terça-feira, 29 de setembro de 2026

Pela consolidação das bases econômicas da pátria

Discurso do camarada Kim Il Sung na Fábrica Popular da Zona de Hungnam

22 de fevereiro de 1948

Operários, técnicos e empregados da zona de Hungnam, dedicados à construção da pátria:

Em todas as épocas, os criadores da história são as massas populares e, em particular, a principal força que faz avançar a sociedade moderna é a classe operária.

No passado, na Coreia, a classe operária lutou heroicamente contra os salteadores, os imperialistas japoneses e, após a libertação, esforça-se dia e noite com abnegação pela criação de uma pátria democrática, rica e poderosa. Isto significa que a classe operária é a parcela mais importante do povo coreano e a mais digna de confiança na luta para construir uma Coreia democrática, unificada e independente, para colocar nossa pátria entre os países avançados do mundo.

Na Coreia do Sul, a classe operária também é aquela que luta com maior audácia, à frente da população, contra os imperialistas ianques e os reacionários internos.

Graças à grande força criadora da classe operária, na Coreia do Norte foram restauradas fábricas e minas destruídas e colocadas em funcionamento as ferrovias.

Nossos operários, técnicos e empregados administram sabiamente as fábricas que restauraram com suas próprias mãos, produzindo o necessário para consolidar firmemente as bases econômicas da pátria e elevar o nível de vida do povo.

Nesta Fábrica Popular da Zona de Hungnam, que esteve em poder dos imperialistas japoneses durante seu domínio, nossos operários produzem hoje em grande quantidade os adubos químicos de que os camponeses tanto necessitam. Da mesma forma, graças ao extraordinário entusiasmo criador de nossos operários e técnicos, produz-se ferro-gusa na Fundição de Ferro de Hwanghae e funcionam normalmente várias centrais elétricas, como a de Suphung e as do rio Jangjin.

Tudo demonstra que estamos em plenas condições de construir com nossos próprios meios um Estado soberano e independente, rico e poderoso.

Tendo nacionalizado em 1946 as indústrias e realizado outras reformas democráticas, nosso povo abriu um amplo caminho para a construção de uma pátria rica e poderosa; em 1947 elaborou e cumpriu com êxito o primeiro plano para a economia nacional. Com isso, acumulamos muitas e valiosas experiências, fortalecendo ao mesmo tempo a convicção de que podemos construir com nossos próprios esforços uma economia nacional autossustentada. Sobre esta base, elaboramos o plano da economia nacional para o ano de 1948 e estamos trabalhando para cumpri-lo com êxito.

Todos esses triunfos na construção econômica foram possíveis graças ao fato de ter sido estabelecido firmemente um autêntico Poder popular e de nosso povo ter oferecido apoio ativo à sua política. Sem o Poder popular, sequer teríamos podido imaginar esses êxitos. Além disso, por mais que produzíssemos trabalhando com afinco, sem o Poder popular teríamos ficado privados de tudo isso pelos imperialistas estrangeiros ou pelos latifundiários e capitalistas nativos. Por essa razão, se nosso povo quer construir uma sociedade feliz, deve estabelecer em toda a Coreia um autêntico poder do povo, como é o Comitê Popular da Coreia do Norte.

Atualmente, a população do Sul desperta e se une ainda mais na luta contra os imperialistas ianques e seus lacaios, enquanto a população do Norte alcança a cada dia maiores avanços na construção econômica em apoio ao comitê popular, autêntico poder do povo. As forças patrióticas e democráticas do Norte e do Sul construirão sem falta, em um futuro próximo, um Estado unificado, democrático e independente, rechaçando as manobras agressivas dos imperialistas ianques.

Camaradas:

Hoje, o povo coreano tem diante de si a importante tarefa de fazer fracassar a política de escravização colonial promovida pelo imperialismo ianque e conquistar para a pátria a reunificação e a independência. Para cumpri-la, a população da Coreia do Norte deve consolidar a vitória obtida nas reformas democráticas, fortalecer as bases econômicas da pátria e, por enquanto, concentrar todos os esforços no cumprimento do plano da economia nacional de 1948.

Agora, gostaria de me referir a algumas tarefas que se apresentam a vocês.

Cabe-lhes, antes de tudo, a importante tarefa de cumprir pontualmente os objetivos do plano que o Estado atribui à fábrica. Tenham em mente que o plano da economia nacional do Estado em seu conjunto só poderá ser cumprido satisfatoriamente quando cada uma e todas as fábricas e empresas cumprirem normalmente seus planos. Que cada oficina, cada brigada e cada operário superem sem exceção suas tarefas, estabelecendo na fábrica um regime e uma ordem, melhorando a administração da empresa e empregando racionalmente a mão de obra.

Deverão procurar por todos os meios elevar o nível de nossa técnica, que ficou atrasado devido ao cruel domínio colonial do imperialismo japonês. Estudem todos enquanto trabalham, esforcem-se para dominar o manejo de suas máquinas, para se formar como operários altamente qualificados e, mais adiante, como técnicos.

Além disso, deverão dedicar o máximo empenho ao cuidado das máquinas e instalações da fábrica e à economia dos materiais do Estado. As máquinas ou instalações, matérias-primas ou materiais que temos hoje não se destinam ao lucro de nenhum indivíduo ou de uma minoria de exploradores, como acontecia antigamente, mas são bens valiosos de que o Estado e o povo dispõem para desenvolver a economia nacional e melhorar o bem-estar de todo o povo. Tenham presente que, quanto mais eficazmente utilizarem as máquinas da fábrica e mais economizarem matérias-primas e materiais, mais forte será a força econômica da pátria e mais elevado será o nível de vida de nosso povo.

Além disso, devem estar sempre atentos às conspirações dos reacionários, que tentam destruir nossas fábricas e empresas e aquilo que já foi construído por nosso povo. Desenvolvendo uma luta de todo o povo contra os reacionários, é preciso descobrir e frustrar a cada passo suas atividades subversivas e proteger bem nossas fábricas e empresas.

Camaradas:

Herdamos do imperialismo japonês uma indústria atrasada de tipo colonial, formada apenas por fábricas, minas e empresas que não passavam de meras aparências. Daí as muitas dificuldades que encontramos para o rápido desenvolvimento da economia nacional e a melhoria da vida do povo.

