sábado, 26 de setembro de 2026

Pak Song Bong

O camarada Pak Song Bong foi um destacado quadro do Partido do Trabalho da Coreia que dedicou toda a sua vida à causa revolucionária do Juche. Nascido em 1932, formou-se na Escola Revolucionária de Mangyongdae e, em 1951, foi enviado para estudar na Romênia, onde se especializou em engenharia. Após retornar à Coreia, trabalhou em diferentes órgãos do Partido, adquirindo ampla experiência nos setores de organização, educação científica e indústria mecânica.

A partir da década de 1970, desempenhou importantes funções no Comitê Central do Partido, tornando-se membro suplente em 1981 e membro efetivo em 1983. Em 1986, foi nomeado primeiro vice-diretor do Departamento de Ciência e Educação e, em 1988, assumiu o cargo de primeiro vice-diretor do Departamento da Indústria de Munições. Recebeu por duas vezes a Ordem Kim Il Sung, em reconhecimento aos seus serviços ao Partido, ao Estado e à revolução.

Durante o difícil período da "Marcha Árdua", trabalhou intensamente para impulsionar a produção e normalizar o funcionamento das fábricas e empresas, percorrendo diferentes regiões do país. Ocupando uma posição responsável nos órgãos econômicos do Partido e do Estado, dedicou-se ao desenvolvimento da construção socialista e ao fortalecimento das capacidades de defesa do país, contribuindo para superar as dificuldades enfrentadas pela revolução naquele período.

Pak Song Bong faleceu repentinamente em 20 de fevereiro de 2001, aos 69 anos. Em seu obituário, o Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia destacou sua fidelidade ao Partido e sua dedicação à construção socialista e à defesa nacional. O camarada Kim Jong Il enviou uma coroa ao seu féretro e posteriormente o descreveu como um verdadeiro camarada revolucionário e companheiro de armas que servira fielmente ao Partido desde o início de sua trajetória revolucionária até os últimos momentos de sua vida. 

Jon Pyong Ho

O camarada Jon Pyong Ho foi um veterano revolucionário que dedicou toda a sua vida à causa revolucionária do Juche, servindo fielmente à direção do Partido e do Líder. Nascido em 20 de março de 1926, no condado de Jonchon, província de Jagang, em uma família camponesa pobre, após a libertação da Coreia tornou-se um importante quadro do Partido e dedicou-se ao desenvolvimento da indústria de defesa.

A partir de outubro de 1945, serviu na guarda sob os cuidados do grande Líder camarada Kim Il Sung e da heroína da guerra antijaponesa Kim Jong Suk, participando da defesa do quartel-general da revolução. Durante a Guerra de Libertação da Pátria, trabalhou na indústria de munições, ocupando sucessivamente os cargos de engenheiro de processo, diretor de departamento e engenheiro-chefe de uma fábrica de armamentos, contribuindo para garantir a produção de munições e a vitória na guerra.

A partir de 1970, desempenhou importantes funções no Partido e no Estado, incluindo as de vice-diretor e diretor de departamento e secretário do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia. Também foi diretor do Bureau Político do Gabinete e secretário-chefe do Comitê do Partido do Gabinete. Nessas funções, contribuiu para o fortalecimento das capacidades de defesa do país e para a implementação da linha do Partido de desenvolver simultaneamente a construção econômica e as forças de defesa. Foi também membro do Bureau Político do Comitê Central do Partido, deputado à Assembleia Popular Suprema e membro da Comissão Nacional de Defesa.

A partir de maio de 2012, como curador honorário do Museu de Armas e Equipamentos do Exército Popular da Coreia, dedicou seus últimos anos à transmissão às novas gerações dos feitos realizados no setor da defesa nacional. Jon Pyong Ho recebeu altas condecorações do Estado, entre elas duas Ordens Kim Il Sung, a Ordem Kim Jong Il, o título de Herói da República duas vezes e o título de Herói do Trabalho. Faleceu em 7 de julho de 2014, aos 88 anos, vítima de um infarto agudo do miocárdio. O Partido do Trabalho da Coreia e a Comissão Nacional de Defesa realizaram um funeral de Estado, destacando que seus feitos em defesa do Partido, da revolução, do país e do povo permanecerão para sempre.

Sobre o trabalho do Comitê Central do Partido

Informe apresentado pelo camarada Kim Il Sung na 2ª Conferência da Organização do Partido do Trabalho da Coreia do Norte na província de Hamgyong Sul

21 de fevereiro de 1948

Camaradas:

Considero uma honra infinita apresentar o informe sobre o trabalho do Comitê Central do Partido na 2ª Conferência de sua Organização na província de Hamgyong Sul e desejo que os trabalhos desta Conferência sejam concluídos com êxito graças aos esforços ativos dos camaradas delegados e de todos os militantes da província.

Atualmente, nosso Partido prepara seu 2º Congresso enquanto faz o balanço do trabalho de suas organizações em todos os níveis.

Assim, pois, em que situação externa e interna nosso Partido prepara seu 2º Congresso?

Como se sabe, a Segunda Guerra Mundial terminou com o triunfo da União Soviética e das forças democráticas internacionais, e ocorreu uma grande mudança na situação mundial do pós-guerra.

A mudança mais importante na situação internacional após a Segunda Guerra Mundial até o presente é o rápido crescimento das forças democráticas internacionais e o visível enfraquecimento do campo imperialista.

Hoje, as forças democráticas mundiais são decididamente superiores às do período imediatamente posterior à guerra.

A União Soviética, que sofreu danos colossais na Segunda Guerra Mundial, recuperou o nível de antes da guerra e agora cumpre com êxito o quarto plano quinquenal graças à iniciativa e à luta heroica de seu povo.

Os povos de vários países do Leste e do Sudeste da Europa, emancipados durante a Segunda Guerra Mundial, liquidaram os reacionários instalados no poder e constroem o socialismo.

Se, na esteira da Segunda Guerra Mundial, o movimento operário de todos os países do mundo se encontrava em vias de crescimento, hoje ele se tornou uma força poderosa que desfere golpes contundentes contra os reacionários.

Hoje em dia, os povos de vários países coloniais e semicoloniais intensificam a luta armada contra os imperialistas e os reacionários internos pela independência e pela liberdade nacionais. Serve de exemplo o vigoroso movimento de libertação popular na Grécia e na China. O Exército Popular de Libertação da Grécia, após libertar muitas regiões de seu país, estabeleceu o governo da Grécia livre, enquanto o Exército Popular de Libertação da China libertou quase inteiramente a região nordeste, passando a uma ofensiva ativa.

Depois da guerra, também cresceram e se fortaleceram rapidamente o poder dos partidos comunistas de todos os países e das organizações democráticas internacionais. Os partidos comunistas da Romênia, Bulgária, Itália, França e de muitos outros países aumentaram consideravelmente suas fileiras em comparação com o período imediatamente posterior à Segunda Guerra Mundial. Atualmente, a Federação Sindical Mundial conta com 90 milhões de membros, a Federação Democrática Internacional das Mulheres com 86 milhões e a Federação Mundial da Juventude Democrática com 50 milhões.

Todos esses fatos testemunham o decisivo fortalecimento das forças democráticas internacionais no pós-guerra.

Depois da guerra, o campo imperialista, liderado pelo imperialismo ianque, encontra-se em dificuldades.

Os imperialistas ianques, embora tenham ocupado o primeiro lugar no campo imperialista depois da Segunda Guerra Mundial graças ao fato de terem desfrutado de condições relativamente favoráveis durante esta, são odiados pelos povos do mundo porque revelam cada vez mais sua natureza agressiva. Os imperialistas estadunidenses, que haviam obtido lucros colossais durante a guerra, procuraram no pós-guerra alcançar a supremacia no mundo com novas ambições expansionistas, mas agora enfrentam uma grave crise econômica devido às suas próprias contradições. A fim de ocultar sua vulnerabilidade, incitam uma nova guerra e violam brutalmente os acordos e convenções internacionais, inclusive nas Nações Unidas.

Também a Inglaterra e a França, embora tenham sonhado com um novo desenvolvimento após a Segunda Guerra Mundial como países vitoriosos, encontram-se agora subjugadas pelo "dólar" dos imperialistas estadunidenses.

Como se pode ver, a situação internacional no pós-guerra se encaminha em favor das forças democráticas e se desenvolve no sentido de que o campo democrático adquire a cada dia maior superioridade na luta entre a democracia e a antidemocracia.

Essa mudança na situação internacional também se reflete nitidamente em nosso país.

Se as forças democráticas de nosso país estavam em vias de crescimento após a guerra mundial, agora se tornaram forças determinantes que mantêm firmemente em suas mãos os destinos da pátria. Isso se expressa claramente no crescimento e fortalecimento do potencial de todo o povo trabalhador da Coreia e de nosso Partido.

A população trabalhadora do Norte da Coreia, unida compactamente, empenha-se na construção democrática, enquanto a do Sul luta contra os imperialistas ianques, rejeitando todas as suas conspirações e perseguições. Esta realizou a Resistência Popular de Outubro e a greve geral de março e hoje luta corajosamente contra a "Comissão Provisória da ONU para a Coreia".

Junto com o crescimento do potencial do povo trabalhador, cresceu e se fortaleceu também o de nosso Partido.

