quinta-feira, 16 de julho de 2026

Sobre a trajetória do nosso Partido e algumas tarefas imediatas

Discurso proferido na reunião ampliada do comitê do Partido Comunista da Coreia do Norte na província de Hamgyong Sul

20 de abril de 1946

Antes de tudo, farei uma breve referência à trajetória do nosso Partido.

Em repetidas ocasiões falamos sobre a linha política e a linha organizativa do nosso Partido, as quais já foram claramente definidas nas resoluções do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte. Entretanto, até hoje, há entre os nossos camaradas aqueles que não compreendem corretamente essas linhas do nosso Partido na etapa atual.

Estabelecer uma República popular democrática, eliminar os vestígios do imperialismo japonês, formar uma frente unida nacional democrática e fortalecer o Partido Comunista são as nossas principais exigências no presente.

Partindo delas, a tarefa mais importante que se apresenta diante do nosso Partido é ampliar e fortalecer suas forças e consolidar uma sólida base democrática na Coreia do Norte. O espírito do relatório apresentado pelo comitê provincial do Partido também decorre dessa tarefa e diz respeito à sua execução.

O fato de o nosso país estar dividido em Norte e Sul pelo Paralelo 38 constitui um grande obstáculo ao desenvolvimento democrático do país. Por isso, na luta para realizar as principais exigências do Partido, não podemos deixar de analisar seriamente essa situação.

Se não utilizarmos plenamente as condições favoráveis da Coreia do Norte, será muito difícil alcançar a democratização na Coreia do Sul. No entanto, se na Coreia do Norte, que conta com metade do território e da população, fortalecermos as forças do Partido e estabelecermos firmemente a base democrática, poderemos realizar a democratização de toda a Coreia.

Depois de fundar o Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte, passamos a desenvolver, de maneira planejada e por etapas, todos os trabalhos, alcançando assim muitos êxitos.

Então, o que fizemos até hoje?

Organizamos os comitês populares em todas as localidades e o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, órgão central da administração. Na Coreia do Norte, diferentemente da Coreia do Sul, o Poder Popular foi organizado pelos próprios coreanos.

Todos os êxitos alcançados na Coreia do Norte durante o curto período transcorrido desde a libertação demonstram eloquentemente que os coreanos podem governar plenamente seu país e construir um Estado independente e democrático.

Além disso, dedicamos esforços à constituição de amplas organizações de massas. Criamos as associações operárias e camponesas, a União das Mulheres e as organizações da juventude, reunindo assim quase 3 milhões de pessoas em torno do nosso Partido.

Essa é uma força segura para lançar os alicerces democráticos.

Não apenas estabelecemos os órgãos do Poder Popular e as organizações sociais em todas as regiões, como também constituímos a sólida base da frente unida nacional democrática, ajudando na criação do Partido Democrático e do Partido Neodemocrático. Realizamos esses trabalhos até o mês de fevereiro deste ano.

Depois surgiu a oportunidade de pôr à prova a solidez da nossa base democrática e o grau de sua preparação. Vejamos como a nossa base democrática superou essa prova.

Primeiro: após a constituição do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, publicamos as 11 tarefas democráticas imediatas. Para cumprir essas tarefas do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, começamos pela luta contra as forças reacionárias, incluindo os elementos pró-japoneses e os traidores da nação, bem como pelo esmagamento do regime feudal de exploração.

Dessa maneira, por ocasião do XXVII aniversário do Levante de 1º de Março, foram organizadas em todo o país grandes manifestações, nas quais as amplas massas populares apoiaram calorosamente a orientação política do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte.

Segundo: devemos mencionar a vitória da histórica reforma agrária.

A Lei da Reforma Agrária, promulgada em 5 de março, estabeleceu a tarefa de liquidar as relações feudais de posse da terra no campo, base de sustentação dos latifundiários, dos elementos pró-japoneses, dos traidores da nação e de outros reacionários. O Partido alcançou uma grande vitória na luta pelo cumprimento dessa tarefa.

Ao longo de toda essa luta acumulamos experiências, tiramos lições e colocamos à prova as forças do Partido. Constatamos que na Coreia do Norte a base democrática está firmemente estabelecida e que o nosso Partido, que dirige a revolução coreana, não é fraco. Naturalmente, não devemos exagerar; mas a verdade é que as forças do nosso Partido cresceram e se fortaleceram. O fato de que na Coreia do Norte a base democrática se consolida e a base político-econômica dos elementos reacionários desmorona demonstra que o trabalho por etapas do nosso Partido está se desenvolvendo positivamente.

Imediatamente após a libertação de 15 de agosto, o nosso Partido ainda era jovem, tinha pouca experiência de luta e apresentava deficiências em sua composição, o que gerava uma situação complexa em seu interior. Não havia uma direção unificada sobre as organizações do Partido em cada localidade e as relações com o movimento revolucionário internacional eram frágeis.

Antes de 15 de agosto, os comunistas coreanos, que não possuíam um partido marxista-leninista unificado, atuavam em sua maioria de forma dispersa em diversas regiões. Como resultado, formaram-se grupos sectários em torno de uma ou de várias pessoas, que passaram a agir de maneira liberal e arbitrária.

Imediatamente após a libertação, quando fundamos o nosso Partido, ingressaram nele elementos de tendências sectárias, faccionistas e especuladores, dificultando assim a unidade ideológica no interior do Partido e seu profundo enraizamento entre as massas. Por essa razão, apresentou-se ao Partido a tarefa de eliminar de suas fileiras os elementos espúrios.

