segunda-feira, 13 de julho de 2026

O balanço da Reforma Agrária e as tarefas imediatas

Relatório apresentado pelo camarada Kim Il Sung na VI reunião ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte

10 de abril de 1946

Camaradas:

Tendo em vista as exigências amadurecidas do desenvolvimento de nossa sociedade e a situação interna e externa, o Partido decidiu realizar a reforma agrária na Coreia do Norte e concentrou todas as suas forças nessa tarefa. Todas as organizações e todos os membros do Partido desenvolveram uma luta ativa para cumprir essa decisão. Em consequência, conseguimos realizar vitoriosamente e sem dificuldades, dentro do prazo previsto, a reforma agrária, uma grande reforma democrática.

Por meio da reforma agrária, nosso Partido comprovou a justeza de sua política e fez com que as massas populares compreendessem claramente que somente ele é o genuíno representante dos interesses do povo. Todo o povo, que clama pela independência e pelo desenvolvimento democrático do país, apoiou com entusiasmo a política de nosso Partido.

Confiando no apoio das amplas massas populares, o Partido levou adiante, sem vacilar, essa tarefa democrática, derrotando toda espécie de manobras frenéticas e obstáculos levantados pelos traidores do povo e pelos reacionários.

1. Significado histórico da Reforma Agrária

Em primeiro lugar, a reforma agrária é a primeira medida para a execução das tarefas de democratização da Coreia.

Foram as relações feudais que, durante muito tempo, impediram o desenvolvimento social da Coreia. O imperialismo japonês manteve e fortaleceu as relações feudais de posse da terra no campo a fim de dificultar o desenvolvimento democrático da Coreia. Devido à cruel exploração e opressão feudais dos latifundiários, as massas camponesas gemiam na fome e na pobreza.

Como resultado da execução da reforma agrária, o sistema feudal de posse da terra, base social e econômica das forças reacionárias antidemocráticas, foi abolido em nossos campos de uma vez por todas. Diante dos camponeses da Coreia do Norte, agora libertados dos grilhões feudais, abriu-se um amplo caminho para o rápido desenvolvimento da economia rural e para a melhoria de suas condições de vida.

Em segundo lugar, a reforma agrária transformou o campo da Coreia do Norte, que antes era um bastião da reação, em um bastião da democracia.

Os camponeses, antes submetidos à escravidão pelos latifundiários, tornaram-se proprietários da terra e camponeses livres e, juntamente com a classe operária, a classe avançada de nosso país, constituem a força básica na construção de um Estado independente, próspero e poderoso, unificado e democrático.

Com a realização da reforma agrária, nosso Partido deu início à grande obra histórica de transformar a Coreia do Norte em uma sólida base democrática para a reunificação da pátria. Para construir uma Coreia reunificada e democrática, é necessário transformar a Coreia do Norte em uma poderosa base democrática em todos os campos da política, da economia e da cultura. Essa tarefa não poderá ser cumprida se os camponeses, que constituem a esmagadora maioria da população de nosso país, não forem emancipados do jugo dos latifundiários e se nossa atrasada economia rural não se desenvolver rapidamente.

A reforma agrária que realizamos há pouco aumentará grandemente o entusiasmo político dos camponeses na luta pela construção de um país independente, democrático, próspero e poderoso, e acelerará a democratização da Coreia do Norte. Ela também desenvolverá as forças produtivas agrícolas, melhorará a vida do campesinato e facilitará a rápida recuperação da indústria. Isso servirá de grande estímulo ao povo sul-coreano que luta pela construção de uma Coreia democrática reunificada e fortalecerá ainda mais as forças democráticas da Coreia do Sul.

Todo o povo coreano exige um governo provisório do mesmo tipo que o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, capaz de realizar transformações democráticas como a reforma agrária, e considera que o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, que implantou corajosamente essa reforma, deve ser o núcleo de um governo provisório unificado da Coreia e servir-lhe de modelo.

Em terceiro lugar, essa reforma agrária possui um grande significado internacional.

Após a conclusão da Segunda Guerra Mundial, a luta de libertação dos povos asiáticos vem alcançando um extraordinário impulso. O povo coreano realizou uma reforma agrária completa, a primeira de seu gênero na Ásia.

Por isso, a reforma agrária que realizamos não constitui apenas um grande acontecimento na história da Coreia, mas também um fato de enorme importância para a luta de libertação dos povos do Oriente. Ela inspirará profundamente os povos oprimidos do Oriente na luta emancipadora contra o imperialismo e as forças feudais internas.

2. O processo da Reforma Agrária e seu êxito

Após a promulgação da Lei da Reforma Agrária pelo Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, nosso Partido concentrou todos os seus esforços para assegurar a realização bem-sucedida dessa tarefa. Todo o Partido, desde o centro até os órgãos de nível inferior, foi mobilizado para prestar apoio aos comitês populares, e nossos militantes desempenharam o papel de núcleo entre as massas.

O Partido fortaleceu a frente única com outros partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático e os exortou a participar ativamente dessa tarefa, ao mesmo tempo em que organizava comitês rurais compostos por camponeses pobres e peões agrícolas, de modo que estes pudessem desempenhar um papel principal na realização da reforma agrária e se tornassem seus executores. Essa orientação de nosso Partido revelou-se correta.

Na província de Pyongan Sul foram fundados 2.255 comitês rurais, reunindo 15.785 membros, e cerca de 800.000 camponeses colaboraram nos trabalhos desses comitês. O número desses comitês, nas seis províncias, ultrapassou 11.500, com um total de 90.697 membros.

Desse modo, as amplas massas do campesinato foram mobilizadas, e os próprios camponeses tornaram-se os executores da reforma agrária; consequentemente, seu fervor político e sua consciência de classe aumentaram enormemente durante o processo de sua luta prática contra os latifundiários. A formação dos comitês rurais com camponeses pobres e peões agrícolas constituiu o fator fundamental para a plena realização da reforma agrária. As amplas massas camponesas participaram ativamente de sua execução, demonstrando o maior entusiasmo. Um grande número de ativistas surgiu do seio do campesinato no decorrer da reforma agrária.

Os funcionários e propagandistas de todos os partidos políticos e organizações sociais realizaram o trabalho de explicar e divulgar a Lei da Reforma Agrária entre as massas camponesas, e todo o campesinato foi mobilizado para realizar o levantamento dos latifundiários, de suas terras e de outros meios de produção. Após esse levantamento, procedeu-se à distribuição das terras, processo que, em geral, também transcorreu sem dificuldades.

Os camponeses conhecem a situação do campo melhor do que os pesquisadores dos assuntos rurais, trancados em seus escritórios e, por isso, puderam fazer o levantamento e a distribuição das terras com exatidão, sem qualquer ajuda destes últimos.

