14 de agosto de 1947
Queridos compatriotas:
Hoje comemoramos com profundo significado a data do segundo aniversário da libertação de 15 de agosto.
Por ocasião desta data histórica, em que nossa nação se libertou do longo domínio colonial do imperialismo japonês, felicito cordialmente todo o povo da Coreia do Norte, que durante dois anos consecutivos após a libertação travou uma luta patriótica, superando todas as condições adversas, pela plena soberania e independência e pelo desenvolvimento democrático do país, assumindo em suas mãos o destino da pátria e das gerações vindouras.
Da mesma forma, envio minhas mais fervorosas felicitações e apoio aos compatriotas, irmãos e irmãs, companheiros de armas da Coreia do Sul, que lutam contra os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os terroristas que tentam impedir o desenvolvimento democrático da pátria e frustrar a construção de um Estado soberano e independente.
Queridos compatriotas:
Já se passaram dois anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a mais cruel e sangrenta registrada na história da humanidade. A Segunda Guerra Mundial terminou porque a União Soviética e outras forças democráticas esmagaram e derrotaram a Alemanha de Hitler e o Japão militarista. A vitória das forças democráticas na Segunda Guerra Mundial trouxe libertação e paz à humanidade e a várias nações fracas e pequenas do Oriente e do Ocidente.
Após o término da terrível Segunda Guerra Mundial, os povos progressistas do mundo passaram a enfrentar problemas comuns: como utilizar sua vitória em benefício do bem-estar da humanidade, como assegurar uma paz duradoura e sem guerras para o bem da humanidade e das gerações vindouras, como garantir uma rápida restauração e desenvolvimento nacionais aos povos de diversos países europeus e asiáticos e às nações fracas e pequenas libertadas do domínio colonial. Estes são os problemas que comovem profundamente várias nações da Europa e da Ásia, que experimentaram em sua própria carne todas as terríveis destruições e sacrifícios da Segunda Guerra Mundial, assim como as nações coloniais, fracas e pequenas. Hoje, os povos avançados do mundo desenvolvem uma valente luta pela solução desses problemas comuns, contra as forças reacionárias.
Então, que mudanças ocorreram na situação interna e externa de nosso país depois da Segunda Guerra Mundial?
1. Luta entre as forças democráticas internacionais e as reacionárias no pós-guerra
As mudanças mais importantes ocorridas na situação internacional após o fim do conflito são: primeiro, o crescimento do potencial da União Soviética, que salvou a humanidade do jugo medieval e bárbaro da Alemanha fascista de Hitler; segundo, o crescimento das forças democráticas diante das reacionárias em escala internacional e a realização de reformas democráticas em vários países da Europa Oriental e do Sudeste; terceiro, o desenvolvimento do movimento de libertação nacional nos países coloniais e dependentes.
Como vocês sabem, no curso da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética, carregando sobre seus ombros o maior peso dessa guerra, não somente cumpriu a grande missão de defender sua pátria da agressão dos bandidos hitleristas, como também a missão histórica de libertar vários países da Europa. Além disso, a União Soviética salvou da destruição pelos bandidos fascistas hitleristas a inestimável cultura do século XX criada pela humanidade. Graças à luta tenaz e aos esforços abnegados do povo soviético, o poder da União Soviética não se enfraqueceu, mas se fortaleceu ainda mais no curso do conflito. Depois da Segunda Guerra Mundial, a União Soviética tornou-se um Estado ainda mais poderoso. Esta é uma das mudanças mais importantes registradas na situação internacional do pós-guerra.
As forças democráticas internacionais, que se estreitaram ainda mais durante o curso da Segunda Guerra Mundial, fortalecem-se a cada dia. Hoje, a Federação Sindical Mundial conta em seu seio com 90 milhões de membros, a Federação Mundial da Juventude Democrática, com 50 milhões, e a Federação Democrática Internacional das Mulheres, com 80 milhões. Isto demonstra eloquentemente a amplitude e o desenvolvimento das forças democráticas no pós-guerra.
Considero uma grande honra para nossa nação libertada que a Federação dos Sindicatos, a União da Juventude Democrática e a União das Mulheres Democráticas da Coreia do Norte tenham surgido no cenário internacional como partes integrantes dessas grandes forças democráticas internacionais e estejam estreitamente unidas a elas.
O crescimento das forças democráticas internacionais não se manifesta apenas em sua ampliação e desenvolvimento, mas também no fato de que, em vários países libertados da Europa Oriental e do Sudeste Europeu, estão sendo realizadas reformas democráticas. A Polônia e a Tchecoslováquia, que no passado sofriam sob uma ditadura de latifundiários e capitalistas; a Bulgária, a Romênia e outros países que estavam política e economicamente subjugados ao estrangeiro; e a Hungria, governada por forças reacionárias, hoje tomaram o caminho do desenvolvimento democrático. Nesses países foram estabelecidos governos baseados na frente unida nacional democrática, uma coalizão de forças democráticas, e foram implantados autênticos órgãos do Poder popular, que lutam pelos interesses do povo, em lugar do governo antipopular dos monopolistas. Da mesma forma, nesses países estão sendo realizadas com êxito reformas democráticas, como a nacionalização da indústria, a reforma agrária, etc., e os tribunais populares julgam os traidores e os criminosos de guerra. Hoje, dois anos depois do término da guerra e da libertação de nossa pátria, as forças democráticas internacionais crescem diante das reacionárias e realizam-se reformas democráticas em vários países libertados da Europa Oriental e do Sudeste Europeu, o que constitui um dos acontecimentos mais importantes registrados na situação internacional do pós-guerra. Hoje, volto a sublinhar que a Coreia do Norte, sendo um elo das forças democráticas internacionais, realizou com êxito as reformas democráticas mais progressistas.
