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sábado, 22 de agosto de 2026
O Ki Sop
Para melhorar os métodos de dirigir as massas e assegurar que o plano da economia nacional deste ano seja cumprido com êxito
Discurso-resumo do camarada Kim Il Sung na VI Reunião do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
15 de março de 1947
Na presente reunião discutimos o problema de como corrigir os erros e as deficiências revelados no trabalho de algumas organizações do Partido e diversos outros assuntos. Gostaria de referir-me a algumas tarefas colocadas para melhorar os métodos de dirigir as massas e para que o plano da economia nacional deste ano seja coroado de êxito.
1. Para melhorar os métodos de dirigir as massas
Um importante problema que deve ser resolvido é a liquidação do estilo burocrático e de outros estilos errôneos de trabalho, bem como o aperfeiçoamento dos métodos de direção das massas. Depois que esta sessão terminar, é preciso mobilizar, em escala geral, as forças de todo o Partido para a luta pela correção das deficiências existentes no trabalho com as massas. Todos os comitês do Partido — das províncias, cidades, condados e cantões— deverão discutir seriamente, em reuniões ampliadas, o conteúdo desta reunião e desenvolver uma luta enérgica para corrigir os erros cometidos por suas organizações e seus militantes no trabalho com as massas.
O povo costuma dizer que nosso Partido é um grande partido. E isso não se refere apenas ao número de filiados, mas também ao fato de ser um partido forte que goza da confiança e do apoio do povo. Sem desfrutar da confiança e do apoio das massas populares, nosso Partido não pode ser um grande partido, poderoso, nem cumprir corretamente sua missão revolucionária.
Diante de nosso Partido ainda se apresentam inúmeras tarefas difíceis e complexas. Se deseja alcançar a plena soberania e independência da pátria e construir um país rico e poderoso, não deve vangloriar-se de seus êxitos nem se acomodar, mas lutar com maior abnegação em benefício das massas populares, esforçar-se para conquistar, verdadeiramente, seu apoio e sua confiança.
Mas, neste momento, algumas organizações do Partido não gozam da confiança das massas, mas estão isoladas delas. Os incidentes ocorridos nos condados de Changsong e Sonchon, na província de Phyongan Norte, e no condado de Yanggu, na província de Kangwon, demonstram que as organizações do Partido dessas regiões, afastadas das massas, não contam com sua confiança e apoio. Antes que essas feridas se agravem, devemos empenhar esforços para que sejam rapidamente sanadas.
O fato de algumas organizações do Partido se isolarem do povo deve-se a que, em seu trabalho de direção das massas, aplicam métodos deficientes. Antes, certas organizações do Partido, em vez de se integrarem às massas para conhecer e satisfazer oportunamente seus desejos e demandas e respeitá-las e orientá-las, utilizavam o método de dar-lhes ordens, colocando-se acima delas. Em tais casos, as massas não confiam no Partido como em sua própria mãe, nem o seguem dispostas a dar tudo por ele, mas agem contrariadas, contra sua própria vontade. Trabalhar dando ordens às massas não é o método de direção que nosso Partido pratica em relação a elas, nem é a maneira de agir de seus membros.
Alguns militantes do Partido, considerando-se pessoas especiais, não respeitam sequer a ordem legal do Estado. Quando se diz que os militantes devem tornar-se funcionários que dirijam as massas, isso significa que devem saber mais do que elas, ensiná-las, saber apreciar corretamente todos os problemas, comportar-se de maneira justa e tornar-se sua vanguarda; não significa, de modo algum, que devam comportar-se como pessoas extraordinárias entre os habitantes, pessoas que sequer respeitam as leis.
Embora certos militantes, julgando-se pessoas extraordinárias, violem as leis do Estado, isso não é considerado um problema. Existem não poucos casos de violações das leis que são ignorados quando cometidos por membros do Partido do Trabalho, mas, se praticados por outras pessoas, estas podem ser consideradas reacionárias. Isso é muito injusto.
Os militantes de nosso Partido, sem exceção, devem estar plenamente conscientes de que não são pessoas especiais, mas uma parte das massas, e devem ser cidadãos obrigados a respeitar a lei do Estado melhor do que qualquer outra pessoa.
Até o presente, bastante organizações do Partido não realizaram bem o trabalho de corrigir os erros esquerdistas e direitistas cometidos no trabalho com as massas. Não realizaram uma inspeção concreta do estado do trabalho com as massas realizado pelas organizações partidistas inferiores e, mesmo quando a realizaram, tampouco a cumpriram corretamente devido ao baixo nível político-ideológico dos responsáveis por essa tarefa. Como resultado, não foi possível corrigir a tempo as deficiências reveladas no trabalho com as massas.
Devemos fazer todos os esforços para melhorar o trabalho com as massas.
Antes de tudo, é preciso educar bem os militantes que apresentaram deficiências nesse trabalho.
As organizações do Partido não devem expulsar indiscriminadamente de suas fileiras aqueles membros que cometeram erros, sob o pretexto de lutar pela correção das deficiências reveladas no trabalho com as massas.