Nosso Partido aplicou da maneira mais acertada sua linha de massas na execução da reforma agrária e, como resultado, conseguiu conquistar as vastas massas populares e uni-las firmemente em torno de si. Por meio desse trabalho, as massas populares passaram a considerar nosso Partido como o verdadeiro defensor de seus interesses e depositaram nele uma confiança ilimitada. Isso é plenamente comprovado pelas dezenas de milhares de cartas, algumas escritas com sangue, enviadas pelos camponeses ao Comitê Central Organizador do Partido e ao Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, nas quais descrevem a emoção e a felicidade que sentiram ao receber a terra. Depois da reforma agrária, o campesinato uniu-se ainda mais estreitamente em torno de nosso Partido e apoia calorosamente sua política.

No decorrer da reforma agrária, nosso Partido admitiu em suas fileiras os melhores elementos entre os camponeses pobres e os peões agrícolas, fortalecendo assim sua posição no campo, melhorando sua composição e ampliando e consolidando ainda mais suas fileiras.

Durante a realização da recente reforma agrária, as organizações do Partido na província de Pyongan Norte incorporaram 3.272 pessoas às suas fileiras; e as organizações do Partido nas províncias de Hamgyong Norte e Sul, Pyongan Sul, Hwanghae e Kangwon admitiram um total de 9.058 novos membros, dos quais um terço provém do campesinato pobre. Tudo isso demonstra que, com a reforma agrária, o prestígio de nosso Partido aumentou entre as amplas massas camponesas e que o Partido já lançou sólidos alicerces nas zonas rurais.

Depois da reforma agrária, a fisionomia de nosso campo mudou radicalmente. Os camponeses trabalhadores são agora os donos de nosso campo. Em cada comuna e em cada condado, os latifundiários e os camponeses ricos foram afastados do Poder Popular, e o campesinato trabalhador, tendo como núcleo os camponeses pobres e os peões agrícolas, mantém firmemente o poder em suas mãos.

Assim, a reforma agrária foi realizada vitoriosamente graças ao fato de que, sob a direção de nosso Partido, nossos militantes e as grandes massas do campesinato, particularmente os camponeses pobres e os peões agrícolas, participaram ativamente dessa tarefa.

Como resultado da reforma agrária, foram confiscados 1.000.325 hectares de terras pertencentes aos imperialistas japoneses, aos elementos pró-japoneses, aos traidores da nação e aos latifundiários, sendo distribuídos 981.390 hectares entre 724.522 famílias camponesas sem terra ou com pouca terra.

Por que foi possível realizar a reforma agrária de maneira tão vitoriosa?

Primeiro: porque essa reforma era uma tarefa já amadurecida, que correspondia às necessidades vitais e à aspiração secular do campesinato. Durante um longo período, os camponeses coreanos sofreram a exploração feudal e, submetidos a uma dupla e tripla extorsão e opressão sob o domínio do imperialismo japonês, levavam uma miserável vida de servos, mal conseguindo garantir sua escassa subsistência, presos à pobreza e à fome.

O desejo mais ardente do campesinato era possuir sua própria terra e cultivá-la em seu próprio benefício. Contudo, esse desejo não podia tornar-se realidade sob o domínio dos imperialistas japoneses, enquanto o poder permanecesse nas mãos desses agressores estrangeiros.

Após a libertação, o Partido, com o objetivo de satisfazer esse anseio dos camponeses pela terra, convocou-os a lutar, antes de tudo, pela aplicação de um sistema de pagamento de três décimos da colheita como arrendamento e, dessa forma, preparou-os ideologicamente para realizar a futura reforma agrária. A consciência política e o entusiasmo dos camponeses cresceram durante a luta pela aplicação desse sistema de pagamento de três décimos da colheita. Os camponeses compreenderam que haviam adquirido o direito de falar e lutar por seus interesses e que precisavam libertar-se da exploração dos latifundiários.

De modo gradual, as reivindicações por terra por parte dos camponeses foram se manifestando com insistência cada vez maior. Pouco antes da reforma agrária, chegaram ao Comitê Central do Partido mais de 30.000 cartas de camponeses exigindo terras. Cartas semelhantes acumulam-se agora aos montes no Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte. No final de fevereiro passado, mais de 300 representantes dos camponeses de todas as regiões da Coreia do Norte visitaram o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte para apresentar a reivindicação de terras de todo o campesinato; e, por ocasião do aniversário do Levante de 1º de Março, neste ano, mais de dois milhões de camponeses, portando foices e enxadas, realizaram manifestações por toda a Coreia do Norte exigindo terras. O Partido considerou plenamente amadurecida a tarefa de atender a essa reivindicação vital de terras por parte do campesinato.

O Partido sabia que a histórica tarefa da reforma agrária só poderia ser realizada com êxito mediante o apoio e a participação ativa dos camponeses. Por isso, procurou fazer com que a Lei da Reforma Agrária fosse debatida nas reuniões dos camponeses. Estes a acolheram calorosamente e, em seguida, lutaram com grande dinamismo por sua execução, pois compreenderam plenamente que essa lei refletia com exatidão suas aspirações.

Segundo: nossos camponeses estavam politicamente conscientes e preparados a ponto de poder realizar a reforma agrária. Após a libertação, participaram do Poder Popular como verdadeiros donos do Estado e incorporaram-se ativamente ao trabalho de liquidar os elementos pró-japoneses e os traidores da nação que haviam impedido o desenvolvimento democrático da Coreia. Também defenderam seus interesses de classe organizando associações camponesas, por meio das quais se transformaram em uma poderosa força capaz de combater habilmente a classe dos latifundiários. As atividades das organizações sociais, como as associações operárias, a União da Juventude Democrática e a União das Mulheres, também exerceram grande influência na elevação da consciência política do campesinato.

Terceiro: a reforma agrária foi realizada sobre a base da formação de uma sólida frente única democrática. Entre os partidos políticos e as organizações sociais da Coreia do Norte não existem discórdias, como acontece na Coreia do Sul; ao contrário, mantêm uma firme unidade de ação. Todos eles participaram da reforma agrária como uma força unida e organizada.

