sábado, 5 de setembro de 2026

Sobre os deveres e o papel dos trabalhadores de propaganda na construção de uma Coreia democrática

Discurso do camarada Kim Il Sung na Reunião Conjunta dos Responsáveis pelos Serviços de Propaganda de Todas as Províncias

7 de setembro de 1947

Na atual etapa, os trabalhadores de propaganda desempenham um papel muito importante. O trabalho de educar e forjar o povo nas ideias democráticas é realizado por eles, e todas as nossas medidas corretas para consolidar o Poder popular chegam ao povo através do trabalho de propaganda. Quando este trabalho é realizado bem, toda a política do Comitê Popular é transmitida fielmente ao povo; em contrapartida, quando é realizado mal, o povo não poderá conhecê-la devidamente.

Doravante, os trabalhadores de propaganda devem compreender mais profundamente a honrosa missão e o dever que assumiram perante o Estado e o povo e intensificar ainda mais seu trabalho.

Antes de tudo, devem compreender com exatidão todos os problemas que surgem na construção de uma Coreia democrática. Se não os compreenderem devidamente, não poderão explicá-los corretamente ao povo.

Os trabalhadores de propaganda devem tornar-se quadros competentes da Coreia democrática, bem preparados política e ideologicamente. Para isso, devem elevar muito mais seu nível teórico e, em especial, estudar e conhecer profundamente a política e as leis do Comitê Popular.

Em seguida, devem esforçar-se para consolidar o Comitê Popular.

O Comitê Popular da Coreia do Norte, verdadeiro poder do povo, eleito por este, pratica uma política justa para o povo e o servirá sem a menor hesitação, independentemente das dificuldades que encontre no futuro.

Para que o Comitê Popular elabore e aplique devidamente uma política correta, é necessário desenvolver vigorosamente a educação política entre os funcionários dos órgãos do Poder popular.

Os chefes das seções de propaganda de todas as províncias devem realizar de maneira planejada o trabalho de propaganda e educação, para informar de forma oportuna e precisa os funcionários sobre a política e as leis do Comitê Popular e sobre a situação interna e externa, bem como elevar seu nível político e teórico.

Os trabalhadores de propaganda devem também impulsionar dinamicamente o trabalho educativo para eliminar os velhos métodos e estilos de trabalho do imperialismo japonês que ainda persistem entre os funcionários dos órgãos do Poder popular.

Desse modo, é necessário assegurar que todos eles se tornem autênticos quadros nacionais que sirvam com lealdade à pátria e ao povo.

Imbuir todo o povo das ideias democráticas apresenta-se hoje como uma tarefa nacional. Se o armarmos firmemente com essas ideias, poderemos cumprir com segurança qualquer tarefa, por mais difícil e complicada que seja, e não teremos o menor temor, por mais que alguns elementos subversivos e sabotadores recorram a toda sorte de métodos e meios astutos para se infiltrar em nossas fileiras.

Todos os funcionários dos órgãos do poder, desde os diretores de departamento do Comitê Popular da Coreia do Norte até os presidentes dos comitês populares das comunas, devem ministrar obrigatoriamente formação política ao povo, pelo menos mais de quatro horas por semana. Os chefes das seções de propaganda de todas as províncias devem fornecer orientações sobre o trabalho educativo aos funcionários do poder uma vez por mês e organizar regularmente cursos para os conferencistas de educação política.

Os trabalhadores de propaganda devem realizar vigorosamente o trabalho político e cultural e saber utilizar de maneira eficaz os jornais murais e as reuniões de leitura.

Os jornais murais e as reuniões de leitura são meios importantes para educar o povo nas ideias democráticas. Por meio deles, devem ser divulgados os bons exemplos que surgem no curso da construção da Coreia democrática, bem como explicadas e propagadas a política e as leis do Comitê Popular.

Se todos os quadros, desde os superiores até os subalternos, se unirem estreitamente ao povo no plano político, será possível desbaratar a tempo qualquer intriga e artimanha dos reacionários.

A férrea unidade política entre os quadros e o povo só pode ser realizada por meio de uma educação política constante. Os trabalhadores de propaganda devem intensificar essa educação entre os quadros e o povo, para transformá-los em uma poderosa força política, unida monoliticamente em torno do Comitê Popular.

Os trabalhadores de propaganda devem esforçar-se para consolidar e desenvolver ainda mais os êxitos alcançados com as reformas democráticas.

O essencial para consolidar e desenvolver doravante esses êxitos é superar o plano da economia nacional de 1947. Fazê-lo com o objetivo de lançar uma sólida base para o desenvolvimento de nossa nação e a construção de uma Coreia democrática é a tarefa mais importante que se apresenta hoje a todo o povo da Coreia do Norte.

Ainda é débil a propaganda destinada a superar o plano da economia nacional deste ano. Os trabalhadores de propaganda devem desenvolver amplamente seu trabalho para exortar as massas a superar esse plano.

Sem construção econômica não pode haver construção de uma Coreia democrática; sem alcançar a independência econômica, ela não poderá tornar-se um Estado plenamente soberano e independente. Com a realização do plano da economia nacional, estamos transformando a indústria de tipo colonial de nosso país em uma indústria nacional autossustentada e lançando as bases de uma economia nacional independente. Devemos construir uma economia desse tipo para viver de maneira independente, sustentados por nossas próprias forças, sem depender de ninguém. Essa autossuficiência econômica só será alcançada quando todo o povo trabalhar ativamente, com grande interesse pela produção, superando todas as dificuldades que surgirem.