Se estudarmos os erros cometidos por alguns militantes do Partido nessa tarefa, veremos que eles não os cometeram intencionalmente para separar o Partido das massas; essas faltas devem-se, em muitos casos, ao fato de ainda possuírem baixo nível político-ideológico e não saberem bem como realizar esse trabalho.
Portanto, as organizações do Partido, em vez de simplesmente repreendê-los ou expulsá-los de suas fileiras, devem ensinar-lhes concretamente o método para corrigir suas deficiências. Devem explicar-lhes claramente como se deve levar a vida na célula e como trabalhar com as massas. É necessário que todas as organizações partidistas estudem e discutam seriamente a resolução do Comitê Central do Partido divulgada nesta ocasião e adotem medidas concretas para formar seus militantes.
Em seguida, é preciso desenvolver um trabalho correto com as organizações sociais.
Atualmente, as organizações do Partido não realizam esse trabalho como deveriam. Em particular, os militantes que trabalham dentro das organizações sociais falham em educar e orientar seus filiados para cumprir as tarefas revolucionárias.
Nosso Partido não deve destacar-se diante das massas, marginalizando organizações sociais como a Federação dos Sindicatos, a União dos Camponeses, a União das Mulheres, a União da Juventude Democrática etc. Para trabalhar bem com as massas, é necessário mobilizar corretamente as organizações sociais.
Que o Partido desempenhe o papel de vanguarda não significa que deva agir sozinho, desconectado das massas, ou monopolizar todo o trabalho, mas que os militantes que vivem entre elas trabalhem com entusiasmo, as liderem e as conduzam ao cumprimento das tarefas revolucionárias. Portanto, cabe aos militantes de nosso Partido que atuam dentro das organizações sociais unir monoliticamente as massas em torno do Partido, constituindo-se no núcleo dessas organizações, e conduzi-las a proclamar em uníssono a palavra de ordem lançada por nosso Partido e marchar firmemente pelo caminho indicado por este.
É necessário, além disso, melhorar a direção do trabalho dos comitês populares.
Atualmente, muitos membros do Partido do Trabalho estão nos comitês populares em todos os níveis e assumem tarefas importantes nos órgãos do poder. Isso se deve ao fato de que o povo os elegeu como seus representantes nas eleições democráticas. Esse fato demonstra que as massas populares confiam plenamente em nosso Partido e colocam em suas mãos o futuro, porque seus militantes participam com maior entusiasmo e abnegação da construção do país. É natural que muitos membros do Partido do Trabalho figurem nos comitês populares e ali desempenhem funções importantes; não pode haver dúvida alguma a esse respeito.
Entretanto, o que devemos levar em consideração é que nos comitês populares não há apenas membros do Partido do Trabalho. Tendo em vista que o comitê popular foi fundado com base na Frente Unida Nacional Democrática, nele também figuram membros do Partido Democrático e do Chongu, assim como pessoas sem partido.
Nosso Partido, em vez de dar ordens e instruções aos comitês populares, deve procurar que os membros que participam deles cumpram corretamente as medidas do Poder Popular e trabalhem com entusiasmo sob sua orientação. Em outras palavras, as organizações do Partido deverão zelar sempre para que seus militantes que trabalham nos comitês populares apliquem adequadamente as medidas do Poder Popular, para que exerçam ali a influência partidista sobre os membros dos partidos amigos e sobre as pessoas sem partido, a fim de que estes avancem juntamente conosco; devem também ensinar-lhes a trabalhar bem.
Os militantes de nosso Partido devem realizar um trabalho frutífero com os membros dos partidos amigos que trabalham nos comitês populares. Mesmo quando estes agirem de maneira equivocada, não deverão apenas repreendê-los, mas também educá-los pacientemente para que sejam influenciados por nosso Partido e trabalhem bem. Além disso, é preciso impedir que nossos militantes monopolizem o trabalho dentro dos comitês populares
É preciso desenvolver um bom trabalho com os partidos amigos.
Embora em cada reunião eu tenha insistido em que é necessário trabalhar com os partidos amigos, muitas organizações do Partido ainda não sabem, de fato, como devem fazê-lo.
Os militantes de nosso Partido não devem cometer erros em suas relações com os partidos amigos. Se os cometessem por realizar mal seu trabalho, isso daria motivos aos elementos mal-intencionados e reacionários infiltrados neles para tecer intrigas contra nosso Partido. Portanto, os membros de nosso Partido devem fazer todo o possível para trabalhar bem com os partidos amigos e, caso cometam algum erro nesse trabalho, devem criticá-lo e corrigi-lo a tempo.
Para levar esse trabalho a bom termo, é preciso, antes de tudo, intensificar a educação política, a fim de dotar os militantes de nosso Partido de uma teoria revolucionária científica e de uma ideologia avançada, para que todos eles tenham uma compreensão correta dos partidos amigos. Temos que deixar claro aos nossos militantes que esses partidos não existem temporariamente, mas são partidos políticos que deverão marchar junto com nosso Partido durante todo o processo de construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente.
Devemos tratar separadamente os partidos amigos e os indivíduos mal-intencionados que neles existem. Caso alguém cometa alguma má ação em seu interior, não se deve comprometer o Partido Democrático ou o Chongu, mas considerar isso como um ato de pessoas mal-intencionadas que permanecem ocultas no seio desses partidos amigos.
