentos técnicos de combate, desejando que defendessem da melhor maneira possível a pátria e o povo libertados. Os artilheiros devem realizar seus treinamentos com entusiasmo, para que dominem o quanto antes o manejo dos canhões e dos equipamentos técnicos de combate e se tornem atiradores de primeira classe.

Por mais potentes que sejam os canhões, se os artilheiros que os manejam não souberem disparar bem, eles não poderão demonstrar todo o seu poder. Somente quando os artilheiros forem bons mestres de tiro poderão os canhões revelar todo o seu poderio e causar muitas baixas ao inimigo. O canhão não é manejado por uma única pessoa, como o fuzil, mas por vários artilheiros em cooperação, portanto, não basta o bom desempenho de uma pessoa. É preciso realizar intensos exercícios de serviço de fogo para que todos os artilheiros adquiram a destreza necessária para agir em uníssono, como as mãos e os pés de um corpo, de acordo com a ordem do comandante. Além disso, é preciso realizar muitos exercícios de tiro com trajetória curva e de tiro direto, para utilizar os canhões com eficiência nas condições topográficas de nosso país.

Também os soldados de transmissões devem intensificar os exercícios de sua especialidade para conhecer rapidamente seus equipamentos técnicos de combate e possuir um elevado nível de perícia que lhes permita assegurar, de maneira rápida e precisa, as comunicações de comando da unidade.

Os motoristas devem melhorar sua técnica de condução; as enfermeiras devem aprender rapidamente os métodos de assistência médica para poder tratar bem os doentes.

Nosso país ainda não conta com muitos especialistas militares. Todos os alunos do Centro devem empenhar-se nos estudos e treinamentos, sobretudo naqueles relacionados à elevação do nível técnico de suas respectivas especialidades, a fim de se tornarem rapidamente quadros e especialistas militares competentes.

É aconselhável utilizar muitos recursos visuais nas aulas.

O uso direto de recursos visuais facilita mais a compreensão do que dez explicações verbais. Daqui em diante, uma vez elevado o papel dos oficiais e suboficiais, é preciso fabricar, em grande quantidade, equipamentos de treinamento e recursos visuais e utilizá-los amplamente.

As armas e os equipamentos técnicos de combate que os militares possuem são bens inestimáveis do país e do povo, e foram regados com o sangue vermelho dos mártires revolucionários antijaponeses e com o sangue e o suor de nosso povo. Por isso, todos os militares devem valorizá-los e amá-los como a menina dos próprios olhos e cuidar deles com esmero. Até mesmo o caçador mantém sempre limpa sua espingarda de caça. O Centro deve preparar bem os depósitos de armas e orientar todos os militares a limpar diariamente com cuidado e manter em bom estado as armas e os equipamentos técnicos de combate, para que possam ser utilizados a qualquer momento.

A disciplina é o principal para elevar a capacidade combativa da unidade. Sem disciplina, não é possível manter o exército nem derrotar o inimigo em combate. Assim como o homem só pode viver em meio ao ar, também o exército pode se manter unicamente com a disciplina. Não se pode chamar de exército aquele que não possui disciplina. O Centro de Treinamento de Quadros de Segurança deve estabelecer uma disciplina e uma ordem rigorosas em sua unidade.

A disciplina de nosso exército, de caráter revolucionário, difere radicalmente da de um exército mercenário do imperialismo. Também a camarilha fantoche de Ri Sung Man na Coreia do Sul organizou seu exército, mas a disciplina desse exército fantoche é coercitiva. A camada superior do exército fantoche sul-coreano é composta por ex-oficiais do exército do imperialismo japonês, ex-policiais, filhos de latifundiários e capitalistas, enquanto os soldados são filhos do povo trabalhador, razão pela qual superiores e subordinados são totalmente antagônicos do ponto de vista de classe. Por isso, os oficiais são obrigados a aplicar uma disciplina coercitiva para utilizar os soldados em benefício próprio. Em contrapartida, a de nosso exército é a disciplina de um exército revolucionário, uma disciplina consciente. Em nosso exército vigora somente uma disciplina consciente, pois todos os militares ingressaram voluntariamente em suas fileiras, dispostos a entregar, sem hesitação, até a própria vida pelo bem do país e do povo. Essa é precisamente a razão pela qual nosso exército é invencível. Somente aquele exército que conta com uma disciplina consciente pode ser um exército férreo, um exército invencível.

O Centro deve dar a conhecer claramente aos militares a essência da disciplina de nosso exército, para que eles atuem conscientemente de acordo com as exigências estabelecidas pelos regulamentos e instruções em todas as suas atividades e em sua vida diária.

Como entre os militares há muitos companheiros que, pela primeira vez, levam uma vida coletiva, esta, no início, de acordo com o horário estabelecido e com as exigências dos regulamentos e instruções, pode lhes parecer difícil. Por isso, os comandantes devem ensinar aos novatos, um por um, por meio de ações práticas e através da atividade coletiva, para que se familiarizem pouco a pouco com a vida disciplinada. Um galho se dobra bem sem quebrar; ele não precisa do fogo para ser moldado. A disciplina e a ordem também devem ser estabelecidas dessa maneira. O Centro deve proporcionar uma educação baseada em princípios, especialmente aos novatos, para que deem os primeiros passos corretamente na vida disciplinada.

