A voz do povo de 1945
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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Sobre a fundação do Partido do Trabalho da Coreia do Norte e o problema da criação do Partido do Trabalho da Coreia do Sul
História da nossa família
Família de Kim Pyong Suk
A família de Kim Pyong Suk representa a tradição de dedicação à ciência e à educação. Formada por professores, pesquisadores e cientistas, construiu sua trajetória unindo o desenvolvimento científico ao serviço prestado ao país, transmitindo esses valores às gerações seguintes.
Kim Pyong Suk e seu marido, Jang Chol Gu, apoiaram-se mutuamente ao longo de toda a vida profissional. Enquanto desenvolviam pesquisas e atuavam como docentes, enfrentaram as dificuldades impostas pelas constantes viagens de trabalho e pelas responsabilidades familiares, mantendo o compromisso com suas atividades científicas.
Os dois filhos cresceram nesse ambiente de disciplina, estudo e patriotismo, seguindo os caminhos dos pais. Um tornou-se cientista militar e o outro educador militar, preservando a tradição familiar de colocar o conhecimento a serviço do país.
A história da família enfatiza que o verdadeiro amor familiar se fortalece pelo apoio mútuo, pelo compromisso com a pátria e pela continuidade dos valores transmitidos entre pais e filhos, fazendo da ciência e da educação um legado de várias gerações.
Família de Choe Chun Ryong
A família de Choe Chun Ryong é apresentada como um exemplo de quatro gerações dedicadas ao apoio ao Exército Popular. Desde a luta antijaponesa, seus membros mantiveram a tradição de contribuir para a defesa do país por meio de diversas formas de assistência aos guerrilheiros e aos soldados.
Ao longo das gerações, a família produziu alimentos, criou animais destinados às unidades militares, visitou soldados, registrou suas atividades em fotografias e preservou um diário que documentava o trabalho de apoio ao exército, transformando essas ações em uma tradição familiar.
Choe Chun Ryong e sua esposa, Sim Un Hui, deram continuidade a esse legado mesmo diante das dificuldades da vida cotidiana, educando seus filhos segundo os mesmos princípios recebidos de seus pais e avós. O exemplo dos antepassados serviu como referência para manter viva essa missão.
A trajetória da família destaca a transmissão intergeracional do patriotismo, mostrando como o compromisso com a defesa da pátria foi incorporado ao modo de vida da família e preservado como um patrimônio moral passado de pais para filhos.
Família de Cha Kyong Hui
Televisão Central da Coreia
Ordem Especial
Em 26 de janeiro de 1952, quando a Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950–27 de julho de 1953) estava em pleno curso, foi emitida uma ordem do Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia às unidades do EPC em todos os níveis para que fossem convocados de volta os militares que haviam frequentado universidades e faculdades antes de ingressarem no exército.
Tratava-se de uma ordem especial do grande Líder camarada Kim Il Sung, que já planejava a reconstrução do pós-guerra e o desenvolvimento futuro do país, afirmando que a guerra terminaria certamente com a vitória da RPDC.
Assim, os antigos estudantes retornaram da frente de batalha para suas instituições de ensino em um momento em que intensos combates ainda prosseguiam na frente de batalha.
O camarada Kim Il Sung elogiou altamente seus feitos de combate ao visitar, em abril de 1952, a Universidade Kim Il Sung, transferida para a então localidade de Paeksong-ri, no condado de Sunchon, província de Phyongan Sul. Ressaltando a necessidade de compreender a intenção do Partido ao convocar de volta os estudantes da guerra travada com tanta dureza e de estudar com ainda mais empenho para alcançar melhores resultados acadêmicos, ele afirmou que, dali em diante, eles deveriam lutar na frente dos estudos e que estudar também era uma batalha.
Os soldados-estudantes estudaram arduamente, superando todas as dificuldades e, muitas vezes, passando as noites em claro com o mesmo espírito de luta demonstrado na frente de combate.
Os estudantes que se destacaram pelo desempenho acadêmico receberam a Bolsa Kim Il Sung, instituída pelo Decreto nº 64 do então Conselho de Ministros, de 3 de abril de 1952.
Os estudantes que estudaram sob essa ordem especial desempenharam seu papel na realização bem-sucedida da reconstrução do pós-guerra e da subsequente revolução socialista.