Devemos evitar a confrontação e os conflitos frontais com os partidos amigos e tratar seriamente dos problemas relacionados a eles.
Quando membros dos partidos amigos cometem más ações, seria conveniente que o caso fosse tratado pelos próprios partidos. Por exemplo, se um membro do Partido Democrático comete alguma má ação, é preciso informar ao próprio Partido que essa ação contraria seu programa e o desacredita, para que ele mesmo resolva o problema por meio da luta interna. Também é possível apresentar o caso à Frente Unida Nacional Democrática para solucioná-lo.
Mesmo quando for necessário deter algum membro de um partido amigo por cometer um crime, devemos tratar o caso com prudência. Nessa circunstância, é preciso deixar claro às pessoas que ele não está sendo detido por ser membro do Partido Chongu ou do Partido Democrático, mas por ser um criminoso. É natural que seja punido de acordo com a lei aquele que cometer um crime, independentemente de ser membro do Partido do Trabalho, do Partido Democrático ou do Chongu.
As organizações do Partido devem elevar sua vigilância diante das maquinações dos elementos perversos ocultos dentro dos partidos amigos.
Os membros de nosso Partido não devem fazer vista grossa às tendências errôneas que se manifestam nos partidos amigos, sob o pretexto de que devem marchar ombro a ombro com seus militantes. Devemos ajudar ativamente os elementos progressistas dos partidos amigos a desenvolver uma luta enérgica contra os elementos reacionários dentro de seus respectivos partidos.
As organizações de nosso Partido farão com que todos os seus membros adotem uma atitude correta em suas relações com os partidos amigos e, ao mesmo tempo, se esforçarão para influenciar e educar positivamente os membros desses partidos, conseguindo assim que sigam um caminho justo.
Também é necessário acabar com as práticas de impor ao povo encargos extratributários.
Com exceção dos impostos estabelecidos legalmente pelo comitê popular, nenhum encargo pode ser imposto ao povo. Entretanto, não foram superadas as práticas de exigir do povo contribuições além dos impostos. Em algumas regiões, são impostos muitos encargos extratributários aos habitantes, sem um cálculo concreto, sob o pretexto de construir escolas. É muito injusto impor pesados encargos aos camponeses e a outros setores da população que, atualmente, enfrentam dificuldades em sua vida.
Sempre que nossos funcionários planejarem algum trabalho, deverão pensar em como realizá-lo com êxito, mas sem que isso signifique impor novos encargos ao povo. Todas as organizações do Partido devem combater implacavelmente as práticas de impor fardos extratributários ao povo.
Além disso, é preciso que os militantes de nosso Partido tenham uma compreensão correta da luta pela construção de uma nova pátria. Se desejamos construir uma nova pátria, os militantes devem integrar-se às massas e intensificar a educação ideológica para que estas participem com afinco do trabalho estatal. Por conseguinte, não se deve incitar a espancar as pessoas, como ocorreu no condado de Sakju, na província de Phyongan Norte, pela simples razão de lutar contra os latifundiários, nem importunar os idosos sob o pretexto de combater o feudalismo. Essas ações não podem ser consideradas justas.
Desenvolvendo uma luta enérgica pela melhoria do trabalho com as massas, temos que corrigir, o quanto antes, as deficiências surgidas nesse trabalho e fazer com que todos os membros do Partido penetrem profundamente nas massas, a fim de se tornarem verdadeiros amigos e dirigentes do povo.
2. Para assegurar que o plano da economia nacional de 1947 seja cumprido com êxito
Muitos camaradas discutiram hoje detalhadamente as medidas para assegurar o cumprimento exitoso do plano da economia nacional deste ano.
Todas as cifras refletidas no plano da economia nacional para 1947 são importantes metas que deverão ser alcançadas custe o que custar. Devemos fazer enormes esforços para cumpri-lo com êxito.
Para levar a bom termo o plano da economia nacional deste ano, é preciso mobilizar todo o Partido.
Cumprir o plano da economia nacional de 1947 tem grande significado para alcançar a soberania e a independência do país e acelerar a construção de um Estado democrático. O êxito ou o fracasso do plano deste ano constitui uma questão muito importante que demonstrará se nosso povo é ou não capaz de construir com êxito um país rico e poderoso.
Entretanto, as organizações do Partido ainda não conseguem mobilizar todas as forças para a luta pelo cumprimento do plano da economia nacional. Se todo o Partido não se levantar para essa luta, as metas previstas no plano não serão alcançadas e, consequentemente, não será possível construir com êxito um Estado democrático, soberano e independente.
As organizações do Partido em todos os níveis, plenamente conscientes do significado do cumprimento desse plano, devem mobilizar todas as suas forças para colocá-lo em prática. Devem convocar energicamente todos os seus militantes e as massas para o cumprimento do plano deste ano, a fim de que uns e outros levem a bom termo as metas nele previstas.
Com vistas a materializar com êxito o plano da economia nacional do ano em curso, é preciso desenvolver energicamente um movimento de colunas de choque. As organizações do Partido devem organizar adequadamente esse movimento e fazer com que todos os seus militantes participem ativamente dele. Cada responsável pelas organizações do Partido, em todos os níveis, terá que encarregar-se de um setor para promover ativamente esse movimento, e cada membro do Partido deverá ser um soldado que trabalhe com maior fidelidade e abnegação para alcançar as metas do plano deste ano.
