segunda-feira, 6 de julho de 2026

Ri Po Bu

Ri Po Bu foi uma patriota camponesa e presidente do Comitê da União das Mulheres da então aldeia de Majang, no condado de Kaechon. Antes da libertação, viveu uma infância marcada pela pobreza e pela exploração, trabalhando desde pequena na casa de um latifundiário após perder os pais. Com a reforma agrária, sua família recebeu 5.000 phyong de terras, passando a cultivar com dedicação o solo que considerava um benefício concedido pelo grande Líder camarada Kim Il Sung. Reconhecida como agricultora exemplar, destacou-se por entregar antecipadamente arroz patriótico ao Estado e por contribuir ativamente para a construção da nova Coreia por meio do trabalho agrícola.

Durante a Guerra de Libertação da Pátria, Ri Po Bu permaneceu até o último momento garantindo alimentos e uniformes aos soldados do Exército Popular em retirada estratégica temporária, sendo posteriormente capturada pelas forças inimigas. Submetida a interrogatórios e brutais torturas para revelar informações sobre quadros e membros centrais do Partido na região, recusou-se a ceder e defendeu até o fim a terra recebida após a libertação. Antes de ser sacrificada pelos inimigos, deixou aos habitantes de sua aldeia o apelo: "Defendam nossa terra com suas próprias vidas!". Em homenagem ao seu espírito patriótico e revolucionário, o grande Líder camarada Kim Il Sung determinou que a antiga aldeia de Majang passasse a chamar-se Pobu-ri, perpetuando seu nome para as gerações futuras.

A reunião consultiva que dirigiu nos últimos dias de sua vida

Na história revolucionária do grande Líder camarada Kim Il Sung (15 de abril de 1912 – 8 de julho de 1994), que alcançou os 80 anos de idade, também está registrada a reunião consultiva que dirigiu nos últimos dias de sua vida.

Em 5 de julho de 1994, o grande Líder convocou uma reunião consultiva dos funcionários responsáveis do setor econômico.

Após transmitir preciosos ensinamentos sobre importantes questões relacionadas à implementação da estratégia econômica revolucionária de nosso Partido, no dia seguinte, 6 de julho, voltou a dirigir a reunião.

Na reunião, apresentou a histórica conclusão intitulada "Sobre provocar uma nova virada revolucionária na construção econômica socialista".

Nessa conclusão, esclareceu que, para esmagar as manobras anti-RPDC, de estrangulamento e de sanções dos imperialistas e reacionários contra nosso país, exaltar ainda mais o nosso socialismo ao nosso estilo, centrado nas massas populares, e continuar erguendo bem alto a bandeira do socialismo, era necessário implementar rigorosamente a estratégia econômica revolucionária do Partido e promover um novo auge na construção econômica socialista. Para isso, afirmou que, antes de tudo, era preciso resolver rapidamente o problema da energia elétrica, aumentar a produção de fertilizantes químicos, vinalon e cimento e, ao mesmo tempo, desenvolver as indústrias metalúrgica e naval, ampliando a produção de aço e construindo um grande número de navios cargueiros. Além disso, indicou detalhadamente as tarefas e os métodos para cada setor da economia popular.

De fato, a vida inteira do grande Líder, que sempre se considerou um filho do povo e um servidor dedicado a trabalhar pelo povo, mantendo uma atividade incansável até os últimos instantes de sua grandiosa existência, permanecerá para sempre gravada no coração de nosso povo.

Ko Jin Chol

Naenara

domingo, 5 de julho de 2026

Por que admiro Kim Il Sung?

Para um brasileiro como eu, dizer que admira uma figura política não tão conhecida no Ocidente quanto outras de seu espectro político — e que se situava numa posição contra-hegemônica, que vai diretamente de encontro aos valores ocidentais propagandeados como "superiores" no ambiente onde vivo — pode ser visto como algo inusitado, controverso ou censurável. Porém, tenho muito orgulho da minha posição. 

É verdade que eu não vivi na época do grande líder do povo coreano. Nasci no mesmo dia em que ele faleceu, cinco anos depois, mas sua história, seus ensinamentos, sua ideologia, sua postura e seu caráter humano me fizeram querer conhecer cada vez mais sobre ele, sobre seu povo e seu país.