Kim Wi Hyok
Título Instituído em Tempo de Guerra
A história da Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950–27 de julho de 1953) é adornada pelos feitos e méritos realizados pelo povo da retaguarda, bem como por numerosos heróis de combate que dedicaram sua juventude e suas vidas à luta para defender sua pátria da invasão armada dos imperialistas estadunidenses.
Certo dia de abril de 1951, o grande Líder camarada Kim Il Sung chamou um funcionário do Presidium da Assembleia Popular Suprema e lhe disse que o povo da retaguarda trabalhava com abnegação, dia e noite, para assegurar a produção em tempo de guerra mesmo em condições tão difíceis, e que um título de herói também deveria ser concedido a eles, assim como aos militares que haviam realizado feitos notáveis na guerra.
Ele deu nome ao título, dizendo que seria apropriado chamá-lo de Herói do Trabalho, já que o título concedido aos heróis de combate havia sido instituído como Herói da RPDC.
Foi assim que o título de Herói do Trabalho foi instituído na RPDC.
O jornal Rodong Sinmun de 22 de julho de 1951 publicou em sua primeira página um decreto do Presidium da Assembleia Popular Suprema sobre a instituição do título de Herói do Trabalho, a mais alta honraria do país nos campos da economia, da cultura e da construção.
Mais tarde, naquele mesmo ano, foi publicado um decreto concedendo o título de Herói do Trabalho a um maquinista ferroviário que se destacou no transporte durante a guerra.
Ao longo dos últimos 75 anos desde que o título foi instituído, ele foi conferido a numerosos trabalhadores.
Sim Chol Yong
Naenara
Pyongyang totalmente transformada
Pyongyang, capital da República Popular Democrática da Coreia, está se transformando em uma cidade moderna de padrão mundial, exibindo características próprias e singulares. Isso se deve ao Partido do Trabalho da Coreia, que lhe proporciona uma orientação correta e enérgica.
Nos últimos cinco anos, o Partido do Trabalho da Coreia orientou com sabedoria a construção da capital, acrescentando um capítulo lendário à sua história.
O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia, refletindo o desejo do povo de viver de forma mais civilizada em moradias melhores, garantiu que, no histórico 8º Congresso do Partido, fosse adotada a política de construir 50 mil moradias em Pyongyang, organizando e liderando, ano após ano, uma ampla campanha de construção habitacional. Isso deu origem a uma era de ouro da construção da capital.
Na Segunda Reunião Plenária do 8º Comitê Central do Partido, ele apresentou a solução do problema habitacional como uma das principais tarefas para proporcionar ao povo condições de vida mais estáveis e mais civilizadas. Em 23 de março de 2021, ao participar da cerimônia de lançamento das obras do projeto de construção de 10 mil moradias em Pyongyang, afirmou que, por meio desse projeto, melhorariam ainda mais a aparência da capital e inaugurariam uma era de novo e vigoroso avanço, na qual a construção socialista avançaria de forma segura e passo a passo.
Ao afirmar que a construção habitacional na capital era um projeto impulsionado pelo Partido e pelo Estado como a tarefa mais importante para concretizar seu maior desejo e cumprir a promessa feita pelo Partido e pelo governo ao povo, forneceu orientações esclarecidas para transformar o canteiro de obras da capital na principal frente, símbolo de um novo período de ascensão e grande transformação na construção socialista.
Durante o período que vai desde o início da construção da avenida Songhwa até a conclusão da quarta etapa da construção de 10 mil moradias na área de Hwasong, o estimado camarada Kim Jong Un realizou mais de uma dezena de orientações em campo, assegurando que a concepção arquitetônica do Partido do Trabalho da Coreia, baseada no princípio de colocar o povo em primeiro lugar, fosse plenamente incorporada em cada uma das edificações.
Ao longo dos anos em que avenidas modernas foram erguidas em Pyongyang, ele examinou milhares de projetos.
Analisou os projetos de disposição das moradias e suas perspectivas aéreas, visitando repetidamente os canteiros de obras tarde da noite e nas primeiras horas da manhã para orientar os trabalhos, abrindo continuamente novos caminhos para o desenvolvimento da civilização socialista na construção. Graças à sua enérgica orientação, sucessivas façanhas extraordinárias foram realizadas durante a construção dos 50 mil moradias em Pyongyang.
