Conversa com os militantes da célula do Partido de Samhwa, cantão de Sain, condado de Sunchon, província de Phyongan Sul
5 de janeiro de 1949
Hoje, estive presente na sessão de estudo desta célula do Partido, em Samhwa, para ver como os militantes estão sendo formados. Agora posso confirmar que, até o momento, esta célula realizou um bom trabalho para promover o aperfeiçoamento de seus membros, que demonstram grande interesse pelo estudo e revelam um bom nível de preparação.
Na sessão de hoje, analisaram a importância das reformas democráticas, e posso dizer que tanto a palestra do instrutor quanto as discussões dos militantes atingiram um nível satisfatório. Durante o breve período de pouco mais de três anos após a libertação, nossos militantes do campo, especialmente as mulheres, progrediram muito. A presidenta da União das Mulheres da comuna explicou muito bem o significado da reforma agrária. Pode-se dizer que o simples fato de nossas mulheres, outrora submetidas, tanto na família quanto na sociedade, a maus-tratos e humilhações, vítimas dos costumes feudais, terem ingressado hoje no Partido do Trabalho e participado de discussões sobre questões políticas já constitui um progresso surpreendente.
Os membros do Partido devem cumprir bem tanto suas tarefas de estudo quanto as de trabalho. O conhecimento proporciona perspectiva e confiança no trabalho.
No passado, os guerrilheiros antijaponeses combateram até o fim, sem a menor hesitação, e derrotaram o imperialismo japonês, superando múltiplas dificuldades e vicissitudes ao longo de quinze anos. Atravessaram inúmeras montanhas íngremes, abriram caminho por densas camadas de neve tão altas quanto eles próprios e travaram diariamente duras batalhas contra as tropas e os policiais armados até os dentes do imperialismo japonês. Tudo isso sem uma cama quente e com escassez de roupas e mantimentos. Apesar disso, mantinham um otimismo constante e sabiam lutar com coragem.
Então, de onde vieram a convicção e a coragem dos guerrilheiros antijaponeses? Da convicção na justeza de sua causa revolucionária e da clara visão de um futuro vitorioso, proporcionada pelo estudo contínuo mesmo nas circunstâncias difíceis. Quanto mais árdua era sua tarefa, mais se dedicavam ao estudo, que lhes proporcionava força e coragem. Se os militantes de nosso Partido querem combater com firme confiança na vitória, assim como os guerrilheiros antijaponeses, devem se esforçar ainda mais nos estudos.
Somente assim terão capacidade para analisar e resolver adequadamente os problemas e orientar as massas. Os militantes do Partido são combatentes de vanguarda das massas trabalhadoras; se querem desempenhar plenamente esse papel, devem elevar seu nível ideológico, político e profissional, sendo sempre os primeiros nos estudos. Somente com uma elevada preparação poderão educar e orientar os demais.
A intensificação dos estudos entre os militantes é uma necessidade vital também para consolidar qualitativamente as fileiras do Partido.
O desenvolvimento de nosso Partido como um partido de massas e o rápido crescimento de suas fileiras fizeram aumentar o número de militantes com pouca preparação ideológica e política. Elevar essa preparação dos militantes a um nível superior é uma boa garantia para consolidar o Partido orgânica e ideologicamente. Devemos fazê-lo de maneira decisiva e, para isso, é necessário intensificar os estudos partidistas. Essa é também uma exigência urgente para os militantes, tendo em vista a situação criada em nosso país e as tarefas revolucionárias que temos pela frente.
Depois de terem criado, no ano passado, o governo fantoche de Ri Sung Man na Coreia do Sul, os imperialistas estadunidenses preparam freneticamente uma guerra de agressão contra a parte norte da República, ao mesmo tempo que intensificam sua política de escravização colonial na Coreia do Sul. Nessas condições, nosso povo precisa assumir a árdua tarefa de consolidar ainda mais, nos campos político, econômico e militar, a base democrática da parte norte e dedicar maiores esforços à construção de um Estado unificado, soberano e independente.
Para levar essa árdua tarefa a bom termo, todos os militantes do Partido deverão intensificar seus estudos, a fim de cumprir satisfatoriamente suas tarefas sem contratempos.
O que, então, deverão estudar e como deverão fazê-lo?
Antes de tudo, devem estudar devidamente a linha e a política de nosso Partido.
