sábado, 17 de outubro de 2026

Consolidemos e desenvolvamos ainda mais os êxitos alcançados na campanha de alfabetização

Conversa do camarada Kim Il Sung com os funcionários da Exposição Central de Alfabetização

22 de maio de 1948

Hoje, após percorrer a Exposição Central de Alfabetização, pude compreender claramente como nosso povo se esforçou para superar o analfabetismo, fruto da dominação colonial do imperialismo japonês, e quais grandes êxitos alcançou na campanha de alfabetização.

Vocês fizeram muitos esforços para preparar a Exposição.

Organizaram-na muito bem, de modo que tivesse um caráter educativo.

Os recursos visuais e os materiais expostos na Exposição são todos bons. As folhas de respostas entregues nos exames de conclusão pelos alunos das escolas de língua coreana evidenciam os êxitos alcançados nessa campanha. Quase todos os alunos da escola de língua coreana do bairro de Okang, cantão de Kasan, condado de Uiju, província de Pyongan Norte, obtiveram boas notas. Isso nos alegra muito.

Fiquei profundamente impressionado com as mais de 90 mil cartas enviadas pelos concluintes das escolas de língua coreana de todos os cantos da Coreia do Norte ao Comitê Central do nosso Partido e ao Comitê Popular da Coreia do Norte, expressando-lhes sua gratidão.

Aqueles que, no passado, não conheciam nem sequer a letra O, por mais redonda que fosse, e não sabiam escrever o próprio nome, por não terem podido estudar em meio a maus-tratos e a uma pobreza inimagináveis, agora conseguiram ler pela primeira vez na vida e escrever cartas com a própria mão. Como não haveriam de sentir uma alegria imensa! Jamais poderão esquecer a emoção e a alegria de hoje, por terem se libertado do analfabetismo.

A alfabetização é uma importante tarefa nacional na construção de uma pátria democrática e uma das condições básicas para que o povo leve uma vida culta.

No passado, sob a cruel dominação colonial do imperialismo japonês, nosso povo não apenas esteve submetido a uma feroz exploração e opressão, como também levou uma vida trágica, mergulhado na ignorância e no obscurantismo, privado até mesmo do direito de estudar. Devido à política do imperialismo japonês, destinada a aniquilar a cultura nacional e a manter o povo na ignorância, o povo coreano não pôde estudar livremente nem sua língua nem seu alfabeto. Por isso, a maioria dos trabalhadores de nosso país era analfabeta. Imediatamente após a libertação, somente na Coreia do Norte havia mais de 2,3 milhões de adultos analfabetos. Em particular, a maior parte das mulheres, que constituem metade da população, e dos camponeses eram como cegos, por não saberem ler nem escrever.

Com tantos analfabetos, é impossível construir um Estado democrático, soberano e independente ou assegurar uma vida culta ao povo trabalhador. De fato, o analfabetismo constitui um grande obstáculo à construção de um novo Estado democrático.

Graças às reformas democráticas realizadas por nosso Poder Popular após a libertação, os camponeses tornaram-se donos da terra, os operários, donos das fábricas, e as mulheres passaram a desfrutar dos mesmos direitos que os homens. No entanto, nosso povo ainda não se libertou completamente do analfabetismo e, por isso, não está em condições de desempenhar satisfatoriamente seu papel na construção de um Estado soberano e independente.

Somente quando souberem ler, os trabalhadores poderão dotar-se de ideias democráticas corretas, adquirir conhecimentos científicos e técnicos e elevar sua capacidade prática, contribuindo ativamente para a sagrada causa da construção de uma nova pátria, rica e poderosa.

Hoje, o fervor revolucionário de nosso povo é muito elevado. Mas somente isso não resolve o problema. Por mais elevados que sejam o espírito patriótico e o entusiasmo pela construção do país, não será possível participar ativamente de seus assuntos sendo analfabeto. Somente possuindo, além de um elevado espírito de fidelidade à pátria, conhecimentos políticos, econômicos e culturais, será possível servir lealmente à construção de um Estado democrático. Como poderá um analfabeto, que não sabe ler o jornal nem conhece a situação do país e do mundo, participar da política nacional como dono do país e contribuir para a construção do Estado?

O saber é a luz; a ignorância, as trevas. O homem só poderá prever claramente o futuro e sentir o valor da vida quando for instruído.

Quem desconhece nossa língua e nosso alfabeto poderá perder o espírito nacional e, mais tarde, voltar a cair em estado de escravidão colonial.

Partindo da importância da alfabetização, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte adotou, em novembro de 1946, uma resolução sobre a alfabetização e lançou uma ampla campanha para executá-la por meio de um movimento geral de massas. Além disso, estabeleceu o período compreendido entre dezembro do ano passado e março do ano corrente como uma etapa de ofensiva da alfabetização e mobilizou todo o povo, como um só, para essa campanha.

Agora, em todos os lugares da Coreia do Norte, homens e mulheres, idosos e crianças, todos aprendem diligentemente o alfabeto, empunhando as palavras de ordem: “O saber é a força; a ignorância, a ruína!” e “Estudemos, estudemos e estudemos!”. Neste momento, o entusiasmo do povo pelos estudos é muito elevado. Os camponeses aprendem o alfabeto junto às parcelas de terra, aproveitando as pausas no trabalho; as mulheres estudam enquanto trabalham na cozinha. De fato, a chama do movimento de alfabetização arde esplendorosamente em todos os lugares do país; por toda parte, ouvimos pessoas lendo com vigor.

