quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Contra as eleições separadas para um governo reacionário na Coreia do Sul e pela reunificação, soberania e independência da Coreia

Discurso do camarada Kim Il Sung na XXV Sessão do Comitê Central da Frente Unida Nacional Democrática da Coreia do Norte

9 de março de 1948

Compatriotas:

Em fevereiro do presente ano, a "Pequena Assembleia da ONU" adotou, sob a pressão do governo dos EUA, a resolução de realizar eleições separadas na Coreia do Sul para criar o chamado "governo nacional da Coreia".

Essa resolução é uma reprodução fiel da proposta dos EUA, apresentada por Marshall, seu secretário de Estado.

Segundo ela, tais eleições para constituir um governo separado na Coreia do Sul seriam realizadas sob a supervisão da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", e seu regulamento entraria em vigor somente após sua ratificação pelo tenente-general Hodge, comandante das tropas ianques estacionadas ali. Essa injusta resolução da "Pequena Assembleia da ONU" serve à política agressiva dos imperialistas estadunidenses, que, dessa maneira, tentam atropelar flagrantemente a soberania do povo coreano e dividir para sempre nossa pátria.

Adotada, portanto, contra a reunificação e a independência democráticas da Coreia, ela contraria totalmente os interesses nacionais de nosso povo.

Por conseguinte, essa decisão antidemocrática, tramada pelos imperialistas ianques e seus seguidores, não poderia deixar de provocar uma indignação transbordante de todo o povo, tanto do Norte como do Sul da Coreia, e sua mais veemente resistência contra a sinistra artimanha dos imperialistas ianques e seus lacaios, os elementos pró-ianques e pró-japoneses, traidores da nação e demais reacionários.

1. Quem e como frustrou a execução da decisão da Conferência de Moscou referente ao estabelecimento de um governo unificado e democrático da Coreia?

A decisão da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países: União Soviética, EUA e Grã-Bretanha, adotada em 27 de dezembro de 1945, abriu uma via para solucionar de maneira justa a questão coreana. A Conferência acima mencionada reconheceu a necessidade inevitável de estabelecer um governo democrático provisório da Coreia, a fim de "criar condições para configurar a Coreia como Estado independente, assegurar-lhe um desenvolvimento baseado em princípios democráticos e liquidar prontamente as nefastas consequências do longo domínio japonês".

Todo o povo coreano apoiou totalmente a decisão da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países e, nos comícios de massas realizados em todos os recantos do país, deu a conhecer sua vontade no interior e no exterior do país. Todos os partidos políticos e organizações sociais genuinamente democráticos do Norte e do Sul da Coreia declararam seu apoio a essa decisão.

Somente um punhado de partidos políticos reacionários e seus chefes traidores, ativamente respaldados pela administração militar dos EUA na Coreia do Sul, se opuseram a essa resolução. Esses elementos reacionários continuam sendo, como naquela época, fiéis lacaios dos imperialistas ianques, que não desejam que a Coreia se desenvolva como um Estado livre e independente.

A política dos EUA destinada a subjugar a Coreia ficou claramente exposta desde os dias da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países. Como todos sabem, o governo dos EUA insistiu então em submeter a Coreia à administração fiduciária.

Segundo o plano dos imperialistas ianques, a Coreia deveria ser "administrada" por um superintendente máximo, que atuaria em nome de um órgão de administração composto por representantes de quatro países: União Soviética, EUA, Inglaterra e China. E previa manter durante 5 anos essa "administração" sobre a Coreia e prorrogá-la por outros 5 anos, se necessário. Além disso, na proposição dos EUA dizia-se que somente depois de vencido esse prazo começaria a etapa de tutela; quanto ao estabelecimento de um governo da Coreia, não previa nada.

Diante disso, a parte soviética expôs a opinião de criar um governo democrático provisório da Coreia, opondo-se à proposta dos EUA, e insistiu em adotar, com a participação obrigatória desse governo provisório, medidas destinadas a propiciar ajuda ao progresso político, econômico e social do povo coreano, bem como ao desenvolvimento democrático da Coreia e à implantação de um Estado independente.

Daí que, na Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países, essa proposição soviética tenha sido adotada em linhas gerais.

Compatriotas: torno a apresentar-lhes esse fato, porque, para compreender mais claramente os acontecimentos recentes relacionados com o futuro destino de nossa pátria, é necessário esclarecer que, desde o início, existiam duas linhas diferentes quanto aos princípios para a solução da questão coreana.

Durante dois anos, os imperialistas ianques sabotaram abertamente o cumprimento da resolução da Conferência de Moscou que eles próprios haviam assinado. Ao longo de todo o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA, o povo coreano convenceu-se cabalmente de que o compromisso assumido pelo governo dos EUA naquela Conferência não passava de uma simples artimanha enganosa.