A fim de estabelecer uma disciplina e uma ordem rigorosas na unidade, é de suma importância que os comandantes deem o exemplo por meio de ações práticas. Tendo presente que cada uma de suas ações encontra fiel reflexo na vida dos soldados, os comandantes devem realizar todas as suas atividades de acordo com as exigências dos regulamentos e das instruções militares e ser um exemplo na observância da disciplina. Quanto às ordens, devem dá-las de forma clara. Por exemplo, se derem a um soldado a ordem de ir a determinado lugar, devem indicar os detalhes: para onde deve ir, quais caminhos utilizar na ida e na volta e até que hora deve retornar para informar sobre o resultado da missão. Somente assim os soldados poderão agir com segurança e cumprir exatamente seu dever sem infringir a disciplina.

Em seguida, é preciso fortalecer a unidade revolucionária entre superiores e subalternos e entre os companheiros.

O nosso é um exército do povo, um exército revolucionário, formado pelos melhores filhos e filhas de operários e camponeses, tendo como núcleo os combatentes antijaponeses.

Os comandantes e soldados de um exército revolucionário são todos, igualmente, companheiros revolucionários e camaradas de combate. Todos os militares do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança foram abandonados e explorados sob a dominação colonial do imperialismo japonês antes da libertação, mas depois desta se tornaram donos do país e são jovens patriotas que ingressaram voluntariamente nas fileiras com o objetivo de defender a pátria. Por isso, comandantes e soldados devem unir-se firmemente no cumprimento das tarefas revolucionárias que assumiram.

Com vistas a fortalecer a unidade revolucionária entre superiores e subalternos e entre companheiros, é preciso, antes de tudo, que os comandantes valorizem e amem os soldados e cuidem de sua vida cotidiana com sentimento paternal. Os oficiais devem verificar se eles têm dificuldades ou inconvenientes, interessando-se sempre pela alimentação, pelo vestuário e pelo sono; devem resolver prontamente os problemas daqueles que os tiverem. Se algum soldado retornar do treinamento com os sapatos molhados, os comandantes devem até mesmo secá-los. Assim devem ser servidores fiéis dos soldados.

Agora estamos em condições incomparavelmente mais favoráveis do que aquelas em que os guerrilheiros antijaponeses se encontravam no passado ao combater nas montanhas. Contamos com o Partido e o Poder Popular e temos a liberdade de explorar, conforme nossa vontade e conveniência, os ricos recursos do subsolo do país e fabricar qualquer coisa. O Partido e o Estado não poupam nada para assegurar a vida dos militares. Aproveitando ao máximo as condições criadas, os dirigentes do Centro de Treinamento devem instalar prontamente dormitórios, refeitórios e salas de aula para estabilizar a vida dos militares e cuidar para que estes não tenham nenhum inconveniente nos estudos, treinamentos e na vida diária. Em particular, é preciso elevar o papel dos intendentes, de modo que forneçam prontamente uniformes, melhorem a qualidade da alimentação e criem para os militares as condições para o uso regular de banhos e barbearia. Do mesmo modo, é preciso melhorar o tratamento dos doentes.

Perto deste Centro de Treinamento vive muita gente. Quando se encontrarem com a população, os militares devem tratá-la com cortesia e respeitá-la sempre, devem defendê-la e proteger seus bens, mesmo à custa da própria vida. Como são um exército do povo, vocês devem ser infinitamente fiéis a este e valentes como leões para combater o inimigo. Todos os militares devem demonstrar, por meio de ações práticas, que o nosso é um autêntico exército do povo, para que este o ame e ajude como a seus próprios familiares. Quando contar com seu apoio ativo e formar com ele um só corpo, nosso exército será então uma força armada invencível.

O caminho da revolução não é, de modo algum, plano e liso. No futuro, poderão deparar-se com obstáculos e dificuldades em seu trabalho e em sua vida. Ainda não contamos com todas as condições necessárias para administrar o exército e ainda estamos no processo de estabelecer a base econômica do país. Os funcionários do Centro de Treinamento devem superar corajosamente os obstáculos e dificuldades que surgirem em seu caminho, com firme determinação e mobilizando a inesgotável força e a sabedoria criadora dos jovens patriotas, para assim melhorar as condições de vida e realizar melhor os treinamentos. Com isso não quero dizer que suportem até mesmo os contratempos e dificuldades que podem ser seguramente superados nas condições atuais de nosso país. Quanto aos problemas que o Estado pode resolver, vocês devem apresentá-los oportunamente.

Espero que vocês, sem se vangloriarem pelos êxitos alcançados, continuem esforçando-se com entusiasmo e cumpram brilhantemente as tarefas revolucionárias atribuídas ao Centro de Treinamento de Quadros de Segurança.

A crise hídrica se agrava devido à onda de calor recorde

Enquanto persiste uma onda de calor recorde que aquece este planeta, vários países estão enfrentando uma grave crise hídrica.

Segundo uma agência de notícias estrangeira informou há pouco, o nível da água do Danúbio, um dos maiores rios da Europa, encontra-se em seu nível mais baixo já registrado.

De acordo com uma medição realizada pelas autoridades competentes da Hungria em 30 de julho, o nível da água do Danúbio caiu 10 cm abaixo do nível mínimo registrado em 2018. Como se prevê que as temperaturas continuem subindo, estima-se que o nível da água do Danúbio cairá ainda mais.

Segundo informou o órgão meteorológico e hidrológico da Croácia, nas proximidades de Batina, o nível da superfície da água desse rio caiu 24 cm abaixo do nível mínimo observado em 2022. Diz-se que, com a redução acentuada do nível do rio, surgiram os destroços de um navio cargueiro que havia afundado há cerca de 90 anos.

