Discurso do camarada Kim Il Sung no ato de homenagem aos egressos das escolas de todos os níveis da cidade de Pyongyang
21 de julho de 1947
Queridos camaradas egressos:
Permitam-me, em nome do povo coreano libertado, felicitá-los calorosamente, assim como aos 130 mil camaradas egressos das escolas de diferentes níveis da Coreia do Norte, por seus êxitos nos estudos e pela honrosa condição de graduados.
Camaradas graduados:
Vocês deixam as portas da escola, concluindo o programa dos cursos, precisamente no momento em que nossa base democrática começa a consolidar-se ainda mais graças à luta tenaz de toda a nação nos 2 anos posteriores à libertação. Isto tem, de fato, um grande significado e é motivo de orgulho.
Nosso povo se alegra com seus êxitos nos estudos e deposita grandes esperanças em vocês.
Camaradas:
Sob a dominação do imperialismo japonês, todos os nossos compatriotas não podiam satisfazer seu desejo de estudar e a inteligência do povo permanecia, infelizmente, adormecida. Se alguns, por sorte, conseguiam receber a educação escravista, um destino trágico e uma situação miserável os esperavam. Apesar de sua educação escolar, desconheciam nossa língua e nossa escrita, nossa história nacional, e eram discriminados na sociedade, privados de obter as armas da teoria científica e da capacitação técnica.
Apesar de seu desejo, tinham fechado o caminho para o mundo do saber; viam-se condenados a vagar pelas ruas mesmo tendo instrução escolar, por não terem emprego, sem esperança de poder desenvolver-se, sem direito a um trabalho e a uma vida humana digna. A única coisa que os esperava era uma existência tenebrosa de servidão a serviço dos imperialistas japoneses ou serem arrastados para o campo de batalha. Por esta razão, os jovens de sangue ardente que amavam a pátria lutaram valentemente contra o imperialismo japonês, pela liberdade e pela felicidade da nação.
Ca,aradas: Na história da Coreia, libertada graças à árdua luta dos combatentes revolucionários, começou a ser escrita uma nova página. O povo norte-coreano, desde o dia em que empreendeu o luminoso caminho da construção de seu Estado democrático, rico e poderoso, veio lutando com dedicação para tornar realidade esta grande obra, levando a cabo todas as reformas democráticas que serviriam de base fundamental para isso.
Desse modo, além dos planos político e econômico, também no aspecto educacional foram alcançadas importantes mudanças e desenvolvimento no ensino popular, que eleva o patriotismo de nosso povo e satisfaz seu grande desejo de instrução. O número de escolas de todos os níveis registrou um crescimento assombrosamente vertiginoso, com o consequente aumento do número de matriculados.
Animados por uma imensa esperança, todos estudam com o máximo esforço: as crianças na escola primária; os jovens na escola secundária, na escola especializada ou no instituto; os adultos em suas respectivas escolas; os trabalhadores na escola de seu local de trabalho, etc. Assim, adquirindo conhecimentos científicos e capacitação técnica, vão se formando como quadros que a pátria espera.
Nosso ensino popular está orientado para que todos, sem exceção, possam aprender tudo quanto desejarem. Em particular, dentro do plano de desenvolvimento da economia nacional para 1947, o plano do ensino popular prevê ampliar o quanto antes as instituições de ensino, a fim de proporcionar a todos os estudantes e ao povo conhecimentos científicos e espírito democrático, elevar em ritmo acelerado o nível cultural de nosso povo e formar quadros nacionais e pessoal técnico necessários à pátria. Todo o povo, superando todo tipo de dificuldades e obstáculos na construção da nova pátria, realiza um intenso trabalho para materializar este plano. No ano em curso, o número de escolas primárias chegará a 2 954 e o de seus alunos a 1 321 141. Isso significaria um aumento de 130 por cento no número de escolas em relação ao período anterior à libertação e de 24 por cento em comparação com o final do ano passado, o que permitirá matricular quase todas as crianças em idade escolar. Isso demonstra evidentemente o grande salto dado pela educação norte-coreana em relação à sul-coreana, onde 30 mil crianças em idade escolar estão fora das escolas, abandonadas pelas ruas de Seul. Além disso, 205 000 de nossos alunos estudarão em 535 escolas secundárias básicas. Isso representa um aumento de cerca de 12 vezes no número de escolas e de mais de 10 vezes no número de estudantes em comparação com antes da libertação: 44 escolas secundárias e 19 800 alunos. Serão abertas 73 novas escolas secundárias superiores, onde 27 000 alunos cursarão suficientemente o ensino secundário superior.
