quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Kim Yong Chol

O camarada Kim Yong Chol é um destacado quadro político e militar da República Popular Democrática da Coreia, tendo dedicado décadas de sua trajetória ao fortalecimento da defesa nacional e ao cumprimento das tarefas confiadas pelo Partido do Trabalho da Coreia. Desde os primeiros anos de sua carreira, desempenhou importantes funções nas forças armadas, adquirindo ampla experiência nos assuntos militares e contribuindo para a proteção da soberania e da segurança do país.

Ao longo de sua trajetória, ocupou sucessivamente importantes cargos de responsabilidade, entre eles o de diretor do Bureau Geral de Reconhecimento e funções dirigentes no Estado-Maior do Exército Popular da Coreia. Foi promovido a general e participou dos principais órgãos dirigentes do Partido, incluindo o Comitê Central e a Comissão Militar Central. Também foi eleito deputado à Assembleia Popular Suprema em várias legislaturas, demonstrando a confiança depositada nele para o desempenho de importantes tarefas políticas e militares.

Em 2016, o camarada Kim Yong Chol assumiu novas responsabilidades no trabalho partidista, incluindo os relacionado aos assuntos intercoreanos, sendo eleito membro do Bureau Político, da Comissão Militar Central e vice-presidente do Partido do Trabalho da Coreia, além de dirigir o Departamento da Frente Unida. Nessa função, participou de importantes contatos e negociações internacionais, representando a posição da República Popular Democrática da Coreia em encontros com autoridades estrangeiras e desempenhando um papel nas questões relacionadas às relações entre o Norte e o Sul da Coreia.

Mesmo após mudanças em suas funções, continuou sendo encarregado de importantes tarefas políticas. Em 2020, participou do trabalho relacionado às comunicações Norte-Sul e, posteriormente, voltou a assumir responsabilidades no Departamento da Frente Unida, sendo nomeado conselheiro em 2023. Sua longa experiência nos assuntos militares e políticos e sua participação em diferentes setores de trabalho fazem do camarada Kim Yong Chol um quadro experiente que continua contribuindo para a execução das tarefas atribuídas pelo Partido, apesar de sua idade avançada.

Fracassará a tentativa da República da Coreia de possuir um submarino nuclear, que se apresentou como um novo fator perigoso para a segurança da região da Ásia-Pacífico

Ultimamente, a tentativa da RC de possuir um submarino nuclear, que se encontra em plena execução, agrava ainda mais a instabilidade do ambiente de segurança regional.

A RC tornou público em maio passado o “Plano Jangbogo-N” para desenvolver e introduzir seu próprio submarino nuclear até meados da década de 2030 e está se movimentando intensamente para esse fim.

Na primeira reunião do “comitê de estratégia para a futura defesa nacional”, realizada há alguns meses no comando de submarinos das forças navais em Jinhae, na província de Kyongsang Sul, o mandatário da RC justificou o plano de construção de submarino nuclear, descrevendo-o como uma demonstração da vontade de assumir por conta própria a responsabilidade pela paz e segurança da Península Coreana.

Além disso, o Ministério da Defesa Nacional da RC esclareceu que o submarino nuclear utilizará urânio de baixa concentração como combustível e que todo o processo de seu desenvolvimento e construção ocorrerá no país. Assim, formalizou que o desenvolvimento do submarino nuclear passou da fase de planejamento à prática.

No início de junho passado, a delegação estadunidense, chefiada pelo subsecretário para assuntos políticos do Departamento de Estado dos EUA e integrada por representantes do Departamento de Estado, do Departamento de Energia e do Departamento de Defesa, visitou a RC, onde acordou acelerar ainda mais as discussões referentes ao submarino nuclear e estabeleceu o esquema de colaboração trilateral para a introdução de um minirreator nuclear modular. Isso constitui mais um exemplo representativo que demonstra que tudo o necessário ao desenvolvimento do submarino nuclear da RC está sendo preparado.

Tal intenção obstinada da RC não pode ser considerada uma medida de caráter defensivo para fazer frente à “ameaça” de alguém.

Desde 2003, a RC vinha desenvolvendo secretamente o plano de construção do submarino nuclear, fato que evidencia que tal cobiça não é uma mera “medida reflexiva” diante da posse de armas nucleares pela República Popular Democrática da Coreia, nem um problema de caráter defensivo para fazer frente à “ameaça regional”.

Sem dúvida alguma, a visão da RC está voltada para além do que ela ambiciona atualmente.

O fato de a RC ter apresentado como questão primordial o problema do uso de urânio enriquecido como combustível e ter exigido a revisão do “acordo de energia atômica EUA-RC”, antes do projeto do submarino nuclear, da construção de seu casco e do desenvolvimento do reator nuclear, sugere muitas coisas.

