domingo, 17 de maio de 2026

Estimado camarada Kim Jong Un convoca reunião de comandantes de divisões e brigadas do EPC e conversa com eles

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, convocou no dia 17 uma reunião dos comandantes de divisões e brigadas do Exército Popular da Coreia e conversou com eles.

Estiveram presentes na ocasião o chefe do Estado-Maior Geral do EPC, Ri Yong Gil, e o assessor do Ministério da Defesa Nacional da RPDC, Pak Jong Chon.

Os comandantes ficaram profundamente emocionados pela honrosa oportunidade de ver o Comandante Supremo na sede do Comitê Central do Partido, guardada como um lugar sagrado no coração de todos os militares que defendem o céu, a terra e as águas da pátria.

Quando o camarada Kim Jong Un apareceu, explodiram estrondosas aclamações dirigidas a esse destacado líder da revolução que, com sua original filosofia de comando militar e arte de direção, conduz à vitória e à glória a causa do incessante desenvolvimento do EPC.

O camarada Kim Jong Un estimulou cordialmente os comandantes das unidades combinadas, elogiando seus particulares esforços abnegados pela pátria e pelo povo.

Em seguida, conversou com os comandantes das unidades combinadas de todos os níveis do EPC sobre alguns importantes assuntos militares.

Enfatizando a importante missão dos chefes das unidades combinadas, disse que aos chefes de divisões e brigadas incumbe a tarefa histórica de transformar o exército no mais poderoso do mundo e esclareceu a orientação principal para o cumprimento das tarefas políticas e militares.

Reiterou que o treinamento destinado a aperfeiçoar os preparativos de combate é a tarefa principal do exército e apresentou a orientação de reorganizar o sistema de treinamento de acordo com a tendência de desenvolvimento do exército e da guerra moderna em transformação, intensificando exercícios de grande utilidade.

Apontou que serão tomadas medidas institucionais para renovar o EPC nos aspectos estrutural e técnico-militar e enfatizou que, para implementar corretamente essa tarefa, é muito importante elevar a responsabilidade e o papel dos comandantes.

Afirmou que, como os equipamentos técnico-militares do EPC estão sendo modernizados em grande velocidade, é necessário redefinir os conceitos operacionais em todos os espaços e promover projetos para aplicá-los nos exercícios de combate das unidades.

Quanto à política de defesa do território nacional apresentada pelo PTC com o objetivo de fortalecer as unidades da linha de frente que defendem a fronteira sul e converter a fronteira em uma fortaleza inexpugnável, expôs o projeto de reformar a estrutura militar, que será implementado em virtude da importante resolução destinada a impedir completamente a guerra, e fortalecer técnico-militarmente as importantes unidades, inclusive as tropas da linha de frente.

Informou sobre a perspectiva da modernização do exército e o progresso de seus equipamentos técnico-militares.

“Estamos construindo um exército poderoso, e, como já havíamos declarado, se cumprirmos as tarefas para o próximo quinquênio, a disposição de nosso exército para as ações estratégicas será incomparável à atual e teremos uma grande mudança no aspecto da dissuasão de guerra”, afirmou.

Exigiu que as unidades de todos os níveis do EPC e seus comandantes elevem constantemente a consciência de classe e o conceito do inimigo principal e sejam fiéis à sua sagrada missão de defender a soberania nacional mantendo um perfeito estado de alerta.

Disse que é preciso defender a pátria com ideologia e convicção, além da força física, acrescentando que na ideologia e convicção reside a chave da combatividade peculiar do Exército Popular da Coreia, que supera os limites da força física.

Ratificou que o EPC deve dar continuidade à sua tradição de vencer o inimigo com ideologia e convicção, dinamizando ininterruptamente a revolução ideológica com firme convicção em sua própria causa, e acentuou que, dessa maneira, o EPC poderá manter firmemente sua honra e posição como o exército mais forte do mundo.

Apontou que são muito grandes as esperanças do Partido e do povo nos comandantes militares e encarregou-os de cumprir fielmente sua sagrada missão, tendo sempre presente sua pesada responsabilidade sem desejar qualquer apreço pessoal.

No mesmo dia, o camarada Kim Jong Un fotografou-se com os chefes das unidades combinadas de todo o exército no pátio diante da sede do CC do Partido.

Profundamente emocionados pela grande confiança e honra concedidas pelo genial Comandante, os chefes das unidades combinadas de todos os níveis do EPC tomaram a firme decisão de ser infinitamente fiéis à importantíssima missão e dever assumidos perante o Partido e a revolução e manifestar sem reservas a honra de serem comandantes do EPC na época mais gloriosa e poderosa conduzida pelo camarada Kim Jong Un, considerando suas instruções programáticas como guia da luta.