Na Eslováquia, a quantidade de água do Danúbio também está diminuindo rapidamente. Segundo informou o órgão competente, em Bratislava, a vazão média do Danúbio em julho foi quase 29% menor do que o nível mínimo registrado em 2003. Especialistas expressaram preocupação pelo fato de que, embora o período de maio a julho seja normalmente aquele em que a quantidade de água do rio deveria aumentar, neste ano ela diminuiu de maneira sem precedentes.

Com a queda acentuada do nível do Danúbio, na Hungria e na Romênia houve falta de água necessária para o resfriamento dos reatores nucleares, obrigando as usinas a interromper seu funcionamento. Em uma cidade portuária da Bulgária, ocorreu até mesmo um acidente em que um navio de cruzeiro encalhou devido ao baixo nível do Danúbio.

Na Holanda, o nível do Reno também atingiu seu nível mais baixo já registrado devido à seca persistente. Segundo informações, em 30 de julho, o nível desse rio caiu ainda mais abaixo do nível mínimo observado em 2022. Anteriormente, o governo desse país havia alertado que a crise de escassez de água havia se tornado uma realidade, informando que, em julho, as temperaturas estavam acima da média e que a quantidade de precipitação encontrava-se em níveis semelhantes aos de 2018, quando houve uma seca extremamente severa.

No norte da Itália, uma grave seca persiste devido à prolongada onda de calor e à redução das chuvas, criando um grande risco para o fornecimento de água para irrigação.

Em Almada, Portugal, o consumo de água atingiu um nível recorde devido à onda de calor persistente, fazendo com que a quantidade de água dos reservatórios caísse para cerca de 10% de sua capacidade de armazenamento.

Na capital do Afeganistão, Cabul, a crise de escassez de água está se agravando dia após dia. Uma emissora desse país afirmou que os recursos hídricos da cidade estão diminuindo drasticamente devido aos efeitos das mudanças climáticas e expressou preocupação de que a crise hídrica provocada pela redução das águas subterrâneas e pelo crescimento populacional se tornará um sério desafio para o desenvolvimento da capital no futuro. Cabul vem sofrendo com a escassez de água potável há vários anos e, apesar dos esforços das autoridades para melhorar a situação do abastecimento de água, o problema hídrico continua sem ser resolvido.

Na Somália, mais de 570 mil pessoas também estão sofrendo com a escassez de água devido à severa seca.

Atualmente, afirma-se que três quartos da população mundial vivem em regiões classificadas como de “insegurança hídrica” ou “grave insegurança hídrica”. Em particular, 4 bilhões de pessoas sofrem com a escassez de água durante pelo menos um mês por ano.

É consenso entre os especialistas que o problema da água já ultrapassou o estágio de crise devido às mudanças climáticas e à poluição da água, que se agravam dia após dia.

A crescente escassez de água está prejudicando o desenvolvimento econômico mundial e a produção de cereais, além de ameaçar a sobrevivência da humanidade.

Rodong Sinmun

As tentativas do Japão de possuir armas nucleares devem ser cortadas pela raiz

Está se tornando claramente evidente aquilo em que o Japão está concentrando seus esforços em sua rápida campanha de rearmamento e remilitarização.

Não é outra coisa senão a posse de armas nucleares.

O atual governo japonês, pouco depois de assumir o poder, revelou abertamente sua ambição de possuir armas nucleares. A governante Takaichi, assim como o ministro da Defesa Koizumi, entre outros, afirmou que é necessário discutir políticas relacionadas às armas nucleares, incluindo a possibilidade de revisar os “Três Princípios Não Nucleares”.

O fato de o Japão ter revelado descaradamente sua intenção de possuir armas nucleares equivale a ter abandonado completamente a fachada hipócrita de “Estado pacífico”.

Isso constitui um desafio flagrante às aspirações dos povos asiáticos, que anseiam sinceramente por paz e estabilidade duradouras, e um ato criminoso grave que conduz a paz mundial, cada vez mais ameaçada, a uma situação de extremo perigo.

Hoje, o Japão entrou firmemente em uma era de neomilitarismo.

As leis e princípios que simbolizavam o “Estado pacífico” estão sendo deturpados ou tornando-se letra morta, enquanto toda a vida social do país se militariza e fascistiza dia após dia, e as forças materiais e espirituais do país são cada vez mais subordinadas aos preparativos para uma guerra de agressão.

Se há algo diferente em relação ao passado, é que as principais forças que conduzem a atual era militarista são as novas gerações que herdaram o sangue dos criminosos de guerra que foram julgados após a derrota do imperialismo japonês ou que foram contaminadas por uma visão distorcida da história; além disso, o Japão está aprofundando de maneira particularmente intensa seus vínculos com os países ocidentais em geral, especialmente com a OTAN, e, apoiando-se em todos eles, está tramando alcançar superioridade militar e domínio hegemônico sobre os países vizinhos.

Os slogans relativos à ambição de domínio também mudaram. O antigo brado pela “garantia da paz no Oriente” e pelo “estabelecimento da Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental” foi substituído pela “realização de uma concepção de uma região do Indo-Pacífico livre e aberta”.

Pode-se dizer que, de certo modo, isso representa uma expansão ainda maior da esfera de domínio com a qual sonhavam no passado.