Os trabalhadores de propaganda devem divulgar amplamente entre o povo que ele só poderá melhorar sua vida quando participar vigorosamente da construção econômica e produzir mais artigos de primeira necessidade. Em particular, devem convencer claramente o povo do significado político e da importância do cumprimento do plano da economia nacional, para que participe ativamente da luta para superá-lo.

Os importantes problemas que se apresentam à propaganda relacionada com a produção agrícola são, primeiro, orientar os camponeses a entregar o imposto agrícola em espécie de maneira oportuna e integral.

Os camponeses poderão cumprir seu dever perante o Estado quando pagarem em tempo e em sua totalidade o imposto agrícola em espécie. Hoje, em nosso país, o problema dos cereais constitui uma das questões fundamentais das quais depende o êxito da construção de uma Coreia democrática. Hoje, os cereais são tão preciosos quanto o ouro. Somente quando for arrecadada em tempo toda a quantidade do imposto agrícola em espécie poderemos, com base nisso, elaborar o plano da economia nacional do ano seguinte. Assim, o problema dos cereais é uma questão de grande importância para recuperar e desenvolver a economia nacional.

Os trabalhadores de propaganda devem realizar devidamente o trabalho educativo para que todos os camponeses entreguem ao Estado, em tempo e com exatidão, o imposto em espécie. Além disso, devem orientá-los a intensificar a luta pela economia de cereais. Devem fazer com que os camponeses não produzam bebidas alcoólicas nem melaço com cereais e simplifiquem as cerimônias de casamento e os funerais, a fim de evitar o desperdício de cereais.

Segundo, orientar os camponeses a preparar sementes em quantidade suficiente.

Durante a semeadura deste ano, o Estado emprestou aos camponeses uma quantidade considerável de sementes. Isso significa que eles negligenciaram sua preparação.

Os trabalhadores de propaganda devem explicar devidamente aos camponeses para que preparem as sementes como é devido.

Terceiro, proteger bem os depósitos de cereais, elevando ainda mais a vigilância diante das tentativas de incêndio dos reacionários.

Os traidores da nação e os lacaios dos japoneses esperam uma oportunidade para incendiar os armazéns de cereais, a fim de perturbar a vida de nosso povo. Por isso, é necessário orientar todo o povo a manter elevada vigilância e frustrar a tempo qualquer tentativa dos reacionários que procuram provocar a fome incendiando os depósitos de cereais. Além disso, deve-se orientá-lo a proteger firmemente todos os materiais, edifícios, instalações e meios de transporte contra as ações subversivas dos reacionários.

Quarto, fazer com que a proteção florestal seja realizada mediante a mobilização de todo o povo.

A proteção florestal está estreitamente relacionada com a produção agrícola e constitui um trabalho importante para assegurar a fertilidade do território do país e das terras cultiváveis.

Os trabalhadores de propaganda devem explicar a todo o povo a importância da proteção florestal e os conhecimentos necessários para esse trabalho, para que proteja ativamente as florestas com elevado espírito patriótico.

Quinto, realizar devidamente a regularização dos rios.

Anteriormente, os imperialistas japoneses, dedicados unicamente a saquear as preciosas riquezas naturais de nosso país, mantinham os rios em estado precário e, em consequência disso, muitas vidas e bens eram destruídos pelas inundações que ocorriam todos os anos. Nós não devemos apenas prevenir os danos causados pelas inundações, construindo diques nos rios e reforçando-os com pedras, mas também ampliar a área cultivada desbravando novas extensões de terras.

Os trabalhadores de propaganda devem dar a conhecer profundamente ao povo a importância da regularização dos rios, para que este participe ativamente desse trabalho com elevado espírito patriótico. Em seguida, os trabalhadores de propaganda devem educar o povo para que tenha uma concepção correta dos funcionários de segurança.

Ainda são muitos os que não têm uma concepção correta deles. Os funcionários de segurança são filhos e filhas do povo trabalhador e pessoas que se ofereceram voluntariamente para proteger a vida e os bens do povo e a construção de uma Coreia democrática contra a subversão do inimigo. Eles estão cumprindo as tarefas mais difíceis e honrosas na construção de uma Coreia democrática.

O povo deve estimular os funcionários de segurança para que possam cumprir bem seu dever, ajudando-os a ser fiéis às suas obrigações profissionais sem que se preocupem ou se inquietem com suas famílias. Deve abandonar a concepção errônea de considerá-los como policiais do imperialismo japonês e unir-se e cooperar com eles para defender firmemente a pátria.

Além disso, os trabalhadores de propaganda devem orientar todo o povo a desenvolver uma vigorosa luta contra os reacionários.

Divulgando amplamente os brilhantes êxitos alcançados pelo povo da Coreia do Norte na construção de uma Coreia democrática e a orgulhosa realidade que se desenvolve, devem fazer com que todo o povo saiba claramente que somente nosso caminho é o mais justo para a independência e o progresso da Coreia. Ao mesmo tempo, expondo completamente os crimes dos elementos pró-japoneses, pró-estadunidenses e traidores da nação que procuram subverter nossa construção democrática e fazer nosso país retornar a uma colônia e a um Estado feudal, devem fazer com que todo o povo tenha ardente ódio pelos inimigos e derrote os reacionários. Devemos liquidar todos os reacionários vende-pátria da Coreia do Sul, ampliando e consolidando ainda mais a Frente Unida Nacional Democrática.

Os trabalhadores de propaganda devem fortalecer seu trabalho, dando ênfase a esses problemas, para que todo o povo se mobilize ativamente na construção de uma Coreia democrática.

Questões relativas aos fundos do Banco Socialista

Emergindo como uma tarefa importante para desenvolver com êxito a estratégia econômica do Partido, está o fortalecimento do papel do banco socialista.

