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sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Complexo de Construção de Minas de Tanchon celebra seu 50º aniversário
Primeira campeã mundial de luta na RPDC
Pak Yong Mi é treinadora de luta do Clube Esportivo de Pyongyang. Ela é a primeira lutadora da história nacional da luta feminina a conquistar uma medalha de ouro no Campeonato Mundial de Luta.
Nasceu na capital, Pyongyang. Desde a infância, tinha uma afeição especial pelos esportes e escolheu a luta como modalidade esportiva aos 10 anos de idade.
Dotada de boa preparação física e espírito perseverante, destacou-se nas competições nacionais poucos anos depois de começar a praticar luta e conquistou o campeonato nacional.
Treinou arduamente, ambicionando alcançar a supremacia na luta feminina. Como resultado, conquistou sua primeira medalha de ouro na categoria de 53 kg no Campeonato Asiático de Luta de 2013.
Depois, sob a orientação de seu treinador, propôs-se a adquirir diversas técnicas especiais e desenvolver grande capacidade física.
Seus esforços deram frutos. Ela conquistou medalhas de ouro na categoria de 53 kg nos Campeonatos Asiáticos de Luta realizados em 2018 e 2019, tornando-se tricampeã asiática.
Além disso, venceu todas as suas adversárias na categoria de 53 kg do Campeonato Mundial de Luta realizado no Cazaquistão em setembro de 2019, tornando-se a primeira campeã mundial de luta do país.
O então treinador Kim Kuk Song, que atualmente é secretário-geral adjunto da Associação Coreana de Luta, recordou que seu espírito indomável foi a chave que lhe permitiu alcançar o topo mundial.
Pak Yong Mi foi incluída na lista dos 10 melhores atletas nacionais em 2018 e 2019 e recebeu o título de Atleta do Povo.
Ham Kwang Hyok
Prestigioso instrutor esportivo
A Escola Secundária Superior Chungsong, no distrito de Rangnang, na cidade de Pyongyang, é muito conhecida no país por suas sucessivas vitórias conquistadas na competição de taekwondo da categoria de escolas secundárias superiores dos jogos esportivos nacionais dos estudantes realizados todos os anos.
Esse êxito deve-se aos grandes esforços de Kim Hyong Jin, instrutor do grupo de taekwondo da escola.
Em 1993, ele se formou na Universidade de Educação Física da Coreia e passou a trabalhar como professor de educação física na referida escola.
Quando Kim assumiu a responsabilidade pelo grupo de taekwondo, decidiu formar os estudantes como excelentes praticantes da arte marcial tradicional da Coreia.
Depois do trabalho ou nos dias de descanso, frequentava o Palácio de Taekwondo para receber orientações dos especialistas.
Também leu muitos materiais históricos e livros relacionados ao taekwondo.
Nesse período, alcançou o sexto grau de taekwondo e obteve a qualificação de árbitro nacional.
Ele ensinou aos membros do grupo movimentos especiais adequados às suas constituições físicas e intensificou constantemente o treinamento para que eles os aperfeiçoassem.
Às vezes, alguns estudantes desistiam diante dos exercícios tão intensos. Hyong Jin contava-lhes histórias sobre o taekwondo, seu desenvolvimento e sua superioridade, e apresentava-lhes os êxitos de seus antecessores nas competições, estimulando-os a se esforçarem ainda mais.
Posteriormente, os membros do grupo conquistaram o primeiro lugar no ranking, com 12 medalhas de ouro e 4 de prata, nos jogos esportivos nacionais realizados em junho deste ano, fazendo com que a escola se sagrasse vitoriosa todos os anos desde 2011 nesse evento.
Um estudante conquistou 4 medalhas de ouro na competição nacional de 2023 e alcançou os mesmos resultados no ano seguinte, para surpresa de todos. No ano passado, venceu todos os adversários e conquistou 7 medalhas de ouro e o prêmio de Melhor Jogador da competição.
Sim Chol Jun
Canção "Somos coreanos"
Desde os tempos antigos, o povo coreano possuiu um forte senso de justiça, amou a verdade e honrou a obrigação. E é um povo engenhoso e íntegro, de temperamento tenaz e diligente, de espírito corajoso e indomável e de vontade inabalável de jamais abandonar seu amor-próprio, mesmo que tenha de entregar a própria vida.
Há uma canção que exalta o fato de todas as disposições e belas qualidades do povo coreano estarem sendo plenamente manifestadas na era atual, quando a dignidade e a posição da RPDC alcançaram o mais alto nível. Ela se chama "Somos coreanos".
A canção tornou-se um sucesso imediato por refletir claramente o espírito indomável e a natureza inabalável dos coreanos, e o povo ainda gosta de cantá-la.
Um pesquisador da Academia Estatal de Ciências, que desenvolveu uma nova tecnologia de estilo coreano de grande importância prática, disse que "Somos coreanos" lhe dá uma força incrível diante das dificuldades e que se enche de orgulho por ser um cientista coreano sempre que canta a canção.
Esses verdadeiros sentimentos são expressos em todos os lugares onde ocorrem milagres e inovações, incluindo o Complexo de Cimento de Sangwon e o Complexo de Mineração de Carvão Juventude da Região de Sunchon, que ergueram bem alto a tocha do aumento da produção, o Complexo Siderúrgico Kim Chaek, uma base de produção de ferro na região norte do país, e o Complexo de Mineração de Komdok, a principal base de produção de minerais não ferrosos.