As forças neomilitaristas, profundamente mergulhadas no impulso e na ambição de reviver hoje a antiga era dos criminosos de guerra, quando desfrutavam de domínio temporário sobre algumas regiões da Ásia-Pacífico, estão agindo desenfreadamente, sem medir consequências.

Todos os povos do mundo devem refletir profundamente sobre a gravidade das tentativas de possuir armas nucleares que as forças neomilitaristas do Japão estão expondo descaradamente.

As armas nucleares começaram a ser pesquisadas e desenvolvidas durante o auge da Segunda Guerra Mundial. Os países que se dedicaram a isso primeiro foram justamente Estados militaristas e imperialistas como os Estados Unidos, a Alemanha fascista e o Japão, que estavam enlouquecidos pelo massacre de outros povos e pela ambição de dominar o mundo.

Na competição fatídica para alterar o curso da guerra por meio da primeira posse e utilização de armas nucleares e garantir a primazia no estabelecimento do domínio mundial no futuro, o maior prejudicado foi o Japão. Os Estados Unidos, que desenvolveram primeiro as armas nucleares, lançaram bombas atômicas sobre o Japão, que havia atacado Pearl Harbor de surpresa e humilhado o império estadunidense, reduzindo Hiroshima e Nagasaki a cinzas.

Naquela época, o Japão lamentou profundamente não ter conseguido desenvolver armas nucleares antes dos Estados Unidos e não interrompeu suas pesquisas até pouco antes de sua derrota.

As armas nucleares jamais devem ser utilizadas como instrumento de injustiça para agressão, provocação de guerras ou conquista da hegemonia.

Por isso, as tentativas do Japão de possuir armas nucleares devem ser decididamente cortadas pela raiz.

Não se deve tolerar de forma alguma que, enquanto alardeia a “manutenção” e a “defesa” dos “Três Princípios Não Nucleares”, engane a opinião pública interna e externa e, por trás dos bastidores, tente, de uma forma ou de outra, deturpá-los. A comunidade internacional deve, com forças unidas, conter as tentativas do Japão de possuir armas nucleares e seus movimentos de compartilhamento nuclear com os Estados Unidos, e deve elevar incessantemente as vozes de denúncia e condenação que revelem suas intenções.

É justamente nisso que estão a paz e a segurança da região, bem como o desenvolvimento e a prosperidade da comunidade internacional.

Ri Kyong Su

Rodong Sinmun

Movimento e previsão dos tufões nº 15 e nº 16

De acordo com o comunicado da Administração Hidrometeorológica, às 18h do dia 11 de agosto, o movimento e a previsão dos tufões nº 15 e nº 16 são os seguintes.

O tufão nº 15 está se deslocando para sudoeste a uma velocidade de 21 km/h, sobre o mar a cerca de 165 km a leste de Tóquio, Japão (36°00′ de latitude norte, 141°30′ de longitude leste).

A pressão central desse tufão é de 980 hPa, a velocidade máxima do vento é de 25 m/s, e o raio da área onde a velocidade do vento é de 15 m/s ou mais é de 360 km para sudoeste e 540 km para nordeste.

Prevê-se que, daqui em diante, o tufão nº 15 se desloque para oeste, atinja terra nas proximidades de Tóquio, Japão, entre a tarde e a noite do dia 12, e enfraqueça gradualmente, transformando-se em uma área de baixa pressão.

O tufão nº 16 está se deslocando para leste a uma velocidade de 47 km/h, sobre o mar a cerca de 1.990 km a nordeste da ilha de Guam (26°06′ de latitude norte, 158°12′ de longitude leste).

A pressão central desse tufão é de 992 hPa, a velocidade máxima do vento é de 23 m/s, e o raio da área onde a velocidade do vento é de 15 m/s ou mais é de 240 km para noroeste e 420 km para sudeste.

Prevê-se que, daqui em diante, o tufão nº 16 se desloque para nordeste e, entre a madrugada e a manhã do dia 13, enfraqueça, transformando-se em uma área de baixa pressão sobre o mar a cerca de 2.400 km a leste de Tóquio, Japão, não devendo, portanto, afetar nosso país.

Agência Central de Notícias da Coreia

Trabalho de preservação da história revolucionária

Explicação de terminologias políticas

O trabalho de preservação da história revolucionária é a atividade de descobrir e organizar materiais históricos revolucionários e feitos revolucionários, preparar, preservar e administrar os locais de interesse histórico-revolucionário e de batalha revolucionária, e educar as pessoas por meio deles.

O núcleo do trabalho de preservação da história revolucionária consiste em consolidar a admiração pelo líder como uma característica ideológica e espiritual enraizada em nosso povo.

É necessário realizar bem o trabalho sobre os feitos revolucionários para descobrir e organizar muitos novos materiais históricos revolucionários e objetos relacionados aos feitos revolucionários, enriquecer a história revolucionária e os feitos do grande Líder, do grande Dirigente e do estimado camarada Secretário-Geral com materiais factuais vívidos, e preservar eternamente os objetos relacionados aos feitos revolucionários como preciosos tesouros de nossa revolução.

O trabalho de preservação da história revolucionária, que consiste em descobrir e organizar materiais históricos revolucionários e feitos revolucionários, preparar e preservar bem os locais de batalhas revolucionárias e os de interesse histórico-revolucionário e educar as pessoas por meio deles, é uma tarefa responsável e honrosa dos funcionários encarregados da história revolucionária.