Como pode um homem que, ainda na pré-adolescência, decidiu seguir o caminho da revolução — enfrentando com determinação todas as provações e perdas com a firme resolução de libertar seu país e construir um verdadeiro país do povo, que derrotou dois impérios poderosos e temidos pelo mundo, combatendo com ideologia e convicção a superioridade técnico-militar dos inimigos e adotando como seu lema de vida "considerar o povo como o céu" — ser alguém indigno de admiração?

De fato, a história de Kim Il Sung fala por si. 

Ainda que os imperialistas e os inimigos de classe distorçam fatos, criem narrativas e levantem calúnias na tentativa de difamar o fundador da Coreia socialista, sua retórica cai por terra com uma breve leitura de sua carreira política e revolucionária.

O camarada Kim Il Sung, nascido em uma casa humilde em Mangyongdae, em 15 de abril de 1912, filho de patriotas ligados ao movimento independentista, mudou-se ainda jovem para o território chinês, fugindo do cerco do imperialismo japonês sobre seu pai. Ao regressar à Coreia subjugada pelo imperialismo japonês seguindo o conselho paterno, sentiu na pele a dor de ser apátrida. Após estudar por um período em sua terra natal e observar a penúria do povo, fez o firme juramento de não regressar à pátria enquanto não libertasse seu país.

Foi esse jovem que reuniu camaradas para formar a União para Derrotar o Imperialismo, que ousou questionar o sectarismo do movimento comunista da geração anterior e o conservadorismo do exército independentista, apresentando uma visão abarcadora, democrática e progressista para a realização da causa da libertação da pátria.

Com seu carisma, persuasão e nobres traços humanos, conquistou para as fileiras da revolução aqueles que outrora estavam desacreditados, aqueles que seguiam por outros caminhos e aqueles que nutriam desconfiança em relação aos comunistas. Todos os patriotas que desejavam a libertação da pátria e confiavam na união das amplas massas do povo coreano como método essencial para esse fim eram abraçados calorosamente por Kim Il Sung.

Formando alianças, resolvendo desavenças e mal-entendidos e apresentando linhas e táticas baseadas em uma profunda análise das condições objetivas e subjetivas, o grande Líder fez surgir não apenas um exército guerrilheiro poderoso e numeroso, mas também um povo determinado a apoiar a luta antijaponesa.

Depois de seu regresso triunfal com a libertação da Coreia, cumpriu a promessa de construir um país para o povo, seguindo o caminho da democracia progressista. A reforma agrária, a adoção de impostos progressivos visando à futura abolição, a lei de nacionalização das principais indústrias e a lei de direitos iguais entre homens e mulheres, dentre outras várias linhas e políticas, demonstram na prática que se tratava de um homem de palavra, firmemente decidido a cumprir o compromisso assumido com o seu povo.

Com uma personalidade ímpar e um caráter humano excepcional, o camarada Kim Il Sung fez todo o possível para unir todo o povo coreano e reunificar a Coreia por vias pacíficas e de forma independente, dedicando constantes esforços para evitar uma guerra fratricida na Península Coreana.

Por outro lado, era intransigente com os inimigos que atentavam contra as massas do povo trabalhador e a soberania do país, fundado como República Popular Democrática da Coreia em 9 de setembro de 1948, o primeiro Estado do povo na história de cinco mil anos da Coreia. É exatamente por isso que os imperialistas e suas forças vassalas o odiavam tanto e faziam de tudo para difamá-lo perante a opinião pública, utilizando todos os meios disponíveis.

Os arrogantes imperialistas estadunidenses jamais lhe perdoarão por haver frustrado seu plano hegemônico de dominar toda a extensão da Península Coreana, conter o avanço das forças comunistas e progressistas da região e consolidar seu domínio sobre o continente asiático. Quando o poderoso exército estadunidense, que recorreu a todos os meios possíveis, inclusive ao uso de armas proibidas pelas leis internacionais e ao massacre indiscriminado de civis inocentes por meio de métodos tão ou mais cruéis que os dos nazistas, viu-se obrigado a assinar o Acordo de Armistício, carregando consigo enormes perdas humanas e materiais e ratificando, pela primeira vez diante do mundo, sua derrota, tornou-se evidente quão poderoso é o povo coreano e seu exército e quão sábio é seu líder.