No pós-guerra, o movimento de libertação nacional nos países coloniais e dependentes ganhou vigor. A Segunda Guerra Mundial contra o fascismo foi, por seu caráter, uma guerra justa e de libertação. Por essa razão, a Segunda Guerra Mundial e a vitória das forças democráticas elevaram a consciência nacional dos povos dos países coloniais e dependentes e, ao mesmo tempo, fizeram com que eles tomassem o caminho da luta por suas justas reivindicações de independência e ressurgimento nacionais. A luta sangrenta do povo da Indonésia contra os saqueadores coloniais, a luta de libertação nacional dos povos do Vietnã, da Palestina e das Filipinas constituem um testemunho eloquente de que, no pós-guerra, o movimento de libertação nacional nos países coloniais e dependentes ganha vigor.
Queridos compatriotas:
As importantes mudanças ocorridas no âmbito internacional no pós-guerra demonstram que os povos do mundo, que extraíram sérias lições da guerra, não querem mais conflitos dessa natureza e fortalecem as forças democráticas internacionais diante dos incendiários de uma nova guerra.
Com base nessas mudanças registradas na situação internacional do pós-guerra, podemos concluir que o mundo marcha rumo à vitória da paz e da democracia.
Entretanto, apesar desse crescimento das forças democráticas internacionais, o mundo ainda não entrou em uma situação de paz e segurança completas. Embora os povos que experimentaram em sua própria carne aquela guerra atroz desejem unanimemente e com fervor a paz, e as forças democráticas lutem resolutamente por uma paz e segurança duradouras no mundo, em um canto do globo terrestre os incendiários de guerra tentam, de maneira aventureira, provocar uma nova conflagração.
A liquidação das consequências do fascismo no pós-guerra, conforme acordado pelos Estados Aliados na Segunda Guerra Mundial, ainda permanece pendente, dois anos após o fim do conflito. Antes que se apagasse da memória da humanidade a trágica catástrofe da Segunda Guerra Mundial, elementos fascistas e aventureiros reacionários que aspiram dominar o mundo surgiram e atuam desesperadamente em alguns países. Na Alemanha Ocidental, Espanha, Grécia e Turquia, as camarilhas reacionárias fascistas voltam a levantar a cabeça sob novos rótulos, enquanto alguns monopolistas reacionários dos Estados Unidos e da Inglaterra tentam romper a aliança dos três países— União Soviética, Estados Unidos e Grã-Bretanha — formada no curso da guerra, e desencadear um novo conflito. Também na França e na Itália reaparecem forças reacionárias internacionais.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o povo da Indonésia trava novamente uma luta encarniçada contra os saqueadores coloniais e pela independência nacional. Enquanto os saqueadores coloniais ocuparem o país, o povo indonésio não poderá deixar de travar uma guerra sem quartel, derramando sangue precioso em prol da libertação de sua pátria.
Ainda hoje, transcorridos dois anos desde que o imperialismo japonês foi derrotado no Oriente, na China continua se desenrolando uma encarniçada e sangrenta guerra fratricida.
No pós-guerra, em vários países da Europa Oriental e do Sudeste Europeu desenvolve-se um movimento patriótico de construção do Estado para reparar os danos sofridos durante a guerra e promover as economias nacionais, enquanto na Grécia, pelo contrário, continua sendo travada uma sangrenta guerra civil, e numerosos patriotas gregos que libertaram sua pátria durante a Segunda Guerra Mundial são vítimas do terrorismo das camarilhas fascistas.
O que significam esses acontecimentos da China, Indonésia, Grécia e de outros países? Significam que na arena internacional reapareceram e manobram os incendiários de guerra e as camarilhas fascistas, que tentam minar a paz e a segurança do mundo e desencadear uma nova guerra.
Compatriotas:
Os povos do mundo, que derramaram seu sangue e experimentaram em sua própria carne toda espécie de cruéis sacrifícios na terrível guerra, hoje intensificam mais do que nunca sua vigilância e querem decidir por si mesmos os destinos de sua pátria e das gerações vindouras. Em particular, as nações libertadas da Europa e da Ásia desejam resolver com suas próprias mãos o problema do destino de sua pátria e das futuras gerações, sem entregá-lo à mercê dos reacionários, e lutam para alcançar isso. Os povos do mundo já não querem mais viver como antigamente e desenvolvem a luta para tomar em suas próprias mãos o destino de seu país, estabelecer um novo regime democrático e acabar com os reacionários e os incendiários de uma nova guerra. Esta é, em linhas gerais, a situação internacional do pós-guerra.