Se, por ocasião de sua fundação, contava apenas com vários milhares de membros, nosso Partido conta agora com centenas de milhares, tornando-se o destacamento fundamental dos operários, camponeses e intelectuais trabalhadores. Depois da libertação, nosso Partido desempenhou o papel de vanguarda na difícil luta para estabelecer o Poder popular, criar organizações de massas, fundar o Exército Popular destinado a salvaguardar a pátria e o povo, formar os corpos de segurança e edificar a economia nacional. Realmente, realizou brilhantes feitos na construção de uma nova pátria.

Atualmente, nosso Partido figura por legítimo direito entre as fileiras das forças democráticas internacionais e tornou-se o maior partido de massas da Coreia, que decide os destinos da nação, um partido poderoso que desfruta do amor do povo e mantém estreitos laços com ele.

O que devemos resumir às vésperas do 2º Congresso do Partido, numa situação em que as forças democráticas crescem e as reacionárias se debilitam, tanto no exterior como no interior do país, é como nosso Partido se tornou um partido grande e poderoso, profundamente enraizado nas massas.

Isso se deve, antes de tudo, ao fato de que nosso Partido foi constituído, em sua espinha dorsal, por autênticos patriotas que combateram durante longo tempo contra o imperialismo japonês.

Nosso Partido herdou as tradições revolucionárias dos autênticos comunistas da Coreia, criadas no curso da Luta Armada Antijaponesa. Numa época em que os imperialistas japoneses faziam esforços desesperados para exterminar nossa nação, os verdadeiros comunistas da Coreia combateram contra eles de armas na mão e, sob sua influência, eclodiram greves nas fábricas e lutas dos arrendatários no campo. Após a libertação, fundamos o Partido tendo como núcleo os comunistas forjados no calor da luta contra os imperialistas japoneses, comunistas que desfrutavam do respeito e do carinho do povo. Por essa razão, nosso Partido tornou-se um partido que desfruta, mais do que qualquer outro, do carinho e do respeito do povo da Coreia e que mantém com ele vínculos profundos.

A transformação de nosso Partido em um partido grande e poderoso, profundamente enraizado nas massas, deve-se também ao fato de que sua linha era correta e de que serviu abnegadamente ao povo trabalhador.

Imediatamente após a libertação, surgiram em nosso país partidos políticos com diferentes linhas.

Os pró-japoneses que, no passado, em conluio com os imperialistas japoneses, empurravam os filhos e filhas do povo coreano para a guerra de agressão, criaram, depois da libertação, o ultrarreacionário Partido Democrático da Coreia do Sul, em cumplicidade com a camarilha do traidor Ri Sung Man. Assim, após a libertação, embora em nosso país tenha sido criado nosso Partido, organizado com patriotas que lutaram pela pátria e pelo povo, surgiu também esse partido, constituído por lacaios dos imperialistas japoneses e estadunidenses.

Depois da libertação, os reacionários da Coreia do Sul passaram a servir a novos amos, os imperialistas ianques, em lugar dos japoneses. Há muito tempo, os imperialistas estadunidenses vinham tentando agredir a Coreia e pavimentavam o caminho para a agressão, enviando missionários ao nosso país. Não é de modo algum casual que hoje defendam os elementos pró-japoneses e pró-ianques.

Então, que linha política traçou nosso Partido, o mais patriótico e progressista, que luta pelo povo coreano, em contraste com o Partido Democrático da Coreia do Sul, que procura transformar nossa pátria em uma colônia dos Estados Unidos?

Quando fundamos o Partido, depois da libertação, já estabelecemos como principal tarefa política a fundação de uma República popular democrática, para construir um Estado soberano e independente, rico e poderoso, e definimos as seguintes tarefas imediatas:

Primeiro: empenhar-se em estabelecer uma República popular democrática, garantindo a completa soberania e independência de nossa nação e reunindo as amplas forças patrióticas e democráticas mediante a formação de uma frente unida nacional democrática que abrangesse todos os partidos políticos e grupos de caráter patriótico e democrático.

Segundo: facilitar o desenvolvimento democrático de nossa nação, liquidando consequentemente os remanescentes das forças do imperialismo japonês, os lacaios da reação internacional e todos os demais elementos reacionários, que constituem o maior obstáculo à construção de um país democrático.

Terceiro: consolidar a principal base da construção de um Estado democrático e independente, organizando, antes de tudo, o comitê popular, genuíno Poder do povo, em todas as regiões, realizando as reformas democráticas que fossem possíveis, restaurando toda a economia nacional, como as fábricas e empresas destruídas pelos imperialistas japoneses, e elevando o nível de vida material e cultural do povo, com vistas a estabelecer um governo provisório democrático e unificado para toda a Coreia.

Quarto: ampliar e consolidar ainda mais o Partido e impulsionar vigorosamente o trabalho das organizações sociais para organizar as massas de todos os setores e uni-las em torno do Partido, a fim de realizar todas essas tarefas.

Essa foi uma linha política correta, adequada à realidade de nosso país.

Nosso Partido lutou ativamente para concretizar fielmente essa linha política. Mas o processo dessa luta não foi de modo algum fácil e tranquilo. Enfrentou muitas dificuldades. Uma das maiores foi a criação de condições diametralmente opostas no Norte e no Sul devido à divisão de nosso país. Outra dificuldade foram as maquinações de elementos estranhos, faccionistas e oportunistas de esquerda e de direita infiltrados no Partido.

Após a libertação, os oportunistas de esquerda infiltrados em nosso Partido não compreenderam a realidade irrefutável de que, na metade da pátria, estavam estacionadas as tropas do imperialismo ianque e permaneciam intactos os sinistros remanescentes das forças do imperialismo japonês, nem compreenderam a intenção agressiva do imperialismo ianque de transformar a Coreia em sua colônia, tampouco entenderam a necessidade de fundar uma frente unida nacional democrática, agrupando todas as forças opostas ao imperialismo, e desenvolver uma luta comum contra os imperialistas ianques e os remanescentes das forças do imperialismo japonês, com vistas a construir um Estado democrático unificado. Lançaram a palavra de ordem de "implantar o soviete" na Coreia do Norte. Estavam contagiados pelo "infantilismo de esquerda" e proliferaram sobretudo na província de Hamgyong Sul.

Sustentando que nosso país só poderia desenvolver-se livremente quando os imperialistas ianques fossem expulsos da Coreia e os remanescentes das forças do imperialismo japonês fossem liquidados, consolidando a frente unida e agrupando todas as forças anti-imperialistas, nosso Partido travou uma batalha sem quartel contra os oportunistas de esquerda, que manobravam para estabelecer, sem mais nem menos, um poder de tipo "soviético" na Coreia do Norte, deixando de lado a luta contra os imperialistas ianques e os remanescentes das forças do imperialismo japonês.

No seio de nosso Partido também surgiram oportunistas de direita. Estes não sabiam que, para consolidar a Frente Unida Nacional Democrática, era preciso fortalecer nosso Partido, destacamento de vanguarda do povo trabalhador, e que, sem isso, era impossível fortalecer as forças democráticas. Em vez de se empenharem em consolidar nosso Partido, aproveitando a situação favorável criada na Coreia do Norte, depositaram suas esperanças em Seul, ocupada pelos imperialistas ianques. Assim, precisamente, comportaram-se alguns indivíduos, mais exatamente, Jong Tal Hon, Ri Ju Ha, etc., que se alistaram nas organizações do Partido na província de Hamgyong Sul e na cidade de Wonsan. Assim que os imperialistas ianques entraram em Seul, substituindo os japoneses, previmos que reprimiriam as forças democráticas. Nossa previsão não estava errada: os imperialistas estadunidenses começaram a reprimi-las no mesmo dia em que chegaram a Seul. Apesar disso, os oportunistas de direita se opuseram ao fortalecimento das forças democráticas, mantendo os olhos voltados apenas para o "centro de Seul", que estava sob a repressão do imperialismo ianque.

Os elementos estranhos, os faccionistas, infiltrados em nosso Partido, tentaram separá-lo do povo e manobraram para dividi-lo, criando grupos regionais. Também se opuseram à orientação de nosso Partido de reorganizar a União da Juventude Comunista em Juventude Democrática. Por acaso teríamos podido reunir os 1 milhão e 300 mil jovens em torno de nosso Partido se não tivéssemos reorganizado a União da Juventude Comunista em Juventude Democrática e a tivéssemos deixado como sustentavam os faccionistas e oportunistas? Naturalmente, não teríamos conseguido isso.

Os oportunistas e os faccionistas não cumpriram devidamente nenhuma das decisões e disposições do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte. Isso obstruiu grandemente a construção de uma nova Coreia democrática e o desenvolvimento de nosso Partido.

Nosso Partido não podia deixar esse fenômeno passar despercebido. Por isso, convocou a 3ª Reunião Ampliada de seu Comitê Executivo e tomou medidas para combater resolutamente esse fenômeno e esmagar impiedosamente esses elementos estranhos. Junto com isso, fizemos nosso Partido desenvolver-se tendo como núcleo a classe operária, após eliminar de suas fileiras os elementos espúrios mediante a entrega de uma carteira única e incorporar em seu seio grande número de elementos progressistas de origem operária e camponesa pobre.