Na execução da reforma agrária, nosso Partido empenhou-se em fortalecer a frente única com todos os demais partidos e organizações, bem como com todas as classes e camadas sociais, e em mobilizar ao máximo suas forças. Assim, os comitês rurais contaram não apenas com a assistência dos membros de nosso Partido, mas também com a de mais de três milhões de pessoas organizadas pertencentes à Federação das Associações Camponesas da Coreia do Norte, com mais de 700.000 membros; às associações operárias, com mais de 350.000; ao Partido Democrático da Coreia; ao Partido Neodemocrático da Coreia; à União das Mulheres, com mais de 300.000; à União da Juventude Democrática, com mais de 500.000; e também à Academia de Pyongyang, às organizações culturais, à Federação dos Artistas, à União dos Professores, à Companhia de Teatro do Povo, etc. Tudo isso representa uma vitória da política de frente única que nosso Partido segue de maneira constante.

Quarto: o triunfo da reforma agrária foi assegurado por uma sólida aliança entre os operários e os camponeses. Com o apoio da classe operária em sua luta contra os latifundiários, os camponeses passaram a confiar mais em si mesmos e demonstraram grande iniciativa.

A Federação Geral das Associações Operárias da Coreia do Norte selecionou 1.150 filiados, os melhores operários dos sindicatos de Pyongyang, como os mineiros, ferroviários, metalúrgicos e químicos, entre outros, e os enviou a todos os condados da província de Pyongan Sul para ajudar os camponeses. Também em todas as demais localidades os operários ajudaram ativamente os camponeses em sua luta para realizar a reforma agrária. Em consequência, a aliança operário-camponesa fortaleceu-se ainda mais por meio da realização da reforma agrária. Essa aliança será uma garantia decisiva para a vitória na luta pela construção de um Estado democrático e independente no futuro.

Quinto: a vitória da reforma agrária é resultado da atuação muito enérgica dos comitês rurais. Esses comitês, como base dos órgãos do Poder nas zonas rurais, estiveram à frente da luta contra os latifundiários, os elementos pró-japoneses e os traidores da nação.

Tudo isso nos permitiu alcançar uma grande vitória na realização da histórica reforma agrária.

3. As deficiências surgidas no processo da Reforma Agrária e as experiências que obtivemos

Nosso Partido desempenhou de maneira excelente seu papel dirigente na luta pela realização da reforma agrária. O Partido quebrou a resistência das forças reacionárias e alcançou uma grande vitória, mobilizando com êxito o fervor revolucionário e a atividade das massas camponesas, de acordo com sua linha de massas, e assegurando com sucesso a aliança entre a classe operária e o campesinato.

Por meio da reforma agrária, as forças do Partido saíram fortalecidas, e sua influência e prestígio cresceram consideravelmente entre as grandes massas.

Entretanto, não podemos deixar de admitir que, no decorrer do trabalho, surgiram deficiências pontuais e, por vezes, foram cometidos erros. Devemos necessariamente tirar as devidas lições a esse respeito.

Primeiro: alguns órgãos e organizações do Partido cometeram erros de direita ou de esquerda no decorrer da reforma agrária.

Em algumas localidades ocorreu o caso de serem classificados como latifundiários indivíduos que possuíam menos de cinco hectares de terra, multiplicando-se desnecessariamente o número de elementos hostis; houve também alguns casos de confusão desnecessária ao se determinar, sem princípios e arbitrariamente, quem eram os elementos pró-japoneses, bem como de violação das normas estabelecidas ao se agir movido por sentimentos pessoais de vingança. Evidentemente, esses erros foram corrigidos a tempo.

Algumas organizações do Partido cometeram esses erros porque seus membros não conseguiram compreender a essência da linha política e das políticas do Partido e lhes faltavam experiência e prática para executar essa linha.

Por isso, nosso Partido deve continuar melhorando sua composição, intensificar a luta contra as ideias da pequena-burguesia em seu interior e fortalecer o trabalho de educação de seus membros na política do Partido e no marxismo-leninismo.

Também houve alguns casos de camponeses atrasados que simpatizavam com os latifundiários e até mesmo os acobertavam, fazendo parecer que a terra dos latifundiários lhes pertencia. Tudo isso ocorreu porque a educação de classe no Partido e o trabalho de propaganda para inspirar nas massas o ódio aos latifundiários foram insuficientes.

O Partido, portanto, deverá sempre combater tanto os desvios esquerdistas quanto os direitistas e educar de forma consequente seus membros na ideologia da classe operária.

Segundo: o crescimento das fileiras do Partido deixou bastante a desejar. Durante o processo da reforma agrária, os comitês do Partido nas províncias de Pyongan Sul e Hamgyong Sul não tomaram medidas para admitir em suas fileiras os melhores e mais avançados elementos das massas trabalhadoras.

Em meio a uma luta de classes tão intensa, as organizações do Partido deveriam ter admitido em seu seio os melhores elementos e organizado, assim, células rurais do Partido. No entanto, algumas das organizações do Partido não realizaram bem esse trabalho. Devemos necessariamente corrigir esse erro, ampliar as fileiras do Partido e fortalecer ideológica e organizativamente as organizações partidistas para, dessa maneira, estabelecer solidamente sua posição no campo.

Uma das principais tarefas que nosso Partido enfrenta é reunir, sob sua influência, as massas camponesas libertadas da exploração dos latifundiários e admitir no Partido aqueles camponeses pobres e peões agrícolas que demonstraram iniciativa na luta pela execução da reforma agrária.

Terceiro: o trabalho de propaganda do Partido foi insuficiente.

Sobretudo, o trabalho de propaganda dos comitês provinciais do Partido deixou muito a desejar, e a organização e a atuação dos grupos de propaganda foram, em geral, fracas. Essa deficiência manifestou-se principalmente na província de Pyongan Sul. Em alguns lugares dessa província não foram afixados nem slogans nem cartazes. Eu, pessoalmente, fui ao condado de Taedong uma semana após a promulgação da Lei da Reforma Agrária, e ali não havia um único cartaz ou slogan à vista.

O mesmo aconteceu na província de Hwanghae. Os jornais que publicavam o texto da Lei da Reforma Agrária não eram acessíveis aos camponeses, e estes sequer conheciam o nome do órgão do Partido. Os jornais acumulavam-se aos montes nos comitês das províncias e condados do Partido. Isso é, de fato, um assunto grave. Como resultado, as massas camponesas não chegaram a ter um conhecimento pleno da reforma agrária.

Por falta de compreensão da Lei da Reforma Agrária, os próprios quadros da província de Pyongan Norte a interpretaram a seu bel-prazer e a aplicaram de forma equivocada. O Comitê do Partido do condado de Uiju, na província de Pyongan Norte, não realizou um estudo aprofundado da Lei da Reforma Agrária, nem das instruções do Comitê Central do Partido a respeito de sua aplicação, de modo que não pôde orientar os comitês populares nem os comitês rurais em seu trabalho, limitando-se a criar uma absurda "Comissão para a Execução da Reforma Agrária" dentro do comitê do Partido no condado, chegando inclusive a colocar na porta uma placa com esse nome. Esta é uma manifestação concreta da pouca energia com que foram realizados o trabalho de direção organizativa e o trabalho de propaganda do Partido.