Destruição do equilíbrio climático da Terra

O equilíbrio climático da Terra está sendo destruído em ritmo acelerado.

Desde o início deste ano, fenômenos de calor precoce foram observados em vários países.

Em Nova Délhi, na Índia, onde uma severa onda de calor persiste, a temperatura atingiu 42,8 ℃ em 25 de abril, enquanto no dia 26 algumas regiões do estado de Maharashtra registraram a temperatura máxima de 46,9 ℃.

Na capital da Tailândia, Bangkok, a temperatura máxima subiu para entre 34 e 38 ℃ em 30 de abril, levando à emissão de um alerta de calor extremo. As autoridades locais adotaram medidas emergenciais de socorro, incluindo a instalação de centenas de locais de abrigo contra o calor.

No ano passado, formou-se uma cúpula de calor sobre a região dos países da Península Balcânica, fazendo com que as temperaturas subissem 10 ℃ acima da média, enquanto fenômenos extremos de calor ocorreram continuamente durante o ano em muitos países e regiões.

Devido à intensa onda de calor, cerca de 2,3 mil pessoas morreram em apenas dez dias em 12 grandes cidades da Europa Ocidental, incluindo Barcelona, Madri e Londres.

Na Espanha, o número de pessoas mortas por insolação entre maio e julho aumentou mais de dez vezes em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esses fenômenos de altas temperaturas vêm acompanhados de incêndios florestais, chuvas torrenciais e deslizamentos de terra, trazendo desastres irreversíveis para a humanidade.

Na Indonésia, durante os dois primeiros meses deste ano, mais de 32.600 hectares foram destruídos por incêndios florestais e queimadas. Entre janeiro e o início de abril, cerca de 700 focos de risco de incêndio foram detectados em todo o país, mais de cinco vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

Em abril, no Afeganistão, enchentes e deslizamentos provocados por chuvas torrenciais causaram numerosas vítimas humanas, além de destruir moradias e terras agrícolas.

Também em julho do ano passado, Chicago, nos Estados Unidos, sofreu chuvas torrenciais consideradas como ocorrendo uma vez a cada mil anos, enquanto a cidade de Nova Iorque registrou o segundo maior índice histórico de precipitação por hora. Já no início de outubro, na região sul da Ucrânia, caiu em apenas sete horas uma quantidade de chuva equivalente a quase dois meses de precipitação, causando graves danos por enchentes.

No Paquistão, entre junho e setembro do ano passado, enchentes provocadas pelas chuvas de monção causaram cerca de 2 mil vítimas entre mortos e feridos, enquanto mais de 8.400 casas foram destruídas ou ficaram inutilizáveis. Além disso, em mais de 20 regiões do norte da Índia ocorreram os piores danos por enchentes desde 1988.

O aumento da temperatura da superfície do mar também desperta séria preocupação internacional.

Segundo materiais de pesquisa, prevê-se que até por volta de 2100 a temperatura das águas oceânicas aumente mais 5 ℃ em escala mundial e, caso isso aconteça, 60% das espécies de peixes não conseguirão sobreviver.

No ano passado, as temperaturas das águas do Mar do Norte e do Mar Báltico já atingiram níveis recordes.

A temperatura média da superfície do Mar do Norte foi de 11,6 ℃, a mais alta desde o início das observações, enquanto a do Mar Báltico alcançou 9,7 ℃, o segundo maior valor desde 1990.

Recentemente, a Organização Meteorológica Mundial advertiu que há grande possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño a partir da metade deste ano, afirmando que as temperaturas ficarão acima da média em quase todas as regiões do mundo.

O El Niño é um fenômeno no qual a temperatura da superfície do mar sobe de forma anormal em uma ampla área do Oceano Pacífico equatorial, centrada na costa do Peru, sendo uma das causas do surgimento de diversos fenômenos climáticos desastrosos.

Especialistas meteorológicos de vários países expressam preocupação afirmando que “o equilíbrio climático da Terra está sendo destruído mais rapidamente do que nunca”.

Agência Central de Notícias da Coreia

Crianças sofrendo com as terríveis calamidades da guerra

Pode-se dizer que a inocência e a vivacidade são características próprias das crianças.

Mas, ao observar este mundo, vê-se que muitas crianças sobrevivem dia após dia de forma sombria e dolorosa no turbilhão das guerras e conflitos, sem saber quando poderão morrer.

Somente em 2024, esse número chegou a cerca de 520 milhões, o maior já registrado no passado. A tendência é de aumento contínuo a cada ano.

Inúmeras crianças, que deveriam estar nos braços dos pais demonstrando toda a sua graça infantil, têm seus corpos e mentes dilacerados pelas balas e projéteis que caem incessantemente.

