quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Pela criação de um exército revolucionário

Encontro com os militares da Primeira Guarnição do Primeiro Acampamento do Centro de Treinamento de Quadros de Segurança

7 de outubro de 1946

Vocês realizaram até hoje um grande trabalho na organização do Centro de Treinamento. Quando não é fácil sequer instalar um simples lar, vocês certamente tiveram de se esforçar muito e superar enormes dificuldades para organizar este Centro de Treinamento destinado à vida em comum de milhares de homens. No entanto, recordando as humilhações que tiveram de suportar antes da libertação sob os imperialistas japoneses, enfrentaram e venceram todas as dificuldades para construir o quanto antes um verdadeiro exército do povo coreano. Isso é, de fato, uma atitude magnífica e correta. Alegramo-nos muito com os êxitos que alcançaram durante esse período.

Agora, falarei sobre algumas tarefas que o Centro de Treinamento de Quadros de Segurança enfrenta com o objetivo de criar nossas verdadeiras forças armadas revolucionárias.

O mais importante na criação de um exército revolucionário é a preparação política e ideológica de seus homens. O Centro de Treinamento de Quadros de Segurança deve, antes de tudo, eliminar de maneira consequente da mente dos jovens militares os resquícios das velhas ideias semeadas pelo imperialismo japonês, educando-os firmemente nas ideias marxista-leninistas e nas ideias revolucionárias do nosso Partido.

Como todos sabem, nosso país foi durante muito tempo uma colônia do imperialismo japonês. Nossos jovens tiveram de ouvir até a exaustão a nefasta propaganda reacionária dos imperialistas japoneses, ao mesmo tempo em que testemunharam inúmeros atos de violência cometidos pelas tropas e pela polícia do imperialismo japonês. Os imperialistas japoneses foram expulsos, mas os resquícios de suas ideias nocivas continuam gravados na mente das pessoas. Enquanto conservarem essas reminiscências da decadente ideologia do imperialismo japonês, vocês não poderão ser protagonistas da construção de uma nova sociedade. Em particular, é ainda mais necessário que os militares, precisamente aqueles chamados a defender a revolução e combater o inimigo com as armas nas mãos, extirpem completamente os resíduos ideológicos do imperialismo japonês.

É preciso que o Centro de Treinamento dedique sérios esforços à tarefa de eliminar da mente dos jovens militares os resquícios da velha ideologia do imperialismo japonês. Isso não poderá ser feito facilmente, em um ou dois dias, pois esses resquícios se enraizaram na mentalidade da nossa juventude ao longo de um período muito prolongado. Tampouco bastam reuniões ou discursos. Portanto, no Centro de Treinamento deverá ser intensificada a formação política e ideológica e, ao mesmo tempo, desenvolvida uma incansável e vigorosa luta ideológica. Para eliminar os resquícios da velha ideologia, é importante que os quadros deem o exemplo na prática para que os militares os sigam. Em sua educação, um exemplo prático vale mais do que dez ou cem palavras.

Também é necessário estreitar ainda mais os laços entre o exército e o povo.

A fonte da força que permite ao exército revolucionário derrotar qualquer inimigo poderoso reside no apoio que recebe do povo. Se a Guerrilha Antijaponesa pôde derrotar o bandidesco imperialismo japonês naquelas difíceis condições, foi também porque contava com o apoio e o carinho do povo. Um exército estreitamente unido ao povo e que desfruta de seu pleno apoio e carinho pode derrotar qualquer inimigo.

Entretanto, ainda lhes falta espírito de amor ao povo e apreço pelos seus bens. Desta vez, ao trabalharem na instalação dos encanamentos de água, vocês deixaram revolvidas as parcelas dos camponeses. Assim não se pode fortalecer a ligação com o povo. Ainda que se trate de apenas uma pá de terra, vocês não devem tratá-la da mesma forma que o restante da terra abundante que forma este grande globo. Saibam o quanto nossos camponeses valorizam a terra. Se houver necessidade de escavar suas parcelas para retirar terra, consultem os camponeses e entrem em acordo com eles antes de iniciar as obras. Assim que terminar a atual instalação dos encanamentos de água, o Centro de Treinamento deverá restaurar as parcelas ao seu estado anterior.

Proteger a vida e os bens do povo e defender seus interesses em qualquer tempo e lugar deve ser uma regra de ferro para o nosso exército. Quem, senão vocês, filhos e filhas dos operários e camponeses, pode respeitar os interesses do povo? Além disso, os militares devem ser verdadeiros filhos, fiéis servidores do povo, que respeitem sinceramente a população como se fosse seus próprios pais, que a ajudem nas tarefas difíceis e lhe ensinem aquilo que não sabe. Assim, fortalecerão ainda mais os laços de sangue entre o exército e o povo.