Apesar de ambas as partes deverem chegar a um acordo sobre a criação de um governo democrático da Coreia, o representante dos EUA sempre rejeitou a resolução já ratificada e manteve-se obstinadamente em sua errônea insistência de que não poderia haver outro caminho para a criação de um governo unificado senão estabelecer, por via antidemocrática, um governo de tipo reacionário no qual mandassem os fantoches do imperialismo ianque. Eles não apenas ignoravam as opiniões das massas populares da Coreia, como também reprimiam cada vez mais cruelmente os partidos políticos e as organizações sociais democráticos da Coreia do Sul. Nessa parte do país sob a ocupação do exército estadunidense, estes não puderam deixar de ser dissolvidos ou passar à clandestinidade.

Foi assim que se frustrou o cumprimento da resolução da Conferência de Moscou que previa estabelecer um governo provisório da Coreia, unificado e democrático. E, dessa maneira, os imperialistas ianques prolongaram e frustraram o trabalho da Comissão Conjunta URSS-EUA.

A fim de eliminar as barreiras que obstruíam e retardavam a construção de um Estado do povo coreano completamente soberano e independente, o delegado soviético apresentou esta nova sugestão: "A União Soviética sempre respeitou e respeita as nações fracas e pequenas, e lutou e luta por sua independência e soberania. Portanto, a delegação soviética considera que somente sob a condição de retirar da Coreia os exércitos soviético e estadunidense será possível proporcionar ao povo coreano a possibilidade de estabelecer por si mesmo um governo, sem a ajuda e a participação dos Estados aliados. Se a delegação dos EUA aceitar a proposta de retirar todas as tropas estrangeiras no início de 1948, a delegação soviética declara que as tropas soviéticas estão prontas para sair da Coreia simultaneamente com as estadunidenses." Essa proposição equitativa e razoável, que permite resolver da maneira mais viável e correta a questão da Coreia, contou com o apoio entusiástico de todo o povo coreano.

Entretanto, os EUA rejeitaram essa justa proposta soviética. O governo estadunidense frustrou a execução da decisão da Conferência de Moscou dos Ministros das Relações Exteriores dos Três Países e, sem qualquer fundamento, levou a questão da Coreia à discussão da Assembleia Geral da ONU.

Os estadunidenses têm o mau costume de não cumprir suas promessas quando estas lhes são desfavoráveis. Esta não é a primeira vez que agem assim. Mantêm a mesma atitude em relação à questão alemã, infringindo o Acordo de Potsdam que leva sua assinatura. O povo coreano sabe bem que o objetivo perseguido pelos imperialistas ianques consiste em invalidar, a qualquer preço, a decisão da Conferência de Moscou e rejeitar a proposição da União Soviética acerca da retirada simultânea da Coreia dos dois exércitos, soviético e estadunidense.

Todos esses fatos desmascaram sem reservas o sinistro desígnio do governo estadunidense, que não quer o estabelecimento de um Estado independente e unificado na Coreia.

2. O imperialismo estadunidense e a questão da Coreia na ONU

Como todos sabem, a justa proposição da delegação soviética de convidar o representante do povo coreano a participar da discussão da questão coreana na ONU foi rejeitada devido às manobras obstrucionistas da delegação estadunidense.

Na ONU foram debatidas questões referentes ao destino de numerosas nações, mas foi pela primeira vez, ao se discutir a questão coreana, que isso ocorreu sem a participação do representante da nação interessada. Os EUA impediram que a voz do povo coreano fosse ouvida na Assembleia Geral da ONU. Assim, a "resolução" referente à questão da Coreia foi adotada arbitrariamente, na ausência do representante do povo coreano.

O que é isso senão um ultraje contra o povo coreano? Não é isso um ato que humilha e insulta nossa nação?

Por que os EUA insistiram em que o representante do povo coreano não participasse da Assembleia Geral da ONU? Porque temiam que fosse revelada ao mundo a situação da Coreia do Sul, terra de caos onde, sob o domínio da administração militar estadunidense, mandam os policiais e os bandos de terroristas.

Durante esses dois anos e meio de domínio do imperialismo estadunidense na Coreia do Sul não foi realizada nenhuma reforma democrática. Hoje, o povo sul-coreano sofre com a fome e a pobreza. Devido à inflação e ao desemprego em massa, a condição de vida dos trabalhadores tornou-se insuportável.

Na Coreia do Sul, os agressores imperialistas estadunidenses apoiam por todos os meios as atividades de um punhado de elementos reacionários odiados pelo povo coreano. Fomentam e protegem as atividades terroristas dos agrupamentos fascistas que se opõem abertamente às forças democráticas sul-coreanas e assassinam destacados ativistas dos partidos políticos e organizações sociais democráticos. Essa política da administração militar dos EUA provoca uma indignação incontida em todo o povo coreano.

A respeito desses fatos, o Comitê Central da Frente Unida Nacional Democrática da Coreia do Norte, em sua carta enviada em outubro do ano passado aos governos da União Soviética e dos EUA, declarou: "Já estamos bem cientes do fato de que, na Coreia do Sul, onde estão estacionadas as tropas estadunidenses, a liberdade democrática do povo é restringida, os partidos políticos e as organizações sociais democráticos são oprimidos e seus dirigentes são detidos e encarcerados sob diversos pretextos."

Por temor à voz do povo coreano, a delegação dos EUA opôs-se a todo custo à participação do representante de nosso povo no debate da questão coreana realizado na Assembleia Geral da ONU.