O banco é um poderoso meio para o Partido e o Estado executarem sua política econômica. Um Estado socialista assegura a reprodução ampliada e promove o bem-estar do povo por meio da utilização correta dos bancos.

O banco socialista deve contar com uma determinada quantidade de fundos para que suas funções e seu papel sejam fortalecidos. Os fundos necessários às atividades bancárias são assegurados por meio das atividades de captação de crédito, enquanto a gestão do dinheiro captado é assegurada por meio de suas atividades de concessão de crédito.

Um banco no Estado socialista é um órgão estatal especializado que lida com os negócios de financiamento. O banco socialista capta diversas formas de dinheiro por meio de alavancas econômicas, como a circulação monetária e não monetária e o crédito, e o utiliza efetivamente para a economia nacional. Isso reflete o fato de que as relações mercadoria-dinheiro ainda permanecem na sociedade socialista e de que um movimento de bens materiais e propriedades acompanha o movimento dos fundos monetários.

Um Estado socialista proporciona um sistema monetário que garante as atividades de captação de dinheiro pelo banco. O banco cria continuamente seu fundo com base nesse sistema. As atividades relacionadas aos fundos serão plenamente asseguradas somente quando o banco desenvolver propositalmente suas próprias atividades para aumentar seu fundo. A solução da questão dos fundos é um fator indispensável para o funcionamento regular do banco.

O fundo bancário significa todo o dinheiro utilizado no cumprimento das funções do banco. O montante do fundo de um banco é um reflexo tanto de sua dimensão quanto dos resultados de suas atividades.

A estrutura e o montante dos fundos exercem grande influência sobre o funcionamento do banco.

Na sociedade capitalista, a estrutura e o montante de seus fundos constituem uma questão de vida ou morte. Por isso, a economia capitalista atribui grande importância à capacidade de um banco cumprir suas obrigações em termos de liquidez.

Na sociedade socialista, a questão da liquidez não é levantada. Isso está relacionado ao caráter socialista do banco. Entretanto, é de grande importância definir corretamente o caráter e a estrutura do fundo e prestar atenção à movimentação dos fundos.

Dois tipos de fundos operam no banco como órgão econômico que lida com as relações econômicas estabelecidas no processo de movimentação dos fundos financeiros. Um é o fundo captado e o outro é o seu próprio fundo ou algo semelhante a ele.

A base do fundo bancário é o primeiro. O fundo captado é o dinheiro que um banco recolhe temporariamente de organizações, empresas e indivíduos para seu próprio uso. Assim, o direito de utilizar e administrar o dinheiro é transferido provisoriamente ao banco, embora não haja mudança nas relações de propriedade sobre ele. Essa característica decorre do caráter de capital temporariamente ocioso.

O fundo sob a forma de dinheiro não utilizado nas mãos de organizações e empresas é constituído por fundos monetários empresariais de diferentes naturezas, um fundo financeiro estatal e fundos de organizações não produtivas. O que constitui uma proporção predominante dele é o fundo monetário temporariamente separado do processo de gestão empresarial. Esse fundo assume a forma de fundos líquidos nas empresas. A forma monetária que está temporariamente separada do processo de movimentação do dinheiro líquido que o Estado concede às empresas como propriedade líquida é depositada em contas bancárias. Esse fundo, originalmente destinado a servir às atividades de gestão das empresas, assume a forma de propriedade material depois de adotar a forma monetária em determinado nível no processo de circulação da propriedade e garante o processo de reprodução social.

A forma monetária da propriedade líquida é depositada em contas bancárias, tornando-se um fundo captado. Nesse caso, os fundos das organizações e empresas são depositados no banco para funcionar como meios de reserva para compras e pagamentos. Ao mesmo tempo, como esses fundos asseguram a movimentação da propriedade líquida, passam a assumir o caráter de moeda de reserva e de fundo monetário necessário às atividades de gestão das empresas.

É adequado, à luz de sua origem e finalidade, que os fundos depositados pelas empresas sejam utilizados para a gestão e o funcionamento. Isso está relacionado à peculiaridade do banco de que um fundo líquido que funciona como fundo monetário se torna uma reserva monetária quando é depositado em um banco. O banco transforma um fundo inativo que está em suas mãos em um fundo monetário funcional. Como o fundo depositado no banco interrompe sua circulação como dinheiro, pode servir como fundo de reserva. Essa reserva é utilizada para atender à demanda monetária adicional que surge nas organizações e empresas durante suas atividades de gestão, incluindo pagamentos e compras. Assim, o fundo monetário ocioso é transformado em um fundo monetário funcional.

Há certa diferença em seu caráter entre o fundo financeiro estatal e o fundo monetário dos órgãos não produtivos, que constituem os fundos monetários ociosos das organizações e empresas, e o fundo monetário ocioso das empresas.

Embora o primeiro funcione como um fundo captado pelo banco, ele assume a forma de um fundo de reserva estatal, por ser um fundo formado no processo de execução do orçamento estatal.

O fundo monetário ocioso das empresas, o fundo financeiro estatal ocioso e o fundo monetário ocioso dos órgãos não produtivos — todos eles constituem os fundos captados pelo banco. Entretanto, o banco deve levar em consideração a diferença entre suas respectivas características ao lidar com esses fundos. O fundo excedente gerado no processo de execução do orçamento estatal pode ser utilizado por um período relativamente longo, pois contém um elemento de fundo acumulado. Enquanto isso, o fundo inativo dos órgãos não produtivos pode permanecer nas contas bancárias somente por um curto período devido à sua característica de utilização. É importante examinar esses elementos estruturais ao utilizar fundos temporariamente ociosos.