Desde então, o trabalho de nosso Partido e as atividades de seus membros tomaram o rumo adequado, transformando-o em um partido poderoso, capaz de realizar grandes obras. Em outras palavras, desde então foram estabelecidos o sistema e a disciplina organizativos de transmitir com exatidão as decisões e indicações do Comitê Central até as células; a vida orgânica partidista foi fortalecida e os militantes chegaram a compreender claramente o que são as células e que trabalho devem realizar.

Desse modo, nosso Partido pôde agrupar monoliticamente ao seu redor centenas de milhares e milhões de pessoas em um curto espaço de tempo e desempenhar um papel fundamental e básico na realização das reformas democráticas e na consolidação da Frente Unida Nacional Democrática e do Comitê Popular.

Camaradas:

Desde o primeiro dia de sua fundação, nosso Partido prestou profunda atenção à solução do problema do poder.

À medida que os órgãos do Poder popular eram estabelecidos e desenvolvidos em todas as regiões, nosso Partido traçou a orientação de criar um organismo central, que deveria dirigir de maneira unificada os comitês populares locais de todos os níveis. A reunião consultiva de representantes dos partidos políticos e organizações sociais de caráter democrático, departamentos administrativos e comitês populares, convocada em fevereiro de 1946, apoiou e aprovou integralmente essa orientação de nosso Partido e estabeleceu o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte.

O Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte promulgou 11 tarefas imediatas, cujo conteúdo principal consistia em questões relativas à consolidação dos comitês populares locais, à liquidação consequente dos elementos pró-japoneses e reacionários, à realização das reformas democráticas, à restauração das fábricas e empresas e à melhoria da vida do povo.

As organizações do Partido em todos os níveis e todos os seus militantes deram um bom exemplo no cumprimento das 11 tarefas imediatas e das medidas do comitê popular. Isso porque nossos militantes sabiam bem que o comitê popular é o poder do povo trabalhador, um poder que representa os interesses da classe operária. Em especial, nosso Partido desempenhou um papel exemplar na aplicação da Plataforma de 20 Pontos, publicada pelo Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte. Como essa Plataforma correspondia plenamente à linha política de nosso Partido, ao desenvolvimento democrático da pátria e aos interesses do povo trabalhador, mobilizamos todas as forças para concretizá-la.

Devido ao fato de nosso Partido ter apoiado o Poder popular, as forças democráticas se fortaleceram, elevou-se o prestígio do comitê popular, que goza da confiança e do apoio cada vez maiores de todo o povo, que reconhece nele seu poder.

Depois de criar o órgão central do poder, nosso Partido entrou na etapa das reformas democráticas.

O primordial destas era resolver o problema da terra.

As relações feudais de posse da terra constituíam um grande obstáculo ao desenvolvimento democrático de nossa nação. No passado, em nosso país, com uma sociedade colonial e semifeudal atrasada, mais de 80 por cento da população era camponesa. No entanto, os latifundiários, que representavam apenas 4 por cento das famílias camponesas do Norte, possuíam 58,2 por cento de todas as terras. Sem liquidar essas relações feudais de posse da terra e os vestígios do imperialismo japonês no campo, era impossível fomentar a economia rural e democratizar o país.

Tendo em vista que o desenvolvimento da sociedade e os camponeses o exigiam com urgência, nosso Partido decidiu realizar a reforma agrária. Embora tenha sido realizada com facilidade, foi a primeira e grande reforma democrática, cujo conteúdo revolucionário consistia em varrer a classe dos latifundiários feudais e desenvolver a sociedade coreana de maneira qualitativa e acelerada.

Quais foram as características dessa grande reforma agrária?

Primeiro, foram confiscadas, sem indenização, as terras dos imperialistas japoneses, dos elementos pró-japoneses e dos traidores da nação, bem como as dos latifundiários com mais de cinco hectares e as que eram dadas em arrendamento permanente, e foram distribuídas gratuitamente entre os camponeses trabalhadores.

Segundo, para realizar com êxito a reforma agrária, foram organizados mais de 11.500 comitês rurais, que tinham como estrutura os camponeses pobres e os peões agrícolas, de modo que os camponeses que trabalhavam a terra passaram a ser os protagonistas da reforma agrária.

Terceiro, os latifundiários, despojados de suas terras, foram transferidos para outras regiões, a fim de evitar que exercessem influência sobre os camponeses, e foram expropriadas suas moradias, implementos agrícolas, animais de tração, sementes, etc.

Quarto, a reforma agrária foi realizada no curto prazo de pouco mais de 20 dias.

Graças à reforma agrária, foram distribuídos gratuitamente 981.390 hectares entre 724.522 famílias camponesas sem terra ou com pouca terra.

Com a reforma agrária, os camponeses pobres, a absoluta maioria do campesinato, melhoraram sua vida cultivando sua própria terra, a produção agrícola cresceu vertiginosamente, a economia rural desenvolveu-se e a unidade entre operários e camponeses fortaleceu-se ainda mais.

Com a reforma agrária, nosso Partido cresceu numericamente e consolidou-se ainda mais. Depois de realizada esta, milhares de camponeses pobres ingressaram em nosso Partido, em cuja composição os membros de origem operária e camponesa pobre passaram a representar uma proporção esmagadora.

O êxito da reforma agrária não veio por si só, sem nenhum obstáculo. Foi acompanhado por uma séria luta ideológica dentro do Partido e por uma cruenta luta de classes contra os reacionários.

Um funcionário que foi à província de Phyongan Norte para dirigir a reforma agrária cometeu erros esquerdistas e direitistas, como confiscar a terra dos camponeses médios, coisa proibida, e não transferir de lugar, como deveria, os latifundiários; alguns funcionários que foram à província de Hwanghae cometeram o erro direitista de não expropriar as terras dos latifundiários que o mereciam. Todos esses erros provinham da falta de uma posição de classe. Por isso, nosso Partido travou uma batalha ideológica intransigente contra tais fenômenos.

No curso da reforma agrária, os reacionários utilizaram todo um arsenal de intrigas. No condado de Anak, na província de Hwanghae, alguns latifundiários tinham preparado fuzis, metralhadoras, etc. para enfrentar a reforma agrária; no condado de Phyonggang, na província de Kangwon, os reacionários perpetraram atos terroristas; em Hamhung, os ociosos, impelidos pela demagogia dos latifundiários, levantaram-se contra a reforma agrária. Apesar desses erros esquerdistas e direitistas e das manobras dos reacionários, a reforma agrária foi concluída com êxito em um curto espaço de tempo, porque nosso Partido organizou e desenvolveu corretamente a luta ideológica em seu seio para superar tais erros e a luta de classes para esmagar as tentativas dos reacionários.

Depois de resolver com êxito o problema da terra, nosso Partido colocou como tarefa urgente pôr em vigor a Lei do Trabalho e um sistema tributário democrático, bem como resolver o problema feminino.

Com a promulgação da Lei do Trabalho, foram estabelecidas a jornada de 8 horas e um sistema de seguro social. Isso não puderam alcançar os operários dos Estados Unidos, da Inglaterra e de outros países capitalistas nem com dezenas de anos de luta, pois só é realizável em uma sociedade onde o povo é mestre de seu país. A aplicação dessa Lei melhorou rapidamente a vida material e cultural dos operários e empregados.

Depois da Lei do Trabalho, foram implantados o sistema de imposto agrícola em espécie e a Lei da Igualdade dos Direitos do Homem e da Mulher. Graças a esta, as mulheres livraram-se dos grilhões da desigualdade feudal e colonial aos quais estiveram submetidas durante longo tempo.

Em 10 de agosto de 1946, todas as fábricas, empresas, minas, transportes ferroviários, comunicações, bancos, etc. pertencentes aos imperialistas japoneses e aos traidores da nação foram nacionalizados e transformados em propriedade do povo. Graças à nacionalização das principais indústrias, mais de 90 por cento das fábricas, empresas e outros estabelecimentos industriais da Coreia do Norte passaram a ser patrimônio do povo e do Estado; o povo começou a participar da gestão da economia estatal, com o que a produção aumentou bruscamente.

Uma vez realizadas com êxito as reformas democráticas, nosso Partido deparou-se com a tarefa de consolidar e desenvolver os comitês populares em todos os níveis para consolidar e promover ainda mais os êxitos dessas reformas. Por isso, realizou eleições para membros dos comitês populares em todos os níveis de 3 de novembro de 1946 a 5 de março de 1947 e formou as assembleias populares em todos os níveis.

Nosso Partido mobilizou todas as suas forças para a campanha dessas eleições. Somente por ocasião das eleições de 3 de novembro, enviou mais de 830 mil propagandistas às diferentes regiões e mobilizou para a campanha eleitoral um total de mais de 38 milhões e 800 mil pessoas.

Como resultado das primeiras eleições democráticas, os comitês populares em todos os níveis foram constituídos por representantes de todas as classes e camadas do povo e foram legitimados pela lei. Dos 3.459 membros dos comitês populares de província, cidade e condado, 510 — 14,7 por cento — eram operários; 1.256 — 36,4 por cento — camponeses; 1.056 — 30,5 por cento — empregados; 311 — 9 por cento — homens de cultura; 145 — 4,2 por cento — comerciantes; 73 — 2,1 por cento — empresários; 94 — 2,7 por cento — religiosos; e 14 — 0,4 por cento — ex-latifundiários. Dos 237 deputados à Assembleia Popular da Coreia do Norte, 52 eram operários, 62 camponeses, 56 empregados, 36 intelectuais e 31 de outras esferas. Devem saber claramente que a constituição dos comitês populares em todos os níveis por representantes da classe operária e de todas as demais classes e camadas do povo é fruto da política de frente unida de nosso Partido.

