quinta-feira, 5 de março de 2026

Adiamento estratégico? Possíveis razões para as eleições ao órgão supremo do poder estatal da RPDC serem reprogramadas para o ciclo de 2026

Recentemente, decretos do Presidium da Assembleia Popular Suprema da República Popular Democrática da Coreia anunciaram a convocação das eleições para deputados à Assembleia Popular Suprema, órgão supremo do poder estatal, bem como a formação do Comitê Eleitoral Central responsável pela organização do sufrágio marcado para 15 de março.

Contudo, considerando que as eleições anteriores para o órgão legislativo foram realizadas em 2019 e que a Constituição da Coreia socialista estabelece intervalos de cinco anos, surge a seguinte questão: por que o pleito não foi realizado em 2024?

Antes de tudo, é importante salientar que não há uma explicação oficial para esse fato. Ainda assim, existe base legal que permite tal ocorrência.

A Constituição da República Popular Democrática da Coreia, em seu artigo 90, estabelece que, quando circunstâncias inevitáveis tornam a realização das eleições impossível, o mandato da Assembleia Popular Suprema é prorrogado até que o pleito possa ser realizado. Essa disposição aplica-se tanto à Assembleia Popular Suprema quanto às assembleias populares locais.

Ademais, convém destacar que tal situação não constitui novidade na história institucional do país.

Após a realização das primeiras eleições da RPDC em 1948, o pleito seguinte ocorreu apenas em 1957, nove anos depois. Nesse intervalo, as circunstâncias inevitáveis estiveram evidentemente relacionadas à Guerra de Libertação da Pátria (1950–1953), uma vez que, em condições normais, as eleições teriam sido realizadas em 1952, conforme previa a Constituição de 1948, que estabelecia mandatos de quatro anos. O amplo esforço de reconstrução no período pós-guerra exigiu, portanto, o adiamento do processo eleitoral por cinco anos.

Posteriormente, as eleições passaram a ocorrer em intervalos de cinco anos, prática consolidada como consenso no órgão legislativo e posteriormente oficializada na Constituição Socialista de 1972.

Entretanto, após mais de uma década da nova constituição em vigor, ocorreu pela primeira vez um pleito com intervalo de quatro anos. Isso se deu em 1986, sucedendo as eleições de 1982. Tal situação decorre do fato de que o Presidium da Assembleia Popular Suprema também possui a prerrogativa de antecipar eleições no quarto ano do mandato. As razões para essa decisão podem variar, sendo uma das principais a necessidade de sincronização com eventos partidários, especialmente congressos.

Após dois ciclos eleitorais realizados com intervalos de quatro anos (1982–1986 e 1986–1990), circunstâncias complexas impediram novamente a realização do pleito dentro do prazo regular. As eleições que normalmente ocorreriam entre 1994 e 1995 foram adiadas por oito anos. Durante esse período, o país enfrentou a fase de transição decorrente do falecimento do líder fundador, o colapso do bloco socialista, o cerco e a pressão intensificada das forças hostis, além da ocorrência de diversos desastres climáticos de grande magnitude. As eleições foram finalmente realizadas em 1998, já sob a liderança do Dirigente Kim Jong Il.

Após as eleições de 2003, verificou-se novo adiamento: o pleito previsto para 2008 foi transferido para 2009. Tal decisão possivelmente esteve relacionada a fatores políticos associados à complexa e turbulenta conjuntura internacional que incidia diretamente sobre a segurança do país, bem como ao primeiro teste nuclear realizado em 2006, após a retirada do país do Tratado de Não Proliferação Nuclear alguns anos antes.

Como se observa, variações no intervalo entre eleições têm sido relativamente frequentes ao longo da história do país. Nesse sentido, qual poderia ser a justificativa para a reprogramação das eleições de 2024 para 2026?

Podem ser apontadas algumas razões principais. A primeira refere-se à mudança na política relativa à reunificação nacional, que exigiu reestruturações institucionais e modificações constitucionais. Como essa nova orientação foi oficialmente adotada em janeiro de 2024, após ter sido anunciada no final de 2023, o intervalo disponível até o período habitual das eleições — tradicionalmente realizado em março — tornou-se bastante reduzido.