2. Situação política da Coreia
Compatriotas:
Qual é a situação política da Coreia dois anos depois de libertada?
Nossa nação, que ansiava fervorosamente pela libertação e independência da pátria, desde o primeiro dia de sua libertação tomou o caminho da reconstrução do país. Podemos constatar isso também pelo fato de que, imediatamente após a libertação de 15 de agosto, em cada localidade, tanto no Norte como no Sul da Coreia, foram organizados comitês populares por iniciativa do povo.
No entanto, a divisão de nossa pátria impede o desenvolvimento unificado do país e cria grandes obstáculos à vida política, econômica e cultural de nossa nação. Durante dois anos, desde os primeiros tempos da libertação até hoje, no Norte e no Sul da Coreia ocorreram mudanças diametralmente opostas em todas as esferas: política, econômica, cultural, etc.
Na Coreia do Sul, as forças reacionárias, constituídas por traidores da nação e pró-japoneses, reprimiram e dissolveram os comitês populares e continuam adiando até hoje o estabelecimento de um governo provisório unificado. Essa situação política criada na Coreia do Sul obrigou o povo norte-coreano a desenvolver uma grandiosa luta pela reconstrução da pátria e pela prosperidade da nação, tomando em suas mãos o destino da pátria.
O povo da Coreia do Norte empreendeu uma grande obra criadora em prol do desenvolvimento democrático da pátria e da felicidade da nação. Tendo tomado o poder em suas mãos, sente a necessidade vital de estabelecer prontamente um governo unificado que dirija a vida política, econômica e cultural de nossa nação. Sem a constituição de um governo unificado, não será possível realizar com êxito a construção democrática. Mas, tendo em vista que a formação de um governo unificado é adiada devido às manobras obstrucionistas dos traidores da nação, dos elementos pró-japoneses e dos reacionários da Coreia do Sul, não resta outra alternativa senão fortalecer e desenvolver ainda mais o comitê popular, órgão do poder popular, na Coreia do Norte.
O comitê popular não é uma forma de poder importada pela ingerência política estrangeira, mas uma obra de nossa nação por sua própria iniciativa, um filho da Coreia libertada. Em outras palavras, o comitê popular é o filho mais querido que a nação coreana libertada teve e que, ao mesmo tempo, é quem mais ama a pátria e o povo que lhe deram origem. Por isso, não podemos deixar de considerar como delírio e pesadelo as palavras dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses que estão sob a influência de políticos reacionários de outro país, os quais dizem: "Na Coreia do Norte pratica-se o comunismo", referindo-se ao fortalecimento e desenvolvimento do genuíno comitê popular, filho da Coreia libertada.
A Coreia do Norte fortaleceu e desenvolveu o comitê popular, fundado pela vontade do povo, mediante as eleições realizadas por votação secreta com base nos princípios universal, igualitário e direto, e assegurou ao povo a possibilidade de participar amplamente da vida política, econômica e cultural do Estado. Hoje, o povo tem efetivamente garantidas a liberdade de palavra, de imprensa e de reunião, bem como os direitos cívicos.
Em nossa Coreia do Norte, o comitê popular realizou grandes reformas democráticas durante os dois anos que se seguiram à libertação. Realizamos a reforma agrária em março de 1946 e outras reformas democráticas progressistas, como a Lei da Nacionalização das Indústrias, a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, a Lei do Trabalho, etc., cumprindo assim a grande tarefa de democratização de nossa pátria.
Os camponeses, ao verem satisfeita sua aspiração secular graças à reforma agrária, empenham-se ativamente no desenvolvimento da economia rural e na melhoria de sua vida.
Este ano, o Comitê Popular da Coreia do Norte realiza uma grande obra de irrigação, na qual investiu 155 milhões de wons. Também os camponeses desenvolvem amplamente obras de irrigação por conta própria. Graças à construção desses novos canais de irrigação, a província de Hamgyong Norte aumentou a superfície de arrozais em 3.800 hectares, e as províncias de Kangwon e Phyongan Sul abriram mais de 10 mil hectares de arrozais.
À medida que se amplia o emprego de fertilizantes químicos, aumentam as colheitas de cereais. Na primavera do ano passado foram fornecidas 52.600 toneladas de fertilizantes químicos e, na primavera deste ano, 97.000 toneladas.
Os camponeses, transformados em donos da terra, passaram a manter uma nova relação com ela. Eles desenvolvem amplamente o movimento para aumentar a produção de cereais, como a fertilização do solo, a semeadura precoce, etc. Se observarmos o resultado da semeadura primaveril deste ano, a área semeada nos campos de sequeiro aumentou em 20 mil hectares e a dos arrozais, em 35 mil.
Junto com o desenvolvimento da agricultura, aumenta também o número de animais domésticos. Somente no primeiro semestre do ano em curso, o número de bois aumentou em 40 mil e o de porcos, em 65 mil.
Como resultado da reforma agrária, melhorou radicalmente a vida material e cultural dos camponeses. Em toda a Coreia do Norte, realizam-se em grande escala a construção e a reconstrução de moradias. Durante o ano passado, segundo as estatísticas do final de junho deste ano, no campo foram construídas 54.653 moradias e reconstruídas 21.451.