Devido às manobras dos EUA, foi rejeitado na Assembleia Geral da ONU o projeto de resolução proposto pela delegação da União Soviética aos governos soviético e estadunidense, consistente na retirada simultânea de suas tropas do Norte e do Sul da Coreia, para deixar nas mãos do povo coreano a questão referente à criação de um governo unificado e democrático.

As delegações da Ucrânia, Tchecoslováquia, Polônia e de muitos outros Estados democráticos apoiaram plenamente a proposta da delegação soviética para a retirada das tropas estrangeiras da Coreia e afirmaram energicamente: "Já não existe agora nenhum fundamento para continuar a política de ocupação na Coreia; para evitar a intervenção estrangeira nas futuras eleições do governo, é absolutamente necessária a retirada das tropas estrangeiras da Coreia."

Essa justa afirmação de nossos amigos que verdadeiramente anseiam pela liberdade e pela independência de nosso povo não poderia deixar de alarmar os imperialistas estadunidenses.

Pressionando por todos os meios os países dependentes dos EUA, tanto no terreno político como no econômico, e utilizando o mecanismo de votação, a delegação estadunidense rejeitou a proposta de retirada das tropas estrangeiras da Coreia e fez aprovar à força uma resolução que previa a criação da chamada "Comissão Provisória da ONU para a Coreia".

Nosso povo sabe bem que a tarefa dessa "comissão" consiste em encobrir a política de subjugação colonial do imperialismo estadunidense na Coreia.

O propósito de realizar eleições sob condições de aberta ingerência estrangeira nos assuntos internos de nosso país pressupõe eleger como integrantes do governo os testas de ferro que se apoiam na administração militar estadunidense, isto é, os vende-pátrias que prezam mais os interesses dos tutores estrangeiros e os seus pessoais do que o destino da nação.

Compatriotas:

A criação da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" é ilegal e contrária ao princípio da autodeterminação nacional e, por conseguinte, é intolerável. Trata-se de uma entidade fantoche que não tem capacidade nem autoridade para resolver a questão coreana.

É muito natural que a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", com sua simples chegada a Seul, tenha provocado ondas de indignação nacional não somente entre o povo da Coreia do Norte, mas também entre o do Sul.

Os elementos reacionários da Coreia do Sul e seus tutores, os imperialistas estadunidenses, recorreram a toda classe de artimanhas para criar a falsa impressão de que a opinião pública apoiava o trabalho da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", mas essa tentativa fracassou.

Como sabem, o povo opôs-se firmemente à chegada da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" a Seul. As massas de operários, camponeses e intelectuais sul-coreanos declararam-se em greve e realizaram manifestações em decidida oposição às novas e sinistras maquinações do imperialismo ianque contra a Coreia.

A administração militar dos EUA na Coreia do Sul tentou quebrar o ímpeto da luta do povo suspendendo o racionamento de provisões para os grevistas. Ao mesmo tempo, juntamente com a polícia sul-coreana, prendeu um grande número de ativistas democráticos. Segundo seus dados reduzidos, já no primeiro dia da chegada a Seul da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", mais de 400 pessoas foram detidas.

Segundo o jornal Dongrip Sinbo de 30 de janeiro do corrente ano, a União dos Camponeses Sul-Coreanos expressou, em sua carta enviada à "Comissão Provisória da ONU para a Coreia": "Hoje o povo coreano sabe bem que seu caminho rumo à tão almejada independência democrática, baseada no estabelecimento de um governo unificado do Norte e do Sul, é unicamente aquele que pode permitir ao nosso povo formar o governo com suas próprias mãos, sem a intervenção dos dois exércitos, mediante sua retirada imediata...

Opomo-nos categoricamente ao seu trabalho destinado a cumprir a chamada resolução da ONU. Em nome dos 14 milhões de camponeses sul-coreanos, exigimos veementemente que se retirem desta terra. Declaramos que, em união com todo o povo, defenderemos a qualquer preço nossa terra contra toda agressão imperialista e lutaremos até a reconquista da soberania e da independência com base na reunificação do Norte e do Sul."

A União das Mulheres Democráticas da Coreia do Sul declarou: "Recusaremos categoricamente quaisquer outras eleições que não sejam as independentes e livres, sem ingerência estrangeira, que seriam realizadas depois da retirada de ambos os exércitos. Todos os coreanos, inclusive as crianças, sabem que a resolução da ONU prolonga a solução da questão coreana e não pode deixar de ocasionar a divisão do território pátrio, a cisão nacional, o adiamento da retirada das tropas estrangeiras e a subjugação, aos quais o povo coreano se opõe absolutamente...

Nós, juntamente com todas as mulheres coreanas e todo o povo, exigimos energicamente que deixem nas mãos do povo o estabelecimento do governo, retirando imediatamente as tropas estrangeiras. O povo está disposto a lutar até a completa independência."

E a União da Juventude Patriótica e Democrática da Coreia do Sul, a Federação dos Coreanos Residentes no Japão e muitas outras organizações fizeram declarações expressando sua decidida oposição à resolução da Assembleia Geral da ONU referente à Coreia.