Com vistas a cumprir o plano da economia nacional do presente ano, é preciso colocar plenamente em ação as organizações sociais.
Ao impulsionar o movimento de colunas de choque para levar a bom termo o plano da economia nacional, o Partido não deve ser o único a marchar na vanguarda. Se apenas ele se colocar à frente desse movimento, este acabará se transformando em um movimento exclusivo do Partido. Por essa razão, é preciso incorporar ativamente à luta pelo cumprimento do plano da economia nacional todas as organizações sociais: a Federação dos Sindicatos, a União dos Camponeses, a União das Mulheres, a União da Juventude Democrática etc.
Entretanto, pelo simples fato de colocar essas organizações em ação, não se deve mobilizá-las indiscriminadamente, desperdiçando as forças das massas. Se trabalharmos apenas lançando vivas e mobilizando as massas, não poderemos coroar brilhantemente o cumprimento do plano da economia nacional.
As organizações do Partido devem mobilizar corretamente as massas por meio de seus militantes que trabalham no seio das organizações sociais. Devem fazer com que estas distribuam adequadamente entre seus membros as tarefas para o cumprimento do plano da economia nacional e realizem oportunamente o controle e a verificação de sua execução, de modo que todos cumpram pontualmente a responsabilidade que assumiram.
Os objetivos estabelecidos no plano da economia nacional do ano em curso são muito amplos. Para alcançá-los, teremos de enfrentar diversas dificuldades e obstáculos. Não obstante, devemos superá-los com nossas próprias forças e cumprir o plano a todo custo.
Com vistas a realizar com nossas próprias forças o plano da economia nacional para 1947, o mais importante é despertar o entusiasmo patriótico do povo.
Por enquanto, os membros de nosso Partido não conseguem despertar o fervor patriótico entre os trabalhadores. Como resultado, entre certos operários qualificados observa-se a tendência de abandonar seu local de trabalho porque suas condições de vida são um tanto difíceis. É verdade que hoje os operários enfrentam certas dificuldades, mas, se deixarem de trabalhar honestamente e abandonarem o trabalho em busca de outro melhor, não só será impossível melhorar suas condições de vida, como também não será possível desenvolver a economia do país nem construir um Estado soberano e independente, rico e poderoso.
Naturalmente, devemos conceder privilégios, por conta do Estado, ao pessoal qualificado e elevar o nível de vida dos operários. Entretanto, por enquanto não dispomos de bases econômicas para fazê-lo.
As organizações do Partido devem explicar claramente a todos os operários que as dificuldades que enfrentamos atualmente na vida se devem ao fato de que as bases econômicas do país ainda são débeis e que, para enriquecer, fortalecer e desenvolver a pátria e elevar o nível de vida do povo, é preciso, por todos os meios, estabelecer uma sólida base econômica para o país. Assim, todos os operários devem desenvolver amplamente seu entusiasmo patriótico, superar todo tipo de obstáculos e dificuldades e dedicar-se inteiramente ao cumprimento do plano da economia nacional do ano em curso, para lançar os alicerces econômicos do país.
Os membros do Partido que trabalham na Federação dos Sindicatos e em outras organizações sociais devem desenvolver entre os trabalhadores uma luta enérgica contra os casos de desperdício de materiais e desvio de fundos, bem como contra a indolência e a corrupção. Junto a isso, devem fazer grandes esforços para que os operários observem rigorosamente a disciplina do trabalho e elevem a produtividade do trabalho.
3. Sobre a concepção errônea de O Ki Sop sobre o trabalho dos sindicatos
Recentemente, O Ki Sop tornou pública uma “tese” referente ao trabalho dos sindicatos; segundo ela, vemos que ele não sabe bem o que é uma empresa nacionalizada e que seu ponto de vista sobre o trabalho dos sindicatos sob o Poder Popular é errôneo.
Por não ter uma concepção correta sobre as empresas nacionalizadas, O Ki Sop não compreende bem quais relações existem entre o diretor das empresas estatais e os operários. Ele afirma que o diretor de uma empresa nacionalizada não pode ser membro dos sindicatos. Já critiquei esse ponto errôneo. Naquela ocasião, sublinhei que o diretor de uma empresa nacionalizada é uma pessoa designada pelo Estado, um funcionário que zela pelo desenvolvimento da economia nacional, razão pela qual não só deve ingressar nos sindicatos, como também desempenhar, naturalmente, um papel importante nessa organização. Entretanto, O Ki Sop não percebeu seu erro e continua insistindo em sua falsa teoria.
Na reunião de hoje, disse que a deficiência revelada em sua “tese” foi cometida sem intenção, o que não passa de uma justificativa. Se a “tese” tivesse um ou dois argumentos errôneos, poderia ser considerado um descuido, mas, enquanto seu conteúdo geral está repleto de teorias injustas, como é possível considerá-lo dessa maneira?
Em sua tese, insiste na estúpida teoria de que também nas empresas estatais de nosso país existem antagonismos entre o capital e o trabalho no que diz respeito aos interesses de classe, em virtude dos quais os diretores dessas empresas e os operários teriam interesses opostos e, consequentemente, existiria uma luta entre eles.
