sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Deficiências manifestadas no trabalho da organização do Partido na província de Pyongan Norte e algumas tarefas que enfrentamos

Discurso do camarada Kim Il Sung no Presidium do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte

7 de fevereiro de 1947

O relatório apresentado na reunião de hoje, segundo minha opinião, ajudará em certa medida a conhecer a realidade da província de Phyongan Norte.

Há alguns dias, ao sermos informados de que nesta província haviam ocorrido alguns incidentes condenáveis, percebemos que a organização do Partido da província de Phyongan Norte apresenta graves deficiências em seu trabalho. Após estudarmos profundamente, com base no relatório concreto dos responsáveis do Partido da província de Phyongan Norte sobre a situação real, chegamos à conclusão de que uma das causas importantes daqueles incidentes é que os membros do nosso Partido aplicam métodos de trabalho burocráticos: não vão às massas, mas dão ordens colocando-se acima delas. Embora naquela ocasião tenhamos indicado que deveriam corrigir o quanto antes essa deficiência, a organização do Partido e a União dos Camponeses da província de Phyongan Norte não tomaram as medidas adequadas. Por isso, nesta província ocorreram continuamente incidentes funestos.

Os membros do nosso Partido devem saber sempre se compenetrar com as massas, atender à sua voz e agir em conformidade com suas exigências e inclinações. Entretanto, não poucos funcionários e militantes da província de Phyongan Norte trabalham como se fossem capatazes da época do imperialismo japonês, afastados das massas e dando-lhes ordens ou mandando nelas. Dessa maneira, não conhecem aquilo que causa sofrimento às massas ou aquilo que elas exigem e, consequentemente, não resolvem seus problemas em tempo hábil. É natural, portanto, que o povo esteja descontente. Este apoia e aplaude ativamente tudo aquilo que lhe agrada, mas rejeita aquilo que não deseja.

Essa forma burocrática de trabalhar separada das massas manifesta-se não apenas nos funcionários da província de Phyongan Norte, mas também nos de outras províncias. Então, por que o problema do estilo de trabalho dos funcionários é colocado com tanta seriedade somente na província de Phyongan Norte? A razão reside, primeiro, no fato de que o estilo incorreto de trabalho dos funcionários manifestou-se nesta província com maior gravidade do que em outras e, segundo, porque seus funcionários encontram-se afastados das massas devido à solução incorreta dada ao problema dos latifundiários quando se realizou a reforma agrária nesta província. Os latifundiários e outros reacionários aproveitaram-se do fato de que alguns quadros estavam afastados das massas devido ao seu estilo equivocado de trabalho.

Nunca se pode considerar casual que um estilo incorreto de trabalho se manifeste entre nossos funcionários e membros do Partido. Isso demonstra que continua existindo hoje o estilo de trabalho esquerdista e impensado que havia dentro do Partido desde os tempos imediatamente posteriores à libertação. Expulsamos os elementos nocivos entrincheirados no seio do Partido e asseguramos a pureza de suas fileiras mediante o exame dos militantes realizado após a 3ª Reunião Ampliada do Comitê Executivo Permanente do Comitê Central Organizativo do Partido Comunista da Coreia do Norte. Porém, não se registrou uma grande mudança na melhoria do método e do estilo de trabalho dos funcionários. No passado, sempre que surgia um acontecimento negativo, algumas organizações do Partido procuravam encontrar a causa apenas nas manobras dos reacionários, sem examinar e criticar o estilo de trabalho dos funcionários. Esta é uma tendência muito equivocada. Se nossos funcionários, com seu estilo correto de trabalho, tivessem educado bem as massas, unindo-as em torno do Partido, elas não teriam se deixado enganar pelos reacionários, por mais que estes se empenhassem em suas maquinações.

Considerando que alguns membros do Partido estão separados das massas devido ao seu estilo incorreto de trabalho e que os reacionários realizam manobras em torno do nosso Partido, sendo que muitos deles estão infiltrados no Partido Democrático e no Partido Chongu, as organizações do nosso Partido deveriam tomar medidas para corrigir seus erros, analisando e julgando a situação de um ponto de vista científico e revisando seu estilo de trabalho. Apesar disso, longe de examinar e criticar seu estilo de trabalho, procuram atribuir ao acaso a causa de todos os incidentes apenas às maquinações dos reacionários, o que não é, de maneira alguma, uma atitude que permita a solução correta do problema.

As organizações do Partido devem corrigir decididamente semelhante atitude equivocada de trabalho. Devem melhorar quanto antes seu estilo nesse aspecto, compenetrar-se profundamente com as massas, respirar o mesmo ar que elas e fazer todos os esforços para agrupá-las ainda mais estreitamente em torno do nosso Partido.

A partir de agora, vou me referir a algumas tarefas que enfrentamos.

Primeiro, é preciso fortalecer o trabalho de controle.

A realização frutífera deste trabalho é de suma importância para corrigir o método e o estilo incorretos de trabalho dos funcionários e melhorar e fortalecer o trabalho partidista. Em particular, nas condições atuais, em que nossos funcionários e membros do Partido cometem tais ou quais desvios em seu trabalho devido ao baixo nível político-ideológico e à falta de experiência, realizar um bom controle é uma tarefa extremamente urgente.

Não obstante, as organizações do Partido em todos os níveis, desde o Comitê Central até suas unidades de província, cidade e condado, não realizam devidamente o controle sobre o trabalho. O mesmo ocorre nas organizações sociais. Mesmo quando vão às unidades inferiores para verificar o controle, alguns funcionários limitam-se apenas a repreender e censurar, ostentando ares de chefes como burocratas reacionários da velha sociedade burguesa, ou não fazem mais do que desempenhar o papel de “mensageiros” que apenas transmitem as decisões do Centro. Desde que foi realizada a 3ª Reunião Ampliada do Comitê Executivo Permanente do Comitê Central Organizativo do Partido Comunista da Coreia do Norte, nosso Partido vem enfatizando continuamente a necessidade de intensificar o controle e repetiu isso várias vezes também por meio de suas decisões. Entretanto, essas decisões ainda não são cumpridas perfeitamente. Pelo fato de as organizações do Partido não as cumprirem integralmente, o trabalho de controle do Partido continua sem melhorar e entre os militantes manifestam-se incessantemente graves deficiências.