Numerosos funcionários de todos os partidos políticos, organizações sociais e instituições culturais foram mobilizados para ajudar na campanha de alfabetização; professores e estudantes da Universidade e de outras escolas de todos os níveis, em todo o país, vão às aldeias e às áreas residenciais para ensinar o alfabeto durante as férias e nos horários extracurriculares.

Como resultado do elevado entusiasmo consciente demonstrado por todos, tanto os que aprendem quanto os que ensinam, em plena resposta ao apelo do Partido, para promover a alfabetização, uma importante tarefa nacional, mais de dois milhões de pessoas se libertaram das trevas do analfabetismo e acolheram um dia luminoso em menos de três anos após a libertação. Alfabetizar um número tão grande de pessoas em tão pouco tempo é um êxito realmente grandioso e uma realização digna de orgulho.

Permitam-me expressar, em nome do Comitê Central de nosso Partido e do Comitê Popular da Coreia do Norte, minha gratidão aos responsáveis pelo movimento de alfabetização em todo o país, que fizeram grandes esforços para permitir que os alunos das escolas de língua coreana aprendessem a ler e escrever, libertando-se do analfabetismo, bem como aos professores e estudantes que contribuíram ativamente para essa causa.

Vocês podem sentir um legítimo orgulho pelo êxito alcançado hoje na alfabetização. Ninguém poderá negá-lo nem menosprezá-lo.

Mas vocês não devem se dar por satisfeitos com essas realizações. Devem impulsionar ainda mais ativamente esse movimento, apoiando-se nos êxitos e nas experiências adquiridos, a fim de alfabetizar o mais rapidamente possível aqueles que ainda permanecem analfabetos e fazer com que os que já aprenderam a ler e escrever prossigam seus estudos com entusiasmo.

Em sua 52ª sessão, realizada em novembro do ano passado, o Comitê Popular da Coreia do Norte adotou uma resolução para eliminar completamente o analfabetismo em nosso país até o final de março de 1949.

Para isso, é necessário intensificar vigorosamente a campanha de alfabetização. Talvez seja muito difícil alfabetizar aqueles que ainda restam, pois, em geral, são idosos, mulheres e camponeses das regiões montanhosas. Entre os idosos, há muitos que não frequentam regularmente as escolas de língua coreana, por considerarem desnecessário aprender na velhice; entre as mulheres, submetidas aos velhos costumes feudais, há muitos casos em que consideram uma vergonha frequentar as aulas. É necessário realizar um trabalho eficaz de esclarecimento e propaganda entre esses idosos e essas mulheres, para que compreendam devidamente o significado do movimento de alfabetização e aprendam ativamente a ler e escrever.

Naturalmente, não é fácil ensinar os mais idosos e as mulheres que permanecem confinadas em suas casas. Não haverá êxito se vocês tentarem ensinar-lhes as letras da mesma maneira que aos jovens. Devem ensiná-las utilizando métodos adequados às condições reais dessas pessoas, despertando seu interesse pelos estudos. É indispensável que, no seio da família, os filhos ajudem os pais, o marido ajude a esposa e cada pessoa alfabetizada ensine, com responsabilidade, uma pessoa analfabeta. Assim, todos deverão aprender a ler e escrever em nosso alfabeto.

Além disso, é necessário continuar instruindo os concluintes das escolas de língua coreana, a fim de consolidar ainda mais os êxitos alcançados na campanha de alfabetização.

Vocês devem ter em mente que até mesmo uma pessoa alfabetizada pode voltar a ser analfabeta se não continuar estudando. É difícil aprender o alfabeto, mas é fácil esquecê-lo. Por isso, é necessário prestar especial atenção para evitar que aqueles que foram alfabetizados voltem à ignorância.

Pretendemos concluir completamente o trabalho de alfabetização em pouco tempo, elevar o ensino de adultos a uma etapa superior e, além disso, colocar em vigor, em 1950, o sistema de ensino primário geral obrigatório, para que todos os trabalhadores adquiram os conhecimentos gerais correspondentes aos dos concluintes do ensino primário. Devemos criar mais escolas de língua coreana e escolas para adultos e ampliar a educação destes, a fim de erradicar o analfabetismo e, ao mesmo tempo, fazer com que os alfabetizados continuem seus estudos nas escolas para adultos.

Desejo que vocês alcancem êxitos ainda maiores no trabalho de alfabetização, demonstrando elevado espírito patriótico e grande entusiasmo pela construção do país.

Devem transformar-se em poderosas forças armadas populares que salvaguardem os interesses da pátria e do povo

Discurso do camarada Kim Il Sung em uma conferência de oficiais da Brigada de Segurança do Departamento do Interior

11 de maio de 1948

Camaradas:

É para mim uma grande alegria ver hoje diretamente a enérgica atividade que vocês desenvolvem, unidos como um só com os soldados e cabos, para criar uma boa brigada de segurança, em condições nas quais sofremos tanta escassez e enfrentamos tantas dificuldades.

Para nós, que estamos no caminho da construção de um Estado soberano e independente, nada foi mais importante do que a criação de forças armadas populares para defender os interesses da pátria e do povo. Por essa razão, há pouco organizamos o Exército Popular e a brigada de segurança, apesar de carecermos de armas e de nos encontrarmos, em diversos aspectos, numa situação difícil. Nosso Exército precisa resolver as questões relativas ao vestuário, à alimentação e ao alojamento, além de se equipar com armamentos produzidos nacionalmente, embora essa produção seja insuficiente. Não é nada fácil manter um exército moderno em condições nas quais a capacidade produtiva do país ainda não é suficiente.