Segundo informou a AP, as tropas estadunidenses reforçaram freneticamente seu armamento diante dos protestos e manifestações de todo o povo sul-coreano contra a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia". Devido aos confrontos ocorridos entre os policiais e os manifestantes, quase cem patriotas perderam a vida.

Assim, sob a proteção das baionetas, a administração militar estadunidense e os elementos reacionários sul-coreanos estão preparando as "eleições" de tal "governo".

A luta do povo coreano contra a ingerência do imperialismo estadunidense nos assuntos internos de nosso país colocou a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia" em uma situação extremamente difícil. Por essa causa, os imperialistas ianques, colocando em prática uma nova maquinação, obrigaram a chamada "Pequena Assembleia da ONU" a adotar novamente uma resolução ilegal.

Sob a pressão dos EUA, a "Pequena Assembleia da ONU" decidiu realizar eleições separadas na Coreia do Sul. Utilizando esse organismo da ONU, os EUA colocam em prática a política de divisão de nosso país e perseguem seu objetivo agressivo.

Dessa forma, atualmente existem duas linhas manifestamente opostas para a solução da questão coreana.

A linha dos EUA é agressiva: dividir artificialmente a Coreia, implantar sob a proteção da ONU um governo reacionário que lhes convenha e transformar completamente a Coreia do Sul em sua colônia.

A linha da União Soviética é justa, pois deseja sinceramente a liberdade e a independência da Coreia; é uma linha destinada a retirar imediatamente daqui todas as tropas estrangeiras, reunificar o país e constituir um governo verdadeiramente democrático e unificado.

Todo o povo coreano apoia inteiramente esta segunda linha.

3. A Coreia será um Estado independente, democrático e unificado

Compatriotas:

A primeira reação contra a resolução da "Pequena Assembleia da ONU", radicalmente contrária aos interesses de nossa nação, mostra que o povo coreano categoricamente não reconhecerá nem aprovará o governo fantoche que seja estabelecido sob a égide da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia".

A resolução da "Pequena Assembleia da ONU" tramada pelos imperialistas estadunidenses é favorável apenas à camarilha de Ri Sung Man e Kim Song Su, àquele punhado de elementos reacionários e vende-pátrias que traem os interesses da pátria e da nação e servem fielmente a seus amos.

O que merece atenção é o fato de que até mesmo no campo da direita se ouvem vozes contra os imperialistas ianques, que, sob o rótulo da "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", obstruem a reunificação e a independência de nossa nação. Isso é evidenciado pelo recente discurso de Kim Won Yong, ex-membro da chamada "assembleia legislativa da Coreia do Sul", em uma entrevista concedida a jornalistas estadunidenses. Kim Won Yong fez uma severa crítica à administração militar estadunidense na Coreia do Sul; afirmou que os EUA "transformaram a Coreia do Sul em um Estado policial" e que "os EUA estão perdendo a confiança do povo coreano". E pontuou: "a ONU não deve realizar eleições na Coreia do Sul por enquanto. Porque, de nenhuma forma, essas eleições podem ser equitativas ou livres."

As "eleições" dessa espécie, realizadas sob uma brutal intervenção estrangeira, teriam como consequência a entrega do poder à minoria de reacionários ultradireitistas.

Os elementos reacionários sul-coreanos não concedem ao povo nem o menor direito de manifestar sua vontade. Dessa maneira, Ri Sung Man ambiciona implantar uma ditadura fascista na Coreia do Sul.

Já há muito tempo, até mesmo as publicações reacionárias dos EUA não disfarçam a má intenção estadunidense em relação à Coreia. Podemos tomar como exemplo o jornal "Hearst New York Journal and American". Citando um relatório autorizado, obtido do Departamento de Estado estadunidense, esse jornal referiu-se assim aos planos acalentados por alguns círculos dos EUA: "Querem estabelecer a República da Coreia do Sul, que será apoiada pelos EUA, numa tentativa de adquirir o mais rapidamente possível a metade da Coreia que se encontra ao norte do Paralelo 38". Como se vê, a intenção dos EUA consiste em dividir a Coreia, reprimir a aspiração de nosso povo à liberdade e à independência, humilhar nossa nação e submetê-la novamente ao jugo da escravidão colonial.

Entretanto, essa tentativa dos imperialistas estadunidenses está muito longe de ter possibilidade de realização. Os 30 milhões de coreanos que sofreram durante longo tempo sob a opressão colonial do imperialismo japonês de modo algum querem tornar-se novamente escravos sem pátria. O povo norte-coreano, que experimentou a liberdade e direitos genuinamente democráticos e está desfrutando diretamente dos benefícios das reformas democráticas, como a reforma agrária, a nacionalização das indústrias, a Lei do Trabalho e a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher, jamais permitirá que lhe sejam arrebatados os direitos e a liberdade conquistados por ele mesmo.

Não se pode fazer a roda da história retroceder. Os compatriotas sul-coreanos, famintos e oprimidos, já chegaram a conhecer os desígnios mascarados dos imperialistas ianques e compreendem claramente a essência de sua política de agressão à Coreia.

O povo coreano não reconhece a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia", forjada sem a presença de seu representante e sem levar em consideração sua vontade e seus interesses.