Outro dos diferentes elementos estruturais dos fundos captados é a renda da população. Ao contrário dos fundos ociosos das organizações e empresas, o dinheiro nas mãos da população não precisa necessariamente ser captado pelos bancos. Assim, a renda privada representa apenas uma pequena parte do fundo captado. A decisão de abrir ou não uma conta depende da vontade de cada pessoa. Entretanto, o banco, por seu caráter funcional próprio, desempenha o papel de intermediário na transformação do dinheiro privado em fundos para atividades econômicas.

O banco capitalista obtém para seu capital o dinheiro que não se destina a funcionar como capital, por meio da persuasão. Essa função do banco capitalista permite reunir pequenos fundos e transformá-los em um enorme poder financeiro, influenciando a economia capitalista. Em relação a essa função, foram desenvolvidos na sociedade capitalista diversos órgãos destinados à captação de dinheiro, como os correios e os bancos de poupança.

Essa função peculiar do banco capitalista deve ser aproveitada pelo Estado socialista para atender à demanda social total de acordo com o caráter socialista. É um fenômeno regido por leis que o banco socialista capte amplamente dinheiro da população e o utilize para atender à demanda financeira adicional das empresas.

O fundo captado pelo banco socialista difere essencialmente dos depósitos nos bancos capitalistas.

O depósito no banco capitalista significa uma acumulação de capital que permite a ampliação dos empréstimos, e o banco cria diversos meios de circulação de crédito com base nele. Assim, as poupanças bancárias constituem as principais fontes da criação maciça de capital monetário de caráter fictício.

Entretanto, os depósitos no banco socialista são um fundo monetário e financeiro que possui uma base real, pois constituem fundos temporariamente separados das organizações e empresas no processo de sua reprodução, ou um fundo acumulado do Estado. Esse fundo não possui caráter fictício.

A posição dos depósitos bancários indica as condições reais da movimentação dos bens materiais.

Além do fundo captado, o banco possui seu próprio fundo de escala fixa. Os fundos que pertencem aos fundos bancários também incluem o dinheiro em espécie.

O dinheiro em espécie é um dos principais elementos estruturais do fundo bancário, uma vez que o Banco Central emite as notas bancárias do país. O dinheiro em espécie que circula nas organizações e empresas ou é guardado em seus cofres não pertence ao fundo bancário. Na emissão de notas bancárias, o dinheiro em espécie e o dinheiro depositado podem ser utilizados como fundo bancário, mas um fundo de reserva não pode ser um elemento do fundo bancário, pois ainda não está em circulação.

O fundo do banco socialista distingue-se do capitalista em alguns aspectos.

Antes de tudo, o fundo do banco socialista baseia-se na propriedade estatal, enquanto o capitalista se baseia na propriedade privada. As relações de propriedade dos fundos bancários podem constituir uma questão complexa.

Essa questão deve ser considerada à luz das relações de propriedade das fontes dos fundos. As relações de propriedade dos fundos não se modificam mesmo depois que o dinheiro é depositado no banco. Entretanto, como o banco é um órgão de propriedade estatal, seu fundo captado é utilizado como um fundo de propriedade estatal. O fundo das organizações e empresas também é, em última instância, de propriedade estatal. Entretanto, esse fundo deve ser utilizado prioritariamente pelas empresas, pois é originalmente destinado a elas segundo o princípio de gestão baseado na contabilidade independente.

O banco socialista, uma vez que capta um fundo, utiliza o dinheiro como um fundo estatal de acordo com as necessidades do Estado, mesmo quando se trata de um fundo de propriedade cooperativa ou privada.

As relações de propriedade na sociedade capitalista podem ser mais complicadas do que as da sociedade socialista. O fundo das instituições financeiras, incluindo os bancos industriais, contém um elemento de propriedade privada, mesmo quando se trata de fundos captados ou empréstimos. No capital monetário utilizado por um banco emissor está contido um elemento que representa capital estatal, juntamente com o capital privado.

A diferença no caráter da propriedade dos fundos monetários entre o banco emissor e os demais está relacionada à diferença entre suas funções e atividades. Atualmente, o banco emissor está se tornando cada vez mais um banco estatal-capitalista. Assim, vem desempenhando seu papel como o "banco dos bancos".

Como a movimentação de bens e a movimentação monetária são compatíveis entre si na sociedade socialista, o fundo bancário constituído por fundos temporariamente separados possui uma sólida base material.

Pode-se dizer que o fundo do banco capitalista possui caráter fictício. Isso ocorre porque grande parte de seus fundos captados é constituída por capital diluído. O caráter fictício do fundo bancário vincula a movimentação do capital diluído às atividades do banco em diversos setores. Assim, contém o risco de uma catástrofe quando uma situação anormal se cria no ciclo econômico. Essa tendência se intensificou nas décadas de 1980 e 1990, quando as operações no mercado de títulos se difundiram amplamente no campo capitalista.

O fundo do banco socialista está estreitamente relacionado ao processo de reprodução social, pois possui uma sólida base de bens materiais reais. Essa situação permite a utilização e a gestão planejadas do fundo bancário.

A utilização e a gestão planejadas dos fundos significam que o método de utilização do fundo bancário é estabelecido de maneira intencional, de acordo com a situação em transformação no processo de reprodução social. O banco leva em consideração o caráter do dinheiro captado, mobiliza plenamente os fundos temporariamente separados e os utiliza de acordo com as condições das atividades das empresas. O banco contribui para acelerar o processo de reprodução social mediante a utilização da moeda mobilizada. Esse é o papel produtivo desempenhado pelo banco.