A segunda razão diz respeito à sincronização com o calendário partidário, considerando que o 9º Congresso do Partido estava programado para 2026. Com a realização da mais importante reunião do partido dirigente do país no início desse ano, a convocação das eleições legislativas posteriormente, já sob a orientação dos programas, linhas e políticas definidos pelo Partido, tornou-se politicamente mais viável.

Entre 2019 e 2025, o país também enfrentou diversos acontecimentos políticos e militares, além de uma grave crise sanitária internacional, fatores que certamente exerceram influência sobre a situação nacional. Ainda assim, é possível considerá-los, a princípio, como elementos secundários no que se refere especificamente ao adiamento das eleições para deputados à Assembleia Popular Suprema.

Corrobora essa interpretação o fato de que as eleições para as assembleias populares locais foram realizadas em 2023, cumprindo o intervalo de quatro anos estabelecido para os órgãos locais, após o pleito anterior realizado em 2019.

Lenan Menezes da Cunha

Cinco anos inaugurando um novo auge do movimento juvenil coreano

Os últimos cinco anos após o Oitavo Congresso do Partido do Trabalho da Coreia foram um período em que se inaugurou um novo auge do movimento juvenil coreano.

Após o seu Oitavo Congresso, o PTC organizou o 10º congresso da União da Juventude como a primeira conferência das organizações de trabalhadores.

Kim Jong Un, Secretário-Geral do PTC, enviou ao congresso uma carta histórica intitulada “Demonstrem plenamente o poderio da União da Juventude Patriótica Socialista no avanço histórico ao novo triunfo da revolução".

Quando realizou uma sessão de fotos com os participantes do congresso da União da Juventude, referiu-se à necessidade de transformar definitivamente o movimento juvenil em uma poderosa força motriz da construção socialista, preparar plenamente todos os jovens como jovens patrióticos que defendam ativamente o socialismo e se dediquem à construção socialista, de modo que todo o país seja revigorado por eles e que se ampliem constantemente as fileiras de jovens exemplares de virtude.

Ele esclareceu o caminho a ser seguido pelo movimento juvenil e prestou atenção especial ao trabalho com a juventude.

Para formar os jovens como encarnações do espírito patriótico e pessoas com capacidade prática, assegurou que eles participassem das celebrações da conferência dos veteranos de guerra realizada por ocasião do 69º aniversário da vitória na grande Guerra de Libertação da Pátria e das celebrações de seu 70º aniversário. Além disso, confiou-lhes grandes projetos da construção socialista, como o projeto de construção de uma nova avenida (avenida Jonwi) na área de Sopho, conduzindo-os passo a passo, encorajando-os e demonstrando-lhes amor.

Em agosto do ano em que se realizou o Congresso do Partido, encontrou-se com jovens que haviam rompido com seu antigo modo de vida equivocado e se voluntariaram para trabalhar nos setores difíceis e que exigem grande esforço, apoiou sua decisão de recomeçar e tirou uma foto com eles.

Sob seu cuidado paternal, os jovens coreanos escolheram orgulhosamente uma vida dura e de formação para a prosperidade do país durante sua juventude, e não o desfrute e o conforto, e cresceram como mestres de sua época que sabem superar dificuldades, criar inovações e cumprir seus deveres patrióticos.

Somente no ano em que se realizou o Oitavo Congresso do PTC, mais de 10 500 jovens voluntariaram-se para trabalhar nos setores difíceis e que exigem grande esforço da construção socialista, e quase 1,7 milhão de jovens em todo o país voluntariaram-se para ingressar ou reintegrar-se ao Exército Popular da Coreia em apenas alguns dias, em outubro de dois anos atrás, quando as forças hostis cometeram uma provocação imprudente e perigosa contra a RPDC. O entusiasmo patriótico dos jovens pelo voluntariado alcançou seu auge nos últimos cinco anos.