Tendo em vista que na Coreia do Sul os imperialistas estadunidenses manobravam abertamente para colonizar nossa pátria, apresentou-se à população norte-coreana a tarefa de consolidar a base democrática e fundar suas próprias forças armadas para defender a pátria. Daí que nosso Partido tenha redigido a Constituição Provisória da República Popular Democrática da Coreia e fundado o Exército Popular.

Em outra época, nossa nação foi objeto, mais de uma vez, de invasões estrangeiras por não dispor de um poderoso exército. Fundamos o Exército Popular para salvaguardar firmemente a pátria e não repetir mais a amarga lição de nossos antepassados. Hoje, todos os filhos e filhas de nosso povo têm o dever de servir no Exército Popular. Isso é uma honra que nossos antepassados não tiveram.

A fundação do Exército Popular tem grande significado. Ao formá-lo com o propósito de defender de armas na mão os êxitos alcançados na Coreia do Norte graças à correta política de nosso Partido, nossa pátria já não será mais colônia de outros países. A criação do Exército Popular é, juntamente com a consolidação do Poder popular, uma grande vitória da política de nosso Partido.

Assim, com as reformas democráticas, a consolidação do Poder popular e a fundação do Exército Popular, nosso Partido preparou as condições básicas para o desenvolvimento democrático de nosso país.

Com vistas a construir um Estado soberano e independente, rico e poderoso, nosso Partido colocou como importante tarefa a edificação de uma economia nacional autossustentada e desenvolveu a luta por sua realização.

Depois de realizar as reformas democráticas, nosso Partido, reconhecendo a necessidade de planejar a economia nacional na Coreia do Norte e a possibilidade de fazê-lo, mandou elaborar o plano da economia nacional para 1947, debateu e aprovou, na 6ª Reunião de seu Comitê Central, as tarefas das organizações partidistas para cumpri-lo com êxito.

Isto é, as organizações do Partido em todos os níveis e seus membros deviam, primeiro, apoiar integralmente o plano da economia nacional e desempenhar o papel fundamental em seu cumprimento acima do previsto; segundo, explicar e divulgar amplamente entre o povo o significado desse plano e incutir nele o fervor patriótico para que cumprisse pontualmente as tarefas do plano a cada dia, a cada mês e a cada trimestre; terceiro, observar rigorosamente uma alta disciplina de trabalho e a jornada de 480 minutos, desenvolver amplamente um movimento de emulação para o aumento da produção e esforçar-se para elevar o nível técnico e reduzir o preço de custo; quarto, pôr em movimento ativo todas as organizações sociais para cumprir as tarefas do plano; e quinto, desenvolver amplamente a formação política partidista e o trabalho cultural entre as massas.

Graças ao fato de nosso Partido ter traçado essas tarefas e se empenhado grandemente em levá-las a cabo, o plano da economia nacional para 1947 foi cumprido com êxito dentro do prazo previsto.

No ano passado, na indústria, o plano foi superado em 102,5 por cento no valor total da produção no setor estatal, e a produtividade do trabalho aumentou 51 por cento em comparação com 1946. Na agricultura, a área semeada correspondeu a 100,4 por cento da planejada e foram colhidas cerca de 170 mil toneladas de cereais a mais que em 1946. Nos transportes, o plano de transporte de cargas foi superado em 38 por cento. A circulação de mercadorias cresceu mais de 9 vezes em relação a 1946, alcançando um valor total de mais de 7.582 milhões de wons; e o número de lojas do Estado e das cooperativas de consumo aumentou em 504. O número de escolas aumentou 35 por cento e o de alunos, 26 por cento; foram editados mais de 7,5 milhões de exemplares de livros didáticos. Foi implantado o sistema de bolsas de estudo, que custeia o ensino superior de milhares de filhos do povo trabalhador, e 840 mil analfabetos aprenderam a ler e escrever nosso alfabeto. O número de pessoas que receberam assistência médica durante 1947, por meio do seguro social, chegou a mais de 1,7 milhão.

Ao cumprir o plano da economia nacional de 1947 e realizar a reforma monetária, a vida dos operários e empregados melhorou rapidamente. Por exemplo, em dezembro de 1947, o preço de mercado dos cereais caiu, em média, 27 por cento em comparação com janeiro. Este simples exemplo põe em evidência a justeza da linha de nosso Partido.

Posso afirmar com toda segurança que, se realizamos com êxito o plano da economia nacional para 1947, isso se deveu ao fato de nosso Partido ter organizado e mobilizado todos os seus militantes para a luta por seu cumprimento exitoso.

As organizações do Partido em todos os níveis fizeram o máximo de esforços para cumpri-lo com êxito, superando dificuldades de diversas índoles: envelhecimento dos equipamentos, escassez de materiais, pobreza técnica, maquinações subversivas dos elementos reacionários e sabotadores e vacilação das pessoas atrasadas.

Como organizações do Partido mais exemplares na luta pelo cumprimento do plano da economia nacional para 1947, podemos citar as da Fábrica Popular da Zona de Hungnam, da Fundição de Ferro de Hwanghae e da Fábrica de Cimento de Chonnaeri; as células da oficina de aço nº 2 da Siderúrgica de Songjin e da comuna de Niso, no condado de Anju, da província de Phyongan Sul; as organizações do Partido da Fábrica Química de Chongsu e da Mina de Carvão de Sinchang, etc. Essas entidades cumpriram magnificamente as gloriosas tarefas que lhes haviam sido atribuídas pelo Partido e pelo povo.

Poderíamos enumerar muitos outros exemplos da luta heroica desenvolvida pelos militantes do Partido. Durante o ano de 1947, na Fábrica Popular da Zona de Hungnam foram realizadas 74 invenções. As melhores foram o rolamento de rolos, a chapa de chumbo para o refino de cobre e a extração de álcool etílico com carbureto; os inventores eram todos militantes do Partido do Trabalho. Recentemente, por ocasião do segundo aniversário da fundação do Comitê Popular da Coreia do Norte, foram premiados 901 trabalhadores exemplares de todos os órgãos, dos quais 798, ou seja, 88,5 por cento, são integrantes do Partido do Trabalho. Todos esses fatos mostram que não há coisa irrealizável onde atua nosso Partido.

O cumprimento exitoso do plano da economia nacional para 1947 tem verdadeiramente grande significado. Demonstrou perante o mundo inteiro que nosso povo, recém-emancipado da situação colonial, possui capacidade suficiente para elaborar e cumprir por si só o plano da economia nacional.

Camaradas:

No curso de uma cruenta luta, dentro e fora de suas fileiras, e da realização vitoriosa das reformas democráticas, nosso Partido cresceu muito no aspecto organizativo e ideológico e consolidou-se como um poderoso destacamento de combate.

Com a consolidação de nosso Partido e a entrada de nosso país em uma nova etapa de desenvolvimento histórico, vimos a necessidade de um destacamento de vanguarda capaz de unir mais solidamente as forças das amplas massas trabalhadoras. Em outras palavras, vimos a necessidade de um poderoso destacamento de vanguarda capaz de organizar e mobilizar as amplas massas trabalhadoras para a luta pela consolidação ainda maior dos êxitos das reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte e pela aceleração da formação de um governo unificado. Isso foi resolvido somente com a fusão do Partido Comunista e do Partido Neodemocrático e a subsequente fundação do Partido do Trabalho, partido político de massas. A fusão de ambos os Partidos era indispensável e transcorreu com toda normalidade. Graças a essa fusão, nosso Partido desenvolveu-se como partido de massas.

Quais foram, então, as condições que permitiram realizar facilmente a fusão de ambos os Partidos?

Graças ao fato de que, depois da 3ª Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte, foi travada no Partido uma luta ideológica sem quartel contra as tendências esquerdistas e direitistas, asseguraram-se a unicidade ideológica e a unidade organizativa, e todos os militantes apoiaram inteiramente sua linha política. Essa foi uma das condições que permitiram a fusão exitosa de ambos os Partidos.

Se não tivéssemos desenvolvido energicamente uma luta ideológica no Partido, não teríamos realizado sem tropeços a fusão dos dois Partidos. Isso também é confirmado pela experiência da fusão dos três partidos na Coreia do Sul: o Partido Comunista, o Neodemocrático e o Popular. Sob a cruel repressão dos imperialistas ianques e dos reacionários conluiados com eles, esses partidos deveriam ter eliminado de suas fileiras os elementos estranhos mediante uma vigorosa luta ideológica, mas não fizeram isso. Por isso, a fusão dos três partidos demorou três meses na Coreia do Sul.

Outra condição que permitiu a fusão tranquila de ambos os Partidos foi que, como resultado da reforma agrária e de outras reformas democráticas, lançou-se a base econômica para a plena soberania e independência do país, cresceu a consciência política dos operários e camponeses e fortaleceu-se sua unidade.

Através da fusão, a unidade e a coesão do Partido tornaram-se ainda mais sólidas. O Congresso Constituinte do Partido do Trabalho da Coreia do Norte, aberto em 28 de agosto de 1946 em Pyongyang, foi um congresso de grande unidade, alcançada pela primeira vez na história de nosso país. Nos anais do movimento comunista da Coreia, jamais o partido havia alcançado sua completa unidade e coesão com base em uma mesma vontade.