A unidade entre superiores e subordinados é uma característica própria do exército revolucionário e uma de suas principais vantagens. No exército revolucionário, os comandantes e as massas de soldados possuem a mesma condição de classe e o mesmo objetivo de luta, razão pela qual superiores e subordinados estão fortemente unidos em ideologia e vontade. Antigamente, na Guerrilha Antijaponesa, eles estavam estreitamente unidos pelo autêntico dever revolucionário. Os comandantes estimavam e tratavam os soldados como companheiros revolucionários, como verdadeiros camaradas de armas, e estes, por sua vez, respeitavam seus chefes como veteranos da revolução e os seguiam fielmente. Graças a essa sólida unidade entre comandantes e subordinados e à identificação de todos os combatentes, a Guerrilha Antijaponesa pôde sustentar sua luta contra o imperialismo japonês durante quinze longos anos até derrotá-lo.

O exército que criaremos no futuro deverá ser um exército revolucionário que herde essa valiosa tradição. Em outras palavras, pretendemos possuir um verdadeiro exército popular que, levando adiante a tradição da Guerrilha Antijaponesa, defenda a pátria e o povo da agressão imperialista e assegure com as armas a revolução coreana. Portanto, devemos estabelecer de maneira consequente, no seio do nosso exército, um ambiente de unidade entre superiores e subordinados.

Para assegurar a unidade entre comandantes e subordinados dentro do exército, é necessário, antes de tudo, que os comandantes cuidem dos soldados em sua vida cotidiana e em todas as suas atividades com um caloroso espírito de camaradagem. Em nosso exército jamais deverão ser tolerados, tanto durante o treinamento quanto na vida diária, casos em que os comandantes insultem ou agridam os soldados, como acontecia no exército imperialista.

Também não se deve permitir que os comandantes imponham a disciplina apenas por meio de ordens. Se, na hora das refeições, um comandante ordenar aos militares que "comam em cinco minutos" ou que "parem de comer e se levantem", isso em nada difere do estilo de comando do exército imperialista japonês. Nós devemos estabelecer a disciplina também em conformidade com o caráter do nosso exército, um exército revolucionário.

Como é a primeira vez que nossos jovens prestam serviço militar e vivem coletivamente, pode haver entre eles aqueles que, por falta de prática nos movimentos, prejudiquem a boa harmonia da atuação do conjunto ou fiquem um pouco para trás. Os comandantes não devem simplesmente repreendê-los, mas procurar descobrir quais dificuldades enfrentam em sua vida, ajudá-los a resolvê-las, caso existam, ou ensinar-lhes com gentileza aquilo que ainda não sabem. Ao soldado que demora para levantar pela manhã, devem tratar cordialmente, com o sentimento de um pai que cuida de seu filho, procurando descobrir se aconteceu algo durante a noite, se algum pensamento perturbou seu sono, se a cama era desconfortável, se está doente ou se recebeu más notícias de casa.

Como os pais mimam e cuidam de seus filhos na família? Quando, por exemplo, os filhos estão comendo, os pais, sentados ao seu lado, aconselham-nos a beber água junto com o arroz para evitar indigestão, a não comerem depressa, a mastigarem bem os alimentos para não se engasgarem. Com esse cuidado eles os atendem, cuidam deles com carinho e frequentemente os acariciam. É com esse mesmo sentimento paternal que os comandantes devem estimar e tratar seus soldados. Somente assim será possível alcançar uma verdadeira unidade entre comandantes e subordinados, entre camaradas, e estabelecer uma disciplina consciente.

Elaborar adequadamente a rotina diária tem grande importância na vida coletiva. Entre os soldados há jovens de diferentes origens: operários que antes trabalhavam em turnos nas fábricas, camponeses que possuem relativo desconhecimento da importância de cumprir os horários e outros que gostam de ler livros à noite já deitados. É necessário, portanto, que os comandantes elaborem corretamente a rotina diária para que todos os soldados corrijam seus antigos hábitos e se adaptem rapidamente à vida coletiva.

A rotina diária deverá reservar aos soldados o tempo necessário para as refeições e também para o descanso, para a leitura de jornais ou livros e para escrever cartas às suas casas. Também deverão ser fixadas horas suficientes para o sono, ainda que se dedique muito tempo aos exercícios. A rotina diária deverá prever igualmente horários para ministrar aos militares conferências sobre a situação nacional e internacional. Nesse sentido, o Centro de Treinamento deve estabelecer o quanto antes a rotina diária e organizar adequadamente as atividades cotidianas.