Na Faixa de Gaza da Palestina, nada menos que cerca de 20 mil crianças morreram devido às atrocidades do exército israelense.

A situação das crianças que sobreviveram por pouco também não é muito melhor. Atualmente, a Faixa de Gaza é o lugar do mundo com o maior número de crianças deficientes físicas.

Segundo um relatório divulgado em setembro do ano passado pelo Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, mais de 40 mil crianças ficaram feridas na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, e, como consequência, 21 mil tornaram-se deficientes físicas. Em especial, somente durante o período de um ano até outubro de 2024, nada menos que 4 mil crianças tiveram braços ou pernas amputados devido aos projéteis lançados pelo exército israelense contendo fragmentos metálicos ou rolamentos. As crianças que se tornaram deficientes físicas mal conseguem falar devido ao severo choque psicológico.

A ONU, com base em investigações sobre atos como matar ou mutilar crianças, violência sexual, sequestros, impedimento do acesso a materiais de ajuda humanitária e ataques a escolas e hospitais, designou Israel como um país que violou os direitos humanos das crianças.

No Sudão, onde a guerra civil já dura há vários anos, mais de 12 milhões de pessoas, correspondendo a um quarto da população, vivem como refugiadas, e a situação das crianças é a mais miserável. Entre os mortos em um ataque de drone ocorrido em 10 de março na região de Kordofan Ocidental, a maioria eram mulheres e crianças.

Na região norte da Nigéria, cerca de 6,4 milhões de crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição severa, resultado igualmente causado pelos conflitos armados. Relacionado a isso, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha expressou preocupação de que a escassez de alimentos vem se agravando cada vez mais devido aos conflitos armados que persistem há mais de dez anos na região, ameaçando seriamente o crescimento das novas gerações.

Também na Etiópia, mais de 7,2 milhões de crianças em idade escolar não conseguem frequentar a escola devido aos conflitos armados e outros fatores. Ao comentar isso, o ministro da Educação do país lamentou que os conflitos estejam causando enormes danos aos jovens em crescimento e impedindo seu desenvolvimento futuro.

O direito internacional humanitário estipula que os civis devem ser protegidos mesmo em tempos de conflito e que, especialmente, as crianças devem receber respeito especial, bem como que deve ser criado um ambiente para que as crianças possam receber educação mesmo em meio à guerra civil.

A Declaração sobre a Proteção das Escolas também proíbe destruir deliberadamente escolas ou utilizá-las como depósitos de armas e bases militares. Até o fim de abril passado, 123 países e regiões haviam concordado com isso.

Mas, nas regiões de conflito, nada disso funciona.

Atos de assassinar crianças, submetê-las à violência sexual ou arrastá-las à força para serem usadas como escudos humanos são cometidos sem qualquer hesitação. Somente em 2024, houve mais de 40 mil casos desse tipo. É um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

As infelizes crianças nem sequer podem sonhar em estudar.

Mais de 90% das escolas existentes na Faixa de Gaza da Palestina sofreram danos severos. As restantes mal conseguem manter sua estrutura. Centenas de milhares de crianças em idade escolar não conseguem estudar.

Está aumentando o número de crianças que, por estarem há tanto tempo sem estudar na escola, já esqueceram até mesmo as letras que haviam aprendido. Nos desenhos que fazem estão refletidos exatamente a terrível realidade da guerra causada pelos incessantes bombardeios, ataques de artilharia e massacres, assim como seus sentimentos de ansiedade.

As terríveis calamidades da guerra estão, dessa forma, ferindo profundamente a inocência infantil.

Ao observar os países onde guerras civis e conflitos não cessam, vê-se que quase todos sofrem dominação e interferência do Ocidente.

Como afirmaram especialistas, o Ocidente, sob a bandeira da “democracia”, interferiu nos assuntos internos de outros países, provocando instabilidade regional, fomentando o terrorismo e lançando os povos na miséria.

As maiores vítimas disso são justamente as crianças.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun

Cumprindo o pedido do pai

"Não se deve compreender a historiografia apenas como uma disciplina que pesquisa e registra fatos passados. Trata-se de um honroso trabalho de preservar e enaltecer o precioso patrimônio cultural e as tradições do nosso povo e, mais ainda, de uma tarefa útil de incutir nas gerações futuras o espírito do povo coreano. Deves sempre ter isso em mente."

Para Son Un Il, que naquele dia deu os primeiros passos no estudo dos clássicos nacionais ao ingressar na Universidade de Ciências Sociais, a recomendação de seu pai ficou profundamente gravada como o lema de toda a sua vida.