Esse Congresso foi um marco transcendental para o desenvolvimento democrático de nosso país. Com a fundação do Partido do Trabalho da Coreia do Norte, promoveu-se a solidariedade entre operários, camponeses e empregados, e fortaleceram-se ainda mais os fundamentos do desenvolvimento democrático da pátria.

Apesar desses êxitos, também houve defeitos durante a fusão de ambos os Partidos. Aqueles que ignoravam a situação interna e as demandas reais do desenvolvimento de nosso país e os inclinados ao faccionismo e ao chauvinismo de tradição histórica opuseram-se à fusão, adotando uma atitude egoísta, negando a possibilidade da fusão do Partido Comunista com o Neodemocrático, e alguns membros deste disseram que seu Partido seria absorvido pelo Comunista. Outros, dizendo que o Partido do Trabalho não era o destacamento de vanguarda do povo trabalhador, tentaram classificá-lo como uma entidade de tipo cooperativo ou um clube que não necessita de disciplina. Alguns chegaram a sustentar que nosso Partido deveria renunciar no futuro ao marxismo-leninismo e assimilar apenas a democracia. Foi um sofisma direitista dos elementos mais estultos, alheios à classe operária.

Apesar dessas tendências e oposições errôneas, a fusão foi consumada triunfalmente e, depois, o Partido desenvolveu-se rapidamente como destacamento organizado das massas trabalhadoras. Isso se deveu ao fato de que a direção do Comitê Central do Partido foi correta e de que unimos aqueles que haviam lutado no interior e no exterior do país.

Depois da fusão, grande número de pessoas avançadas dos amplos setores de operários, camponeses e intelectuais ingressou em nosso Partido, que chegou a totalizar centenas de milhares de militantes em um curto espaço de tempo.

Mas houve casos em que algumas organizações do Partido realizaram a admissão de membros à maneira de um recrutamento ou cometeram o grave erro esquerdista de querer desempenhar o papel de partido plenipotenciário na Frente Unida Nacional Democrática. Por isso, na 6ª Reunião do Comitê Central do Partido, adotamos uma resolução para eliminar os graves erros e defeitos cometidos por algumas organizações, inspecionamos em seguida o trabalho das organizações do Partido em três províncias, realizamos posteriormente um trabalho de direção e controle das organizações de base de todo o Partido e alcançamos muitos êxitos.

Quanto à consolidação qualitativa de nosso Partido do ponto de vista de seu crescimento, o número de seus membros passou de pouco mais de 4.530, na época da 3ª Reunião Ampliada do Comitê Executivo do Comitê Central Organizador do Partido Comunista da Coreia do Norte, para mais de 366.000 no momento da fusão e ultrapassou 708.000 em janeiro de 1948; entre o total de militantes, o número dos de origem operária passou de pouco mais de 73.000 durante a fusão para mais de 143.000 atualmente; os de origem camponesa pobre, de pouco mais de 185.000 para 374.000 no mesmo período.

Se o número de células do Partido era de 26.344 no fim de junho de 1947, passou para mais de 28.000 em dezembro do mesmo ano, e o número de comitês fabris do Partido, de 121 para 144 durante o mesmo período. Na Escola Central do Partido e em suas escolas provinciais foram formados mais de 4.000 quadros; o Departamento de Propaganda e Agitação do Comitê Central do Partido editou 66 obras de estudo partidista e de propaganda, com uma tiragem de 1 milhão e 890 mil exemplares.

Podemos constatar a unidade organizativa e a consolidação ideológica de nosso Partido também nas reuniões realizadas para fazer o balanço do trabalho de suas organizações em todos os níveis por ocasião do 2º Congresso. Estas sabem avaliar corretamente seu trabalho e utilizar com acerto a crítica e a autocrítica, armas de nosso Partido. Muitos membros de origem operária foram eleitos para seus órgãos de direção. Se analisarmos a composição social dos membros recentemente eleitos para os órgãos de direção do Partido nas cidades, condados (ou regiões) das províncias de Phyongan Sul, Kangwon e Hamgyong Sul, o número de militantes de origem operária passou de 23,6 por cento antes das eleições para 49,6 por cento, e os de origem camponesa, de 23 para 32 por cento.

Depois da fusão, nosso Partido assumiu a tarefa de fortalecer e impulsionar o trabalho da Frente Unida Nacional Democrática.

Depois da fundação da Frente Unida Nacional Democrática em julho de 1946, grande força na construção de uma pátria democrática, nosso Partido fez enormes esforços para fortalecer as forças democráticas. Tendo traçado uma orientação correta acerca do trabalho dessa Frente, fortalecemos as relações com os partidos amigos, erradicando toda espécie de tendências contrárias a ela.

Nosso Partido foi bem-sucedido na tarefa de agrupar solidamente em torno de si as amplas massas de todas as classes e camadas da população.

Então, o que permitiu alcançar tal êxito?

Primeiro: mediante uma luta resoluta contra todo gênero de tendências malignas no Partido, asseguramos sua unidade ideológica, estabelecemos nele um sistema organizativo e uma disciplina rigorosa, e todos os seus militantes, unidos compactamente em torno de seu Comitê Central, permaneceram fiéis à sua direção.

Segundo: a linha e a política do Partido eram corretas. Por isso, todo o povo apoiou ativamente nosso Partido e dedicou todo o seu fervor patriótico e esforço para realizar as tarefas propostas por nosso Partido e pela Frente Unida Nacional Democrática.

Terceiro: nosso Partido consolidou-se ideologicamente e seus dirigentes se muniram da política do Partido e do marxismo-leninismo.

Quarto: levamos até a última consequência uma luta intransigente contra os reacionários. Sempre à frente do povo, nosso Partido desencadeou valente e tenazmente uma luta para desmascarar os inimigos da pátria e do povo e frustrar suas maquinações.

Realmente, no período transcorrido, nosso Partido alcançou muitos êxitos. Mas não devemos nos sentir satisfeitos com isso nem nos acomodar. Temos muitas tarefas pela frente. Em particular, hoje, quando as manobras agressivas dos imperialistas ianques se tornam mais descaradas do que nunca, enfrentamos a importante, mas urgente tarefa de fazê-las em pedaços e estabelecer uma República popular democrática. Rejeitando as manobras dos reacionários, devemos conduzir o povo adiante para fundar o quanto antes a República popular democrática.

Para esse fim, devemos dar vida a todos os pontos positivos e corrigir as deficiências o mais rapidamente possível.

Quais foram as deficiências que se manifestaram no curso de nosso trabalho?

Primeiro: falta no Partido o estilo democrático, necessário para consolidá-lo organicamente. A crítica e a autocrítica no Partido ainda são débeis. Existe a grave tendência de ignorar suas deficiências, de não querer investigá-las, nem lutar contra as deficiências alheias, mesmo quando conhecidas.

Segundo: alguns quadros não estudam profundamente seu trabalho para dominá-lo nem demonstram nele elevado senso de responsabilidade, agindo de maneira formal e burocrática.

Terceiro: não se dá formação adequada aos quadros, limitando-se apenas à sua promoção, nem se realizam em alto nível a educação política e o trabalho de propaganda e agitação.

Quarto: é débil o trabalho para consolidar a Frente Unida Nacional Democrática e pôr em ação as organizações sociais.

É preciso corrigir essas deficiências o quanto antes.

Por último, gostaria de propor algumas tarefas imediatas que nosso Partido deve realizar.

Primeiro: é preciso fortalecer o trabalho interno do Partido.

Antes de tudo, o Partido inteiro deve aguçar ainda mais a vigilância para eliminar as deficiências manifestadas em seu trabalho. As células do Partido devem orientar seus militantes a participar ativamente da vida destas, educar e formar os membros que constituem seu núcleo. As células exemplares devem esforçar-se para continuar sendo exemplares, e as atrasadas devem aprender com as avançadas.

É preciso, além disso, capacitar incessantemente os quadros do Partido, especialmente os recém-nomeados, por meio do trabalho prático e das escolas.

Também é necessário intensificar a propaganda e a educação. É preciso munir os militantes da política de nosso Partido e do marxismo-leninismo e, ao mesmo tempo, treiná-los nas técnicas necessárias à construção do país, para que sejam mestres de seus ofícios. Em especial, é preciso orientá-los a superar sua pobreza de conhecimentos sobre a gestão e a administração da economia, a aprofundar o estudo da situação econômica, da geografia, das riquezas naturais de nosso país, etc.

Desse modo, deverá ser fortalecido o trabalho interno do Partido e estabelecida nele uma rigorosa disciplina organizativa.

Segundo: é necessário consolidar a Frente Unida Nacional Democrática.

No período transcorrido, nosso Partido alcançou êxitos no fortalecimento dessa frente. Entretanto, algumas de suas organizações e militantes não trabalham bem com os partidos amigos por não terem consciência da necessidade da frente unida com eles.

O Partido Democrático é composto pela classe de pequenos proprietários, empresários, comerciantes, camponeses ricos, alguns pequeno-burgueses urbanos e outros.

