quinta-feira, 23 de julho de 2026

Estimado camarada Kim Jong Un envia mensagem de felicitação ao Presidente da República Árabe do Egito

O estimado camarada Kim Jong Un, Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, enviou no dia 23 uma mensagem de felicitação a Abdel Fattah Al-Sisi, Presidente da República Árabe do Egito.

A mensagem diz o seguinte:

Por ocasião do 74º aniversário da Revolução de 23 de Julho no Egito, estendo minhas felicitações a Vossa Excelência e ao povo de seu país e desejo êxitos em suas responsabilidades pelo desenvolvimento do país e pelo bem-estar do povo.

Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O acontecimento histórico que impediu uma nova guerra mundial e defendeu a paz da humanidade

O dia 27 de julho de 1953 foi o dia em que os Estados Unidos revelaram ao mundo inteiro a imagem de um derrotado.

Os imperialistas estadunidenses, que se vangloriavam dizendo que conquistariam a Coreia em apenas 72 horas, jamais imaginaram que, após mais de 27 mil horas — o equivalente a centenas de vezes aquelas 72 horas — seriam eles os derrotados.

Após a assinatura do Acordo de Armistício, o presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, apareceu diante dos microfones de rádio e lamentou, em tom melancólico: “O preço foi alto. Foi algo trágico e amargo.”

Um correspondente de guerra ocidental escreveu que, no rosto de Clark, que se tornou o primeiro general derrotado da história dos Estados Unidos a assinar um documento de rendição, “não restava mais nenhum traço da antiga confiança, imponência ou prestígio; apenas duas lágrimas lhe escorriam pelo rosto”.

Foi precisamente por nosso Estado, por nosso povo e por nosso Exército que ocorreu esse grande acontecimento histórico, que transformou em vergonha o mito da “invencibilidade” dos Estados Unidos.

A vitória da Coreia Juche abriu uma nova página na história, demonstrando que um pequeno país podia derrotar uma grande potência.

O profundo significado do nosso glorioso 27 de julho não reside apenas no fato de um povo ter defendido sua dignidade e soberania diante de poderosos invasores e criado um milagre militar que surpreendeu o mundo.

Nossa República impediu a execução da estratégia estadunidense de dominação mundial, evitou uma nova guerra mundial, defendeu a paz e salvou este planeta da catástrofe nuclear que poderia ter ocorrido. Nisso reside outro grande significado da vitória na Guerra de Libertação da Pátria, que ocupa um lugar de destaque na história das guerras mundiais.

Como afirmam diversos historiadores, a Guerra da Coreia foi um dos conflitos mais ferozes e devastadores da história mundial. Ela foi, do começo ao fim, uma continuação da política externa agressiva do imperialismo estadunidense e um produto de sua estratégia de dominação mundial.

A Guerra da Coreia foi o prelúdio de uma nova guerra mundial.

Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos surgiram como a principal potência imperialista. Com o objetivo de concretizar sua estratégia de hegemonia mundial, romperam a aliança antifascista que mantinham com a União Soviética e declararam a Guerra Fria contra as forças progressistas.

No final da década de 1940, as revoluções democrático-populares triunfaram sucessivamente em diversos países da Europa e da Ásia, fortalecendo extraordinariamente as forças democráticas mundiais. Em particular, o êxito do primeiro teste nuclear soviético em 1949 e a vitória da Revolução Chinesa naquele mesmo ano representaram uma séria ameaça à estratégia hegemônica dos Estados Unidos.

Alarmados com o fortalecimento contínuo das forças socialistas e democráticas, os Estados Unidos intensificaram ainda mais o confronto militar contra essas forças, utilizando como pretexto a necessidade de “eliminar a ameaça comunista”.

Um documento apresentado ao Conselho de Segurança Nacional em abril de 1950, por ordem do presidente Harry Truman, discorria longamente sobre a “urgente necessidade de restabelecer o equilíbrio militar mundial e modificar a natureza dos sistemas sociais dos países socialistas”.

Na execução de sua estratégia de dominação mundial, os Estados Unidos atribuíram importância especial à Ásia.

Após a Segunda Guerra Mundial, travou-se, entre os círculos dirigentes estadunidenses, um debate sobre se a chamada “ameaça comunista” provinha da Europa ou da Ásia, ou seja, de qual continente representava o maior “perigo”. Em essência, tratava-se de discutir por onde deveria começar a guerra em nome do combate ao “comunismo” e em qual região deveria ser aberta a brecha para esmagar o socialismo e a democracia.

Nesse debate, prevaleceu a opinião de que a Ásia, então com uma população de cerca de 800 milhões de habitantes, decidiria o rumo da história mundial pelos mil anos seguintes e que, sem dominá-la, seria impossível controlar o mundo.

O governo estadunidense encontrou na provocação da Guerra da Coreia a solução para esse objetivo.

Segundo seus cálculos, ocupar a Coreia permitiria dominar o continente asiático e, posteriormente, conquistar o mundo. Os Estados Unidos pretendiam iniciar na Coreia a guerra destinada à conquista da hegemonia mundial, ampliá-la para uma nova guerra mundial e eliminar as forças revolucionárias, abrangendo tanto os países socialistas quanto os novos Estados que buscavam construir uma nova sociedade.