Em vez de nos desanimarmos diante dessas dificuldades, devemos vencê-las com audácia e restaurar as fábricas e empresas destruídas e aumentar a produção, trabalhando com toda a nossa energia, inteligência e talento. Somente assim poderemos enriquecer e fortalecer nossa pátria e elevar o nível de vida do povo. Trabalhemos todos com coragem pelo bem da pátria e do povo, travando uma tenaz luta ideológica contra o medo das dificuldades e a indolência no trabalho.

Sem vencer as dificuldades, tampouco o povo soviético teria podido transformar sua pátria em um Estado socialista tão rico e poderoso como o de hoje. Elevou-a à posição de primeira potência mundial e tornou-a um inexpugnável baluarte da paz mundial porque lutou heroicamente pela pátria, pela libertação e pela felicidade eterna dos povos e pela paz mundial, apertando o cinto, com uma ração de cem ou duzentos gramas de pão por dia e vencendo toda sorte de dificuldades nas duríssimas condições do cerco imperialista.

Embora enfrentemos dificuldades, podemos dizer que hoje estamos em uma situação muito mais favorável do que aquela em que o povo soviético construía o socialismo em um só país. A questão depende da audácia e da energia com que nosso povo trabalhe na forja de uma nova vida, superando todos os obstáculos que encontrar em seu caminho, unido estreitamente em torno do Comitê Popular, seu verdadeiro poder.

Sem vencer as dificuldades, sem empreender nenhuma obra, não podemos forjar nossa felicidade. O caminho que devemos seguir é enfrentar as dificuldades, construir a economia e consolidar suas bases com nossos próprios esforços.

Estou certo de que o povo trabalhador da Coreia, encabeçado pela classe operária, que outrora lutou tão valentemente contra o imperialismo japonês e dedicou esforços à construção da pátria após a libertação, alcançará brilhantes êxitos na edificação de sua economia nacional, apesar de todas as dificuldades, mediante sua luta heroica e seu trabalho criador.

Temos diante de nós uma perspectiva amplíssima e a vitória é nossa. Marchemos todos para a frente, rumo a novas vitórias, para alcançar a liberdade e a independência, a prosperidade e o desenvolvimento da pátria, para fundar a República Popular Democrática da Coreia.

Viva a classe operária da Coreia!

Viva o Comitê Popular da Coreia do Norte!

Viva a República Popular Democrática da Coreia!

Discurso de conclusão do camarada Kim Il Sung na 2ª Conferência da Organização do Partido na província de Hamgyong Sul

21 de fevereiro de 1948

Camaradas:

Na sessão de hoje, muitos camaradas delegados proferiram calorosos discursos, apreciando altamente o trabalho do Comitê Central do Partido e expressando-lhe sua absoluta confiança. Isso significa que as organizações e os militantes do Partido na província de Hamgyong Sul estão unidos ideológica e volitivamente com o Comitê Central e apoiam fielmente sua direção, agrupados monoliticamente em torno dele. Este fato me agrada muito.

Desde o primeiro dia de sua fundação, nosso Partido não deixou de ser a espinha dorsal na luta pela construção de um Estado democrático, soberano e independente. Graças à sua intensa atividade, foram estabelecidas e consolidadas na Coreia do Norte as bases democráticas e preparado um sólido alicerce para essa construção.

Sob a direção do Comitê Central, as organizações do Partido na província de Hamgyong Sul realizaram até hoje muitos feitos na luta pela construção de uma nova Coreia democrática. Sobretudo, depois que o comitê provincial do Partido foi constituído com pessoas honestas, essas organizações deram grande contribuição à unidade ideológica do Partido, desenvolvendo ações enérgicas para desmascarar e frustrar as intrigas dos faccionistas e separatistas locais, apoiando-se firmemente na linha do Partido.

Diante disso, expresso meus mais calorosos agradecimentos a todas as organizações do Partido na província de Hamgyong Sul e a todos os camaradas  delegados.

Com base nos problemas apresentados nas intervenções, vou falar brevemente sobre algumas tarefas que as organizações e os militantes do Partido nesta província devem cumprir.

Primeiro, as organizações do Partido devem intensificar o trabalho organizativo para pôr em prática a linha política do Partido.

Como essa linha visa assegurar ao povo seus interesses e sua felicidade, é preciso mobilizar as massas populares para levá-la a cabo. É precisamente isso que podemos chamar de trabalho organizativo para pôr em prática a linha política do Partido.

Esse trabalho não deve ser realizado de maneira estereotipada, mas por meio de diversos métodos, de acordo com a realidade concreta.

As organizações do Partido devem estar sempre bem integradas com o povo, explicar e propagar em seu meio a linha política do Partido, ouvir atentamente suas demandas, conhecer profundamente sua psicologia e, com base nisso, organizar e dirigir o trabalho para materializar a linha política do Partido. Assim, devem fazer com que as massas populares tenham firme convicção na justeza dessa linha política e se mobilizem conscientemente na luta por sua materialização. O comitê provincial do Partido dará direção e ajuda cotidianas às suas organizações inferiores para a eficaz aplicação da linha política.

Se os funcionários do comitê provincial e dos demais comitês do Partido em todos os níveis quiserem organizar e dirigir corretamente o trabalho de cumprimento da linha política, é essencial que se armem firmemente com a política de nosso Partido e com o marxismo-leninismo. Em sua intervenção, um camarada disse que, por falta de preparação teórica, seguiu os faccionistas sem poder compreender que seus argumentos eram contrários à linha política do Partido; outro, comparando-se a um navegador sem bússola, disse que trabalhou ao acaso, agindo de maneira burocrática, porque desconhecia a política do Partido. Creio que foram feitas autocríticas sinceras, com expressões muito apropriadas. Se os funcionários do Partido não fizerem sua a linha de nosso Partido e o marxismo-leninismo, então é evidente que não poderão compreender que os sofismas dos faccionistas contradizem a linha política do Partido, nem conduzir corretamente as massas populares na sua realização. Por isso, devem esforçar-se constantemente para assimilar plenamente a linha de nosso Partido e o marxismo-leninismo.

Segundo, é dever das organizações do Partido intensificar a luta ideológica em seu seio.

Esta é uma arma importante para alcançar a unidade orgânica do Partido e assegurar-lhe uma ideologia única. Assegurar ambas é uma garantia decisiva para manter a honra de nosso Partido e elevar seu poderio. A experiência mostra que somente intensificando a luta ideológica é possível evitar os desvios esquerdistas e direitistas no Partido e assegurar sua unidade orgânica e ideológica.