Ao contrário do fundo do banco capitalista, o fundo socialista serve como meio de controle pelo won sobre o processo de produção e circulação.

O banco capitalista apreende e controla as empresas por meio de seus fundos, ao mesmo tempo em que forma fundos financeiros em colaboração com os monopólios. Isso não significa que o banco sirva intencionalmente às empresas, mas que estas ficam subordinadas àquele. O banco capitalista apreende as condições reais das empresas e intervém em sua gestão de diversas maneiras para aumentar seus lucros e evitar o risco de falência destas. Os defensores do capitalismo e os banqueiros dão ênfase a esse aspecto, chamando-o de função organizativa do banco. Essa função cria e agrava a contradição hostil irreconciliável entre as duas partes.

Enquanto isso, o fundo do banco socialista constitui um poderoso meio de controle pelo won.

O banco é um órgão econômico que realiza atividades de controle pelo won. A moeda "won" que o banco utiliza em suas atividades de controle significa, literalmente, o fundo bancário. O banco realiza diversas atividades de controle utilizando seu fundo. Entre elas estão o controle dos empréstimos, o controle das liquidações não monetárias e o controle das receitas e despesas.

O fundo bancário, como meio de controle pelo won, desempenha um papel importante. Para fortalecer ainda mais o papel do banco, o fundo bancário deve ser mobilizado na maior escala possível e utilizado racionalmente. As atividades de controle do banco pelo won só dão frutos quando esses processos são realizados previamente. Portanto, sem solucionar a questão dos fundos, o banco não pode cumprir sua função de controle.

O controle pelo won é um meio econômico de controle que se diferencia do controle exercido pelo poder estatal e do controle exercido por um órgão administrativo.

O controle pelo won é uma das formas assumidas pela moeda no processo de sua movimentação como alavanca econômica. Assim, o banco deve sempre prestar atenção a garantir o fundo financeiro necessário às suas próprias atividades, de acordo com a situação econômica vigente do país.

Na prática, a questão dos fundos do banco é a questão dos recursos do Banco Central.

O fundo acumulado por meio das atividades de captação de crédito constitui os recursos do banco. Os recursos do banco são um indicador de suas atividades. Se o banco cumpre ou não seu papel funcional é indicado pela moeda. O resultado do cumprimento do papel funcional do banco em relação ao orçamento estatal pode ser indicado pelo saldo das contas orçamentárias, e o resultado da realização das liquidações não monetárias das contas pelo saldo das contas das organizações e empresas. O resultado do cumprimento da função do banco de controle e regulação monetária afeta a escala de emissão de notas e o saldo das contas das empresas e organizações.

Os recursos do banco existem sob a forma de saldo. Como o saldo das contas do banco muda todos os dias e a todo momento, é impossível calcular o total acumulado. Como o banco encerra seus livros ao final do dia, quando termina seu horário de atendimento, o saldo médio diário é considerado o dado básico sobre as atividades bancárias. Assim, se os recursos do banco devem ser calculados de acordo com a escala dos fundos temporariamente separados que podem ser efetivamente criados durante um período planejado, o cálculo deve basear-se não no resultado acumulado, mas no saldo médio das contas.

Criar e utilizar recursos bancários aproveitando essa característica peculiar é uma exigência de princípio que o banco deve cumprir.

Devemos ter cuidado para não pensar equivocadamente que o crescimento da produção aumenta automaticamente os recursos bancários. Essa maneira de pensar tem um efeito negativo sobre a organização e a realização das atividades de criação de recursos. Na sociedade socialista, na qual ainda permanecem as relações mercadoria-dinheiro, um aumento do volume de produtos pode aumentar o volume de moeda. Entretanto, a escala de seu crescimento não é proporcional. Se a velocidade de circulação da moeda crescer mais rapidamente do que antes, a circulação do volume aumentado de produtos poderá ser assegurada sem problemas. É errado pensar que o volume de moeda e os recursos bancários crescem proporcionalmente quando cresce o volume de produtos. Essa teoria equivocada não permite compreender corretamente as relações mútuas entre moeda e valor. Moeda e valor pertencem a categorias econômicas diferentes. A moeda é uma forma particular do valor e representa um equivalente. Assim, a moeda, que possui sua própria velocidade de circulação no processo de sua movimentação, serve como meio de expressão do valor. Esse é um fato estabelecido, verificado em todos os sistemas econômicos nos quais existem relações mercadoria-dinheiro. É anticientífico considerar moeda e valor como idênticos.

A teoria de que os recursos do banco aumentam proporcionalmente quando aumentam os produtos e seu valor se eleva não se aplica às atividades bancárias e às atividades econômicas de nosso país. Poucos casos desse tipo foram registrados em nosso país. Os recursos bancários estão diretamente relacionados aos negócios de captação de crédito, e não estão vinculados às atividades de gestão das empresas.

Foi comprovado que o aumento dos produtos e de seu volume de circulação não é proporcional ao aumento do saldo no banco. Para aumentar seu saldo, devem ser ampliados o volume de produtos e seu volume de circulação, mas, ao mesmo tempo, as relações comerciais com as empresas relacionadas devem ser modificadas para alcançar o mesmo nível. Em resumo, as atividades de captação de crédito de um banco refletem não apenas uma mudança no processo de reprodução social, mas também outras mudanças nas diversas e complexas atividades de gestão, incluindo as atividades financeiras das fábricas e empresas. A escala de concessão de empréstimos prevista no plano de empréstimos bancários não ultrapassa a escala planejada dos recursos do banco.