Um exemplo representativo disso são as palavras do então comandante das Forças do Extremo Oriente dos Estados Unidos, Douglas MacArthur:

“Sempre considerei a Coreia uma base militar de valor incalculável. Conquistando a Coreia, poderemos destruir a única linha de abastecimento que liga a Sibéria soviética ao sul... e dominar toda a região entre Vladivostok e Singapura. Nesse momento, não haverá lugar algum fora do alcance do nosso poder.”

Para concretizar essa ambição, os imperialistas estadunidenses provocaram a Guerra da Coreia e mobilizaram para a frente coreana um terço de seu Exército, um quinto de sua Força Aérea, a maior parte da Frota do Pacífico, além de tropas dos países aliados, totalizando mais de dois milhões de soldados equipados com os mais modernos armamentos.

Como observou uma personalidade russa, se a Guerra URSS-Alemanha foi um conflito entre grandes exércitos e entre os Aliados e o Eixo, a Guerra da Coreia foi um confronto que desafiava toda a lógica: de um lado, um gigantesco exército que sonhava dominar o mundo; de outro, um exército recém-criado; de um lado, as forças de uma coalizão internacional; de outro, um único pequeno país.

A luta de nosso povo contra a agressão militar estadunidense assumiu, assim, um caráter internacional, voltado para a defesa dos países socialistas e democráticos e para a preservação da paz e da segurança no Nordeste Asiático e no mundo.

O fato de nosso pequeno Exército, armado apenas com fuzis de infantaria, enfrentar as brutais forças invasoras dos imperialistas estadunidenses e seus seguidores, que brandiam até mesmo a ameaça das bombas atômicas, representava uma batalha profundamente desigual.

Mas, desde o início da guerra, desferimos uma contraofensiva sem precedentes que quebrou o ímpeto dos imperialistas estadunidenses e infligiu pesados golpes aos invasores. Nosso povo e os oficiais e soldados do Exército Popular, movidos por um ardente amor por tudo o que era seu e por um ódio inflamado ao inimigo, demonstraram incomparável bravura e aniquilaram impiedosamente os agressores.

A superioridade numérica e técnico-militar dos imperialistas estadunidenses foi completamente desmantelada. Durante os três anos da Guerra da Coreia, os Estados Unidos perderam um volume de efetivos e equipamentos militares equivalente a cerca de 2,3 vezes as perdas sofridas na Guerra do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Foi a maior derrota que haviam experimentado até então em uma guerra de agressão. Entre as tropas invasoras destruídas na Guerra da Coreia encontravam-se numerosos generais de má fama, considerados veteranos experientes em guerras modernas, bem como suas principais unidades de combate. Entretanto, desde MacArthur, que se autoproclamava o "general vitorioso" da Guerra do Pacífico, até outros chamados "generais invencíveis", muitos terminaram a guerra derrotados ou foram afastados das Forças Armadas, responsabilizados pelo fracasso. O mito da "invencibilidade" dos Estados Unidos foi completamente destruído.

Na época, analistas políticos e militares do mundo afirmavam que a Primeira Guerra Mundial envolvera 38 países, causara prejuízos de 400 bilhões de dólares e cerca de 10 milhões de mortos, enquanto a Segunda Guerra Mundial mobilizara 72 países, provocara perdas de 4 trilhões de dólares e mais de 50 milhões de mortes. Advertiam ainda que uma terceira guerra mundial seria um conflito de alcance planetário, capaz de provocar uma catástrofe sem precedentes.

Foi justamente por isso que a maioria dos habitantes do planeta não conseguiu esconder sua apreensão quando a guerra eclodiu na Coreia. Todos os que amavam a justiça e nutriam sentimentos de boa vontade solidarizavam-se com a Coreia e se preocupavam com o destino da guerra. Entretanto, esse temor mostrou-se infundado. Foi a vitória da Coreia que deteve a carruagem da guerra, lançada em direção à Terceira Guerra Mundial.

A Coreia passou a ser amplamente conhecida como o país heróico, o país do milagre que impediu uma nova guerra mundial.

Graças à vitória do nosso povo, também foi frustrada a sinistra tentativa dos imperialistas estadunidenses de utilizar bombas atômicas, permitindo que a humanidade fosse salva de uma catástrofe nuclear.

Durante a Guerra da Coreia, os imperialistas estadunidenses não manifestaram apenas uma ou duas vezes sua intenção de empregar armas nucleares.

Segundo informações contidas em obras estadunidenses, entre elas as "Memórias de Truman", quando sofreu o revés da retirada, o presidente Harry Truman, que havia iniciado a Guerra da Coreia em 1950, divulgou uma declaração de intimidação nuclear baseada no possível uso da bomba atômica. Na época, o comandante das Forças do Extremo Oriente dos Estados Unidos, Douglas MacArthur, chegou a afirmar que lançaria entre 30 e 50 bombas atômicas na região fronteiriça entre a Coreia e a China, formando uma faixa radioativa que se estenderia do Mar Leste ao Mar Oeste, na qual nenhuma forma de vida poderia renascer durante 60 ou até 120 anos.

Veículos de imprensa estrangeiros noticiaram que Truman planejava atacar com armas nucleares a Coreia, a China e a União Soviética, exterminando centenas de milhões de pessoas. Documentos posteriormente divulgados por órgãos militares confidenciais dos Estados Unidos registram ainda que Dwight Eisenhower, sucessor de Truman na presidência, também defendeu por cinco vezes o emprego imediato da bomba atômica durante a Guerra da Coreia.