Atualmente trabalhando como vice-presidente da Sociedade de Preservação do Patrimônio Nacional Coreano, ele afirmou que, sempre que relembra os dias passados, a figura de seu pai frequentemente lhe vem à mente.

Seu pai trabalhou durante muitos anos no Japão como chefe pedagógico de uma escola primária e secundária para filhos de compatriotas em Tóquio. Durante esse período, ele percebeu profundamente que ensinar história junto com a língua coreana aos estudantes era uma tarefa extremamente importante para que a nova geração conhecesse melhor sua pátria e cultivasse preciosamente o espírito patriótico. Enquanto estudava historiografia de forma autodidata, chegou também a ministrar aulas. Quanto mais se aprofundava na historiografia, mais irresistível se tornava o desejo de receber uma formação especializada.

Foi justamente nesse período que ele retornou ao seio da pátria.

Ingressando na Faculdade de História da Universidade Pedagógica Kim Hyong Jik, realizou seu desejo e, após a formatura, trabalhou como docente universitário e depois como pesquisador e chefe de departamento do Museu de Folclore Coreano, dedicando corpo e alma ao trabalho de preservação dos artefatos folclóricos.

A figura do pai, que passava a vida constantemente em viagens de trabalho dedicando toda a sua existência à preservação do patrimônio, embora parecesse simples e modesta, refletia-se aos olhos de Un Il como a imagem de um verdadeiro patriota.

Seguindo a vontade do pai, Un Il graduou-se no Departamento de Estudos dos Clássicos Nacionais da Universidade de Ciências Sociais e trabalhou como pesquisador no Instituto de Estudos dos Clássicos Nacionais da Academia de Ciências Sociais, alcançando consideráveis êxitos em seu trabalho graças à sua elevada competência.

Ele participou dos projetos de tradução do "Pibyonsa Dungnok", material histórico original de valor nacional utilizado nos Anais da Dinastia Feudal Coreana, bem como do projeto de tradução do "Palman Taejanggyong". Percorrendo diversos sítios históricos em todo o país, também contribuiu significativamente para enriquecer o tesouro do patrimônio nacional ao traduzir para a língua coreana caracteres chineses gravados em muitas estelas até então desconhecidas.

Participou como delegado da Terceira Conferência Nacional dos Cientistas Sociais e, posteriormente, desempenhou fielmente suas funções no cargo de vice-presidente da Sociedade de Preservação do Patrimônio Nacional Coreano.

Para que a Sociedade cumprisse plenamente seu papel como centro de pesquisa científica e órgão consultivo na área de proteção do patrimônio nacional, ele empenhou grandes esforços em elevar a capacidade dos pesquisadores de diversos setores e em ajudá-los a alcançar êxitos em seus trabalhos.

Ao longo desses anos, foi estabelecido um sistema de informações capaz de promover ativamente o intercâmbio multilateral de dados sobre patrimônios culturais de todo o país. Também avançaram os trabalhos de escavação e comprovação de dezenas de sítios e relíquias históricas, incluindo a descoberta de uma tumba mural de Coguryo no condado de Ryonggang, na cidade de Nampo. Ele promoveu ativamente o registro de excelentes patrimônios materiais, naturais e imateriais como patrimônios mundiais, contribuindo para enriquecer ainda mais o tesouro do patrimônio nacional do país, inclusive com o registro do Monte Kumgang, célebre montanha da Coreia, como patrimônio cultural e natural mundial.

As diversas obras que escreveu, como "Templo Songbul" e "Templo Simwon de Pakchon", recebem o apreço de especialistas e leitores.

Ainda hoje, cumprindo a recomendação do pai, ele dedica tudo de si ao trabalho de proteger e enaltecer o patrimônio cultural nacional.

Kim Song Gyong

sábado, 16 de maio de 2026

Kwangju: As paredes ainda falam de 18 de maio

No centro de Kwangju existe um edifício que já não pertence apenas à arquitetura da cidade. O Edifício Jonil 245 tornou-se uma espécie de testemunha sobrevivente do Levante Popular de Kwangju. Entre cafés modernos, placas luminosas e avenidas movimentadas, ele permanece como um corpo marcado pela violência da ditadura militar sul-coreana. Quem entra naquele prédio percebe rapidamente que não está visitando apenas um espaço cultural. Está entrando em uma parte preservada da própria história coreana.