Como exemplo típico, um arranha-céu com quase 900 moradias, cuja construção exigiu a escavação de 102 mil metros cúbicos de terra e o lançamento de 34 mil metros cúbicos de concreto compactado, foi erguido em apenas 80 dias. Em somente um ano, nada menos que 160 blocos residenciais, edifícios públicos e estabelecimentos de serviços — com área construída total de 56 hectares e área útil superior a um milhão de metros quadrados — surgiram para formar a avenida Songhwa, tornando-se a primeira materialização da vitória no plano quinquenal de construção da capital.
Posteriormente, às belas margens do rio Pothong, foi construído um bairro de casas com terraço que representa a perfeita harmonia entre as edificações e a natureza, preservando as características naturais do local, bem como uma organização orgânica e científica dos espaços de convivência e ecológicos. O bairro serve como padrão e modelo de zona residencial em todo o país.
O projeto da primeira etapa de construção de 10 mil moradias na área de Hwasong, juntamente com a tarefa adicional de construir mais de 2 mil moradias, representou uma carga de trabalho quase três vezes maior do que a da construção da avenida Songhwa no ano anterior, pois exigiu a edificação de centenas de blocos de arranha-céus e edifícios residenciais de vários andares, edifícios públicos, estabelecimentos de serviços e outras instalações em uma área superior a 150 hectares.
Sem se intimidarem com a magnitude da missão, os construtores, impulsionados pelo espírito indomável de autossuficiência e desenvolvimento com as próprias forças, cumpriram com êxito o plano, apresentando um magnífico cenário de mudança para novas moradias, característico da República Popular Democrática da Coreia.
Enquanto os cidadãos de Pyongyang estavam cheios de dignidade e orgulho, o ano de 2023 testemunhou as cerimônias de lançamento das obras da segunda etapa da construção de 10 mil moradias na área de Hwasong e da construção de uma nova avenida na área de Sopho. Em 2024, tanto a segunda etapa do projeto em Hwasong, cuja escala era muito maior que a da primeira, quanto o projeto da avenida Jonwi foram concluídos com sucesso.
Graças à orientação do Partido do Trabalho da Coreia, a área de Hwasong celebrou sua terceira cerimônia de inauguração com a conclusão de outro grande conjunto arquitetônico, composto por espetaculares arranha-céus e edifícios residenciais de vários andares, além de distintos estabelecimentos comerciais e gastronômicos de forte simbolismo, todos integrados em uma harmonia ideal entre a arte arquitetônica e a civilização avançada.
Com a inauguração, em fevereiro de 2026, da avenida Saeppyol, juntamente com a quarta etapa da construção de 10 mil moradias na área de Hwasong, que marcou o cumprimento bem-sucedido da última etapa do plano quinquenal de construção da capital, a área de Hwasong foi transformada em um distrito administrativo avançado.
Ao contemplar o extraordinário desenvolvimento da capital ao longo desses cinco anos, um período de notável transformação, o povo coreano está convencido de que Pyongyang continuará se transformando em uma cidade ainda mais próspera, onde a cultura socialista florescerá plenamente.
domingo, 2 de agosto de 2026
Sobre as eleições dos membros do Comitê Popular
Relatório apresentado pelo camarada Kim Il Sung à 2ª Reunião do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
25 de setembro de 1946
Camaradas:
No dia 5 de setembro passado, na 2ª Reunião Ampliada do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, foram aprovados, juntamente com os regulamentos sobre o comitê popular de província, cidade, condado, cantão e comuna, os regulamentos para a eleição de seus membros. Em conformidade com esses históricos regulamentos eleitorais, no próximo dia 3 de novembro serão realizadas simultaneamente em todas as regiões da Coreia do Norte as eleições dos membros dos comitês populares de província, cidade e condado. Com plena consciência do significado e do conteúdo progressista dessas eleições, devemos fazer todo o possível para garantir seu pleno êxito.
1. O significado das eleições dos membros do Comitê Popular
Camaradas:
Essas eleições democráticas em nosso país constituirão mais uma brilhante vitória no cumprimento das tarefas democráticas e uma imortal pirâmide de ouro que adornará uma nova página dos cinco mil anos de nossa história coreana. As eleições democráticas em nosso país representarão não apenas um grande acontecimento inédito na história da Coreia, mas também um fato de verdadeiro significado histórico mundial, que desempenhará um papel pioneiro para os países coloniais e semicoloniais do Oriente.