O número de escolas especializadas aumentará das 27 existentes atualmente para 54, capazes de matricular 20 mil alunos e formá-los como especialistas técnicos para colocá-los a serviço da Coreia democrática. Este número superará em quase 33 vezes o número de estudantes do período anterior à libertação e representará 270 por cento do índice de 1946. Além disso, em 6 institutos poderão estudar 6 399 alunos, dos quais 3 870 o farão na Universidade Kim Il Sung, máximo centro de ensino da Coreia do Norte, nosso orgulho no Oriente tanto por sua envergadura quanto por seu conteúdo.
Além disso, crescerá o número de escolas de alfabetização, escolas primárias e secundárias para os adultos que não puderam estudar durante a época do imperialismo japonês; também aumentarão diversos tipos de escolas nos locais de trabalho para o aperfeiçoamento técnico dos trabalhadores, chegando assim a 2 500 mil o número de estudantes e trabalhadores incorporados a todas as instituições educacionais. Assim, todo o país se transformará em uma imensa escola.
Camaradas:
Na Coreia do Norte não cresceu apenas o número de escolas e alunos.
Substituímos o sistema de ensino escravista do imperialismo japonês por outro democrático, segundo o qual todos, sem exceção, podem estudar na escola que desejarem e realizar estudos de pós-graduação universitária de acordo com suas capacidades, depois de se graduarem em qualquer instituição educacional.
Apesar de termos construído muitas escolas e implantado um sistema democrático de ensino, ainda não podemos afirmar que o livre acesso aos estudos foi assegurado para todo o povo. Ainda resta criar e assegurar condições de estudo para todos os alunos.
O Comitê Popular da Coreia do Norte tem prestado profunda atenção a este problema, tomando para isso diversas medidas em todos os aspectos. Eliminou a discriminação na matrícula, dando ingresso nas escolas aos filhos e filhas das amplas massas populares trabalhadoras; assegurou internato, rações de alimentos, artigos de primeira necessidade e materiais escolares aos estudantes dos cursos superiores à escola secundária básica, isto é, desde a escola secundária superior e especializada; isentou os filhos das famílias pobres do pagamento pelos estudos e oferece-lhes uma parte das despesas de aprendizagem. Além disso, colocamos recentemente em vigor o sistema de bolsas de estudo, graças ao qual mais da metade dos estudantes das escolas especializadas, dos institutos, incluindo o de formação de professores, e da universidade estuda às expensas do Estado.
Pela primeira vez na história de nosso país abriu-se, com tamanha solicitude, o caminho para o saber aos filhos e filhas do povo trabalhador, e no plano internacional não haverá outro exemplo além da União Soviética.
Enviamos aos países democráticos avançados mais de 300 estudantes e grupos de professores e médicos em visita, com vistas ao intercâmbio cultural e ao estudo da técnica avançada. Também no futuro enviaremos nossos estudantes ao exterior.
Camaradas:
Nossos alunos norte-coreanos estudam com entusiasmo e grande esperança nessas condições estáveis e se desenvolvem constantemente. Nas escolas, a disciplina foi fortalecida e a consciência política dos estudantes foi elevada. O resultado dos recentes exames estatais de conclusão escolar demonstrou claramente quanto se elevou o nível dos conhecimentos dos estudantes.
Os estudantes da Coreia do Norte aprendem e se preparam não para servir aos invasores ou às classes dominantes privilegiadas, mas para seu próprio desenvolvimento, em benefício da independência da pátria e da prosperidade da nação. Um ensino no qual coincidem plenamente o desenvolvimento pessoal e os interesses nacionais é o que os estudantes desejam e o que lhes proporcionará felicidade e liberdade. A Coreia do Norte transformou-se em um verdadeiro paraíso estudantil.
Entretanto, em que situação diametralmente oposta se encontram nossos compatriotas e irmãos, o povo e os estudantes da Coreia do Sul?