Olhando para o passado, o povo coreano foi obrigado, há um século, a resignar-se ao culto às grandes potências e à ruína nacional como seu destino, porque não possuía forças para defender seu país, embora este ostentasse uma história de 5 000 anos e uma brilhante cultura.
Quando foram privados até mesmo de seus nomes coreanos, sem falar de seu território e de sua soberania nacional, pelos imperialistas japoneses, o General Kim Il Sung levantou os coreanos para a grande guerra antijaponesa e libertou seu país. O grande Líder camarada Kim Il Sung e o grande Dirigente camarada Kim Jong Il formaram-nos como mestres que forjam por si mesmos seu destino e como um povo de grande força espiritual. E o estimado camarada Kim Jong Un está construindo a RPDC como um grande país de enorme dignidade e tremenda força.
Ao verem sua riqueza continuar aumentando e o alcance de sua civilização se ampliando, o povo coreano percebe vividamente mais uma vez que sua ambição e autoconfiança se tornam maiores a cada dia que passa, sob a liderança do grande líder.
É sua autoconfiança e ambição de que não pode haver impossibilidade para os coreanos, que não fazem discursos vazios, e de que a Coreia deve ser bela e grande.
Eles estão determinados a abrir caminhos que outros não puderam, avançar muito à frente dos outros e abrir bravamente seu caminho através de todos os desafios para realizar infalivelmente todos os seus sonhos e ideais. A força de seu espírito inabalável e de seu temperamento audacioso é a força motriz do atual salto adiante da RPDC.
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Para corrigir os erros e as deficiências manifestados no trabalho de algumas organizações do Partido
Informe do camarada Kim Il Sung na VI Reunião do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
15 de março de 1947
Camaradas:
No ano passado, o povo da Coreia do Norte cumpriu com êxito a histórica tarefa de realizar grandes reformas democráticas. Essas reformas, levadas a cabo na Coreia do Norte, correspondiam a uma tarefa que só poderia ser realizada em um Estado onde estivesse estabelecido um autêntico Poder popular.
Realmente, em um ano nosso povo realizou transformações socioeconômicas tão grandes que a nação coreana sequer havia podido imaginá-las. A promulgação e a aplicação bem-sucedida de leis democráticas como a Lei da Reforma Agrária, a Lei da Nacionalização das Indústrias, a Lei do Trabalho, a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, etc., constituem o triunfo mais glorioso e brilhante na história de nossa nação.
O histórico triunfo alcançado nas eleições democráticas de 3 de novembro de 1946, a brilhante vitória nas eleições dos membros dos comitês populares das comunas (ou bairros), realizadas em 24 e 25 de fevereiro do corrente ano, e nas eleições dos cantões, de 5 de março, assim como a realização bem-sucedida do Congresso dos Comitês Populares de Província, Cidade e Condado da Coreia do Norte, convocado em 17 de fevereiro, foram importantes oportunidades para resumir o histórico triunfo das reformas democráticas, realizadas após a libertação, e uma eloquente manifestação da construção democrática na Coreia do Norte.
Camaradas:
Todos os êxitos alcançados por nosso povo no ano transcorrido não vieram por si mesmos, sem lutas nem obstáculos.
Para assegurar a vitória das reformas democráticas, fomos obrigados a travar, sem descanso, uma dura luta contra as forças reacionárias estrangeiras e as forças reacionárias internas que conspiravam com elas: pró-japoneses, traidores da nação, etc., assim como acelerar a construção democrática em meio a essa luta. Nosso povo teve de fazer grandes esforços e suportar enormes cargas materiais para superar os obstáculos surgidos no início da construção do país e restaurar a indústria, os transportes e a economia rural devastados, que havia herdado dos imperialistas japoneses.
Nos últimos dias, apesar das frenéticas maquinações, abertas e ocultas, de todas as forças reacionárias contra a construção de uma nova pátria e de outras dificuldades que exigiam de nosso povo enormes esforços e contribuições materiais, nossa construção democrática avançou em ritmo acelerado, a uma velocidade sem precedentes na história da Coreia.
Dos êxitos das históricas reformas democráticas, alcançados no ano passado, tiramos a conclusão de que a Coreia do Norte, que avança com passos seguros pelo caminho da democracia, constitui uma sólida base política para a construção democrática em toda a Coreia e que nenhuma força será capaz de nos arrebatar esses preciosos êxitos na construção democrática.
O fator mais importante de nossa grande vitória na construção democrática foi que os partidos políticos e as organizações sociais de caráter progressista e democrático da Coreia do Norte formaram uma sólida Frente Unida Nacional Democrática, organizaram e mobilizaram eficazmente todas as forças patrióticas e democráticas, de diversas classes e camadas, para a construção de uma Coreia democrática, e que todo o povo, estreitamente unido e conjugando suas forças, trabalhou com abnegação, de corpo e alma, para construir um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso.
Então, qual foi o papel de nosso Partido nesta histórica luta pela construção democrática?
Nosso Partido foi a força principal que levou a cabo a histórica causa da reforma democrática e desempenhou um grande papel. Para cumprir a tarefa de democratizar a Coreia do Norte, apoiou ativamente diversas medidas democráticas aplicadas durante o ano transcorrido pelo Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e mobilizou todas as suas forças para realizar as reformas democráticas. Em benefício dos interesses das massas populares, o Partido tomou sobre seus ombros todo o peso da construção de uma Coreia democrática e lutou valentemente à frente delas.