Por ter sido tão fraca a propaganda do Partido, os camponeses não chegaram a compreender plenamente o significado político da reforma agrária e interessaram-se apenas pela distribuição das terras. Por isso, mesmo depois de receberem a terra, alguns dos camponeses sequer sabiam de onde ela havia vindo.

Isso se deve ao fato de que o trabalho de preparação e mobilização ideológica dos membros do Partido não foi satisfatório, e seus próprios dirigentes não possuíam um conhecimento pleno da política do Partido em relação à reforma agrária. Os órgãos e as organizações do Partido, em todos os níveis, devem corrigir prontamente as graves deficiências de seu trabalho de propaganda e intensificar seu trabalho político e propagandístico entre as amplas massas do povo.

Quarto: ainda nos falta maior vigilância. Depois da realização da reforma agrária, a luta de classes tornou-se mais aguda. Os latifundiários fazem seus últimos esforços desesperados, e os reacionários continuam suas atividades terroristas.

Durante a reforma agrária foram descobertas várias conspirações de elementos reacionários e pró-japoneses. No condado de Jasong, na província de Pyongan Norte, um latifundiário chegou a ocupar a presidência da União dos Camponeses do condado e tentou frustrar a execução da Lei da Reforma Agrária; e, no condado de Anak, na província de Hwanghae, os latifundiários e os elementos pró-japoneses mantinham rifles e metralhadoras enterrados. Em Phyonggang, na província de Kangwon, seis terroristas foram presos e, em Yongphyong, um japonês e dois traidores coreanos foram capturados em flagrante quando tentavam infiltrar-se levando veneno consigo.

Em Hamhung, estudantes das escolas técnicas e de ensino secundário realizaram uma manifestação contrarrevolucionária contra a reforma agrária, instigados pelos elementos pró-japoneses e pelos latifundiários. Isso demonstra a falta de vigilância por parte do comitê do Partido da província de Hamgyong Sul e das organizações do Partido da cidade de Hamhung.

Devemos ter sempre presente que ainda continuam as conspirações e as sinistras maquinações dos inimigos que procuram minar nosso Partido e o Poder Popular e enfraquecer as forças democráticas do povo. Apesar disso, as organizações de nosso Partido ainda não demonstram vigilância suficiente a esse respeito. Precisamos corrigir essa deficiência o quanto antes.

Quinto: o trabalho de reunir as amplas massas nas organizações sociais ainda não foi realizado de maneira satisfatória. Por meio da reforma agrária, o prestígio de nosso Partido cresceu extraordinariamente entre as massas populares; e, assim, organizações sociais como as associações camponesas, a União das Mulheres, a União da Juventude Democrática e outras, ao desenvolverem seu trabalho nas áreas rurais sob a direção do Partido, conquistaram também a profunda confiança das massas. No entanto, essas organizações sociais não conseguiram ampliar suficientemente suas fileiras.

Muitos ativistas camponeses que haviam demonstrado entusiasmo e dedicação na luta prática pela reforma agrária não foram admitidos nas organizações sociais. As associações camponesas adiaram a ampliação de sua organização para depois da reforma agrária, e a União da Juventude Democrática, em muitos casos, limitou-se apenas a acompanhar as associações camponesas e não lutou vigorosamente para atrair a juventude do campo para suas fileiras. Daqui em diante, as organizações do Partido, em todos os níveis, deverão, portanto, dedicar profunda atenção ao fortalecimento das organizações sociais no campo.

4. Nossas tarefas

Camaradas: agora que a reforma agrária foi concluída vitoriosamente, nosso Partido enfrenta a importante tarefa de consolidar e ampliar essa vitória. A consolidação e o desenvolvimento da vitória da reforma agrária só podem ser alcançados mediante o fortalecimento das forças de nosso Partido e a correta aplicação de sua política para o campo.

Quais são, nesse sentido, as tarefas imediatas de nosso Partido?

Primeiro: devemos fazer com que os camponeses, agora proprietários da terra, se dediquem a aumentar a produção, tanto para sua própria felicidade quanto para o benefício do Estado. Se, depois da reforma agrária, a terra for deixada abandonada ou houver uma queda nas colheitas, isso criará condições favoráveis para que os reacionários desenvolvam uma propaganda nociva.

Por isso, nossa palavra de ordem é: "Saudemos a primeira primavera da Coreia libertada com uma produção maior! Não deixemos abandonado um único palmo de terra!". O Partido deve assegurar o pleno cumprimento dessa palavra de ordem. Deverá orientar os camponeses para que realizem uma boa aragem de primavera e tomar medidas para abastecê-los com sementes, implementos agrícolas, fertilizantes e outros itens de necessidade vital. A fim de garantir o êxito da aragem de primavera, devemos mobilizar as associações camponesas e outras organizações sociais e fomentar entre os camponeses o espírito de ajuda mútua.

Os órgãos e as organizações do Partido, em todos os níveis, devem ter sempre presente que somente assegurando o êxito da primeira semeadura após a reforma agrária poderão consolidar sua vitória e solucionar, de maneira segura e vitoriosa, todos os difíceis problemas políticos e econômicos que possam surgir no futuro. Portanto, as organizações e todos os membros de nosso Partido nas áreas rurais devem lutar com dedicação e estar na linha de frente pelo êxito da aragem e da semeadura de primavera, sob as palavras de ordem: "Aumentemos a produção com todas as nossas forças!" e "Não deixemos as terras abandonadas!".

Segundo: a recente reforma agrária foi realizada de forma democrática e revolucionária por meio dos comitês rurais, formados tendo como núcleo os camponeses pobres e os peões agrícolas. O Partido já lançou a semente da revolução no campo. Devemos proteger e cultivar essa semente da revolução.

Com esse objetivo, o Partido deve fundir os comitês rurais com as associações camponesas para fortalecer estas últimas e elevar ainda mais seu papel. Não faz muito tempo, em algumas regiões, ocorreu que latifundiários e camponeses ricos se infiltraram nas associações camponesas e se apoderaram de sua direção, reduzindo assim o papel dessas associações. Daqui em diante, devemos selecionar os ativistas já comprovados entre os camponeses pobres e os peões agrícolas que participaram dos comitês rurais, colocá-los nos cargos de direção das associações camponesas e expulsar dali todos os reacionários, fortalecendo-as organizativamente.

Dessa forma, devemos fazer com que a posição de nosso Partido se consolide no campo, que se melhore a composição de suas organizações rurais e que suas forças se ampliem e se fortaleçam, tendo como base os camponeses pobres e os peões agrícolas.