Ele, que conduziu a reconstrução do pós-guerra, a qual os imperialistas estadunidenses consideravam que levaria cerca de cem anos, e a industrialização socialista a um sucesso brilhante, fazendo surgir uma era dourada denominada com o nome do mitológico Chollima, consolidou-se como um renomado dirigente socialista.

Não tão famoso quanto Stalin ou Mao Zedong, que lideraram grandes potências socialistas, nem quanto Ho Chi Minh, que ganhou destaque ao conduzir o povo vietnamita na prolongada guerra contra o imperialismo estadunidense, o camarada Kim Il Sung consolidou-se também como um notável teórico e ideólogo.

Como convicto marxista-leninista e fervoroso patriota, criou a imortal Ideia Juche com base em uma profunda análise das condições específicas da Coreia e da revolução coreana. Essa ideia foi apresentada na histórica Conferência de Kalun, na década de 1930, em meio às chamas da guerra antijaponesa.

Sua concepção sobre independência na política, autossuficiência na economia e autodefesa na defesa norteou a história da Coreia socialista ao longo de décadas. O apontamento sobre a posição do homem no mundo, seu papel como forjador do próprio destino e a capacidade das massas de desenvolverem-se, enquanto coletivo, com as próprias forças, posteriormente aprofundado pelo camarada Kim Jong Il, apresentou uma nova visão de mundo para a era da independência.

Seu lema de toda a vida foi o Iminwichon, que significa considerar o povo como o céu. Embora fosse ateu, sempre que tinha oportunidade dizia que seu deus não era outro senão o povo, razão pela qual era admirado até mesmo pelos religiosos, dentro e fora do país.

Construir um país próspero para seu povo, promover a causa da independência mundial e combater todo tipo de ingerência, ameaça e agressão das forças imperialistas e hegemônicas são nobres ideais defendidos pelo camarada Kim Il Sung.

Ele, que de forma desinteressada prestou apoio ativo aos povos dos países que lutavam pela libertação e pela construção de uma nova sociedade, que dedicou parte de seu precioso tempo a receber convidados estrangeiros, inclusive aqueles que não eram chefes de Estado, de governo ou autoridades similares, para trocar conhecimentos e experiências, que produziu importantes obras e compartilhou por meio delas sua história revolucionária, não foi, de fato, um líder comum.

Em meu país, marcado por um doloroso passado de ditadura civil-militar apoiada pelo imperialismo estadunidense, nunca existiu um líder que defendesse verdadeiramente as massas trabalhadoras com a determinação do camarada Kim Il Sung. Mesmo os presidentes da chamada "esquerda" sempre foram conciliadores e fomentaram um assistencialismo eleitoreiro, promovendo transformações sociais tímidas em relação ao que poderia ter sido feito.

É importante salientar também que a RPDC ofereceu apoio aos guerrilheiros brasileiros que lutavam contra a ditadura, inclusive treinamento militar, além de solidariedade internacionalista. Da parte brasileira, por pouco nossas tropas não foram enviadas para a frente coreana como bucha de canhão na guerra de agressão do imperialismo estadunidense sob a bandeira das "forças da ONU". Se não fosse a pressão popular, especialmente das mães, vidas de jovens brasileiros teriam sido ceifadas em uma guerra de injustiça. Ao final, o então presidente Vargas acabou por recusar a participação do Brasil.

No atual cenário político polarizado da democracia brasileira, em que a burguesia escolhe as peças que a representarão, fazendo, inclusive, por meio de propaganda massiva, amplas camadas da população acreditarem que determinados indivíduos representam seus interesses e seus valores, é inevitável pensar no destino de submissão do povo brasileiro.

Nesse cenário desolador, admirar alguém como o camarada Kim Il Sung é como iluminar um caminho sombrio e fazer florescer a esperança de um mundo melhor, baseado em ideais elevados que representam a aspiração das amplas massas populares, independentemente do país.

Nessa data de recordação, presto minha mais profunda reverência ao camarada Kim Il Sung, farol que ilumina a humanidade pelo caminho da independência.