Para ninguém é segredo que nosso Partido foi a força decisiva que resolveu todos os problemas de princípio surgidos na construção democrática da Coreia do Norte. Contudo, ao resolvê-los, cooperou sempre com os partidos políticos e as organizações sociais de caráter democrático e assegurou conscientemente a unidade de ação com esses partidos e organizações sociais em prol dos interesses da nação. O fato de nosso Partido lutar mantendo estreitos laços e conjugando suas forças com todos os partidos e organizações sociais democráticos integrados na Frente Unida Nacional Democrática possibilitou acelerar ainda mais nossa vitória.
Através da luta pela aplicação das reformas democráticas, nosso Partido enriqueceu-se com muitas experiências e lições, assim como cresceu e se fortaleceu ainda mais no aspecto organizativo e ideológico. Hoje, nosso Partido desenvolveu-se como um partido mais avançado, como um partido férreo e revolucionário em todos os aspectos: tanto no organizativo como no ideológico, tanto em sua unidade como em sua capacidade de trabalho.
Não é por acaso que nosso Partido conta agora em suas fileiras com mais de 650 mil militantes e desfruta da confiança e do respeito das massas trabalhadoras. Todas as organizações e membros do Partido demonstraram sua iniciativa criadora e desenvolveram uma luta abnegada para aplicar na vida as grandes reformas democráticas, graças ao que nosso Partido chegou a gozar da absoluta confiança e respeito das massas populares e aumentaram ainda mais sua autoridade e prestígio entre estas.
Através da grande obra realizada no ano passado por nosso Partido do Trabalho, convencemo-nos firmemente de que este, como representante e defensor dos interesses das massas trabalhadoras coreanas, pode organizá-las e mobilizá-las corretamente na luta pela construção de um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso, assim como alcançar inevitavelmente uma brilhante vitória nesta luta.
Camaradas:
Embora no ano passado nosso Partido tenha alcançado muitos êxitos na luta pela construção de uma nova Coreia democrática, isso não significa que não tenha havido nenhum erro ou deficiência no trabalho de suas organizações.
Embora o papel de nosso Partido no cumprimento da histórica tarefa de implementar as reformas democráticas tenha sido muito grande, houve graves erros e falhas políticas no trabalho de certas organizações partidistas, os quais causaram não poucos obstáculos à gigantesca obra de democratização de nosso país e enfraqueceram o papel de nosso Partido, diminuindo seu prestígio entre as massas. E é lamentável que certas organizações e funcionários do Partido não conheçam nem queiram conhecer este fato indiscutível.
Quais são, então, os erros e falhas que surgem no trabalho de algumas organizações partidistas?
Primeiro, o erro mais grave cometido por certas organizações e funcionários partidistas é o de não cumprirem pontualmente a política do Partido referente à Frente Unida Nacional Democrática.
Tanto umas como outros não sabem com certeza por que é necessária essa frente na construção de um Estado democrático, soberano e independente e qual é a política de nosso Partido a respeito dela.
A edificação de uma nova Coreia democrática exige urgentemente a estreita cooperação e a firme unidade de todos os partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático. Nosso Partido só poderá edificar com êxito um Estado democrático, soberano e independente, rico e poderoso, quando mantiver relações íntimas e se unir com os demais partidos políticos e organizações sociais democráticos que integram a Frente Unida Nacional Democrática.
Atualmente, muitos funcionários do Partido não compreendem claramente que este não é um partido privilegiado nem o único partido do Estado. Afirmo que é um partido que não goza de nenhum privilégio dentro dessa frente, mas possui os mesmos direitos que os demais partidos democráticos.
Entretanto, devido a essa compreensão errônea da política de nosso Partido em relação à frente unida, observa-se entre certas organizações e funcionários partidistas a tendência de não querer cooperar com outros partidos democráticos e de proceder como se fôssemos um partido privilegiado. Essa tendência errônea causa grandes prejuízos à grande obra de agrupar as amplas forças patrióticas e democráticas e de edificar uma Coreia democrática.
Devido a essa propensão de se comportarem como se fôssemos um partido privilegiado, organizações e funcionários de nosso Partido chegaram inclusive a cometer, em algumas regiões, um erro antipartidista: pioraram as relações com outros partidos democráticos e criaram grandes obstáculos ao cumprimento de nossa política partidista em relação à frente unida.
Podemos citar, como exemplo, os fatos ocorridos em algumas regiões da província de Phyongan Norte. Houve casos em que os membros do Corpo de Autodefesa, composto principalmente por militantes do Partido do Trabalho e da União da Juventude Democrática, trataram violentamente as pessoas, sob o pretexto de combater elementos nocivos infiltrados no seio do Partido Democrático. Esquecendo-se de sua missão e violando flagrantemente as exigências das leis democráticas, interrogaram, espancaram e encarceraram ilegalmente pessoas, infundindo temor e descontentamento em relação ao nosso Partido entre a população.
O que indicam os atos antipartidistas e antipopulares cometidos em algumas regiões da província de Phyongan Norte? Indicam que, em algumas organizações de nosso Partido, estão infiltrados elementos reacionários que tramam todo tipo de intriga para afastá-lo das massas populares, prejudicando seu prestígio e isolando-o assim na grande luta pela construção democrática.