No entanto, também essa tentativa estadunidense de desencadear uma guerra nuclear foi reduzida a nada pela nossa vitória.

Se a Coreia não tivesse alcançado a vitória, a Terceira Guerra Mundial teria inevitavelmente irrompido antes mesmo que desaparecessem as cinzas da Segunda Guerra Mundial, transformando-se numa guerra nuclear que faria chover fogo atômico sobre a humanidade.

Nossa República salvou toda a humanidade da catástrofe nuclear e deu uma enorme contribuição à defesa da paz na Ásia e no mundo.

Que um país recém-libertado do domínio colonial, com uma história tão curta, tenha assumido voluntariamente a responsabilidade não apenas por seu próprio destino e futuro, mas também pelo futuro da humanidade, cumprindo tão brilhantemente essa missão histórica, constitui um milagre sem precedentes na história humana.

Foi porque nosso povo defendeu a paz com o próprio sangue que os países socialistas e as democracias populares puderam acelerar vigorosamente a construção de uma nova sociedade em um ambiente de paz.

A vitória da Coreia desencadeou uma poderosa onda mundial de luta anti-imperialista, de independência e de revoluções de libertação nacional.

Os povos das colônias levantaram-se em luta empunhando o lema: "Lutemos como o povo coreano!". O sistema colonial imperialista começou a ruir de forma irreversível.

Se, desde o fim da Segunda Guerra Mundial até o período da Guerra da Coreia, apenas pouco mais de dez países haviam conquistado sua independência do domínio imperialista, posteriormente, até o final da década de 1960, mais de cinquenta povos romperam as correntes do colonialismo e alcançaram a independência nacional.

Os povos progressistas do mundo não escondem sua admiração pela grande vitória do povo coreano na Guerra de Libertação da Pátria, qualificando-a como "um feito histórico de alcance mundial", "o milagre da guerra moderna que impediu uma nova guerra mundial" e "o milagre dos milagres que mudou o curso da história".

Muitas décadas se passaram desde que os fogos de artifício da grande vitória iluminaram os céus; gerações e séculos mudaram, mas nossa República continua resplandecendo como o Estado independente mais digno do mundo. Com a força absoluta acumulada por meio de uma luta ofensiva e audaciosa, neutraliza a vontade provocadora das forças belicistas e defende a paz no Nordeste Asiático e em todo o mundo.

A firme luta anti-imperialista do nosso Estado, que responde resolutamente com uma força esmagadora, inspira temor e pânico aos imperialistas e encoraja poderosamente as forças progressistas do mundo que defendem a independência, a paz e a justiça internacional contra a tirania e a arbitrariedade.

A história transmitirá eternamente às gerações futuras a enorme contribuição e os grandes feitos do heroico povo coreano, que afastou o perigo iminente de uma Terceira Guerra Mundial e de uma guerra nuclear, preservando um ambiente pacífico para o desenvolvimento da humanidade.

Ri Hak Nam

O tanque nº 312 que esmagou a fortaleza dos inimigos

Armas meritórias que deixaram marcas distintas na história da grande vitória

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Os extraordinários feitos realizados pela geração vitoriosa na década de 1950, sob a liderança do grande Líder, bem como o patrimônio espiritual e o legado que deixou às gerações futuras, tornam-se, com o passar do tempo, cada vez mais preciosos e insubstituíveis.”

No Pavilhão de Armas Condecoradas do Museu Comemorativo à Vitória na Guerra de Libertação da Pátria encontra-se exposto o tanque nº 312, que prestou grandes serviços meritórios na Batalha de Libertação de Seul.

Após receberem a ordem do grande Líder para libertar Seul, os valentes soldados do nosso Exército Popular avançaram ao amanhecer de 28 de junho de 1950, esmagando os inimigos em seu caminho. Na vanguarda estavam os tanques da unidade de reconhecimento do 35º Regimento de Tanques (à época) da 9ª Brigada de Tanques, que irromperam como um vendaval na fortaleza inimiga. Entre essa invencível formação de combate, que avançava ferozmente como um leão enfurecido, encontrava-se também o tanque nº 312, que deixou feitos militares gloriosos na grande história da vitória. Tendo recebido a honrosa missão de ocupar o edifício do chamado "edifício central" do regime títere, os tripulantes do tanque nº 312 destruíram os veículos blindados e os lança-chamas inimigos enquanto avançavam em velocidade máxima.

Depois de derrotar impiedosamente os inimigos que resistiam desesperadamente e chegar diante do "edifício central", o comandante do tanque, Ko Hyon Bin, saltou do veículo, arrancou do mastro a odiosa bandeira inimiga e içou bem alto a bandeira da República, resplandecente com a estrela vermelha de cinco pontas.

A bandeira da nossa República hasteada orgulhosamente sobre a fortaleza dos títeres!

Ela demonstra a verdade de que, combatendo de acordo com o pensamento militar e a estratégia de guerra do Juche apresentados pelo grande Líder, o invencível comandante de aço, é possível derrotar com um só golpe qualquer inimigo e fazer resplandecer para sempre a dignidade e a honra da República.