Sem se contentarem com os êxitos já alcançados na luta pela unidade e coesão do Partido, as organizações do Partido na província de Hamgyong Sul devem intensificar continuamente a luta contra as tendências esquerdistas e direitistas. Seria um julgamento precipitado e prematuro pensar que a unidade e a coesão totais e estáveis já foram alcançadas no Partido simplesmente pelo fato de terem sido derrotados os faccionistas, os oportunistas de esquerda e de direita e os separatistas locais que estavam infiltrados na organização do Partido na província. Tendo em conta que, no passado, as maquinações dos faccionistas e dos separatistas locais foram graves nesta província, não se deve esquecer que ainda permanecem muitas consequências disso. Se a luta contra essas sequelas for negligenciada por um só momento, poderão surgir novamente indivíduos da mesma espécie e minar a unidade e a coesão do Partido. Sendo assim, as organizações do Partido na província de Hamgyong Sul devem sustentar pacientemente a luta ideológica para eliminar essas consequências.

Terceiro, o comitê provincial do Partido deve prestar profunda atenção à consolidação das organizações inferiores.

O principal aqui consiste em consolidar as células. A célula é a organização de base do Partido que executa diretamente a linha e a política do Comitê Central e organiza e orienta a vida orgânica de seus membros. Somente fortalecendo-a será possível fortalecer também as organizações do Partido no cantão, condado e província e, posteriormente, todo o Partido.

O comitê provincial do Partido deve procurar fazer com que todas as células da província tenham capacidade de realizar seu trabalho de maneira ativa, profundamente enraizadas nas massas. Para isso, deve elevar o nível político e teórico dos militantes por meio da intensificação de sua formação política e, especialmente, preparar um bom número de membros nucleares nas células.

O comitê provincial do Partido orientará todas as organizações inferiores a aprenderem bem umas com as outras suas melhores experiências de trabalho e a aplicá-las de acordo com sua realidade concreta.

Quarto, é necessário que os funcionários e os militantes do Partido sejam sempre fiéis às suas palavras.

O nosso é um partido que herdou as tradições de luta dos verdadeiros comunistas da Coreia, um partido empenhado na construção de um Estado democrático, soberano e independente, e um partido organizado com os melhores elementos de operários, camponeses e intelectuais trabalhadores. Portanto, cada um de seus militantes deve desempenhar o papel de vanguarda na construção de uma nova pátria não apenas com palavras, mas agindo de fato. Que todos os militantes adquiram conhecimentos de economia e técnica e sejam hábeis em seu trabalho. Em outras palavras, os torneiros devem tornar-se operários capazes de manejar bem seus tornos; os capitães de navio, motoristas de caminhão e maquinistas de locomotiva, bons profissionais de sua especialidade; os militares, possuidores de boas qualidades de comando, conhecedores da teoria militar e da arte do tiro; os membros da segurança, combatentes capazes de descobrir a tempo os inimigos do povo, aqueles que violam os interesses da pátria e do povo; e os funcionários administrativos, pessoas versadas no trabalho de seus respectivos setores.

Quinto, as organizações e os militantes do Partido devem esforçar-se para consolidar a Frente Unida Nacional Democrática.

Seu fortalecimento é uma das questões mais importantes na etapa atual. Porque somente assim poderemos acelerar a construção de um Estado soberano e independente, rico e poderoso, agrupando todas as forças patrióticas e democráticas.

Com o propósito de consolidar a Frente Unida Nacional Democrática, é necessário que as organizações do Partido em todos os níveis e todos os seus militantes trabalhem bem com as organizações e os membros dos partidos amigos.

Cabe-lhes reforçar a solidariedade com uns e outros e cooperar mutuamente, mantendo contatos constantes e estreitos.

Além disso, compete-lhes exercer influência sobre as organizações e os membros dos partidos amigos por meio de exemplos práticos, mantendo firmemente a independência, o caráter progressista e a superioridade de nosso Partido, de modo que eles ofereçam sua colaboração ativa na construção de um Estado soberano e independente. Se cada um dos mais de 700 mil integrantes de nosso Partido mantiver contato com um integrante dos partidos amigos ou com uma pessoa sem filiação e exercer sobre ele uma boa influência do Partido, poderemos orientar uma massa de mais de 700 mil pessoas a desempenhar um papel exemplar na construção de um Estado soberano e independente.

Para terminar, quero sublinhar que se deve travar uma luta enérgica para superar o plano da economia nacional de 1948, aproveitando as experiências de tê-lo feito brilhantemente com o de 1947 e, sobretudo, aumentar a produção de artigos de primeira necessidade para a população. Os membros do Partido devem fazer todo o possível para elevar a produtividade do trabalho, reduzir o custo de produção e eliminar os fenômenos de desperdício.

Estou certo de que todas as organizações e os membros do Partido na província de Hamgyong Sul cumprirão brilhantemente as tarefas indicadas pelo Comitê Central, unidos estreitamente em torno dele.

Universidade Kim Il Sung alcança êxitos no ensino e na investigação científica

A Universidade Kim Il Sung está às vésperas do 80º aniversário de sua fundação.

Na mensagem histórica "Sobre o dever principal da Universidade Kim Il Sung na nova época da revolução do Juche", enviada aos professores, funcionários e estudantes da Universidade Kim Il Sung por ocasião do 70º aniversário de sua fundação, o estimado camarada Kim Jong Un apresentou um ambicioso projeto para fortalecer a instituição como uma universidade de nível mundial.

Durante mais de uma década, a universidade elaborou manuais de mais de 820 áreas e inventou mais de 1.260 métodos didáticos. Muitos graduados obtiveram títulos acadêmicos e graus docentes. Foram também equipados 10 centros de experimentação e mais de 230 laboratórios. Dessa maneira, ela tem impulsionado a educação e o desenvolvimento das ciências e tecnologias do país.

Os cientistas sociais desempenharam um papel fundamental na sistematização acadêmica da ideia revolucionária do estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia, demonstraram a justeza e a vitalidade das políticas do Partido e escreveram centenas de livros ideológicos e teóricos, obras que dão a conhecer os nobres traços dos grandes homens sem igual, livros de referência, manuais e dissertações.

Foram alcançados êxitos de grande importância na exploração das ciências básicas de interesse mundial, no desenvolvimento de produtos com ciências e tecnologias avançadas e na contribuição para a construção da potência econômica e a melhoria da vida da população.