Outro fato eloquente do vertiginoso desenvolvimento ocorrido nas zonas rurais é o aumento do número de famílias que dispõem de iluminação elétrica. Se antes da libertação eram 145.716, hoje chegam a quase o dobro: 264.037. Com a consolidação da base material da economia rural, desenvolve-se rapidamente o trabalho cultural de massas no campo. No final de junho do ano em curso havia nas zonas rurais 854 clubes, 5.295 salas de leitura e 37 teatros.
Graças à reforma agrária, o problema dos cereais foi resolvido, em seus aspectos fundamentais, na Coreia do Norte, e hoje, quando estamos às vésperas da colheita da nova safra, temos armazenados cereais da colheita do ano passado suficientes para vários meses. A campanha patriótica de entrega de cereais ao Estado, iniciada por Kim Je Won e muitos outros camponeses, deu uma grande contribuição à construção da pátria. Mesmo depois de utilizarmos os cereais entregues patrioticamente em prol da construção de uma nova pátria, símbolo do entusiasmo patriótico dos camponeses e primeiro fruto político da reforma agrária, ainda temos armazenadas mais de 1.500 toneladas. A fim de transmitir eternamente, de geração em geração, o ardente patriotismo dos camponeses, pensamos utilizar esses cereais, que eles entregaram de todo o coração ao Estado, impulsionados pelo patriotismo, na construção de uma majestosa e moderna universidade na cidade de Pyongyang, base das reformas democráticas.
Assim, a reforma agrária realizada na Coreia do Norte depois da libertação conduziu a economia rural da Coreia do Norte a uma nova órbita de desenvolvimento. Portanto, as palavras de que "na Coreia do Norte pratica-se o comunismo", proferidas pelos latifundiários reacionários, pelos traidores da nação e pelos elementos pró-japoneses que conspiram com eles, referindo-se à reforma agrária que entregou gratuitamente a terra aos camponeses e transformou radicalmente a economia rural, só podem ser consideradas uma demagogia desesperada.
Queridos compatriotas:
Que significado tem a nacionalização da indústria na Coreia do Norte e qual é o seu resultado?
O grande significado político e econômico da nacionalização da indústria reside, primeiro, em que desmantelou a base econômica do imperialismo japonês e dos elementos pró-japoneses, dos traidores da nação e dos burgueses reacionários, e conteve sua influência na vida política e econômica do Estado.
Segundo, em que, ao nacionalizar os importantes meios de produção, possibilitou ao povo desempenhar o papel principal no desenvolvimento econômico do Estado, traçar o plano de reconstrução e desenvolvimento da economia nacional e assegurar o progresso da indústria e dos transportes.
Terceiro, em que, ao passarem à propriedade do Estado e do povo os importantes ramos industriais criados com o sangue e o suor da nação coreana, foram lançadas as bases materiais para estabelecer os alicerces da economia nacional, fortalecer e desenvolver o regime democrático e melhorar o bem-estar do povo.
Ao serem derrotados, os imperialistas japoneses destruíram as indústrias e os meios de transporte da Coreia, mas estes foram reconstruídos no mais curto prazo graças à iniciativa criadora do povo que luta pela construção de uma nova pátria rica e poderosa. Em qualquer fábrica e empresa podemos ver a iniciativa patriótica e os esforços abnegados do povo. Os operários da cidade de Chongjin trabalharam voluntariamente cerca de 9 mil horas extras para reconstruir em ritmo acelerado uma fiação que havia sido destruída pelos imperialistas japoneses. Dessa maneira, a Fiação de Chongjin, cuja reconstrução parecia impossível aos imperialistas japoneses, foi reabilitada e colocada em funcionamento, com o que resolvemos um grave problema de fibras. Também a obra de construção do porto de Tanchon, que os imperialistas japoneses haviam abandonado, foi concluída sete meses antes do prazo previsto.
Graças à nacionalização da indústria, a Coreia do Norte tomou o caminho de elaborar e executar um plano para a economia nacional. Pouco depois de tornar público o plano da economia nacional deste ano, o primeiro desse tipo na Coreia libertada, o povo iniciou uma luta abnegada por seu cumprimento. Quando o tornamos público, nossos inimigos, como os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os reacionários, zombavam dele, dizendo que era uma fantasia. Não somente os inimigos zombaram desse plano, como até mesmo alguns de nossos funcionários duvidaram de seu caráter realista. No entanto, o cumprimento do plano no primeiro semestre deste ano deu uma resposta contundente às zombarias e às dúvidas.
Então, que êxitos alcançamos no primeiro semestre do ano?
Neste primeiro semestre, a produção de minerais duplicou em comparação com a do mesmo período de 1946, e o plano de produção correspondente ao segundo trimestre foi cumprido em 102%. Em comparação com o primeiro semestre de 1946, a produção de carvão aumentou 70%, a de energia elétrica, 60%, a de artigos da indústria química, 16%, e a de artigos da indústria leve, 74%.