No interior do edifício há um caderno aberto para anotações dos visitantes. Pessoas deixam reflexões curtas, homenagens a familiares mortos, frases de solidariedade ou simples pensamentos silenciosos diante da memória do massacre. Em uma das páginas, lia-se: “Um diário é algo que se escreve sozinho, mas, com o passar do tempo, torna-se a memória de todos.” Logo abaixo, um visitante sul-coreano escreveu que, depois dos recentes acontecimentos políticos na República da Coreia, passou a pensar ainda mais em Kwangju. “Foi porque Kwangju existiu que foi possível encerrar a insurreição e destituir Yun Sok Yol”, dizia a mensagem. Era como se maio de 1980 ainda estivesse conversando com o presente.

O nome do edifício não é simbólico por acaso. Durante as obras de restauração realizadas décadas depois do massacre, investigadores descobriram exatamente 245 marcas de tiros espalhadas pelos andares superiores. Não eram danos aleatórios do tempo. Eram perfurações deixadas por disparos militares, principalmente tiros vindos de helicópteros utilizados durante a repressão conduzida pela ditadura de Jon Tu Hwan. O número foi incorporado ao nome oficial do prédio para impedir que aquelas marcas fossem esquecidas ou apagadas.

Hoje, os nono e décimo andares preservam parte dessas cicatrizes atrás de painéis de vidro. O visitante consegue observar rachaduras reais abertas por projéteis de metralhadora enquanto exibições digitais reproduzem as trajetórias dos helicópteros que sobrevoavam a avenida Kumnam disparando contra civis. Não há necessidade de dramatização artificial. As paredes falam sozinhas.

Em 1980, o edifício era um dos prédios mais altos daquela região de Kwangju. Sua localização na avenida Kumnam fazia dele um ponto estratégico durante os protestos. Manifestantes buscavam abrigo ali enquanto jornalistas tentavam romper a censura militar para informar o restante do país sobre o que acontecia nas ruas. O prédio abrigava redações de jornais e emissoras de rádio locais que operavam sob pressão constante do regime.

A ditadura de Jon Tu Hwan entendia perfeitamente o perigo que aquelas informações representavam. Mais do que controlar cidades, era necessário controlar a narrativa. Se a população da República da Coreia percebesse que cidadãos comuns estavam sendo massacrados por exigir democracia, o próprio regime perderia completamente a legitimidade. Por isso, desde o início, os manifestantes foram apresentados oficialmente como “agitadores”, “criminosos” ou elementos manipulados pelo comunismo.

Essa lógica anticomunista já fazia parte da estrutura política sul-coreana havia décadas. Sob a influência da Guerra Fria e da forte presença dos Estados Unidos na península coreana, qualquer mobilização popular podia ser tratada como ameaça à segurança nacional. Trabalhadores organizados, estudantes progressistas e movimentos democráticos frequentemente eram enquadrados como “subversivos”, mesmo quando suas reivindicações eram simplesmente o fim da ditadura e eleições livres.

Foi nesse ambiente que o Levante Popular de Kwangju começou. Em maio de 1980, estudantes da Universidade Chonnam saíram às ruas exigindo o fim da lei marcial decretada pelo regime militar. A resposta veio rapidamente através de tropas paraquedistas enviadas para esmagar os protestos com violência extrema. Espancamentos públicos, torturas e assassinatos passaram a ocorrer em plena luz do dia.

A brutalidade da repressão teve o efeito contrário ao esperado. Em vez de intimidar a população, ela incendiou a cidade inteira. Taxistas passaram a transportar feridos gratuitamente. Comerciantes distribuíam alimentos aos manifestantes. Trabalhadores, estudantes, motoristas e moradores comuns começaram a ocupar as ruas juntos. Em poucos dias, Kwangju havia se transformado em uma insurreição popular de enormes proporções.

Na República da Coreia, o episódio ficou conhecido oficialmente como Movimento de Democratização de 18 de Maio. Já na República Popular Democrática da Coreia, consolidou-se o nome Levante Popular de Kwangju. Apesar das diferenças políticas entre essas interpretações, existe um ponto impossível de negar: milhares de sul-coreanos comuns enfrentaram um regime militar armado até os dentes em nome da democratização.

Durante alguns dias, os habitantes de Kwangju organizaram formas próprias de administração popular. Comitês civis surgiram para coordenar abastecimento, segurança e comunicação. Grupos de autodefesa armados improvisadamente patrulhavam áreas da cidade enquanto assembleias populares aconteciam em prédios públicos ocupados. A cidade experimentava algo raro: uma organização nascida diretamente da mobilização popular.

É justamente essa dimensão popular que os setores conservadores sul-coreanos tentaram destruir ao longo das décadas seguintes. Surgiram então teorias conspiratórias afirmando que agentes da República Popular Democrática da Coreia teriam liderado os protestos. Essas acusações nunca foram comprovadas. Seis investigações nacionais diferentes não encontraram qualquer evidência concreta de infiltração militar norte-coreana em Kwangju.