A meta final da RC é apoderar-se do direito de produzir materiais nucleares, libertando-se dos artigos que lhe proíbem o reprocessamento dos combustíveis nucleares usados e o enriquecimento do urânio e, por fim, preparar a base para o armamento nuclear.

A intenção da RC de se dedicar ao desenvolvimento de um submarino nuclear com o objetivo de seu armamento nuclear jamais pode ser dissimulada, por mais que alegue a “ameaça nuclear” de alguém e a “melhoria da capacidade de autodefesa”.

O projeto da RC de possuir um submarino nuclear inevitavelmente provocará o fenômeno do dominó nuclear na região da Ásia-Pacífico.

Sob o pretexto de tal tentativa da RC, o Japão manifestou sua ambição de não excluir todas as opções possíveis para a introdução de submarinos nucleares, tirando a máscara dos “três princípios não nucleares”.

Os esforços da RC visando à posse de um submarino nuclear não são uma questão a ser examinada limitando-se à ambição militar de um Estado.

Isso constitui um elo da estratégia dos EUA para estabelecer o eixo da hegemonia nuclear na região da Ásia-Pacífico, aproveitando a proliferação de submarinos nucleares e reorganizando a seu favor o equilíbrio militar em escala global.

Na região da Ásia-Pacífico já existem o sistema de cooperação militar trilateral EUA-Japão-RC, que está se transformando em uma aliança nuclear, e a “AUKUS”, aliança de submarinos nucleares dos EUA, Grã-Bretanha e Austrália.

A posse de um submarino nuclear pela RC servirá inevitavelmente como etapa preparatória para transformar a mencionada aliança militar trilateral no “segundo AUKUS”.

Se a sociedade internacional observar isso de braços cruzados, não poderá evitar o confronto provocado pela aliança de submarinos nucleares liderada pelos EUA na região da Ásia-Pacífico, incluindo as águas periféricas da Península Coreana, o Estreito de Taiwan e o Mar do Sul da China.

Devido aos EUA, que ampliam excessivamente o conceito de aliança e promovem abertamente a tentativa de armamento nuclear de seus países aliados, e à RC, enlouquecida por uma ambição gananciosa, a situação de segurança geopolítica da região enfrenta um grave desafio.

O plano de desenvolvimento de submarino nuclear da RC, acordado com Washington a pedido deste, agravará ainda mais a instabilidade da zona da Península Coreana, o que constitui um grave desafio à segurança e à soberania marítima de nosso Estado e uma ameaça à segurança à qual devemos necessariamente fazer frente.

Esta nova realidade, que multiplica a instabilidade regional, faz-nos compreender novamente a razão pela qual se apresenta como primeira tarefa estratégica do Estado a posse da mais perfeita e abrangente capacidade operacional e combativa, capaz de defender de maneira confiável a soberania marítima do Estado, enfrentando de forma ativa e preventiva qualquer mudança na situação de segurança.

Será a opção mais responsável para dissuadir a guerra possuir uma força eminente capaz de neutralizar todas as ameaças latentes e responder com um ataque mortal à tentativa militar dos países inimigos contra a segurança e a soberania de nosso Estado.

Jang Kum Chol, primeiro vice-ministro e diretor-geral do Departamento nº 10 do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

O que insinua a política sobre o “emprego da energia atômica” adotada coincidentemente com a insistência dos políticos de alto escalão do Japão na posse de armas nucleares?

Na reunião ministerial sobre a política de energia atômica, o Japão determinou a chamada diretriz de ações consistente em “empregar ao máximo a energia atômica para a segurança energética e a descarbonização”.

Segundo ela, serão instalados de 2 a 5 reatores de próxima geração até a década de 2040, e outros 11 a 14 até a década de 2050, tendo em vista que os reatores da maioria das usinas nucleares do país já envelheceram, e serão concentrados investimentos, pesquisas e formação de talentos para esse fim.

À primeira vista, parece que esse documento reflete o plano de médio e longo prazo para solucionar a demanda nacional de energia, cada vez maior.

Mas ele contém uma tentativa estratégica ardilosa e astuta, jamais tolerável se observada em relação à política de energia atômica que o Japão tem praticado até hoje.

Já não é segredo que esse país insular tentou desenvolver a bomba atômica e utilizá-la contra o país inimigo durante a Segunda Guerra Mundial e tem feito esforços desesperados até hoje para possuir armas nucleares.

A política de energia atômica do Japão é a mais enganosa política de duplo padrão, que tem persistido no armamento nuclear sob o vistoso rótulo de “uso da energia atômica para fins pacíficos”.