De acordo com a resolução da III reunião ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte, o Partido procedeu à substituição das carteiras de filiação e à verificação de seus militantes, alcançando com isso muitos êxitos no fortalecimento de suas fileiras. Por meio da verificação de seus militantes, o Partido eliminou de suas fileiras mais de 1.400 elementos nocivos. O nosso Partido não apenas se fortaleceu qualitativamente, como também cresceu quantitativamente, acolhendo muitos elementos fundamentais dentre os operários e os camponeses. Às vésperas da verificação, o número total de membros do Partido era de apenas 4.530 pessoas, mas hoje suas fileiras contam com mais de 26.000 militantes.

Também na composição do Partido registrou-se um grande avanço. O Partido conseguiu lançar raízes sólidas entre os operários e os camponeses.

Ao mesmo tempo em que melhorava sua composição, o Partido lutou energicamente para fortalecer sua disciplina. Opusemo-nos resolutamente às ações liberalistas dos militantes e temos enfatizado constantemente que, no interior do Partido, não podem existir militantes superiores e inferiores, que entre os militantes há igualdade de direitos e deveres perante o Partido, bem como que o Partido deve necessariamente basear-se no princípio do centralismo democrático. Como resultado, alcançamos os primeiros êxitos na luta pela unidade orgânica e ideológica do Partido.

O movimento de apoio às resoluções da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países e a proclamação da Plataforma de 20 Pontos contribuíram significativamente para o fortalecimento da unidade ideológica do nosso Partido. A Plataforma de 20 Pontos não apenas iluminou o caminho que deveria seguir o nosso povo, que não conhecia corretamente a orientação da luta, como também contribuiu para que os nossos militantes compreendessem mais detalhadamente a linha política do Partido.

Dessa maneira, a tarefa de fortalecer o nosso Partido e criar a base democrática na Coreia do Norte está sendo realizada com êxito.

Por meio da recente reforma agrária pudemos conhecer claramente a profunda influência que o Partido exerce no campo. Ao mesmo tempo, observamos que o comitê popular ainda não é suficientemente forte, pois o Partido apresenta deficiências em sua direção.

Devemos superar rapidamente esses defeitos.

A seguir, vou referir-me a algumas tarefas imediatas que se apresentam diante do nosso Partido no período atual.

Sobretudo, devemos consolidar a vitória da reforma agrária, dedicando a isso o nosso máximo esforço.

Como pudemos triunfar na reforma agrária? A reforma agrária estava de acordo com as demandas urgentes do campesinato e com suas aspirações seculares. E contávamos com as forças políticas preparadas para levá-la a cabo. Uma vez realizada a reforma agrária com base na sólida estruturação da aliança operário-camponesa e da frente unida nacional democrática, as forças reacionárias não ousaram resistir abertamente sob a pressão das forças democráticas unidas.

Para realizar a reforma agrária, vimos desenvolvendo energicamente o trabalho de propaganda. Em particular, enviando os melhores operários para trabalhar no campo, fortalecemos a aliança operário-camponesa por meio da luta prática.

Além disso, a atividade perseverante dos comitês rurais constitui um dos fatores essenciais da vitória da reforma agrária.

Graças a esses fatores alcançamos a grande vitória na reforma agrária.

Consolidar essa vitória constitui para nós a tarefa imediata e da maior importância. No campo foi liquidada a base econômica dos latifundiários, inimigos da nossa revolução. Entretanto, não devemos esquecer que, se não vigiarmos os latifundiários, se não tomarmos as medidas adequadas, eles nos atacarão para recuperar as terras perdidas. Por isso, é nosso dever elevar a vigilância e continuar lutando resolutamente, sem nos vangloriarmos da vitória.

Para podermos continuar avançando, devemos ter plena consciência, antes de tudo, das deficiências que afetam o nosso Partido. As falhas mais graves no trabalho do nosso Partido são a insuficiente preparação política dos militantes, a debilidade de sua direção sobre as organizações sociais e o deficiente trabalho de eliminação dos elementos pró-japoneses nos comitês populares. Daí termos enfatizado esse problema na VI reunião ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte.

Para fortalecer as forças do Partido, devemos admitir nele muitos ativistas que trabalharam com entusiasmo na realização da reforma agrária. Dessa maneira, é imprescindível organizarmos uma célula do nosso Partido em cada aldeia para defender as conquistas da reforma agrária.

Atualmente, os elementos reacionários estão fazendo uma propaganda maliciosa, alardeando que "não devem alegrar-se aqueles que receberam a terra, assim como não devem entristecer-se aqueles que a perderam". Devemos derrotar essa propaganda reacionária concentrando todas as forças do Partido na aração e na semeadura da primavera. Terminada a semeadura, a confiança dos camponeses se tornará ainda mais firme. Concluídas a semeadura, a capina e a colheita, os camponeses terão a firme consciência de que são os donos da terra.

O comitê popular deve continuar lutando resolutamente para acabar com os elementos pró-japoneses e os traidores da nação, que dificultam o trabalho de construção democrática e realizam constantemente atividades reacionárias. Ao mesmo tempo, o nosso Partido deve cuidar sempre para não monopolizar todo o trabalho nos órgãos do poder. Devemos fortalecer ainda mais a frente unida nacional democrática, acolhendo inclusive os não filiados, sem falar da cooperação com os partidos políticos democráticos.