Mesmo assim, a extrema-direita continua repetindo essas mentiras porque elas cumprem uma função política muito específica. Se os protestos forem apresentados como uma conspiração externa, então a ditadura pode ser reinterpretada como “defensora da nação”. Mas se a verdade for reconhecida plenamente, torna-se impossível negar que o próprio povo sul-coreano se levantou contra um governo fascista sustentado pela violência militar.

Os documentos exibidos no Edifício Jonil 245 desmontam essa falsificação histórica de maneira devastadora. Relatórios militares, registros oficiais e documentos desclassificados demonstram que as forças repressivas receberam autorização para utilizar fogo real contra manifestantes. Helicópteros foram empregados em operações de disparo sobre áreas urbanas. O massacre não foi um acidente nem um “confronto descontrolado”. Foi uma decisão política.

Também é impossível ignorar o papel desempenhado pelos Estados Unidos naquele contexto. Washington acompanhava atentamente os acontecimentos em Kwangju e mantinha relações estreitas com o aparato militar sul-coreano. Durante a Guerra Fria, a prioridade estratégica estadunidense era preservar governos anticomunistas aliados (ou subordinados, lacaios) no Leste Asiático, mesmo que isso significasse apoiar regimes autoritários.

Enquanto civis eram mortos nas ruas de Kwangju, reuniões diplomáticas e militares discutiam estabilidade regional, contenção política e controle da situação. A linguagem burocrática escondia uma realidade brutal: a democracia sul-coreana estava sendo sufocada diante dos olhos da principal potência ocidental do planeta.

Na madrugada de 27 de maio, as tropas lançaram o ataque final contra a cidade. Tanques avançaram pelas ruas enquanto soldados retomavam prédios ocupados pelos manifestantes. Muitos daqueles que permaneceram resistindo sabiam que provavelmente morreriam. Ainda assim, decidiram ficar. Não defendiam apenas edifícios ou barricadas. Defendiam a ideia de que o povo tinha direito de decidir o destino da própria sociedade.

O massacre deixou mortos, desaparecidos, presos e milhares de famílias destruídas. Durante anos, sobreviventes foram perseguidos e silenciados. Mães escondiam fotografias dos filhos assassinados. Testemunhas evitavam falar publicamente por medo de represálias. A ditadura tentou transformar Kwangju em um assunto proibido.

Mas a memória conseguiu sobreviver. Sobreviveu em relatos clandestinos, em músicas proibidas, em funerais vigiados pela polícia e nas lembranças compartilhadas entre gerações. Sobreviveu porque Kwangju deixou de pertencer apenas à cidade. Tornou-se símbolo da luta democrática de toda uma geração sul-coreana.

Hoje, o Edifício Jonil 245 representa exatamente isso: a transformação de um espaço comum em memória coletiva. Seus andares inferiores funcionam como centros culturais e turísticos modernos. Organizações artísticas, projetos digitais e iniciativas sociais ocupam o mesmo edifício que um dia foi marcado por tiros de helicópteros militares. É como se o prédio inteiro simbolizasse a sobrevivência da própria sociedade sul-coreana após a ditadura.

Do terraço, é possível observar a Praça da Democracia 18 de Maio e os antigos edifícios administrativos que se tornaram palco da resistência popular. Lá de cima, Kwangju parece uma cidade comum. Mas basta olhar para as paredes perfuradas do Edifício Jonil 245 para perceber que certas cidades nunca voltam completamente ao normal. Algumas continuam carregando a história inscrita em concreto, vidro e memória humana.

Ao norte de Kwangju, o Cemitério Nacional do 18 de Maio encerra essa memória coletiva de forma ainda mais profunda. Ali repousam estudantes, trabalhadores, motoristas, donas de casa e jovens que morreram durante o Levante Popular. Ao fundo do memorial ergue-se o Monumento Memorial do 18 de Maio, uma estrutura de quarenta metros de altura cujas formas lembram duas mãos unidas em prece. Em determinadas épocas do ano, especialmente próximo ao aniversário do levante, famílias, estudantes e visitantes caminham silenciosamente entre os túmulos carregando flores e fitas amarelas. Não se trata apenas de uma cerimônia de homenagem aos mortos. É uma peregrinação política e histórica em defesa da memória daqueles que enfrentaram a ditadura militar para que futuras gerações sul-coreanas pudessem viver em uma sociedade menos marcada pelo medo.

Lenan Menezes da Cunha

A China responde duramente às provocações do Ocidente

Recentemente, uma autoridade de Taiwan viajou para Essuatíni utilizando o avião particular do rei de Essuatíni. Isso ocorreu porque três países africanos recusaram permitir que o avião oficial da autoridade taiwanesa atravessasse seus espaços aéreos.