Em nome do Comitê Popular da Coreia do Norte, agradeço a todos os oficiais, cabos e soldados, sob o comando do chefe da Brigada, por terem superado todos os contratempos e vicissitudes, travando uma luta valente com seu fervoroso entusiasmo patriótico juvenil e organizado tão magnificamente sua brigada, como podemos ver hoje.

Podemos dizer que agora já foram lançadas as bases do corpo de forças do Interior.

Este tem uma missão um tanto diferente daquela do Exército Popular.

Caso ecloda uma guerra, caberá ao Exército Popular desempenhar o papel principal na defesa do país contra a agressão armada dos invasores estrangeiros.

Diferentemente disso, compete às forças do Interior proteger diariamente o Estado, nosso poder e os interesses do povo contra a agressão de todos os inimigos internos e externos.

Por serem um corpo destinado a realizar ações cotidianas, as forças do Interior devem, antes de tudo, estar bem preparadas politicamente para cumprir de bom grado seu dever. Em outras palavras, essas forças devem estar ideologicamente preparadas para lutar com abnegação, em qualquer lugar e a qualquer momento, pela pátria e pelo povo. Vocês devem ser soldados e oficiais sempre dispostos a combater nos postos destinados à defesa do povo e a dar a vida, sem hesitação e a qualquer momento, pela pátria e pelo povo. Somente quando estiverem bem preparados poderão mobilizar-se a qualquer momento e derrotar o inimigo.

Se as forças do Interior não desempenharem devidamente seu papel, o Exército Popular, por mais poderoso que seja, não poderá salvaguardar o país nem defender o poder diante do inimigo.

Em tempos de paz, as forças do Interior devem manter a ordem no país; em tempos de guerra, devem garantir que o Exército Popular disponha de tempo suficiente para partir para a frente de combate, assegurar que todo o povo, unido como um só, ajude a frente e, assim, criar as condições para que o Exército Popular alcance a vitória.

Camaradas:

Ao vê-los hoje realizar o desfile, a ginástica e os exercícios de combate corpo a corpo, fiquei firmemente convencido de que, no futuro, a brigada alcançará progressos ainda maiores. Contudo, vocês não devem se vangloriar nem um pouco disso, mas continuar trabalhando incansavelmente para tornar a brigada de segurança ainda melhor e mais poderosa.

Gostaria de lhes apresentar as seguintes tarefas:

Primeiro: devem aprender táticas hábeis e saber movimentar-se com agilidade no combate.

Se quiserem derrotar qualquer inimigo, devem saber aplicar infalivelmente táticas hábeis e movimentar-se com agilidade no combate. O exército precisa saber aplicar táticas hábeis para aniquilar muitos inimigos com poucas forças.

Os inimigos do povo estão sempre procurando oportunidades para nos atacar de surpresa, recorrendo a todo tipo de artimanhas. Por isso, nosso Exército deve dispor sempre de táticas superiores às do inimigo. Em particular, as forças do Interior podem frequentemente se deparar com situações em que um ou alguns de seus homens se chocam inesperadamente com um inimigo numericamente superior e precisam agir de maneira independente, sem dispor de tempo suficiente para receber ordens de alguém ou recorrer à inteligência coletiva.

Por isso, ao mesmo tempo que realizamos intensamente treinamentos de acordo com os regulamentos de combate, devemos aprender as melhores táticas da guerrilha dos tempos da Luta Armada Antijaponesa e estudar a história e as experiências de guerra de todos os países do mundo, para estarmos sempre prontos a combater e derrotar o inimigo com táticas hábeis e grande mobilidade de combate, por mais complicadas e difíceis que sejam as condições.

Segundo: o exército deve ter excelente pontaria.

Ainda que disponha de táticas hábeis e grande mobilidade de combate, isso não servirá para nada se não aniquilar o adversário. Será como um falcão que, por mais que voe, de nada servirá se não caçar faisões. Além de cercar o inimigo e romper seu cerco, é preciso saber também tirá-lo de combate. Consequentemente, todos os militares, desde os oficiais até os soldados, devem ser bons atiradores.

As forças do Interior não travam batalhas coletivas com grandes unidades, mas, em muitos casos, enfrentam combates individuais em proporções de um contra um, um contra três, um contra dez... Por isso, devem saber atirar melhor do que o Exército Popular. Para vencer uma batalha desse tipo, precisam, antes de tudo, superar o inimigo. Se alguém errar o tiro, ficará exposto a ser morto pelo inimigo. Nesse caso, não poderá defender o posto que ocupa, muito menos a própria vida.

Por isso, as forças do Interior devem ter boa pontaria, a fim de aniquilar o inimigo com o primeiro disparo, em quaisquer condições.

Ouvi dizer que vocês sabem atirar bem, mas não devem ficar satisfeitos com a técnica que possuem hoje. Pelo contrário, devem aperfeiçoá-la com dedicação durante os treinamentos e tornar-se excelentes atiradores.

Terceiro: devem preparar-se fisicamente.