Por que nosso Partido faz frente comum na luta com o Partido Democrático, um partido da classe de pequenos proprietários? Em nosso país ainda existem elementos pró-japoneses e traidores da nação; os imperialistas ianques, que ocuparam a Coreia do Sul, procuram transformar a Coreia em um mercado para suas mercadorias e destruir as bases econômicas dos empresários, comerciantes e camponeses ricos que integram o Partido Democrático. Se os imperialistas estadunidenses chegarem a escravizar a Coreia e dominá-la economicamente, os empresários, comerciantes e camponeses ricos que pertencem ao Partido Democrático cairão na pobreza e na ruína, como ocorreu durante a época do imperialismo japonês. Por isso, os membros do Partido Democrático lutam contra a política colonialista do imperialismo estadunidense e pela construção de uma nova pátria e querem marchar junto com nosso Partido nesta luta. Dadas essas circunstâncias, nosso Partido forma a frente unida e marcha junto com o Partido Democrático na luta contra os imperialistas ianques, os elementos pró-japoneses e os traidores da nação e pela construção de um Estado democrático, soberano e independente.

Mas o que devemos saber aqui é que dentro do Partido Democrático existem elementos pró-ianques que, desde antigamente, vítimas da propaganda dos imperialistas ianques, idolatram os Estados Unidos e os seguem servilmente. No passado, os imperialistas estadunidenses enviavam missionários ao nosso país sob o pretexto da religião para agredi-lo; ergueram igrejas em muitos lugares e difundiram o cristianismo e ideias de adoração aos Estados Unidos. Alguns pastores e presbíteros, subornados por essa política religiosa colonial do imperialismo ianque, infiltraram-se no Partido Democrático e, sob o pretexto da religião, cometem atos hostis contra nós.

Além disso, no Partido Democrático também existem alguns especuladores que, embora aprovem a luta contra os imperialistas estadunidenses, valorizam mais seus próprios interesses que os da pátria e do povo. Odeiam as reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte e veem com maus olhos o desenvolvimento da economia nacional. Isso porque esse desenvolvimento contradiz seus interesses e desfere golpes contra suas atividades especulativas. Por exemplo, a implantação do sistema de moeda única e o desenvolvimento da indústria estatal, que têm por finalidade consolidar a base econômica do país e assegurar a vida do povo trabalhador, restringem sua ânsia de explorar o povo.

Com exceção dessa minoria de elementos nocivos, podemos marchar ombro a ombro com a absoluta maioria dos integrantes do Partido Democrático.

O Partido Chondoista Chongu é formado em sua maioria por camponeses. Estes, como todos os demais camponeses, exigem o desenvolvimento democrático da sociedade e têm os mesmos interesses que os militantes de nosso Partido do ponto de vista de classe. Por isso, nosso Partido também forma a frente unida com o Partido Chondoista Chongu.

Mas alguns preguiçosos do campo e da cidade, infiltrados nele, confundem a política do Partido e tentam realizar ações reacionárias nocivas contra os militantes progressistas. Querem manter, tanto quanto possível, os camponeses em estado de atraso. Porque assim é mais fácil enganá-los e utilizá-los para seus objetivos. Procuram inculcar nos camponeses ideias retrógradas e desconfiam da aproximação das pessoas progressistas do Partido Chondoista Chongu com nosso Partido. Mas, como as reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte abriram igualmente um novo mundo para todos os camponeses e os conduzem para uma vida culta e o progresso, os preguiçosos reacionários não têm bases para enganá-los. Por essa razão, ostentando o rótulo do Partido Chondoista Chongu, apesar de serem minoria dentro dele, cometem atos reacionários contra nosso Partido e o Poder popular, com os quais estão descontentes.

A fim de impulsionar vigorosamente a construção de uma nova pátria e consolidar a Frente Unida Nacional Democrática, as organizações do Partido em todos os níveis e seus membros devem manter relações e contatos estreitos com os membros das organizações dos partidos amigos e ajudar seus elementos progressistas a eliminar os pró-japoneses, especuladores, elementos estranhos e preguiçosos infiltrados em seu seio. Com uma atitude ativa diante desse trabalho, as células de nosso Partido devem manter relações estreitas com as organizações de base dos partidos amigos, promovendo frequentemente encontros de amizade, conversas, etc., exercer sobre seus membros a influência benéfica de nosso Partido e elevar seu nível de consciência, proporcionando-lhes uma educação democrática. Então, os integrantes do Partido Democrático e do Partido Chondoista Chongu também se convencerão da possibilidade de obter a plena soberania e independência democráticas.

Terceiro: é preciso fortalecer o Poder popular.

Com a fundação do Exército Popular e a publicação do projeto da Constituição Provisória, demos um passo adiante e entramos em uma nova fase de desenvolvimento. Os membros do Partido devem estudar profundamente todas as leis e medidas do Poder popular, executá-las antes de todos os demais e participar com entusiasmo no atual debate sobre o projeto da Constituição Provisória. Ao mesmo tempo, todo o Partido deve prestar atenção em ajudar ativamente o Exército Popular.

Quarto: é preciso empenhar-se intensamente no cumprimento do plano da economia nacional para este ano.

Nosso Partido deu uma grande contribuição à tarefa de cumprir o plano da economia nacional do ano passado. Todos os militantes deverão esforçar-se para aproveitar as boas experiências adquiridas com ele, superar as deficiências manifestadas e assimilar conhecimentos econômicos e técnicos. Além disso, é preciso organizar bem o trabalho para realizar em tempo oportuno as tarefas cotidianas, cumprindo infalivelmente a tarefa do dia no decorrer do próprio dia, em vez de realizá-la por meio de campanhas.

É necessário prestar especial atenção à circulação de mercadorias. Se conseguirmos uma circulação oportuna e exata dos artigos de primeira necessidade produzidos em nosso país, não há dúvida de que poderemos satisfazer com eles as demandas do povo trabalhador. No futuro, devemos cuidar para que os valiosos artigos de primeira necessidade não caiam nas mãos dos especuladores, que obstruem a materialização da política estatal quanto à circulação de mercadorias e dificultam a vida do povo.

As organizações do Partido em todos os níveis e seus militantes devem concentrar sua atenção na gestão das cooperativas de produção.

Igualmente, devem prestar atenção à produção de cereais, ao cultivo de plantas industriais e ao desenvolvimento da pecuária.

Por enquanto, é preciso realizar bem os preparativos para a semeadura da primavera. É preciso elaborar um plano minucioso para assegurar sementes e animais de tração, mobilizar todo o Partido para a construção de canais e diques contra as inundações.

Os militantes têm de superar ainda mais as metas assumidas no plano da economia nacional de 1947.

Quinto: é preciso esforçar-se para levar a efeito a decisão do Comitê Popular de economizar os fundos estatais.

É importante acabar com a malversação e economizar fundos em todos os ramos e unidades, tanto na vida familiar dos indivíduos como na vida econômica do país, para contribuir para a construção de uma nova pátria.

Sexto: os militantes devem aguçar sua vigilância de classe e intensificar a luta contra a espionagem.

Tendo presente que nossa construção democrática se realiza em meio a uma cruenta luta de classes contra os reacionários internos e externos, é preciso destruir todo tipo de maquinações dos elementos sinistros, aguçando a vigilância partidista e de classe.

Às vésperas do 2º Congresso do Partido, os militantes têm, de fato, tarefas grandes e importantes.

Quadros e militantes do Partido, marchemos todos mais compactamente unidos em torno do Comitê Central para fundar uma República popular democrática.

O relatório que incita à guerra aberta entre as potências nucleares

Em meio ao delineamento cada vez mais evidente da estrutura de confronto entre a China e os EUA no setor da inteligência artificial, um grupo de especialistas estadunidense publicou recentemente um relatório de tom belicista no qual exigiu que fossem examinados os planos de ataque militar preventivo e de espionagem técnica contra o centro de dados da China.

A esse respeito, o Global Times da China comentou que a pretensão do Centro para uma Nova Segurança Americana, grupo de especialistas dos EUA, de realizar um ataque armado contra uma instalação civil da China equivale ao terrorismo e que é surpreendente que tal ideia circule em Washington.

"Sobretudo, o Centro para uma Nova Segurança Americana assessorou durante muito tempo a administração estadunidense sobre questões de defesa e a política em relação à China, e seus fundadores são ex-funcionários da Casa Branca. Isso mostra a possibilidade de que por trás do relatório esteja a própria administração estadunidense", assinalou o Global Times. "Como a China e os Estados Unidos são potências nucleares, é desnecessário dizer o que significa incitar um ataque militar contra o centro de dados da China", destacou.

"Esse relatório é, na realidade, uma 'prova' de que a repressão científico-tecnológica contra a China está passando da competição baseada em regras para uma etapa que considera o uso das forças armadas. Isso constitui uma degeneração extrema da mentalidade de hegemonia científico-tecnológica dos EUA e evidencia o quão perigosamente pode se tornar a opressão científico-tecnológica de Washington contra a China", revelou.

"A administração estadunidense deve impedir que pessoas e grupos de especialistas, enlouquecidos pela ilusão da 'Guerra Fria', preguem abertamente coisas desse tipo sob o pretexto de pesquisa", advertiu o Global Times.

Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O colapso das geleiras está provocando grandes desastres naturais

Em 26 de agosto, geleiras com centenas de metros de largura desabaram na cordilheira do Himalaia, na região fronteiriça entre a China e o Nepal.