Atualmente, não são poucos os militantes que não possuem conhecimentos precisos da linha política e da política geral do nosso Partido, nem conhecem o método de trabalho partidista. Apesar disso, as organizações do Partido não prestam a devida atenção à educação dos militantes. Alguns funcionários consideram esse trabalho concluído apenas com a publicação, no órgão do Partido, de um ou outro artigo explicando a linha política ou o método de trabalho do nosso Partido, o que constitui um erro. Tendo em vista que a tiragem do órgão do Partido não é suficiente para todos os militantes e que estes normalmente não o leem, é impossível substituir a educação dos membros apenas com a publicação de algum artigo na imprensa. Como as organizações do Partido não cumprem bem a tarefa de formação dos militantes, é evidente que o nível político-ideológico e de trabalho partidista destes seja baixo.

Atualmente, as atividades do Partido apresentam muito formalismo. Vejamos apenas um exemplo: os comitês de província, cidade e condado do Partido redigem de maneira formalista as resoluções que adotam. Embora devam definir nelas detalhadamente qual trabalho e de que maneira deve ser realizado, baseando-se naturalmente na linha e na política do Partido e conforme a realidade da respectiva província, cidade ou condado, não fazem isso, mas apenas copiam ponto por ponto o conteúdo da decisão do Comitê Central do Partido. Na realidade, atualmente as resoluções dos comitês de província, cidade e condado do Partido pouco diferem das do Comitê Central do Partido. O resultado é que, embora as organizações do Partido realizem reuniões com frequência e adotem resoluções a cada vez, não resolvem oportunamente os problemas pendentes no trabalho partidista. Esse fenômeno também se manifesta intensamente nas organizações sociais.

Além disso, a vida dos militantes nas células não marcha bem e, em especial, as organizações do Partido não distribuem devidamente nem sequer as tarefas relacionadas ao trabalho com as massas. Durante o ano passado, o Partido enfatizou muito a necessidade de intensificar a educação das massas, mas tudo permaneceu como uma simples palavra de ordem.

Nossos militantes devem se compenetrar profundamente com as massas, divulgar ativamente a política do Partido, agrupá-las em torno dele e conduzi-las pelo caminho correto. Sem isso, por mais que os militantes leiam livros marxista-leninistas, tudo o que fizerem não valerá nada. Também não basta que realizem reuniões frequentes para a atividade dos militantes nas células. Mantendo verdadeiramente estreitos contatos com as massas populares, os militantes devem resolver oportunamente os problemas que elas apresentam, lutar ativamente por seus interesses e educá-las para que concretizem plenamente a política do Partido.

As organizações do Partido devem fortalecer o controle para melhorar seu trabalho e para que todos os militantes desenvolvam bem a vida partidista. No que se refere ao trabalho de controle, os funcionários não devem andar em busca de defeitos, com ar de superioridade, mas devem aprofundar-se na realidade por meio da investigação profunda do trabalho real, tomar medidas para corrigir as deficiências manifestadas e ensinar minuciosamente o método de trabalho aos seus subordinados.

Segundo, é necessário educar bem os militantes e os trabalhadores em um espírito de amor à pátria.

Somente intensificando a educação patriótica entre eles é possível fazer com que amem ardentemente o país e a nação e lutem abnegadamente pela construção de uma nova Coreia.

Há militantes que ainda não possuem uma compreensão exata do patriotismo. Isso faz com que entre os membros do Partido surjam fenômenos como o de atuar em total desacordo com o verdadeiro espírito patriótico. Por não possuírem um ponto de vista correto sobre a fronteira do nosso país, alguns funcionários admitem estrangeiros sem qualquer critério, ignorando as indicações do Centro. Inclusive, certo indivíduo, apesar de ser militante do Partido do Trabalho, frequenta arbitrariamente outros países, sem permissão do Partido, e reúne-se a portas fechadas com estrangeiros, prejudicando o trabalho do Partido e do Estado. Isso significa que ele não compreende devidamente a verdadeira essência do patriotismo e do internacionalismo.

O patriotismo ao qual nos referimos não tem absolutamente nenhuma relação com o nacionalismo mesquinho nem com o chauvinismo nacional, mas está estreitamente ligado ao internacionalismo. Nós, os comunistas, devemos possuir obrigatoriamente um espírito internacionalista. Porém, se houver algum comunista que não pense nos interesses de seu país e de sua nação, não se pode chamá-lo de verdadeiro comunista.

Enquanto existirem fronteiras e diferenças entre os países, devemos pensar primeiro na revolução do nosso país e educar o povo em um espírito de amor à pátria. Temos que combater energicamente a tendência ideológica equivocada de ignorar os interesses da pátria e do povo. Os funcionários que, pregando sem princípios o internacionalismo, colocaram no passado obstáculos ao trabalho do Partido e do Estado, devem arrepender-se plenamente de seus erros e realizar uma autocrítica severa.

As organizações do Partido devem realizar uma profunda educação patriótica entre os militantes e trabalhadores, a fim de incutir neles um fervoroso espírito patriótico.

Em especial, é necessário prestar uma atenção singular à formação dos funcionários de segurança para que tenham uma compreensão correta do que é o patriotismo. Alguns deles, com um espírito patriótico pouco fortalecido, não exercem um controle rigoroso sobre os estrangeiros que atravessam sem ordem nem controle a fronteira do nosso país. Nossos funcionários devem estar conscientes de que os reacionários podem infiltrar-se em nosso país aproveitando-se da fraca vigilância fronteiriça. É necessário intensificar a educação patriótica entre os funcionários de segurança para que reforcem a guarda das fronteiras, com um ponto de vista correto sobre o significado destas, e defendam firmemente a segurança da pátria e do povo diante da agressão dos inimigos.

Terceiro, é preciso proibir a imposição ao povo de encargos extratributários.

Atualmente, nas localidades, arrecada-se dinheiro do povo sem autorização, além dos impostos estabelecidos pelo Estado. Ao formar uma organização, a primeira coisa em que alguns funcionários pensam é em arrecadar dinheiro do povo. Em vários lugares, prejudicam os interesses do povo impondo-lhe encargos extratributários sob diversos pretextos, violando o sistema tributário do Estado. Por exemplo, no condado de Ichon, da província de Kangwon, recolhe-se grande quantidade de dinheiro dos camponeses além dos impostos estabelecidos pelo Estado. Isso, diga-se de passagem, não difere muito da arrecadação de múltiplos impostos na época passada do imperialismo japonês.