Dedicamos grande atenção à recuperação e ao desenvolvimento do transporte ferroviário, artéria fundamental da economia nacional. Após a libertação, o transporte ferroviário encontrava-se em grandes dificuldades. Os imperialistas japoneses destruíram cerca de 80% das locomotivas, quase todos os vagões, as estações, as instalações ferroviárias e as oficinas de reparação, deixando o transporte ferroviário em caos. Mas essas dificuldades foram superadas graças à luta patriótica dos operários, engenheiros e técnicos ferroviários. Se o transporte de mercadorias foi de 320 mil toneladas em abril do ano passado e de 332 mil toneladas em maio, em abril deste ano já alcançou 707 mil toneladas e, em maio, 793 mil. O volume de transporte de cargas no segundo trimestre do ano em curso aumentou 106% em relação ao primeiro trimestre.
A nacionalização das indústrias permitiu que nosso povo desenvolvesse em grau muito mais elevado sua iniciativa criadora e adquirisse firme confiança no futuro de nossa gloriosa pátria. Por isso, as palavras de que "na Coreia do Norte pratica-se o comunismo", pelo fato de que, graças à nacionalização das indústrias, estão sendo lançadas as bases da economia nacional e estabelecidos os pilares econômicos de um Estado soberano e independente, rico e poderoso, constituem um delírio proveniente do desespero e do grito demagógico dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses que tentam novamente submeter nossa nação ao jugo político e econômico estrangeiro.
Queridos compatriotas:
Que benefícios trouxeram a Lei do Trabalho e a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, realizadas na Coreia do Norte?
Graças à entrada em vigor da Lei do Trabalho e da Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, os operários obtiveram pela primeira vez na história de nosso país o avançado direito à proteção no trabalho, e as mulheres, os mesmos direitos que os homens na vida política, econômica e cultural.
A Lei do Trabalho melhorou radicalmente a vida dos operários e empregados da Coreia do Norte. No último ano, 13.720 operários receberam novas moradias. Os operários também desfrutam dos benefícios do seguro social e da proteção do trabalho, algo inimaginável na época do imperialismo japonês. Este ano foram inaugurados 2 sanatórios especiais e 12 casas de repouso; agora, 14 mil operários e empregados descansam nas casas de repouso. Além disso, muitos camponeses exemplares e estudantes também desfrutam delas às custas do Estado. No monte Kumgang descansam 700 estudantes e, além disso, em lugares pitorescos, balneários e praias existentes em todas as províncias e condados, meninos e meninas escolares passam os dias em acampamentos.
Assim, vendo os êxitos das reformas democráticas alcançados por seu trabalho patriótico e sua luta abnegada, o povo da Coreia do Norte celebra o segundo aniversário da libertação.
Mas com que êxitos se comemora este aniversário na Coreia do Sul?
Depois da libertação, a Coreia do Sul tornou-se um antro de reacionários no qual se reuniram os elementos pró-japoneses e os traidores da nação.
Na Coreia do Sul, o povo não desfruta dos direitos de uma nação libertada de forjar livremente com suas próprias mãos o destino da pátria. Ali, pelo contrário, os traidores da nação e os elementos pró-japoneses se apoderaram de todos os órgãos do poder e das instituições da economia e da cultura. Como resultado, hoje a Coreia do Sul transformou-se em um caos, em uma terra sem donos.
A reação e o terrorismo fazem o que bem entendem pelas ruas de Seul, em plena luz do dia. Na Coreia do Sul, personalidades patrióticas que, sob o domínio do imperialismo japonês, travaram uma luta sangrenta ou permaneceram encarceradas durante vários anos pela honra da pátria e pelo futuro da nação são novamente presas e assassinadas pelas mãos dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses. O senhor Ryo Un Hyong, um dos bons patriotas de nossa nação, foi assassinado em plena luz do dia, pelas mãos dos elementos pró-japoneses e dos traidores da nação, na cidade de Seul. Na Coreia do Sul, onde se apregoa a chamada "livre e ampla expressão da vontade" e a "plena democracia", não se pode sequer realizar livremente o ato comemorativo de 15 de agosto. Esta é a realidade da Coreia do Sul que se desenvolve sob o pomposo rótulo de "liberdade" de palavra, imprensa, reunião e manifestação.
Mesmo hoje, transcorridos dois anos desde a libertação da pátria, ali não estão garantidas a segurança do povo nem estabelecida uma ordem democrática. Devido à proliferação de grupos terroristas e bandidos, constituídos por traidores da nação e elementos pró-japoneses, a população vive em um ambiente de terror. Embora os imperialistas japoneses tenham sido expulsos, na Coreia do Sul mantém-se intacto o sistema policial e administrativo estabelecido por eles; os elementos pró-japoneses e os traidores da nação não foram expulsos das instituições políticas, econômicas e culturais; pelo contrário, aqueles que na época do domínio do imperialismo japonês serviam como policiais, juízes ou administradores de condado, e os promotores do "movimento de japonização do povo" tornaram-se "donos" do "governo" e "dirigentes". Portanto, hoje, na Coreia do Sul, não apenas se reprime, encarcera e mata como nos tempos do domínio do imperialismo japonês, como também são cometidos atos terroristas ainda mais cruéis e terríveis do que naquela época.