Na empresa estatal, patrimônio do povo, não pode haver antagonismos quanto aos interesses de classe entre o capital e o trabalho, nem qualquer condição para que o diretor e os operários se contraponham. Se existirem divergências de opinião entre os funcionários da administração e os operários da empresa estatal, tratam-se de pequenas diferenças de opinião surgidas em razão de certas deficiências na organização da mão de obra ou na questão dos salários. Em todo caso, essa diferença de opiniões decorre de como administrar melhor a fábrica, e não do fato de os interesses serem radicalmente opostos.
Para piorar, O Ki Sop expõe em sua “tese” que, quando surgem atritos e litígios entre os operários e os órgãos do Poder Popular, os sindicatos devem agir ao máximo em favor dos operários. Isso é, em última análise, uma insistência reacionária de que os operários devem lutar contra o Poder Popular. Afirmando que é permitido aos operários combater os órgãos do Poder Popular, ele sustentou como se os sindicatos fossem um organismo que resolve a “contradição” entre os operários e os órgãos do Poder Popular, ou seja, um organismo que coordena as relações trabalhistas. Esse é um argumento errôneo que ignora completamente o dever dos sindicatos sob o Poder Popular.
Como vemos acima, a “teoria” de O Ki Sop é absolutamente incorreta. O fato de ter apresentado essa teoria errônea demonstra que seus pontos de vista ideológicos são equivocados.
Já há dois meses criticamos no Presidium do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte a “teoria” de O Ki Sop como uma teoria trotskista. Entretanto, ele não deixa de recorrer a uma ação injusta: não aceitou essas sugestões do Partido e publicou mais uma vez no jornal aquilo que havia sido criticado como falso.
O Ki Sop tem insistido continuamente, até agora, em teorias errôneas e colocou não poucos obstáculos ao trabalho de construção do país. Após a libertação, lançou palavras de ordem esquerdistas na província de Hamgyong Sul, criando durante um período considerável uma situação caótica no trabalho de construção do país. Depois, na província de Phyongan Norte, não dirigiu devidamente a reforma agrária. Os incidentes reacionários ocorridos recentemente nessa província estão relacionados, em grande medida, com o erro de O Ki Sop. Ali, infringiu a Lei da Reforma Agrária ao dizer: “É permitido não tocar no latifundiário, sem transferi-lo para outro lugar, se o comitê rural o autorizar”. Isso constitui precisamente a principal causa que deu origem aos complicados incidentes ocorridos na província de Phyongan Norte e que estimulou os ex-latifundiários a tecer, nos bastidores, intrigas de todo tipo.
Creio que essa “tese” de O Ki Sop publicada no jornal teria exercido influências nefastas sobre os operários. Tendo em vista que ele afirma ter participado da revolução no passado e que atualmente trabalha como diretor do Departamento do Trabalho do Comitê Popular da Coreia do Norte, é possível que alguns operários inconscientes considerem justa sua “tese” e tentem agir de acordo com a teoria errônea nela apresentada.
Além disso, O Ki Sop exerceu não poucas influências nefastas sobre as pessoas por meio de conversas e discursos.
Se ele fosse um verdadeiro membro do Partido e se esforçasse para corrigir seu erro, deveria, naturalmente, fazer autocrítica perante o Partido. Se O Ki Sop não reconhece seu erro ou tenta evitar a autocrítica sob o pretexto de que está sendo culpado sem ter cometido nada de errado, incorre em erros muito mais graves e, em última análise, não pode progredir. Temer a autocrítica é uma manifestação particularista pequeno-burguesa. O Ki Sop não deve tentar fazer com que seus erros sejam ignorados, mas fazer autocrítica, colocando todas as suas faltas a descoberto, e corrigi-las completamente.
O Partido e os sindicatos devem adotar e enviar às organizações inferiores resoluções com a crítica à teoria errônea de O Ki Sop sobre o trabalho sindical.
As organizações do Partido devem explicar bem a seus membros e aos funcionários sindicais o dever e o papel dos sindicatos sob o Poder Popular, para que todos eles trabalhem com uma concepção correta sobre o trabalho dos mesmos.
Uma pequena unidade realiza um grande trabalho
O Centro de Desenvolvimento de Tecnologias de Arquitetura da Estação de Manutenção de Edifícios Ferroviários de Pyongyang foi organizado há quatro anos com apenas 12 funcionários. É uma pequena unidade tanto em suas instalações quanto em sua escala de produção.
Mas, nos últimos anos, desenvolveu todos os anos tecnologias práticas de grande importância para o desenvolvimento da economia do país e a melhoria das condições de vida do povo, obtendo três patentes.
Outrora uma pequena unidade desconhecida, o centro deu um salto adiante e estabeleceu sua presença. Sempre que lhe perguntavam qual era o segredo de seu sucesso, Pak Kwon Il, diretor do centro, respondia que o amor pelo que lhes pertence e o desejo de dar-lhe brilho inspiraram os funcionários a inventar novas tecnologias.
Há três anos, o centro de desenvolvimento estabeleceu como objetivo desenvolver a tecnologia de produção de produtos de gesso ao estilo coreano.