Terceiro: devemos intensificar a educação política dos membros do Partido. Durante o processo da recente reforma agrária revelou-se que o nível político dos dirigentes do Partido é muito baixo, para não falar dos membros de base. Alguns dirigentes do Partido não conhecem bem as tarefas da revolução coreana na etapa atual, e muitos militantes desempenharam suas tarefas de maneira burocrática, em vez de explicar e divulgar plenamente a política e a linha do Partido entre as massas. Sobretudo, não realizaram a reforma agrária em estreita combinação com o trabalho político, isto é, com as tarefas políticas imediatas — tais como o estabelecimento de um governo provisório, a liquidação dos traidores da nação e dos reacionários, entre outras semelhantes —, limitando-se apenas ao trabalho prático de distribuição das terras.

É verdade que o nível político dos membros do Partido melhorou consideravelmente durante o processo da recente reforma agrária. Contudo, seu nível ideológico e político ainda continua muito baixo em relação às tarefas revolucionárias que temos pela frente e ao crescente despertar político das massas. Portanto, o Partido deve fazer tudo o que for possível para intensificar a educação política de seus quadros e de todos os seus membros.

Em especial, devemos travar uma luta correta contra os desvios de direita e de esquerda entre os quadros e os membros do Partido. Os membros de nosso Partido ainda não conseguiram armar-se firmemente com a ideologia marxista-leninista. Por isso, é preciso adotar uma atitude prudente em relação aos militantes que cometeram erros e educá-los com toda a sinceridade. Não devemos afligi-los rotulando-os levianamente como "direitistas", "esquerdistas" ou "faccionistas". Evidentemente, não podemos ignorar os desvios de direita ou de esquerda. Atualmente, os desvios direitistas são particularmente perigosos para nós, porque um número considerável de pessoas que estiveram sob a influência dos latifundiários e dos camponeses ricos ingressou nas fileiras de nosso Partido.

Devemos manter sempre uma atitude firme e travar uma luta de princípios contra toda espécie de desvio da linha do Partido, extirpando-os pela raiz antes mesmo que surjam. Não é um método correto de trabalho abandonar um membro do Partido sem ajudá-lo a corrigir seus defeitos a tempo e depois expulsá-lo de uma só vez quando esses defeitos já se tornaram irreparáveis. É preciso educar as pessoas com toda a sinceridade para que evitem antecipadamente os erros ou, pelo menos, para que cometam poucos; e, por sua vez, aqueles que incorreram em faltas devem compreender claramente seu erro e corrigi-lo.

Quarto: temos de fortalecer o trabalho dos órgãos do Poder Popular.

O Partido ainda falha na tarefa de dirigir satisfatoriamente os órgãos do poder. Nas localidades, o Partido não orienta nem auxilia os comitês populares em seu trabalho; ao contrário, os deixa de lado e os substitui em suas funções, transformando-os em órgãos incapazes. Nas províncias de Hamgyong Sul e Pyongan Sul, os órgãos do Partido deixaram de lado os comitês populares e assumiram a direção de tudo, fazendo com que esses comitês desempenhassem apenas um papel auxiliar.

Esse método de trabalho empregado pelas organizações do Partido teve como resultado a paralisação da capacidade criadora do Poder Popular e o enfraquecimento do papel dirigente do Partido.

Como nossos órgãos do Poder foram criados com base na frente única dos partidos políticos e das organizações sociais de caráter democrático, nosso Partido deve cooperar adequadamente com os partidos aliados dentro desses órgãos e, ao mesmo tempo, desempenhar o papel central e dirigente, executando toda a sua política exclusivamente por meio dos comitês populares.

Com o objetivo de fortalecer a direção do Partido sobre os órgãos do Poder Popular, devemos reforçar os grupos do Partido dentro dos comitês populares e intensificar a educação política de seus militantes, para que adquiram uma compreensão correta do papel dirigente do Partido em relação aos órgãos do Poder.

Ao mesmo tempo, devemos fortalecer o aparato dos comitês populares e colocar ali os melhores dirigentes.

Em não poucas localidades, os comitês populares ainda são muito fracos, e neles se infiltraram elementos reacionários. Assim, no condado de Kapsan, na província de Hamgyong Sul, o presidente do comitê popular tentou frustrar a execução da Lei da Reforma Agrária ao propor que as terras fossem distribuídas por sorteio. O presidente do comitê popular do condado de Huchang, na província de Pyongan Norte, havia sido membro do conselho provincial oficialmente nomeado, e seu vice-presidente havia sido um perverso administrador de condado durante o antigo domínio dos imperialistas japoneses. Nos primeiros dias após a libertação, ambos se declararam contrários ao sistema de pagamento de três décimos da colheita como arrendamento e à entrega voluntária de grãos ao Estado. É desnecessário dizer que esses elementos também procuraram criar obstáculos à reforma agrária. Não são poucos os comitês populares em que ainda se encontram latifundiários e burocratas corrompidos.

Apesar disso, esses órgãos do Poder não podem ser classificados como entidades que protegem os interesses dos latifundiários ou dos reacionários. Por sua própria natureza, pertencem ao nosso povo. O problema consiste em expulsar deles os elementos reacionários.

Devemos limpar os comitês populares dos elementos espúrios, substituindo-os pelos melhores membros dos comitês rurais. Os órgãos e as organizações do Partido, em todos os níveis, devem dedicar-se imediatamente à reorganização dos comitês populares.

Quinto: é preciso intensificar o trabalho das organizações de massas. Durante a recente reforma agrária, as atividades e o papel desempenhado pelas organizações de massas foram muito importantes, mas elas não se fortaleceram nem se desenvolveram suficientemente do ponto de vista organizativo. Em particular, o trabalho de desenvolvimento da União da Juventude Democrática, da União das Mulheres e de outras organizações não foi satisfatório. Há muitos condados onde as organizações da União das Mulheres ainda nem sequer foram criadas. Não podemos tolerar isso por mais tempo.

Os órgãos e os altos dirigentes do Partido, em todos os níveis, devem trabalhar ativamente para incorporar as massas de mulheres e de jovens das zonas rurais às organizações de massas e uni-las em torno do Partido e do Poder Popular, a fim de mobilizá-las, o mais rapidamente possível, para a construção do país.

Em relação ao trabalho das organizações sociais, gostaria de enfatizar o fato de que é importante fortalecer o trabalho da União da Juventude Democrática nas escolas e realizar um bom trabalho junto à juventude estudantil.