Durante o 8º Período do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, a Universidade Kim Il Sung tornou-se uma instituição de pesquisa que integra o ensino, a pesquisa científica e a produção, contando com dezenas de faculdades e departamentos de nível avançado.

A instituição incorporou os estudantes dos cursos regulares à pesquisa científica com o propósito de prepará-los como competentes profissionais dotados de boas capacidades criativas e práticas, tendo resolvido satisfatoriamente dezenas de importantes tarefas de pesquisa. Muitos professores e pesquisadores publicaram suas dissertações em renomadas revistas acadêmicas internacionais.

Mais de 10 cientistas e técnicos destacados do Estado foram formados. O Prêmio de Ciência e Tecnologia 16 de Fevereiro foi concedido a centenas de estudiosos, e títulos acadêmicos e graus docentes foram concedidos a mais de 2.660 pessoas. Mais de 100 deles obtiveram o doutorado aos 20 ou 30 anos de idade.

Muitos professores e pesquisadores obtiveram mais de 1.260 certificados por novos métodos didáticos.

Enquanto isso, os estudantes também alcançaram notáveis êxitos. Foram formados centenas de bolsistas da Bolsa Kim Il Sung, dezenas de mestres e milhares de poliglotas. Muitos estudantes universitários publicaram suas teses em revistas acadêmicas internacionais e venceram concursos internacionais.

Foram instalados 10 centros de experimentação, incluindo o Centro de Ciências da Vida, e mais de 230 laboratórios.

A Universidade Kim Il Sung, supremo centro de pesquisa científica e ensino desenvolvido sob a direção dos grandes homens sem igual, ostenta seu prestígio como modelo na formação de competentes revolucionários na nova era da revolução do Juche.

Agência Central de Notícias da Coreia

Para uma Marinha mais forte

Em 6 de setembro, o destróier Kang Kon entrou em serviço em meio a uma cerimônia grandiosa no Porto de Wonsan, no Mar Leste da Coreia.

Três meses antes, outro destróier, Choe Hyon, o primeiro de seu tipo no país, havia soado o apito de sua entrada em serviço no Mar Oeste da Coreia. A mais recente entrada em serviço demonstrou claramente a firme vontade do país de construir uma frota oceânica, impulsionada pelo ardente desejo e aspiração por um país rico e um exército forte, bem como seu progresso ininterrupto rumo à modernização de sua Marinha.

Para a RPDC, um país marítimo, os mares a leste e a oeste são bases diretamente ligadas à vida de seu povo e também constituem territórios fundamentais sobre os quais exerce seu poder soberano.

A Marinha do Exército Popular da Coreia defendeu firmemente os mares do país por mais de 70 anos, realizando numerosos milagres com admirável espírito de combate, estratagema e bravura. Agora, a valente Marinha também está se tornando incomparável em seu armamento.

Para o país, a modernização do armamento naval apresenta-se como uma questão de importância fundamental.

Devido às imprudentes manobras de confronto dos EUA e de outras forças hostis, as águas ao redor da Península Coreana foram reduzidas ao maior ponto de concentração de equipamentos militares do mundo, às águas mais instáveis, com o perigo de uma guerra nuclear, e suas ameaças à segurança da RPDC ultrapassaram em muito o limite de perigo.

A dura realidade, na qual os mares estão se transformando no primeiro campo de batalha, demonstra claramente que a política confiável para defender a soberania nacional e a paz consiste em que a Marinha jamais pode limitar o alcance de suas operações às águas territoriais do país, mas deve ampliar sua capacidade de combate aos oceanos. Esta é a melhor opção para a defesa da integridade territorial e da paz duradoura do Estado, bem como um exercício legítimo de seu direito à autodefesa.

Em um discurso proferido há três anos, quando fez uma visita de congratulação ao Comando da Marinha do Exército Popular da Coreia por ocasião do Dia da Marinha, o estimado camarada Kim Jong Un apresentou a tarefa de melhorar radicalmente, em um curto período, a modernidade e a capacidade de combate da Marinha.

Ele estabeleceu a orientação original para o desenvolvimento da construção das forças navais modernas e conduziu poderosamente a luta por sua realização, transformando assim em realidade o antigo desejo do povo por uma Marinha poderosa.

Graças à sua destacada liderança sobre a modernização da Marinha, mantendo o princípio de adequar a capacidade a uma meta estabelecida pela época, em vez de estabelecer uma meta com base no cálculo da capacidade, dois grandes destróieres multifuncionais foram construídos em menos de um ano e meio e entraram em serviço nas águas correspondentes neste ano, após os procedimentos necessários, como a avaliação de seu desempenho e capacidade para realizar operações e os testes de funcionamento de seus equipamentos integrados.

Assim, a Marinha do Exército Popular da Coreia ingressou em uma nova e empolgante época de apogeu, na qual o poder e o espírito invencíveis do país serão levados adiante aos vastos oceanos.

O projeto de modernização da Marinha, destinado a construir grandes navios de guerra completamente novos por esforço nacional desde o início e equipá-los com sistemas de armas de fabricação nacional, está passando para a etapa de construção de diversos sistemas de combate de superfície e submarinos e de sua implantação nas águas costeiras e nos oceanos, sem quaisquer restrições.

Jong Hwa Sun

Naenara

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Os atos de proliferação nuclear dos Estados Unidos, que constituem um grave desafio à paz e à segurança internacionais, e nossa escolha imutável de resposta

Memorando do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

Devido ao rápido fortalecimento das forças nucleares dos Estados Unidos, que pretendem estabelecer uma hegemonia em escala global por meio de uma superioridade nuclear absoluta, e aos seus atos indiscriminados de proliferação nuclear, a situação de segurança internacional aproxima-se a cada momento do limiar de uma catástrofe nuclear.

Os atos abertos de proliferação vertical e horizontal dos Estados Unidos, a maior potência nuclear do mundo e o único país do mundo que utilizou armas nucleares, que fazem das armas nucleares um pilar para a realização de sua hegemonia unipolar e um meio de sobrevivência de sua tirania, constituem um fator fundamental que abala os alicerces do sistema internacional de não proliferação nuclear e ameaça a paz e a segurança mundiais.

O Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia publica este memorando para dar a conhecer ao mundo a verdade sobre os atos de proliferação nuclear dos Estados Unidos, que abandonam irresponsavelmente suas obrigações de desarmamento como Estado possuidor de armas nucleares e levam o sistema internacional de não proliferação nuclear à pior situação de crise, bem como os seus perigos.

