Recentemente, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, apresentou à 81ª reunião da Assembleia Geral da ONU o "relatório sobre direitos humanos" impregnado de calúnias maliciosas e propaganda intrigante contra a República Popular Democrática da Coreia por parte das forças hostis.
Ele colocou sem hesitação seu nome na capa desse documento infundado fabricado pelos EUA, pelo Japão, pela República da Coreia e pelos países ocidentais.
Essa conduta constitui uma prova evidente da situação de Guterres, que se tornou o primeiro porta-voz, aparato político e marionete dos EUA e do Ocidente, abandonando completamente o dever e a missão moral do secretário-geral da ONU, que toma a justiça e a imparcialidade como sua vida.
O Ministério das Relações Exteriores da RPDC expressa seu desprezo pelas manobras das forças hostis que transformam o sagrado cenário da ONU em palco de agitação mal-intencionada, com calúnias que distorcem e falsificam a situação dos direitos humanos de um Estado soberano, bem como pela conduta do secretário-geral da ONU, que se junta a elas de maneira irresponsável, e as denuncia e rejeita categoricamente com a maior firmeza.
O presente "relatório sobre direitos humanos", produto representativo da campanha de "direitos humanos" contra a RPDC liderada pelos EUA e pelas forças hostis, é intrigante em seu conteúdo, habitual em sua forma e ilegítimo também em seu motivo de existência.
A publicação do "relatório", que, em nome da ONU, avalia arbitrariamente a situação dos direitos humanos da RPDC e de outros países, e a existência do sistema de "relator especial" constituem um exemplo típico que demonstra a apatia e a submissão da ONU e de seu secretário-geral diante da coerção e arbitrariedade dos EUA e do Ocidente, apesar de terem a missão de representar a comunidade internacional.
Atualmente, a paz e a segurança internacionais caíram na situação mais grave desde o fim da Guerra Fria, e a ONU encontra-se na pior crise estrutural e moral desde sua fundação. A responsabilidade por essa situação recai inteiramente sobre o atual secretário-geral da ONU, que permaneceu em silêncio e obedeceu à coerção e à arbitrariedade dos EUA e de seus satélites.
Durante o mandato do secretário-geral Guterres, a ONU tornou-se uma organização desigual e não democrática que não representa o interesse integral da comunidade internacional, mas o interesse exclusivo de um Estado específico ou de uma minoria, em contraste com o objetivo de sua fundação e com os princípios de sua Carta.
Não depositamos nenhuma esperança no atual secretário-geral da ONU, que em breve deixará o cargo abandonando a confiança da sociedade internacional. Contudo, jamais toleraremos a repetição das condutas parciais e provocativas de politizar a questão dos direitos humanos também durante o mandato do próximo secretário-geral.
Para nós, os direitos humanos significam os direitos do Estado e também constituem a soberania absoluta, que não pode ser concedida em caso algum.
Quem quer que calunie a dignidade e o regime da RPDC e ofenda os interesses de seu povo assumirá a devida responsabilidade por suas condutas errôneas, que serão consideradas uma grave violação da soberania.
A RPDC assegurará e exercerá por si mesma seus direitos em todos os domínios, como soberania, direitos humanos e segurança, e continuará fazendo enormes esforços para eliminar a parcialidade e o padrão duplo da ONU e alcançar a democracia e a imparcialidade dessa organização internacional.
Pyongyang, 3 de outubro de 2026