Até hoje, o povo coreano jamais pôde participar de eleições. Ao longo dos cinco mil anos de história de nosso país, nosso povo nunca teve sequer uma oportunidade de participar do poder, nem de expressar livremente sua vontade.
No passado, a corrupta classe dominante feudal da Coreia reprimia e esmagava impiedosamente a vontade do povo, transformando-o em um súdito ignorante para explorá-lo e dominá-lo sem obstáculos. Sobretudo, durante os trinta e seis anos em que o país esteve usurpado pelo imperialismo japonês, a nação coreana foi completamente excluída da vida política, sem poder exercer sequer os direitos e as liberdades mais elementares, vivendo encarcerada, no verdadeiro sentido da palavra, em consequência da bárbara política de escravização colonial do imperialismo japonês, uma política que dificilmente encontra paralelo no mundo.
Nossa nação, cujos direitos humanos foram violados e cuja liberdade foi arrebatada, hoje já é dona do poder e pode realizar eleições democráticas nas quais toda pessoa pode expressar livremente sua vontade. Por meio dessas eleições, o povo coreano poderá exercer efetivamente verdadeiros direitos e liberdades políticos e desfrutar de uma vida digna e feliz como dono do país.
Por sua dolorosa experiência, nosso povo conhece bem quão miserável e humilhante é a situação das pessoas privadas de direitos e de liberdades políticos. Os verdadeiros direitos e liberdades só são garantidos ao homem quando ele possui o direito de eleger e ser eleito, direito que lhe permite participar da política. As eleições democráticas que realizaremos desta vez constituem precisamente a prova concreta de que os habitantes da Coreia do Norte passam a possuir, pela primeira vez, genuínos direitos e liberdades e a desfrutar de uma vida digna.
Camaradas:
Nossa nação, libertada da dominação colonial do imperialismo japonês, estabeleceu como tarefa principal imediata derrotar todas as forças reacionárias internas e externas, construir um Estado unificado e democrático com plena soberania e independência, com base na poderosa unidade das amplas forças democráticas, e, além disso, incorporar-se às fileiras da luta pela paz e pelo desenvolvimento democrático do mundo. Se recordarmos o caminho percorrido por nosso povo até poder realizar as históricas eleições democráticas na Coreia do Norte em sua luta pelo cumprimento dessa tarefa fundamental, não podemos deixar de sentir orgulho das façanhas alcançadas nesse período.
Apenas dois ou três meses após a libertação, organizamos comitês populares por iniciativa do povo em todas as províncias, cidades, condados e cantões, o que nos permitiu superar o caos e a difícil situação existente imediatamente após a libertação e estabelecer uma nova ordem, demonstrando assim perante o mundo a capacidade de independência de nossa nação. Na Coreia do Norte, foram organizados e fortalecidos, com o passar do tempo, partidos políticos e organizações sociais democráticos, e desenvolveu-se um intenso trabalho de organização das amplas massas. Estabelecemos o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte apoiando-nos na sólida base da Frente Unida Nacional Democrática, na qual reunimos todas as forças patriótico-democráticas. O Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte realizou a reforma agrária, a Lei do Trabalho, a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, a Lei da Nacionalização das Indústrias e o sistema do imposto agrícola em espécie, demonstrando de forma evidente que é um organismo de poder genuinamente popular que representa e protege os interesses do povo.
Temos a possibilidade de realizar eleições democráticas porque o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, como organismo de autêntico poder popular, cumpriu magnificamente as tarefas democráticas que tinha diante de si. Após a libertação, graças à luta de nosso povo, na Coreia do Norte foram destruídas as bases da exploração colonial e feudal e ocorreram grandes transformações sociais e econômicas. Vamos realizar eleições verdadeiramente democráticas apoiando-nos nesse desenvolvimento socioeconômico que alcançamos na Coreia do Norte. Por meio das próximas eleições, nosso povo poderá enviar ao comitê popular seus representantes de confiança e, consequentemente, fortalecer e desenvolver o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte como o mais forte poder popular, representando fielmente a genuína vontade do povo.