1. Principal responsável pela proliferação vertical que traz um pesadelo nuclear global

Há mais de 80 anos, em julho de 1945, os Estados Unidos, que fizeram surgir pela primeira vez na história da humanidade uma nuvem em forma de cogumelo nuclear no deserto do estado do Novo México, não hesitaram em recorrer a todos os meios e métodos para transformar sua posse nuclear preventiva em um monopólio nuclear permanente.

Para sustentar seu monopólio nuclear, os Estados Unidos, sob a enganosa alegação de "controle internacional da energia nuclear", tomaram a iniciativa, em junho de 1946, de exigir um controle rigoroso do desenvolvimento nuclear de todos os países, incluindo os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, e, quando isso fracassou, procuraram alcançar uma superioridade nuclear absoluta desenvolvendo uma arma termonuclear mais poderosa, a bomba de hidrogênio, que utiliza a fusão nuclear.

Em 1958, concluíram o projeto básico da bomba de nêutrons, reconhecida como a "arma demoníaca do século XX", e realizaram seu primeiro teste de explosão em 1963; a partir de 1983, por meio de sua implantação operacional, fizeram do massacre por armas nucleares um fato consumado.

O fato de os Estados Unidos terem realizado 1.032 testes nucleares entre 1945 e 1994 e, no período em que a Guerra Fria atingiu seu auge, terem possuído mais de 32.500 diversos meios de ataque nuclear demonstra eloquentemente, em números, quão imensa catástrofe histórica para a humanidade as armas nucleares nas garras do "Império do Mal" quase provocaram.

Até a década de 1950, os Estados Unidos, confiantes em sua superioridade nuclear monopolista, ao entrarem em meados da década de 1960, devido ao peso financeiro causado pelos gastos militares excessivos e ao receio diante da superioridade nuclear da União Soviética, que havia se tornado a segunda potência nuclear mundial, passaram a recorrer, por trás dos bastidores do desarmamento nuclear, a manobras ainda mais astutas para se anteciparem na conquista da superioridade nuclear.

Para isso, os Estados Unidos realizaram com a União Soviética e a Rússia negociações bilaterais de desarmamento nuclear, incluindo a primeira rodada das negociações sobre a limitação de armas estratégicas (1969–1972) e a segunda rodada (1972–1979), e criaram mais de 20 tratados para evitar uma inferioridade nuclear em relação ao seu rival na competição.

Entretanto, os mecanismos de controle de armamentos, incluindo o Tratado sobre a Limitação dos Sistemas de Mísseis Antibalísticos (1972), o Tratado sobre a Eliminação de Mísseis de Alcance Intermediário e de Alcance Mais Curto (1987), o Tratado de Redução de Armas Estratégicas I (1991), o Tratado de Redução de Armas Estratégicas II (1993) e o Tratado de Reduções de Ofensivas Estratégicas (2002), foram sistematicamente destruídos pelas ambições hegemônicas nucleares dos Estados Unidos.

Em junho de 2002, durante o governo de George W. Bush, os Estados Unidos retiraram-se unilateralmente do Tratado sobre a Limitação dos Sistemas de Mísseis Antibalísticos sob o pretexto de enfrentar a "ameaça de mísseis balísticos" de países adversários e empenharam-se freneticamente na construção de um escudo antimísseis destinado a facilitar ataques nucleares preventivos.

O Tratado sobre a Eliminação de Mísseis de Alcance Intermediário e de Alcance Mais Curto, que constituía um pilar da segurança europeia e um dos importantes mecanismos de controle para prevenir uma guerra nuclear, também não escapou de ser abandonado em agosto de 2019, e, como resultado, uma situação instável, na qual surgem periodicamente sistemas de mísseis de alcance intermediário dos Estados Unidos capazes de transportar ogivas nucleares, está sendo criada nas regiões da Europa e da Ásia.

Em fevereiro deste ano, os Estados Unidos acabaram ignorando a proposta da Rússia de prorrogar por um ano a vigência das medidas de limitação quantitativa do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas e permitiram o vencimento do último tratado de desarmamento nuclear que ainda existia entre a Rússia e os Estados Unidos, garantindo, como resultado, uma base firme para acelerar o fortalecimento e a modernização de suas forças nucleares sem estar sujeito a quaisquer restrições legais.

O fato de os Estados Unidos estarem tornando públicas as alegações sobre os "planos de testes nucleares" de outros países e tramando a retomada dos testes de explosões nucleares sob o pretexto de uma "competição justa" parte unicamente da intenção de lançar seus adversários estratégicos no turbilhão da corrida armamentista nuclear e tentar realizar uma aceleração radical do fortalecimento de suas forças nucleares.

Hoje, devido à orientação política do atual governo estadunidense, que proclama a "América primeiro" e a "paz pela força", a modernização das forças nucleares dos Estados Unidos está sendo promovida em escala e profundidade que lembram o período da Guerra Fria.

Os Estados Unidos anunciaram a criação de um novo sistema de defesa antimísseis continental, o "Golden Dome", e, sob a ambição de "dominar sozinho o espaço e governar a Terra", estão acelerando o desenvolvimento e a implantação operacional de novas armas espaciais.

Durante o governo Clinton, os Estados Unidos, ao defenderem a "inofensividade, não letalidade e reversibilidade" dos meios de controle espacial, buscaram a hegemonia militar no espaço; ao entrarem no governo de George W. Bush, passaram a executar uma política espacial mais agressiva, incorporando à força as órbitas terrestres baixas ao seu âmbito de jurisdição e utilizando armas antissatélite para destruir as redes de comunicação espacial de outros países e impedir a coleta de informações no ar ou no espaço.

O fato de os militares estadunidenses terem reconhecido oficialmente recentemente que possuem "armas de controle espacial em órbita" também constitui, como prolongamento dessa política de hegemonia espacial, uma manifestação de uma perigosa intenção de assegurar um espaço operacional espacial ainda mais favorável para ataques nucleares estratégicos contra países adversários.

O que não pode ser ignorado é que o fortalecimento e a modernização das forças nucleares dos Estados Unidos para garantir uma superioridade nuclear absoluta nos "quatro grandes domínios operacionais", abrangendo terra, mar, ar e espaço, estão sendo executados assumindo um aspecto cada vez mais frenético.