Por mais hábeis que sejam taticamente e certeiros na pontaria, se não conseguirem aproximar-se corajosamente do inimigo nem se movimentar livremente diante dele, não poderão derrotá-lo em combate. Somente quando tiverem uma robusta constituição física poderão aproximar-se dos inimigos e movimentar-se livremente diante deles. Por isso, devem preparar-se fisicamente dia e noite. Para esse fim, devem praticar vigorosamente a ginástica com aparelhos e outros exercícios e, ao mesmo tempo, aproveitar os treinamentos de combate.

Desse modo, devem possuir táticas hábeis, pontaria impecável e a força física necessária para garantir ambas.

Quarto: para serem bons militares, essas três qualidades são indispensáveis, mas é ainda mais necessária uma sólida formação política.

Na verdade, não se pode chamar de excelente militar alguém que não tenha consciência política, mesmo que demonstre grande habilidade tática, tenha boa pontaria e esteja fisicamente preparado. A qualidade mais importante de um militar é possuir consciência de classe operária e fidelidade infinita à pátria e ao povo.

O exército poderá demonstrar grande capacidade de combate quando estiver imbuído de um amor infinito à pátria e de um ódio ardente ao inimigo.

Camaradas:

Vocês, que integram a primeira brigada das forças do Interior, têm a honra de constituir a estrutura e a base dessas forças. Tendo essa brigada como estrutura e núcleo, as forças do Interior crescerão e se fortalecerão ainda mais no futuro.

Vocês devem fazer esforços incessantes no treinamento e no estudo para cumprir esse honroso dever. Além de se tornarem hábeis nas táticas e no tiro e de se prepararem fisicamente, devem empenhar-se constantemente em elevar sua formação política.

Para cumprir bem todas essas tarefas, devem estabelecer a disciplina e a ordem no exército e observá-las rigorosamente. A disciplina e a ordem são a própria vida do exército. Um exército indisciplinado é tão impotente quanto um bando de corvos.

Estabelecer a ordem não é uma questão meramente formal. A ordem revela o estado ideológico do coletivo. Ela é necessária para transformar a ideologia e a consciência das pessoas e mobilizá-las vigorosamente em prol de um único objetivo.

Quando travávamos a luta de guerrilhas contra os imperialistas japoneses, estes recorreram à tática de minar nossas fileiras por dentro para acabar com os guerrilheiros. Infiltravam seus lacaios nas fileiras dos guerrilheiros para destruir sua unidade ideológica e enfraquecer seu ânimo, difundindo rumores, criando divisões entre os camaradas e minando a disciplina e a ordem.

Entretanto, como nossos guerrilheiros estavam imbuídos de ideias patrióticas revolucionárias, bem unidos e coesos, e mantinham sempre uma disciplina e uma ordem férreas, puderam distinguir corretamente os amigos dos inimigos e desferir golpes esmagadores contra estes, sem se deixarem enganar por suas artimanhas destinadas a semear a discórdia.

Embora vocês não tenham servido no exército durante o período do imperialismo japonês, todos ainda conservam em suas mentes resquícios ideológicos desse imperialismo. Por conseguinte, devem esforçar-se incessantemente para eliminar o quanto antes esses vestígios ideológicos e acatar conscientemente a disciplina e a ordem.

Nossa disciplina e nossa ordem devem ser mantidas, em qualquer circunstância, com base na elevada disposição patriótica dos militares, e de maneira alguma por meio da coerção. Os oficiais devem ser rigorosos com os soldados no trabalho, mas valorizá-los e cuidar bem deles na vida cotidiana. Nossos soldados alistaram-se, deixando para trás suas aldeias natais, seus pais e seus irmãos, com o único desejo de defender os interesses da pátria e do povo. Por isso, para eles, o exército é sua família, e os oficiais são seus irmãos mais velhos. Afinal, em quem os soldados deverão confiar, senão nos oficiais?

Os oficiais devem valorizar e cuidar dos soldados como se fossem seus irmãos mais novos. Então, estes os respeitarão e confiarão ainda mais em vocês. Assim, nossos oficiais e soldados devem viver em harmonia, unidos como membros de uma só família. Esse nobre amor entre camaradas é uma das características mais valiosas que nosso exército possui desde sua fundação.

Por último, para serem excelentes oficiais, é muito importante estudar com afinco.

Os oficiais precisam dar respostas adequadas a todas as questões que surgirem em suas unidades e saber tomar decisões justas. No campo de batalha, devem avaliar corretamente a situação, que muda a cada hora e a cada minuto, e tomar medidas acertadas no momento oportuno. Se avaliarem corretamente a situação do inimigo, poderão escapar de qualquer situação mortal; caso contrário, acontecerá o inverso. Por isso, os oficiais precisam, especialmente, ter capacidade de avaliação e determinação. Essas qualidades só podem ser desenvolvidas por meio de esforços incansáveis e treinamentos incessantes para adquirir conhecimentos militares.

Na Antiguidade, um general disse: "Quem sua muito durante o treinamento derrama pouco sangue no combate." Esse ditado é inteiramente justo. Somente quando alguém treina com afinco e aprende muito em tempos de paz poderá entrar rapidamente em ação em situações de emergência e cumprir magnificamente seu dever.

Para concluir, expresso mais uma vez minha calorosa gratidão a todos os militares por terem preparado, com seus esforços abnegados, a brigada tão bem como está hoje, e desejo que trabalhem ainda mais ativamente para cumprir seu papel como estrutura fundamental das forças do Interior.