Os quadros da Guarnição devem esforçar-se para instruir adequadamente os soldados, com o mesmo sentimento que um pai dedica a seus filhos e filhas, explicando-lhes regularmente, entre outras coisas, qual é o objetivo da criação do exército popular, com vistas a formar todos eles como dignos membros que constituam a espinha dorsal do exército revolucionário.

Ao mesmo tempo, se trabalhará para criar melhores condições no Centro de Treinamento.

Hoje, ao percorrê-lo, vi que a comida ainda era preparada em panelas colocadas ao relento e que os alojamentos ainda não estavam em condições adequadas. Quando os soldados estavam em seus lares, dormiam em quartos aquecidos e também comiam alimentos quentes, ainda que fosse apenas sopa de pasta de soja. Não podemos impor essas condições de vida a esses companheiros. É preciso adaptar o quanto antes o Centro de Treinamento e assegurar aos militares boas condições de vida.

Em primeiro lugar, é preciso construir rapidamente o refeitório e melhorar a alimentação dos cadetes. É necessário equipá-lo com utensílios de cozinha suficientes e providenciar também mesas confortáveis. Convém que elas não sejam grandes, mas pequenas, de modo que quatro ou cinco pessoas possam sentar-se frente a frente. Assim, poderão conhecer os gostos de cada um quanto à alimentação, saber quem come muito, quem prefere comida mais salgada ou mais apimentada. Conhecendo desse modo as preferências dos demais e procurando satisfazê-las mutuamente durante as refeições, os soldados, ainda que sejam desconhecidos entre si, logo se sentirão membros de uma mesma família, criarão vínculos e não se sentirão constrangidos.

O Centro de Treinamento deverá também instruir os soldados na arte de cozinhar. Assim aprenderão, por exemplo, a preparar a sopa cortando o rabanete em pedaços menores, em vez de grandes pedaços como se faz agora, e a temperá-la de maneira saborosa com sal e outros ingredientes nas proporções adequadas. Também deve ser fornecido mais arroz, em substituição a outros cereais, bem como quantidade suficiente de carne e óleo para melhorar a qualidade da alimentação.

Também é indispensável proporcionar conforto nos alojamentos. Alegando falta de tempo, vocês fizeram os estrados com tábuas úmidas e mal aplainadas. Isso deve ser evitado. Nós não fazíamos isso nem mesmo durante os tempos de nossa luta nas montanhas contra o imperialismo japonês. Mas agora, existindo condições incomparavelmente mais favoráveis do que naquela época, por que descuidar dessa forma do lugar onde se vai viver? Não cometamos o erro de alojar nossos estimados soldados em qualquer lugar; procuremos não lhes causar o menor prejuízo.

Os comandantes deverão cuidar minuciosamente até mesmo da forma como são feitos os estrados dos alojamentos, a fim de proporcionar aos soldados estrados resistentes e de boa aparência. Aqui seria melhor instalá-los em beliches, com dois níveis, acomodando duas pessoas em cada um. Desse modo, os companheiros que dormem inquietos não incomodarão tanto os demais e, além disso, será mais fácil movê-los durante a limpeza. Também é necessário colocar bancos diante das camas para que os soldados possam sentar-se para descansar e, debaixo deles, caixas para guardar livros, por exemplo. Com estrados confortáveis e alojamentos bem preparados, os soldados, quando retornarem dos exercícios, encontrarão acomodações aquecidas onde poderão descansar satisfeitos e sem desconforto.

Também é preciso equipar adequadamente os banheiros, lavanderias e demais instalações de higiene e intendência, de modo que sejam confortáveis de utilizar e correspondam às exigências da higiene moderna.

É preciso colocar em boas condições as salas de aula, os gabinetes de metodologia, os aparelhos de treinamento e preparar rapidamente, com qualidade, as instalações dos campos de tiro, dos campos de exercícios táticos e das instalações esportivas.

Também é necessário preparar, com a maior brevidade possível, as salas de educação para a construção do Estado e o auditório, a fim de intensificar as atividades políticas e culturais.

Também é preciso melhorar o trabalho de abastecimento dos militares. O Centro de Treinamento deve organizar o mais rapidamente possível um serviço de intendência para fornecer, em tempo oportuno e de acordo com um plano, tudo o que for necessário para o funcionamento do Centro e para a vida cotidiana dos militares.