Grandes volumes de água misturada com gelo, pedras e lama precipitaram-se a uma velocidade vertiginosa, transformando em ruínas muitas pequenas cidades e aldeias localizadas em estreitos vales. Milhares de pessoas morreram ou estão desaparecidas. Dezenas de milhares ficaram sem ter onde morar.

No Nepal, foram destruídos bens imobiliários e infraestruturas no valor de pelo menos 2,56 bilhões de dólares. No mínimo 7 500 residências foram destruídas.

Cerca de 20 000 residências precisam ser reconstruídas. Diz-se que, somente durante os primeiros quatro meses das obras de recuperação precoce, serão necessários cerca de 52,6 milhões de dólares para construir estradas, erguer abrigos temporários, garantir água potável e restaurar a rede elétrica.

Nos últimos anos, os desastres provocados pelo colapso de geleiras que ocorriam na região dos Alpes europeus voltaram a se reproduzir na região do Himalaia.

Em maio do ano passado, em uma região do sul da Suíça, o colapso de uma geleira provocou um enorme deslizamento de terra, destruindo ou soterrando mais de 90% da aldeia situada aos pés da montanha.

Atualmente, o número de geleiras existentes nas regiões montanhosas da Ásia, incluindo o Himalaia, chega a cerca de 95 000, com uma área total de aproximadamente 100 000 km².

A velocidade de derretimento dessas geleiras acelerou mais de duas vezes desde a entrada nos anos 2000. Antes de 2000, a espessura das geleiras diminuía em média 34 cm por ano, mas desde então a redução chega a 73 cm.

Quando as geleiras, que durante milhares de anos desempenharam o papel de fixar o solo e as rochas das montanhas, derretem, é inevitável que ocorram deslizamentos de terra.

O grande desastre ocorrido na região do Himalaia fez com que as geleiras de várias partes do mundo passassem a receber atenção.

Desde o início do século XXI, 40% das geleiras da região dos Alpes europeus desapareceram. Atualmente, restam apenas quatro geleiras na Alemanha, e mais de um quarto de sua área total derreteu nos últimos dois anos. A espessura das geleiras diminui 1,6 m por ano, ritmo significativamente mais rápido que o registrado entre 2018 e 2023. Diz-se que, na década de 2030, todas as geleiras da Alemanha terão desaparecido.

Na Islândia, a rápida redução das geleiras que, com seu enorme peso, pressionavam os vulcões e impediam suas erupções tem aumentado a frequência e a intensidade das erupções vulcânicas. Nesse país, 16% das geleiras desapareceram ao longo de mais de cem anos, sendo que cerca da metade disso derreteu nas últimas décadas.

Especialistas preveem que, no final do século XXI, restará cerca da metade das geleiras atuais do país.

Na região dos Andes, na América do Sul, as geleiras também estão derretendo rapidamente, dando origem a lagos glaciais.

Na Nova Zelândia, durante o período de 2005 a 2023, o volume das geleiras diminuiu nada menos que 42%.

Na Mongólia, as geleiras derreteram rapidamente durante a última década e pouco. Com isso, aumentou ainda mais o risco de ocorrência de grandes inundações.

Diz-se que a quantidade de gelo das geleiras que desapareceu da Terra entre 1975 e 2025 chega a cerca de 9 trilhões de toneladas. Como consequência, o nível do mar subiu cerca de 20 cm em comparação com o ano 1900.

Tudo isso se deve ao aquecimento global.

Recentemente, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente publicou um relatório segundo o qual, devido ao aquecimento global, o aumento da temperatura em relação ao período anterior à Revolução Industrial ultrapassará 1,5 °C dentro de alguns anos, e os riscos de desastres e danos à saúde chegarão a níveis críticos.

Anteriormente, a Organização Meteorológica Mundial declarou que o período de 2015 a 2025 foi o mais quente desde o início das observações meteorológicas, apontando como causas o aumento contínuo da concentração de gases de efeito estufa, a elevação da temperatura da atmosfera e dos oceanos e o derretimento das geleiras.

A situação indica que, se o aquecimento global não for urgentemente detido, grandes desastres naturais não cessarão em várias partes do planeta.

Rodong Sinmun

A conduta descarada de tentar encobrir a verdade sobre os crimes contra a humanidade

Há pouco, o primeiro-ministro israelense Netanyahu alardeou que aprovaria um projeto de lei para privar da cidadania as pessoas que manchassem a honra do exército israelense. O alvo são os diretores israelenses que produziram um documentário que registra o massacre de civis pelo exército israelense na Faixa de Gaza, na Palestina.

Esse documentário, que registra as atrocidades contra a humanidade cometidas pelo exército israelense, recebeu um dos principais prêmios no Festival Internacional de Cinema de Veneza.

O fato de as autoridades israelenses se mostrarem tão irritadas e agirem com tamanha loucura pode ser considerado um caso de um ladrão gritando "pegue o ladrão".

As atrocidades cometidas pelo exército israelense desde o início da situação em Gaza, há três anos, são amplamente conhecidas em todo o mundo.

O exército israelense massacrou brutalmente civis inocentes, sem distinguir entre idosos, mulheres e crianças.

Os dados contabilizados até o acordo de cessar-fogo de outubro do ano passado deixaram o mundo estarrecido. Cerca de 77 000 palestinos morreram ou estão desaparecidos. Mais de 67 000 deles morreram após serem levados aos hospitais. Cerca de 170 000 pessoas ficaram feridas. Só o número de crianças feridas ultrapassa 40 000, das quais 21 000 ficaram incapacitadas.

Israel não se contentou com bombardeios e artilharia e, ignorando até mesmo o direito internacional que proíbe utilizar civis em atividades militares ou obrigá-los a participar de operações militares, utilizou palestinos inocentes como escudos humanos.

O exército israelense também destruiu brutalmente hospitais, escolas e residências.

Cerca de 300 000 residências foram completamente destruídas e cerca de 200 000 foram severamente ou parcialmente danificadas. Pelo menos 38 hospitais, dezenas de centros médicos e ambulâncias foram destruídos. Atualmente, não há um único hospital no local funcionando plenamente. Foram destruídas instituições educacionais, incluindo cerca de 670 escolas, e 13 500 estudantes, 830 professores e 190 acadêmicos foram brutalmente assassinados.

Na Faixa de Gaza, onde as condições sanitárias se deterioraram ao extremo devido aos prolongados ataques militares do exército israelense, doenças infecciosas estão se espalhando. Isso ocorre porque centenas de milhares de refugiados estão concentrados em locais onde há escassez de água e dezenas de milhares de toneladas de resíduos permanecem abandonadas.

O bloqueio bárbaro de Israel provocou uma grave crise de fome. As pessoas que mal conseguiram sobreviver aos bombardeios indiscriminados e aos ataques de artilharia tiveram de suportar uma fome terrível. O exército israelense lançou indiscriminadamente bombas e projéteis contra as pessoas que se aglomeravam para obter alimentos. Inúmeras pessoas morreram de fome. 92% das gestantes e das crianças menores de 2 anos sofrem de desnutrição.

Um especialista expressou seu espanto, dizendo: "Quando comparado com a escala dos danos em outras zonas de guerra que analisei no passado, o que ocorreu na Faixa de Gaza está além da imaginação. Nunca vi danos dessa magnitude ocorrerem tão rapidamente."

Um alto funcionário da ONU também lamentou que a Faixa de Gaza tenha se tornado "o maior inferno humano a céu aberto do planeta".

Mesmo depois de alcançado o acordo de cessar-fogo em outubro do ano passado, os massacres não cessaram.

Durante esse período, mais de 1 300 pessoas foram assassinadas e mais de 4 400 ficaram feridas.

Essa é a verdade sobre as atrocidades estarrecedoras cometidas pelo exército israelense na Faixa de Gaza.

A conduta das autoridades israelenses, que destilam veneno contra a inscrição e exibição desse documentário, é justamente o cúmulo da desfaçatez.

Kim Ji Song

Rodong Sinmun

A doutrina capaz de resolver a crise do Ocidente não existe em nenhum lugar do mundo capitalista

O futuro e o destino da sociedade são determinados pela ideologia.

Curiosamente, na sociedade capitalista circulam correntes ideológicas e teorias burguesas de todos os tipos. O neopositivismo, o pragmatismo, a teoria da ação social, o existencialismo, entre outras, são tantas que seria difícil enumerá-las todas. Na maioria dos casos, são compostas de lógicas idealistas, metafísicas e teológicas. As teorias heterogêneas que continuam surgindo umas após as outras mesmo agora, enquanto o declínio do mundo ocidental se acelera, são todas coisas que racionalizam a exploração e a opressão, a agressão e a pilhagem, formas de existência do capitalismo, e defendem veementemente seu caráter reacionário e antipopular.

A questão é, então, se as diferentes correntes ideológicas e ideias produzidas pelos teóricos e escritores que estão presos à classe capitalista realmente ajudam a resolver a grave crise enfrentada pelos países ocidentais.

Atualmente, o mundo ocidental está se debatendo, profundamente atolado no pântano de todo tipo de desordens e crises.

Com as frequentes mudanças de governo e a acirrada competição eleitoral, as políticas são cada vez mais relegadas a segundo plano, enquanto a disparidade entre ricos e pobres se agrava dia após dia, levando os antagonismos e contradições de classe à pior situação. Junto com o aprofundamento da polarização social, intensificam-se as crises políticas e econômicas, os conflitos entre grupos étnicos e as disputas religiosas. Além disso, forças de extrema direita estão formando partidos individualmente e exercendo influência sobre a política, fazendo surgir problemas ainda mais complexos no mundo ocidental.