Eles travam uma luta em uma situação na qual não podem estudar nem desenvolver-se, por mais que o desejem. Quase todas as instituições educacionais da Coreia do Sul, desde as escolas primárias até os institutos, estão monopolizadas pelos reacionários e traidores da nação, nas quais se ministra, assim como nos tempos do imperialismo japonês, um ensino reacionário e antidemocrático. Professores progressistas e estudantes patriotas são expulsos delas. Os reacionários sul-coreanos não têm nem o mínimo desejo nem capacidade de ampliar a rede escolar e construir estabelecimentos de ensino para os filhos e filhas do país, futuros protagonistas da Coreia. Uma prova clara disso é que as escolas secundárias, por exemplo, aceitam menos de um terço dos alunos que concluem as escolas primárias. Na Coreia do Sul, em vez de aumentar o número de escolas, ao contrário, muitas delas fecham suas portas. As botas dos policiais enfurecidos pisoteiam o recinto da sagrada escola, prendem e encarceram numerosos estudantes. Estes lutam pela liberdade e pelo direito ao estudo, pela democratização das escolas, contra a expulsão das escolas, as detenções, os encarceramentos, as perseguições e os cruéis assassinatos. Em outubro do ano passado, 30 mil participaram dessa luta; em fevereiro do ano em curso, 50 mil; e em março, mais de 80 mil. Eles, modestos e entusiastas, lutam na vanguarda do povo pela verdade e pela justiça, por suas justas reivindicações.
Camaradas:
Podemos suportar em nosso país emancipado a detenção e o encarceramento de mais de 700 estudantes e a expulsão da escola de mais de 130 por terem participado do ato comemorativo do Primeiro de Maio, festa dos trabalhadores de todo o mundo, e a dissolução da União da Juventude Democrática, que lutava pelos interesses das massas populares, acusada de ser uma "organização injusta"? Não, de modo algum. Tal política de repressão brutal deve ser rechaçada e devem ser desmascaradas as conspirações dos inimigos destinadas a arrastar os jovens estudantes, inocentes, honestos e ardentes, pelo caminho do mal e da traição à pátria e ao povo. Os jovens estudantes emancipados devem desfrutar da liberdade de estudar e desenvolver-se sem qualquer impedimento e do direito de servir ao povo. Caso contrário, seria impossível construir um Estado soberano e independente, rico e poderoso. Por isso, todo o povo coreano luta ainda mais energicamente contra os reacionários.
Queridos camaradas egressos:
Se antes eram vítimas do pernicioso ensino do imperialismo japonês, agora receberam pelo menos uma educação democrática durante estes 2 anos posteriores à libertação. Vocês, jovens coreanos da nova geração, aprenderam a língua, o alfabeto e a história de nosso país, as ciências e a técnica, o caminho que a Coreia deve seguir e as leis do desenvolvimento histórico. Assim, saberão bem quais são as aspirações e a felicidade de todo o povo coreano, o que fazer e de que maneira avançar para torná-las realidade. Entre vocês haverá aqueles que prosseguirão seus estudos em escolas de nível mais elevado e aqueles que irão imediatamente trabalhar como construtores da pátria, como ativistas estatais e sociais a serviço dos interesses do povo.
Camaradas que ingressam em escolas de nível mais elevado:
Em nossa Coreia do Norte, 73 escolas secundárias superiores, 54 especializadas e 6 institutos esperam por vocês com as portas totalmente abertas. Essa ampla rede de instituições educacionais satisfará seu desejo de adquirir mais conhecimentos. Nosso Poder popular preparou estabelecimentos de ensino suficientes para proporcionar a todos os graduados que o desejarem a possibilidade de cursar o ensino de nível mais elevado. Desejo que estudem tanto quanto quiserem, que desenvolvam continuamente suas capacidades aproveitando esta liberdade, esta situação afortunada e os direitos democráticos. Vocês que vão matricular-se novamente deverão observar rigorosamente a disciplina escolar e estudar com maior entusiasmo para adquirir amplos conhecimentos de ciência e técnica, literatura e artes. Devem estudar com afinco para tornar-se excelentes cientistas e técnicos da Coreia, literatos fiéis, juristas e políticos úteis à pátria.