Além disso, é preciso intensificar o trabalho do Partido.

Acima de tudo, é necessário elevar a vigilância dos militantes. Não se deve afrouxá-la por vangloriar-se do triunfo. É necessário fortalecer a disciplina do Partido, realizar corretamente o trabalho junto às massas e aguçar a vigilância.

Se os nossos militantes dirigirem incorretamente as massas, as consequências serão muito graves. Assim como, no combate, a vitória ou a derrota de um exército dependem em grande medida do comando do comandante, no movimento de massas a vitória ou o fracasso dependem da qualidade do trabalho realizado junto às massas pelos membros do Partido que desempenham funções dirigentes.

Os nossos militantes devem estudar constantemente o marxismo-leninismo para elevar seu nível ideológico, teórico e prático. Sobretudo, os quadros devem estudar mais diligentemente do que qualquer outra pessoa. Com vistas a fortalecer o trabalho de educação do Partido, é necessário organizar o centro de instrução dos militantes, a escola e a turma noturna do Partido, bem como realizar regularmente os seminários e os círculos de leitura. Se a organização do Partido descuidar do trabalho educacional e os militantes não estudarem o marxismo-leninismo, o Partido não poderá dirigir corretamente as massas.

O problema de eliminar completamente os remanescentes da ideologia faccionista adquire uma importância particular na intensificação do trabalho do Partido. Deve-se desenvolver uma luta enérgica para extirpar as ideias faccionistas, que por muito tempo constituíram uma chaga no movimento comunista da Coreia. O faccionismo é uma ideologia venenosa que desagrega a unidade e a coesão do Partido e destrói o movimento operário. É uma ideologia burguesa que nada tem a ver com o marxismo-leninismo. Antes da libertação existiam na província de Hamgyong Sul muitos movimentos de pequenos grupos, e os grupos sectários mantiveram o hábito de agir a seu bel-prazer; por isso, ainda se percebe uma considerável tendência faccionista. Os arrivistas, que valorizam mais seus interesses pessoais do que os do Partido, podem facilmente cair no faccionismo. O militante deve, em qualquer circunstância, subordinar o interesse individual ao interesse do Partido. Somente dessa maneira pode ser preservada a sólida unidade do Partido.

Não intervir na reunião e fazer objeções pelas costas, violando a disciplina organizativa do Partido, constitui uma tendência liberalista. Se esse liberalismo crescer, poderá evoluir para o faccionismo. Por essa razão, o Partido não deve tolerar o liberalismo, mas sim manter sempre elevada a vigilância diante das tendências faccionistas e extirpar pela raiz essas ideias alheias ao Partido por meio de uma vigorosa luta ideológica.

Creio que, se as organizações do Partido na província de Hamgyong Sul corrigirem suas falhas e materializarem plenamente a linha do Partido, alcançarão um grande progresso em seu trabalho futuro.

Choe Pyong Dok

O camarada Choe Pyong Dok foi um dos combatentes que hastearam a bandeira da República no pico Kachil durante a Guerra de Libertação da Pátria. Na qualidade de comandante de companhia política, participou heroicamente dos combates e confeccionou diversas bandeiras da RPDC para as unidades do Exército Popular. Anos após a guerra, ao visitar uma exposição comemorativa, reconheceu inesperadamente a bandeira de sua própria companhia, preservada por seus méritos históricos, e exclamou emocionado: "É a nossa bandeira!". Diante dela, recordou os sacrifícios dos combatentes e prestou uma solene continência em homenagem aos camaradas caídos.

A bandeira confeccionada e hasteada pelos combatentes no pico Kachil tornou-se um símbolo do heroísmo do Exército Popular da Coreia e passou a integrar o acervo do Museu Comemorativo à Vitória na Libertação da Pátria. Marcada pelos vestígios da batalha, ela foi elogiada pelos grandes homens sem igual como testemunho da coragem e do espírito de luta dos soldados que defenderam cada palmo da pátria. 

Rússia defende firmemente seus interesses de segurança nacional

Há algum tempo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia enviou um alerta sobre o fortalecimento da conivência militar entre a OTAN e as autoridades ucranianas.

Ela revelou que a OTAN está tentando desenvolver, juntamente com a Ucrânia, sistemas de armas destinados a atacar o interior profundo do território russo, criticando a aliança por ter perdido a razão e estar à deriva em águas perigosas. Em seguida, advertiu que as imprudentes ações agressivas da Ucrânia e da OTAN estão levando a Rússia a voltar sua atenção para quaisquer empresas que desenvolvam e produzam armas utilizadas contra o país.

Atualmente, os neonazistas ucranianos continuam realizando ataques terroristas contra civis e instalações civis russas, numa tentativa desprezível de compensar as repetidas derrotas sofridas no campo de batalha e manter o confronto.

É amplamente conhecido que, em 22 de maio, o exército ucraniano realizou um ataque com drones contra uma escola técnica na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, matando mais de 20 pessoas. Os neonazistas ucranianos bombardearam uma aldeia do oblast de Briansk, matando moradores pacíficos e, alguns dias depois, atacaram com drones um ônibus que transportava uma equipe juvenil de futebol da Bielorrússia. Houve várias vítimas, entre mortos e feridos, incluindo mulheres e crianças. Na Crimeia, na República Popular de Donetsk e em diversas outras regiões da Rússia, não apenas civis, mas também muitos alvos civis, tornaram-se vítimas dos ataques terroristas da Ucrânia.