Lenan Menezes da Cunha

O funcionário que sempre pensa primeiro no povo é um verdadeiro servidor do povo

Tomemos a ideia e a intenção do Partido como um princípio de trabalho e vida 

Saber estabelecer corretamente as prioridades no trabalho e concentrar esforços no elo principal é um dos métodos revolucionários de trabalho que todo funcionário deve possuir.

Nossos funcionários, cujos momentos de trabalho e de vida devem ser inteiramente dedicados à reflexão e à prática em favor do Partido e do Estado...

Para eles, revolucionários profissionais, não existe tarefa mais importante do que pensar, antes de tudo, no povo, a quem nosso Partido reverencia como o próprio céu, e buscar constantemente fazer tudo em benefício dele.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Todo funcionário deve pensar sempre primeiro no povo, dedicar atenção prioritária às questões relacionadas à vida da população, refletir constantemente e esforçar-se sinceramente para resolver os problemas que afetam sua vida, fazendo cada vez mais boas ações em benefício do povo.”

Que tipo de funcionário é necessário ao Partido e ao Estado? A resposta está inteiramente contida na palavra "povo". Essa é a confiança e a expectativa do estimado camarada Secretário-Geral em relação aos quadros centrais do Partido do Trabalho da Coreia, filhos e filhas do povo.

O povo e os funcionários formam uma unidade inseparável. Um funcionário afastado do povo, na prática, perde sua razão de existir. O título de funcionário jamais representa honra ou autoridade. Sem a missão essencial de servir ao povo, não há como falar do valor da existência de um funcionário.

O estimado camarada Secretário-Geral deseja que todos os nossos funcionários se levantem com a mesma determinação, possuindo a elevada consciência ideológica e a firme decisão de considerar o povo sagrado e venerá-lo como o próprio céu.

Em tudo o que fizerem, é importante pensar primeiro no povo e adotar como princípio jamais contrariar suas exigências e seus interesses.

Colocar o povo antes de si mesmo e considerar as alegrias e os sofrimentos do povo como sendo os próprios não é algo fácil de realizar. Isso somente é possível quando se possui a firme consciência ideológica de renunciar completamente ao conforto e aos interesses pessoais, sem jamais abandonar, nem por um instante, o senso de missão confiado pelo Partido e pela revolução.

Somente um funcionário desprovido de egoísmo, capaz de superar os próprios interesses, pode promover mudanças decisivas em sua concepção ideológica, em seu estilo de trabalho e em sua maneira de atuar. Somente por meio de constante cultivo e disciplina poderá conquistar o amor e o reconhecimento das massas como verdadeiro servidor do povo.

Esse tipo de funcionário trata e resolve todas as questões, grandes ou pequenas, sempre a partir da posição do povo, buscando garantir sua conveniência e ampliar seu bem-estar, além de considerar como princípio inviolável jamais permitir qualquer ato que cause o menor inconveniente à população.

É o criador da cultura e de uma vida melhor, que constantemente dedica sua sabedoria e sua abnegação para proporcionar ao povo uma vida próspera e civilizada.

Esse é o verdadeiro servidor do povo que sempre pensa primeiro na população.

Quem são as pessoas que estão diante de nossos funcionários?

São cidadãos que, em qualquer parte deste país, trabalham silenciosamente pelo Partido e pelo Estado sem esperar recompensa alguma, um grande povo que guarda em seu coração uma lealdade patriótica pura e ardente, muito mais valiosa do que qualquer medalha ou condecoração.

Os funcionários existem para concretizar os belos ideais e sonhos desse grande povo e para assumir plena responsabilidade pelo presente e pelo futuro de cada um de seus integrantes.

Somente os funcionários profundamente imbuídos das ideias do 9º Congresso do Partido, que enfatizou a necessidade de sustentar inabalavelmente o ideal de considerar o povo como o céu, podem ser infinitamente humildes e sinceros diante da população e permanecer sempre fiéis ao seu dever de servidores do povo.

Esses funcionários colocam sempre o povo no centro de seus pensamentos e de sua prática, preocupando-se constantemente em encontrar maneiras de proporcionar uma vida mais próspera e civilizada à população, correndo incansavelmente de um lado para outro e dedicando-se sem reservas.