Qual é hoje a situação econômica da Coreia do Sul?
Na Coreia do Sul, as importantes empresas industriais, construídas com o sangue e o suor do povo, não servem de base para a indústria nacional destinada a elevar o bem-estar do povo libertado, mas são herdadas e mantidas nas mãos de elementos pró-japoneses e traidores da nação e servem, portanto, como base econômica dos partidos políticos reacionários, contrários à pátria e à nação, e como base material das forças reacionárias que exploram o povo. A capacidade produtiva das importantes indústrias da Coreia do Sul caiu extremamente devido às ações dos especuladores, e traficantes perversos entregam-se a atos de especulação com mercadorias estrangeiras.
Segundo um dado publicado na edição de 16 de abril do Tong-a Ilbo, jornal reacionário da Coreia do Sul, é evidente o declínio da economia sul-coreana. O jornal escreve: "Em comparação com os resultados da produção industrial anteriores à libertação, os de hoje caíram para 30% nos setores de fiação e peles, para 20% nas indústrias química, de borracha e alimentícia e para menos de 15% nas indústrias mecânica e de papel; preocupa-nos a bancarrota total à qual pode chegar a indústria sul-coreana se continuar nesse estado sem que sejam tomadas medidas".
A quantidade de "cédulas do Banco da Coreia" emitidas foi, segundo um dado extremamente reduzido publicado pelos reacionários da Coreia do Sul, de 18.255 milhões e 345 mil wons até 10 de julho deste ano, o que demonstra que, durante um mês, foram emitidos mais 937 milhões e 973 mil wons, em comparação com os 17.317 milhões e 372 mil wons existentes em 10 de junho passado. E, em comparação com os 9.639 milhões e 986 mil wons existentes em 1º de julho do ano passado, foram colocados em circulação mais 8.615 milhões e 359 mil wons durante o ano passado.
Assim, como resultado da estagnação da produção e da emissão desenfreada de cédulas, os preços das mercadorias subiram bruscamente e a vida das massas populares caiu a níveis insustentáveis. A bancarrota da economia sul-coreana produziu, segundo um dado reduzido publicado pelo Hansong Ilbo, jornal reacionário, mais de 2 milhões de desempregados e vagabundos e faz apregoar a "importância do problema da vida do povo".
A conclusão que podemos tirar disso é clara. Como consequência da monopolização da indústria da Coreia do Sul por elementos pró-japoneses e traidores da nação, a produção caiu extremamente e, pelo contrário, os preços das mercadorias subiram bruscamente, mergulhando as amplas massas populares em um verdadeiro inferno de miséria. Hoje chegamos à conclusão de que a Coreia do Sul não marcha pelo caminho da independência econômica baseada na recuperação da economia nacional, mas pelo caminho do suicídio nacional, transformando-se a economia nacional destruída em um mercado colonial inundado de mercadorias de monopolistas estrangeiros.
O Levante Popular de Outubro do ano passado e a greve geral deste ano, que eclodiram em toda a Coreia do Sul, assim como a luta abnegada das forças democráticas sul-coreanas contra os traidores da nação e os elementos pró-japoneses, que continua até hoje, são acontecimentos inevitáveis nas circunstâncias políticas criadas na Coreia do Sul depois da libertação. Por mais que os reacionários façam esforços desesperados na Coreia do Sul, não poderão deter o ímpeto do povo coreano. As forças democráticas da Coreia do Sul continuarão sua luta patriótica para varrer os elementos reacionários, pelos destinos da pátria e das gerações vindouras.
Compatriotas:
Este é o balanço da situação política da Coreia por ocasião do segundo aniversário de sua libertação. Ao resumirmos brevemente a situação política tanto do Norte como do Sul da Coreia, podemos dizer que um marcha pelo caminho da liberdade, da democracia e da completa independência, e o outro, pelo caminho do assassinato, da reação e da dependência. Um avança pelo caminho da prosperidade, do desenvolvimento e do ressurgimento, e o outro, pelo caminho do enfraquecimento, da decadência e da escravidão. Um vive em uníssono com todas as forças democráticas do mundo e dirige-se, seguindo a corrente da história mundial, rumo à luz e à felicidade infinitas, e o outro precipita-se para a ruína predestinada, resistindo à história com seus últimos estertores.
Devemos compreender claramente que, dois anos depois da libertação, o Norte e o Sul de nossa pátria, tendo o paralelo 38 como linha divisória, orientam-se em direções diametralmente opostas.
3.Tarefas do povo da Coreia do Norte, que comemora o segundo aniversário da libertação
Queridos compatriotas:
Agora, a nação coreana encontra-se em uma fase muito importante de seu desenvolvimento. Em outras palavras, estamos em um período em que devemos formar um governo provisório democrático da Coreia.
Já se passaram dois meses desde que a Comissão Conjunta URSS-EUA retomou seus trabalhos. Nossa nação acompanha com grande interesse os resultados dos trabalhos dessa Comissão. A nação coreana envida todos os esforços para acelerá-los e formar o quanto antes um governo provisório, aspiração nacional.