O Ocidente, que normalmente fala com frequência sobre o "combate ao terrorismo", faz vista grossa a esses fatos e continua incentivando incessantemente a Ucrânia a confrontar a Rússia.

Recentemente, os países membros da OTAN anunciaram um plano para desenvolver, em conjunto com a Ucrânia, sistemas de armas destinados a atingir o interior profundo da Rússia. Diversos países, entre eles o Japão e a Austrália, continuam fornecendo assistência militar à Ucrânia, enquanto equipamentos militares produzidos por vários países europeus estão sendo enviados para o campo de batalha ucraniano. Segundo avaliações da imprensa estrangeira e de especialistas, o Ocidente deu instruções à Ucrânia para ampliar o conflito. Encorajadas por isso, as autoridades neonazistas ucranianas chegaram até mesmo a executar novas operações com objetivos terroristas. Isso demonstra claramente que o Ocidente e a Ucrânia buscam ampliar o conflito.

As imprudentes manobras de confronto promovidas pelo Ocidente e pelas autoridades neonazistas ucranianas, que ameaçam gravemente os interesses de segurança nacional da Rússia, estão provocando uma resposta firme por parte do país.

A Rússia demonstrou ao Ocidente sua determinação e vontade inabaláveis por meio de fortes ataques concentrados contra alvos militares da Ucrânia.

Nas madrugadas dos dias 6 e 8, armas de longo alcance de alta precisão lançadas por forças terrestres, aéreas e navais russas, juntamente com drones de ataque, desferiram pesados golpes contra empresas da indústria militar e instalações do complexo de combustível e energia em Kiev, bem como contra aeródromos militares nos oblasts de Dnipropetrovsk, Poltava e Cherkasy. Importantes alvos militares, como o estaleiro de Kiev, uma fábrica de mísseis, uma fábrica de drones e depósitos de combustível, foram destruídos. Na fábrica de mísseis de Kiev ocorreram sucessivas explosões de grande magnitude.

Anteriormente, no dia 2, as forças armadas russas também haviam realizado poderosos ataques contra diversos alvos militares da Ucrânia. Zelensky admitiu que empresas localizadas em Kiev haviam sido danificadas, enquanto o prefeito da cidade descreveu o ocorrido como "o maior ataque concentrado", em tom de desespero.

O Ministério da Defesa da Rússia declarou sua posição de intensificar as ações militares de represália em resposta aos ataques terroristas das autoridades ucranianas.

Atualmente, as forças armadas russas estão intensificando as operações militares para eliminar os neonazistas ucranianos, ampliando continuamente seus resultados no campo de batalha.

Un Jong Chol

Rodong Sinmun 

A Guerra da Coreia destruiu completamente o mito da “invencibilidade” do imperialismo estadunidense

Os Estados Unidos, surgidos como um foco permanente de ameaça à paz mundial, desencadearam inúmeras guerras de agressão desde o seu aparecimento no cenário histórico e, em todas elas, alcançaram “vitórias” com relativa facilidade. Os alvos escolhidos pelos Estados Unidos eram sempre países incomparavelmente mais fracos do que eles. Por isso, o imperialismo estadunidense travou, repetidas vezes, guerras de agressão e de conquista cuja “vitória” julgava garantida de antemão. Nas duas guerras mundiais, também foi assim: somente depois de calcular as perspectivas de vitória e derrota dos beligerantes, e quando o desfecho da guerra já estava praticamente decidido, os Estados Unidos se juntaram ao lado vencedor e colheram facilmente os frutos da condição de “nação vencedora”.

Confiante em seu próprio poder, o imperialismo estadunidense provocou a Guerra da Coreia acreditando que, combinando sua superioridade numérica e técnico-militar com os mais brutais métodos de combate, poderia facilmente subjugar e conquistar a Coreia. Por isso, MacArthur, conhecido como o “general assassino”, vangloriava-se diante dos correspondentes de guerra, afirmando que as tropas estadunidenses encerrariam a Guerra da Coreia em 72 horas.

Entretanto, na Guerra da Coreia, a tradição de “vitórias” do imperialismo estadunidense e o mito de sua “invencibilidade” foram completamente destruídos.

A superioridade técnico-militar do imperialismo estadunidense ruiu por completo, e a teoria da onipotência das armas transformou-se em uma ilusão.

Durante os três anos da Guerra da Coreia, os Estados Unidos empregaram todos os equipamentos militares mais modernos de que dispunham na época. Porém, nem as tão exaltadas “fortalezas do céu”, como o bombardeiro B-29, nem numerosos navios de guerra, entre eles o encouraçado Missouri, conseguiram demonstrar a eficácia que tanto proclamavam nos campos de batalha.

Diante do Exército Popular, que combatia com coragem empregando táticas jucheanas, como contra-ataques imediatos, ataques sucessivos, rápidas manobras de flanqueamento e cerco, combates noturnos e ataques surpresa, todo esse arsenal revelou-se impotente. A principal força do exército títere da República da Coreia, com cerca de 100 mil soldados, que os Estados Unidos exaltavam como “o melhor exército da Ásia”, foi praticamente aniquilada com a libertação de Seul. O Exército Popular rompeu com facilidade as posições defensivas do rio Kum, que o inimigo proclamava serem uma “linha inexpugnável” e “a melhor defesa em profundidade”, tal como afirmaram analistas militares estrangeiros, dizendo que “as posições fortificadas e consideradas intransponíveis das forças da ONU foram atravessadas tão facilmente quanto o vento de outono atravessa um campo de sorgo”, e destruiu em pouco tempo a 24ª Divisão estadunidense, que ostentava o título de “divisão invencível”.