Seja qual for o poder, todo o povo somente o apoiará sinceramente se ele próprio o tiver escolhido livremente, e somente assim esse poder poderá ser forte. Além disso, é certo que o poder eleito e apoiado por todo o povo servirá lealmente ao próprio povo. Quando o comitê popular é constituído não por algumas poucas pessoas, mas por representantes eleitos diretamente pelas massas populares, estas podem participar da administração do Estado por intermédio de seus representantes, e o comitê popular se tornará a "pequena pátria" de todo o povo.
As próximas eleições constituirão uma verdadeira oportunidade de educação democrática para todo o povo. Mesmo as pessoas que até agora pouco sabiam sobre o que era democracia poderão experimentá-la diretamente no processo eleitoral, e todo o povo conhecerá, de forma concreta, os benefícios da verdadeira democracia.
O requisito essencial da democracia é que as massas populares assumam e exerçam o poder. Como nessas eleições votarão todos os cidadãos da Coreia do Norte, nosso poder popular, instituído pela vontade do povo e que até hoje vem servindo aos seus interesses, passará a possuir plena base jurídica, concretizando-se plenamente esse requisito essencial da democracia.
Nosso poder assegura ao povo todas as condições para exercer direitos e liberdades democráticos não apenas em palavras, mas na prática. Somente quando o povo desfrutar, na vida real, dos direitos e das liberdades democráticos e da felicidade participará ativa e dinamicamente da luta pela completa independência da Coreia e pela construção de um Estado democrático.
Para alcançar a reunificação e a completa independência da pátria, é necessário consolidar o poder popular na Coreia do Norte. Este é o caminho mais curto para estabelecer um poder democrático unificado em toda a Coreia. Quanto mais se fortalecer na Coreia do Norte o comitê popular, autêntico órgão do poder popular eleito diretamente e apoiado pelo povo, tanto mais fortes se tornarão as forças democráticas, convertendo-se em forças motrizes que impulsionarão o desenvolvimento democrático da Coreia do Sul. O fortalecimento do poder popular na Coreia do Norte estimulará ainda mais as amplas massas populares da Coreia do Sul na luta contra a reacionária administração militar estadunidense, que implantou um sistema antidemocrático de governadores de condados e províncias exatamente como a nefasta política do governador-geral imposta pelo imperialismo japonês, e para obrigá-la a entregar todo o poder ao comitê popular, órgão do poder do povo.
Por meio dessas eleições que realizaremos em breve, os órgãos do poder popular da Coreia do Norte serão fortalecidos em grande medida, e o comitê popular consolidado demonstrará amplamente, tanto no país quanto no exterior, o poder unido das forças democráticas, acelerando ainda mais a solução da questão coreana.
2. O conteúdo progressista do nosso sistema eleitoral
Camaradas: O sistema eleitoral que em breve estabeleceremos na Coreia do Norte é um sistema democrático altamente vantajoso.
Sua característica importante consiste, em primeiro lugar, no fato de que o trabalho eleitoral é realizado com base na Frente Unida Nacional Democrática.
Para alcançar a completa soberania e independência democráticas da Coreia, que constituem nossa principal tarefa imediata, devemos contar com uma poderosa Frente Unida Nacional Democrática, reunindo solidamente todas as forças patrióticas e democráticas. Nosso sistema eleitoral reflete essa exigência real e concreta de nosso país. Na Coreia do Norte já foi formada uma ampla Frente Unida Nacional Democrática que apoia o comitê popular e impulsiona vigorosamente a instauração da democracia. Nas próximas eleições, todos os partidos políticos e organizações sociais democráticas que integram a Frente Unida Nacional Democrática desempenharão papéis principais. Delas participarão ativamente não apenas os membros dos partidos, mas também os cidadãos sem filiação partidária.
A Frente Unida Nacional Democrática examinará e determinará os candidatos comuns a membros do comitê popular e os elegerá em uma lista comum. O sistema de indicação de candidatos comuns só é possível quando os interesses pessoais se subordinam aos interesses do partido e estes, por sua vez, aos interesses de toda a nação. Somente se tivermos a disposição de subordinar tudo aos interesses da nação poderemos elevar o papel dirigente da Frente Unida Nacional Democrática nas eleições, e, durante o processo eleitoral, essa Frente será ainda mais consolidada.