Convém que os quadros do comitê do Partido e do comitê popular da província mantenham frequentes contatos com os responsáveis pelo Centro de Treinamento para tratar dos problemas relacionados à vida dos militares e solucionar aqueles que o exijam. Melhor ainda seria que seus presidentes fossem pessoalmente ao Centro para conhecer de perto a vida dos militares e contribuir para resolver os problemas pendentes. Como eles são defensores do nosso Partido e do Poder Popular, as organizações do Partido e os órgãos do Poder têm a obrigação de prestar-lhes ajuda com responsabilidade.

Os jovens do nosso país são todos inteligentes, cheios de vigor e talento. O Centro de Treinamento deve proporcionar a essa excelente juventude uma sólida formação político-ideológica e militar-técnica, para que seja capaz de defender o país e o povo com tanta firmeza que os agressores estrangeiros jamais voltem a tentar invadir esta terra para oprimir e explorar o nosso povo.

Sempre conscientes da situação em que nosso país se encontrou no passado e do anseio do povo coreano de tornar-se o quanto antes uma digna nação com um exército regular próprio e poderoso, vocês dedicarão todos os seus esforços à criação de um exército revolucionário.

An Hak Yong

An Hak Yong (1º de março de 1929 – 29 de outubro de 1951) foi comandante de pelotão da 9ª Companhia, 3º Batalhão, 6º Regimento de Infantaria da 2ª Divisão de Infantaria de Guardas Kang Kon do Exército Popular da Coreia. Durante a Guerra de Libertação da Pátria, destacou-se nos combates nas proximidades da Altitude 1211, cumprindo a diretriz estratégica da quarta etapa da guerra apresentada pelo grande Líder camarada Kim Il Sung.

Em 28 de outubro de 1951, na batalha da altitude sem nome próxima à Altitude 1211, comandou sua unidade com habilidade, repelindo cerca de 30 ataques inimigos e eliminando mais de 220 inimigos. No dia seguinte, combateu sozinho até o último momento de sua vida, eliminando mais de 110 inimigos. Em reconhecimento à sua bravura e sacrifício, recebeu postumamente o título de Herói da República Popular Democrática da Coreia em 20 de junho de 1952.

 

Sung Sun Gyun

Song Sun Gyun (22 de fevereiro de 1922 – 20 de novembro de 1951) foi comandante de grupo da 3ª Companhia, 1º Batalhão, 172º Regimento de Infantaria da 27ª Divisão de Infantaria do Exército Popular da Coreia. Durante a Guerra de Libertação da Pátria, distinguiu-se nas batalhas da Altitude 1052, a oeste da Altitude 1211, onde combateu seguindo a diretriz estratégica da quarta etapa da guerra apresentada pelo grande Líder camarada Kim Il Sung.

Entre os dias 10 e 20 de novembro de 1951, participou de intensos combates, nos quais eliminou cerca de 50 inimigos nas primeiras ações e mais de 160 durante sua batalha final, lutando até o último instante de sua vida. Em reconhecimento à sua bravura e sacrifício, foi condecorado postumamente com o título de Herói da República Popular Democrática da Coreia em 10 de abril de 1952.


 

Por um esporte de massas

Discurso do camarada Kim Il Sung na Conferência dos Esportistas

6 de outubro de 1946

Queridos camaradas, jovens, estudantes e esportistas:

Sinto uma grande alegria por ter podido participar da conferência dos esportistas realizada pela primeira vez após a libertação e observar em todos vocês, jovens, estudantes e esportistas vindos de todos os cantos do país, uma expressão viva e alegre.

A libertação da pátria do jugo da dominação colonial do imperialismo japonês e as reformas democráticas realizadas na sociedade proporcionaram uma nova vida livre e digna para a juventude, os estudantes e os esportistas. Vocês já não são os escravos que foram antes, acorrentados ao imperialismo. São os dignos mestres de seu país e de seu destino, filhos e filhas que crescem em uma Coreia libertada, capazes de fortalecer fisicamente o próprio corpo exercitando-se sem impedimentos na terra pátria e de aprofundar infinitamente seus conhecimentos estudando tudo o que desejarem.

No passado, o imperialismo japonês privou a juventude e os estudantes coreanos de todas as liberdades e direitos, não lhes permitindo a oportunidade de estudar nem de fortalecer o corpo. Inúmeros jovens coreanos foram recrutados para os chamados "trabalho forçado", "corpo de serviço patriótico" e "corpo de mulheres de conforto", sendo enviados aos campos de batalha sob o pretexto de serem "voluntários", "estudantes recrutados" ou "conscritos".