A chamada “Operação Kean” (Operação Taemul-dong), na qual os Estados Unidos tentaram deter o avanço de uma única divisão do Exército Popular utilizando uma superioridade de três vezes em efetivos e cinco vezes em tanques e artilharia, terminou com a esmagadora derrota da 25ª Divisão estadunidense. Já a “Ofensiva Geral de Natal”, lançada com a mobilização de cinco corpos de exército sob a propaganda de que poria fim à Guerra da Coreia, foi derrotada pelas táticas da segunda frente do Exército Popular, sendo descrita como “a maior derrota já sofrida pelo Exército dos Estados Unidos”.

Após a transição para a guerra de posições, a teoria estadunidense da supremacia das armas tornou-se ainda mais insustentável diante das táticas de guerra em túneis empregadas pelo Exército Popular. Embora as forças estadunidenses disparassem uma quantidade astronômica de projéteis e munições, não conseguiram conquistar posições como a Altitude 1211. Depois de Eisenhower assumir a presidência, até mesmo a chamada “batalha-modelo”, travada com enorme emprego de recursos militares para capturar a Altitude Jonghyong, terminou igualmente em fracasso.

A superioridade técnico-militar estadunidense também se mostrou ineficaz nos céus.

Os inimigos mobilizavam diariamente seus aviões para lançar bombas e realizar metralhamentos, mas não conseguiam destruir as posições do Exército Popular.

Até os próprios generais estadunidenses foram obrigados a reconhecer esse fato. Ridgway lamentou: “Nós (a Força Aérea dos Estados Unidos) não conseguimos deter a ofensiva deles (do Exército Popular) e, na prática, tampouco conseguimos enfraquecer suas forças.” MacArthur também confessou sua frustração, afirmando: “Perdi a confiança no valor do poder aéreo estratégico.”

Ao longo dos três anos da Guerra da Coreia, mais de 12 mil aviões militares estadunidenses foram atingidos ou abatidos.

Inúmeros soldados estadunidenses e militares dos países aliados encontraram uma morte trágica. Afirma-se que a proporção de baixas em relação ao efetivo mobilizado foi a mais elevada da história das guerras. Um especialista militar japonês estimou que as forças da “ONU” sofreram entre 40% e 60% de baixas, índice correspondente a cinco a oito vezes o registrado pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

Não foram poucos os generais cuja carreira terminou em desastre após se envolverem na Guerra da Coreia. MacArthur, considerado um dos maiores estrategistas militares dos Estados Unidos, foi destituído do cargo; Walker, comandante do 8º Exército, e Moore, comandante do 9º Corpo de Exército, perderam a vida; e Dean, comandante da 24ª Divisão, que se autodenominava uma “divisão invencível”, foi capturado como prisioneiro.

Desde o início da guerra, o imperialismo estadunidense passou a ameaçar repetidamente o nosso povo e o nosso exército com armas atômicas, tentando reverter suas sucessivas derrotas.

Na luta decisiva, cada vez mais intensa, entre a vida e a morte, o nosso povo e o nosso exército realizaram o extraordinário feito de derrotar a bomba atômica com fuzis de infantaria.

A Guerra da Coreia deu origem à nova verdade de que, quando um fuzil de infantaria está carregado com uma convicção ideológica inabalável, ele é capaz de derrotar qualquer arma nuclear.

A natureza bestial, a degradação política e moral e as fraquezas do exército agressor imperialista estadunidense foram expostas diante do mundo inteiro.

A brutalidade e a crueldade jamais constituem a verdadeira natureza humana. Muito menos são uma expressão de coragem.

Do general ao soldado, os integrantes do exército agressor imperialista estadunidenses eram verdadeiras bestas de duas pernas.

Basta considerar o fato de que Walker, comandante do 8º Exército dos Estados Unidos, incitava seus soldados dizendo: “...Mesmo que diante de vocês estejam crianças ou idosos, suas mãos não devem tremer. Matem. Assim vocês salvarão a si mesmos da destruição e cumprirão seu dever como soldados das forças da ONU.” Isso demonstra eloquentemente o que realmente significavam a suposta “coragem” dos soldados estadunidenses e a alegada “invencibilidade” dos Estados Unidos.

Os assassinos imperialistas estadunidenses vangloriavam-se, nas regiões ocupadas, dizendo: “Não conseguimos dormir sem matar alguma coisa.” Esquartejavam pessoas, cravavam pregos em suas cabeças, abriam o ventre de mulheres grávidas e as matavam, perpetrando massacres de inocentes por métodos tão bárbaros e cruéis que ultrapassavam qualquer imaginação humana.

Os diversos centros de educação de classe espalhados por todo o país, incluindo o Pavilhão de Educação de Classe de Sinchon, continuam até hoje denunciando ao mundo inteiro que o imperialismo estadunidense nada mais é do que uma besta de duas pernas revestida de pele humana.