Segundo, outro erro e falha cometidos por algumas organizações e funcionários do Partido é que ainda se valem, em seu trabalho prático, da tendência e do método de trabalho esquerdistas e do estilo de trabalho burocrático e policial, próprio da época do imperialismo japonês.
O caduco estilo de trabalho dos funcionários manifestou-se gravemente durante a campanha de recolhimento de cereais.
O erro cometido nesse trabalho por algumas organizações do Partido da província de Phyongan Norte é um exemplo evidente do que estamos dizendo. Sem levar em consideração a realidade concreta de cada condado, dividiram mecanicamente entre todos os condados a cifra do plano de recolhimento de cereais fixada pela unidade superior, acarretando assim graves consequências. Quanto aos recursos de cereais, 8 condados dessa província são muito pobres, 6 são abundantes e os demais, comuns. Mesmo depois de recolhidas em toda a província 13.197 toneladas de cereais, nos 6 condados onde os cereais eram abundantes sobraram mais de 26 mil toneladas. Naturalmente, não se deveria ter fixado um plano de recolhimento de cereais para os condados da região montanhosa, de recursos escassos, como Sakju, Changsong, Pyoktong, Chosan, Kanggye e Huchang ou, caso fosse fixado, deveria ser reduzido de tal maneira que os camponeses pudessem vender os cereais excedentes segundo o princípio da voluntariedade. Entretanto, na província de Phyongan Norte, a cifra do plano foi distribuída igualmente entre todos os condados, o que obrigou os condados com poucos recursos de cereais a realizar o recolhimento de maneira coercitiva e mediante ameaças.
Terceiro, uma das deficiências mais graves de que padecem algumas organizações partidistas é que realizam seu trabalho isoladas das massas.
Por estarem isolados das massas, não poucos comitês do Partido nas províncias, cidades, condados e cantões desconhecem como a política de nosso Partido é materializada entre elas e qual é seu nível político e ideológico. Aferrando-se invariavelmente ao método formalista de propaganda e agitação de lançar apenas palavras de ordem, essas organizações do Partido e seus dirigentes não organizam nem realizam substancialmente o trabalho de propaganda e agitação de acordo com o elevado entusiasmo político e as exigências das massas, nem realizam profundamente a educação ideológica entre elas.
Além disso, alguns funcionários dos comitês provinciais do Partido não dão a mínima atenção à orientação das organizações inferiores e só em casos especiais procedem à inspeção do trabalho dos comitês do Partido dos condados e cantões. Essa atitude dos funcionários do Partido no trabalho não apenas impossibilita, em última instância, que nosso Partido conheça a tempo as demandas e o estado de espírito das massas, mas também impede, como consequência disso, a correta materialização da política do Partido em algumas localidades.
Ao trabalhar isolados das organizações inferiores e das massas, o Comitê do Partido da província de Phyongan Norte e seu presidente desconhecem que, em algumas zonas da província, a política do Partido não é materializada como deveria. No condado de Changsong, dessa província, as organizações de todos os partidos políticos e entidades sociais impunham, cada uma a seu bel-prazer, encargos extratributários aos camponeses. Ali, as organizações do Partido do Trabalho, do Partido Democrático e do Partido Chongu cobravam arroz de seus respectivos militantes camponeses, e o comitê do condado da União dos Camponeses o arrecadava de todas as famílias para as despesas de seu trabalho. Impor ilegalmente encargos extratributários aos camponeses é, em última instância, um ato que mina o prestígio de nosso Partido e do Poder popular entre eles e que produz confusão, como ocorreu em algumas zonas.
Quarto, outro erro essencial de algumas organizações partidistas é não travarem uma luta enérgica contra as ideias caducas e corruptas e os atos delituosos que se manifestam entre os funcionários e militantes do Partido.
Atualmente, não são poucos os que, em vez de corresponderem à alta confiança e esperança do povo, usurpam os bens do país e do próprio povo, comportam-se de maneira autoritária, tal como os policiais e burocratas da época do imperialismo japonês, e corrompem-se ideologicamente. No entanto, as organizações do Partido não travam uma luta ativa contra semelhantes ideias antiquadas e atos delituosos antipopulares.
Quinto, alguns comitês provinciais do Partido revelam graves deficiências na direção das organizações inferiores, como os comitês de condado e cantão.
Alguns dirigentes dos comitês provinciais do Partido não realizam seu trabalho com métodos populares e democráticos, mas de maneira burocrática, e quebram a cabeça apenas para dar forma ao trabalho, em vez de se esforçarem para realizá-lo bem na prática. Aplicando o burocratismo e o formalismo em seu trabalho, pensam apenas em adornar luxuosamente seu escritório. Certos funcionários procuram elevar seu prestígio valendo-se desse estilo de trabalho formalista e burocrático, o que é, de fato, uma estupidez. Ignoram que só elevarão seu prestígio quando dirigirem bem, de maneira analítica, o trabalho das organizações inferiores e realizarem substancialmente o trabalho que lhes cabe assumir.
Atualmente, os comitês provinciais do Partido não orientam concretamente os comitês de condado e cantão para ajudá-los em seu trabalho, mas de maneira irresponsável, com métodos burocráticos e próprios de escritório. Em vez de enviarem, de maneira planejada, grupos de inspeção e ajuda para orientar substancialmente o trabalho das organizações inferiores, continuam, em muitos casos, realizando uma direção superficial, formal e improvisada.