E as fileiras de jovens exemplares de virtude que se dedicam ao coletivo e aos outros aumentaram ainda mais dia após dia, e a avenida Jonwi, a Fazenda Combinada de Estufas de Sinuiju, uma moderna base de produção de vegetais em estufas de grande escala, e outros monumentais edifícios associados aos esforços, à paixão, à sabedoria e à bravura da juventude surgiram em diferentes partes do país.

Na conferência realizada em janeiro passado em comemoração ao 80º aniversário da fundação da União da Juventude Patriótica Socialista, primeiro evento nacional do ano, foi concedida à União da Juventude a Ordem Kim Jong Il, a mais alta ordem da RPDC, por ter salvaguardado suas sagradas tradições e permanecido fiel às suas sagradas obrigações e deveres.

O estimado camarada Kim Jong Un fixou pessoalmente a ordem de glória na bandeira da União da Juventude Patriótica Socialista.

Pyongyang Times

Dizendo que os donos da terra são os camponeses

Um dia de outubro do ano em que nosso país foi libertado (15 de agosto de 1945) da ocupação militar do imperialismo japonês, o grande Líder camarada Kim Il Sung, que regressava após participar do comício de boas-vindas preparado pelos moradores do condado de Taedong, passou por uma casa onde serviam macarrão.

O Líder manteve uma conversa com a dona da casa que servia macarrão enquanto lavrava a terra. Ela lhe confessou francamente que seu desejo de toda a vida era cultivar sua própria terra, mas não podia realizá-lo por não possuir terra. Acrescentou que, por cultivar terra arrendada, não tinha outra alternativa senão pagar o arrendamento ao dono da terra.

Então o Líder repetiu várias vezes o termo “dono da terra” e disse em tom categórico: “Isso se resolve se adotarmos a lei que determina que ‘A terra pertence aos camponeses que a trabalham!’ e que ‘Não têm de pagar arrendamento’. O dono da terra não é o latifundiário, mas o camponês como você, que a trabalha.”

E afirmou energicamente à mulher, que não conseguia esconder sua surpresa, que o dono da terra era o camponês.

Posteriormente, o Líder se integrou entre os camponeses, com quem conversou sem formalidades para averiguar em detalhes a demanda deles pela terra e determinar o objeto da confiscação da terra, o método de sua confiscação e distribuição, e as vias para abolir para sempre o sistema de arrendamento.

Naqueles dias, enraizou-se em seu coração a convicção de que a reforma agrária devia ser realizada estritamente pelos camponeses na qualidade de donos e que o decreto devia ser elaborado refletindo o desejo e a aspiração deles.

Por outra parte, nos campos de nosso país desenvolveu-se dinamicamente o movimento para exigir a entrega da terra aos camponeses que a cultivavam.

Os camponeses realizaram comícios massivos e adotaram cartas, compromissos e petições dirigidos ao camarada Kim Il Sung, pedindo-lhe aplicar a reforma agrária e distribuir a terra o mais rápido possível antes da lavoura primaveril.

Em cada uma dessas mensagens o Líder experimentou ainda mais profundamente o ardente anseio dos camponeses e, refletindo fielmente na política sua aspiração e desejo, proclamou em 5 de março de 1946 o decreto da reforma agrária.

Sim Chol Yong

Naenara

Reforma agrária que tornou realidade o anseio secular dos camponeses


Há 80 anos, isto é, em 5 de março de 1946, foi proclamada a Lei da Reforma Agrária na RPDC.

O grande Líder camarada Kim Il Sung apresentou a reforma agrária como tarefa primordial na execução das reformas democráticas após a libertação do país.

Somente resolvendo corretamente este problema era possível pôr fim às velhas relações de produção feudais que obstaculizavam o progresso social, emancipar assim o campesinato do atraso e da pobreza seculares e construir a nova Coreia democrática. Tratava-se de uma questão particularmente importante em nosso país, que havia sido um Estado agrícola colonial onde o campesinato ocupava a maioria absoluta da população.

O Líder dedicou todo o seu esforço para solucionar o anseio secular dos camponeses pela terra.

Visitou aldeias rurais, ocasiões em que conversou sem formalidades com os camponeses e verificou concretamente a situação do campo, incluindo o número de famílias camponesas, a extensão das terras dos latifundiários e o número de casas de arrendatários e pequenos agricultores.