Depois de destruir cidades, vilas e áreas rurais da Coreia, o imperialismo estadunidense, não satisfeito, passou ainda a empregar indiscriminadamente armas bacteriológicas e químicas, numa tentativa insensata de subjugar o povo coreano e demonstrar sua suposta “invencibilidade”.

Entretanto, essas atrocidades bestiais do imperialismo estadunidense apenas estimularam intensamente o sentimento anti-EUA de todo o povo coreano, levando todos a se levantar na luta para exterminar essas bestas.

A degradação política e moral do exército agressor imperialista estadunidense manifestou-se claramente também na discriminação praticada contra as tropas dos países aliados.

Os generais estadunidenses colocavam, sem exceção, as tropas dos países aliados nas posições mais perigosas, onde era preciso arriscar a própria vida. Durante a retirada geral de dezembro, quando centenas de milhares de soldados das chamadas “forças da ONU” estavam sendo cercados e destruídos, os fuzileiros navais britânicos e a 29ª Brigada Britânica receberam a missão de proteger a retirada das tropas estadunidenses e acabaram praticamente aniquilados. Da mesma forma, as tropas francesas, encarregadas da retaguarda da operação de retirada de Wonju, sofreram golpes devastadores, enquanto as forças gregas foram destruídas. Também a brigada turca, enviada para a linha de frente da chamada “ofensiva geral” e deixada na retaguarda durante a retirada, foi aniquilada. Esses fatos demonstram que o exército agressor imperialista estadunidense tratava os soldados dos países aliados como mera bucha de canhão.

A discriminação praticada pelos militares estadunidenses contra os exércitos aliados aprofundou as contradições entre eles e teve como consequência um maior isolamento e enfraquecimento do imperialismo estadunidense.

A degradação política e moral do exército agressor imperialista estadunidense também se manifestava no fato de que muitos soldados, dominados pelo medo da morte, desertavam assim que enfrentavam uma situação de perigo.

Na época, o inspetor-geral da Marinha dos Estados Unidos, McAuliffe, declarou oficialmente que, até o final de 1952, “desde o início da Guerra da Coreia, somente na Marinha dos Estados Unidos o número de desertores já alcançava 46 mil”. Também revelou que, “no Exército dos Estados Unidos, havia em média 20 mil desertores por mês e, em certas ocasiões, até 3 mil em um único dia”. Tribunais militares destinados a julgar os desertores funcionavam diariamente, e o Departamento do Exército chegou a solicitar 2 milhões de dólares para custear a captura dos fugitivos.

Os soldados estadunidenses não participaram da Guerra da Coreia por qualquer objetivo político ou ideal. Lutavam unicamente para ganhar dinheiro.

Assim como um oficial de alta patente da 1ª Divisão de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos declarou abertamente que havia ido à frente coreana “para ganhar 700 dólares por mês”, os soldados estadunidenses eram, sem exceção, mercenários.

Movidos apenas pelos dólares, entravam no campo de batalha, deleitando-se em matar pessoas e massacrando indiscriminadamente civis indefesos; porém, no momento em que percebiam que suas próprias vidas corriam perigo, encolhiam-se e fugiam. Essa era a verdadeira e lamentável face do exército agressor imperialista estadunidense.

É evidente que um exército tão profundamente corrompido jamais poderia ser forte.

Foi por isso que o ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, Marshall, confessou:

“O mito foi destruído. Não éramos um país tão forte quanto os outros imaginavam.”

Os Estados Unidos, que afirmavam jamais ter conhecido uma derrota em toda a sua história de guerras de agressão, sofreram pela primeira vez uma humilhante derrota diante do Exército Popular na Coreia, e a tradição de “vitórias” do imperialismo estadunidense, assim como o mito de sua “invencibilidade”, foi completamente destruída.

Sobre essa derrota desastrosa na Guerra da Coreia, um estadunidense comentou:

“Somente depois que inúmeros estadunidenses morreram e mais de 20 bilhões de dólares foram gastos é que os Estados Unidos compreenderam quão forte era a determinação do povo coreano em defender aquilo que lhe pertencia. A causa mais grave da vulnerabilidade militar dos Estados Unidos não estava nas forças armadas, mas nos incompetentes formuladores de políticas em Washington. Eles não conseguiram explicar claramente aos soldados estadunidenses por que deveriam ir para a Coreia. A única frase que os soldados realmente compreenderam foi a do presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, que afirmou que a Guerra da Coreia era uma guerra errada, travada no lugar errado, na hora errada e contra o inimigo errado.”

Ao revelar a fragilidade da suposta superioridade técnico-militar do imperialismo estadunidense e expor diante do mundo inteiro as vulnerabilidades do exército agressor imperialista estadunidense, a Guerra da Coreia libertou espiritualmente centenas de milhões de povos oprimidos que viviam sob a influência do medo e da admiração pelos Estados Unidos, levando-os a levantar-se sem vacilar na frente anti-imperialista.

Os povos do mundo passaram a enxergar os Estados Unidos não como a “nação mais poderosa”, mas como um “gigante de barro”, que cai quando é golpeado, e um “tigre de papel”, que é consumido quando pega fogo. Essa mudança na percepção em relação aos Estados Unidos tornou-se uma importante fonte de força para que os povos dos países coloniais e semicoloniais se engajassem ativamente na luta anti-imperialista e anti-EUA.

A vitória na Guerra de Libertação da Pátria demonstrou, na prática, a lei da história segundo a qual um povo e um exército que, sob a liderança de um grande líder, confiam na justeza de sua causa e em sua própria força, e se levantam para defender sua pátria, alcançarão inevitavelmente a vitória.