Agora, os elementos reacionários dos EUA e da Coreia estão encenando uma pantomima de "eleições" a fim de formar um "governo" com aqueles elementos reacionários fiéis aos imperialistas estadunidenses. O simples fato de que agora os policiais sul-coreanos estão em mobilização geral, a fim de realizar "de modo organizado" essas "eleições", é suficiente para se poder julgar como serão realizadas as chamadas "eleições livres". A administração militar dos EUA prepara-se para utilizar aqueles métodos perversos com os quais reprimia as eleições democráticas em outros países.

Há um único caminho para o ressurgimento de nossa nação, e este é o do desenvolvimento democrático. Nossa exigência permanece invariável. Exigimos a eleição de um órgão legislativo supremo de toda a Coreia com base no princípio do sufrágio universal, direto, igual e secreto. O autêntico órgão legislativo supremo do povo, eleito dessa maneira, deve aprovar a Constituição e organizar um governo genuinamente popular e democrático, que conduza o país à prosperidade e ao desenvolvimento e guie o povo pelo caminho da felicidade. Tudo isso só é possível sob a condição de que todas as tropas estrangeiras sejam retiradas simultaneamente da Coreia.

Conclamo todo o povo coreano, todas as forças democráticas e todas as personalidades patrióticas que aguardam ansiosamente a liberdade e a independência de nossa pátria a fazer todos os esforços para frustrar a infame intriga dos inimigos destinada a dividir nosso país e transformar novamente nosso povo em seus escravos.

Exorto todas as forças patrióticas e democráticas a estreitarem ainda mais sua unidade na luta pela liberdade e pela independência de nossa pátria.

Compatriotas aqui presentes:

Levantemo-nos contra a agressão imperialista que impede a reunificação de nossa nação e viola a soberania e a independência da pátria. Desmascaremos completamente os elementos reacionários e traidores da nação, que vendem nossa pátria aos imperialistas estadunidenses.

Não participemos das "eleições" farsantes, mas lancemos uma vigorosa campanha de repúdio a essas "eleições".

Patriotas da Coreia, unamo-nos ainda mais solidamente e lancemo-nos corajosamente à luta pela reunificação, pela liberdade e pela independência da pátria.

Viva a Coreia reunificada, livre e democrática!

"É preciso encontrá-los a todo custo"

Kong Myong Song, chefe do Instituto de Pesquisa de Folclore da Academia de Ciências Sociais, é um candidato a acadêmico que prestou um grande serviço na sistematização abrangente da história antiga da Coreia.

Ele amava a história e a cultura da nação coreana. A partir de 1983, ele recebeu palestras de Kim Sok Hyong, Hong Ki Mun e Kim Pyong Je, estudiosos proeminentes no setor histórico e linguístico da Faculdade de Ciências Sociais. Após a formatura, tornou-se pesquisador através do curso de pós-graduação.

Aos 25 anos, ele foi incluído pela primeira vez no grupo de pesquisa destinado a esclarecer cientificamente a questão de Tangun, o progenitor original da nação.

Embora fosse um jovem cientista, partiu para as investigações junto com renomados historiadores do país.

Com o desejo de dar sequer uma pequena contribuição para encontrar o túmulo de Tangun, não deixou passar despercebido nenhum artefato ou sítio histórico, procurando e tornando a procurar. Durante o processo de investigação, encontrou a localização original do túmulo de Tangun, bem como seus vestígios e artefatos, além dos ossos de Tangun e de sua esposa, em Munhung-ri, condado de Kangdong, cidade de Pyongyang, desempenhando um grande papel na comprovação material da existência de Tangun.

Além disso, escreveu um valioso artigo no qual estabeleceu e sistematizou cientificamente a formação e o desenvolvimento dos nomes oficiais históricos de nosso país, bem como seus significados históricos, recebendo em 2002, aos 30 anos de idade, o título de doutor em História.

Ele escreveu dezenas de livros, entre eles "Símbolos nacionais da Coreia", "O símbolo nacional da Coreia — o açor" e "A árvore nacional da Coreia — o pinheiro", e formou dezenas de doutores.

Também participou dezenas de vezes de vários congressos acadêmicos internacionais, incluindo o 11º Fórum Internacional de Estudos Coreanos, contribuindo para comprovar cientificamente a excelente história de nossa nação.

O senhor Kong Myong Song afirma: "Ainda existem muitos fatos na história que não foram esclarecidos. Como historiadores, devemos necessariamente encontrá-los. Não devemos deixar lacunas para as gerações futuras."

Ainda hoje, ele se esforça para descobrir mais elementos da cultura nacional.

Naenara

Associação promove língua de sinais para pessoas com deficiência auditiva

A Associação Coreana de Pessoas com Deficiência Auditiva alcançou novos êxitos na promoção da língua de sinais.

A associação organiza regularmente seminários e sessões para promover a língua de sinais, de acordo com o programa nacional de desenvolvimento da educação das pessoas com deficiência. Em setembro do ano passado, realizou um seminário para professores relacionados de todo o país e, em março deste ano, outro para professores de escolas e jardins de infância em Pyongyang.