Embora o banco capitalista desempenhe um papel de criação de crédito por meio das atividades de concessão de crédito, o banco socialista não desempenha essa função. O que devemos ter em mente ao criar e utilizar recursos bancários é que não devemos pensar equivocadamente que o banco pode aumentar ilimitadamente seus recursos por meio das atividades de concessão de empréstimos. Isso reflete a ideia equivocada de que, se o fundo de empréstimos for fornecido por meio das atividades de concessão de crédito, os fundos das empresas crescerão e, como resultado, o banco poderá aumentar seus recursos conforme desejar.

A tomada de empréstimos influencia amplamente o aumento dos fundos das empresas. Entretanto, as concessões de empréstimos planejadas na sociedade socialista são sustentadas pelos recursos bancários, e os recursos bancários incorporam o princípio da unidade entre a movimentação dos produtos e a movimentação da moeda.

Os recursos bancários são a base de todas as atividades do banco. Ao mesmo tempo, as atividades bancárias são limitadas pela escala dos recursos do banco. O banco não pode promover o financiamento sem recursos bancários correspondentes, nem pode ampliar suas atividades sem uma escala necessária de recursos bancários. Assim, é adequado avaliar as condições de um banco por meio de sua situação em termos de recursos bancários. Em geral, a eficiência do banco é elevada quando grandes somas de moeda são captadas e os recursos bancários aumentam. Pelo contrário, sua eficiência é baixa quando os fundos captados e os recursos do banco se encontram em um nível baixo.

Todos os funcionários dos bancos devem ter uma concepção e uma posição corretas em relação aos fundos e recursos bancários e empenhar-se para desempenhar um papel ativo na promoção da construção socialista e na melhoria da gestão econômica do país.

Por Ri Won Gyong, professor da Universidade Kim Il Sung

― The People’s Korea, nº 102, 7 de julho de 1999.

Ri Ok Hui

A senhora Ri Ok Hui nasceu em Ryonghung-ri, na atual cidade de Anju. Durante a Guerra de Libertação da Pátria, em outubro de 1950, sua família foi perseguida pelos invasores imperialistas estadunidenses. Ao tentar entrar em sua própria casa, foi atingida nos dois braços e, posteriormente, sofreu a mutilação de ambos, sendo salva pelo avanço do Exército Popular.

Apesar de ter perdido os dois braços ainda jovem, Ri Ok Hui não abandonou a determinação de vingar o sangue derramado pelo povo coreano. Deu aos filhos nomes que expressam seu desejo de que a lembrança da vingança seja transmitida de geração em geração.

Ao longo dos anos, ela tornou-se conhecida por relatar as atrocidades sofridas durante a guerra e por participar ativamente da educação classista. Em 2026, recebeu o título de instrutora de educação de classe de categoria meritória, continuando a atuar na primeira linha dessa tarefa.

Em encontro realizado por ocasião do Dia da Luta contra o Imperialismo Estadunidense, em 2023, Ri Ok Hui exortou os trabalhadores a não esquecerem as vítimas da guerra e a fortalecerem a capacidade de defesa nacional. Com sua própria experiência, continua transmitindo às novas gerações a lembrança das consequências da agressão imperialista e a determinação de impedir que semelhante tragédia volte a ocorrer.

A origem dos apelidos de vários países do mundo (11)

Conhecimentos gerais internacionais

* "O país da primavera" (Angola)

Angola está situada no sudoeste do continente africano, às margens do oceano Atlântico.

O nome do país deriva do Reino de Angola, que floresceu nessa região durante a Idade Média.

Ao longo da extensa faixa litorânea banhada pelo oceano Atlântico, a oeste, há uma estreita e longa planície; no sudeste, existe uma bacia densamente coberta por florestas; e a região central, que ocupa a maior área, é formada por um amplo planalto. Grandes e pequenos rios correm por diversas partes do país.

Embora esteja localizada próxima ao equador e pertença à região tropical, Angola possui uma temperatura média anual de cerca de 22 °C, devido à elevada altitude de seu relevo e à influência da corrente fria do Atlântico.

As condições naturais e geográficas favoráveis proporcionam ao país abundantes recursos de flora e fauna.

Como suas condições climáticas são quase temperadas, Angola é chamada pelas pessoas de "país da primavera".

* "O país dos vulcões" (El Salvador)

Situado no centro do cinturão vulcânico da América Central, El Salvador possui muitos vulcões e é frequentemente atingido por terremotos, razão pela qual desde tempos antigos é chamado de "país dos vulcões".

Em todo o país, com exceção das estreitas planícies da região costeira, a maior parte do território é constituída por zonas vulcânicas.

A capital do país é cercada por vulcões, entre os quais há vários vulcões ativos. O vulcão localizado na região noroeste da cidade começou a entrar em erupção na década de 1770 e continua até hoje a expelir lava. Diz-se que, quando entra em erupção à noite, pode ser visto claramente a mais de 100 ri de distância, como um farol que indica a rota dos navios que navegam pelo oceano Pacífico.

* "A ilha do açúcar" (Maurício)

Maurício é um país insular localizado no oceano Índico, a sudeste do continente africano. É constituído por ilhas vulcânicas formadas pela atividade vulcânica e por recifes de coral.

Nesse país, o cultivo da cana-de-açúcar constitui a base da economia.

A maior parte das terras cultiváveis é ocupada por canaviais, e um terço da força de trabalho atua no setor de produção de açúcar.

A indústria açucareira representa mais de 30% do produto nacional bruto e mais de 50% do total das exportações.

Maurício é um país pequeno tanto em extensão territorial quanto em população, mas, devido à sua conhecida produção de cana-de-açúcar, é chamado de "ilha do açúcar".