Ri Kyong Su

Consciência de classe anti-imperialista

Explicação de terminologias políticas

A consciência de classe anti-imperialista é a consciência ideológica de odiar o imperialismo e os inimigos de classe e de lutar resolutamente contra eles.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Quando se cai na ilusão em relação ao imperialismo estadunidense e aos inimigos de classe, a consciência de classe fica paralisada e, no fim, perde-se a arma fundamental da revolução.”

Armar firmemente todo o povo com uma sólida consciência de classe anti-imperialista é uma exigência indispensável para o avanço vitorioso da causa socialista.

O processo de realização da causa socialista é um processo de intensa luta de classes, um confronto decisivo entre o socialismo, de um lado, e os imperialistas e todos os inimigos de classe, de outro. Quanto mais se acelera o avanço vitorioso do socialismo e quanto mais cresce sua força para sepultar o capitalismo, mais violentos se tornam os desafios e as investidas desesperadas das forças hostis.

Somente quando todos os militantes do Partido, trabalhadores, soldados do Exército Popular e jovens estiverem firmemente preparados como combatentes de vanguarda da classe, dotados de uma consciência de classe inabalável, será possível defender completamente as conquistas da revolução contra as agressões do imperialismo e de todos os inimigos de classe, bem como lutar até o fim pela vitória da causa socialista.

A consciência de classe anti-imperialista não se desenvolve espontaneamente, tampouco é herdada. É necessário intensificar ainda mais a educação de classe anti-imperialista e fortalecer com maior firmeza uma clara compreensão de quem é o principal inimigo. Para nós, que defendemos a pátria e o povo das ações desenfreadas dos imperialistas e aprofundamos a luta pelo desenvolvimento integral da construção socialista, fortalecer a educação de classe é uma tarefa de máxima importância, que deve ser valorizada em todos os momentos e constantemente aprofundada.

As organizações do Partido e das entidades dos trabalhadores devem buscar e aplicar continuamente materiais, meios e métodos capazes de elevar a eficácia da educação de classe, incutindo profundamente nos militantes do Partido e nos trabalhadores uma firme consciência de classe anti-imperialista, inabalável diante de quaisquer mudanças na situação. Em especial, devem dedicar grandes esforços para armar plenamente a juventude com uma sólida consciência de classe anti-imperialista.

Abrindo o livro-patrimônio nacional "História da Vitória na Guerra de Kim Il Sung" — O caloroso afeto contido em uma carta

No Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria, ainda se conservam as cartas trocadas entre os combatentes da guerra e o povo.

As histórias transmitidas pelas linhas escritas no papel, desbotado pelo passar do tempo, são diferentes umas das outras. Contudo, o que flui intensamente por todas essas cartas é a inabalável confiança e o otimismo na vitória, bem como o espírito de unidade entre o exército e o povo.

As cartas que iam e vinham entre a frente de batalha e a retaguarda eram o elo de afeto que unia ainda mais firmemente os combatentes das colinas em chamas e o nosso povo, sendo também outra arma, mais poderosa do que fuzis ou canhões.

Ao guardar essas cartas com emoção no coração, recordamos um fato profundamente comovente registrado no livro-patrimônio nacional "História da Vitória na Guerra de Kim Il Sung

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“O Líder era como um tigre do Monte Paektu diante dos inimigos, mas, diante dos soldados e do povo, era um pai extremamente afável e carinhoso.”

Foi durante os dias de dezembro de 1952, quando, sob a orientação do grande Líder, realizava-se a Conferência dos Oficiais Superiores do Exército Popular da Coreia.

Certo dia, o grande Líder recebeu a informação de que o comandante do 3º Corpo de Exército, camarada Ryu Kyong Su, ao término das reuniões, saía discretamente para algum lugar e só retornava tarde da noite. Percebendo que ele carregava sozinho uma preocupação inevitável, o grande Líder, antes do início da reunião do dia seguinte, perguntou-lhe para onde estava indo ultimamente após o encerramento das sessões.

A história era a seguinte.

Na véspera de seguir para o Quartel-General Supremo a fim de participar da reunião, o camarada Ryu Kyong Su havia visitado as unidades subordinadas ao seu corpo de exército e soube que um soldado estava angustiado por não saber se seus familiares, que viviam em Pyongyang, ainda estavam vivos.

O camarada Ryu Kyong Su disse-lhe que partiria para Pyongyang no dia seguinte e que, aproveitando a oportunidade, procuraria sua casa sem falta, pedindo-lhe que escrevesse uma carta. Assim, levou consigo a carta do soldado para Pyongyang e, ao término de cada reunião, saía todos os dias pela cidade perguntando de um lado para outro, tentando localizar os pais daquele combatente.

Com uma voz carregada de emoção, como se lamentasse profundamente o fato do camarada Ryu Kyong Su não lhe ter comunicado isso antes, o grande Líder disse:

"Parece que você considera isso um problema pequeno, mas não é um problema pequeno. Aquele jovem soldado que combate na linha de frente, ao ver os outros militares felizes por receberem cartas de seus pais, esposas, filhos, parentes e amigos, quanto não deve sentir-se sozinho? E seus pais, em sua terra natal, ao verem outras famílias alegres por receberem cartas dos filhos e maridos que lutam na frente, quanto não devem sofrer?"