Todos os governantes japoneses, desde o gabinete de Kishi na década de 1950 até o de Abe na década de 2010, passando pelos governos de Sato, Fukuda, Nakasone e Hata, fizeram declarações como estas: “O Japão se equipará com armas nucleares quando surgir uma necessidade iminente para a defesa”, “Segundo sua Constituição, o Japão poderá possuir armas nucleares exclusivamente para a defesa” e “Na realidade, o Japão tem capacidade para possuir armas nucleares”.

De fato, nunca cessou, nem uma única vez, a revisão sobre o armamento nuclear dentro do governo e das “Forças de Autodefesa” do Japão durante as décadas passadas.

Tal ambição do Japão de se apoderar de armas nucleares baseia-se na grande quantidade de materiais nucleares e na tecnologia nuclear adquiridas por meio da operação das usinas nucleares de seu país.

Entre os países sem armas nucleares, somente o Japão goza do privilégio de extrair, conservar e reutilizar plutônio após o reprocessamento dos combustíveis nucleares usados, sob o ativo amparo dos EUA.

Atualmente, o Japão conserva 44,4 toneladas de plutônio e planeja inaugurar uma usina de reprocessamento de combustíveis nucleares usados ainda neste ano.

As usinas nucleares em diferentes localidades do país possuem muitas barras de combustíveis nucleares usados, das quais o plutônio pode ser extraído a qualquer momento, e sua quantidade já chega ao limite da capacidade de armazenamento.

O Japão vem se apoderando gradualmente de tecnologia nuclear sensível para fins militares, juntamente com grande quantidade de materiais nucleares.

Especialistas avaliam que esse país insular se tornou um “semipossuidor de armas nucleares”, capaz de alcançar o armamento nuclear dentro de alguns meses, conforme suas decisões.

O que não se pode deixar de observar é que a adoção da presente diretriz pelo governo japonês coincide com o fato de estar crescendo a insistência na posse de armas nucleares entre os políticos ultradireitistas.

O gabinete de Takaichi, surgido em outubro do ano passado, impulsiona à força políticas internas e externas de caráter neomilitarista, incluindo a revisão dos “três princípios não nucleares” e a posse de submarinos nucleares, enquanto o ministro da Defesa, o assistente da primeira-ministra e outros políticos de alto escalão falam abertamente sobre o armamento nuclear.

O Japão está empenhado em posicionar mísseis de cruzeiro Tomahawk e outros armamentos ultramodernos para o combate real e ampliar seu alcance, seguindo seu amo estadunidense, enlouquecido para assumir a hegemonia militar na região da Ásia-Pacífico. Então, é muito clara a meta que o Japão persegue por meio da adoção da diretriz referente à energia nuclear.

Maximizar a capacidade de ataque dos armamentos posicionados paralelamente à estruturação da infraestrutura militar baseada em meios de ataque preventivo que ultrapassam o interior do arquipélago: eis a verdadeira intenção da camada governante japonesa que divulga o “emprego máximo da energia atômica”.

Sem dúvida alguma, causarão uma grande calamidade se o Japão neomilitarista, que até hoje nega sua história passada de agressão ocorrida há mais de 80 anos e espreita apenas a vingança, falando incessantemente sobre a “ameaça proveniente dos países vizinhos”, chegar a obter armas nucleares.

Além do sistema de conivência trilateral EUA-Japão-RC, que vem se transformando em um bloco militar baseado em armas nucleares, surge outra variante maliciosa, denominada armamento nuclear do Japão, que ameaça seriamente o equilíbrio da segurança estratégica da região.

O fato exige urgentemente que os Estados independentes da região consolidem, por todos os meios, o dissuasor de guerra para deter as perigosas manobras militares dos Estados inimigos.

Se o Japão persistir em satisfazer sua ambição de armamento nuclear, chegará inevitavelmente a um destino trágico, ou seja, à ruína completa de todo o arquipélago.

A sociedade internacional que aspira à justiça e à paz jamais deve tolerar a imprudente e perigosa tentativa do Japão de possuir armas nucleares.

Ri Myong Nam, comentarista de assuntos internacionais 

Nostalgia

Obra clássica imortal criada pelo grande Líder camarada Kim Il Sung


Quando deixei minha terra natal

Minha mãe, diante da porta, derramando lágrimas,

As palavras com que me disse para voltar bem

Ah-... ainda ressoam em meus ouvidos


Saindo um pouco de casa, não muito longe,

Um pequeno riacho corre murmurando,

A imagem dos meus irmãos mais novos brincando

Ah-... ainda se apresenta vivamente aos meus olhos

Ah-... ah-...

A imagem dos meus irmãos mais novos brincando

Ah-... ainda se apresenta vivamente aos meus olhos

Ah-... ah-...


Ó minha terra natal, que nem em sonhos poderei esquecer

A água do Taedong, a primavera da bela Mangyongdae

Nem em sonhos posso esquecê-la

As queridas montanhas e rios, o dia da libertação

Ah-... eu voltarei

Ah-...