Em 5 de julho de 1950, o grande Líder expediu uma ordem do Comandante Supremo do Exército Popular da Coreia concedendo um título honorífico à unidade, em reconhecimento aos brilhantes méritos dos oficiais e soldados do Exército Popular que lutaram heroicamente na Batalha de Libertação de Seul e foram os primeiros a entrar na cidade. Assim, a brigada à qual pertencia o tanque nº 312 foi elevada à categoria de divisão e passou a receber o orgulhoso nome de 105ª Divisão de Tanques de Seul (à época).

Tendo alcançado brilhantes feitos militares na Batalha de Libertação de Seul, o tanque nº 312 permanece até hoje como um símbolo marcante da incomparável coragem e do espírito combativo do heroico Exército Popular da Coreia.

Choe Bom Il

A geração vitoriosa na guerra foi a primeira geração a criar o espírito coletivista e as relações humanas comunistas

Sempre que penso em quem foi a nossa geração vitoriosa na guerra, há uma palavra que inevitavelmente me vem à mente.

Coletivismo!

Foi graças ao espírito coletivista demonstrado pela geração que defendeu a pátria com o próprio sangue durante o período tão difícil do pós-guerra, graças às relações humanas comunistas criadas no novo modo de vida socialista, em que todos se apoiavam e cuidavam uns dos outros mesmo em meio às dificuldades, que nasceu na história de nossa pátria a Era Chollima, época de grandes milagres e saltos gigantescos. Foi também por isso que, durante décadas, o socialismo permaneceu firme nesta terra e floresceu um jardim incomparável de virtude, afeto e amor humanos, tornando nossa pátria cada vez mais forte. O fato de ter criado esse precioso patrimônio ideológico e espiritual, transmitido de geração em geração e cuja vitalidade se manifesta cada vez mais intensamente, constitui outro dos grandes méritos alcançados por nossa geração vitoriosa.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“As excelentes tradições de luta, que nosso Partido e nosso povo tomam como exemplo através das gerações, de apoiar incondicionalmente o Comitê Central do Partido e defendê-lo com o grande impulso revolucionário, assim como o elevado espírito coletivista, segundo o qual um trabalha por todos e todos trabalham por um, e as relações humanas comunistas, também foram criados por essa grande geração revolucionária.”

Durante a Guerra de Libertação da Pátria, o amor revolucionário entre camaradas e o heroísmo coletivo demonstrados pelos soldados do Exército Popular nas colinas em chamas, bem como o espírito de luta do povo da retaguarda, que se ajudava mutuamente e promovia inovações coletivas na produção de guerra, elevaram-se a um nível ainda mais alto durante a reconstrução do pós-guerra e a grande ascensão de Chollima, destinadas a remover as cinzas da guerra e lançar os alicerces de uma pátria próspera.

Os protagonistas que, ao chamado do Partido, se levantavam unidos de coração e vontade, com um turno ajudando o outro e os mais adiantados auxiliando os que estavam atrasados, criando incessantemente milagres capazes de mover montanhas e aterrar mares, eram precisamente os integrantes de nossa geração vitoriosa.

Naquela época, quando tudo havia sido reduzido a ruínas pelos três anos de guerra, nossa classe operária nada possuía além de suas próprias mãos. Se, mesmo nessas condições e circunstâncias, foi possível criar milagres que impressionaram o mundo, isso se deveu justamente ao espírito coletivista de ajudar e conduzir uns aos outros em meio às dificuldades. Foi esse espírito que deu origem a incontáveis epopeias do mais belo amor humano.

Recordemos mais uma vez os nomes, tão familiares, dos equitadores de Chollima.

A primeira brigada Chollima da Siderúrgica de Kangson, nascida nas chamas do Movimento Chollima!

Entre seus integrantes, apenas alguns poucos dominavam a técnica da fundição.

A maioria dos membros da brigada havia servido diretamente no Exército Popular como tanquistas ou artilheiros antes de seguir para Kangson. Foi justamente naquele grupo, conhecido como a “brigada de novos fundidores”, que floresceu intensamente o espírito coletivista sintetizado na frase “Pelo próximo turno!”, acendendo a centelha do movimento de inovação coletiva que atraiu a atenção de todo o país.

Conscientes de que não bastava apenas cumprir a produção de seu próprio turno, mas que toda a produção do forno precisava aumentar para fabricar mais aço e fortalecer os pilares da construção de uma pátria próspera, os membros dessa brigada assumiam praticamente sozinhos os trabalhos de manutenção do forno e estabeleceram o novo hábito de entregar ao turno seguinte matéria-prima suficiente para mais de uma hora de trabalho. Quando restava alguma tarefa difícil, concluíam-na completamente antes da troca de turno e, ao entregar o serviço, explicavam detalhadamente aos companheiros o estado do forno. Esse espírito coletivista de luta transformou-se rapidamente numa poderosa chama de inovação solidária, elevando a produção total do forno a um nível muito superior ao anterior.

Foi porque a geração vitoriosa na guerra, possuidora desse nobre mundo espiritual, desempenhou o papel principal que foi possível criar milagres e inovações em todos os campos da reconstrução do pós-guerra e da construção socialista.

Somente no ano de 1958 nasceram sucessivamente, em diversas partes do país, criações que levaram o mundo a admirar o chamado “milagre da Coreia Chollima”: o primeiro trator “Chollima”, produzido pela classe operária de Kiyang; o caminhão de carga modelo “Sungni-58”, fabricado pela classe operária de Tokchon; a escavadeira “Chollima”, construída pelos operários de Rakwon; e o trator de esteiras modelo “Bulgunbyol-58”, produzido pelos operários de Pukjung. Nada disso pode ser concebido sem o espírito coletivista e as belas e nobres relações humanas que transbordavam como o próprio ar em todos os lugares onde estava presente nossa classe operária.