Declaração histórica que anunciou um novo começo da revolução coreana

O dia 17 de outubro de 1926 foi uma data significativa que anunciou um novo começo da revolução coreana.

Quando ainda era adolescente e estudava na Escola Uisuk Hwasong, o grande Líder camarada Kim Il Sung fundou a União para Derrotar o Imperialismo (UDI), a primeira organização revolucionária comunista da Coreia, junto com jovens comunistas de uma nova geração.

Na reunião inaugural da UDI, ele apresentou um informe intitulado "Derrubemos o imperialismo". Nele, declarou solenemente: Enquanto o imperialismo não for destruído, é impossível falar de um desenvolvimento livre das nações e da felicidade das massas trabalhadoras oprimidas. Devemos destruir os saqueadores imperialistas japoneses e conquistar a independência da Coreia, a fim de garantir a liberdade e a felicidade de nosso povo. Além disso, devemos realizar a sagrada causa da destruição do imperialismo em todo o mundo, para que as massas trabalhadoras oprimidas de todo o planeta possam levar uma vida livre e feliz.

A fundação da UDI foi uma declaração de combate decisivo para destruir o imperialismo japonês e de enfrentamento ao imperialismo em escala mundial.

A tarefa imediata da UDI era derrotar o imperialismo japonês e conquistar a libertação e a independência da Coreia, enquanto seu objetivo final era construir o socialismo e o comunismo na Coreia e, além disso, destruir todo o imperialismo e construir o comunismo em todo o mundo.

A fundação da UDI inaugurou uma nova era, na qual o movimento coreano de libertação nacional antijaponês rompeu com a velha geração, impregnada de servilismo às grandes potências e dogmatismo, e avançou com base no princípio da independência.

A UDI foi a primeira organização revolucionária genuína do tipo Juche na Coreia, e sua fundação constituiu o ponto de partida da luta pela criação de um partido de novo tipo da classe operária, um partido revolucionário.

Sim Chol Yong

Naenara

Explorando um novo caminho

Em meados de junho de 1926, o grande Líder camarada Kim Il Sung ingressou na Escola Uisuk Hwasong.

A escola era uma instituição militar e política de dois anos, fundada por nacionalistas coreanos no início de 1925, com o objetivo de formar quadros para o Exército da Independência.

Enquanto estudava na escola, o camarada Kim Il Sung compreendeu que, embora seus professores falassem muito sobre a luta contra o Japão e pela independência nacional, seus métodos de luta eram anacrônicos. Ainda na adolescência, ele começou a explorar um novo caminho, diferente daquele seguido por eles.

Ele se esforçava para encontrar respostas a questões como a maneira de derrotar o imperialismo japonês e recuperar o país, quem era o inimigo e quem poderia ser aliado na luta pela libertação do país, e qual caminho deveria ser seguido para construir o socialismo e o comunismo após a conquista da independência nacional.

Além disso, discutia frequentemente com seus colegas de estudo as novas correntes de pensamento.

Nesse processo, decidiu abrir um novo caminho rumo à libertação nacional. Reunia-se frequentemente com estudantes progressistas para trocar opiniões sobre o Manifesto do Partido Comunista e outros livros semelhantes que haviam lido, assegurando-se de que chegassem a um consenso sobre a revolução coreana.

Ao mesmo tempo, dedicou-se inteiramente a conquistar camaradas com os quais pudesse compartilhar a vida e a morte. Fez amizade com muitos jovens que haviam ingressado na escola com o objetivo de participar do movimento antijaponês. Entre eles estavam Choe Chang Gol, Kim Ri Gap, Ri Je U, Kang Pyong Son, Kim Won U e Pak Kun Won.

Decidiu fundar com eles uma nova organização e impulsionou ativamente essa tarefa. Em uma reunião realizada no final de setembro de 1926, enfatizou a necessidade de criar uma organização e, em 10 de outubro, convocou uma reunião preliminar dos principais elementos que havia formado, a fim de discutir o nome da organização, seu caráter, seu programa de luta e seu regulamento. Com esses preparativos, em 17 de outubro de 1926, fundou a União para Derrotar o Imperialismo, uma organização revolucionária de novo tipo e a primeira de sua espécie na Coreia, composta por uma nova geração de jovens comunistas.

O dia 17 de outubro deste ano marca o centenário da fundação da União para Derrotar o Imperialismo.

Kim Song

Naenara

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

A criação da ideia orientadora da revolução, a Ideia Juche


Para desenvolver vigorosamente o movimento comunista e a luta de libertação nacional em nosso país, era urgentemente necessário estabelecer uma ideia orientadora correta para a revolução.

Somente com base em uma ideia orientadora correta é possível estabelecer adequadamente a linha, a estratégia e as táticas da revolução, bem como conduzir com confiança as massas populares pelo caminho reto da vitória, sem qualquer desvio.

Para que a ideia orientadora da revolução manifeste sua verdadeira força vital, ela deve refletir com exatidão as exigências da época e as aspirações das massas populares, além de indicar cientificamente o caminho para realizar a independência do ser humano.

Embora a luta de libertação nacional antijaponesa e o movimento comunista tenham começado cedo em nosso país, durante certo período eles não puderam se desenvolver na direção correta, o que estava intimamente relacionado, sobretudo, à ausência de uma ideia orientadora correta e de uma estratégia e táticas adequadas.