A água do Taedong, a primavera da bela Mangyongdae

Nem em sonhos posso esquecê-la

As queridas montanhas e rios, o dia da libertação

Ah-... eu voltarei

Eu voltarei, eu voltarei

Eu voltarei, ó minha terra natal 

Nostalgia

É uma célebre obra clássica criada pelo grande Líder camarada Kim Il Sung na década de 1930, quando se travava a Luta Revolucionária Antijaponesa.

Ela reflete liricamente a lembrança da querida imagem da mãe que, entre lágrimas, despede-se de seu filho que parte da terra natal. E descreve a saudade da primavera de Mangyongdae, onde o rio Taedong serpenteia e flores de todos os tipos desabrocham, bem como o nobre espírito patriótico de recuperar a pátria a qualquer custo.

As melodias de tom suave, moderado e otimista, juntamente com sua letra, conduzem o público a uma profunda lembrança.

A canção estimulou o fervoroso sentimento patriótico dos guerrilheiros e dos habitantes durante a Luta Revolucionária Antijaponesa.

Os combatentes antijaponeses recordaram que recuperavam suas forças cantando “Nostalgia” sempre que enfrentavam dificuldades e provações e que essa canção era a canção da guerrilha.

Cantando a canção que expressa a veemente saudade e o amor pela terra natal, os guerrilheiros antijaponeses tornaram-se combatentes e revolucionários inabaláveis e, sob a direção do camarada Kim Il Sung, derrotaram os imperialistas japoneses e alcançaram a histórica causa da libertação do país em 15 de agosto de 1945.

Durante a acirrada Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950-27 de julho de 1953), a canção incutiu a convicção revolucionária e a confiança na vitória nos soldados e oficiais do Exército Popular.

Ainda hoje, a canção é amplamente cantada pelo povo.

Kim Song

Naenara 

Pela integração e prosperidade da região

Em meio às grandes mudanças que ocorrem na estrutura da segurança política, na correlação de forças e na tendência da situação em escala internacional, os países africanos fazem esforços ativos para acelerar a integração e o desenvolvimento do continente e aumentar seu peso no mundo.

No final de julho passado, realizaram-se na Etiópia a 49ª sessão do Conselho Executivo da UA (União Africana) e a primeira Cúpula Pública Mundial (WPS, por sua sigla em inglês).

Nas reuniões, foram abordadas questões relativas à realização ativa das tarefas prementes de desenvolvimento, integração e prosperidade do continente e do projeto de desenvolvimento sustentável, à dinamização da participação internacional em diversos setores, como o social, técnico, econômico, etc., e à elevação do protagonismo da África na construção do novo mundo.

Os encontros manifestaram a vontade dos países do continente africano de elevar sua influência no diálogo global e na cooperação internacional e construir um continente mais poderoso e independente.

Os esforços dos países africanos para promover a integração e a prosperidade regional darão grandes contribuições à construção de um mundo multipolar justo e equitativo.

Relíquia histórica — Pavilhão Paeksang

O Pavilhão Paeksang foi construído no local de uma plataforma de uma antiga fortaleza, na província de Phyongan Sul. É um local de beleza cênica e interesse histórico amplamente conhecido pelo povo coreano desde os tempos antigos.

Foi originalmente construído no período da Dinastia Coryo (918-1392) e reconstruído no período da dinastia feudal de Joson (1392-1910).

Seu nome carrega o significado de ser um pavilhão de onde se contemplam cem belas paisagens.

Foi construído utilizando as técnicas tradicionais que os antepassados frequentemente empregavam na construção de pavilhões.

As colunas afuniladas são muito elegantes, o espaço superior é delicado e elaborado, e a tábua colocada sobre a primeira cornija de uma coluna para sustentar o apoio da viga representa uma flor de lótus em plena floração, elementos que impressionam.

O telhado foi construído de maneira a parecer que vários edifícios estão interligados, o teto foi feito para parecer majestoso, porém leve e belo, e foi aplicada a tanchong (pintura colorida nos elementos dos edifícios de madeira coreanos) de modo a harmonizar-se com a estrutura do edifício e seus elementos, realçando notavelmente os efeitos decorativos do pavilhão.

O pavilhão foi gravemente danificado devido aos bombardeios dos imperialistas estadunidenses durante a Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950-27 de julho de 1953).

O Presidente Kim Il Sung tomou medidas para restaurar o pavilhão ao seu estado original e visitou-o após a restauração para dar instruções aos funcionários sobre sua reforma e preservação adequada como local de recreação cultural para os trabalhadores.

Atualmente, o pavilhão é bem preservado como uma relíquia de valor de tesouro nacional e serve como local de recreação cultural para o povo.

Pyongyang Times