Mas, afinal, qual era o fundamento do espírito coletivista e das relações humanas comunistas da geração vitoriosa na guerra?

Há uma história sobre um inovador, ex-soldado com deficiência de classe especial, que, justamente na época em que surgia o grande espírito de Chollima, cumpriu mais de 200% de sua meta diária numa fábrica do condado de Sonchon. Tratava-se do camarada Ji Man Ik.

Na realidade, pelos feitos heroicos que realizara durante a guerra, ele poderia viver tranquilamente recebendo os benefícios concedidos aos veteranos com deficiência. Contudo, não desejava permanecer sentado apenas usufruindo desse tratamento. Queria caminhar livremente pela terra da pátria que havia defendido com seu próprio sangue e queria trabalhar, fosse no que fosse.

Assim, quando, graças aos cuidados do Partido e do Estado, recebeu próteses para os braços e as pernas, passou noites inteiras treinando para voltar a andar e praticava a escrita prendendo um lápis à prótese do braço.

Após dois anos de esforços incansáveis, conseguiu finalmente caminhar com firmeza e escrever tão bem que sua caligrafia era elogiada como sendo digna de um mestre da escrita. Então, voluntariamente, começou a trabalhar como guarda numa fábrica destinada a ex-soldados com deficiência.

Quinze dias depois de iniciar esse trabalho, ao deixar a guarita após concluir sua jornada, ele parou diante do quadro de avisos. Ali estava afixada a notícia de que uma brigada havia superado em 153% sua meta diária.

Enquanto todos avançavam domando o Chollima, ele sentia um profundo constrangimento por limitar-se a montar guarda. Assim, a partir do dia seguinte, percorreu uma a uma as oficinas procurando descobrir em que trabalho poderia contribuir. Como não encontrava facilmente uma tarefa adequada, sentia-se profundamente angustiado.

Foi então que ouviu uma operária que fabricava esteiras comentar se não seria possível mecanizar aquele trabalho manual, tão pesado e trabalhoso.

Ao ouvir essas palavras, surgiu imediatamente em sua mente a ideia de que, se construísse uma máquina desse tipo, poderia contribuir para a produção da fábrica. Foi assim que passou a dedicar-se ao desenvolvimento da máquina e, desde aquele dia, a luz de seu quarto permanecia acesa muito além da meia-noite.

 Após dias e noites de reflexão, ele finalmente encontrou o fio da ideia e concluiu o projeto da máquina. No dia em que entrou em funcionamento uma máquina cuja eficiência era três vezes superior à do trabalho manual, registrou em seu diário as seguintes palavras:

“...Que alegria imensa. Não me importaria de passar cem ou mil noites como esta em claro. Voltei verdadeiramente às fileiras! E hoje dei mais um novo passo...”

Depois disso, continuou apresentando diversas inovações que contribuíram para a fábrica e, apenas quatro meses após se voluntariar como pintor na brigada de elaboração de mapas, tornou-se um operário altamente qualificado, capaz de realizar qualquer tarefa com perfeição. Quando havia obras de construção na fábrica, mesmo aqueles que lhe diziam: “Por favor, camarada, não faça isso. Nós faremos também a sua parte”, tentando impedi-lo, ouviam dele, sorridente: “Ora, agradeço muito. Então vocês querem que eu vá confortavelmente sentado no cesto que carregam rumo ao comunismo?”. Assim, ele sempre tomava a dianteira também nas tarefas mais difíceis e pesadas.

Era justamente esse o sentimento que habitava o coração da geração vitoriosa: a consciência limpa de procurar cumprir seu dever para com a sociedade e o coletivo e a elevada convicção de que, enquanto o coração continuasse batendo, deveriam não apenas permanecer na frente de trabalho, mas marchar à frente de todos. Essa atitude de colocar os interesses da fábrica e do país acima do próprio conforto e da tranquilidade pessoal era a fonte que deu origem ao espírito coletivista e às relações humanas comunistas.

Também o maquinista-herói Kim Tuk Chan, que, atravessando a fumaça da guerra, transportou incontáveis suprimentos militares para a frente de batalha e contribuiu para a conquista da vitória, carregava consigo, no pós-guerra, um caderno onde estava escrita a frase: “Amemos ardentemente a pátria, o povo e os camaradas.” Fora do horário de seu turno, ele subia nas locomotivas de outros maquinistas para ajudá-los, fazendo ecoar ainda mais alto o som dos milagres no transporte ferroviário.

Assim era. Onde quer que estivessem, qualquer que fosse o trabalho que realizassem, os integrantes da nossa geração vitoriosa eram pessoas profundamente impregnadas pelo espírito coletivista, de ajuda e apoio mútuos, e por uma elevada humanidade. Todos viviam em condições difíceis, mas consideravam as dificuldades e sofrimentos dos camaradas como se fossem seus próprios, ajudando-os de maneira desinteressada. Eram pessoas de consciência que fizeram do hábito de dedicar-se sem reservas para salvar seus companheiros e de doar sem hesitação seu sangue e sua carne por um camarada em perigo uma verdadeira segunda natureza.