Os produtos feitos de gesso, também conhecido como material de construção ecológico e protetor da saúde por possuir propriedades funcionais como isolamento acústico, resistência ao fogo e conservação do calor, são amplamente utilizados na decoração arquitetônica, pois podem melhorar o valor artístico e as qualidades formais das construções, ao mesmo tempo que economizam consideravelmente mão de obra, tempo e materiais.
Embora não tivessem conhecimentos especializados nesse campo nem garantia de sucesso, os funcionários do centro começaram a desenvolver produtos de gesso ao estilo coreano.
O que tinham naquele momento era apenas o fervor patriótico de produzir com orgulho tudo o que fosse necessário ao país utilizando o gesso abundantemente encontrado no país.
Impulsionado por esse entusiasmo irrestrito, o grupo técnico estabeleceu em pouco tempo uma tecnologia de produção de produtos de gesso ao estilo coreano e, em seguida, desenvolveu sucessivamente produtos de diversos tipos e formas, incluindo placas decorativas de gesso, tiras decorativas de gesso para rodapés e pilares de gesso.
Ao longo desses anos, os funcionários do centro se tornaram especialistas em tecnologia coreana de fabricação de moldes, artistas, escultores, designers e programadores, transformando-se em talentos que adquiriram diversos conhecimentos e habilidades técnicas e são capazes de desempenhar o trabalho de duas ou três pessoas.
Nesse processo, desenvolveram um método de produção de cascas de cúpula utilizando gesso, que foi registrado como tecnologia prática e recebeu a primeira patente. A tecnologia é muito apreciada pelos clientes que a introduziram, pois apresenta custos de produção e construção mais baixos, processo de trabalho mais simples e prazo de construção mais curto que o método tradicional de construção úmida, além de economizar consideravelmente mão de obra e materiais em comparação com este.
O centro desenvolveu um sistema de controle de elevadores sem fios isolados com borracha, um produto tecnológico que economiza custos e energia, obtendo a segunda patente. No ano passado, desenvolveu uma placa de fixação utilizando um corpo de radiação infravermelha distante e recebeu a terceira patente.
"Quando trabalhamos arduamente com fervor patriótico para contribuir, ainda que um pouco, para o desenvolvimento econômico do país e a melhoria das condições de vida do povo, e produzimos mais criações das quais podemos nos orgulhar como nossas, com nossos próprios esforços, tecnologia e recursos, até mesmo uma pequena unidade pode se tornar uma unidade necessária que realiza um grande trabalho para o país", disse Pak Kwon Il.
Eternizando o nobre espírito dos mártires antijaponeses
Por ocasião do 81º aniversário da libertação da pátria, o estimado camarada Kim Jong Un visitou, no último dia 14 de agosto, o Cemitério de Mártires Revolucionários no Monte Taesong.
Ele guardou silêncio em memória dos mártires revolucionários que dedicaram sua preciosa vida à sagrada luta pela soberania, independência e prosperidade da pátria e confirmou que a causa do grande povo coreano, que herda de geração em geração o espírito revolucionário e a nobre concepção de vida dos combatentes, será sempre vitoriosa.
Transcorreram mais de 80 anos desde que todo o território da pátria transbordava de júbilo e emoção pela libertação do país, mas até hoje nosso povo celebra esse acontecimento não apenas como um acontecimento de independência da colônia, mas também como uma realização memorável para muitas gerações, pois foi alcançado pela nobre alma e pelo sacrifício do povo coreano.
A dominação colonial do imperialismo japonês está registrada como uma história de martírio do povo coreano e, ao mesmo tempo, como uma história de rebeldia escrita com sangue por uma nação de forte patriotismo e orgulho que jamais admite a injustiça.
Com todas as suas repressões e barbaridades sem precedentes destinadas a suprimir a alma e o espírito da Coreia, o imperialismo japonês não pôde eliminar seu firme espírito de independência.
A luta armada desenvolvida pelos destacados filhos e filhas do povo coreano contra o império japonês foi uma resistência sangrenta até a morte, na qual suportaram duras provações e dolorosos sacrifícios, assumindo sobre si o destino da pátria e das gerações descendentes.
A libertação do país jamais é um acontecimento inventado pelo curso da história, mas uma vitória do espírito independente conquistada por todo um povo que se opôs ao imperialismo japonês à custa de grandes sacrifícios; eis o caráter revolucionário e o significado político de nossa causa da libertação.
A partir de 15 de agosto, nosso povo recuperou tudo: a soberania, o território, os recursos naturais, a história e a cultura. Teve toda a possibilidade de desfrutar da liberdade e forjar seu destino e, de cabeça erguida, empreendeu a grande obra de fundação do Estado que proporcionaria seu desenvolvimento democrático e sua felicidade.
15 de agosto é o dia da vitória em que se realizou o anseio de liberdade e independência de nossa nação e, ao mesmo tempo, o início da luta para pôr fim à história de martírio e erguer uma potência.
Nosso povo celebra todos os anos o dia de sua libertação depois de construir, com sua luta, força e inteligência, um país poderoso e próspero, tal como desejavam os mártires revolucionários.