Os Estados Unidos anunciaram um plano para renovar integralmente os três principais meios de ataque estratégico nuclear e estão acelerando, para os próximos dez anos, um investimento de aproximadamente 946 bilhões de dólares, destinado ao desenvolvimento atrasado do novo míssil balístico intercontinental "LGM-35A Sentinel", à implantação de 100 bombardeiros estratégicos furtivos "B-21" e à construção de 12 submarinos nucleares estratégicos da classe "Columbia".

Além disso, estão intensificando os esforços para ampliar e renovar integralmente seu arsenal nuclear, apresentando a primeira unidade produzida da nova bomba nuclear gravitacional "B61-13", acelerando o desenvolvimento de um míssil de cruzeiro nuclear lançado do mar e promovendo rapidamente a implantação da "B61-12", uma nova variante da série de bombas nucleares "B61".

O fato de os Estados Unidos terem reduzido significativamente o limiar para o uso de armas nucleares e estarem empenhados na elaboração de uma nova estratégia nuclear tendo em vista o uso de armas nucleares táticas mostra que essas armas nucleares não são simplesmente meios de "dissuasão" não destinados ao uso e voltados apenas para a "eliminação de ameaças" de países adversários, mas estão se estabelecendo plenamente como armas destinadas ao uso real no campo de batalha em caso de eventualidade.

Devido às ações indiscriminadas dos Estados Unidos para fortalecer suas forças nucleares, que se tornam cada vez mais abertas, e às suas intenções de utilizar armas nucleares, o equilíbrio estratégico de segurança em escala global está sendo gravemente ameaçado e o mundo está mergulhando cada vez mais profundamente no turbilhão da corrida armamentista nuclear.

2. Principal responsável pela proliferação horizontal que perturba o sistema internacional de não proliferação nuclear

O Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, assinado em 1968, estabeleceu sua missão como pedra angular do sistema internacional de não proliferação ao regulamentar as obrigações de não proliferação dos Estados possuidores de armas nucleares e dos Estados não nucleares, o direito ao uso pacífico da energia nuclear e a promoção de negociações para o desarmamento nuclear, entre outros aspectos.

Entretanto, em contradição com sua missão original e com as aspirações da humanidade, o tratado, desde o primeiro dia de sua existência, transformou-se em um meio para justificar as ameaças nucleares dos Estados Unidos contra países não nucleares e países fracos e em um instrumento para racionalizar a dominação e a ingerência, sendo brutalmente distorcido e mal interpretado pelo próprio Estados Unidos, país signatário, e jamais tendo contribuído adequadamente para promover a paz e a segurança.

Em desacordo com as disposições fundamentais do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, os Estados Unidos transferiram abertamente tecnologia de armas nucleares para suas forças seguidoras, transformaram o compartilhamento nuclear com os países-membros da OTAN em uma questão que o tratado não pode regulamentar e, atualmente, sob o pretexto de fornecer um "guarda-chuva nuclear" e uma "capacidade de dissuasão estendida", estão posicionando em grande escala seus próprios meios de ataque nuclear no território de outros países.

A partir de 1954, armas nucleares estadunidenses começaram a ser posicionadas em oito países, incluindo a então Alemanha Ocidental, Itália, França, Turquia, Países Baixos, Grécia e Bélgica, e seu número chegou a aproximadamente 3.000 em 1960 e ultrapassou 7.300 em 1971.

Por outro lado, o número de armas nucleares estadunidenses posicionadas na região da Ásia-Pacífico, incluindo Japão, República da Coreia, Filipinas e Taiwan, aumentou de mais de 1.700 por volta de 1960 para mais de 3.200 em 1967, e, especialmente na República da Coreia, mais de 1.720 foram posicionadas até 1985.

Atualmente, os Estados Unidos estão desperdiçando enormes quantias de dinheiro na reconstrução e modernização de bases militares no exterior para ampliar o posicionamento de suas armas nucleares táticas nos países aliados da OTAN na Europa.

De acordo com o plano de compartilhamento nuclear da OTAN, todos os elementos de defesa, incluindo a infraestrutura civil dos países europeus não nucleares, podem ser integrados às armas nucleares estadunidenses a qualquer momento, e são realizados todos os anos, sem falta, exercícios de guerra para submeter-se ao comando exclusivo das forças nucleares dos Estados Unidos e treinar os métodos de utilização de armas nucleares.

Além disso, o fato de os Estados Unidos terem forjado com a República da Coreia "diretrizes para operações nucleares", institucionalizado a realização regular do "Grupo Consultivo Nuclear" e, posteriormente, se comprometido a incluir armas nucleares no fornecimento de "dissuasão estendida" ao Japão revela claramente a verdadeira natureza do sistema de cooperação militar trilateral EUA-Japão-RC, que, sob a liderança dos Estados Unidos, está evoluindo a cada momento para uma aliança nuclear.

A posse de armas nucleares por Israel, que ainda hoje desperta preocupação e apreensão internacionais, e os esforços de vários países pró-Estados Unidos para alcançar um "armamento nuclear próprio" são, do princípio ao fim, produtos da proteção, conivência, estímulo e apoio dos Estados Unidos.

Em uma conversa secreta realizada em setembro de 1969 entre o então presidente dos Estados Unidos, Nixon, e a primeira-ministra de Israel, Meir, os Estados Unidos reconheceram a posse de armas nucleares por Israel e concordaram em manter esse fato em segredo, enquanto Israel manifestou sua intenção de continuar fabricando bombas nucleares.

Naquela época, os Estados Unidos ignoraram as críticas da comunidade internacional de que a nuclearização de Israel constituía uma ameaça ao Oriente Médio, exerceram pressão para impedir que a Agência Internacional de Energia Atômica questionasse as ambições nucleares de Israel e, por fim, lançaram as sementes da instabilidade nuclear no Oriente Médio.

Posteriormente, no final da década de 1980, o governo de George H. W. Bush vendeu secretamente a Israel mais de 1.500 equipamentos destinados ao desenvolvimento de armas nucleares e, em 1998, o governo Clinton chegou a dar garantias de que impediria a pressão internacional sobre o desenvolvimento de armas nucleares por Israel.

Por outro lado, a AUKUS, que vem ampliando continuamente seu alcance tendo como palco a região da Ásia-Pacífico, e as intenções da República da Coreia e do Japão de possuir submarinos nucleares estão provocando sérias preocupações na comunidade internacional.