Uma farsa descarada

Há pouco tempo, colonos judeus atacaram novamente aldeias palestinas na região da Cisjordânia. Várias pessoas ficaram feridas.

Após o incidente, diante da onda de críticas de muitos países, o primeiro-ministro israelense Netanyahu entrou pessoalmente em cena e promoveu uma farsa de "condenação". Ele descreveu os ataques dos colonos judeus às aldeias palestinas de Qusra e Jalud como "atos criminosos e brutais de arruaceiros", alardeando que exigia a prisão dos responsáveis. Trata-se de uma farsa descarada.

Netanyahu é uma figura condenada pela opinião pública mundial como um assassino do Oriente Médio e criminoso de guerra. Sob suas ordens, o exército israelense transformou a Faixa de Gaza em um campo de ruínas e matou numerosos civis pacíficos, apesar da oposição da comunidade internacional. Desde outubro de 2023, os ataques militares indiscriminados de Israel tiraram a vida de mais de 73 000 palestinos e deixaram mais de 174 000 feridos.

Netanyahu tem justificado tudo isso como algo que pode ocorrer com frequência no curso dos combates para a "autodefesa". Era uma incitação aberta ao massacre.

Encorajados por isso, figuras políticas e militares israelenses continuam hoje agindo de maneira desenfreada, tendo perdido todo o senso de discernimento.

Na Faixa de Gaza, as operações militares do exército israelense contra civis estão sendo conduzidas de maneira cada vez mais frenética.

Há alguns dias, o ministro da Segurança Nacional de Israel chegou a dizer que os palestinos que se encontram na Faixa de Gaza não têm valor para continuar vivos, proferindo a atrocidade de que os assassinatos seletivos contra eles deveriam ser realizados todas as noites e que 30 a 40 pessoas deveriam ser mortas em uma única noite.

Israel também pratica massacres na região da Cisjordânia enquanto amplia os assentamentos judeus. Nessa região, proliferam os atos de violência dos colonos judeus contra os palestinos e suas propriedades. Ao menor pretexto, eles cercam as casas dos palestinos e cortam o fornecimento de água potável e eletricidade. Por causa disso, os palestinos ficam impossibilitados de ir a qualquer lugar. Os colonos judeus estão empreendendo ações organizadas para tomar posse de uma parcela cada vez maior das terras da Cisjordânia.

O problema é que tudo isso é produto da política israelense de anexação territorial. Em fevereiro passado, o gabinete israelense também aprovou medidas adicionais destinadas a reforçar o controle de Israel sobre a Cisjordânia e permitir que os colonos se apoderassem das terras com maior facilidade. O ministro das Finanças de Israel declarou: "Continuaremos a revolução dos assentamentos e fortaleceremos nosso controle sobre todo o nosso território." O ministro da Defesa, por sua vez, apresentou a falácia de que "a medida do gabinete é uma resposta legítima ao processo ilegal de demarcação territorial promovido pela Autoridade Palestina".

O objetivo de Israel é, utilizando todos os meios e métodos possíveis, anexar de alguma maneira o território palestino e consolidar as áreas ocupadas por meio da expansão dos assentamentos.

Os atos de violência e apropriação de terras cometidos pelos colonos na Cisjordânia desta vez também fazem parte dessa mesma política.

Apesar disso, Netanyahu agiu como se tudo não passasse de atos cometidos por alguns colonos judeus, fazendo alarde com "condeno" e "exijo a prisão".

Então, por que Netanyahu promoveu uma farsa tão vazia?

Atualmente, Israel está isolado no mundo. Israel, que pratica atos militares sangrentos sem se importar com nada, é alvo de fortes críticas da comunidade internacional. Até mesmo países ocidentais que antes falavam da suposta "autodefesa" unilateral de Israel estão exigindo que Netanyahu interrompa as ações militares e pressionando para que suspenda o bloqueio imposto pelos colonos judeus às áreas palestinas. Embora isso se deva a interesses políticos, demonstra até que ponto Israel está sendo rejeitado internacionalmente.

O Tribunal Penal Internacional, que age como subordinado do Ocidente, não pôde ignorar essa tendência e emitiu um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense Netanyahu, sob acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Vários países, incluindo a Turquia, também emitiram mandados de prisão, acompanhando essa medida.

É justamente por isso que analistas têm uma opinião comum: Netanyahu promoveu essa descarada farsa de "condenação". Eles afirmam que, dessa maneira, Israel tenta desviar para outro lado os olhares da comunidade internacional que estão voltados contra ele e escapar da crise.

Israel calculou profundamente mal. Por mais que recorra a artimanhas, não poderá encobrir seus crimes de guerra extremamente brutais.

Ri Hak Nam

Rodong Sinmun

Eu me vingarei

À medida que a geração muda e a revolução avança, tenhamos uma consciência de classe anti-imperialista mais forte

Visitando o Pavilhão de Educação de Classe da cidade de Anju

Enquanto visitávamos o Pavilhão de Educação de Classe de Anju, paramos diante de uma fotografia exposta. Era a fotografia de uma mulher que havia perdido os dois braços e que, segurando um lápis entre os dedos dos pés, escrevia em uma folha de papel: "Eu me vingarei".

A protagonista da fotografia era a senhora Ri Ok Hui, amplamente conhecida em todo o país por meio da televisão e das publicações.

Já sabíamos do infortúnio e do sofrimento que ela havia suportado nas mãos das feras imperialistas estadunidenses, mas o fato de que essas atrocidades bestiais, capazes de fazer até os animais corarem de vergonha, haviam sido cometidas justamente aqui, em Anju, voltou a nos encher de indignação.