A tarefa histórica de estabelecer uma ideia orientadora correta para a Revolução Coreana foi gloriosamente resolvida quando o estimado Líder canarada Kim Il Sung criou a grande Ideia Juche.

Na época em que o grande Líder assumiu a vanguarda da revolução, ocorria uma nova transformação na luta da classe operária e das massas populares contra a exploração e a opressão. No cenário mundial, fortalecia-se a influência do socialismo, que havia triunfado pela primeira vez, enquanto se intensificavam rapidamente a luta revolucionária da classe operária e as lutas de libertação dos povos dos países coloniais e semicoloniais. Em particular, expandia-se rapidamente a luta dos povos dos países orientais, inclusive do nosso país, pela libertação nacional e de classe. Desse modo, aproximava-se uma nova época, na qual o movimento revolucionário se desenvolvia de maneira ampla e diversificada em escala mundial.

Para fazer a revolução avançar nas novas condições históricas, a classe operária e os povos de cada país precisavam ter consciência de que eram os protagonistas da revolução e resolver, com as próprias forças e de acordo com as condições de seu país, todos os problemas que surgissem no movimento revolucionário. Em nosso país, devido às particularidades do desenvolvimento histórico e à complexidade e às dificuldades da revolução, essa questão assumiu uma importância especial, exigindo urgentemente que o próprio povo abrisse, de maneira independente e criativa, o caminho da revolução.

A Ideia Juche foi criada precisamente com base nessas exigências práticas.

A Ideia Juche foi criada com base no estudo criativo das teorias revolucionárias existentes e na experiência independente da prática revolucionária, especialmente em meio à intensa luta ideológica contra os nacionalistas empedernidos e os marxistas de fachada.

O grande Líder camarada Kim Il Sung ensinou:

“Observando esses dois fenômenos no movimento de libertação nacional e no movimento comunista da Coreia — a intensa luta faccional e o distanciamento das massas populares por parte das pessoas da cúpula —, sentimos profundamente que não se podia fazer a revolução dessa maneira. Compreendemos claramente que devíamos entrar no meio das massas populares, apoiar-nos nelas e travar a luta; que cada um devia resolver seus próprios problemas por si mesmo; e que, se lutássemos bem por nossas próprias forças, não importava se recebêssemos ou não o reconhecimento dos outros.

Esses dois aspectos mencionados acima causaram um grande impacto no desenvolvimento de meu pensamento revolucionário. A partir de então, passamos a enfatizar que as massas populares são as protagonistas da revolução e que, por isso, devemos entrar no meio delas; que, independentemente de alguém nos reconhecer ou não, se assumirmos a responsabilidade pela revolução de nosso país e a impulsionarmos de maneira independente, poderemos naturalmente receber a simpatia, o reconhecimento e a ajuda de outros países. Podemos dizer que esse foi o ponto de partida de nossa Ideia Juche.” (Obras de Kim Il Sung, vol. 27, pp. 423–424.)

O grande Líder camarada Kim Il Sung percebeu com perspicácia duas contradições essenciais particularmente graves presentes entre os nacionalistas e os marxistas de fachada da época.

A primeira era que aqueles que afirmavam conduzir o movimento comunista e a luta de libertação nacional se afastavam das massas, reunindo-se apenas entre alguns membros da cúpula para discutir teorias, sem se empenhar efetivamente em mobilizar as massas para o movimento revolucionário. Distanciados das massas, disputavam o poder entre si e travavam apenas batalhas de palavras, recorrendo a argumentos sofísticos sem qualquer relação com a luta revolucionária concreta.

Em vez de enfatizar a necessidade de lutar intransigentemente contra o imperialismo japonês, alguns integrantes da cúpula do movimento nacionalista afirmavam que o “movimento de fortalecimento do poder nacional por meio da promoção da educação e da indústria” era “o caminho mais rápido para alcançar a independência”. Já os marxistas de fachada, sem considerar as relações entre as classes sociais em nosso país e apegando-se exclusivamente a fórmulas teóricas estabelecidas, limitavam-se a discussões vazias, afirmando que era necessário realizar uma revolução proletária ou uma revolução burguesa.

Por meio do confronto direto com os nacionalistas antiquados e os marxistas de fachada, bem como de estudos, debates e conferências entre os jovens estudantes e da publicação de materiais impressos, o grande Líder denunciou e criticou reiteradamente esses fenômenos. Demonstrou que não era possível desenvolver efetivamente o movimento comunista e a luta de libertação nacional se alguns integrantes da cúpula permanecessem afastados das massas populares, ocupando-se apenas de discussões vazias. Ao mesmo tempo, enfatizou que as massas populares são as protagonistas da revolução e que somente quando elas se levantam é possível alcançar a vitória na luta revolucionária; destacou também que a base fundamental para resolver todos os problemas reside nas próprias massas populares. Assim, orientou os jovens comunistas da nova geração a se integrarem profundamente às massas e a conduzirem a luta revolucionária apoiando-se nelas.

Dessa maneira, o grande Líder esclareceu e pôs em prática o princípio revolucionário segundo o qual as massas populares são as protagonistas da revolução e, portanto, para impulsioná-la, é necessário integrar-se a elas, educá-las, organizá-las e mobilizá-las. Esse foi um dos pontos de partida da Ideia Juche.

A outra contradição fundamental dos nacionalistas e dos marxistas de fachada era a intensa luta faccional e a forte tendência ao servilismo às grandes potências.