 Nessas condições, o esporte era praticado como entretenimento apenas pela classe privilegiada e não passava de uma preparação para o combate com vistas à guerra de agressão do imperialismo japonês. Hoje, o esporte na Coreia democrática libertada não pode reduzir-se apenas à simples atividade de apresentar um pequeno número de esportistas, nem tampouco ser diversão de uma minoria de pessoas. Doravante, nosso esporte deve desenvolver-se como um importante elo no trabalho de construção do Estado, a serviço da soberania, da independência e do desenvolvimento democrático da Coreia. Ou seja, deve converter-se em uma atividade de todo o povo, fortalecendo-o física e espiritualmente e forjando, desse modo, valorosos combatentes para a construção de uma Coreia democrática.

Nesse sentido, a massificação do esporte tem especial importância. Somente quando o esporte for de massas, fizer parte da vida cotidiana e estiver difundido entre as amplas massas, será possível assegurar a promoção da saúde de toda a nação e proporcionar a todo o povo uma sólida preparação física acompanhada de uma mentalidade sadia.

Devemos esforçar-nos para que todos os jovens, estudantes e trabalhadores pratiquem sempre e ativamente o esporte e para que as massas façam dessa atividade uma parte integrante de sua vida cotidiana.

Camaradas:

Na Coreia do Norte foi constituída a Frente Unida Nacional Democrática e, com base nela, foi criado o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, impulsionando com êxito as transformações democráticas da sociedade. Em março passado foi realizada a histórica reforma agrária; entraram em vigor as Leis do Trabalho, da Nacionalização das Indústrias e da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher; e foi estabelecido um sistema de imposto agrícola em espécie. Em particular, graças às grandes vitórias das reformas democráticas, no próximo dia 3 de novembro serão realizadas as eleições dos membros dos comitês populares das províncias, cidades e condados, que contarão com o caloroso apoio e a jubilosa acolhida de todo o povo. Por meio dessas eleições, serão fortalecidas ainda mais as bases da construção de uma Coreia democrática, tornando-se ainda maiores o poder e a influência da Coreia do Norte, pedra angular dessa construção.

Nestes dias, na Coreia do Sul, metade do território de nossa pátria, agravaram-se a política colonialista da administração militar estadunidense e as manobras traiçoeiras e vende-pátria de seu lacaio, a camarilha de Ri Sung Man. Da mesma forma, a repressão contra as forças patrióticas e democráticas chegou a extremos. Assim, para os compatriotas sul-coreanos, a libertação reduziu-se a permanecer mergulhados no abismo da morte, em nada diferente do passado. Fartos de suportar as extremas dificuldades de vida e a brutal repressão, os operários, empregados e estudantes sul-coreanos, liderados pelos ferroviários, declararam, em 23 de setembro passado, a greve geral e a paralisação estudantil, opondo-se à política reacionária da administração militar ianque, fato do qual vocês certamente já tomaram conhecimento pelo rádio e pelos jornais.

Os compatriotas sul-coreanos, que sofrem uma privação de direitos e uma miséria ainda mais desumanas do que nos tempos do imperialismo japonês, simpatizam de todo o coração com a Coreia do Norte, onde nosso povo tem o poder em suas mãos e cria uma nova vida feliz. Eles clamam para que, na Coreia do Sul, assim como na Coreia do Norte, o poder passe ao comitê popular e sejam realizadas as reformas democráticas.

Levantar-se em defesa da justiça e consagrar a vida à luta pela verdade é um dever sagrado e um orgulho para os jovens de vontade. Todos os jovens coreanos devem levantar-se hoje como um só contra a política de dominação colonial da administração militar estadunidense, instalada na Coreia do Sul, e contra as ações antipopulares dos traidores, que jamais serão perdoados.

O povo norte-coreano, solidamente unido sob a bandeira da Frente Unida Nacional Democrática, deverá lutar para consolidar ainda mais a vitória alcançada no cumprimento das tarefas democráticas e fortalecer novamente a base democrática, com o objetivo de frustrar os complôs e maquinações dos elementos reacionários e estabelecer o quanto antes um governo democrático unificado. Para isso, coloca-se com urgência a tarefa de formar trabalhadores saudáveis e vigorosos, aptos a assumir e levar a cabo com plena segurança essa construção do Estado, e, nesse aspecto, os esportes devem desempenhar um grande papel.

Desejo que todos vocês aqui reunidos se convertam em excelentes e perseverantes construtores do Estado de que hoje a pátria necessita, em magníficos pioneiros da tarefa de preparar todos os jovens, estudantes, trabalhadores, enfim, todo o povo, como construtores democráticos, vigorosos e alegres da nova sociedade, promovendo amplamente o esporte por toda parte.