Não é segredo que os Estados Unidos, que já em meados da década de 1950 haviam transferido para o Japão tecnologias essenciais necessárias ao desenvolvimento de armas nucleares, incluindo tecnologia de enriquecimento de urânio, sob o chamado "Plano Marshall Nuclear", apresentado sob a bandeira da cooperação em tecnologia nuclear, concederam ao Japão, por meio das revisões dos "Acordos de Energia Atômica EUA-Japão" realizadas em duas ocasiões, em 1968 e 1987, uma posição especial que lhe permite, sendo o único Estado não nuclear, reprocessar combustível nuclear usado e armazenar plutônio.

A realidade atual, na qual o Japão já acumulou cerca de 48 toneladas de plutônio, capazes de produzir 5.500 ogivas nucleares, e 1,2 tonelada de urânio altamente enriquecido, tornando-se a maior potência nuclear potencial do mundo, dotada de tecnologia e capacidade de produção nuclear de primeira classe, também não pode ser dissociada dos atos ativos de proliferação nuclear dos Estados Unidos.

O fato de o acordo AUKUS ter estabelecido um modelo para a transferência de tecnologia nuclear militar de Estados nucleares para Estados não nucleares é um exemplo que permite perceber claramente a essência da política nuclear de duplo padrão dos Estados Unidos.

O acordo AUKUS, que tem como seus "dois pilares fundamentais" o fornecimento de submarinos nucleares e a transferência de tecnologia nuclear, demonstra que a política nuclear dos Estados Unidos pode ser utilizada como meio para facilitar a expansão de blocos exclusivos de acordo com seus critérios convenientes.

O que não pode ser ignorado é que os Estados Unidos estão tramando envolver aliados como Japão, República da Coreia, Nova Zelândia e Canadá para transformar a AUKUS, em nome e de fato, na maior aliança de submarinos nucleares do mundo.

A aprovação pelos Estados Unidos da posse de submarinos nucleares pela República da Coreia é outra prova dos atos de proliferação nuclear segundo o método da AUKUS, tendo os submarinos nucleares como meio, e não pode deixar de ser um perigoso desenvolvimento da situação que acrescenta uma nova instabilidade ao ambiente de segurança político-militar da região da Ásia-Pacífico.

Os Estados Unidos, sob o pretexto do "Acordo de Energia Atômica" firmado com a República da Coreia em 1956 e revisado em 1974, bem como do "Acordo de Ciência e Tecnologia" anunciado em 1987 e revisado em 1999, transferiram sistematicamente tecnologias que podem ser utilizadas para o desenvolvimento de armas nucleares.

Posteriormente, em 2015, os Estados Unidos voltaram a promover negociações para a revisão do "Acordo de Energia Atômica" e, ao aprovarem o reprocessamento "no exterior" do combustível nuclear usado e as atividades de enriquecimento de urânio, acenderam uma luz verde para as ambições nucleares da República da Coreia de se elevar à condição de "Estado quase nuclear".

Em particular, os Estados Unidos encobriram deliberadamente as circunstâncias em que foram encontrados vestígios de extração de plutônio nos reatores nucleares sul-coreanos em 1998 e 2003 e, mesmo quando foi revelado que a RC havia desenvolvido, em 2000, equipamentos de enriquecimento de urânio e extraído urânio altamente enriquecido em três ocasiões, saíram em sua defesa, afirmando que se tratava apenas de "experimentos acadêmicos" e que "não era motivo para grande preocupação".

O fato de a cooperação nuclear EUA-RC em submarinos nucleares, apresentada sob o rótulo do uso de combustível de urânio pouco enriquecido, acabar possibilitando a realização das perigosas ambições nucleares da RC de assegurar o direito de enriquecer material nuclear de grau bélico e até mesmo obter armas nucleares, bem como o fato de a Austrália poder fabricar 160 ogivas nucleares com o combustível para submarinos nucleares que receberá sob o rótulo da AUKUS, refletem claramente a sombra negra dos Estados Unidos que inevitavelmente se projeta por trás da proliferação horizontal.

Por outro lado, em julho deste ano, os Estados Unidos assinaram com a Arábia Saudita um acordo nuclear civil que omite o chamado "padrão-ouro" da não proliferação nuclear, que exige a renúncia permanente aos direitos de enriquecimento de urânio e de reprocessamento de combustível nuclear usado e a adoção de um protocolo adicional com a Agência Internacional de Energia Atômica, provocando uma nova onda de corrida armamentista nuclear na região do Oriente Médio.

Se os atos de proliferação nuclear dos Estados Unidos, que se desenvolvem livremente tanto na direção vertical quanto horizontal, continuarem sendo tolerados, a "caixa de Pandora" será completamente aberta e uma terrível catástrofe nuclear será lançada sobre a humanidade.

* *

A situação geopolítica atual, na qual a ordem nuclear internacional chegou a um estado de colapso total devido ao rápido fortalecimento das forças nucleares dos Estados Unidos e aos seus atos abertos de proliferação nuclear, exige que o nosso Estado desempenhe um papel mais ativo na defesa da paz mundial e na garantia da segurança estratégica global.

Como Estado nuclear responsável, as escolhas de ação da República Popular Democrática da Coreia serão baseadas rigorosamente na grave realidade de que nenhuma organização internacional ou tratado internacional consegue controlar o fortalecimento das forças nucleares e as manobras de proliferação nuclear dos Estados Unidos, que ultrapassam todos os limites.

Isso constituirá um claro ponto de referência em nossos esforços para proteger os interesses de segurança do Estado e o ambiente de segurança da região.

27 de setembro de 2026

Pyongyang

Movimento para corrigir o mapa-múndi preconceituoso

No dia 4 passado, na Assembleia Geral das Nações Unidas, foi adotada uma resolução que incentiva a aceitação do mapa denominado "Terra Igual", que mostra com precisão a área real de cada continente, em substituição ao mapa de Mercator, que apresenta uma série de deficiências na elaboração dos mapas-múndi.

A resolução, proposta pelo Togo e apoiada pelos países-membros da União Africana, foi aprovada com o voto favorável de mais de 160 países.

O mapa de Mercator foi elaborado em 1569 pelo geógrafo neerlandês Gerhardus Mercator para ajudar as navegações mundiais dos colonialistas europeus. Afirmando que representava com precisão a superfície terrestre em um mapa bidimensional levando em consideração a curvatura da Terra, ele representou os países próximos ao equador menores do que realmente são e os países próximos às regiões polares maiores do que realmente são. Esse método de projeção cilíndrica conforme transversal, no qual a distância entre as linhas de latitude aumenta gradualmente à medida que se afasta do equador, também é chamado de projeção de Mercator.