Em segundo lugar, outra importante característica dessas eleições é que elas serão realizadas por voto secreto, com base nos princípios do sufrágio universal, igual e direto.
O voto secreto, de acordo com esses princípios, constitui o sistema eleitoral mais progressista e democrático, exigido imperiosamente por todo o povo.
O sufrágio universal significa que participarão das eleições todos os cidadãos do território da Coreia do Norte que possuam o direito de eleger e ser eleitos. Todos os cidadãos maiores de 20 anos, excetuando-se os pró-japoneses, os traidores da nação, pessoas com transtornos mentais e os indivíduos privados da cidadania por sentença judicial, poderão participar das eleições sem distinção de sexo, condição econômica, crença religiosa, grau de instrução ou tempo de residência.
O sufrágio igual significa que todos os cidadãos, sem discriminação, podem exercer o direito de voto, cada um com uma única cédula. O sufrágio direto significa que cada eleitor votará diretamente no candidato a membro do comitê popular, diferentemente do sufrágio indireto, em que pessoas escolhidas votam em nome dos demais eleitores. E o voto secreto, por meio de cédula anônima, significa que a votação será secreta para que o eleitor possa expressar livremente sua vontade. Um sistema eleitoral democrático e progressista como este é absolutamente impossível nos países capitalistas. Nesses países, sobretudo nos Estados Unidos e na Inglaterra, fala-se muito em sufrágio universal e igual, mas, na realidade, o direito ao sufrágio universal não é garantido e o sufrágio igual não passa de uma formalidade, em razão das restrições impostas por condições como situação econômica, grau de instrução, tempo de residência e outras. Ali, as eleições são realizadas em circunstâncias de discriminação racial, antagonismo de classes e cruel repressão por parte dos capitalistas, dos latifundiários e dos governantes reacionários. Não pode existir verdadeira igualdade no sufrágio entre o capitalista, que monopoliza todos os bens materiais e espirituais, e o operário, que nada possui além de suas mãos vazias, assim como tampouco entre o latifundiário e o camponês.
Nos países capitalistas, às massas trabalhadoras nem sequer são facilitados locais de reunião, gráficas e papel e, consequentemente, a liberdade de expressão, de imprensa e de reunião não passa de mera retórica. Nem é preciso dizer que eleições realizadas nessas condições não podem ser democráticas.
Em terceiro lugar, outra característica é que os pró-japoneses e os traidores da nação serão completamente excluídos do sufrágio.
A exclusão dos elementos pró-japoneses e dos traidores da nação da participação nas eleições tem por objetivo eliminar as forças reacionárias, que constituem o maior obstáculo no caminho para a soberania e a independência da pátria e para seu desenvolvimento democrático, bem como abrir livre caminho para a construção do Estado. A eliminação dos pró-japoneses e dos traidores da nação é uma premissa para edificar um Estado democrático com plena soberania e independência.
As próximas eleições constituem uma jornada nacional, sagrada e sublime, em prol da completa independência da pátria e da construção da democracia. Nelas colocaremos à prova os membros de nossa nação e eliminaremos os pró-japoneses e os traidores da nação, impedindo a infiltração de elementos estranhos no seio do comitê popular, o que será uma condição indispensável não apenas para assegurar o caráter sagrado de nossas eleições, mas também para fortalecer o poder popular.
Os elementos pró-japoneses e os traidores da nação já venderam nossa pátria aos imperialistas no passado e, ainda hoje, atuam freneticamente para fazer o mesmo. Somente excluindo esses vende-pátrias do sufrágio democrático e afastando-os do corpo de nossa nação poderemos preservar sua pureza e fazer da nação coreana uma nação rica e poderosa.
Em quarto lugar, outro aspecto característico das próximas eleições é a grande atenção dada à criação de boas condições para o povo.
Os regulamentos eleitorais levam especialmente em consideração o fato de que o povo coreano jamais pôde participar de eleições, carece de formação política e apresenta um elevado índice de analfabetismo. Para a realização das eleições, previmos oferecer condições adequadas, por exemplo, nos casos em que o eleitor não possa votar devidamente por ser analfabeto ou inválido fisicamente, bem como quando, no dia da votação, esteja impossibilitado de comparecer pessoalmente para depositar seu voto por estar doente ou devido à idade avançada. Decidimos também estabelecer uma circunscrição eleitoral para cada quinhentos — mil habitantes e, em casos particulares, inclusive em localidades com cinquenta habitantes. E, para possibilitar também a participação dos pacientes hospitalizados, decidimos criar circunscrições especiais em hospitais que tenham mais de vinte e cinco eleitores. Todas essas medidas demonstram claramente que as próximas eleições são genuinamente democráticas para o povo.