Mas, apesar dos esforços sinceros dos autênticos patriotas da Coreia e da delegação da União Soviética, o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA não avança, mas é adiado.
Então, onde está a causa de que, até hoje, não tenha sido cumprida a tarefa da primeira etapa do trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA? Está, antes de tudo, nas manobras dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses. Se não tivessem existido a chamada "campanha antitutela" dos traidores da nação na Coreia do Sul e a manobra de fabricar organizações fantasmas de elementos pró-japoneses e traidores da nação, que tentavam utilizar a importante questão de decidir sobre os destinos da pátria e das gerações vindouras para realizar seus atos de especulação política, já teria sido estabelecido em nossa pátria um governo provisório democrático.
Desde o primeiro dia do início dos trabalhos da Comissão Conjunta URSS-EUA até hoje, os democratas e o povo patriótico do Norte e do Sul da Coreia apoiaram a resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia e vêm lutando para formar um governo provisório democrático. Mas os traidores da nação e os elementos pró-japoneses temem o estabelecimento de um verdadeiro governo provisório democrático na Coreia. Eles sabem bem que a implantação da democracia na pátria e a liquidação das consequências do imperialismo japonês constituem um golpe mortal para eles. É por essa razão que, desde o próprio dia da publicação da resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia, vêm se esforçando freneticamente para impedir sua implementação sob o vistoso rótulo de "antitutela".
Os lacaios pró-japoneses, os traidores da nação e os dirigentes do "movimento de japonização do povo", que prezam mais sua própria comodidade e prazer individual do que os interesses da pátria e da nação, tentam frustrar o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA, por um lado, com sua "campannha antitutela" aberta e, por outro, a partir de dentro, com astutas manobras, sob o enganoso rótulo de "apoio" à resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países. Eles não apenas criam organizações fantasmas, partidos de uma ou de três pessoas, para fazê-los participar da Comissão Conjunta URSS-EUA, mas também manobram descaradamente para incorporar nela grupos de especuladores, comerciantes inescrupulosos e terroristas sob os chamados nomes de "partido político" ou "organização social", tentando assim confundir, adiar e frustrar o trabalho dessa Comissão. Por essa razão, é inteiramente justa a exigência do povo coreano de que todos os intrigantes sejam excluídos da lista de candidatos à consulta sobre a formação de um governo provisório.
Queridos compatriotas:
Hoje, cabe ao povo e aos verdadeiros patriotas da Coreia a tarefa de frustrar a tentativa de venda da pátria dos traidores da nação e dos elementos pró-japoneses, que obstaculizam o estabelecimento de um governo provisório democrático na Coreia, e colaborar e ajudar por todos os meios no trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA. Hoje, quando enfrentamos a tarefa de fundar um governo provisório da Coreia, os autênticos partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático que lutam pelos interesses da pátria e da nação deverão apresentar um programa de ação que corresponda às exigências de nossa nação e lutar por sua realização.
Pois bem, o que deverão exigir todos os partidos políticos e organizações sociais da Coreia do Norte em relação ao estabelecimento de um governo provisório democrático da Coreia? Primeiro, a Coreia deve ser proclamada uma República popular democrática e todo o poder da República deve pertencer ao povo, desde o governo provisório democrático da Coreia até os comitês populares locais.
Segundo, o governo provisório democrático da Coreia deve ser estabelecido incorporando amplamente os partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático e ter a capacidade de reunificar nossa pátria nos campos político e econômico, recuperá-la e desenvolvê-la como um Estado soberano e independente, livre de ingerências estrangeiras.
Terceiro, o governo provisório democrático da Coreia deve necessariamente fazer uma declaração sobre os direitos do povo. O povo coreano, que não tinha nenhum direito sob o domínio do imperialismo japonês, deve desfrutar de todos os direitos como cidadãos de um Estado democrático, soberano e independente. É imperioso garantir a todo o povo coreano as liberdades de palavra, imprensa, reunião, associação, etc., e conceder a todas as mulheres da Coreia os mesmos direitos dos homens, como os concedidos na Coreia do Norte.
Quarto, o governo provisório democrático da Coreia deve descobrir e expulsar dos órgãos centrais e locais do poder os elementos pró-japoneses e os traidores da nação que ajudaram ativamente os imperialistas japoneses. Se não os eliminarmos, não poderemos democratizar nossa pátria. Temos de acabar com os remanescentes do imperialismo japonês em todos os domínios: político, econômico, cultural e ideológico.
Quinto, no campo econômico, o governo provisório democrático da Coreia deve realizar, em todo o país, reformas democráticas como as efetuadas em sua parte Norte. O povo coreano exige que se estendam por toda a Coreia a reforma agrária, a nacionalização das indústrias, a lei do trabalho, etc., como no Norte.
Queridos compatriotas:
Estas são as principais exigências apresentadas hoje pela maioria absoluta da nação coreana, quando se encontra diante da fundação de um governo provisório da Coreia. Essas exigências devem, sem falta, constituir a base do governo provisório da Coreia que será estabelecido no futuro.