Como resultado, no mapa de Mercator, o continente africano aparece com um tamanho semelhante ao da Groenlândia, no Ártico.

Na realidade, porém, a área da África é de aproximadamente 30,32 milhões de km², sendo nada menos que 14 vezes maior que a área da Groenlândia, de 2.175.600 km².

Esse mapa de Mercator, no qual se refletiam as concepções subjetivas dos colonialistas europeus, vem sendo utilizado de maneira generalizada em muitos países desde o século XVI até os dias de hoje.

Um membro de uma organização africana afirmou sua injustiça, dizendo: "É possível colocar dentro da África os Estados Unidos, a China, a Índia, o Japão, o México e a maior parte da Europa, e ainda sobra espaço."

Em 2018, uma organização de cartografia elaborou um mapa denominado "Terra Igual" para corrigir essa distorção, no qual o tamanho de todos os continentes e países é representado com precisão.

Em fevereiro passado, os 54 países-membros da União Africana apoiaram ativamente o uso desse mapa "Terra Igual", afirmando que ele "mostra com precisão o tamanho da África".

A aprovação, na presente Assembleia Geral das Nações Unidas, da resolução recomendando a adoção desse mapa "Terra Igual" é resultado dos esforços tenazes dos países africanos para recuperar sua posição independente no cenário internacional.

Antes da votação da resolução, o ministro das Relações Exteriores do Togo declarou: "Os mapas moldam as percepções e influenciam a compreensão sobre a posição das pessoas e dos continentes no mundo", e afirmou: "Um mundo justo começa com um mapa justo." Após a votação, expressou seus sentimentos, dizendo: "É evidente que mudar o mapa não muda o mundo. Mas corrigir aquilo que foi distorcido não é diferente de dizer a verdade."

Um representante de uma organização que até agora liderou o movimento pela eliminação do mapa de Mercator afirmou que a representação distorcida da África no mapa-múndi não é simplesmente um erro na elaboração cartográfica, acrescentando que corrigi-la faz parte dos esforços para eliminar a "mais antiga desinformação do mundo" sobre a África.

Além disso, um geógrafo queniano afirmou que o mapa de Mercator reduziu implicitamente a enorme quantidade de recursos, a população e as oportunidades de investimento do continente africano, dizendo: "O mapa não desempenha apenas o papel de guia para viajantes. O mapa mostra como as regiões são percebidas política e economicamente."

A resolução da presente Assembleia Geral das Nações Unidas não é juridicamente vinculante, mas espera-se que os mapas tradicionais utilizados em muitos países do mundo sejam substituídos por novos mapas. Vários países declararam que deixarão de utilizar o mapa de Mercator.

Meios de comunicação estrangeiros avaliam que, como o mapa de Mercator carrega os vestígios da era colonial, é natural que a Assembleia Geral das Nações Unidas tenha recomendado o uso do mapa "Terra Igual", possibilitando, assim, eliminar os preconceitos contra a África causados pelo mapa antigo e promover uma percepção mais objetiva. Ao mesmo tempo, apresentam ativamente os tenazes esforços do continente africano para eliminar todos os vestígios deixados pelo colonialismo ocidental, alcançar uma verdadeira independência política, econômica e cultural e elevar sua posição internacional.

Jang Chol

Rodong Sinmun 

Autodefesa na defesa nacional

Explicação de terminologias políticas

O princípio da autodefesa na defesa nacional é o princípio orientador para realizar a independência na área da defesa nacional.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos ter sempre presente a verdade de que a paz só é garantida por uma poderosa força militar, manter firmemente o princípio da autodefesa e continuar fortalecendo solidamente a capacidade de defesa do país."

O princípio da autodefesa é o princípio consistente de construção da defesa nacional de nosso Partido, que reflete a exigência legítima da construção de um Estado independente.

A capacidade de defesa nacional baseada na autodefesa é a força mais segura e confiável capaz de proteger a soberania e a dignidade do Estado e a tranquilidade do povo, além de ser a garantia militar da política independente e da economia autossustentada.

Mesmo que tenha território e poder estatal, um país que não possua uma capacidade de defesa nacional baseada na autodefesa não pode, na realidade, ser considerado um Estado independente. A capacidade de defesa nacional baseada na autodefesa é um poderoso meio que impulsiona a política e a diplomacia na direção correta, garante seus resultados e assegura de maneira confiável um ambiente pacífico para a construção econômica. Somente com a autodefesa existem independência o autossustento.

Manter o princípio da autodefesa é uma exigência indispensável decorrente das condições específicas de nossa revolução e uma exigência da atual situação política internacional, complexa e multifacetada, na qual as relações entre os países são determinadas pela força ou fraqueza de seu poder e por objetivos egoístas.

A autodefesa é precisamente o princípio imutável que o partido e o povo que fazem a revolução devem manter consistentemente na construção da defesa nacional ontem, hoje e amanhã.

Para manter firmemente o princípio da autodefesa, o importante, antes de tudo, é resolver à nossa maneira todas as questões que surgem no trabalho de defesa nacional. Resolver à nossa maneira todas as questões que surgem no trabalho de defesa nacional significa solucionar por nossas próprias forças todas as questões que se apresentam em todo o trabalho de defesa nacional, incluindo a construção da defesa nacional e as atividades militares, de acordo com os interesses de nossa revolução e de nosso povo e com as condições concretas de nosso país.

Em seguida, é fortalecer por todos os meios as forças autodefensivas, tendo o Exército Popular como núcleo. Para fortalecer as forças de autodefesa, é necessário acelerar vigorosamente a transformação do Exército Popular em uma força de elite e poderosa, elevar continuamente a capacidade de combate das forças armadas populares e fortificar todo o país.

Ademais, é preciso fortalecer ainda mais a independência da indústria de defesa nacional e estabelecer firmemente a indústria de defesa nacional sobre a base da ciência e tecnologia de ponta. A indústria de defesa nacional é a garantia material da capacidade de defesa nacional baseada na autodefesa. Somente fortalecendo a independência da indústria de defesa nacional e estabelecendo-a firmemente sobre a base da ciência e tecnologia de ponta será possível produzir e fornecer satisfatoriamente, em tempo hábil, armas modernas e equipamentos técnicos militares capazes de fazer frente à guerra.

Rodong Sinmun