Onde quer que possam, os reacionários utilizam os estudantes para seus propósitos sinistros. Entretanto, cometeríamos um grave erro se considerássemos os estudantes, em seu conjunto, como elementos reacionários. Nem todos os estudantes são filhos de latifundiários, nem todos são reacionários.

Não devemos esquecer que os estudantes podem desempenhar um papel progressista nos países coloniais e semicoloniais. Os órgãos e as organizações de nosso Partido ignoraram esse fato e não deram atenção ao trabalho educacional e ao trabalho com a juventude estudantil, o que resultou em que muitos estudantes fossem utilizados pelos reacionários.

Por esse motivo, devemos começar examinando e reeducando os professores, com o objetivo de melhorar radicalmente o ensino. Além disso, devemos designar os melhores quadros da União da Juventude Democrática como vice-diretores de educação nas escolas de todos os níveis, para eliminar delas os estudantes reacionários e, ao mesmo tempo, fortalecer nelas o próprio trabalho da UJD. Deve ser estabelecido um sistema de bolsas de estudo estatais nos institutos e escolas especializadas para ajudar os estudantes de famílias pobres, devendo também ser melhorada a composição de seu corpo discente.

Sexto: nosso Partido deve fortalecer ainda mais suas bases de apoio no campo, consolidando e desenvolvendo os êxitos da reforma agrária. O Partido não deve apenas organizar suas células nas fábricas e empresas, mas também penetrar profundamente na massa dos camponeses pobres e dos peões agrícolas e desenvolver em larga escala o trabalho de criação de células entre eles. Ampliar e fortalecer suas posições é a tarefa mais importante que nosso Partido enfrenta em sua preparação para os combates vindouros.

Nosso Partido ainda não criou raízes profundas entre os operários e os camponeses, que constituem as massas fundamentais. É verdade que, durante o processo da recente reforma agrária, as posições do Partido se ampliaram e fortaleceram consideravelmente no campo. Mas isso é apenas o primeiro passo.

Por isso, as organizações e os dirigentes do Partido, em todos os níveis, devem concentrar todos os seus esforços no fortalecimento organizativo do Partido e na ampliação de suas fileiras.

As organizações do Partido devem erradicar completamente tendências como a de abrir suas portas sem obedecer a qualquer princípio, sob o simples pretexto de ampliar suas fileiras, e a de deixar os novos membros sem educação nem formação. É preciso impedir que ingressem no Partido indivíduos estranhos, como pró-japoneses, latifundiários e outros, e, ao mesmo tempo, manter continuamente uma vigorosa luta para liquidar os faccionistas e os elementos alheios, a fim de assegurar a integridade ideológica do Partido e sua unidade de vontade.

Por último, a propaganda perniciosa dos latifundiários e as manobras subversivas dos reacionários da Coreia do Sul devem ser completamente frustradas.

A propaganda maliciosa dos latifundiários pode ser classificada, em geral, em duas categorias. A primeira consiste em falsos rumores difundidos em torno da questão política, concretamente da questão do estabelecimento de um governo provisório. Os latifundiários reacionários ameaçam os camponeses dizendo que Ri Sung Man chegará ao poder e, então, eles serão novamente despojados de suas terras. A segunda está relacionada com a entrega voluntária de grãos ao Estado. Os latifundiários dizem que os camponeses receberam terras, mas afirmam que agora terão de suportar tributos mais pesados do que antes.

Diante dessa propaganda, qual deve ser nossa atitude?

Devemos realizar com toda energia uma campanha de propaganda para derrotá-la, mobilizando as melhores forças de propaganda de todas as organizações sociais. Devemos divulgar da maneira mais convincente que Ri Sung Man jamais poderá contar com o apoio do povo, pois se opõe à democracia exigida unanimemente por todo o povo coreano; que os camponeses, a partir deste ano, estarão livres do pagamento dos arrendamentos e dos múltiplos tributos que lhes eram impostos anteriormente pelos imperialistas japoneses e pelos latifundiários, restando apenas uma quantia muito razoável de impostos progressivos de acordo com o rendimento da colheita; e que os órgãos do Poder Popular farão tudo o que estiver ao seu alcance para melhorar a vida dos camponeses.

Não devemos apenas realizar o trabalho de propaganda de maneira altamente eficaz, mas também ajudar os camponeses a realizar uma excelente aragem de primavera e desenvolver entre as amplas massas um movimento de trabalho para a construção do país.

Ao mesmo tempo, devemos travar uma vigorosa luta contra as calúnias e as manobras subversivas dos reacionários da Coreia do Sul.

Hoje, a situação do campo na parte norte do Paralelo 38 apresenta um notável contraste com a do Sul. Ao norte do Paralelo 38, o problema da terra já foi completamente resolvido. Mas, ao sul dele, não foi implantado nem sequer o sistema de pagamento de três décimos da colheita como arrendamento, quanto mais uma reforma agrária, e nem mesmo foi apresentada a menor orientação para tentar resolver o problema da terra. Ao sul do Paralelo 38, os reacionários caluniam furiosamente a reforma agrária realizada na Coreia do Norte, bradando: "Esperem e verão. Sem latifundiários não será possível cultivar a terra". Nós temos de aumentar a produção agrícola, realizando adequadamente os trabalhos de aragem e semeadura de primavera, e melhorar a vida dos camponeses, para assim aniquilar completamente essa propaganda reacionária.

Anteriormente, os reacionários da Coreia do Sul clamavam pela eliminação do Paralelo 38, responsabilizando o Partido Comunista por sua existência; agora, porém, não estão em condições de pronunciar uma única palavra sobre a questão da eliminação do Paralelo 38. Parece que, não conseguindo dirigir o vento do Sul contra nós, agora estão muito assustados com o vento do Norte e aterrorizados pelas reformas democráticas que realizamos na Coreia do Norte e pela Plataforma de 20 Pontos que acabamos de promulgar.

Após a reforma agrária, anunciamos a Plataforma de 20 Pontos, que servirá de base para o futuro programa político de um governo coreano unificado, e já começamos a colocá-la em prática na Coreia do Norte. Como resultado, na Coreia do Norte as forças democráticas estão se desenvolvendo rapidamente e o nível de vida do povo se eleva gradualmente. Atemorizados por isso, os reacionários da Coreia do Sul estão tramando toda espécie de maquinações e enviam terroristas à Coreia do Norte com o objetivo de destruir nossas conquistas.

Assim, nem por um momento devemos afrouxar nossa vigilância contra a reação. Sobretudo nas províncias de Hwanghae e Kangwon, o trabalho político e organizativo do Partido deve ser fortalecido no campo, para que as amplas massas do povo intensifiquem seu ódio e sua vigilância contra o inimigo e aprendam a desmascarar e eliminar, por si mesmas, os espiões, os agentes de destruição e os sabotadores.