Entretanto, esses atos ilegais não são comunicados oportunamente aos órgãos superiores. Se houve algum informe, não passou de um relatório que me enviou o chefe do Departamento de Segurança ao descobrir numerosos encargos extratributários durante sua visita à província de Kangwon e de uma carta enviada por um camponês da província de Hamgyong Norte, na qual mencionava encargos do mesmo tipo. Até o momento, vários funcionários do Comitê Central do Partido, da União dos Camponeses e da União da Juventude Democrática percorreram as localidades, mas nenhum deles nos informou que são impostos ao povo muitos encargos extratributários. Como foram em excursão, não puderam conhecer a realidade concreta das localidades nem captar oportunamente as preocupações do povo.

Na realidade, atualmente são muitos os funcionários que não cumprem sua missão como quadros democráticos. Vejamos o caso de um responsável do Comitê Central da União dos Camponeses: ele não sabe absolutamente quais trabalhos são realizados pelas organizações inferiores nem quais são as demandas dos camponeses. Esse fato demonstra que nossos funcionários não trabalham fielmente em benefício do país e do povo e comportam-se como simples assalariados.

Devemos lutar tenazmente contra esses fenômenos manifestados entre os funcionários e, ao mesmo tempo, tomar medidas para eliminar de uma vez por todas a prática de impor arbitrariamente diversos encargos além dos impostos estabelecidos pelo Estado. É necessário emitir uma disposição em nome do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte com o objetivo de eliminar completamente esses encargos impostos ao povo. No futuro, o Departamento de Finanças deve determinar corretamente os tipos de impostos e zelar por seu rigoroso cumprimento; os órgãos fiscais devem supervisionar e controlar estritamente o cumprimento da política tributária do Estado.

Todas as organizações do Partido devem intensificar a educação dos funcionários e militantes para que executem corretamente essa política.

Quarto, é necessário corrigir quanto antes as deficiências manifestadas no trabalho de recolhimento de cereais.

Na província de Phyongan Norte, devido ao fato de que o recolhimento de cereais foi realizado em grande desacordo com as exigências do Partido, enfraqueceu-se o vínculo entre este e as massas, e as organizações partidistas perderam a confiança dos camponeses. Quando em outras províncias se dizia que o recolhimento de cereais era um trabalho difícil, o presidente do Comitê do Partido e o presidente do Comitê Popular da província de Phyongan Norte afirmaram com arrogância, sem levar em conta a realidade, que em sua província poderiam realizá-lo sem nenhum problema. Esse fato, por si só, já constituía uma ação afastada das massas. Os responsáveis da província de Phyongan Norte realizaram o recolhimento de cereais utilizando métodos de imposição sem consideração aos camponeses, sem investigar a realidade concreta. Se tivessem conhecido oportunamente o que os camponeses reivindicavam e pensavam e tivessem informado a verdade aos superiores a fim de resolver os problemas apresentados, teria sido possível evitar o erro cometido no recolhimento de cereais, impedindo assim os distúrbios camponeses.

Devemos corrigir esse desvio revelado no recolhimento de cereais e fazer com que os camponeses compreendam corretamente a orientação do Partido sobre esse trabalho. Paralelamente a isso, é preciso ajudar ativamente o Departamento de Transporte, mobilizando todas as forças do Partido, para transportar urgentemente as mercadorias aos locais de destino e, assim, pagar aos camponeses pelos cereais vendidos ao Estado.

Finalmente, é necessário dar uma solução adequada à questão dos latifundiários.

Se, ao resolver esse problema, a província de Phyongan Norte cometeu o erro direitista durante a reforma agrária, agora está cometendo um erro esquerdista. Tendo em vista que nessa província foi desencadeada uma luta indiscriminada contra os latifundiários, sem dar uma solução justa a esse problema, a população chegou inclusive a lutar contra os camponeses ricos e médios. Naturalmente, isso também ocorreu em grande medida devido às intrigas dos latifundiários reacionários.

A organização do Partido na província de Phyongan Norte deve evitar os desvios ao solucionar o problema dos latifundiários, elevando, por outro lado, a vigilância diante das maquinações dos reacionários.

Seria aconselhável não adotar nenhuma resolução sobre o trabalho da organização do Partido na província de Phyongan Norte, em torno do qual debatemos na reunião de hoje, mas sim redigir e enviar uma carta do Comitê Central do Partido a todos os militantes. É preciso redigir a carta em tom enérgico, citando fatos concretos.

O Comitê Político do Comitê Central do Partido deverá selecionar os melhores funcionários, enviá-los a alguns cursos de formação e depois destiná-los a todas as províncias para que dirijam o trabalho das organizações do Partido em todos os níveis, a fim de discutir e aprovar a carta. Essas organizações devem realizar de forma substancial a discussão dessa carta. É necessário transmiti-la inclusive aos comitês do Partido dos cantões e às células para que a discutam. É aconselhável que a carta também seja enviada à União da Juventude Democrática, à União dos Camponeses e a outras organizações sociais.

Lutemos mais vigorosamente pelo fortalecimento e prosperidade de nossos preciosos país e pátria sob a direção do grande Partido

Editorial

Desde aquele dia histórico em que todo o país e suas montanhas e rios foram tomados pela grande emoção e alegria por ocasião do acontecimento da libertação da pátria, oitenta e uma voltas dos anos foram gravadas na roda da história.

O significado histórico de 15 de agosto de 1945 não reside apenas no fato de termos recuperado a dignidade e a soberania de nossa pátria, que havia perdido seu brilho no mapa-múndi.

Junto com este dia histórico, teve início a incansável luta rumo a uma grande potência, e começou a ser escrita nos anais a história da luta heroica do povo mais justo e forte deste mundo, que abre seu próprio caminho com suas próprias mãos.

A transformação deslumbrante de nosso Estado, que, alcançando uma a uma as grandes realizações jamais vistas na construção do país, elevou-se ao ápice da dignidade e do poder e a um novo estágio de civilização e prosperidade, incute em todo o povo um ilimitado orgulho e autoestima pela pátria e multiplica por cem o ardente desejo patriótico de lutar pela eterna prosperidade do nosso país.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"A grande história da dignidade e glória do povo coreano brilhará eternamente, de geração em geração, por centenas e milhares de anos."