Além disso, alguns funcionários orientam os funcionários das instâncias inferiores não com o estilo de trabalho democrático, mas de maneira burocrática e intimidatória. Por essa razão, os funcionários das organizações inferiores, tomados pelo temor, enganam as organizações superiores e não lhes informam veridicamente qual é a situação real de sua localidade. Tal método de direção burocrático é uma maneira perniciosa de trabalhar, que causa enorme dano ao trabalho de nosso Partido e cria entre os funcionários inferiores um ambiente de bajulação.
Certos funcionários do Partido não apenas não orientam a tempo o trabalho das organizações partidistas inferiores, como, mesmo quando o fazem, tampouco lhes apontam claramente os defeitos e erros cometidos em seu trabalho, nem difundem as experiências de trabalho das organizações mais destacadas, depois de analisá-las e sintetizá-las. Como resultado, embora digam que dirigem as organizações inferiores do Partido, não se registra grande melhoria em seu trabalho e, em especial, as boas experiências de algumas delas não são amplamente divulgadas entre todas as demais.
Sexto, algumas organizações e também alguns funcionários do Partido cometem um grave erro no trabalho de ampliar as fileiras do Partido.
Atualmente, não poucas organizações do Partido violam a exigência dos Estatutos quanto à rigorosa observância dos procedimentos individuais de admissão ao Partido. Em vez de admitirem, depois de estudar e verificar individualmente e com seriedade as pessoas que solicitam o ingresso no Partido, agem nesse trabalho sem qualquer exame ou controle, proporcionando aos elementos reacionários a oportunidade de se infiltrarem em suas fileiras. Outras organizações do Partido, defendendo apenas o aumento numérico de suas fileiras, chegaram inclusive a estabelecer a cifra de indivíduos que deveriam ser admitidos e a indicá-la às instâncias inferiores, que, por isso, realizaram mal o trabalho de ampliar as fileiras do Partido a fim de atingir o número fixado pelas organizações superiores. Como consequência, admitiram em suas fileiras até mesmo pessoas indignas.
Devido ao fato de as organizações e funcionários do Partido terem realizado o trabalho de ampliar suas fileiras sem observar os procedimentos individuais de admissão, dando importância apenas ao aumento numérico, ingressaram em nosso Partido não poucos indivíduos inexperientes e não forjados na vida orgânica e política. Esse súbito aumento das fileiras partidistas acarretou, consequentemente, o enfraquecimento do aspecto organizativo das unidades de nosso Partido.
Algumas organizações e funcionários do Partido não prestam a devida atenção ao trabalho de fortalecer organicamente as unidades partidistas e elevar o nível político e ideológico de seus militantes, como exige o rápido aumento numérico que ocorreu nas fileiras do Partido. Como consequência disso, o nível de vida orgânica e de preparação política e ideológica dos militantes é muito baixo e, por conseguinte, algumas organizações do Partido cometem os mesmos erros em que incorreram não poucas organizações da província de Phyongan Norte.
Sétimo, uma das principais deficiências manifestadas entre os funcionários de nosso Partido, especialmente entre os de altos cargos, é a pouca vigilância partidista e a transgressão da disciplina organizativa do Partido.
Entre certos quadros responsáveis observa-se a tendência de subordinar os interesses do Partido a relações de amizade e favoritismo, violando seus princípios. É possível ver essa prática também entre os quadros que trabalham no Comitê Central do Partido e os diretores de departamento do Comitê Popular da Coreia do Norte. Sem observar o princípio de trabalho com os quadros, de promover e colocar nesses cargos pessoas ideologicamente preparadas e com capacidade prática, alguns diretores de departamento e de seção realizam esse trabalho baseando-se em suas relações de amizade e considerações particulares. Procuram promover e colocar, sem qualquer verificação, nos órgãos do Partido ou do Poder popular, pessoas com as quais mantêm vínculos dessa natureza.
Embora nossos funcionários proclamem em alta voz a necessidade de intensificar a disciplina do Partido e elevar a vigilância, na prática não procedem assim.
Entre os quadros há aqueles que não conhecem profundamente as condições específicas do desenvolvimento de nossa revolução no presente.
Atualmente, nosso país encontra-se dividido em duas zonas pelo Paralelo 38, devido à ocupação da Coreia do Sul pelos agressores imperialistas ianques. A questão não consiste apenas em que a Coreia esteja geograficamente dividida em Norte e Sul, mas também em que nessas duas partes existem regimes político-sociais diferentes. Em outras palavras, o problema consiste precisamente em que o Norte e o Sul da Coreia avançam em duas direções opostas: a democracia e a antidemocracia, o Poder popular e o reacionário. Isso nos exige aguçar mais do que nunca a vigilância partidista e nacional. Não obstante, por considerações de amizade e relações pessoais, alguns quadros do Partido e diretores de departamento do Comitê Popular da Coreia do Norte, contrariando as normas organizativas, encontram-se e mantêm relações de trabalho com pessoas absolutamente não identificadas, vindas do Sul do Paralelo 38, onde prosperam os elementos reacionários. Esses funcionários não pensam de modo algum que entre esses “amigos” possa haver reacionários que tentam frustrar nossa obra de construção da nova Coreia democrática.