Em seu discurso proferido na cerimônia comemorativa do 80º aniversário da libertação da pátria, o camarada Kim Jong Un afirmou: "Este país, erguido por um grande povo e cultivado por este, avança vigorosamente rumo à prosperidade em meio a severos desafios e dificuldades. A dignidade e a grande história gloriosa do povo coreano brilharão para sempre de geração em geração."
Hoje, nosso povo acelera a marcha para o desenvolvimento integral do socialismo, seguindo a direção do camarada Kim Jong Un.
Yang Ryon Hui
Crescem os futuros atletas de taekwondo
O entusiasmo por amar e aprender taekwondo é incomum não apenas entre os adultos, mas também entre os jovens estudantes.
É o caso dos integrantes do grupo de taekwondo da Escola Primária Kansong, no distrito de Phyongchon.
Embora tenham se passado apenas alguns anos desde a organização do grupo, seus integrantes conquistaram vitórias consecutivas, em três ocasiões, de 2023 até o ano passado, nas competições masculinas de taekwondo da categoria de escolas primárias dos Jogos Nacionais de Esportes de Crianças Escolares.
Ao observar o processo de suas competições, especialistas em taekwondo avaliaram que, embora sejam jovens, os estudantes executam os movimentos com precisão e podem ser considerados de nível profissional, sendo atletas com grandes perspectivas.
Por trás dessa avaliação está o esforço do professor de educação física Kim Il U.
Ele possui o 4º dan de mestre da Federação Internacional de Taekwondo e qualificação de árbitro internacional (categoria A). Há uma razão para ter se formado na Universidade de Educação Física da Coreia e se tornado professor de educação física de escola primária. Como começou a praticar taekwondo apenas no ensino secundário, seu corpo não acompanhava seus desejos e ele passou a enfrentar dificuldades na execução dos movimentos. Tendo experimentado pessoalmente que, assim como nas demais modalidades, dominar corretamente os movimentos técnicos básicos desde a escola primária é uma questão extremamente importante na formação de futuros atletas de taekwondo, ele se ofereceu voluntariamente para trabalhar como professor de educação física de escola primária.
Entretanto, a realidade não se desenrolou facilmente conforme seu desejo.
Os estudantes, inocentes e cheios de curiosidade, frequentemente se distraíam enquanto aprendiam os movimentos e acabavam brincando. Não era possível resolver o problema por meio de métodos de ensino baseados apenas na transmissão mecânica.
O professor Kim Il U continuou refletindo profundamente, procurando conhecer em detalhes o caráter, a constituição física e as características psicológicas de cada integrante do grupo.
Considerando as características de personalidade das crianças, que tinham pouca resistência, ele introduziu gradualmente diferentes métodos de treinamento capazes de desenvolvê-las ativamente.
Por meio da exibição de vídeos que registravam os atletas de taekwondo de nosso país conquistando vitórias em competições internacionais e da leitura de livros históricos, entre eles "História dos Mestres das Artes Marciais da Coreia", procurou incutir-lhes o espírito patriótico. Explicava de maneira fácil de compreender as cores e os significados do uniforme e da faixa, bem como o significado contido nos tul do taekwondo, e, por meio de perguntas e respostas, elevava continuamente sua capacidade de compreensão.
Além disso, mesmo ao demonstrar um único movimento de tul, explicava-o relacionando-o a fenômenos e objetos concretos, para que os próprios estudantes compreendessem o princípio do movimento e o assimilassem.
Nesse processo, a capacidade de compreensão e o desejo de treinar dos integrantes do grupo foram aumentando gradualmente, o que logo levou às vitórias nas competições.
A competição masculina de taekwondo da categoria de escolas primárias dos Jogos Nacionais de Esportes de Crianças Escolares de 2025 foi muito acirrada, mas os integrantes do grupo, utilizando as técnicas que haviam aperfeiçoado durante os treinamentos cotidianos, venceram equipes adversárias nada fáceis e conquistaram o primeiro lugar.
Atualmente, continua aumentando o número de estudantes que desejam ingressar no grupo de taekwondo desta escola.
Kim Song Gyong
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Onde está a origem dos atos terroristas que se alastram?
Os sequestros e atos terroristas que se alastram em várias partes da África tornaram-se a maior dor de cabeça para os países deste continente que aspiram ao seu próprio desenvolvimento e prosperidade.
Há pouco tempo, ocorreu um incidente em que bandidos armados atacaram uma aldeia na região norte de Camarões. Segundo informações, oito moradores foram mortos e um ficou ferido. Nessa região, atos terroristas têm se alastrado desde 2014, causando grandes perdas humanas e materiais.
Na região norte de Camarões, grupos extremistas frequentemente invadem a área e realizam atos criminosos como sequestros e terrorismo.
No estado de Kaduna, na Nigéria, no dia 26 de julho, bandidos armados não identificados atacaram uma aldeia e mataram mais de 30 moradores. Os bandidos dispararam indiscriminadamente contra as pessoas e atearam fogo às casas e lojas.
Os atos terroristas também continuam sendo cometidos na região do Sahel.
No Níger, em julho passado, ocorreu um ataque terrorista contra as forças de defesa e segurança na região de Téra, no oeste do país, causando a morte de 16 soldados e ferindo 23.