Camaradas: nosso Partido realizou vitoriosamente a reforma agrária, aspiração secular do campesinato coreano, e, com isso, lançou sólidas bases para o desenvolvimento democrático do país. Essa grande reforma socioeconômica constitui uma força extraordinária que dará um grande impulso à construção de um Estado democrático e independente.

As organizações de todos os níveis e os membros do Partido devem dedicar-se inteiramente à luta para consolidar os êxitos da reforma agrária e cumprir com êxito as tarefas democráticas imediatas.

Hyon Kwang Ok

A camarada Hyon Kwang Ok, funcionária do Restaurante Chonsok de Mangyongdae, atua como conferencista na equipe de propaganda por conferências, dedicando-se à divulgação da política do Partido entre as massas. Ao longo dos últimos dez anos, participou de centenas de atividades de conferência itinerante, levando as orientações do Partido a mais de 100 mil pessoas.

No início de sua atuação, sua primeira conferência, realizada em uma fazenda do distrito de Rangnang, não alcançou o resultado esperado, apesar do intenso preparo. A partir dessa experiência, passou a buscar orientação com conferencistas mais experientes e compreendeu que a eficácia de uma conferência depende da incorporação de exemplos concretos extraídos da realidade.

Desde então, Hyon Kwang Ok passou a dedicar grande esforço à pesquisa e à coleta de informações, chegando a percorrer longas distâncias durante a noite para reunir materiais que enriquecessem suas apresentações. Seu trabalho contribuiu para fortalecer a capacidade de mobilização das conferências e ampliar sua influência entre a população.

Em reconhecimento aos resultados alcançados, conquistou o prêmio especial na categoria de Conferencista Exemplar durante a 24ª Competição Nacional de Conferencistas, realizada em setembro de 2025. Sua dedicação ao trabalho de conferencista fez dela um exemplo entre os propagandistas de base que atuam na educação ideológica das massas.

Ri Un Hui

A camarada Ri Un Hui, trabalhadora da Oficina de Trabalho Leve de Munsu, da cidade de Pyongyang, atua como conferencista desde 2013. Durante mais de uma década, integrou a equipe central de propaganda por conferências do Comitê do Partido do distrito de Taedonggang, realizando centenas de conferências para mais de 170 mil pessoas e contribuindo para a divulgação da política do Partido entre os trabalhadores e a população.

Reconhecida por suas apresentações claras e acessíveis, Ri Un Hui dedica grande empenho à preparação de cada conferência. Para adaptar o conteúdo às características do público, estuda cuidadosamente os materiais e organiza suas explicações com base na política do Partido, buscando transmitir de forma compreensível as questões de maior interesse das massas.

Mesmo enfrentando dificuldades de saúde e tendo sido submetida a duas cirurgias, ela jamais interrompeu seu trabalho como conferencista. Durante a colheita do arroz, quando seus camaradas recomendaram que permanecesse em tratamento, insistiu em seguir com a equipe de propaganda até as fazendas cooperativas, considerando seu dever participar das atividades de conferência.

Graças à sua dedicação, a equipe central de propaganda por conferências do Comitê do Partido do distrito de Taedonggang conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional de Conferencistas de 2021 e o prêmio especial na edição de 2025. Por seu compromisso com a educação ideológica e sua atuação constante junto às massas, Ri Un Hui é apresentada como uma conferencista exemplar.

Mun Myong Sil

Mun Myong Sil (6 de abril de 1959 – 11 de junho de 2025) foi uma cidadã da cidade de Wonsan que dedicou grande parte de sua vida a atividades patrióticas de forma discreta e voluntária. A partir de 2008, realizou durante 17 anos consecutivos ações de apoio ao Exército Popular, visitando regularmente uma unidade situada próxima de um local de interesse histórico-revolucionário. Desde 2011, também participou da conservação das estátuas do grande Líder camarada Kim Il Sung, do grande General camarada Kim Jong Il e das Torres da Imortalidade.

Além do apoio às unidades militares, prestou assistência a 16 veteranos da Guerra de Libertação da Pátria e a quatro soldados com deficiência desde 2012. Também apoiou repetidamente importantes obras de construção do Estado e dedicou-se ao plantio e ao cuidado de mais de 13 mil árvores em Jangrim-ri, na cidade de Wonsan, trabalho que manteve por cerca de dez anos.

Apesar de suas numerosas ações, Mun Myong Sil nunca buscou reconhecimento. Não era membro do Partido do Trabalho da Coreia nem havia recebido títulos ou condecorações. Segundo familiares, vizinhos e pessoas que trabalharam ao seu lado, ela evitava divulgar suas atividades e até desencorajava aqueles que pretendiam torná-las conhecidas, considerando o patriotismo um dever de consciência, e não um meio de obter recompensas.

Mun Myong Sil faleceu em 11 de junho de 2025, após lutar contra uma doença incurável. Somente após sua morte a dimensão de sua contribuição tornou-se amplamente conhecida, por meio de relatos de militares, veteranos e outros beneficiados por seu trabalho. Seu exemplo de dedicação à pátria e ao povo continua sendo preservado e levado adiante por seus filhos.

O colo que acolheu os órfãos de guerra

Apresentamos aqui algumas histórias que transmitem o amor com que o grande Líder camarada Kim Il Sung acolheu em seu colo e cuidou calorosamente dos órfãos de guerra durante a Guerra de Libertação da Pátria (25 de junho de 1950 – 27 de julho de 1953), travada contra a agressão armada dos imperialistas estadunidenses.

A decisão do Conselho de Ministros adotada em meio ao fogo da guerra

Era 27 de dezembro de 1950, quando o grande Líder, para conhecer as condições de vida da população, visitou uma casa camponesa em Sapyong-ri, subcondado de Naenam, condado de Sunchon, província de Pyongan Sul (na época).

Ali, ao ver uma mulher vivendo com três filhos pequenos, o grande Líder perguntou-lhe onde estava o chefe da família.

Naquele instante, contendo a custo a tristeza que a invadia, a mulher relatou em detalhes como perdera para os inimigos o marido, em quem sempre confiara como o principal sustentáculo de sua vida.

Ao deixar a casa, o grande Líder permaneceu por muito tempo em silêncio, profundamente preocupado com a situação das crianças que haviam perdido o pai.

Uma semana depois, em 3 de janeiro de 1951, o grande Líder telefonou para um funcionário do Conselho de Ministros.

Mesmo durante o primeiro feriado do Ano-Novo, tendo passado a noite inteira pensando nas crianças que haviam perdido os pais, o grande Líder instruiu esse funcionário a estabelecer creches, orfanatos e escolas primárias para órfãos nas províncias e nas principais cidades, para que o Estado assumisse a criação dos órfãos de guerra.