O grande Líder camarada Kim Il Sung é um patriota sem igual e benfeitor de todos os tempos, que conduziu a guerra antijaponesa de vinte anos de duras lutas à brilhante vitória, abrindo a sagrada história do nascimento e desenvolvimento de nosso Estado e povo.

Os vestígios de sangue, claramente presentes em cada cordilheira do Monte Paektu e em cada curva do rio Amnok, transmitem por incontáveis gerações as realizações patrióticas do grande Líder, herói lendário da luta antijaponesa e revolucionário sem igual, que, carregando sobre si o destino da amada pátria e do povo, dedicou tudo à causa da libertação da pátria.

A libertação da pátria foi uma brilhante vitória alcançada pelo conjunto das forças populares antijaponesas, que, sob a liderança excepcional do grande Líder, sustentaram-na sem temer os sacrifícios.

O grande Líder, partindo da posição independente de que a revolução coreana deveria ser realizada com as próprias forças de nosso povo e de acordo com as condições de nosso país, apresentou uma linha original de luta armada, fundou o Exército Revolucionário Popular da Coreia, primeira força armada revolucionária jucheana, e, unindo em uma só força as amplas forças patrióticas antijaponesas de todas as classes e camadas, organizou e dirigiu a guerra antijaponesa rumo à vitória.

Sob a liderança do grande Líder, os excelentes filhos e filhas do povo coreano travaram a resistência, suportando severas adversidades e momentos de sacrifícios preciosos, e gravaram solenemente a primeira página da independência por suas próprias forças e da defesa da dignidade.

Mesmo que existam uma grande história conquistada à custa da própria vida e preciosas conquistas legadas pelos antepassados, se não houver uma luta contínua para protegê-las e fazê-las brilhar, as veias vitais de tal país e povo acabarão sendo interrompidas.

O caminho de luta dos últimos 81 anos, iniciado tendo o 15 de agosto como ponto de inflexão, resplandece como uma era imortal que fez a dignidade e a reputação do país ecoarem por todo o mundo.

A história não conhece exemplo como o de nossa revolução, que, desde o primeiro passo de sua abertura, atravessou severas provações e adversidades nas quais se decidia o avanço ou a retirada. Ela foi acompanhada por uma árdua luta desigual contra as forças hostis que pretendiam violar e usurpar nossa sagrada soberania, e no caminho do avanço foram criados todos os tipos de desafios e dificuldades que não poderiam sequer ser enfrentados com uma determinação e uma vontade comuns. Contudo, diante de nosso Estado e povo, que consideram a autoestima como a própria vida, todos os obstáculos que se interpuseram foram impotentes.

Porque era uma dignidade que jamais poderia ser perdida novamente e porque era uma honra que não podia ser trocada por nada, nosso Estado e povo abriram sem hesitação um caminho sem precedentes, transcendendo as concepções e fórmulas existentes. Ao longo desse caminho de luta imortal, foram continuamente criados maravilhosos mitos de vitórias que, a cada passo, esmagavam as manobras de agressão imperialista destinadas a fazer a corrente da história retroceder, e, pela primeira vez na história, ergueu-se um Estado socialista independente, autossuficiente e autodefensivo. Por meio da audaciosa luta para defender os ideais e o sistema escolhidos com a força da verdade contida na Ideia Juche e construir um país poderoso e próspero, nosso Estado e povo alcançaram hoje o ápice da glória.

A época e a história presentearam nosso Estado e povo, que, colocando a dignidade acima da própria vida e, para cultivar a força da autoestima, atravessam sem se deixar abater por todas as adversidades, com a elevada reputação de grande país e povo heroico.

Os 81 anos transcorridos junto com o 15 de agosto brilham como uma orgulhosa trajetória na qual se alcançaram prosperidade e florescimento ao nosso estilo, com a firme força da autossuficiência e do fortalecimento por forças próprias.

Em cada etapa histórica que não podia ser facilmente superada, aquilo que nosso Estado e povo seguraram firmemente como arma da vitória certa foi a bandeira da autossuficiência e a força espiritual do fortalecimento pelas próprias forças. Para que a trágica história de depender de forças externas e sofrer a vergonha e os desastres da perda do país jamais se repetisse, nossa República ergueu bem alto a bandeira da autossuficiência em todos os campos da atividade estatal, e nosso povo fortaleceu firmemente a força do fortalecimento por suas próprias forças.

O deslumbrante presente é uma prova inequívoca da grande história e de sua vigorosa continuidade. Na grandiosa era de transformações, a base independente de nossa economia está sendo reforçada de maneira mais sólida, o campo está se transformando juntamente com as cidades, e uma nova era está se abrindo, na qual as regiões se desenvolvem de forma independente e diversificada. Em todos os setores e unidades, bem como em todas as regiões, estão ocorrendo novas inovações e transformações, as montanhas e rios, as avenidas e as aldeias estão se transformando de acordo com a posição de nosso país, e a grandiosa realidade em que os objetivos de desenvolvimento vão sendo alcançados de acordo com o cronograma que estabelecemos foi trazida justamente pela autoconfiança e pelo fortalecimento por nossas próprias forças. O poderio nacional conquistado pela autoconfiança é precisamente um poderio nacional absoluto que não vacila diante de nenhuma tempestade, e a prosperidade alcançada pelo fortalecimento por nossas próprias forças é o verdadeiro renascimento.

Hoje, a confiança e o entusiasmo de todo o povo em erguer nesta terra, à nossa maneira, com nossa sabedoria e com nossas próprias mãos, um poderoso Estado socialista próspero estão mais elevados do que nunca. Ao fortalecer firmemente a força da autoconfiança, nossa pátria tornou-se um poderoso país que desperta a admiração do mundo, e, cultivando incessantemente o fortalecimento por nossas próprias forças, nosso povo tornou-se forte, despertando a admiração de todos. Nenhuma força pode enfrentar um país tão grandioso, e não existe em parte alguma deste mundo força capaz de subjugar um povo como o nosso.