A visita da autoridade taiwanesa a Essuatíni provocou críticas na comunidade internacional, sendo classificada como “algo bandidesco” e “motivo de ridicularização internacional”.

Entretanto, o Ocidente aproveitou o incidente para lançar ataques verbais contra a China.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA alegou que os países africanos que proibiram a passagem aérea estavam agindo sob coerção da China, afirmando: “Este é mais um exemplo de Pequim realizando atividades intimidatórias contra Taiwan e os países do mundo que apoiam Taiwan, violando as normas internacionais da aviação civil e ameaçando a paz e a prosperidade internacionais.”

A Liga Parlamentar Suprapartidária para a Diplomacia dos Direitos Humanos do Japão exigiu do parlamento que desempenhe um papel ativo na proteção de um ambiente em que o povo taiwanês possa interagir livremente com os “parceiros democráticos”, afirmando que a independência diplomática de cada país não deve ser prejudicada por qualquer intimidação.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que o fato de o lado estadunidense criticar arbitrariamente as ações justas dos países que defendem o princípio de uma só China constitui uma completa inversão do certo e do errado, confundindo o preto com o branco. A China expressou firme oposição a isso e exigiu energicamente que cesse o envio de sinais equivocados às forças da “independência de Taiwan”.

Além disso, recordou ao lado japonês o conteúdo da Declaração Conjunta China-Japão, que reconhece “o governo da República Popular da China como o único governo legítimo”, bem como o Tratado de Paz e Amizade China-Japão, confirmado pelos órgãos legislativos dos dois países, que estabelece que todos os princípios expressos na declaração conjunta devem ser rigorosamente respeitados. Também destacou que, desde a normalização das relações diplomáticas sino-japonesas, o governo japonês declarou repetidamente que a questão de Taiwan é um assunto interno da China. Isso, afirmou, é uma obrigação jurídica que o Japão deve cumprir e um compromisso político que deve respeitar. Criticou ainda os políticos japoneses, afirmando que eles próprios sabem muito bem quais são suas verdadeiras intenções ao fingirem não ouvir essas questões enquanto fazem comentários sobre Taiwan.

A questão de Taiwan é um assunto extremamente importante relacionado à soberania e à integridade territorial da China. Considerando Taiwan parte inseparável de seu território, a China adota a posição de não tolerar interferências externas, uma vez que a questão envolve seus interesses fundamentais e sentimentos nacionais.

No entanto, os países ocidentais procuram interferir nos assuntos internos da China usando a questão de Taiwan como pretexto.

Os EUA afirmam publicamente que sua política de uma só China permanece inalterada e que compreendem plenamente as preocupações da China sobre Taiwan, mas agem de forma diferente nos bastidores. Enviam constantemente navios e aviões ao estreito de Taiwan e vendem armas à ilha. Ao mesmo tempo, políticos estadunidenses visitam frequentemente Taiwan, incentivando as ambições das forças da “independência de Taiwan”. Em março passado, quatro senadores dos EUA visitaram Taiwan, provocando a reação da China.

A China enfatizou que se opõe de forma consistente e firme às relações de nível governamental entre os EUA e Taiwan, destacando que os EUA devem respeitar rigorosamente o princípio de uma só China e o espírito dos três comunicados conjuntos China-EUA, protegendo com ações concretas a situação geral das relações China-EUA e a paz e estabilidade no estreito de Taiwan.

A China também está respondendo com firmeza, adotando medidas de sanção contra países-membros da União Europeia envolvidos em transações militares com Taiwan.

Em 24 de abril, o Ministério do Comércio da China anunciou, por meio de comunicado oficial, que sete entidades da União Europeia seriam incluídas na lista de controle de exportações e restrições. Como resultado, ficou proibido às empresas exportadoras vender materiais de duplo uso a essas entidades, bem como a organizações ou indivíduos estrangeiros transferirem ou fornecerem a elas materiais de duplo uso de origem chinesa.

O porta-voz do Ministério do Comércio enfatizou que as medidas em questão têm como alvo apenas materiais de duplo uso e não afetarão as transações econômicas e comerciais normais entre a China e a União Europeia, acrescentando que entidades europeias que respeitam a credibilidade e a lei não têm motivo algum para preocupação.

O fato de o Ocidente fornecer apoio político e militar a Taiwan e interferir abertamente nos assuntos internos da China utilizando a questão taiwanesa constitui um desafio e uma ameaça flagrantes contra a China.

Tomar medidas apropriadas para defender os interesses nacionais é um direito soberano do governo chinês que ninguém tem autoridade para condenar.