Elas explicam o caminho a seguir na construção de uma nova Coreia democrática, indicam as tarefas de nossos militantes e do povo e os meios para realizá-las. Constituem o único guia para todas as nossas ações. Somente conhecendo-as plenamente os militantes poderão trabalhar bem na construção do país, conforme as exigências do Partido, e cumprir suas responsabilidades com êxito.
Na sessão de estudo de hoje, um camarada afirmou que seria necessário atacar a parte sul para expulsar de lá os imperialistas ianques e reunificar a pátria. Está claro que esse camarada não estudou a orientação estabelecida por nosso Partido a respeito da reunificação do país. Os documentos de nosso Partido indicam claramente a orientação de reunificar a pátria por meios pacíficos e com os próprios esforços do povo coreano, bem como as medidas concretas para sua realização. É evidente que ele desconhece essa orientação do Partido por não a ter estudado.
Devemos ter presente que falar ou agir dessa maneira, em desacordo com a vontade do Partido, é consequência de não estudar sua linha e sua política. Por essa razão, os militantes devem estudá-las de maneira abrangente e aprofundada.
De maneira especial, devem ser estudados os documentos do 2º Congresso de nosso Partido, a Plataforma de 20 Pontos e o Programa do Governo da República, apresentado na Primeira Sessão da Assembleia Popular Suprema. Assim, com uma consciência clara da linha e das orientações do Partido sobre como construir um Estado unificado e democrático, plenamente soberano e independente, rico e poderoso, todos os membros do Partido deverão trabalhar energicamente para colocá-las em prática de maneira consequente.
Para conhecer bem a linha e a política do Partido, deverão ler regularmente seu órgão oficial e outros jornais.
O órgão do Partido explica a linha e a política que o Partido elabora para cada etapa. Seus artigos de fundo são, na verdade, instruções do Partido. Por esse motivo, os militantes devem lê-los obrigatoriamente e tornar-se bons leitores de jornais, pois a leitura regular também os manterá informados sobre a situação interna e externa.
Entretanto, ao se manterem devidamente informados sobre a linha e a política do Partido, não deverão deixar de estudar também a agronomia e os métodos de cultivo.
Neste ano, iniciamos o Plano Bienal da Economia Nacional, de enorme importância, destinado a consolidar ainda mais a base democrática da parte norte da República e preparar os fundamentos materiais para a reunificação da pátria. Durante a execução desse plano bienal, a economia rural deverá assumir a importante tarefa de aumentar rapidamente a produção agrícola, transformando a parte norte da República numa região com reservas suficientes de alimentos e fornecendo satisfatoriamente matérias-primas à indústria em rápido desenvolvimento. Se os militantes do Partido no campo quiserem cumprir bem essa tarefa, deverão possuir não apenas um elevado espírito de fidelidade ao Partido e à pátria, mas também conhecimentos técnicos e econômicos e capacidade prática. Isso porque, sem conhecer a agronomia e os métodos de cultivo, não poderão realizar devidamente os trabalhos agrícolas nem cumprir oportuna e pontualmente as tarefas estabelecidas pelo Partido, por maior que seja sua disposição interior de lhe serem fiéis.
Os militantes do campo devem esforçar-se constantemente para adquirir conhecimentos agronômicos e aprender técnicas agrícolas avançadas, bem como frequentar assiduamente os cursos sobre essas matérias. Dessa maneira, deverão fazer todo o possível para aplicar os métodos avançados de cultivo.
Para elevar seu nível de preparação, os militantes devem estudar de maneira proveitosa, e não por mero formalismo.
Estudar de maneira proveitosa significa compreender o essencial, o conteúdo de uma questão, assimilando-o para poder aplicá-lo na prática do trabalho ou da vida.
O objetivo do estudo é, em qualquer circunstância, melhorar a qualidade dos militantes e contribuir efetivamente para a construção do país. Por isso, devem estudar de maneira proveitosa, assimilando profundamente até mesmo uma única questão. Estudar superficialmente, como quem lambe apenas a casca de uma melancia, de nada adianta, por maior que seja o empenho. Assim, não se alcança o conteúdo nem a essência da questão.
Pelas intervenções de alguns camaradas na sessão de estudo de hoje, podemos concluir que não estudam de maneira proveitosa. Quando se discutia o significado das reformas democráticas, perguntei a um camarada se havia pessoas que olhavam com maus olhos para essas reformas, e ele respondeu que não, que não poderia haver pessoas assim. Isso demonstra que ele não estudou profundamente a questão das reformas democráticas. Aqueles que receberam terras apoiam as reformas democráticas, mas os latifundiários e os capitalistas, cujas terras ou fábricas foram expropriadas, não podem apoiá-las. Uns e outros espreitam a oportunidade de nos tomar as terras e as fábricas e destruir o Poder Popular que entregou essas terras aos camponeses. Os latifundiários veem com ódio intenso o fato de os camponeses trabalharem as terras que receberam como propriedade e viverem felizes. Não se contentem apenas com as reformas democráticas; compreendam que há quem as odeie. É necessário elevar a vigilância diante dos inimigos.