Com base nisso, determinou o princípio e as vias da reforma agrária adequadas à situação real do campo do país e pessoalmente completou, um por um, os artigos da Lei da Reforma Agrária.

Em 5 de março de 1946, o Líder proclamou a Lei da Reforma Agrária.

Sob o lema “A terra aos camponeses que a trabalham!”, apresentou como princípio fundamental da reforma agrária transformar os camponeses em donos da terra e esclareceu a orientação e as medidas concretas para sua materialização.

Com a aplicação da reforma agrária tornou-se possível eliminar as relações feudais de posse da terra e de exploração profundamente enraizadas no campo de nosso país e solucionar de maneira mais correta os problemas do campesinato e da agricultura na etapa da revolução democrática anti-imperialista e antifeudal. Além disso, manifestou-se sua vitalidade ao garantir o desenvolvimento da agricultura do país e melhorar a vida camponesa.

Como resultado, aumentou rapidamente a produção de cereais em comparação com o período anterior à libertação do país, e muitos camponeses doaram cereais ao Estado com zelo patriótico.

A proclamação dessa lei após a libertação da pátria constituiu um acontecimento histórico que solucionou excelentemente os problemas do campesinato e da agricultura em nosso país e criou uma sólida base para abrir um amplo caminho de desenvolvimento da agricultura socialista.

Kang Jin Song

Naenara

quarta-feira, 4 de março de 2026

Estimado camarada Kim Jong Un averigua processos de teste para avaliar a capacidade de cumprimento operacional do destróier “Choe Hyon”

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia (PTC) e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), visitou nos dias 3 e 4 o destróier “Choe Hyon” e averiguou o estado dos exercícios combativos e políticos da subunidade do navio e os processos de teste para avaliar a capacidade de cumprimento de operações do navio, realizados às vésperas do início de seu serviço.

Foi acompanhado pelo secretário do Comitê Central do PTC, Jo Chun Ryong, pelo primeiro vice-diretor de departamento do CC do PTC, Kim Jong Sik, pelo almirante Pak Kwang Sop, comandante das forças navais do Exército Popular da Coreia, e pelos funcionários do setor de construção naval.

Foi recebido com cortesia no dia 3, no local, pelos diretivos do Estaleiro de Nampho.

O camarada Kim Jong Un subiu ao destróier e certificou-se do estado de manejo e dos exercícios do navio pelos marinheiros, da eficiência do navio e dos processos de teste de avaliação de sua capacidade de cumprimento de operações.

Avaliou o fato de que os marinheiros da subunidade alcançam êxitos na materialização das orientações em matéria de exercícios combativos e políticos de Ano-Novo apresentadas pelo CC do PTC para o manejo do destróier de novo tipo.

Estudou o controle do navio pelos marinheiros e o estado de preparação para o serviço de cada sistema de armas.

No mesmo dia, na presença do camarada Kim Jong Un, realizou-se a prova de navegação para avaliar a mobilidade do destróier.

Os marinheiros que realizaram a navegação mostraram-se muito animados na presença do camarada Kim Jong Un.

O camarada Kim Jong Un avaliou altamente o fato de que a mobilidade do navio satisfaz as exigências do manejo operacional e de que foi estabelecido de maneira excelente o seu sistema de controle.

O camarada Kim Jong Un mostrou-se satisfeito com o bom andamento dos ensaios dos distintos sistemas do destróier para operações e assinalou:

“Realizam-se, conforme o plano, os ensaios de avaliação do uso operacional do destróier moderno, um novo símbolo da capacidade de defesa marítima de nosso Estado.

Esta é uma valorização, sob um novo ângulo, das vantagens do navio quanto ao seu projeto.

No período do novo Plano Quinquenal devemos construir a cada ano dois navios de superfície similares ou superiores a este e cumprir com exatidão o ambicioso projeto de construção da capacidade de combate dessas embarcações.

Tal cumprimento é garantido fundamentalmente pelo caráter intensivo e sustentado da capacidade da economia de defesa nacional.