O importante no trabalho de preservação da história revolucionária é, antes de tudo, manter o princípio do sistema de liderança única do Partido, o princípio da unidade em um só corpo entre o Líder, o Partido e as massas, e os princípios do historicismo e da cientificidade.

O princípio fundamental do trabalho de preservação da história revolucionária é defender, preservar e fazer brilhar os feitos revolucionários das grandes homens sem igual.

Descobrir, organizar e preservar materiais históricos revolucionários e feitos revolucionários de modo que reflitam corretamente a grandeza e os feitos imortais dos grandes homens sem igual e a luta heroica de nosso povo que apoia fielmente a liderança do Partido é a linha vital do trabalho de preservação da história revolucionária.

Além disso, é necessário realizar bem o trabalho educativo por meio dos locais de batalha revolucionária, locais de interesse histórico-revolucionário e objetos relacionados aos feitos revolucionários. Devem ser organizadas amplamente visitas aos locais de batalha revolucionária e aos de interesse histórico-revolucionário, realizando de maneira substancial o trabalho educativo por meio dos objetos e materiais relacionados aos feitos ali expostos.

Para realizar bem o trabalho de preservação da história revolucionária, é necessário assumir e conduzir esse trabalho como uma tarefa do comitê do Partido.

As organizações partidistas de todos os níveis devem realizar de maneira substancial o trabalho organizativo e político para que o trabalho de preservação da história revolucionária seja realizado de acordo com a intenção do Partido, conhecer e acompanhar regularmente os problemas que surgem e solucioná-los, além de fortalecer o quadro de funcionários desse setor.

Rodong Sinmun

Realizado ato comemorativo pelo 10º aniversário da orientação de campo do estimado camarada Kim Jong Un à Fábrica de Tintas Songyong

O ato comemorativo pelo 10º aniversário da visita de orientação de campo do estimado camarada Kim Jong Un à Fábrica de Tintas Songyong foi realizado no dia 11.

Participaram do ato comemorativo funcionários dos setores relacionados, funcionários da fábrica e trabalhadores, e houve um informe comemorativo.

O orador mencionou que, ao visitar a fábrica em agosto de 2016, o estimado camarada Kim Jong Un elogiou-a, dizendo que, embora fosse pequena em escala, era uma fábrica preciosa, e esclareceu claramente as orientações e os meios para normalizar a produção de tintas à base de acrílico e nacionalizar as matérias-primas para tintas.

Disse que, enquanto percorria os processos de produção, o estimado camarada Secretário-Geral expressou grande satisfação pelo fato de que seria possível resolver o problema das tintas necessárias para vários setores da economia nacional e concedeu a grande benevolência de tirar até mesmo uma fotografia comemorativa de amor junto aos trabalhadores.

Destacou que, durante os últimos 10 anos, os trabalhadores e técnicos da fábrica estabeleceram as bases científico-técnicas para normalizar a produção de tintas à base de acrílico em um nível mais elevado, com infinita fidelidade ao Partido e incansável fervor patriótico.

Disse que a fábrica alcançou êxitos na produção de produtos de alta qualidade ao nacionalizar dezenas de matérias-primas e adotar valiosas propostas de inovação técnica.

Mencionou que os funcionários e trabalhadores da fábrica devem tomar firmemente como linha vital as tarefas programáticas apresentadas pelo estimado camarada Secretário-Geral durante sua visita de orientação à fábrica, fazer ressoar vigorosamente o som da ativação da produção e contribuir substancialmente para o desenvolvimento da economia do país e a melhoria da vida do povo.

Ele disse que é necessário ampliar decididamente a capacidade de produção de tintas, colocando a ciência e a tecnologia firmemente em primeiro lugar, e conduzir de maneira científica e prática a gestão empresarial e administrativa.

Mencionou que, tomando como exemplo o espírito de luta e o estilo de luta da classe operária de Sangwon, devem promover ativamente a luta pelo aumento da produção e o movimento de economia, cuidar e administrar adequadamente os equipamentos e tornar o local de trabalho mais cultural e higiênico.

O orador enfatizou que todos os funcionários e trabalhadores devem apoiar lealmente a liderança do estimado camarada Kim Jong Un e, com esforço redobrado e luta vigorosa, acender ainda mais intensamente as chamas da luta para cumprir as resoluções do 9º Congresso do Partido.

“Faremos ressoar ainda mais alto a 'sinfonia socialista' que exalta o Partido e a pátria” — A Orquestra Sinfônica Nacional, que recebeu a benevolência do estimado camarada Secretário-Geral

A imensa emoção e a promessa de lealdade dos criadores e artistas

O dia 8 de agosto passado foi um dia significativo em que a Orquestra Sinfônica Nacional, orgulho de nossa pátria e de nosso povo, celebrou seu 80º aniversário de fundação e, ao mesmo tempo, foi um dia de comoção que fez estremecer todo o país, quando, desde o início da manhã até altas horas da noite, novas lendas de amor e confiança ardentes, dignas de serem registradas na história da arte do Juche, floresceram sucessivamente.

Há alguns meses, os trabalhadores de Sangwon e os mineiros de Chonsong haviam encontrado, como num sonho, o estimado camarada Secretário-Geral, que visitara seus locais de trabalho, e, ao ouvirem seu discurso repleto de benevolência, derramaram lágrimas de emoção. Hoje, novamente, no dia em que os criadores e artistas da Orquestra Sinfônica Nacional, que nasceu como a primeira orquestra do país após a libertação e conquistou fama ao longo de muitos anos, celebravam com orgulho seu 80º aniversário, desenrolou-se uma cena comovente em que receberam a elevada avaliação do grande pai e, acolhidos em seu afetuoso abraço, choraram e sorriram de emoção.