O funcionário que considera seu dever encontrar e realizar boas ações e novas iniciativas em benefício do povo; o funcionário que se aproxima daqueles que enfrentam dificuldades e sofrimentos, empenhando-se ativamente em resolver, antes de tudo, os problemas que os afligem; o funcionário que trata todas as pessoas com o coração de uma mãe, assumindo como dever cuidar delas e responsabilizar-se por elas até o fim; esse funcionário, infinitamente fiel à missão de ser um dos quadros centrais do grande Partido do Trabalho da Coreia, vive e trabalha conforme a intenção do estimado camarada Secretário-Geral. E um funcionário assim recebe do povo, que é o melhor mestre por saber ver e julgar corretamente todas as coisas, um patrimônio mais precioso do que mil barras de ouro: o respeito e o amor sinceros.

Quem ingressa no Partido como revolucionário não o faz em busca de interesses pessoais, fama ou poder, mas para servir melhor ao povo.

Considerar uma alegria suportar dificuldades pelo povo e colocar-se, em benefício dele, justamente nos lugares mais difíceis, mais perigosos e mais urgentes constitui a concepção revolucionária de vida dos quadros centrais de nosso Partido, cujo modo de existência consiste em servir ao povo com total abnegação.

O funcionário que estima e ama cada pessoa das massas como se fosse de sua própria família, dedicando-se a ajudá-las e orientá-las para que se tornem os sólidos pilares e as raízes inabaláveis que sustentam a pátria próspera; o funcionário que considera as dificuldades e os problemas da vida das pessoas como se fossem os de sua própria casa e cuida delas com profundo espírito de amor ao povo, acima até mesmo do amor dedicado aos próprios pais, esposa e filhos; um funcionário assim é verdadeiramente admirável. Quão notável ele é.

É graças a esses excelentes servidores do povo que se eleva a autoridade dirigente de nosso grande Partido e que as grandiosas tarefas em prol do fortalecimento e desenvolvimento de nosso grande Estado e do bem-estar do povo avançam, conforme o cronograma, de maneira harmoniosa e bem-sucedida. 

Ryang Sun

Rodong Sinmun

Embaixador extraordinário e plenipotenciário da RPDC apresenta credenciais ao Presidente Federal da República da Áustria

No dia 1º, o embaixador extraordinário e plenipotenciário de nosso país apresentou suas credenciais ao Presidente Federal da República da Áustria.

O embaixador extraordinário e plenipotenciário Kyong Hak Min transmitiu respeitosamente ao presidente Alexander Van der Bellen as calorosas saudações enviadas pelo camarada Kim Jong Un, Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia.

O presidente expressou seu profundo agradecimento e pediu que fossem transmitidas suas calorosas saudações de respeito a Sua Excelência Kim Jong Un, Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia.

Acrescentou que espera que tudo transcorra bem na RPDC e que as relações entre os dois países se desenvolvam ainda mais.

Agência Central de Notícias da Coreia

Obrigação revolucionária

Explicação de terminologias políticas

A obrigação revolucionária é o dever que deve ser observado entre os camaradas revolucionários.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“A convicção e a obrigação revolucionárias constituem a mais nobre qualidade de um revolucionário, que deve ser preservada mesmo à custa da própria vida.”

A obrigação revolucionária é o dever existente entre os camaradas revolucionários que compartilham o mesmo propósito de realizar a causa revolucionária da classe trabalhadora iniciada pelo Líder. Por nascer dessa causa comum, distingue-se, em princípio, de outras formas de dever baseadas simplesmente no afeto humano, constituindo a mais elevada forma de relação fundada no dever.

A obrigação revolucionária baseia-se na concepção coletivista da vida, que considera a vida do coletivo sociopolítico incomparavelmente mais preciosa do que a vida individual, sendo, por isso, uma das nobres qualidades morais que devem caracterizar a pessoa socialista.

Para um revolucionário, a obrigação revolucionária é algo incomparavelmente importante e precioso. Sem ela, não se pode falar de verdadeiro amor camaradesco nem de fidelidade ao líder. A questão da obrigação revolucionária não é simplesmente uma questão de caráter, mas uma questão relacionada à própria essência do revolucionário e ao alicerce da unidade monolítica.