Os jovens constituem valorosas brigadas de choque, dignas de confiança, para a grande obra da construção do Estado democrático.

Sobre seus ombros foi confiado o futuro de nossa pátria libertada. Por isso, aconselho mais uma vez a vocês, jovens e estudantes, que estudem com entusiasmo, com uma consciência cada vez mais profunda de sua missão, fortaleçam fisicamente o corpo e desenvolvam uma luta ativa, consagrando todas as suas forças e talentos à plena soberania e independência da pátria, à felicidade de todo o povo e à prosperidade da nação.

Por fim, estou firmemente convencido de que a presente Conferência dos Esportistas alcançará importantes êxitos e dará uma grande contribuição ao desenvolvimento do esporte massivo em nosso país

Força política e ideológica — força peculiar da RPDC

Hoje, a RPDC entrou em uma nova era de desenvolvimento integral do socialismo.

O caminho que o país percorreu até agora para realizar a vontade e os desejos do povo e fazer florescer seus ideais e sonhos jamais foi tranquilo, mas o povo coreano demonstrou sua peculiar força política e ideológica.

Em retrospecto, teve de construir um novo país partindo do nada; a Guerra de Libertação da Pátria, de três anos, foi literalmente um confronto entre um fuzil e uma bomba atômica; e a reconstrução do pós-guerra foi uma árdua luta iniciada sobre as ruínas da guerra, sem que restasse um único tijolo intacto.

A construção socialista também foi um confronto entre revolução e contrarrevolução e uma luta para esmagar o servilismo às grandes potências e o dogmatismo, enquanto a luta pela defesa do socialismo na década de 1990 foi, literalmente, um confronto entre ideologias e entre convicções.

O povo coreano superou todas essas duras provações com a força da ideologia.

A nova era de desenvolvimento integral do socialismo, inaugurada pelo povo coreano, equivale a um período de guerra para romper o bloqueio e as sanções do inimigo, destinados a isolar e sufocar o país.

Apesar disso, os coreanos elevaram o prestígio e a reputação do país ao mais alto nível graças às suas peculiares qualidades ideológicas e espirituais: unirem-se firmemente em torno do Partido do Trabalho da Coreia em ideologia e propósito; compartilharem o destino da pátria e sacrificarem sem hesitação suas vidas para defender seus interesses; depositarem confiança e apoio absolutos em seu líder; e sustentarem, com ações concretas, os planos e as decisões do Comitê Central do Partido por meio de esforços unidos.

O segredo de a RPDC ter criado, em tão curto espaço de tempo, milagres no fortalecimento de suas capacidades de defesa nacional, alcançado notáveis êxitos ao colocar a economia nacional como um todo em uma trajetória de crescimento e erguido um grande número de gigantescas obras do programa da revolução rural na nova era e da política de desenvolvimento regional reside no entusiasmo patriótico de todo o povo, que concentrou seus esforços na revitalização e no desenvolvimento do país.

As qualidades ideológicas e espirituais do povo coreano, que sente profundamente a justeza da política do Partido por meio de cada medida socialista que lhe traz benefícios e dedica tudo à prosperidade da pátria socialista, aceitando as exigências do país como seu dever natural na vida, constituem a força mais poderosa da nação.

Pyongyang Times

O Ocidente não tem o direito de dar sermões a outros sobre questões de direitos humanos


Há pouco tempo, a Rússia e a Bielorrússia publicaram um relatório sobre a situação dos direitos humanos no Ocidente durante um encontro realizado no Palácio das Nações, em Genebra.

O relatório foi elaborado com base em dados oficiais e verificáveis, como a situação real das violações de direitos humanos em mais de 40 países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão e a União Europeia, além de relatórios dos principais órgãos de direitos humanos, de entidades não governamentais, notícias da imprensa, entre outros.

Foram enumerados detalhadamente atos de violação dos direitos humanos de toda natureza nos países ocidentais, entre eles a repressão excessiva a protestos pacíficos e manifestações, a política de expulsão forçada e o tratamento desumano dado a refugiados e migrantes, a discriminação contra os povos indígenas, o chauvinismo, o racismo, a tolerância ao neonazismo, entre outros.

Por meio do relatório, a Rússia e a Bielorrússia criticaram o Ocidente pelo uso abusivo das questões de direitos humanos para fins políticos e revelaram que o padrão universal de direitos humanos defendido pelo Ocidente não passa de um pretexto para oprimir países específicos que se opõem ao Ocidente.