O estimado camarada Secretário-Geral, que acolhe em seu abraço todo o povo do país e eleva a dedicação e os méritos dos verdadeiros trabalhadores que, com ardente paixão e esforços sinceros, acrescentam enorme força e vigoroso impulso ao avanço da pátria, apresentando-os como modelos honrosos da época...

Quanto amor e confiança fazem com que tantas pessoas também se comovam profundamente com a glória de serem seus soldados e com a felicidade de pertencerem ao seu povo, colocando em pleno jogo a força e a coragem transbordantes de lealdade e patriotismo e levantando-se como montanhas?

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“A Orquestra Sinfônica Nacional, que, ao longo de 80 longos anos, preservou firmemente, sem a menor mácula, sua verdadeira natureza de ser fervorosa no patriotismo e sincera na criação artística, mantendo sua posição e honra como um conjunto artístico de nível de tesouro nacional que personifica o desenvolvimento da música do Juche, é um precioso tesouro de nosso Estado e um grande orgulho de nosso Partido e povo.”

A noite de verão da colina Moran avançava, carregada de inúmeras lembranças.

Havia já 80 anos desde que, sob os cuidados do grande Líder, nasceu a primeira orquestra da nova Coreia; na noite anterior ao dia significativo que marcaria esses orgulhosos 80 anos de história, o Teatro Moranbong não dava sinais de adormecer.

Todos os membros da Orquestra Sinfônica Nacional passavam aquela noite no teatro. Não era apenas por causa dos preparativos para o concerto comemorativo do 80º aniversário de fundação. Todos recordavam com profunda emoção a orgulhosa história da orquestra, que havia transcorrido sob os cuidados especiais dos grandes homens sem igual.

Naquele dia significativo, que marcou simultaneamente o nascimento da primeira organização artística profissional de nosso país e o nascimento da primeira orquestra sinfônica em cinco mil anos de história, o grande Líder proferiu o histórico discurso “Os músicos devem contribuir ativamente para a construção da nova Coreia democrática”.

O grande Líder disse que era realmente profundamente comovente assistir às apresentações de nossos artistas na pátria libertada e ensinou insistentemente que nossa música deveria corresponder aos sentimentos e à sensibilidade de nosso povo e às aspirações revolucionárias de nosso povo, que se levantara para construir uma nova pátria, e que deveria tornar-se uma música verdadeiramente popular e revolucionária, refletindo a alegria e o prazer, o orgulho e a dignidade, e o entusiasmo revolucionário de nosso povo que se levantara para criar uma nova vida.

Para criar e desenvolver uma orquestra sinfônica jucheana, ao nosso estilo, seguindo os elevados propósitos do Líder paternal, quanto carinho profundo e dedicação o grande Dirigente não dedicou à orquestra ao longo dos anos?

Os antigos criadores e artistas folheavam sem cessar as páginas de preciosas lembranças, enquanto os jovens músicos, embora já tivessem ouvido aquelas histórias tantas vezes que lhes eram extremamente familiares, escutavam atentamente, com o coração palpitando de grande emoção como se as ouvissem pela primeira vez...

E assim, quando um novo dia amanheceu, chegou uma notícia surpreendente que deixou todos estupefatos.

“O estimado camarada Secretário-Geral enviou uma carta de felicitações à nossa orquestra por ocasião de seu 80º aniversário de fundação.”

Essa notícia, que em um instante fez todo o teatro ferver de emoção...

“Será realmente verdade? O estimado camarada Secretário-Geral foi o primeiro a nos enviar felicitações pelo 80º aniversário da orquestra!”

Tomados pela emoção e pela alegria, os criadores e artistas começaram, um após outro, a ler a carta de felicitações.

Quanto mais liam e gravavam em seus corações cada passagem, mais seus olhos se enchiam de lágrimas e suas gargantas ficavam apertadas pela emoção.

Conhecedor de toda a longa história de 80 anos da Orquestra Sinfônica Nacional, o estimado camarada Secretário-Geral disse que ela era a primeira orquestra da nova Coreia, que anunciou seu nascimento com a execução da “Canção do General Kim Il Sung”, e que havia compartilhado a história brilhante e o destino de nossa amada pátria.

Ao receberem o jornal do Partido que trazia a carta de felicitações do estimado camarada Secretário-Geral, todo o povo do país pôde sentir profundamente quão grande era o lugar ocupado pela Orquestra Sinfônica Nacional no coração de nosso líder, e quão preciosa ela era para ele; quanto mais isso não seria sentido pelos próprios criadores e artistas da orquestra, diretamente envolvidos!

Ao lerem cada passagem da carta de felicitações do estimado camarada Secretário-Geral, na qual ele dizia que o nobre mundo espiritual dos membros da orquestra, que sempre permanecem firmes em seus postos sem mudar de coração e continuam escrevendo vigorosamente a história da orquestra com elevada consciência e consciência limpa, é algo incomparavelmente precioso, os antigos criadores e artistas da orquestra derramaram lágrimas ardentes.