Somente quem possui obrigação revolucionária pode compartilhar, sem vacilar, o pensamento, a vontade, a vida e o destino de seu líder, tanto em tempos favoráveis quanto nas circunstâncias mais difíceis.

A obrigação revolucionária fundamenta-se no profundo amor entre os camaradas revolucionários.

Amar ardentemente os camaradas revolucionários e considerar a preservação da obrigação revolucionária entre eles como um elevado dever e uma honra constituem a concepção moral e a conduta ética de um revolucionário.

A obrigação revolucionária dos revolucionários manifesta-se de forma mais concentrada na atitude e na posição de servir e apoiar o líder, cérebro supremo e centro do coletivo sociopolítico, bem como na ilimitada fidelidade a ele. Considerar a obrigação revolucionária para com o líder como algo de valor inestimável e jamais traí-la, ainda que seja preciso sacrificar a própria vida, constitui a nobre virtude dos revolucionários coreanos.

Hoje, a fidelidade demonstrada por nosso povo ao estimado camarada Secretário-Geral está alicerçada na convicção e na obrigação revolucionárias, tornando-se, assim, uma fidelidade pura e sem mácula, bem como a mais sincera e sólida das lealdades.

Rodong Sinmun

Esmagou a superioridade técnico-militar com a força político-ideológica

A teoria da onipotência da força do imperialismo estadunidense foi completamente pulverizada na Guerra da Coreia

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“O exército e o povo que, sob a direção do grande líder, se levantam para defender a pátria confiando na justeza de sua causa e em suas próprias forças não podem ser derrotados por nada. Esta é precisamente a verdade e a lei da história.”

No momento da deflagração da Guerra da Coreia pelos imperialistas estadunidenses, os armamentos e equipamentos militares dos EUA encontravam-se em elevado nível, e sua capacidade econômica era incomparável à de qualquer outro país.

Entretanto, nossa República havia se libertado do domínio colonial e ingressado no caminho da construção de uma nova sociedade havia apenas cinco anos; sua força armada regular existia há somente dois anos, e a indústria bélica dava apenas os primeiros passos. A diferença de forças entre o inimigo e nós, em termos de população, extensão territorial, capacidade econômica e armamentos, ultrapassava dezenas e até centenas de vezes.

Os imperialistas estadunidenses lançaram na frente coreana um enorme contingente de mais de 2 milhões de soldados, incluindo um terço de seu Exército, um quinto de sua Força Aérea, a maior parte da Frota do Pacífico e as tropas dos países satélites mobilizadas sob o nome da ONU. Além disso, despejaram mais de 73 milhões de toneladas de material bélico, quantidade equivalente a onze vezes a consumida durante a Guerra do Pacífico. Os custos diretos da guerra chegaram a 15 bilhões de dólares, enquanto os indiretos alcançaram 150 bilhões.

Os imperialistas estadunidenses recorreram aos métodos mais bárbaros de assassinato e destruição, substituindo sucessivamente os infames generais conhecidos por sua vasta experiência em combate e lançando, com obstinação, toda espécie de ofensivas.

Pela densidade do poder de fogo empregado pelas forças imperialistas lideradas pelos EUA e pela barbárie dos métodos de guerra utilizados, a Guerra da Coreia não encontrava paralelo com qualquer conflito anterior.

Para nosso povo, essa guerra foi, de fato, uma luta extremamente árdua contra um inimigo brutalmente poderoso.

Ninguém imaginava que o povo coreano pudesse vencer uma guerra que podia ser descrita como um confronto entre fuzis de infantaria e bombas atômicas.

Entretanto, como posteriormente reconheceram correspondentes estrangeiros, a “luta entre um touro e uma vespa” contrariou todas as expectativas. Ao longo dos três anos de guerra, quem saiu completamente destroçado foi justamente os EUA, o país mais arrogante, que desde sua fundação se vangloriava de jamais ter sido derrotado em qualquer guerra, grande ou pequena.

Em terra, divisões consideradas “invencíveis” foram cercadas e completamente aniquiladas; nos céus, aviões de combate vistos como “o símbolo da supremacia aérea” eram abatidos um após o outro.