A grande dignidade de nosso Estado e povo e a história de sua glória imortal brilham hoje ainda mais intensamente graças ao fato de termos o estimado camarada Kim Jong Un como nosso líder.

É a firme e inabalável vontade do estimado camarada Secretário-Geral colocar nossa pátria, libertada pelo grande Líder e enaltecida pelo grande General, na vanguarda do mundo. Foi para fazer a dignidade e a honra de nosso Estado e povo brilharem ainda mais por todo o mundo que o estimado camarada Secretário-Geral tomou sem hesitação decisões independentes e resolutas para defender a soberania nacional e salvaguardar os interesses do Estado, dedicou enorme esforço ao fortalecimento do poder militar e lançou sucessivamente os grandiosos planos para a revitalização nacional. Graças às realizações imortais do estimado camarada Secretário-Geral, que, em um período tão curto, realizou grandes empreendimentos jamais vistos desde a fundação do país e obras  de dimensão secular, e que em todos os lugares criou inúmeras riquezas socialistas para melhorar o bem-estar do povo, nosso Estado alcançou o ápice da dignidade e da glória, e a felicidade de nosso povo e sua nova vida civilizada florescem dia após dia.

Como contamos com o estimado camarada Secretário-Geral, que conduz a grandeza de nosso Estado rumo ao infinito e transforma nosso povo em um povo dotado de grandes sonhos e ideais, de espírito indomável de pioneirismo e de tenaz capacidade criadora, o futuro de nossa pátria é infinitamente brilhante e promissor.

Todos os funcionários, militantes do Partido e trabalhadores devem, seguindo a liderança do estimado camarada Secretário-Geral, levantar-se em uníssono para a sagrada luta patriótica pelo florescimento e prosperidade de nossa pátria e, assim, escrever de maneira ainda mais vigorosa a grande história de sua dignidade e glória.

Devemos apoiar com uma prática brilhante a grandiosa concepção e determinação do estimado camarada Kim Jong Un.

Devemos fazer da tradição de fidelidade demonstrada pelas primeiras gerações de nossa revolução uma veia vital eterna e manifestar ainda mais o espírito revolucionário de cumprir rigorosamente as ideias e intenções do estimado camarada Secretário-Geral. Devemos nos lançar totalmente à luta para transformar em realizações orgulhosas as decisões estratégicas tomadas pelo estimado camarada Secretário-Geral para o futuro centenário de nossa pátria.

Devemos abrir de maneira ainda mais audaciosa e vigorosa um grande período de ascensão no desenvolvimento integral do socialismo ao nosso estilo.

Todos os funcionários, militantes do Partido e trabalhadores devem, com uma firme determinação unida pela verdade e com um ardente desejo de avançar à frente de todo o mundo, gravar em corpo e alma o espírito e o ímpeto das gerações anteriores que fizeram a dignidade e a reputação de nosso Estado ecoarem por todo o mundo e, com esforço e luta multiplicados, gravar claramente nos anais da pátria os feitos de nossa geração, a mais forte e heroica desde a fundação do país. Na luta de hoje, que entrou em um novo e elevado estágio do desenvolvimento integral do socialismo, devemos manifestar plenamente o orgulho, a sabedoria, a força e o fervor dos coreanos e apresentar frutos de maiores êxitos e transformações.

O espírito do Monte Paektu é o espírito eterno da Coreia e o maior tesouro de nossa revolução, que deve ser herdado de geração em geração.

Nos momentos difíceis, quando for necessária uma coragem ainda maior, a vontade indomável dos mártires revolucionários antijaponeses, que, erguendo bem alto em suas mãos vazias apenas uma bandeira vermelha, atravessaram caminhos de sangue para trazer o novo mundo comunista, deve pulsar vigorosamente no peito de todo o povo. Todos devem refletir sua própria vida na vida heroica das gerações pioneiras da revolução e fazer brilhar sua existência como verdadeiros revolucionários e ardentes patriotas no único caminho da prosperidade da pátria.

Ao longo dos mais de dez anos de trajetória revolucionária sob a liderança do estimado camarada Kim Jong Un, a força de nosso Estado tornou-se rapidamente mais poderosa e nossa convicção no futuro radiante tornou-se ainda mais firme.

Todos, seguindo a liderança do estimado camarada Secretário-Geral, lutemos vigorosamente para elevar ainda mais a preciosa dignidade e a glória imortal do povo coreano e tornar nossa pátria e nosso país ainda mais poderosos e infinitamente prósperos.

Esforços internacionais para reduzir as emissões de dióxido de carbono

As intensas ondas de calor que ocorrem atualmente em escala mundial são consequências fatais provocadas pelo aquecimento global.

Em vários países, estão sendo promovidos ativamente trabalhos para reduzir as emissões de dióxido de carbono, principal causa do aquecimento global.

Em maio, teve início a construção de uma grande usina hidrelétrica na província de Kalimantan Oriental, na Indonésia. Prevê-se que a usina seja concluída dentro de cinco anos e, segundo informações, ela desempenhará um papel importante não apenas na autossuficiência em eletricidade, mas também na concretização da meta do governo de eliminar completamente as emissões de dióxido de carbono antes de 2060.

Anteriormente, no Cazaquistão, foi realizada a cerimônia de início da construção de uma grande usina eólica.

Segundo informações, quando essa usina eólica for construída, além de produzir uma grande quantidade de eletricidade e fortalecer a segurança energética do país, poderá reduzir em mais de 3,2 milhões de toneladas por ano as emissões de dióxido de carbono.

O Paquistão está promovendo o uso de energias limpas, como a hidrelétrica, eólica, solar e nuclear, na produção de eletricidade. Atualmente, a quantidade de eletricidade produzida no país utilizando energias limpas corresponde a cerca de 55% da produção total nacional de eletricidade. Segundo informações, planeja-se aumentar essa proporção para 90% até 2035.

O governo da Etiópia apresentou o estabelecimento de um sistema energético ecologicamente sustentável como uma tarefa estratégica e está promovendo ativamente, em escala nacional, o uso de fontes naturais de energia, incluindo a hidrelétrica, eólica, solar e geotérmica.