Os países ocidentais ignoram seus próprios problemas de direitos humanos e questionam a situação dos países antiocidentais. Essas práticas prejudicam gravemente a universalidade dos direitos humanos e comprometem a credibilidade do sistema internacional de direitos humanos, declararam os representantes dos dois países mencionados.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Tarefas das organizações da União da Juventude Democrática pelo fortalecimento e consolidação das forças democráticas

Discurso do camarada no II Congresso da União da Juventude Democrática da Coreia do Norte

29 de setembro de 1946

Permitam-me expressar-lhes as mais calorosas felicitações e saudações a vocês, camaradas representantes da União da Juventude Democrática, que, sob a direção do Partido do Trabalho, travam dia e noite uma luta incansável como os principais e competentes trabalhadores da construção da Coreia democrática, e, por intermédio de vocês, a toda a juventude coreana.

Gostaria de aproveitar esta reunião de balanço do trabalho das organizações da UJD, destacamento de vanguarda do movimento juvenil, para lhes apresentar algumas das tarefas imediatas que incumbem à juventude.

A maior das tarefas imediatas para a nossa nação é estabelecer, o quanto antes, uma república popular democrática. Para sua realização, é importante, antes de tudo, ampliar e fortalecer as forças democráticas. Ao mesmo tempo, é necessário consolidar ainda mais a base democrática da Coreia do Norte e eliminar por completo as forças remanescentes do imperialismo japonês e do feudalismo.

Para consolidar as forças democráticas, os partidos políticos e as organizações sociais democráticas devem unir-se de maneira ainda mais monolítica sob a bandeira da democracia e, ao mesmo tempo, deve-se elevar por todos os meios o papel das organizações sociais que reúnem as amplas massas. É de importância vital elevar o papel da União da Juventude Democrática, cuja posição é muito importante entre as organizações sociais.

Hoje, as fileiras desta União expandiram-se amplamente, contando com um milhão e trezentos mil jovens filiados. Daí decorre a importante tarefa de fortalecer qualitativamente suas organizações.

Se quisermos fortalecer as organizações da UJD, devemos realizar de maneira dinâmica o trabalho de educação democrática entre a juventude. As organizações da UJD devem concentrar todas as suas forças na formação em massa de jovens quadros teoricamente preparados, ativos e combativos.

Para restaurar a indústria norte-coreana, destruída pelo imperialismo japonês, e eliminar o atraso técnico e cultural, necessitamos da ciência e da técnica. Entretanto, atualmente existem na Coreia do Norte apenas algumas centenas de cientistas e técnicos. Essa realidade nos obriga a colocar a formação de quadros científicos e técnicos como uma das tarefas mais urgentes.

A realidade da pátria exige que novos e melhores cientistas e técnicos surjam em grande número entre a juventude. Se os jovens não cumprirem o papel de brigada de choque na conquista da fortaleza da ciência e da técnica, nosso país e nosso povo permanecerão permanentemente atrasados nos campos econômico e cultural, e nosso povo poderá voltar a tornar-se escravo colonial dos imperialistas. É por essa razão que os jovens devem esforçar-se constantemente para se tornarem novos conhecedores da ciência e da técnica, aprendendo sempre, aprendendo e aprendendo.

Além disso, todos os jovens devem armar-se firmemente com a ideia revolucionária e lutar pelo fortalecimento da unidade ideológica da União da Juventude Democrática.

A União da Juventude Democrática deve ser fiel auxiliar do Partido do Trabalho da Coreia e infinitamente leal à pátria e ao povo. Para isso, todos os seus membros devem munir-se do indomável espírito revolucionário de lutar até o fim pela liberdade e pela independência da pátria e pela felicidade do povo, avançando, ao mesmo tempo, unidos de forma compacta sobre princípios. Entretanto, dentro da União da Juventude Democrática ainda existem elementos portadores de ideias nocivas que procuram dividir suas fileiras. Para realizar a firme unidade ideológica da juventude, é preciso lutar resolutamente contra o liberalismo, o individualismo e outras diversas tendências ideológicas nocivas. Assim, devemos fazer com que um milhão e trezentos mil membros da UJD, unidos por uma mesma ideia e uma mesma vontade, avancem audaciosamente pelo caminho indicado pelo Partido do Trabalho.