Assim, em 13 de janeiro de 1951, quando a guerra ainda estava em pleno curso, foi adotada uma decisão do Conselho de Ministros sobre a criação de escolas para filhos de mártires, sendo tomadas medidas estatais para estabelecer essas escolas e os orfanatos e assumir a criação dos órfãos de guerra.

Doces transportados em caminhões militares

Entre as ordens, decisões e medidas adotadas durante a guerra relacionadas aos órfãos de guerra estava também a ordem da Comissão Militar, emitida em junho de 1952, intitulada "Sobre a transferência dos desalojados pela guerra e dos órfãos na província de Kangwon".

Em cumprimento a essa ordem, foi atribuída a uma unidade do Exército Popular da Coreia a missão de transportar em segurança os órfãos de guerra para a retaguarda.

Essa missão foi considerada várias vezes mais importante do que uma operação de combate destinada a eliminar centenas de soldados inimigos.

Mas isso não foi a única coisa que surpreendeu os militares da unidade. Em cada caminhão militar destinado ao transporte dos órfãos de guerra havia também doces para alimentar as crianças durante o trajeto da evacuação.

Os soldados estavam repletos da determinação de cumprir incondicionalmente essa missão até o fim, em respeito ao elevado propósito do grande Líder.

Yon Ok

 Naenara

Sítio Histórico de Hyonam

O Hyonam é um pequeno templo pertencente ao templo Myoumsa, construído durante a dinastia feudal de Joson (Estado feudal que existiu de 1392 a 1910), localizado em Sorim-ri, condado de Jaeryong, província de Hwanghae Sul.

Erguido junto a um penhasco em camadas na primeira curva das doze curvas do monte Jangsu, o Hyonam também é chamado de "Templo Suspenso", pois parece estar pendurado sobre um precipício rochoso de 120 metros de altura.

Quanto ao estilo arquitetônico, possui colunas de inclinação gradual, suportes do tipo ikgong e um telhado de duas águas com frontão que parece prestes a alçar voo. Além disso, a decoração tanchong, aplicada tanto no interior quanto no exterior, harmoniza-se perfeitamente com a paisagem natural.

Sua área construída é de 71,12 m². A fachada possui 6 vãos (11,2 m), a lateral 3 vãos (6,35 m), e as colunas têm 2,2 m de altura. Trata-se de um edifício de beirais duplos e telhado de duas águas com frontão.

O Hyonam também está envolto por uma lenda.

Conta-se que, antigamente, um irmão e uma irmã visitaram o monte Jangsu e lamentaram que um lugar de paisagem tão bela não tivesse nenhuma construção. Então decidiram construir cada um uma casa antes de partir. Apostaram para ver quem conseguiria erguer a construção mais bela e mais adequada à paisagem e iniciaram as obras. Diz-se que a irmã terminou primeiro. Ela construiu sua casa de forma tão engenhosa sobre um alto penhasco que parecia flutuar entre as nuvens e a névoa. O irmão concluiu sua obra um pouco depois, erguendo uma casa ainda mais alta, no topo de um penhasco extremamente íngreme, de modo tão extraordinário que mal podia ser vista. Entre as duas construções, a casa edificada pela irmã teria permanecido até hoje como o atual Hyonam.

Embora se trate de uma lenda, ela expressa vividamente o profundo amor do povo coreano por sua bela pátria.

Pak Il Hyok

Naenara

Novo método de educação extracurricular demonstra eficácia

A Escola Secundária Nº 1 de Moranbong aperfeiçoou seu método de educação extracurricular para melhorar a capacidade dos alunos de compreender e aplicar os conteúdos dos livros didáticos.

Ao analisar o método de orientação dos estudos extracurriculares utilizado anteriormente, os educadores da escola identificaram possibilidades de aumentar a eficiência da educação extracurricular.

Como as atividades extracurriculares eram conduzidas de maneira uniforme, os alunos não conseguiam dedicar esforços às disciplinas em que tinham mais dificuldades ou sobre as quais desejavam aprender mais.

Além disso, alguns professores tratavam o horário de revisão extracurricular como um tempo livre para recuperar aulas não concluídas, deixando de garantir a qualidade do ensino. Também, como a orientação era feita apenas respondendo às perguntas dos alunos, a educação extracurricular não conseguia se tornar uma atividade de ensino realmente eficaz.

Durante a busca por uma forma adequada de resolver esses problemas, professoras da escola, entre elas a vice-diretora Ma Kyong Sim, organizaram grupos por disciplina utilizando as salas especializadas já existentes na instituição. Elas criaram um método de funcionamento desses grupos em que eram previamente divulgados os conteúdos das atividades extracurriculares, os nomes as professoras responsáveis e os horários de funcionamento, permitindo que os alunos escolhessem a disciplina que desejavam estudar, de acordo com suas aptidões, talentos e nível de conhecimento, dirigindo-se à  professora de sua preferência para receber orientação.

Além disso, os grupos foram divididos em duas categorias conforme o nível de desempenho dos alunos, e as professoras responsáveis foram distribuídas de maneira racional.

Segundo Ma Kyong Sim, a educação extracurricular adaptada aos diferentes níveis e características individuais dos estudantes dobrou a eficiência do ensino em comparação com o método anterior.

Com base nisso, a escola desenvolveu um sistema de apoio ao funcionamento dos grupos extracurriculares capaz de realizar análises e avaliações objetivas e imparciais tanto das professoras quanto dos alunos durante o desenvolvimento das atividades.

A introdução desse sistema tornou possível planejar os grupos por disciplina, realizar as inscrições dos alunos e revisar e avaliar o funcionamento dos grupos de forma mais objetiva e científica.

Um aspecto digno de destaque no desenvolvimento e na utilização desse sistema é a função que permite às professoras avaliar a atitude dos alunos em relação aos estudos e aos alunos avaliar a capacidade de ensino das professoras.

Como resultado, intensificou-se a emulação entre as professores para aperfeiçoar suas capacidades e métodos de ensino, fortalecendo também seu senso de responsabilidade em relação ao desenvolvimento das habilidades dos estudantes.

Além disso, a escola criou um novo método de orientação dos estudos extracurriculares, como uma plataforma de perguntas e respostas, na qual todos os alunos e professoras de diferentes disciplinas realizam discussões e debates, resolvem problemas e conduzem experimentos sobre temas práticos de pesquisa em conjunto, independentemente da série ou da turma, ajudando os alunos a encontrar soluções para os problemas por conta própria.

Pyongyang Times