Kim Su Jin

Rodong Sinmun

O grande literato de renome mundial Paek In Jun

Figuras literárias e artísticas que deixaram marcas notáveis na história da literatura e arte Juche

Na história de quase 80 anos da nossa República também está gravado o nome do senhor Paek In Jun, que cresceu como um grande literato de renome mundial amado pela pátria e pelo povo sob a benevolente mão do Partido.

O grande General declarou sobre o senhor Paek In Jun que, quando o Partido lhe dizia para escrever poemas, ele escrevia poemas; quando se realizava a revolução operística, escrevia óperas; e quando se realizava a revolução cinematográfica, escrevia literatura cinematográfica. Disse ainda que não havia outro escritor que tivesse produzido tantas boas obras em todos os campos da literatura e da arte, afirmando que o camarada Paek In Jun era um grande literato formado sob os cuidados do grande Líder.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos educar também as novas gerações para que vivam uma vida brilhante, como as gerações anteriores que foram infinitamente fiéis ao Partido e ao líder."

O senhor Paek In Jun nasceu em 1920 na província de Pyongan Norte. Desde cedo aspirando à literatura, estudou diligentemente com o sonho de se tornar escritor. Contudo, o imperialismo japonês o lançou aos campos de guerra de agressão.

Sobrevivendo milagrosamente ao abismo da morte, após a libertação ele recebeu a notícia do retorno triunfal à pátria do grande General Kim Il Sung e foi tomado por infinita alegria e emoção.

Em Pyongyang, o sehor Paek In Jun teve a imensa honra de trabalhar próximo ao grande Líder, por quem ansiava dia e noite.

Naqueles dias, criou poemas em louvor ao grande Líder.

O grande Líder providenciou a publicação da coletânea de poemas "Canção do Povo", reunindo as obras que ele havia criado refletindo a realidade da pátria libertada.

Durante a Guerra de Libertação da Pátria, o senhor Paek In Jun vestiu o uniforme revolucionário e combateu, e após a guerra passou a desenvolver plenamente suas atividades criativas como escritor.

Sua vida criativa foi uma orgulhosa trajetória de contribuição para abrir a era de ouro da literatura e da arte Juche, apoiando os elevados propósitos do grande General.

Enquanto dirigia o trabalho do setor literário e artístico, o grande General acolheu o senhor Paek In Jun em seu caloroso abraço de amor, concedendo-lhe enorme confiança e benevolência.

Ele passou a receber a enérgica orientação do grande General desde a criação do filme artístico "No Caminho do Crescimento".

Posteriormente, o grande General continuou guiando-o calorosamente para que desempenhasse um grande papel na realização da revolução cinematográfica, da revolução operística e da revolução teatral. Em vida, o senhor Paek In Jun recordava com profunda emoção que, apenas os cadernos de estudo nos quais anotou os ensinamentos do grande General durante os dias da revolução operística somavam seis grossos volumes.

Crescendo ainda mais sob os cuidados do grande General, que apresentou ideias e teorias literárias e artísticas originais inexistentes em qualquer clássico do Oriente ou do Ocidente, de ontem ou de hoje, o senhor Paek In Jun cumpriu brilhantemente qualquer tarefa criativa confiada pelo Partido.

Durante mais de 50 anos de vida criativa transcorridos sob o caloroso amor e a minuciosa orientação dos grandes homens sem igual, o senhor Paek In Jun criou numerosos roteiros cinematográficos, livretos de ópera, peças teatrais e poemas no elevado nível desejado pelo Partido.

O senhor Paek In Jun foi membro do Comitê Central do Partido, deputado da Assembleia Popular Suprema e trabalhou como vice-presidente da Assembleia Popular Suprema e presidente do Comitê Central da União dos Escritores da Coreia.

Ele viveu uma vida honrosa como condecorado com a Ordem Kim Il Sung, laureado com o Prêmio Kim Il Sung e Herói do Trabalho.

Após sua morte, o grande General leu a carta enviada respeitosamente por seus familiares e enviou de próprio punho as palavras: “O camarada Paek In Jun foi um grande homem que nosso Partido mais estimava e amava”, elevando ao auge da glória a vida daquele que empunhou o pincel da revolução e desenvolveu atividades criativas por várias décadas.

O estimado camarada Secretário-Geral também concedeu a grande benevolência de mencionar o nome do senhor Paek In Jun, na elevada tribuna do 7º Congresso do Partido, como um dos patriotas que dedicaram tudo de si ao caminho pela pátria e pelo povo.

A vida do senhor Paek In Jun, que cresceu como um grande literato de renome mundial sob o seio do Partido, continua brilhando até hoje no amor e no respeito do nosso povo.

Rodong Sinmun