Além disso, com vistas ao fortalecimento de nossas forças democráticas, é indispensável consolidar ainda mais a base democrática estabelecida no Norte da Coreia. Por isso, todos os integrantes da União da Juventude Democrática devem apoiar e cumprir ativamente todas as leis promulgadas pelo Comitê Popular e ocupar sempre a linha de frente na luta pela consolidação das conquistas da reforma democrática. Também na construção econômica e cultural, destinada a fortalecer a base democrática, os jovens devem assumir sempre as tarefas mais difíceis, consagrando todo o seu entusiasmo e talento para contribuir com o enriquecimento, fortalecimento e desenvolvimento da pátria.

As eleições dos comitês populares de província, cidade e condado, que serão realizadas em breve, são as mais democráticas de toda a história do nosso país e, como tais, revestem-se de grande importância para a consolidação do nosso Poder Popular e da base democrática. Com sua participação entusiástica na campanha de propaganda eleitoral, os membros da UJD devem unir firmemente o povo em torno do Poder Popular e lutar de maneira exemplar pela vitória nessas eleições.

Os membros da nossa União da Juventude Democrática devem ocupar a vanguarda na entrega do imposto agrícola em espécie e no movimento de choque pela colheita dos cereais. Atualmente enfrentamos um problema urgente de abastecimento de cereais. Esse problema poderá ser resolvido satisfatoriamente quando os camponeses entregarem, no prazo, o imposto agrícola em espécie. Por isso, os membros da UJD devem ajudar com todas as suas forças os camponeses para que entreguem esse imposto em tempo oportuno, trabalhando ao lado deles na colheita e na debulha.

Da mesma forma, os membros da UJD devem esforçar-se ativamente para proteger os bens do Estado. Nacionalizamos as fábricas, as minas, os transportes, as comunicações e os bancos que pertenciam aos imperialistas japoneses e aos traidores da nação. Todos esses bens do Estado pertencem ao povo e constituem um importante patrimônio para o florescimento da pátria e a felicidade do povo. Proteger esses bens do Estado contra os ataques do inimigo, valorizá-los e conservá-los é um dever sagrado de todo o povo e, em particular, uma das tarefas mais importantes dos membros da nossa União da Juventude Democrática. Todos os membros da UJD devem estar profundamente conscientes dessa importante responsabilidade e dar exemplo na proteção e valorização, acima de tudo, dos bens do Estado.

Devemos realizar em ampla escala a ajuda material e espiritual à juventude sul-coreana.

Se nos opomos à administração militar estadunidense, não é por qualquer preconceito ou prevenção. A política levada a cabo pela administração militar estadunidense na Coreia do Sul é inteiramente reacionária e antipopular. Pudemos conhecer claramente as intenções dos imperialistas ianques, instalados na Coreia do Sul, por meio da atitude assumida pela parte estadunidense na recente sessão da Comissão Conjunta URSS-EUA. É evidente que os imperialistas ianques tramam subjugar economicamente o nosso país e esmagar a independência da Coreia. Além disso, agem freneticamente para formar o governo provisório apenas com seus lacaios, excluindo os verdadeiros representantes dos operários, camponeses, jovens e mulheres. A razão é que esses lacaios procuram entregar novamente o nosso país ao imperialismo estadunidense, da mesma forma como venderam a Coreia ao imperialismo japonês no passado.

Nosso povo não é, de forma alguma, um rebanho manso, nem um povo tão estúpido e abjeto que permaneça de braços cruzados diante da nova transformação de sua pátria em colônia estrangeira. Em particular, nossa juventude, cheia de entusiasmo patriótico e de sentimentos de justiça, jamais contemplará isso com tranquilidade. Todos nós, unindo nossas forças, devemos repelir os inimigos que tentam engolir novamente o nosso país. Os membros da União da Juventude Democrática devem desmascarar detalhadamente os crimes da administração militar estadunidense e de seus lacaios, e divulgar amplamente ao povo os fatos concretos referentes à política entreguista da camarilha de Ri Sung Man. Ao mesmo tempo, devem lutar com elevada vigilância para impedir que elementos reacionários se infiltrem em nossas fileiras.

Estou firmemente convencido de que vocês, camaradas, transformarão a União da Juventude Democrática em uma organização juvenil combativa, disciplinada e ideologicamente unificada, revitalizando as boas experiências obtidas em seu trabalho anterior e corrigindo seus defeitos. Também estou convencido de que, unidos monoliticamente com todas as forças democráticas sob a bandeira da democracia, lutarão tenazmente pela soberania, pela independência e pela democratização da pátria.

Viva a União da Juventude Democrática, nova organização juvenil democrática!

Viva a Frente Unida Nacional Democrática!

Viva a completa soberania e independência democráticas!