Contamos com potencialidades suficientes, isto é, com um poderoso coletivo de pesquisa e indústria naval.

As forças de ataque de nossa marinha, abaixo da água ou em sua superfície, crescerão a grande velocidade.

O armamento nuclear das forças navais é realizado de modo satisfatório.

Todos esses êxitos constituem mudanças vertiginosas que a esfera da defesa da soberania marítima não pôde experimentar no último meio século.

Nossa marinha se dotará de enorme capacidade de ataque, a qual tem caráter estritamente defensivo.

Se alguma força se inquieta com a consolidação dessa capacidade de defesa, significa que é nosso inimigo.

Vou construir as mais poderosas forças navais.

Como já destaquei, não há a menor dúvida de que o cumprimento do plano de desenvolvimento da defesa nacional nos próximos cinco anos será o processo de uma nova reestruturação de nossas forças armadas e, assim, possuiremos uma indiscutível capacidade defensiva.

Asseguraremos a salvaguarda da soberania não com palavras ou por escrito, mas com a capacidade de agir realmente e com a prática da ação.”

O Secretário-Geral voltou a referir-se à meta a ser cumprida pelo setor da indústria naval no período do novo Plano Quinquenal e elucidou as medidas estatais para a modernização da marinha e uma série de tarefas, inclusive o problema de elevar o papel cooperativo do Comitê Econômico Nº 2 e do coletivo de pesquisa em ciência da defesa nacional.

No dia 4, o Secretário-Geral presenciou o lançamento de prova do míssil de cruzeiro estratégico mar-terra realizado no destróier, que resultou frutífero.

Disse que essa prova constitui um fator medular importante para a avaliação da capacidade operacional do navio.

O Secretário-Geral expressou grande satisfação pelo fato de que os marinheiros do navio estão bem treinados para o ataque estratégico.

E sublinhou que a manifestação de tais forças poderosas constitui uma mostra patente da vontade de defesa da soberania estatal baseada na firme convicção em si mesmo e, ao mesmo tempo, o exercício responsável da dissuasão de guerra.

No mesmo dia, o Secretário-Geral estudou o estado de construção do destróier Nº 3 da categoria “Choe Hyon”, em pleno progresso no estaleiro.

Avaliou altamente que os operários do estaleiro, que é a base fidedigna de construção de grandes navios de guerra do país e afamado pela tradição e pelo poderio da autoconfiança, bem como os técnicos e funcionários do setor de construção naval, empenham-se com ânimo redobrado para construir outro destróier da categoria “Choe Hyon” até o dia de fundação do Partido deste ano, em que teve lugar o histórico congresso partidista, multiplicando o ímpeto com que abriram, com a construção do primeiro destróier multifuncional de nova geração, a brecha da sagrada causa histórica de converter o país em uma potência marítima do século XXI.

"Os funcionários e operários do setor devem apoiar fielmente a linha do Partido em matéria de construção de potência militar com a construção de poderosos navios modernos", assinalou, e enfatizou que devem dar passos constantes de inovação e saltos contínuos para acelerar ainda mais a mudança transcendental das forças navais.

A visita do Secretário-Geral ao destróier “Choe Hyon” e ao Estaleiro de Nampho constitui um momento significativo em que começou a manifestar-se na prática o projeto estratégico do CC do Partido de alcançar o fortalecimento gradual e qualitativo das forças navais que cumprirão uma missão importante na execução da estratégia de defesa nacional e no exercício da dissuasão de guerra.

O estimado camarada Kim Jong Un presencia a competição de tiro em homenagem ao “Dia dos Franco-atiradores” do EPC

Por ocasião do “Dia dos Franco-atiradores” do Exército Popular da Coreia, realizou-se no dia 3 a competição de tiro dos franco-atiradores das unidades de todos os níveis na base de treinamento Nº 60 de Pyongyang, diretamente subordinada ao Corpo de Defesa da Capital.

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia (PTC) e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, assistiu ao evento.

Foi acompanhado pelos membros do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do PTC, Jo Yong Won, Kim Jae Ryong e Ri Il Hwan, e por outros principais funcionários diretivos.