O bombardeiro pesado B-29, equipado com dois motores de alta potência em cada asa, capaz de transportar 9 toneladas de bombas e armado com oito metralhadoras, conhecido como “Leão dos Céus” e “Fortaleza do Céu”, do qual os EUA se orgulhavam afirmando que jamais havia sido abatido durante a Segunda Guerra Mundial, foi reduzido a pedaços pela Força Aérea do Exército Popular da Coreia apenas quatro dias após o início da guerra, surpreendendo o mundo.

O cruzador pesado estadunidense Baltimore, que havia navegado livremente pelos oceanos Pacífico e Atlântico como se fosse seu dono, encontrou um fim miserável no Mar Leste da Coreia diante do ataque de apenas quatro lanchas torpedeiras do Exército Popular.

Nosso exército combateu empregando táticas militares originais, jamais vistas na história das guerras mundiais, como contraofensivas imediatas, operações de cerco e aniquilamento, defesa ativa de posições, o movimento dos grupos caçadores de aviões, dos grupos de atiradores de elite e dos grupos caçadores de tanques, empurrando os invasores para o abismo da derrota.

Os imperialistas estadunidenses não tiveram outra alternativa senão sofrer derrotas esmagadoras a cada passo.

As perdas militares sofridas pelos EUA na Guerra da Coreia chegaram a cerca de 2,3 vezes aquelas registradas durante a Guerra do Pacífico.

Um correspondente estrangeiro escreveu em destaque: “O ‘grande punho’ dos Estados Unidos, espancado a tal ponto que quase deixou de existir, e o ‘pequeno punho’ da Coreia, que subiu ao pódio da vitória sob os olhares de admiração do mundo! Por que o grande era fraco e o pequeno era forte?”

Um comentarista militar ocidental também expressou sua admiração, afirmando que, como demonstrou o desenrolar da guerra, embora a Coreia fosse inferior em armamentos, era uma potência militar graças à sua estratégia singular, às suas táticas e aos métodos de combate imprevisíveis.

A força da Coreia era uma poderosa força político-ideológica que nenhuma grande potência poderia possuir. Nem a superioridade numérica e técnica dos imperialistas estadunidenses, nem sua crueldade e brutalidade conseguiram superar a força político-ideológica de nosso povo e de nosso exército, firmemente decididos a cumprir até o fim, sem o menor desvio, as ordens do Líder e a defender, sob sua direção, sua ideia, sua causa, seu sistema e sua vida feliz.

A direção extraordinária do líder forma um povo e um exército armados com a grande ideia revolucionária, a convicção inabalável e a estratégia e táticas invencíveis, realizando o milagre de esmagar a superioridade numérica e técnica do inimigo.

Embora nossas armas fossem inferiores, nosso povo e nosso exército possuíam a firme convicção de que venceriam inevitavelmente porque eram conduzidos pelo grande General Kim Il Sung, comandante de aço invencível.

Pelo Partido e pelo Líder, para cumprir até o fim o juramento feito ao Líder, os soldados do Exército Popular lançaram-se sem hesitação às batalhas decisivas e, mesmo diante da morte, voltaram seus olhos para o Quartel-General Supremo, demonstrando uma coragem indomável que deu origem a feitos de vitória que maravilharam o mundo.

Nem as atrocidades bestiais dos imperialistas estadunidenses, nem sua desesperada chantagem atômica puderam intimidar nosso povo e nosso exército. A teoria da onipotência da força e da superioridade técnico-militar, propagandeada incessantemente pelos EUA, foi completamente destruída diante do povo e do exército heroicos, dotados de infinita fidelidade ao Partido, ao Líder e à pátria.

A grande vitória de nosso povo, que defendeu firmemente, no extremo oriental do planeta, a linha de frente mais avançada da luta anti-imperialista, foi a vitória dos defensores sobre os invasores, da justiça e do progresso sobre a injustiça e a reação, uma vitória de significado histórico para toda a humanidade, que demonstrou a verdade de que, por mais brutal que seja um invasor, ele jamais poderá vencer um povo e um exército erguidos na guerra de resistência de todo o povo.

Ho Yong Min