Os membros do Partido devem assimilar plenamente o material por meio de um estudo proveitoso.
O estudo deve estar estreitamente ligado à atividade prática. Não deve ser um fim em si mesmo. Quanto mais estudarem, mais os militantes melhorarão sua vida partidista e melhor trabalharão no campo. Ao vincularem estreitamente o estudo à atividade prática, servirão de exemplo às massas no trabalho e na vida e contribuirão grandemente para a construção do país.
O estudo deve ser, em qualquer circunstância, uma atividade voluntária dos militantes. Estudar sob coerção não pode produzir bons resultados.
Os militantes devem procurar aprender com empenho e consciência, sem que ninguém precise pressioná-los, considerando o estudo seu primeiro dever. Devem estudar assiduamente, comparecendo a todas as reuniões de estudo da célula, sem faltar a nenhuma, e comportando-se também de maneira exemplar nas escolas para adultos. Independentemente do momento ou do lugar, os militantes devem estudar continuamente, aproveitando todas as oportunidades disponíveis.
Cabe à célula do Partido orientar, ajudar e verificar regularmente os estudos dos militantes. Ela deve atribuir tarefas de estudo de acordo com as características pessoais e o nível de preparação de cada um, ajudá-los efetivamente a cumpri-las pontualmente e organizar com frequência seminários de estudo e reuniões para trocar impressões sobre os livros lidos, por exemplo, além de divulgar as melhores experiências de estudo. A célula organizará também, com frequência, palestras políticas, orientará e verificará regularmente o aperfeiçoamento dos militantes, confiando esse trabalho aos membros do comitê da célula e aos militantes que constituem o núcleo.
A célula do Partido também deve dedicar especial atenção à melhoria do desempenho do instrutor.
A elevação do nível ideológico e político dos militantes dependerá muito da competência do instrutor encarregado de ensiná-los. Somente se os instrutores desempenharem bem sua missão será possível elevar rapidamente a formação ideológica e política dos militantes e criar um bom ambiente de estudo.
A célula do Partido deve garantir os materiais e as condições necessários para que os instrutores possam se preparar suficientemente para ministrar suas aulas. Da mesma forma, deverá verificar oportunamente os planos preparados pelos instrutores, avaliar regularmente seu trabalho e ajudá-los eficazmente a desempenhar bem suas funções.
Os instrutores deverão apresentar suas aulas de maneira acessível. Não deverão fazê-lo em forma de discursos, usando palavras difíceis ou limitando-se a ditar o conteúdo, mas de maneira narrativa, com termos simples e exemplos concretos, para que os ouvintes possam assimilar plenamente a matéria.
Para alcançar esse objetivo, é importante preparar bem os planos de estudo, vinculando-os estreitamente à situação concreta da organização correspondente.
Os instrutores deverão conduzir os seminários de estudo de modo que os militantes discutam os temas estudados não em forma de discursos declamatórios, mas com uma linguagem simples e relacionada à realidade em que vivem. Suponhamos, por exemplo, que esteja sendo debatida a Lei da Reforma Agrária. Nesse caso, seu conteúdo deverá ser relacionado à vida dos camponeses, comparando-se como viviam antes e depois da reforma. Somente assim os militantes poderão compreender mais profundamente o que estudaram.
Os instrutores não deverão se limitar a ministrar aulas e orientar seminários nos dias em que se realizarem as sessões de estudo, mas também deverão dar aulas suplementares àqueles que estiveram ausentes. Além disso, será necessário que convivam sempre com os militantes e ajudem eficazmente aqueles que estão atrasados nos estudos a progredir.
Se quiserem orientar bem os estudos dos militantes, os instrutores deverão procurar aprimorar consideravelmente seus próprios conhecimentos. Deverão estudar com mais dedicação do que qualquer outra pessoa, elevando incessantemente seu nível ideológico e político e sua qualificação.
Espero que vocês estudem de maneira proveitosa e cumpram devidamente sua honrosa missão de militantes na luta pela reunificação da pátria e pela construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente, próspero e poderoso.