O camarada Kim Jong Un foi recebido no local pelos membros do comando do Ministério da Defesa Nacional e pelos comandantes militares e políticos das grandes unidades combinadas do EPC.

A competição teve como objetivo melhorar de forma sustentável a arte de tiro dos franco-atiradores, cujo papel se destaca cada vez mais na guerra moderna.

Participaram da competição militar os franco-atiradores selecionados nas unidades de operações especiais dos ramos do exército e das grandes unidades combinadas em todos os níveis.

A brigada de operações especiais das forças aéreas ocupou o primeiro lugar, seguida, respectivamente, pelo quarto Corpo de Exército e pelo primeiro Corpo de Exército.

Em seguida, houve tiro exemplar dos franco-atiradores da companhia diretamente subordinada à Direção de Operações do Estado-Maior Geral, e foi realizada uma demonstração do poderio dos combatentes das unidades de operações especiais.

O camarada Kim Jong Un afirmou que, na composição das forças armadas, é concedida maior importância à capacidade combativa e ao papel dos franco-atiradores.

Destacou que a exigência importante para modernizar o exército poderoso é alcançar uma mudança vertiginosa e qualitativa no fortalecimento da capacidade combativa dos franco-atiradores, de acordo com a modalidade e a tendência do desenvolvimento da guerra moderna.

Insistiu na necessidade de organizar com frequência exercícios em circunstâncias de combate real e competições de tiro que estimulem o espírito de emulação entre as unidades, a fim de preparar os franco-atiradores de todo o exército como atiradores infalíveis capazes de desferir um golpe fatal contra os inimigos a qualquer hora e em quaisquer condições climáticas e sazonais.

"A arte do tiro certeiro deverá ser o símbolo da combatividade incomparável e do caráter particular do nosso exército", ratificou, e ensinou as orientações programáticas que se apresentam na formação de franco-atiradores prontos para combater um contra cem e versados nos métodos e na maestria autóctones de tiro.

Vida organizacional revolucionária

Explicação de terminologias políticas

A vida organizacional revolucionária é a vida organizacional em que os militantes do Partido e os trabalhadores, como membros de uma organização revolucionária, subordinam tudo aos interesses da revolução e atuam de acordo com a disciplina revolucionária.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“É importante regularizar e normatizar a vida organizacional.”

A vida organizacional revolucionária é o cadinho de forja ideológica dos militantes do Partido e dos trabalhadores, e é a escola de educação revolucionária. Somente fortalecendo a vida organizacional revolucionária é possível extirpar as ideias ultrapassadas que ainda permanecem nas pessoas e formá-las e temperá-las incessantemente no plano político-ideológico.

A vida organizacional revolucionária leva as pessoas a adotarem uma visão e atitude corretas em relação à organização, ao coletivo e aos camaradas, cultivando nelas o espírito coletivista de saber subordinar os interesses individuais aos interesses do coletivo.

O processo da vida organizacional faz com que as pessoas tomem profunda consciência de que são membros de um coletivo e, mais ainda, reconheçam que a organização sociopolítica centrada no líder é a matriz de sua vida política. No curso da vida organizacional, as pessoas passam a considerar, antes de seus interesses pessoais, os interesses da organização e do coletivo, valorizando-os como algo supremamente precioso, e guardam como convicção que somente no seio da organização e do coletivo podem preservar e enobrecer sua vida política, compartilhando assim seu destino com o coletivo. Por meio da vida organizacional, todos passam a gravar profundamente que a força do coletivo é mais poderosa que a força individual, que a vida coletiva é mais importante que a vida individual e quão vigorosos são os nobres costumes coletivistas de ajuda e orientação mútuas.

No fortalecimento da vida organizacional revolucionária, é importante, antes de tudo, possuir elevado senso de organização, cumprir sem falta as tarefas atribuídas pela organização e participar de forma consciente e sincera da vida organizacional.

No fortalecimento da vida organizacional revolucionária, é também importante não permitir dupla disciplina e travar firme luta contra todas as tendências ideológicas insalubres que contrariem a ideia do Partido.