Naquela época, o faccionalismo e o servilismo às grandes potências manifestavam-se intensamente no movimento de libertação nacional antijaponesa e no movimento comunista de nosso país, obstruindo o avanço da revolução.

Repetindo os maus hábitos do servilismo às grandes potências e das lutas faccionais que haviam levado o país à ruína no passado, os nacionalistas e os marxistas de fachada sequer pensavam em fazer a revolução com as próprias forças, alimentando a ilusão de conquistar a independência mediante a dependência de forças estrangeiras.

Naquela época, aqueles que afirmavam conduzir o movimento comunista criavam seus próprios partidos e percorriam o caminho até a Internacional Comunista para obter seu reconhecimento. Em vez de partir das condições históricas e da realidade concreta de nosso país, que era uma sociedade colonial semifeudal, procuravam imitar mecanicamente as teorias estabelecidas e as experiências alheias.

Como o servilismo às grandes potências e o dogmatismo exerciam uma influência tão intensa, não era possível abrir adequadamente o caminho da revolução.

O grande Líder extraiu profundas lições das consequências do servilismo às grandes potências e do dogmatismo. Criticou severamente as lutas faccionais e as tendências servis dos nacionalistas e dos marxistas de fachada, denunciando incisivamente que depender de forças estrangeiras e buscar o reconhecimento alheio era uma vergonha para a nação coreana. Enfatizou que o movimento revolucionário não se faz obtendo a aprovação de terceiros, mas seguindo as próprias convicções; que cada um deve resolver seus próprios problemas de maneira independente e criativa; e que, quando alguém conduz bem sua luta, os outros acabam naturalmente por reconhecê-lo.

Assim, o grande Líder esclareceu um novo princípio revolucionário: cada país deve assumir a responsabilidade por sua própria revolução e impulsioná-la de maneira independente e criativa. Esse foi outro ponto de partida da Ideia Juche.

Desse modo, o grande Líder não se limitou a aplicar o marxismo-leninismo à prática da Revolução Coreana, mas, partindo de uma posição firmemente independente, abriu novos horizontes na teoria revolucionária e criou a Ideia Juche, uma nova ideia revolucionária que refletia com precisão as exigências da nova época e da Revolução Coreana.

A Ideia Juche é a ideia de que as massas populares são as protagonistas da revolução e da construção e de que a força que impulsiona a revolução e a construção também reside nas massas populares. Em outras palavras, é a ideia de que cada pessoa é dona de seu próprio destino e de que a força para forjá-lo também reside nela mesma.

A criação da Ideia Juche foi, verdadeiramente, um grandioso acontecimento histórico que provocou uma transformação fundamental no desenvolvimento da Revolução Coreana.

Com a criação da Ideia Juche, foram inteiramente superadas as limitações e fraquezas do movimento comunista inicial e da luta de libertação nacional em nosso país, que haviam sofrido fracassos e reveses por não disporem de uma ideia orientadora correta. Abriu-se, assim, uma nova era da Revolução Coreana, guiada pela Ideia Juche.

Ao iluminar brilhantemente o caminho da revolução, a Ideia Juche permitiu que a Revolução Coreana superasse dificuldades e provações acumuladas e avançasse vitoriosamente pelo árduo caminho da luta. Também possibilitou que nosso povo prosseguisse com confiança por um novo caminho revolucionário, jamais percorrido por outros povos.

A criação da Ideia Juche foi um acontecimento histórico decisivo, de enorme importância também para o movimento comunista internacional e o desenvolvimento da revolução mundial.

Com a criação da imortal Ideia Juche, centenas de milhões de pessoas em todo o mundo receberam uma poderosa arma ideológica e teórica, que lhes permitiu travar vigorosamente a luta revolucionária pela realização da independência, com elevada consciência de serem donas de seu próprio destino e firme confiança na vitória.

Com a criação da Ideia Juche, abriu-se na história da humanidade uma nova era da revolução, baseada no princípio da independência: a era do Juche.

História do Partido do Trabalho da Coreia, Seção 3, páginas 19 a 23, Editora do Partido do Trabalho da Coreia

OTAN cria um novo foco de conflito

Recentemente, entre os países membros da OTAN, têm surgido vozes defendendo o bloqueio da região de Kaliningrado, território russo. Chegou-se até mesmo ao absurdo de afirmar que as bases russas de defesa antiaérea e de mísseis ali localizadas serão reduzidas a escombros.

O ministro da Defesa da Estônia falou abertamente sobre as "vantagens de uma guerra preventiva" contra a Rússia.

A região de Kaliningrado situa-se no extremo ocidental da Rússia, longe do território continental do país, e faz fronteira com a Polônia e a Lituânia. Para que os cerca de um milhão de habitantes dessa região viajem para o território continental russo, ou para que os cidadãos russos que vivem no território continental cheguem por via terrestre a Kaliningrado, é indispensável passar pela Lituânia, pela Polônia ou pela Bielorrússia. Trata-se, literalmente, de uma região com uma localização peculiar. Atualmente, Kaliningrado está sob a "atenção especial" da OTAN.

A OTAN está elaborando planos concretos para isolar essa região nos planos militar e político. Realiza incessantemente exercícios militares agressivos e aperfeiçoa diversos cenários de ataque, incluindo o bloqueio de Kaliningrado, o isolamento dos portos russos no mar Báltico e a mobilização de forças armadas. Também promove iniciativas para que o exército ucraniano transmita às forças da OTAN a experiência adquirida em combates reais contra o exército russo.