Recentemente, ocorreu o caso de certo diretor de departamento do Comitê Popular da Coreia do Norte ter se encontrado, na sede desse órgão supremo do Poder popular, com um forasteiro que havia chegado sem passar pelos canais organizativos e não havia sido identificado, mantendo relações com ele. Quem poderá garantir que entre tais pessoas não haja elementos espúrios enviados pelos reacionários sul-coreanos? O presidente do Comitê do Partido da Cidade de Chongjin, na província de Hamgyong Norte, permitiu que uma pessoa não militante, apenas pelo fato de ser um velho conhecido seu, participasse da reunião dos funcionários do Partido. Todos esses fatos comprovam que nossos funcionários não possuem vigilância partidista.
Por último, um dos principais defeitos de que padecem as organizações do Partido é que realizam de maneira débil a crítica e a autocrítica em seu trabalho cotidiano.
A crítica e a autocrítica são poderosas armas que servem para fortalecer ainda mais as organizações do Partido em seus aspectos ideológico e organizativo e para educar e forjar seus membros. No entanto, algumas organizações não realizam em nível adequado a educação e preparação de seus militantes por meio de uma crítica e autocrítica saudáveis. Em particular, alguns funcionários partidistas evitam, por temor, a crítica e a autocrítica. É por essa razão que se reconciliam e fecham os olhos, sem aplicar qualquer sanção partidista, até mesmo aos membros que cometeram atos delituosos, para não falar de certas organizações e membros do Partido que apresentam defeitos. Pelo fato de a crítica e a autocrítica serem realizadas de maneira inadequada, alguns militantes continuam cometendo atos delituosos, e aqueles que possuem uma vigilância partidista débil e baixo nível de consciência ideológica corrompem-se ideologicamente.
Um fato ocorrido no cantão de Ryongmun, condado de Sinchon, província de Hwanghae, é uma clara prova da indiferença das organizações partidistas diante dos atos delituosos cometidos por determinados militantes. Recentemente, recebi uma carta de um camponês desse cantão. Segundo a carta, ele havia informado ao presidente do comitê cantonal do Partido sobre atos de corrupção e violência cometidos por um funcionário da União dos Camponeses no cantão. Pois bem, aquele dirigente, em vez de punir quem havia cometido as más ações, maltratou o camponês denunciante. Depois de pensar muito, este decidiu escrever-me e contar-me o triste caso. Quão deplorável, quão antipartidista, antipopular e delituoso é isso! A queixa desse camponês é um exemplo concreto de que as organizações e funcionários do Partido não combatem os elementos negativos e estranhos infiltrados em suas fileiras.
Camaradas:
Como surgiram semelhantes erros e deficiências entre certas organizações e funcionários do Partido? Na reunião de hoje devemos analisar a fundo as causas desses erros e deficiências no trabalho de algumas organizações partidistas.
As principais causas dos erros e defeitos de que padecem algumas organizações de nosso Partido residem, primeiro, na débil educação político-ideológica dos funcionários e militantes do Partido e em sua fraca preparação política.
Segundo, no fato de que as organizações e militantes do Partido se vangloriam, embriagados pelos êxitos, e relaxam por carecerem de vigilância política.
Terceiro, no fato de que as organizações partidistas, por não terem educado corretamente seus militantes no cumprimento consciente da disciplina e na manutenção de uma vida orgânica normal no Partido, não puderam estabelecer em seu seio uma férrea disciplina e uma atmosfera consequente de vida orgânica, e por não terem trabalhado eficazmente para fortalecer organizativa e ideologicamente suas unidades inferiores.
Camaradas:
Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para corrigir o quanto antes os erros e defeitos revelados em algumas organizações e entre funcionários do Partido, e melhorar radicalmente seu trabalho.
Primeiro, as organizações do Partido de província, cidade, condado e cantão devem pôr fim, de uma vez por todas, à tendência errônea de menosprezar a educação político-ideológica de seus funcionários e membros.
O destino de nosso Partido e o êxito de seu trabalho dependem da educação e formação política e ideológica proporcionadas a seus funcionários e militantes. Profundamente conscientes de que elevar por todos os meios seu nível ideológico e teórico e seu despertar político constitui a principal tarefa que se apresenta às organizações partidistas na etapa atual, temos de concentrar todos os esforços na intensificação da formação nesse terreno.
Segundo, é preciso fortalecer ainda mais o trabalho da Frente Unida Nacional Democrática.
Com vistas à construção de um Estado soberano e independente, democrático e unificado, rico e poderoso, é preciso fortalecer a Frente Unida Nacional Democrática, que abrange amplas forças patrióticas e democráticas. Isso é exigido também pelas amplas massas populares de todas as classes e camadas que amam o país e a nação.
Para fortalecer a Frente Unida Nacional Democrática, é preciso, sobretudo, acabar completamente com a tendência errônea de alguns funcionários e militantes do Partido, despreparados no aspecto político-ideológico, de se comportarem como membros de um partido privilegiado dentro da frente unida. Ao mesmo tempo, é preciso orientar as organizações do Partido, de todos os níveis, assim como todos os seus militantes, a se esforçarem ativamente para consolidar e desenvolver ainda mais a aliança com os partidos políticos e organizações sociais democráticos e unir firmemente as amplas massas na frente unida.
Terceiro, as organizações do Partido de todos os níveis e seus funcionários devem melhorar radicalmente o trabalho junto às massas e estreitar fortes laços com elas.