Ela auxilia as universidades pedagógicas a oferecer aulas de língua de sinais de acordo com um novo currículo para pessoas com deficiência, lançando as bases para iniciar uma educação integrada para pessoas com deficiência.

Foram desenvolvidos um programa que reconhece automaticamente letras e as converte em língua de sinais e um programa de tradução de língua de sinais baseado em inteligência artificial, com o objetivo de melhorar a qualidade da educação para pessoas com deficiência auditiva e permitir que elas participem ativamente da vida social sem a ajuda de intérpretes.

A associação, em cooperação com o Comitê de Rádio e Televisão da RPDC, concentra esforços na produção de programas de televisão baseados em língua de sinais. Somente neste ano, a língua de sinais foi incorporada a 190 programas de televisão, que foram exibidos na internet, pela televisão e por meio de reprodutores multimídia.

Ela também assegura que a discussão sobre a língua de sinais coreana seja realizada regularmente com a participação de funcionários do Comitê Central da Federação Coreana para a Proteção das Pessoas com Deficiência e do Ministério da Educação, bem como de professores de língua de sinais das escolas para pessoas com deficiência auditiva de cada província. No processo de traduzir novos termos e palavras para a língua de sinais, a educação em língua de sinais foi aperfeiçoada e padronizada.

Além disso, compilou e publicou um dicionário de bolso de língua de sinais que contém o vocabulário dos campos político, econômico, cultural e de outras áreas da vida social, a língua de sinais necessária para a educação infantil precoce de crianças com deficiência auditiva e outras expressões de língua de sinais para diálogos cotidianos e ditados. Esse dicionário é de grande ajuda para as pessoas com deficiência auditiva, pois muitas delas têm acesso ao sistema de educação online enquanto trabalham, desfrutando de seu direito de aprender.

A associação promove intercâmbios com organizações estrangeiras congêneres para impulsionar o trabalho em prol das pessoas com deficiência. Em março deste ano, uma delegação da associação visitou uma escola para pessoas com deficiência intelectual em Shenyang, na China, para compartilhar os êxitos e a experiência adquiridos na educação das pessoas com deficiência.

A última semana de setembro é a Semana Internacional dos Surdos.

Ham Kwang Hyok

Naenara

Renomado cientista do arroz Kim Sang Ryon

Kim Sang Ryon (24 de abril de 1926 – 3 de junho de 2005) está entre os renomados cientistas da RPDC. Dedicou toda a sua vida à criação de variedades de arroz.

Quando a Coreia foi libertada em 15 de agosto de 1945, trabalhava como camponês em sua aldeia natal. Pouco depois, ingressou na Universidade Kim Il Sung, como havia desejado.

Após a graduação, trabalhou em projetos de pesquisa para a criação de variedades de arroz na então Academia Estatal de Ciências Agrícolas e, posteriormente, tornou-se diretor do Instituto do Arroz da Academia de Ciências Agrícolas.

Dedicando longos períodos aos projetos de pesquisa, foi pioneiro, pela primeira vez no país, em um método de cruzamento de espécies de arroz distantes. Depois disso, descobriu como superar a incompatibilidade no cruzamento de espécies e gêneros, conseguindo cultivar e introduzir o "Sangryonjong", o "Pyongyang 8" e o "Pyongyang 15", dando uma grande contribuição para o aumento da produtividade do arroz irrigado.

Além disso, estudou e sistematizou teoricamente um método de cruzamento de subespécies e conseguiu criar uma variedade com maior rendimento por hectare.

Prosseguiu desenvolvendo mais de 30 variedades, incluindo uma variedade de arroz irrigado resistente ao acamamento e à brusone, uma variedade resistente ao sal e de maior rendimento por hectare e uma variedade adequada às regiões frias do norte.

Também escreveu muitos livros e artigos, como "Cultivo do Arroz" e "Almanaque da Coleta de Sementes", que foram publicados em revistas nacionais e estrangeiras.

Foi laureado com o Prêmio Kim Il Sung e com o título de Herói do Trabalho.

Ro Kwang Jin

Naenara

terça-feira, 29 de setembro de 2026

O que mostram os violentos protestos e as lutas grevistas

Recentemente, na França, ocorreram simultaneamente greves e manifestações em várias partes do país.

Os trabalhadores das empresas francesas de eletricidade e gás entraram em greve em oposição à revisão, pelo governo, das medidas preferenciais concedidas aos trabalhadores do setor elétrico. A maioria dos trabalhadores das empresas participou da greve. Do lado sindical, afirmou-se que esta foi a greve com a maior participação da história das empresas.

Em uma região do sudoeste do país, pescadores bloquearam um depósito de combustível e entraram em confronto com a polícia, protestando contra as autoridades por não melhorarem as precárias condições de trabalho.

Em várias cidades, como Paris, Nice, Lille e Marselha, estudantes e professores saíram às ruas exigindo a retirada das medidas de aumento das mensalidades universitárias, maior apoio ao setor do ensino superior e melhoria das condições de alojamento dos estudantes.