No Mali, em abril, um alto comandante militar foi atacado e morto por terroristas em sua residência.
É justamente na África Ocidental e na região do Sahel que os civis sofrem as maiores perdas causadas pelas forças extremistas.
Em 29 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores de Gana expressou preocupação com o aumento dos atos terroristas nessa região, afirmando: "O centro do terrorismo mundial está se deslocando do Oriente Médio para nossa região. Pelo menos 47 a 59% dos atos terroristas registrados no mundo ocorrem em nossa região."
Segundo suas palavras, nos últimos 15 anos, os ataques terroristas aumentaram 1.266%, enquanto o número de mortos aumentou 2.860%.
Então, por que os atos terroristas na África não são eliminados e continuam aumentando?
Em 21 de janeiro do ano passado, o representante permanente da Rússia junto à ONU apontou o seguinte durante uma reunião do Conselho de Segurança sobre a luta contra o terrorismo na África:
"Depois que o Ocidente realizou a invasão militar da Líbia em 2011, os países africanos enfrentaram um rápido aumento do terrorismo internacional. Naquela época, o Ocidente, sob o pretexto da doutrina da responsabilidade de proteger, destruiu o sistema estatal e a economia da Líbia. Esse acontecimento trágico criou um terreno fértil para que o potencial dos terroristas se expandisse e se fortalecesse no continente africano."
Na realidade, depois da crise da Líbia em 2011, o número de grupos extremistas aumentou rapidamente na África, e diversos atos terroristas se intensificaram.
Em particular, a situação está se tornando cada vez mais sombria porque as forças terroristas extremistas e os grupos criminosos transnacionais da África Ocidental e da região do Sahel estão fortalecendo sua cooperação e cometendo desenfreadamente diversos atos criminosos.
Sob o pretexto de impedir os horríveis atos criminosos terroristas que ocorrem em várias partes da África, os países ocidentais impuseram sua presença militar aos respectivos países. Entretanto, vários países africanos perceberam que o objetivo da presença militar dos países ocidentais não era a luta contra o terrorismo, mas sim realizar uma neocolonização de seus países sob esse pretexto, monopolizar seus recursos e obter benefícios próprios, e tomaram medidas para retirar as forças militares ocidentais que já estavam posicionadas e abolir suas bases militares.
A questão é: de onde os grupos terroristas que atuam nos países africanos continuam recebendo armamentos?
Segundo informações, para manter sua influência colonialista sobre a África, os países ocidentais fornecem armas e recursos financeiros a grupos criminosos e terroristas que atuam em várias regiões.
Isso mostra que a origem dos atos terroristas que se alastram cada vez mais na África está nas intrigas e maquinações das forças ocidentais, que persistentemente conspiram para transformar este continente em sua neocolônia.
Embora ainda tenham muitas deficiências em diversos aspectos, os países africanos estão fazendo esforços ativos para fortalecer o diálogo e a cooperação entre si e desenvolver capacidades independentes de combate ao terrorismo.
Kim Su Jin
A crise habitacional se agrava cada vez mais
Nos países europeus, os preços das moradias estão disparando, provocando uma grande instabilidade social.
Paris, na França, é famosa pelos altos preços das moradias.
No centro da cidade de Paris, os preços das moradias são de 285 mil a 330 mil euros para uma área de 30 m², de 475 mil a 550 mil euros para 50 m² e de 950 mil a 1,1 milhão de euros para 100 m².
Os preços das moradias nas áreas periféricas também não são muito mais baixos do que no centro da cidade. Para uma área de 30 m², os preços variam de 240 mil a 285 mil euros, para 50 m², de 400 mil a 475 mil euros, e para 100 m², de 800 mil a 950 mil euros.
A grande maioria das pessoas é absolutamente incapaz de adquirir moradias a preços tão elevados e, por isso, recorre ao aluguel, mas os aluguéis também não são nada baixos. O aluguel médio das moradias em Paris e nas áreas circundantes aumentou cerca de quatro vezes entre 1984 e 2020, o que representa quase o dobro do aumento dos salários.
As camadas de baixa renda carregam o enorme peso de ter de gastar cerca de metade de sua renda mensal com o aluguel da moradia. Além disso, os aluguéis continuam aumentando até níveis difíceis de suportar, fazendo crescer a ansiedade e o descontentamento dos moradores.
Especialistas analisam que os problemas dos preços das moradias e dos aluguéis podem exercer uma grande influência não apenas sobre a vida dos indivíduos, mas também sobre o mercado de trabalho e a economia regional da região metropolitana.
Em Portugal, o problema habitacional também se apresenta de forma grave.
De acordo com os dados divulgados pelo órgão estatístico do país, no ano passado os preços das moradias aumentaram 17,6% em relação ao ano anterior, alcançando o nível mais alto de toda a União Europeia.
Nas cidades e regiões costeiras, os capitalistas continuam elevando os preços das moradias sob o pretexto de promover o turismo, tornando ainda mais sombrias as condições de vida dos trabalhadores.
Em muitos países, tornou-se algo corriqueiro que pessoas sem moradia, obrigadas a vagar pelas ruas, lamentem sua situação desafortunada e se lancem sem hesitação pelo caminho do crime.