Como todos vocês sabem, nosso país não é pequeno, nem em território nem em população, mas é muito rico em recursos naturais. Mais de 220 mil quilômetros quadrados de superfície, com 30 milhões de habitantes, abundantes recursos naturais como carvão, minério de ferro e outras riquezas do subsolo, assim como densas florestas, terras férteis e extensas zonas pesqueiras, tudo isso é suficiente para a construção de um país próspero e poderoso. O problema está nas pessoas competentes. A plena independência de nossa pátria somente será assegurada quando todas as instituições, fábricas e oficinas do Estado forem dirigidas por nossos quadros e nosso pessoal técnico, dotados de conhecimentos científicos, quando formos capazes de produzir tudo quanto quisermos: artigos de uso diário, fertilizantes, medicamentos, máquinas, automóveis, navios, aviões e canhões. Tendo tudo isso sempre presente, vocês deverão estudar com afinco e preparar-se devidamente para ser trabalhadores e donos do país.
Camaradas que vão incorporar-se imediatamente ao trabalho, à sociedade:
Centros de trabalho dignos esperam por vocês na construção da nova pátria. Se ingressarem nos locais de trabalho, todos eles elevarão ainda mais seu prestígio e rendimento e, com forças unidas, cumprirão ainda melhor o plano de desenvolvimento da economia nacional para 1947, destinado a lançar os fundamentos da economia nacional independente. Vocês que vão trabalhar em nossas fábricas, minas, aldeias, zonas pesqueiras, órgãos do Estado, partidos políticos e organizações sociais são verdadeiramente pessoas valorizadas de nossa nova Coreia, que o povo ama e espera. A felicidade da nação e o destino da pátria estão em suas mãos.
Devem servir honradamente ao povo, prezar os bens do país e esforçar-se constantemente para aumentar o rendimento da produção e do trabalho.
Por mais ocupados que estejam, devem elevar seu nível político-cultural por meio de um estudo diligente e desenvolver-se incessantemente, aperfeiçoando seus conhecimentos científico-técnicos.
Vocês deverão ser exemplo para as massas trabalhadoras, sendo os avançados que marcham na vanguarda, ensinam-nas e aprendem com elas, trabalhando em seu meio.
Também deverão ser trabalhadores exemplares da nova Coreia, os mais audazes no combate contra os elementos reacionários, os mais conscientes na observância da disciplina e os mais honestos e desinteressados. Não nacionalistas de visão estreita, mas patriotas de novo tipo, democráticos e populares, verdadeiros amantes da nação e do país.
Camaradas:
É verdade que muitos obstáculos se apresentam diante de nós. Tanto na restauração da economia nacional da pátria e no desenvolvimento da cultura nacional quanto na luta contra os reacionários.
Sem superar todos esses obstáculos, jamais será possível construir uma nova pátria nem alcançar a felicidade nacional. Na história de nenhuma nação ou Estado do mundo foram observados exemplos de restauração e desenvolvimento sem que se enfrentassem dificuldades e se superassem provações.
Vocês deverão ser combatentes valentes, democráticos e patriotas, capazes de cumprir sua missão até o fim, com vontade férrea, sem se curvar diante de nenhuma dificuldade, sem vacilar nem desanimar diante de qualquer crise.
Queridos camaradas egressos:
A construção na Coreia de um Estado democrático, independente, rico e poderoso depende de como lutarmos neste momento. Cumprir esta tarefa de transcendental importância é um dever sagrado de cada um de vocês, pilares da nova Coreia.
Deveremos lutar tenazmente para fundar a República Popular Democrática da Coreia, um Poder popular que assegure ao máximo a liberdade e os direitos de seu povo e sirva plenamente à vontade e aos interesses das massas populares.
Todos vocês, destinados uns às escolas de nível mais elevado e outros diretamente aos setores sociais, terão de avançar rumo a este objetivo.
Avancemos com firme convicção, combatendo os reacionários e traidores da nação, inimigos que procuram fechar-nos este caminho e destruir a felicidade da nação e a construção do Estado do povo.
A vitória será nossa porque lutamos pela justiça e pela verdade.
Tornamo-nos para sempre uma nação feliz, donos de um Estado independente, democrático, rico e poderoso.
Camaradas egressos, que têm perspectivas infinitas e um grande futuro:
A vitória do futuro será de vocês. Lutem valentemente pela glória da pátria e pela felicidade eterna da nação coreana, por sua liberdade, seus direitos e seu desenvolvimento.
Viva a fundação da RPDC!
Glória aos egressos das escolas de todos os níveis, que estudam pelo bem da pátria e lutam pela nação!