Naquele instante, o peito do camarada Ryu Kyong Su foi tomado por uma intensa emoção.

O grande Líder olhou para ele e para os demais comandantes do Exército Popular ali presentes e disse com sinceridade que, justamente nos momentos de combate, quando a situação é mais tensa e difícil, era preciso cuidar com atenção para que nem a menor sombra recaísse sobre o coração do povo e dos soldados. Acrescentou ainda que, sobretudo, os trabalhadores políticos e os comandantes deveriam ser capazes de perceber, apenas observando a expressão de um combatente, no que ele estava pensando e quais dificuldades enfrentava.

Então, fitando o camarada Ryu Kyong Su com um olhar cheio de carinho, o grande Líder prosseguiu:

"Por que tentar fazer uma coisa tão boa sozinho? Vamos todos procurar os pais desse soldado. Mobilizemos os funcionários do Partido e dos órgãos do poder para encontrá-los custe o que custar."

Foi assim que, em meio às discussões sobre importantes operações destinadas a enfrentar a chamada “nova ofensiva” do inimigo, foram tomadas providências para entregar a carta de um simples soldado a seus pais. A partir daquele dia, funcionários do Partido e dos órgãos do poder foram mobilizados para localizar sua família, dando origem a um fato sem precedentes na história das guerras mundiais.

Graças ao profundo carinho paternal do grande Líder, que desejava dissipar até a menor sombra que pairasse sobre a vida de um soldado comum, finalmente a casa do combatente foi encontrada em uma aldeia do condado de Taedong, e desenrolou-se a comovente cena em que, entre lágrimas de profunda emoção, seus pais receberam a carta do filho.

Na carta de resposta enviada ao filho, seus pais escreveram:

"Não existe neste mundo alguém que cuide do povo e o ame sinceramente como o nosso General. Nós, pais e irmãos que permanecemos na retaguarda, também dedicaremos tudo o que temos para retribuir a imensa benevolência do nosso General..."

De fato, como poderia não estar presente, nas cartas trocadas entre a frente e a retaguarda, entre os combatentes e o povo, uma lealdade ao Líder que nem mesmo o fogo consegue consumir e uma convicção inabalável na vitória, impossível de ser quebrada por qualquer força?

Foi porque lutaram guardando essas preciosas cartas no mais profundo do coração que os soldados do Exército Popular puderam bloquear com seus próprios corpos as casamatas inimigas que cuspiam fogo, gritando em alta voz: “Viva o General Kim Il Sung!”, enquanto o nosso povo, mesmo sob uma chuva de fogo, cultivava os campos e fazia ressoar por toda parte o ritmo do aumento da produção em tempo de guerra, antecipando a vitória.

Choe Mun Gyong 

Rodong Sinmun

Ao pé do monte Sokbak, tingido pelo brilho do pôr do sol

No Cemitério dos Mártires da Guerra de Libertação da Pátria, ao pé do monte Sokbak, tingido de vermelho pela luz do pôr do sol, é impossível conter o sentimento de profunda reverência quanto mais se contempla aquele lugar.

É a colina da vida eterna, onde brilham para sempre as almas e os feitos heroicos dos mártires que, munidos de lealdade absoluta ao Partido e ao Líder, de amor por tudo o que era seu e de firme confiança em sua própria força e na vitória, atravessaram a tempestade de fogo da dura guerra e conquistaram o milagre do 27 de julho, que resplandece como a eterna tradição vitoriosa da nossa pátria.

Naquele vermelho do pôr do sol, vem à mente o elevado espírito de lealdade do estimado camarada Secretário-Geral, que afirmou que a grande vitória alcançada na Guerra de Libertação da Pátria foi possível graças aos heroicos feitos dos mártires, conhecidos e desconhecidos, que atenderam ao chamado do grande Líder e se lançaram corajosamente à defesa da pátria, dizendo que, por terem combatido heroicamente, foi possível proteger o nosso país da invasão inimiga. Por ocasião do 60º aniversário da vitória na guerra, ele propôs a construção de um novo Cemitério dos Mártires do Exército Popular, escolheu pessoalmente o local onde seria erguido e chegou até mesmo a dar-lhe o nome de Cemitério dos Mártires da Guerra de Libertação da Pátria.

De fato, o Cemitério dos Mártires da Guerra de Libertação da Pátria é um monumento sagrado que grava na memória a preciosa verdade de que, graças ao grande Partido que enaltece no mais alto nível a vida e os feitos dos combatentes revolucionários, a existência dos mártires é eterna.

O inabalável espírito de defesa da pátria e a convicção revolucionária indomável da geração vencedora da guerra, que criou a grandiosa era dos heróis, constituem um precioso patrimônio ideológico e espiritual que todo o povo e os soldados do Exército Popular devem herdar firmemente e fazer brilhar para sempre, sendo também a força invencível da nossa revolução.

Daremos continuidade, com firmeza inabalável, ao imortal espírito heroico da geração vencedora da guerra, daqueles heróis que, pela grandiosa e sagrada pátria-mãe, ofereceram sem hesitação sua juventude e sua vida, que com seu sangue ardente criaram a lendária história de resistência admirada pelo mundo inteiro e abriram o luminoso futuro da nossa revolução.

Ainda hoje, diante do cemitério dos mártires, são depositadas solenemente flores carregadas do ardente juramento da nova geração.

Kim Kwang Rim