Diferentemente dos painéis solares convencionais, os painéis solares bifaciais, que também podem ser instalados verticalmente, reduzindo consideravelmente a área necessária para sua instalação e produzindo mais eletricidade na mesma área, estão despertando grande interesse em todo o mundo. Segundo dados, painéis solares bifaciais instalados verticalmente no telhado de um edifício produziram, em condições de verão, 27% mais eletricidade do que os tradicionais painéis solares de uma face instalados de forma inclinada.

Vários países estão dando grande importância à instalação de painéis solares bifaciais em campos agrícolas, áreas de aeroportos, rodovias e linhas ferroviárias, entre outros locais, como uma forma de produzir e utilizar grandes quantidades de eletricidade, reduzir as emissões de dióxido de carbono e evitar a poluição sonora.

Também está despertando atenção a célula de eletrólise de água do mar neutra, que utiliza metais comuns e água do mar para produzir hidrogênio. Trata-se de um dispositivo que pode produzir eficientemente hidrogênio verde a partir da água do mar utilizando metais comuns, incluindo ferro. Segundo informações, se no futuro for possível obter hidrogênio da água do mar a baixo custo e fornecê-lo de maneira estável, ocorrerá uma grande transformação na descarbonização dos setores de transporte de mercadorias e de transportes.

Quando se obtém 1 tonelada de hidrogênio a partir de combustíveis fósseis, são emitidas 10 toneladas de dióxido de carbono. Isso exerce uma influência direta sobre as mudanças climáticas. Por essa razão, pesquisas estão sendo realizadas ativamente em todo o mundo para estabelecer tecnologias de produção de hidrogênio verde que não destruam o meio ambiente. Recentemente, pesquisadores de um determinado país desenvolveram um novo material compósito constituído por três camadas e, segundo informações, esse material apresenta um desempenho oito vezes superior ao do carbeto de silício cúbico puro na decomposição da água para produzir hidrogênio.

Também estão sendo realizadas pesquisas para desenvolver e cultivar novas variedades de plantas capazes de armazenar grandes quantidades de dióxido de carbono em suas raízes, combinando a tecnologia de edição genômica com técnicas tradicionais de horticultura. Segundo informações, essas plantas ideais poderiam reduzir as emissões de dióxido de carbono em 46% por ano.

Atualmente, sabe-se que é muito difícil remover o dióxido de carbono dos gases de escape das chaminés das usinas termelétricas antes que esses gases entrem em contato com a atmosfera. Isso ocorre porque os gases de escape são muito quentes, úmidos e altamente corrosivos, tornando difícil fabricar filtros ou materiais filtrantes adequados a essas condições.

Pesquisadores de um determinado país desenvolveram recentemente o formiato de alumínio, que apresenta alta eficiência na remoção de dióxido de carbono e elevada estabilidade térmica, mantém sua estrutura mesmo na presença de ar, solventes ou meios corrosivos, além de ser fácil e barato de fabricar, podendo, segundo informações, ser utilizado eficazmente para remover o dióxido de carbono dos gases de escape das usinas termelétricas.

Em geral, a reciclagem de resíduos de concreto permite produzir uma grande quantidade de materiais de construção ao mesmo tempo que reduz as emissões de dióxido de carbono.

Pesquisadores de um determinado país desenvolveram um método para produzir concreto reciclado adicionando cerca de 20% de pó de cimento comum ou calcário finamente moído a um novo cimento termicamente ativado obtido pela calcinação de resíduos de concreto pulverizados a uma temperatura de 500 °C. Segundo a opinião dos pesquisadores, esse método pode reduzir em até 61% as emissões de dióxido de carbono na indústria do cimento.

Rodong Sinmun

A origem dos apelidos de vários países do mundo (2)

Conhecimentos gerais internacionais

"A encruzilhada do Pacífico Sul" (Fiji)

Fiji, situadO no Pacífico Sul, é um país que, embora esteja localizado mais a leste do mundo, também é considerado o mais ocidental, pois o meridiano de 180° passa pelo centro do país.

Composto por cerca de 330 ilhas grandes e pequenas, Fiji está localizadO no cruzamento das rotas aéreas que ligam vários continentes, razão pela qual é chamado de "encruzilhada do Pacífico Sul".

Por outro lado, este país, pertencente à zona de clima tropical, recebe muita chuva e, por não haver temperaturas extremamente frias nem excessivamente quentes, sua vegetação permanece verde durante todo o ano.

Como o cultivo da cana-de-açúcar e a indústria açucareira constituem a base de sua economia, o país também é chamado de "doce ilha do Pacífico".

"O país do Equador" (Equador)

Como o próprio nome indica, é um raro "país do Equador", por cujo território passa a linha do Equador.

Neste país existe um monumento que assinala o Equador, erguido sobre a linha do Equador, que divide a Terra nos hemisférios norte e sul, razão pela qual também é chamado de monumento "Metade do Mundo".

Os indígenas acreditavam no Sol como um deus desde tempos antigos.

Por meio de longos períodos de observação da natureza, descobriram que o Sol passava todos os anos, em uma determinada época, sobre uma região do norte do Equador.

Os indígenas marcaram essa região e a denominaram "Caminho do Sol".

Posteriormente, dizem que astrônomos da Espanha e da França comprovaram cientificamente, por meio de medições, que o "Caminho do Sol" marcado pelos indígenas correspondia à atual linha do Equador.

"O país que recebe o amanhecer primeiro" (Tonga)

Diante da entrada do "Observatório da Linha Internacional de Data", situado na capital deste país, há uma placa onde está escrito "O lugar onde começa o dia".

Isso se deve ao fato de que a manhã na Terra começa a partir da Linha Internacional de Data.

Por estar situado próximo à Linha Internacional de Data, Tonga é conhecido mundialmente como o "país que recebe o amanhecer primeiro".

O grande acontecimento histórico erguido pelo grande espírito de independência

Mais uma vez chegou a esta terra o dia da libertação da pátria.

Embora já tenham transcorrido mais de 80 anos desde aquele dia em que todo o território nacional fervilhava de alegria e emoção pela libertação, ainda hoje nosso povo comemora o grande acontecimento da libertação da pátria como uma façanha histórica que deve ser reverentemente relembrada de geração em geração.