Na verdade, são enormes as realizações históricas do povo da Coreia do Norte nos dois anos posteriores à libertação. Os êxitos das reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte constituem a base do desenvolvimento de nossa pátria e, ao mesmo tempo, um terreno sólido para a construção de uma pátria rica e poderosa. Nos dois anos posteriores à libertação, o povo da Coreia do Norte empenhou-se abnegadamente na construção da pátria e alcançou brilhantes vitórias na luta para superar as dificuldades. Ele não cederá nem poderá ceder a ninguém, no mínimo que seja, os preciosos frutos das reformas democráticas.
Mas o que foi realizado nos dois anos posteriores à libertação é apenas o primeiro passo para a construção de uma nova pátria, e as dificuldades que enfrentamos ainda são apenas iniciais. Assumimos a honrosa, porém pesada, missão de construir uma nova pátria, e esperam-nos dificuldades muito mais árduas e complicadas. Nós, coreanos, devemos nos levantar em uníssono para a luta patriótica a fim de superar todas essas vicissitudes que encontramos em nosso caminho e cumprir essa grande missão.
Então, que tarefas se colocam diante de nós, que comemoramos o segundo aniversário da libertação?
Primeiro, devemos consolidar e desenvolver os êxitos das reformas democráticas e transformar os órgãos do Poder popular em todos os níveis, desde o central até os inferiores, em órgãos de poder prestigiosos, que sirvam melhor ao povo e desfrutem de sua estima e apoio.
Segundo, devemos consolidar e desenvolver os êxitos alcançados no cumprimento do plano da economia nacional do primeiro semestre de 1947, graças à iniciativa patriótica e aos esforços abnegados do povo da Coreia do Norte e, baseando-nos nas experiências e lições extraídas nesse período, cumprir sem falta o plano do segundo semestre do ano. A luta pelo cumprimento do plano da economia nacional é uma batalha pela construção de uma pátria rica e poderosa, pelo estabelecimento de um Estado soberano e independente. Ao cumprir o plano da economia nacional deste ano, devemos lançar, não com palavras, mas com fatos, uma sólida base material para a prosperidade da pátria e da nação.
Terceiro, hoje que temos diante de nós a tarefa de fundar um governo provisório da Coreia, devemos redobrar mais do que nunca a vigilância da nação e alcançar uma coesão e unidade muito mais compactas das forças democráticas da Coreia, para desferir duros golpes, em todo o território nacional, contra os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os demais reacionários. A luta pela unidade e coesão das forças democráticas é uma batalha para aniquilar a reação e construir um Estado democrático, soberano e independente.
Quarto, todo o povo deve ajudar a Comissão Conjunta URSS-EUA, que trabalha para pôr em prática a resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia. Ao mesmo tempo, devemos desmascarar e eliminar a tempo os traidores da nação e os elementos pró-japoneses que tentam frustrar, dentro e fora, o trabalho dessa Comissão e, para isso, devemos intensificar entre as massas o trabalho para incutir nelas o ódio e a hostilidade nacionais contra eles. A luta sem quartel contra os traidores da nação e os elementos pró-japoneses que se opõem à resolução da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países sobre a Coreia e tentam frustrar o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA deve ser a tarefa mais urgente das forças democráticas da Coreia. Somente quando essa luta for intensificada será possível impulsionar o trabalho dessa Comissão e acelerar o estabelecimento de um governo provisório democrático da Coreia que corresponda à vontade do povo. Por essa razão, a luta contra os traidores da nação, os elementos pró-japoneses e os indivíduos "antitutela" é uma luta pela felicidade de nossa pátria e das gerações vindouras, uma batalha pela construção de um Estado soberano e independente.
Compatriotas:
Nos dois anos posteriores à libertação, consolidamos a grande força organizada de nosso povo e acumulamos preciosas experiências. A construção democrática desses dois anos forjou e uniu nosso povo política e organizativamente e o fortaleceu economicamente. A construção democrática desses dois anos demonstrou que, para nós, não há dificuldade insuperável nem fortaleza inconquistável. Quando o poder estiver nas mãos do povo, nenhuma força será capaz de superar seu poderio.
Nosso povo, que durante 36 anos levou uma amarga vida de escravidão colonial, jamais voltará a repeti-la. Não podemos confiar os destinos da pátria, da nação e das gerações vindouras aos pró-japoneses e aos traidores da nação, que são elementos que vendem a pátria, mas devemos tomá-los em nossas próprias mãos e forjá-los com nossas próprias forças.
Devemos marchar vigorosamente com a bandeira da Frente Unida Nacional Democrática bem erguida, para edificar uma pátria rica e poderosa, construir um Estado soberano e independente.
A vitória será para sempre nossa e brilhará eternamente pelo povo. Marchemos adiante pela honra da pátria e pela prosperidade das gerações vindouras. Glória eterna aos mártires tombados pelas mãos dos imperialistas japoneses na luta pela libertação da pátria!
Viva o segundo aniversário da libertação de 15 de Aaosto!
Viva o fortalecimento e o desenvolvimento da Frente Unida Nacional Democrática!
Viva a fundação da República Popular Democrática da Coreia!
Viva o povo coreano emancipado!