3. O trabalho eleitoral e o dever dos membros do Partido
Camaradas:
Com relação às eleições democráticas que serão realizadas em 3 de novembro, acontecimento sem precedentes na história da Coreia, cabe ao nosso Partido o dever de fazer todo o possível para garantir a boa realização dessas históricas eleições. Levando em consideração sua posição dentro da Frente Unida Nacional Democrática, nosso Partido deve assumir a grande responsabilidade de conduzir as eleições ao pleno êxito.
Por essa razão, às vésperas das históricas eleições democráticas, nosso Partido propõe aos seus membros o cumprimento das seguintes tarefas.
Em primeiro lugar, os próprios membros do Partido devem compreender corretamente o significado das eleições e desenvolver uma vigorosa campanha de propaganda eleitoral.
Essa campanha deve alcançar, sem exceção, todas as massas. Os membros do Partido esclarecerão plenamente a todo o povo o significado das eleições e o caráter progressista de nosso sistema eleitoral. Assim, se conseguirá que ninguém deixe de participar das eleições.
Em segundo lugar, por meio das eleições, devem educar as massas para que compreendam profundamente o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte.
É necessário que as amplas massas compreendam que o fortalecimento do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte é o caminho para acelerar o estabelecimento de um governo democrático unificado e garantir o desenvolvimento democrático do país. Dessa forma, todo o povo apoiará ativamente o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e se empenhará em fortalecê-lo ainda mais.
Em terceiro lugar, devem fazer todo o possível para eleger verdadeiros representantes do povo como membros do comitê popular.
Nosso Partido deve dedicar especial atenção à correta eleição dos membros do comitê popular. Os membros do Partido devem dirigir-se às amplas massas para fazê-las compreender plenamente a necessidade de eleger os melhores, de modo que ingressem no comitê popular pessoas capazes, que possam trabalhar abnegadamente em benefício da pátria e do povo.
Em quarto lugar, devem fortalecer ainda mais a Frente Unida Nacional Democrática e aumentar a influência de nosso Partido sobre os partidos aliados por meio das campanhas eleitorais. Ao mesmo tempo, devem esforçar-se ao máximo para que as amplas massas populares reconheçam que o nosso é um partido exemplar e ativo, elevando assim seu prestígio entre elas.
Em quinto lugar, é preciso definir com clareza os elementos pró-japoneses e os traidores da nação.
Quanto à questão dos elementos pró-japoneses e dos traidores da nação, é necessário tomar uma decisão correta com base em um exame minucioso e em uma análise concreta, mas sem tratar esse assunto com leviandade. Não interpretem de maneira mecânica nem apliquem uniformemente as normas para definir os elementos pró-japoneses e os traidores da nação. Ao julgar pessoas como pró-japonesas ou traidoras da nação, é preciso ater-se rigorosamente às normas correspondentes e, ao mesmo tempo, considerar o caso concreto de cada uma delas. Quanto aos que se arrependeram sinceramente de seus delitos e demonstram entusiasmo pela construção do Estado, tratem-nos com magnanimidade.
Em sexto lugar, é preciso realizar um amplo trabalho de educação democrática entre as massas por ocasião das eleições.
Trata-se de um trabalho que deve ser realizado necessariamente em estreita ligação com as tarefas do Estado. Em especial, é necessário que esse trabalho educativo esteja relacionado com o pagamento do imposto agrícola em espécie, de modo que a campanha pelo êxito da presente colheita adquira grande impulso.
Os membros do Partido, integrando-se profundamente às massas, devem educá-las como corresponde, aprendendo com elas e unindo-as firmemente em torno do Partido.
Em sétimo lugar, devem reforçar a vigilância diante das conspirações dos elementos reacionários, que procuram impedir as eleições, e eliminar qualquer possibilidade de que realizem seus atentados.
Todas as organizações do Partido e seus membros assumirão o dever de mobilizar ativamente as massas populares na luta pela vitória nas eleições democráticas e pelo fortalecimento dos órgãos do poder popular, acelerando assim nossa obra de construção de um Estado democrático com plena soberania e independência.