A libertação da pátria não foi simplesmente uma ocasião auspiciosa em que se passou de uma colônia a um Estado independente. O dia 15 de agosto de 1945 foi o ponto de partida de uma mudança de destino, em que nosso povo se livrou para sempre do jugo da escravidão colonial e recuperou sua dignidade independente, tão preciosa quanto a própria vida, e é o dia da grande vitória em que a nova Coreia começou a criar uma nova história.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"A libertação da pátria foi o que deteve o curso da história de um país perdido, que deixou a maior vergonha nos cinco mil anos de história e no qual se acumularam profundamente o ressentimento e a tristeza do povo."

A libertação da pátria jamais foi um acontecimento produzido pelo curso da história.

Como ensinou o estimado camarada Secretário-Geral, reside justamente nisto o caráter revolucionário e a importância política da nossa causa de libertação: foi uma vitória do espírito de independência, erguida por todo o povo coreano em armas contra o imperialismo japonês, sem temer o sacrifício.

A Coreia daquela época, completamente pisoteada e inteiramente saqueada pela política de extermínio extremamente cruel do imperialismo japonês, que pretendia transformar o povo coreano em escravo colonial que não pudessem falar, ouvir nem enxergar e que obedecesse ao seu domínio fascista, era, literalmente, um enorme inferno em vida.

Como escreveu um jornalista japonês que visitou as prisões da Coreia antes da libertação, dizendo que em cada cela "era como se tivessem colocado peixes salgados para descansar", os coreanos eram, na realidade, tratados pior do que peixes salgados.

Todo o território nacional havia se transformado em uma única prisão e, em todos os recantos da Coreia colonial coberta por uma floresta de baionetas e armas dos japoneses, o sangue de nosso povo corria formando rios. Entretanto, nem as baionetas e grades de ferro do imperialismo japonês, nem a tortura e os massacres medievais puderam quebrar o firme espírito de independência do povo. Não puderam exterminar o espírito e a alma da Coreia. A luta patriótica antijaponesa de nosso povo, que pretendia recuperar os direitos soberanos nacionais mesmo diante do sacrifício, prosseguiu incessantemente e com vigor, sem jamais parar por um instante.

Nosso povo, que se levantou em uma resistência antijaponesa de toda a nação contra o imperialismo japonês, que infligia à humanidade uma opressão e atrocidades sem precedentes na história, demonstrou ao mundo inteiro, por meio do Levante Popular de 1º de Março, que os coreanos eram um povo de forte espírito de independência, que não desejava viver como escravo de outros, e um povo dotado de espírito indomável e de ardente patriotismo, que não temia qualquer sacrifício para recuperar seu país.

Os filhos e filhas do povo coreano, que descobriram a verdade de que os invasores não se retirariam simplesmente com manifestações e gritos de "Viva!", e de que um país só poderia conquistar sua independência por meio da luta armada, e não através de petições ou diplomacia, pegaram em armas e desenvolveram a luta de guerrilhas.

Sem o apoio de um exército regular nem uma retaguarda estatal, os combatentes revolucionários antijaponeses confiaram somente em si mesmos e em seu próprio povo, fabricaram com as próprias mãos até mesmo as bombas de Yanji e, atravessando dez mil ri de mar de sangue e dez mil ri de tempestade de neve, travaram uma luta decisiva até a morte.

Independentemente das diferenças de pensamento e ideologia, de pontos de vista políticos e de crenças, da posse ou não de bens e da posição social, as amplas forças patrióticas antijaponesas, unidas sob a bandeira da Associação para a Restauração da Pátria, tornaram-se outra poderosa força revolucionária independente para a libertação da pátria.

Nosso povo, que tinha profundamente gravado no coração que somente o caminho de apoiar o Exército Revolucionário Popular da Coreia era o caminho para salvar a Coreia, enviou, competindo entre si, seus amados filhos para o exército revolucionário. Considerando o trabalho de apoio ao exército revolucionário como uma exigência vital para sua própria sobrevivência, não temeram nem a morte nem a prisão quando se tratava de fazer algo pelo apoio ao exército.

Verdadeiramente, a libertação da pátria, impregnada da nobre alma e dos sacrifícios do povo coreano, foi uma clara prova do caminho da independência por suas próprias forças, aberto pelo povo coreano. Por isso, o dia 15 de agosto de mais de 80 anos atrás, quando nosso país e povo foram salvos da ameaça de extinção, não foi simplesmente um dia de renascimento, mas um dia de grande nascimento de uma nova vida.

O significado histórico da libertação da pátria reside também no fato de que nosso povo recuperou tudo o que havia perdido, passou a possuir todas as possibilidades para desfrutar da liberdade e forjar seu próprio destino e pôde, com dignidade, apresentar-se como dono no caminho da grande fundação para o desenvolvimento democrático e a felicidade.

Junto com a nova primavera da libertação, a Coreia, onde haviam se instalado o atraso secular e a pobreza, e nosso país, que historicamente havia sido palco da disputa entre as grandes potências e se tornado vítima da luta pela conquista de esferas de influência, adquiriu uma nova vida e surgiu no cenário histórico com uma nova fisionomia jamais vista em seus 5 mil anos de história. Nosso povo levantou-se como montanhas em uma luta audaciosa para pôr fim para sempre à história de sofrimentos e construir uma poderosa pátria socialista que ninguém pudesse ousar tocar levianamente. Para construir nesta terra impregnada do sangue vermelho dos antepassados uma nação digna e próspera para as gerações futuras, nosso povo, superando com firmeza as duras dificuldades e sofrimentos, continuou avançando e inovando sob a elevada bandeira da independência, da autossuficiência e da autodefesa, realizando inúmeros milagres e acontecimentos históricos.

De um país que quase desapareceu para sempre do mapa-múndi, à pátria do Juche que resplandece por todo o mundo!

Diante desta grande transformação, há uma questão sobre a qual somos levados a refletir novamente.

Esta terra não se tornou repentinamente mais extensa, nem riquezas de bilhões caíram do céu. Então, o que realmente transformou a Coreia colonial de outrora em um país tão forte e próspero?

Somente aquilo que existe nesta terra, justamente o grande espírito de independência.

Foi com esse espírito de independência concedido pelo grande Líder que nosso povo alcançou a libertação da pátria, a saga heroica de 27 de julho e o milagre de Chollima, e é graças a ele que hoje, portando dignidade e honra reconhecidas pelo mundo, podemos fazer o nome dos coreanos ressoar por todas as partes do mundo.