Que tipo de ressentimento estava gravado em cada palavra que a senhora Ri Ok Hui escrevia, impulsionada por seu ódio crescente?

Em outubro de 1950, as bestas imperialistas estadunidenses que invadiram Ryonghung-ri, na atual cidade de Anju, terra natal da senhora Ri Ok Hui, prenderam seu pai sob o pretexto de ele ser membro do Partido do Trabalho da Coreia, expulsaram toda a família de casa e pregaram a porta com tábuas.

No terceiro dia, a menina, que estava com tanta fome que desceu da montanha, viu os inimigos diante de sua casa e, após hesitar, tentou correr para dentro.

Ao ver isso, os inimigos, soltando gargalhadas como se tivessem encontrado uma presa, atiraram no braço direito da menina enquanto ela segurava a maçaneta e, quando ela tentou novamente alcançar a maçaneta, atiraram também em seu braço esquerdo.

Considerando o massacre de pessoas como diversão, os inimigos arrastaram a menina, que havia perdido a consciência, até Chilsongmot (na época) e cometeram a atrocidade desumana de cortar-lhe os dois braços.

A menina, inconsciente e ainda respirando por pouco, foi milagrosamente salva pelo Exército Popular, que avançava novamente.

A senhora Ri Ok Hui, levando no coração a determinação de vingar mil e cem vezes esse ressentimento marcado pelo sangue, deu às suas três filhas os nomes de "Kim Pok Su", "Kim Ha" e "Kim Ri Ra"; ao filho, nascido em sua quarta gestação, deu o nome de "Kim Won Dae", com o significado de que deveria vingar-se dos inimigos geração após geração.

Tendo recebido este ano o título de instrutora de educação classe de categoria meritória, ela continua hoje mantendo firmemente a linha de frente da educação classista.

Paek Kwang Myong e Sin Chol I

Rodong Sinmun

*Poksu (복수) significa "vingança"; "Ha" (하) no sentido de "executar", "fazer"; Rira (리라) no sentido de "deve fazer"; Wondae (원대) no sentido de "vingar-se do inimigo por gerações".

O escritor Kim Sang O, que cantou a pátria com toda a sua alma

Figuras literárias e artísticas que deixaram marcas notáveis na história da literatura e arte Juche

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Os funcionários, escritores e artistas do setor de literatura e artes devem, herdando a tradição de luta dos combatentes da literatura e das artes das gerações anteriores, que serviram como vanguarda e porta-vozes ideológicos do Partido, defendendo o líder e protegendo a revolução por meio da criação de obras-primas, tornar-se hoje, amanhã e para sempre os abandeirados da frente ideológica que apoiam nosso Partido na linha de frente."

Na história do desenvolvimento da literatura e das artes Juche também se encontra o escritor Kim Sang O, que dedicou toda a sua alma a cantar a pátria.

Embora tivesse vocação para a literatura, antes da libertação não pôde realizar seu sonho devido ao destino desafortunado de um jovem de uma colônia cujo país havia sido privado de sua independência pelo imperialismo japonês.

Somente após a libertação da pátria foi que o senhor Kim Sang O deu os primeiros passos em sua atividade literária, sob a orientação direta do grande Líder.

Naquela época, enquanto trabalhava como redator-chefe do jornal do Comitê do Partido da província Hwanghae, "Jayu Hwanghae", inesperadamente teve a oportunidade de encontrar-se com o grande Líder, a quem tanto ansiava e desejava ver.

Naquele dia, o grande Líder examinou o editorial que ele havia escrito, avaliou-o generosamente, dizendo que estava bem escrito, e durante longo tempo lhe deu valiosos ensinamentos. No dia seguinte, chamou-o novamente, confiou-lhe uma importante tarefa e, alguns meses depois, também o convocou para a Escola Central Superior de Quadros de Direção (atualmente Universidade da Economia Popular), confiando-lhe, após a graduação, o cargo de vice-redator-chefe do órgão do governo, "Minju Joson".

O grande Líder, que sempre se preocupava com seu talento criativo incomum e seu futuro, levando em consideração seu sincero desejo, também o colocou nas fileiras dos escritores, algo que ele tanto desejava.

Tendo recebido a grande confiança e o amor do grande Líder, o senhor Kim Sang O não abandonou sua convicção criativa mesmo quando, inesperadamente, passou por vicissitudes na vida.

Por isso, no poema lírico "Minha Pátria", ele cantou com grande fervor e profunda emoção que a pátria é nossa vida recuperada pelo Líder, nosso orgulho concedido pelo Líder e o eterno abraço dele.

Esse poema lírico que escreveu não contém simplesmente sentimentos emocionais em relação à pátria, mas transmite um profundo significado filosófico: a pátria é justamente o abraço do grande Líder e não se pode viver nem por um instante longe desse abraço. Por isso, ainda hoje é amplamente recitado entre numerosas pessoas.

Entre as obras que criou encontram-se também as letras de famosas canções como "Plantei a macieira dourada na montanha" e "Chegou a boa colheita à planície de Chongsan".

Além de contos como "O Céu Azul" e do romance "O Testemunho do Professor", ele também criou numerosas críticas literárias, biografias e ensaios.

O Partido elevou honrosamente o senhor Kim Sang O, que, dedicando tudo de si, deixou uma marca distinta na história do desenvolvimento da literatura Juche, ao conferir-lhe o título de laureado do Prêmio Kim Il Sung.

No seio desse amor, o senhor Kim Sang O vive eternamente na memória do povo, juntamente com o poema lírico "Minha Pátria".

Rodong Sinmun