Assim como não se pode imaginar as folhas verdes e os frutos de uma grande árvore sem suas raízes, também não se pode pensar nos milagres da Era Chollima nem no Estado digno e poderoso que temos hoje sem o elevado espírito coletivista e as relações humanas comunistas criados pela geração vitoriosa sobre um terreno devastado. Não é justamente por isso que cantamos com tanto entusiasmo canções como "Pelas Gerações Futuras" e "A Juventude de Pai e Mãe"?

Hoje, lutamos, sob a liderança do grande Partido, pelo desenvolvimento integral do socialismo.

Não pode haver uma geração destinada apenas a abrir caminhos e criar, enquanto outra se limita a desfrutar. Não devemos ser apenas descendentes que recordam e se emocionam com a bela vida das gerações anteriores, mas uma geração que dá continuidade a essa bela visão de vida como se fosse o próprio sangue em suas veias, uma geração da qual nossos descendentes se lembrarão por muito tempo.

Não é simplesmente por estarmos diante das minas de carvão onde nossos avós e pais fizeram soar as primeiras explosões do desenvolvimento ou diante dos fornos onde acenderam a chama do Movimento das Brigadas Chollima que herdaremos espontaneamente o espírito revolucionário e o patriotismo das gerações anteriores. É preciso esforçar-se para assimilar aquele mundo espiritual e aquela bela concepção de vida.

O estimado camarada Secretário-Geral ensinou, da elevada tribuna da histórica 7ª Sessão da 14ª Assembleia Popular Suprema, que nossa geração deve permanecer na história do desenvolvimento da República como a geração grandiosa e forte.

A geração grandiosa e forte da história do desenvolvimento da República!

Que chamado tão honroso! E quão emocionante é pensar que esse será precisamente o julgamento que as gerações futuras farão da nossa geração.

Seja quem for, devemos gravar ainda mais profundamente em nossos corações o elevado espírito coletivista e as relações humanas comunistas criados e legados pela geração vitoriosa na guerra e, lutando pela implementação da política do Partido, fazer resplandecer dignamente o honroso título de geração grandiosa e forte.

Kang Kum Song

Abrindo o livro-patrimônio nacional "História da Vitória na Guerra de Kim Il Sung" — Como foi instituído o título de Herói do Trabalho?

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“O grande camarada Kim Il Sung foi um grande líder revolucionário sem precedentes na história, o pai benevolente do povo e um grande homem sem igual, reverenciado por toda a humanidade.”

Na história da Guerra de Libertação da Pátria, em que foi criado o grande milagre de vencer a bomba atômica com o fuzil de infantaria, estão registrados centenas de heróis.

Nos dias da guerra feroz e implacável, nossa pátria gravou em sua história de vitória os preciosos títulos de Coreia Heroica e povo heroico.

Foi o grande Líder quem fez com que os feitos e méritos dos inúmeros heróis de combate, que, atendendo à ordem do Líder, lutaram nas frentes onde choviam balas e projéteis, dedicando sem reservas sua juventude e sua vida à defesa da pátria, bem como as façanhas e contribuições do povo da retaguarda, brilhassem para sempre diante das gerações futuras.

O quinto volume do livro-patrimônio nacional "História da Vitória na Guerra de Kim Il Sung" também contém o relato da Conferência Nacional dos Heróis de Combate, realizada pouco tempo após a celebração da vitória.

Nessa conferência participaram, juntamente com os heróis de combate e combatentes exemplares que realizaram feitos extraordinários durante a Guerra de Libertação da Pátria, também os Heróis do Trabalho que haviam conquistado méritos na retaguarda.

O título de Herói do Trabalho... Talvez nem todos saibam como esse título, atualmente concedido aos trabalhadores que realizam feitos brilhantes na construção de uma pátria próspera, foi instituído durante a Guerra de Libertação da Pátria.

Durante aqueles severos dias da guerra, tanto nas frentes, onde rugiam os canhões e choviam projéteis, quanto na retaguarda, desenvolvia-se vigorosamente a luta para apressar a vitória.

Nas fábricas intensificava-se a produção de guerra, enquanto no campo as mulheres assumiam o arado e se lançavam ao aumento da produção de alimentos para atender às necessidades da guerra.

Diante do Presidium da Assembleia Popular Suprema colocava-se a tarefa de criar uma nova forma de homenagear os feitos heroicos do povo da retaguarda, que se mobilizava como um só pela vitória na guerra. Contudo, os funcionários responsáveis concentravam seus esforços apenas na condecoração dos feitos de combate dos soldados do Exército Popular, sem dar a devida atenção à avaliação das contribuições do povo da retaguarda.

Depois de tomar conhecimento dessa tendência manifestada no trabalho de condecorações durante a guerra, o grande Líder convocou, em certo dia de abril de 1951, um funcionário do Presidium da Assembleia Popular Suprema ao Quartel-General Supremo. Assinalando que, mesmo nas difíceis condições da guerra, o povo da retaguarda lutava dia e noite, com espírito de abnegação, para assegurar a produção de guerra, orientou que também a esse povo heroico fosse concedido um título de herói, assim como era concedido aos oficiais e soldados do Exército Popular que realizavam feitos heroicos na guerra.