Não é por possuir um território extenso e uma grande população que um país se torna uma grande potência. Neste momento em que sentimos profundamente que, sem sua própria ideologia e seu próprio espírito de independência, não se pode tornar uma grande potência, o que transborda igualmente no coração de nosso povo é a infinita glória e felicidade de viver e lutar, geração após geração, tendo o grande Líder elevado à vanguarda da revolução.

Um país que não conta com um grande líder não pode escapar do declínio e da ruína, assim como um organismo sem cérebro e coração. Então, onde poderia ser comparada a honra de sermos cidadãos dessa grande pátria do Juche, nossa pátria que se torna cada vez mais brilhante e poderosa sob a direção do grande Líder?

O coração do povo que acolhe com profundo significado o dia da libertação da pátria pulsa vigorosamente com um único anseio.

Pela gloriosa República Popular Democrática da Coreia, nossa pátria; pela paz e prosperidade de nosso amado Estado, que florescerá eternamente, seguiremos o Partido do Trabalho da Coreia, sempre vitorioso, superando sem jamais recuar todas as adversidades, vencendo e voltando a vencer.

Jo Hyang Son

Estimado camarada Kim Jong Un visita monumentos imortais por motivo do Dia da Libertação e recorda os mártires revolucionários antijaponeses

Por ocasião do 81º aniversário da libertação da pátria, o estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, visitou no dia 14 o Cemitério dos Mártires Revolucionários no Monte Taesong.

Acompanharam-no os membros do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do PTC e outros quadros do Partido, do Governo e das instituições das forças armadas, os dirigentes do CC do PTC, do Presidium da Assembleia Popular Suprema, do Conselho de Ministros, dos comitês, ministérios e órgãos centrais, assim como os comandantes do Exército Popular da Coreia (EPC).

Estava formada a Guarda de Honra do EPC.

Foi executado o hino nacional da República Popular Democrática da Coreia.

Em meio à execução da música da ocasião, foi depositada uma oferenda floral em nome do camarada Kim Jong Un.

Foram depositadas também oferendas florais em nome do CC do PTC, da Comissão de Assuntos Estatais, do Presidium da APS e do Conselho de Ministros da RPDC.

O camarada Kim Jong Un guardou, junto com todos os participantes, um momento de silêncio em memória dos mártires revolucionários que dedicaram sua preciosa vida à sagrada luta pela soberania, independência e prosperidade da pátria.

Foi realizado um desfile da Guarda de Honra do EPC.

O camarada Kim Jong Un disse que o firme espírito independente e as proezas imortais dos revolucionários da primeira geração, que salvaram o país e a nação e resgataram a dignidade por meio da resistência sangrenta, assumindo a nobre missão pelo destino da pátria e dos descendentes, servem como patrimônio ideológico-espiritual e nobre herança revolucionária a serem mantidos de geração em geração.

Prosseguiu dizendo que o belo ideal do comunismo, a firme convicção revolucionária e o inabalável espírito de luta dos combatentes revolucionários antijaponeses inspiram hoje a eterna vitalidade à trajetória de luta do povo coreano, que constrói uma potência próspera à qual aspiravam tanto os mártires.

Confirmou que a causa do grande povo coreano, que continua de geração em geração o espírito revolucionário e a nobre concepção de vida dos combatentes, sairá sempre vitoriosa.

Em seguida, o camarada Kim Jong Un esteve diante da lápide de recordação dos mártires revolucionários antijaponeses.

Guardou um momento de silêncio após depositar um ramo de flores diante da lápide, como testemunho de reverência aos mártires revolucionários antijaponeses conhecidos ou desconhecidos que contribuíram para a realização da causa histórica da libertação da pátria, apoiando fielmente a ideia e a direção do grande Líder camarada Kim Il Sung.

Ao passar em revista o grupo escultórico de três pessoas que retrata a luta heroica dos membros do Exército Revolucionário Popular da Coreia e a lápide com inscrições dos nomes de numerosos mártires, assinalou que suas figuras e seus méritos honrosos estão guardados nos anais, embora os restos mortais daqueles que ofereceram a juventude à revolução em prol de resgatar a dignidade e a liberdade da pátria e do povo tenham se dispersado em lugares desconhecidos.

E prestou homenagem, desejando que a geração iniciadora da revolução coreana, que criou as tradições revolucionárias do Paektu e as legou às gerações vindouras, permaneça eternamente na plataforma de honra e dignidade, juntamente com o avanço e o desenvolvimento do socialismo ao estilo coreano, que avança de vitória em vitória.

Estimado camarada Kim Jong Un visita Torre da Libertação

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, visitou no dia 14 a Torre da Libertação, por ocasião do 81º aniversário da libertação da pátria.

Acompanharam-no os quadros do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia e os dirigentes do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Defesa Nacional da RPDC.

Diante da Torre estava formada a Guarda de Honra do Exército Popular da Coreia.

Foram executados os hinos nacionais da Federação Russa e da República Popular Democrática da Coreia.

Enquanto ressoava a música da ocasião, foi depositada uma oferenda floral em nome do camarada Kim Jong Un.

Em sua fita lia-se a seguinte inscrição: "Não esquecemos os méritos dos mártires do exército soviético".

O Secretário-Geral do PTC prestou a sublime homenagem aos mártires do exército soviético que lutaram valentemente pela causa da libertação do povo coreano, destinada a alcançar a liberdade e a independência do país.

O Secretário-Geral percorreu o monólito junto com os quadros acompanhantes.

Recordando com reverência as proezas combativas dos oficiais e soldados do Exército Vermelho que dedicaram seu sangue à sagrada causa da libertação da Coreia, o Secretário-Geral disse que, por mais que passe o tempo e se sucedam as gerações, o povo coreano jamais esquecerá a nobre alma e o espírito de sacrifício heroico dos mártires impregnados neste território.

Destacou que a excelente história e tradição entre a RPDC e a Rússia e seus laços de sangue constituem hoje o principal fundamento e a inesgotável força motriz das relações bilaterais de amizade e cooperação.

E reafirmou que a grande amizade e solidariedade entre os povos dos dois países, estabelecidas com o nobre ideal e a genuína amizade combativa, serão mantidas firmemente e se desenvolverão de geração em geração, juntamente com a nova era de prosperidade integral.