A época de dificuldades, quando todo o país atravessava severas provações, foi relembrada vividamente. Houve pessoas que tiveram de se colocar diante de uma encruzilhada do destino, perguntando-se se deveriam escolher a segurança de suas famílias ou o palco que a pátria havia erguido. Também houve momentos em que, quando o público perguntava com que força conseguiam superar aquelas dificuldades e fazer ressoar vigorosamente os instrumentos de sopro e de cordas, não conseguiam responder prontamente.

Mas eles não podiam abandonar o palco que o Partido e a pátria haviam erguido. Seus corações estavam repletos da enorme confiança e do amor do grande Dirigente, que havia escolhido cuidadosamente cada um deles, organizado pessoalmente uma orquestra sinfônica jucheana, de nosso estilo, com formação para três grupos instrumentais, capaz de superar o mundo, e os havia conduzido passo a passo para que crescessem como uma orquestra de autoridade.

Geralmente, os músicos sobem ao palco com uma bela aparência que atrai os olhares das pessoas. O que o público vê é apenas o palco magnífico. Mas quantas pessoas realmente sabem quanta paixão ardente, esforços árduos e suor e sangue precisam estar impregnados por trás daquele palco deslumbrante?

Além disso, a criação da arte musical exige a não repetição a cada apresentação e é realmente uma tarefa nada fácil, que requer descobrir continuamente coisas novas e avançar constantemente.

Mesmo no campo da arte musical, pode-se dizer que a orquestra é o setor mais difícil e árduo. Isso ocorre, antes de tudo, porque os sons produzidos por mais de uma centena de músicos precisam formar, como um só, um conjunto harmonioso, criando uma sonoridade da mais elevada elegância e emoção. Além disso, diferentemente de outras artes ou conjuntos musicais, sem qualquer ajuda de equipamentos de amplificação sonora, ela deve conduzir o público a um mundo musical extraordinariamente belo por meio de uma sonoridade ao vivo singular e autêntica.

O estimado camarada Secretário-Geral, ao falar sobre os êxitos alcançados pela Orquestra Sinfônica Nacional, disse que considerava isso não apenas uma manifestação do senso de dever profissional ou da capacidade artística, mas o resultado e a expressão de uma atitude verdadeiramente sincera e dedicada e de uma concepção de vida de querer compartilhar toda a vida com o palco que a pátria havia erguido e servir ao Partido e à pátria por meio da arte, sem desejar qualquer recompensa ou avaliação; como poderiam eles não ter o coração ardendo de emoção transbordante?

“Realmente, nosso líder sabe de tudo!

Ele conhece profundamente todas as dificuldades e esforços que nossos criadores e artistas da orquestra sinfônica enfrentam em segredo, até mesmo sua vida cotidiana comum.”

Esta não é de modo algum apenas a voz cheia de emoção dos funcionários da Orquestra Sinfônica Nacional.

Quando o estimado camarada Secretário-Geral mencionou, um por um, na carta, os nomes dos talentosos maestros e músicos que deixaram uma impressão marcante na retina do povo, elevando-os como valiosos exemplos de artistas revolucionários que cantaram a mãe-pátria ao longo de toda a vida, tanto a maestrina Ho Mun Yong, filha do camarada Ho Jae Bok, quanto o compositor Kim Hak Il, filho do camarada Kim Pyong Hwa, derramaram lágrimas de emoção.

O camarada Choe Song Guk, músico da orquestra, também não conseguiu conter sua intensa emoção. Seu pai, o camarada Choe Ki Hyok, que até vários anos atrás atuava na orquestra como primeiro violinista e concertino, é lembrado pelo nosso povo por seu rosto de traços marcantes, embora nem todos conheçam seu nome.

O camarada Choe Song Guk disse, com os olhos marejados de lágrimas:

“O grande Dirigente concedeu a meu pai até o glorioso certificado de membro do Partido do Trabalho da Coreia e lhe dispensou inúmeros cuidados. Depois que meu pai faleceu, o estimado Marechal também lhe concedeu a grande graça de permitir que permanecesse eternamente junto aos célebres maestros e compositores da orquestra no Cemitério dos Mártires Patrióticos da comuna Sinmi. E hoje, na carta de felicitações que enviou à orquestra, também mencionou o nome de meu pai. Onde poderia haver uma homenagem maior do que esta?”

Os camaradas Ho Jae Bok, Kim Pyong Hwa e Choe Ki Hyok, que vivem eternamente até hoje nas lembranças do estimado camarada Secretário-Geral como exemplos de uma vida valiosa de artistas revolucionários!

Mas seriam somente eles?

Pensamos que todas as gerações de criadores e artistas da Orquestra Sinfônica Nacional, que dedicaram toda a vida a preservar durante longos 80 anos sua posição e honra como conjunto artístico de nível de tesouro nacional, permanecem eternamente vivas tal como eram naqueles dias, fervorosas no patriotismo e sinceras na criação artística, e que participaram juntas daquele significativo 80º aniversário de fundação, tendo recebido a calorosa bênção do grande pai.

Mas, naquela noite, aconteceu novamente algo que parecia um sonho.

Depois de realizada uma reunião para conceder condecorações estatais aos criadores e artistas meritórios da orquestra, graças à grande benevolência do estimado camarada Secretário-Geral, ele mesmo foi pessoalmente ao Teatro Moranbong.

Naquele instante, o recinto explodiu em uma tempestade de aclamações de “Viva!”.

Mesmo depois de lhes conceder glória sobre glória, como se ainda considerasse insuficiente o amor que lhes havia dado, o estimado camarada Secretário-Geral foi até o teatro e segurou calorosamente as mãos dos criadores e artistas.