Até mesmo policiais realizaram manifestações de protesto. Em Paris, entre 4.000 e 5.000 policiais realizaram manifestações na Avenida dos Campos Elísios e diante do Parlamento, exigindo aumento salarial e melhoria das condições de trabalho. Também ocorreram manifestações de policiais nas praças da cidade e nas proximidades dos aeroportos. Mais de 10.000 policiais participaram.

Bombeiros e enfermeiros, membros de organizações de proteção ambiental e animal e integrantes de organizações de mulheres também realizaram greves e manifestações em todo o país, exigindo, entre outras coisas, a melhoria das condições de vida.

Embora funcionários do governo estejam se apressando para resolver a situação, promovendo negociações com os manifestantes, diz-se que isso não está surtindo efeito.

Também ocorreram manifestações em grande escala na Romênia.

Camponeses e criadores de gado do país reuniram-se na praça diante dos prédios do governo e realizaram protestos, exigindo a retirada das injustas medidas de restrição às exportações de ovinos.

Recentemente, a União Europeia exigiu que a Romênia proibisse as exportações de ovinos até o final de 2026, sob o pretexto de prevenir a ocorrência de doenças no gado. O governo romeno acatou essa exigência.

Os camponeses e criadores de gado protestaram contra o governo, que, submetendo-se à União Europeia, prejudicava seus interesses.

Inicialmente, a manifestação ocorreu de maneira pacífica. Porém, quando as autoridades policiais tentaram bloqueá-la à força, alegando que se tratava de uma manifestação não autorizada, ela se transformou em um confronto violento. Manifestantes enfurecidos atiraram pedras e garrafas de água contra os policiais, que responderam com jatos de água, fazendo com que a situação se tornasse cada vez mais tensa. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Os organizadores da manifestação declararam que não interromperiam a luta caso suas exigências não fossem atendidas e advertiram que, se o governo não tomasse as medidas correspondentes, seguiriam de ônibus para Bruxelas, na Bélgica, onde está localizada a sede da União Europeia.

Vários meios de comunicação de diferentes países noticiaram a situação dos violentos protestos ocorridos no país com títulos como "Os protestos na Romênia se transformaram em uma guerra entre a polícia e os camponeses", "Camponeses romenos entram em confronto com a polícia em Bucareste em protesto contra as medidas da União Europeia", "Camponeses romenos protestam contra as restrições às exportações" e "Protestos na Romênia se transformam em atos de violência".

Outros sindicatos, insatisfeitos com a excessiva política de austeridade do governo romeno, também deram sinais de que poderiam se juntar aos protestos dos camponeses e criadores de gado. Especialistas analisaram que, caso os protestos se ampliassem, a situação poderia avançar para uma situação ainda mais incontrolável.

Alarmada, a União Europeia teve de retirar suas medidas.

A crise econômica que o Ocidente enfrenta atualmente é abrangente e catastrófica, envolvendo os setores industrial, financeiro e monetário. Em todos os países capitalistas, isso se tornou um fenômeno generalizado. Além disso, após o início da situação na Ucrânia, a grande maioria dos países europeus declarou confronto com a Rússia e rompeu os vínculos econômicos com ela, provocando assim, por iniciativa própria, uma crise energética.

Esses países não têm qualquer medida capaz de solucionar a grave crise econômica.

Por isso, cresce o sentimento antigovernamental e tornam-se cada vez mais agudas as contradições e os conflitos de classe.

Os violentos protestos e as greves que estão ocorrendo nos países europeus mostram claramente que a sociedade capitalista está mergulhando em uma situação de crise extrema.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun 

A ampliação dos depósitos de munições do Japão é um ato de autodestruição que transforma o arquipélago em um gigantesco barril de pólvora

Recentemente, os reacionários japoneses estão se empenhando plenamente na ampliação dos depósitos de munições das "Forças de Autodefesa", sob o pretexto de reabastecer as munições para o "fortalecimento do poder de defesa".

As "Forças de Autodefesa" do Japão, que possuem 1.400 depósitos de munições em todo o país, planejam aumentar esse número em cerca de 130 depósitos, construídos de acordo com projetos padronizados, até 2032.

Dos 65 depósitos cuja localização já foi definida e cujos projetos e obras estão em andamento, três já foram concluídos até agosto deste ano, enquanto os cerca de 65 restantes terão seus locais definidos e entrarão na etapa de execução a partir de 2027.

Diz-se que a escala da ampliação dos depósitos de munições aumentará ainda mais em relação ao planejado, conforme as autoridades japonesas revisem oficialmente, ainda este ano, três documentos relacionados à segurança, incluindo a "Estratégia de Segurança Nacional".

A ampliação dos depósitos de munições significa preparar-se para o prolongamento da guerra.

Não é de modo algum por acaso que a atual governante do Japão vem alardeando, desde o início do ano, que é necessário preparar-se para uma guerra prolongada.

Isso constitui uma prova viva de que o Japão, país de criminosos de guerra, está dando como fato consumado não apenas uma guerra de agressão, mas também uma guerra prolongada que possa ocorrer durante seu curso, e está inclusive tomando medidas antecipadas para fortalecer sua capacidade de sustentar o combate.