Prosseguindo, o grande Líder explicou que, como o título de Herói da República Popular Democrática da Coreia havia sido instituído para os heróis de combate, seria apropriado denominar de Herói do Trabalho o título destinado ao povo da retaguarda. Assim, foi ele próprio quem definiu até mesmo o nome desse novo título honorífico. Em seguida, afirmou que, assim como eram concedidas a Ordem da Liberdade e Independência e a Ordem da Honra do Soldado aos oficiais e soldados do Exército Popular que prestavam serviços meritórios no comando das operações e no combate contra o inimigo, também deveria ser instituída uma condecoração destinada aos operários, camponeses e outros que realizavam feitos laborais na retaguarda. Acrescentou ainda que essa condecoração, atribuída em reconhecimento aos méritos do trabalho na retaguarda, poderia receber, de acordo com sua natureza, o nome de Ordem do Trabalho.

Contemplando o grande Líder, que definia pessoalmente não apenas o nome do título de herói destinado ao povo da retaguarda, mas até mesmo o nome da condecoração, o funcionário não conseguiu conter a emoção diante do caloroso amor e da confiança que ele demonstrava ao procurar fazer brilhar diante do mundo os méritos do povo da retaguarda, que se dedicava de corpo e alma à vitória da guerra.

O grande Líder, olhando para o funcionário profundamente emocionado, afirmou com convicção que, ao instituir o título de Herói do Trabalho e a Ordem do Trabalho e concedê-los ao povo da retaguarda que realizava feitos heroicos e laborais, seria possível inspirá-lo poderosamente a conquistar realizações ainda maiores na luta heroica e no trabalho.

Foi assim que nasceu em nosso país mais um nobre título: o de Herói do Trabalho.

Na primeira página do Rodong Sinmun de 22 de julho de 1951 foi publicado o seguinte decreto do Presidium da Assembleia Popular Suprema sobre a criação do título de Herói do Trabalho:

“Decreto do Presidium da Assembleia Popular Suprema da República Popular Democrática da Coreia

Sobre a instituição do título de Herói do Trabalho, a mais alta honra

1. Institui-se o título de Herói do Trabalho como a mais alta honra nos setores da construção econômica e cultural da República Popular Democrática da Coreia.

...”

No final daquele mesmo ano, foi transmitido a todo o país, por meio do jornal do Partido, o decreto que concedia o título de Herói do Trabalho a um maquinista que, durante a Guerra de Libertação da Pátria, demonstrou coragem e realizou feitos heroicos ao assegurar com êxito o transporte de guerra.

O título de Herói do Trabalho, idealizado e instituído pessoalmente pelo nosso Líder, demonstra verdadeiramente o afeto e o amor paternais do grande pai, que considera o povo trabalhador como o próprio céu e valoriza profundamente sua dedicação e seus esforços.

Nos 75 anos transcorridos desde a instituição do título de Herói do Trabalho, inúmeros trabalhadores receberam essa elevada distinção.

De fato, sob os cuidados dos grandes homens sem igual, a vida de nossos trabalhadores, juntamente com o honroso título de Herói do Trabalho, resplandece gloriosamente no palco da honra e da felicidade.

O Un Byol

Incêndios florestais se ampliam devido à onda de calor recorde

Há pouco tempo, um funcionário da União Europeia afirmou que a Europa está enfrentando um aquecimento sem precedentes e que, por esse motivo, a temporada de incêndios florestais começou mais cedo do que em anos anteriores.

Enquanto uma onda de calor recorde varre o mundo, os incêndios florestais provocados por ela não dão trégua em diversas regiões da Europa.

A Espanha está sofrendo, neste verão, os mais graves danos causados por incêndios florestais. Somente o incêndio ocorrido na província de Almería, no sudeste do país, provocou a morte de 13 pessoas, deixou várias feridas e reduziu a cinzas cerca de 7.000 hectares de área.

Na França, aproximadamente 250 incêndios florestais ocorreram em um único dia, no dia 12. Embora o incêndio que atingiu recentemente a Floresta de Fontainebleau, ao sudeste de Paris, tenha sido finalmente controlado, cerca de 2.050 hectares da área, que faz parte de uma reserva da biosfera da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), foram completamente destruídos pelas chamas, causando enormes prejuízos. O ministro do Interior francês lamentou que, desde o início deste ano até o momento, 32.000 hectares em todo o país tenham sido devastados por incêndios florestais, superando os danos registrados durante todo o ano de 2025.

Na Croácia, o número de incêndios florestais registrados até o momento aumentou cerca de 22% em comparação com o mesmo período do ano passado. A área atingida cresceu quase 80%. Ao longo da costa do Mar Adriático, incêndios provocados pelas altas temperaturas e pelos ventos fortes ocorrem com frequência; em uma das ilhas, cerca de 900 hectares foram consumidos pelo fogo em apenas uma semana.

Em Portugal, onde temperaturas sem precedentes persistem e foi emitido o nível máximo de alerta para ondas de calor, mais de 30.000 hectares já foram atingidos por incêndios florestais. Mais da metade dessa área foi destruída apenas entre os dias 1º e 5 deste mês. Os danos causados pelos incêndios aumentaram drasticamente em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Grécia, dezenas de incêndios florestais ocorrem diariamente devido à persistência do calor intenso e da seca, enquanto no sul da Itália também cresce o risco de ocorrência de incêndios.

Os serviços meteorológicos de toda a Europa alertam que as altas temperaturas, o clima seco e o baixo volume de chuvas poderão tornar os incêndios florestais ainda mais frequentes.