Enquanto tiravam uma fotografia comemorativa de glória junto a ele, lágrimas quentes escorriam incessantemente pelas faces dos membros da orquestra.

Ao conversar conosco, a maestrina Ho Mun Yong disse:

“Foi um dia que parecia um sonho, no qual todos nós realizamos o ardente desejo de encontrar pessoalmente o estimado Marechal e tirar uma fotografia comemorativa de glória com ele.”

Seu pai, o camarada Ho Jae Bok, partiu deste mundo sem jamais ter visto a filha regendo.

Com amor paternal e atencioso, o grande General fez florescer seu ardente desejo de seguir os passos do pai e a criou como a única maestrina mulher do conjunto artístico de nível de tesouro nacional que representa o país. O fato de ela hoje, tendo ultrapassado os sessenta anos, continuar uma vida valiosa, trabalhando com vigor renovado na velhice, que qualquer pessoa invejaria, deve-se à mão benévola do estimado camarada Secretário-Geral.

Mesmo assim, o estimado camarada Secretário-Geral lhe entregou um belo buquê de rosas, dizendo que a felicitava por ter recebido o Prêmio Kim Il Sung, e ela, sem saber como conter sua emoção diante de tamanha honra, disse-lhe comovida:

“Estimado Marechal, muito obrigada. Parece realmente que estou apenas sonhando.”

Todos observavam aquela cena com inveja e admiração, quando o estimado camarada Secretário-Geral também entregou um buquê de felicitações à camarada Jong Hyon Hui, musicista e violinista da orquestra.

A camarada Jong Hyon Hui ficou tão surpresa que, por um instante, permaneceu atônita; depois, segurando o braço do estimado camarada Secretário-Geral, chorou e riu como uma criança, deixando transbordar sua emoção:

“Estimado Marechal, eu realmente queria muito vê-lo.”

Quando o estimado camarada Secretário-Geral voltou a tirar uma fotografia comemorativa de amor junto aos criadores e artistas agraciados com altas condecorações estatais, o compositor camarada Kang Su Gi, que participou da ocasião gloriosa sentado em uma cadeira de rodas, também não conseguiu esconder sua emoção.

Enquanto lançavam aclamações de “Viva!” ao estimado camarada Secretário-Geral, que lhes concedia repetidamente uma glória que consideravam maior do que seus próprios méritos, na mente de todos os criadores e artistas da orquestra sinfônica foram relembrados os dias inesquecíveis em que ele os havia orientado para que, por meio da criação e apresentação de obras de elevada qualidade artística, elevassem ainda mais o sublime amor pela pátria guardado no fundo do coração do povo e impulsionassem ativamente seu crescimento espiritual e cultural.

Desde a primeira vez que o grande Dirigente esteve no Teatro Moranbong recém-reconstruído, há vinte anos, até este dia em que o estimado camarada Secretário-Geral orientou o trabalho da orquestra com seu gênio musical e sua extraordinária visão.

Em certa ocasião, ele disse que, sendo a Orquestra Sinfônica Nacional literalmente uma orquestra que representa o Estado, não deveria pensar em continuar existindo apoiando-se apenas no prestígio acumulado no passado, mas deveria demonstrar sua existência exclusivamente por meio de sua capacidade, e conduziu todos os criadores e artistas para que, com elevado domínio e capacidade artística, abrissem na vanguarda uma nova era de florescimento da arte do Juche. Sem a sábia liderança do estimado camarada Secretário-Geral, como poderíamos sequer imaginar a autoridade e o prestígio de um conjunto artístico de nível de tesouro nacional, que é como o rosto do país e personifica o desenvolvimento da música do Juche?

Por isso, somente nos últimos dez anos, a Orquestra Sinfônica Nacional realizou com êxito dezenas de apresentações estatais, incluindo a grande apresentação comemorativa do 8º Congresso do Partido do Trabalho da Coreia e a grande apresentação de ginástica de massa e artística comemorativa do 80º aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Coreia, além de mais de 1.100 concertos, e criou com excelência mais de 260 obras instrumentais de diversos formatos, incluindo a abertura orquestral para piano “Glória ao Partido do Trabalho da Coreia”, a obra orquestral “Canção da Camaradagem” e o conjunto de cordas “Ode à Pátria”, contribuindo para iluminar a nova era do plena revitalização do Estado e enriquecer o tesouro da arte musical do Juche.

Hoje, todos os funcionários, criadores e artistas da Orquestra Sinfônica Nacional, gravando profundamente em seus corações o sublime propósito do estimado camarada Secretário-Geral, que disse que, compartilhando a história de luta e a trajetória de nosso povo, que realizou grandiosas transformações sociais sob a liderança do Partido, poderíamos chamar orgulhosamente de “Sinfonia Socialista” o título coletivo das obras e apresentações criadas e realizadas pela orquestra durante os últimos 80 anos, estão repletos de ardente entusiasmo para continuar vigorosamente a gloriosa história do desenvolvimento da sinfonia do Juche.

Fazer ressoar ainda mais alto a “Sinfonia Socialista”, que exalta em voz alta o grande Partido do Trabalho da Coreia e nossa amada pátria, como uma canção de marcha da luta e da criação, e dar uma enorme força ao avanço da causa revolucionária do Juche — essa é a promessa inabalável daqueles que, neste dia significativo, receberam uma glória e uma bênção extraordinárias.

Ho Myong Suk, Ju Ryong Bong e Kim Kwang Rim