A descarada tentativa de Israel de usurpar território
O Ministério do Turismo de Israel anunciou um plano para construir hotéis na região da Cisjordânia.
Em um comunicado, o ministério afirmou que o plano tem como objetivo ampliar a capacidade de hospedagem para turistas e transformar uma região antes destinada a visitas de um dia em um destino onde seja possível permanecer por vários dias. Declarou ainda que o projeto inclui o desenvolvimento da infraestrutura, a preparação dos terrenos e os procedimentos para a construção de hotéis adicionais, prometendo conceder subsídios governamentais aos empreendedores. O objetivo é atrair um grande número de investidores, acelerar a construção de hotéis e expandir o turismo.
Atualmente, a situação na Cisjordânia é extremamente tensa.
O exército israelense vem intensificando sua ofensiva militar contra os palestinos nessa região sob o pretexto de "eliminar terroristas". Sob a proteção das forças armadas, colonos israelenses também passaram a participar dos ataques contra os palestinos. Como consequência, episódios de derramamento de sangue ocorrem diariamente na região. Somente no mês de maio, o exército israelense e os colonos judeus realizaram 1.659 ataques contra palestinos.
Há pouco tempo, na cidade de Hebron, colonos judeus atacaram palestinos que trabalhavam na agricultura, ferindo cerca de 30 pessoas, entre elas crianças, mulheres e idosos, além de destruir instalações de infraestrutura. Em seguida, as forças israelenses chegaram ao local, declararam a área agrícola uma zona militar de acesso proibido e expulsaram à força os palestinos. Recentemente, as autoridades israelenses aprovaram um orçamento para a construção de 34 novos assentamentos na Cisjordânia, tornando ainda mais acirrada a confrontação entre israelenses e palestinos nessa região.
Segundo um relatório divulgado em junho por um órgão das Nações Unidas, pelo menos 20 mil menores de 18 anos morreram na Faixa de Gaza, enquanto crianças em Al-Quds e na Cisjordânia continuam sendo submetidas a maus-tratos severos, incluindo espancamentos. O número de crianças feridas chegou a 698, e as que perderam a vida são tantas que sequer podem ser contabilizadas.
Em um artigo intitulado "A visão do 'The Guardian' sobre Israel e a Cisjordânia", publicado em 21 de junho, o jornal britânico "The Guardian" afirmou que, desde 1967, o exercício do controle israelense levou ao completo colapso da economia da Cisjordânia e ao agravamento dos atos de terror cometidos por colonos judeus. O jornal criticou ainda as autoridades israelenses por não tomarem qualquer medida para impedir esses atos.
Dizer que se construirão hotéis e se expandirá o turismo na Cisjordânia, onde tudo está sendo destruído e o derramamento de sangue não dá sinais de cessar, é algo que não faz sentido sob nenhum aspecto. Então, por que Israel insiste justamente em construir hotéis nessa região?
Sua verdadeira intenção é evidente.
Pretende transformar a Cisjordânia em seu próprio território.
A Cisjordânia é um território inseparável dos palestinos, reconhecido internacionalmente. De acordo com os Acordos de Oslo, assinados em 1993, entre outros entendimentos, Israel deveria devolver a Faixa de Gaza e a Cisjordânia aos palestinos e promover a criação de um Estado independente. O exercício da soberania palestina sobre a Cisjordânia constitui um direito legítimo garantido pelo direito internacional.
Entretanto, Israel ignora esses acordos internacionais e continua expandindo assentamentos ilegais nessa região, apropriando-se gradualmente do território legítimo da Palestina. Ao construir hotéis e realizar outros projetos nas áreas que tomou, procura levar a comunidade internacional a aceitar, de forma implícita, que esses territórios lhe pertencem integralmente.
Em suma, a construção de hotéis na Cisjordânia constitui uma manifestação da intenção de consolidar como seu um território tomado à força de outro povo.
Em razão da conduta imprudente de Israel, que recorre a todos os meios para concretizar sua ambição de usurpar territórios, inúmeros palestinos estão sendo privados de suas terras e obrigados a abandonar seus lares e seguir o caminho do exílio.
Un Jong Chol