Para enfrentar os incêndios recorrentes, a União Europeia mobilizou uma força multinacional de combate ao fogo, composta por dezenas de aeronaves de combate a incêndios e centenas de profissionais, posicionando-a nas áreas consideradas de maior risco.

E o problema não se limita à Europa.

Nos Estados Unidos, o tempo seco e os ventos fortes continuam provocando incêndios florestais em diversos estados. Até o início de julho, dezenas de incêndios haviam sido registrados, consumindo mais de 580 mil acres de área.

Na região noroeste da província canadense de Ontário, o incêndio iniciado no dia 13 continua se espalhando. Uma espessa fumaça contendo partículas finas altamente tóxicas, extremamente prejudiciais à saúde humana, está contaminando a atmosfera.

Na Argélia, os incêndios florestais também têm ocorrido com frequência. As autoridades do país afirmaram que a onda de calor elevou ainda mais o risco de incêndios.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente já advertiu que, em razão do aumento da temperatura provocado pelo aquecimento global, a frequência de grandes incêndios florestais poderá crescer em até 14% até 2030. Segundo as projeções, esse aumento poderá chegar a 30% até 2050 e a 50% até 2100.

Os incêndios florestais não apenas destroem rapidamente preciosos recursos florestais e degradam o meio ambiente, como também provocam graves consequências para a vida e a saúde das pessoas.

Há dados indicando que, entre 2006 e 2020, cerca de 24 mil pessoas morreram anualmente apenas nos Estados Unidos em decorrência da exposição às partículas finas presentes na fumaça dos incêndios florestais. Especialistas afirmam que o aquecimento global e os incêndios florestais estão intimamente relacionados e alertam que, se o mundo não adotar urgentemente medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, incêndios florestais de grande escala ocorrerão com frequência cada vez maior, agravando ainda mais a situação.

Rodong Sinmun

As sete maravilhas do mundo antigo

Conhecimentos gerais internacionais

Desde a antiguidade, as pessoas chamam de sete maravilhas os monumentos e sítios históricos que despertam admiração por sua grandiosa escala de construção, magnificência e esplendor, considerados além da capacidade humana de sua época.

As sete maravilhas do mundo antigo são as seguintes:

As Pirâmides do Egito

São construções erguidas principalmente para abrigar múmias. Também se referem às tumbas dos antigos faraós egípcios.

A maior delas é a Pirâmide do Faraó Quéops, construída no século XXVIII a.C., com mais de 140 metros de altura. Ela foi erguida com cerca de 2,3 a 2,5 milhões de blocos de pedra, cujo peso médio é de aproximadamente 2,5 toneladas.

Os Jardins Suspensos da Babilônia

Segundo as escavações realizadas nas ruínas da antiga cidade da Babilônia, no atual Iraque, existia um singular jardim em vários níveis dentro do palácio babilônico. Esse jardim é conhecido como os Jardins Suspensos da Babilônia.

O jardim era formado por plataformas sobrepostas que davam a impressão de estarem suspensas no ar. Em cada nível eram cultivadas flores e plantas exóticas, de modo que, vistas à distância, pareciam um jardim em forma de montanha suspenso no céu. Por isso, os habitantes da região o chamavam de "jardim suspenso no ar".

O Templo de Ártemis

É um templo da antiga cidade grega situada na atual Turquia. Ártemis é uma deusa da mitologia grega.

O templo foi construído por volta de 550 a.C. Era sustentado por cerca de 120 colunas de aproximadamente 20 metros de altura, sendo que as bases de 30 delas eram decoradas com esculturas em relevo. Foi destruído em 356 a.C., reconstruído posteriormente e novamente destruído por invasores.

A Estátua de Zeus

Na antiga cidade grega de Olímpia havia um templo dedicado a Zeus, construído por volta do século V a.C., onde se encontrava sua famosa estátua.

A estátua de Zeus, o deus supremo da mitologia grega, era feita de ouro e marfim e tinha cerca de 14 metros de altura. A obra original não foi preservada.

O Mausoléu de Mausolo

É o túmulo do rei Mausolo, governante da antiga Cária, localizado em Bodrum, na atual Turquia. Foi construído por volta do século IV a.C. por iniciativa da rainha Artemísia.

O mausoléu possuía formato piramidal e, em seu topo, havia esculturas representando o rei Mausolo e a rainha em uma carruagem puxada por quatro cavalos.

Por sua grandiosidade, luxo e singular beleza arquitetônica, tornou-se um modelo para a construção de túmulos reais na Grécia e no Império Romano antigos. O monumento foi completamente destruído entre os séculos XV e XVI, e algumas estátuas de Mausolo, da rainha e relevos representando guerreiras foram saqueados pelos colonialistas britânicos.

O Colosso de Hélio

Na ilha de Rodes, no Mar Mediterrâneo, existia uma gigantesca estátua de Hélio, o deus do Sol da mitologia grega.

Atualmente, essa estátua não existe mais.

O Farol da Ilha de Faros

Era um farol localizado na ilha de Faros, no Egito.

Foi construído por volta de 283 a.C. Feito de mármore branco, tinha cerca de 160 metros de altura. Diz-se que seu interior possuía 300 salas. É considerado o precursor da arquitetura dos faróis do mundo. Foi destruído por um terremoto em 1375.