Com vistas a melhorar o trabalho junto às massas, é preciso combater, antes de tudo, a tendência dos funcionários do Partido de não se fundirem com as massas populares e resguardar-se rigorosamente dos desvios esquerdistas e direitistas nesse trabalho.
Os funcionários dos comitês do Partido nas províncias, cidades, condados e cantões devem ir regularmente aos locais de trabalho para ouvir a voz das massas, estudar suas demandas e seu estado de espírito e aprender humildemente com elas.
Todas as organizações do Partido devem realizar pacientemente a educação político-ideológica entre as massas populares e, em particular, desenvolver vigorosamente a Campanha de Mobilização Ideológica Geral para a Construção do Estado. Isso deve se transformar em uma importante tarefa de todo o Partido para melhorar o trabalho com as massas.
As organizações partidistas, em todos os níveis, devem tomar medidas rigorosas para eliminar o quanto antes atos antipopulares como, por exemplo, arrecadar ilegalmente produtos em espécie ou dinheiro dos camponeses, isto é, impor encargos econômicos que provoquem descontentamento. Daqui em diante, deve-se considerar como atos nocivos e antipopulares a imposição, em desacordo com a lei, de encargos econômicos ao povo, provocando seu descontentamento, e, se os militantes de nosso Partido cometerem tal erro, devem ser-lhes aplicadas rigorosas sanções partidistas, inclusive a expulsão.
Quarto, é preciso prestar profunda atenção à melhoria radical do trabalho do Partido em seu conjunto e, em especial, de seu trabalho interno, e ao fortalecimento dos comitês de cantão e de outras organizações inferiores.
O importante para melhorar o trabalho das organizações partidistas inferiores é reorganizar adequadamente o quadro de funcionários e formá-los devidamente. É necessário examinar seriamente os quadros das organizações inferiores, excluir os incapazes e promover e colocar em seus postos pessoas destacadas, que tenham boa preparação política, ideológica e profissional e sejam comprovadas na luta prática. Da mesma forma, é preciso intensificar a formação dos funcionários do Partido para elevar seu nível político, ideológico e teórico e ensinar-lhes adequadamente os métodos de direção partidista das massas e suas experiências. Os comitês do Partido das cidades e condados devem estabelecer um sistema correto de educação para os funcionários das organizações inferiores e formá-los periodicamente, durante 2 ou 3 dias por mês.
As organizações do Partido de todos os níveis e os militantes devem trabalhar ativamente para assegurar a unidade e a pureza de suas fileiras, mantendo elevado senso de responsabilidade e vigilância revolucionária. Daqui em diante, a prática de admitir cegamente no Partido pessoas incompetentes deve ser combatida de maneira intransigente, considerando-a um ato antipartidista destinado a enfraquecer e macular suas fileiras.
Para assegurar a unidade e a pureza das fileiras do Partido, é importante expulsar toda classe de oportunistas e reacionários. Devemos eliminar completamente, o quanto antes, os reacionários, elementos ocasionais e estranhos infiltrados nas fileiras do Partido.
As organizações do Partido devem impedir a infiltração em seu seio de elementos antipartidistas e estranhos e fortalecer ainda mais o Partido, lutando ativamente pela unidade e coesão de suas fileiras e orientando todos os seus militantes a amá-lo como a menina de seus olhos.
As organizações do Partido devem intensificar a crítica e a autocrítica entre os militantes, educá-los para que todos cumpram conscientemente sua disciplina e sejam fiéis à vida orgânica partidista, e combater energicamente todo tipo de prática negativa de usurpar bens do Estado e do povo ou cometer atos corruptos.
Quinto, as organizações do Partido, em todos os níveis, devem combater sem piedade as condutas contrárias ao espírito partidista que alguns de seus funcionários e membros praticam, presos a vínculos de amizade e considerações pessoais, ignorando a disciplina orgânica do Partido, fora da organização, e procurando subordinar os interesses do Partido a tais relações.
Sexto, é preciso convocar o quanto antes reuniões ampliadas dos comitês do Partido de província, cidade, condado e cantão, para analisar e resumir seriamente o trabalho de suas organizações e, por meio de uma crítica e autocrítica saudáveis, revelar completamente e corrigir os defeitos surgidos no trabalho partidista.
As organizações do Partido de todos os níveis e seus funcionários devem tirar uma séria lição dos erros e deficiências de que padece seu trabalho, corrigi-los com audácia e cumprir devidamente todas as tarefas mencionadas, melhorando radicalmente sua atividade partidista.
Estou firmemente convencido de que, ao melhorar prontamente o trabalho de suas organizações em todos os níveis, nosso Partido, que goza do absoluto apoio e respeito de todo o povo coreano, desempenhará magnificamente seu papel dirigente, conduzindo as massas populares à vitória e marchando na vanguarda da luta pela construção democrática da pátria.
A política tarifária indiscriminada que provoca oposição dentro e fora do país
Os governos de 25 estados dos Estados Unidos entraram com uma ação judicial contra o governo federal no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos.
O motivo foi a medida anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, em 24 de julho, de impor novas tarifas de 10 a 12,5% sobre produtos importados de 60 parceiros comerciais, sob o pretexto de impedir a importação de produtos fabricados por meio de trabalho forçado.