Os países vizinhos da Rússia estão reforçando suas tropas, elevando os gastos militares a níveis sem precedentes e ampliando suas infraestruturas militares. No ano passado, as despesas militares dos países membros da OTAN totalizaram 1,5 trilhão de dólares. Segundo avaliações de especialistas, caso essa tendência persista, o montante poderá atingir 6,6 trilhões de dólares em 2035. A construção de novas instalações da indústria bélica avança rapidamente, enquanto se promove a integração de tecnologias e invenções civis de uso duplo à indústria de defesa.

Desde maio do ano passado, a 45ª Brigada Blindada do Exército Federal Alemão está estacionada na Lituânia, país que faz fronteira com a região de Kaliningrado.

A OTAN pretende concluir até 2030 os preparativos para um confronto com a Rússia. Em abril passado, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Bélgica declarou que, graças aos ucranianos estarem derramando sangue para ganhar tempo, ainda dispõem de alguns anos de margem.

Como se pode ver, a obsessão confrontacionista antirrussa da OTAN atingiu seu extremo. Sob o desígnio sinistro de estender o incêndio da guerra às profundezas do território continental russo, a OTAN forneceu armas de ataque de longo alcance aos seus fantoches ucranianos e os instigou a atacar o território russo. Agora que isso não produziu resultados significativos, procura criar um novo foco de conflito.

A recente declaração do primeiro-ministro da Eslováquia, segundo a qual alguns belicistas da OTAN estão tentando, mesmo que tenham de pagar um preço, transformar a guerra na Ucrânia em um confronto entre a Rússia e a OTAN, foi feita tendo isso em vista.

A Rússia está respondendo resolutamente às perigosíssimas movimentações da OTAN.

Já manifestou sua determinação de tomar todas as medidas necessárias para defender seu território caso ocorra uma tentativa de separar Kaliningrado da Rússia. A posição russa é que não ameaça os países europeus nem tem intenção de fazê-lo, mas, se a Europa atacar seu país, isso dará origem a uma guerra de natureza completamente diferente, extremamente breve.

A questão de Kaliningrado, que se torna cada vez mais aguda, está elevando drasticamente a possibilidade de um confronto armado direto entre a Rússia e a OTAN. O perigo de eclosão de uma nova guerra mundial está aumentando.

A conduta anacrônica da OTAN pode provocar consequências catastróficas irreversíveis.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun 

Esforços ativos da China para garantir a estabilidade social

Recentemente, o presidente chinês Xi Jinping emitiu importantes instruções sobre a construção de um país no qual a estabilidade social seja garantida em um nível mais elevado.

Ele declarou que, desde o 18º Congresso do Partido, foram alcançados resultados notáveis na construção de uma China pacífica e que a situação de estabilidade social se consolidou ainda mais, fazendo da China um dos países mais seguros do mundo. Ao mesmo tempo, enfatizou que é necessário fortalecer o sistema de segurança nacional, elevar o nível de gestão da segurança pública e aperfeiçoar o sistema de governança social, garantindo o desenvolvimento estável e duradouro da modernização socialista.

A tarefa fundamental da construção de uma China pacífica consiste em prevenir e eliminar diversos tipos de riscos, incluindo a defesa da segurança política do Estado.

Desde o início deste ano, intensificaram-se os esforços do Partido e do governo da China para construir um Estado socialista estável e próspero.

Na reunião do Comitê Permanente do Bureau Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, realizada em janeiro passado, enfatizou-se que, diante das mudanças profundas e complexas no ambiente de desenvolvimento do país, é necessário assegurar firmemente a liderança unificada do Partido e proporcionar garantias fundamentais para a construção da modernização socialista.

Na 4ª sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, realizada em março, foi aprovada uma resolução que exortou a manter, durante o novo período do plano quinquenal, a orientação geral de buscar o desenvolvimento em meio à estabilidade, estabilizar e melhorar continuamente as condições de vida do povo e lutar para que todo o povo se una ainda mais firmemente em torno do Partido e impulsione integralmente a construção de uma grande potência e a causa do rejuvenescimento nacional.

Garantir a segurança nacional e a estabilidade social constitui uma condição prévia e uma importante garantia para a execução bem-sucedida do novo plano quinquenal.

O governo chinês está envidando esforços persistentes para proporcionar condições de vida tranquilas ao povo, dedicando atenção à estabilização do emprego, das empresas e dos mercados, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento dos setores da educação e da saúde, aumenta a produção agrícola e estabiliza os preços dos produtos agrícolas.

Também atribui grande importância à segurança no trabalho, à segurança alimentar e farmacêutica e à prevenção de desastres.

O Partido e o governo da China têm enfatizado repetidamente a necessidade de realizar adequadamente todas as tarefas relacionadas à prevenção e à redução dos danos causados por desastres e às operações de socorro, a fim de proteger a vida e o patrimônio do povo e garantir a estabilidade geral da sociedade.

Já foi emitida uma circular do Gabinete-Geral do Comitê Central do Partido e do Gabinete-Geral do Conselho de Estado, que exige manter os princípios de colocar o povo e a vida humana acima de tudo e dedicar todos os esforços à prevenção de inundações e ao combate à seca.

A China continua impulsionando vigorosamente os esforços para garantir firmemente a segurança e a ordem pública e construir integralmente um Estado socialista modernizado.

Rodong Sinmun