Hoje, os reacionários japoneses perseguem abertamente uma estratégia de guerra para realizar suas ambições de nova agressão e estão se tornando cada vez mais frenéticos para concretizá-la.

Como se sabe, após Takaichi assumir o poder, as autoridades japonesas vêm impondo abertamente políticas extremamente perigosas e neomilitaristas que os governos anteriores sequer ousaram considerar, como a revisão dos "Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa" e de suas diretrizes de aplicação e o aumento drástico do "orçamento de defesa", visando à intensa operação da "indústria de guerra".

Além disso, estão se empenhando na conclusão dos preparativos para uma guerra de agressão, despejando enormes quantias no desenvolvimento de mísseis hipersônicos lançados debaixo d'água, na implantação em grande escala de drones de ataque e na resposta às "novas formas de combate", incluindo a introdução de inteligência artificial no sistema de comando das "Forças de Autodefesa", bem como na implantação adicional de mísseis de longo alcance dotados de "capacidade de atacar bases inimigas".

Como é amplamente conhecido, o Japão, país de criminosos de guerra que não pode possuir nem direito de participação em guerras e direito de beligerância, muito menos um exército regular, já está assumindo plenamente a aparência de um Estado beligerante e agora pretende inclusive levar em conta uma guerra prolongada, ampliando em grande escala os depósitos de munições por todo o país.

A iniciativa dos militaristas, semelhantes a víboras, de ampliar os depósitos de munições enquanto tentam, o quanto antes, ingressar no caminho da agressão ao exterior é um ato de autodestruição que transforma todo o arquipélago em um gigantesco barril de pólvora prestes a explodir.

É um fato histórico inegável que o militarismo japonês, que há um século desencadeou guerras de agressão sangrentas com a ambição de dominar o mundo inteiro, acabou afundando e se debatendo no atoleiro de uma guerra prolongada na Ásia, até finalmente ser derrotado.

Os neomilitaristas japoneses devem compreender claramente que, se esquecerem a dolorosa lição desse passado e novamente enlouquecerem na tentativa de realizar a todo custo o sonho ilusório da "Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental", isso apenas provocará uma segunda derrota.

Agência Central de Notícias da Coreia

Autossustento na economia

Explicação de terminologias políticas

O autossustento na economia é o princípio orientador para implementar a independência no campo econômico.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos fortalecer por todos os meios o autossustento e o caráter jucheano da economia nacional."

O princípio do autossustento economia esclarece o caminho para realizar a independência das massas do povo trabalhador no âmbito da vida econômica da sociedade e apresenta a direção, o conteúdo e os métodos para a construção econômica de um Estado independente e para a edificação da base material do socialismo.

Implementar o princípio do autossustento na economia significa eliminar a subordinação e a dependência econômicas, satisfazer por conta própria e de maneira adequada as necessidades materiais do país e do povo e construir uma economia capaz de avançar com as próprias pernas.

A economia autossustentada é uma economia que se desenvolve apoiando-se nas próprias forças e tecnologias e nos próprios recursos, uma economia que, mesmo em meio às flutuações da economia mundial, produz e garante por conta própria, de maneira adequada, as necessidades materiais necessárias ao desenvolvimento do Estado e à melhoria da vida do povo.

A construção de uma economia autossustentada é uma exigência indispensável para desenvolver a economia socialista ao nosso estilo, sob a bandeira da autoestima. No mundo de hoje, em que, sem ter o que é próprio e sem a vontade de fortalecer as próprias forças, não se pode nem sequer sobreviver, quanto mais preservar a dignidade, devemos erguer bem alto a bandeira da autoconfiança e consolidar firmemente a força econômica do país para poder acelerar, em quaisquer circunstâncias, a construção de uma potência econômica e a melhoria da vida do povo e defender a dignidade do Estado e do povo.

A construção de uma economia autossustentada é uma exigência conforme às leis do desenvolvimento para manter uma linha independente na política e fortalecer incessantemente o poder político e militar do Estado. Se não for alcançado o autossustento econômico e muitos produtos de outros países entrarem nos setores econômicos e nas esferas da vida social, fazendo com que as pessoas se acostumem a utilizá-los, começarão a surgir ilusões e dependência em relação aos outros, e a convicção no socialismo ficará abalada. Somente desenvolvendo a economia nacional em uma economia que permaneça inabalável diante das sanções econômicas e das manobras de bloqueio dos imperialistas, bem como das flutuações da economia mundial, será possível garantir firmemente, no plano material e técnico, a superioridade das forças armadas de autodefesa e defender a dignidade e a soberania do Estado.

A construção de uma economia autossustentada é uma exigência de princípio para alcançar a vitória decisiva no confronto anti-imperialista e anti-EUA. Os reacionários imperialistas intensificam a ofensiva político-militar contra os países socialistas e os países independentes e anti-imperialistas, ao mesmo tempo que persistem obstinadamente nas manobras de sanções econômicas e bloqueio. Devemos varrer as sanções das forças hostis com a onda do autossustento e da autossuficiência.

As brilhantes vitórias e conquistas alcançadas hoje pelo nosso povo na construção da economia socialista demonstram claramente a justeza e a vitalidade do autossustento na economia.

Rodong Sinmun