Os governos estaduais alegaram que essa medida tarifária constitui um ato que ultrapassa a autoridade legal e solicitaram ao tribunal que obrigasse o governo federal a retirar a medida tarifária, declarar ilegais as tarifas impostas e tomar medidas concretas para devolver as tarifas já pagas. O fato de as partes que entraram com a ação serem governos das principais regiões dos Estados Unidos, incluindo os estados de Nova Iorque, Arizona, Califórnia e Washington, mostra que a insatisfação com o governo federal está se expandindo rapidamente por toda a sociedade estadunidense.
As tarifas elevadas que os Estados Unidos impuseram indiscriminadamente a muitos países do mundo, incluindo não apenas seus países concorrentes, mas também seus aliados, enquanto alardeavam que eliminariam o déficit comercial e protegeriam a indústria nacional, acabaram se tornando um bumerangue e causando consequências que atingiram duramente a própria economia estadunidense.
No início de março do ano passado, quando começaram a ser aplicadas as medidas tarifárias, os preços dos produtos nacionais nos Estados Unidos aumentaram 2%, enquanto os preços dos produtos importados aumentaram nada menos que 4%. O déficit comercial e a taxa de inflação aumentaram acentuadamente, e, durante o terceiro trimestre do ano passado, o total das dívidas das famílias estadunidenses ultrapassou amplamente os 18 trilhões de dólares, atingindo um recorde histórico. No setor agrícola, ocorreram enormes perdas e, à medida que o número de suicídios entre os agricultores aumentou drasticamente, o governo chegou a uma situação em que não teve outra alternativa senão gastar enormes quantias de dinheiro.
O fato de nada menos que 25 governos estaduais dos Estados Unidos terem entrado com uma ação judicial no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos mostra que o clima de resistência ao governo federal continua crescendo dentro do país.
As injustas medidas tarifárias dos Estados Unidos também estão provocando grande controvérsia no exterior.
Os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão reagindo.
Recentemente, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou, em uma entrevista à imprensa, que a China se opõe resolutamente à pressão dos Estados Unidos e que defenderá firmemente os direitos e interesses legítimos de suas empresas.
O Brasil manifestou sua intenção de levar a medida tarifária dos Estados Unidos à Organização Mundial do Comércio.
Os países ocidentais também estão reagindo fortemente à atitude dos Estados Unidos, que não hesitam em prejudicar até mesmo os interesses de seus aliados. O Canadá está considerando medidas de retaliação, enquanto a Austrália também exigiu que os Estados Unidos revoguem suas injustas medidas tarifárias. Os países europeus também estão adotando uma postura de rejeição.
Analistas da situação afirmam que os Estados Unidos provocaram forte reação em escala mundial ao intimidar outros países usando as tarifas como arma. Ao mesmo tempo, alertam que as medidas tarifárias adicionais dos Estados Unidos, que prejudicam os interesses de seus parceiros comerciais, constituem uma manifestação de colonialismo econômico e acabarão levando os próprios Estados Unidos ao isolamento.
Un Jong Chol
A crise do desemprego se agrava nos países ocidentais
O problema do desemprego continua grave nos países ocidentais.
Na Alemanha, onde persiste a situação de estagnação econômica, a taxa de desemprego vem aumentando pelo terceiro ano consecutivo. Empresas de muitos setores, incluindo a indústria automobilística e a indústria metalúrgica, continuam realizando cortes de postos de trabalho. No segundo trimestre, 4.996 empresas foram à falência, um aumento de 9% em comparação com o trimestre anterior. O número de falências empresariais está aumentando em quase todos os setores, incluindo a construção civil, o comércio varejista e os serviços. Uma instituição alemã de pesquisa econômica expressou preocupação, afirmando que falências empresariais estão ocorrendo simultaneamente em muitos setores e regiões e prevendo que o número de falências aumentará ainda mais no terceiro trimestre.
Também no Reino Unido, onde no quarto trimestre do ano passado foi registrada a maior taxa de desemprego em cinco anos, a crise do desemprego está se acelerando. A taxa de desemprego entre os jovens com menos de 24 anos é particularmente elevada. Isso ocorre porque a demanda por mão de obra continua diminuindo devido à grave estagnação econômica. Ouve-se uma crescente preocupação de que, no futuro, possa ocorrer um aumento ainda maior da taxa de desemprego.
Atualmente, a taxa de desemprego da França encontra-se no nível mais alto desde 2021. Somente no segundo trimestre, o número de desempregados aumentou em 62.000 em comparação com o trimestre anterior, chegando a 2,7 milhões. Também no Japão, onde o número de falências empresariais chegou a 10.300 no ano passado, estabelecendo o maior recorde desde 2013, o número de desempregados continua aumentando.
Na Finlândia, durante os últimos três anos, uma média de 3.600 empresas por ano foi à falência, fazendo com que o número de desempregados aumentasse acentuadamente.
Segundo os dados divulgados pelo Eurostat, a Finlândia é o país da União Europeia com a maior taxa de desemprego. Considerando apenas a taxa de desemprego de maio, ela chegou a 12,7%, o maior índice desde o início do século XXI. Um economista deste país lamentou que a situação do emprego no país tenha chegado ao pior nível, observando que até mesmo pessoas com formação superior passaram a ter dificuldade para encontrar trabalho e que não há sinais de melhora nas condições de emprego.
Devido à acentuada queda da produção e às multidões de desempregados que enchem as ruas, o mundo ocidental está passando por uma grande desordem.