A esmagadora maioria das massas trabalhadoras continua elevando vozes de queixa e lamento, condenação e indignação contra o governo antipopular que as transforma em vítimas do capital.

A história comprova como verdade que uma sociedade que, como óleo flutuando sobre a água, está desligada das massas e perdeu a confiança do povo, acaba inevitavelmente perecendo.

O mais ridículo é que, embora existam incontáveis coisas chamadas de doutrinas e ideologias, nenhuma delas é capaz de mudar o destino do capitalismo, que corre desenfreadamente pelo caminho do declínio e da ruína.

Os países ocidentais frequentemente proclamam "liberdade, igualdade, fraternidade".

Ao analisar um por um os significados desses três conceitos, encontram-se neles os antigos anseios e aspirações da humanidade. Ao longo de diferentes etapas históricas, as massas trabalhadoras imaginaram uma sociedade ideal na qual as contradições e relações antagônicas entre as classes fossem completamente eliminadas e as pessoas vivessem em um ambiente livre e pacífico, amando-se e cooperando umas com as outras. Os países ocidentais, deturpando o anseio da humanidade, criaram a ideologia de "liberdade, igualdade, fraternidade", apresentada como algo acima das classes.

Isso se tornou, há muito tempo, como uma espécie de fachada que simboliza a sociedade capitalista.

Somente tomando a França como exemplo, diz-se que o conceito de "liberdade, igualdade, fraternidade" está gravado nas moedas e também inscrito nos portões de entrada das escolas de todo o país. À primeira vista, parece que a França é um país onde essa ideologia foi plenamente implementada, onde o sistema estatal funciona de acordo com ela e onde todas as pessoas vivem segundo seu significado.

Mas a realidade mostra claramente que "liberdade, igualdade, fraternidade" é uma fraude.

Há três anos, na França, ocorreu um incidente em que um policial matou a tiros, durante uma fiscalização de trânsito, um francês de origem norte-africana de 17 anos. Esse ato criminoso de assassinato cometido pela polícia, provocado pelo racismo e pelo ódio aos seres humanos, demonstrou que a "liberdade, igualdade, fraternidade" proclamada pela França é uma mentira. Tendo esse incidente como motivo, ocorreram manifestações populares nos arredores do distrito comercial de arranha-céus da capital francesa, Paris.

Uma agência de notícias estrangeira, comparando esse fato com as manifestações de protesto ocorridas nas décadas de 1980 e 1990 e em vários períodos do século XXI em diferentes regiões da França habitadas por pessoas de diversas etnias, criticou: "O problema fundamental não mudou. Isto é, embora o governo prometa igualdade e fraternidade para todos, muitos cidadãos, especialmente as pessoas não brancas, não recebem seus benefícios."

Nos países ocidentais, políticos e magistrados, educadores, acadêmicos, religiosos e outros falam até cansar a língua sobre "liberdade, igualdade, fraternidade", mas isso, na realidade, não passa de um instrumento para conter as contradições de classe que podem explodir a qualquer momento. Na sociedade capitalista, concretizar a "liberdade, igualdade, fraternidade" é algo que não se pode esperar nem em sonhos.

Entre as diversas correntes ideológicas que inundam os Estados Unidos, o país tem mantido sua sobrevivência tomando o pragmatismo e o existencialismo como duas bengalas.

Se o pragmatismo, que prega que "o que é útil" e "o que proporciona satisfação" é a verdade, é uma corrente filosófica do idealismo subjetivo, o existencialismo, que exalta o indivíduo separado da sociedade e do coletivo e racionaliza a ansiedade e o suicídio, é uma filosofia reacionária do ser humano que distorce a natureza humana como ser social, fomenta a tristeza e o pessimismo e nega a transformação revolucionária.

O ponto comum entre o pragmatismo e o existencialismo é que ambos abordam o ser humano e os problemas sociais a partir da perspectiva individual e subjetiva do "eu".

Afinal, se tudo for encarado do ponto de vista de um indivíduo isolado, um "eu" puro, no qual foram completamente eliminadas as noções de "nós" e "coletivo" que se formam nas estreitas relações sociais, o único resultado possível será que, em vez da dedicação aos outros, explorar, oprimir, enganar e ludibriar outras pessoas para obter benefícios próprios se tornará a única verdade. Além disso, se se difundir a ideia de que a infelicidade e o sofrimento, o medo e o desespero que as pessoas experimentam constantemente são manifestações da natureza de cada indivíduo, as massas trabalhadoras não poderão conhecer a origem da infelicidade e do sofrimento produzidos pela sociedade exploradora e acabarão tendo como única opção escolher o caminho da degradação, da libertinagem e do suicídio, em vez da luta.

Em meio à proliferação dessas pseudoverdades, um número ínfimo de conglomerados monopolistas aumenta continuamente sua riqueza. Por outro lado, muitas das pessoas que vivem em bairros pobres aceitam a pobreza e o desprezo como um destino e, por fim, degradam-se e escolhem o caminho de tirar a própria vida.

O fato de os Estados Unidos terem se tornado um paraíso para os conglomerados e conseguido concentrar em suas mãos grande parte da riqueza do mundo, assim como o fato de a classe capitalista ter conseguido continuar reprimindo a indignação e os protestos das amplas massas trabalhadoras contra a sociedade antipopular, deve-se também ao fato de terem criado teorias ideológicas reacionárias como o pragmatismo e o existencialismo e continuarem inculcando-as na mente das pessoas.

O pragmatismo foi um dos principais venenos que provocaram o colapso do socialismo em vários países no final do século passado. Naquela época, esses países qualificaram a ideia socialista como "símbolo do pensamento ultrapassado", expulsaram-na das atividades estatais e da vida social e adotaram o pragmatismo. O resultado disso foi a destruição do coletivismo e a proliferação do individualismo extremo. Desapareceu a época grandiosa em que a dedicação à sociedade e ao Estado constituía o sentido da vida, e surgiu uma época repugnante em que todos corriam ocupados apenas atrás de seus próprios interesses e não hesitavam em cometer atos criminosos para realizá-los.

Mesmo depois da restauração do capitalismo em vários países, as forças ocidentais e seus subordinados continuaram exigindo de maneira cada vez mais aberta que os países que ainda mantinham a bandeira do socialismo mudassem sua ideologia e adotassem o pragmatismo.

Certa vez, um doutor em filosofia de um país europeu publicou no jornal russo "Pravda" um artigo que denunciava o perigo do pragmatismo. Ele escreveu o seguinte:

"Por que eles (o Ocidente) odeiam tanto a ideologia (socialismo)? Porque a ideologia dá respostas às questões mais importantes. Isto é, a ideologia determina como devem ser os valores do ser humano, da sociedade, do Estado e, em última instância, da vida. Entretanto, tudo o que os pragmatistas apresentam está inteiramente orientado para os instintos animais profundamente egoístas e para a lei da sobrevivência do mais forte. Daí a exaltação da luxúria e do enriquecimento e a negação do mais elevado ideal humano e da ideologia da sociedade. Não é por acaso que os grandes capitalistas monopolistas compõem seus réquiens com dinheiro, ou melhor, com os dólares mais repugnantes e vis."

O que ele quis dizer nesse artigo? Que abandonar o socialismo e adotar o pragmatismo é precisamente o caminho para a ruína.

O fato de os países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, insistirem em obrigar outros países a adotar o pragmatismo não é de modo algum em benefício desses países, mas justamente para realizar seus próprios interesses gananciosos. Em outras palavras, isso ocorre porque podem transformar esses países em suas neocolônias, extrair o sangue e o suor de seus povos e levar seus abundantes recursos naturais a preços irrisórios.

Afinal, se outros países adotarem o pragmatismo, somente os países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, terão "o que é útil" e "o que proporciona satisfação". Sob esse aspecto, pode-se dizer que o pragmatismo é um instrumento ideológico da agressão, dominação e pilhagem dos países ocidentais.

Mesmo que explorem os povos de outros países e saqueiem os recursos de outros Estados, isso não é feito para tirar as massas trabalhadoras de seus próprios países da pobreza e fazê-las viver bem, mas para que os grandes conglomerados monopolistas dos países ocidentais aumentem sua própria riqueza.

Entre os sofismas difundidos pela classe capitalista e seus representantes, um dos mais representativos é a "democracia liberal".

A "democracia liberal" foi concebida para maquiar a democracia burguesa, distorcendo e transformando de acordo com os interesses da classe capitalista os conceitos de liberdade, igualdade, direitos humanos e democracia pelos quais as massas trabalhadoras aspiravam.

Essa ideologia não passa de um instrumento que reduz as pessoas à condição de escravas do capital e de seres vulgares e justifica a exploração e a opressão das massas trabalhadoras pela classe capitalista. No mundo ocidental, liberdade e igualdade, direitos humanos e democracia pertencem inteiramente aos ricos. Por outro lado, o que cabe aos que não têm dinheiro é a dura lâmina da sujeição e da desigualdade, da violação dos direitos humanos e da ditadura fascista.

Uma ideologia que coloca a classe capitalista, e não o povo, como classe dominante da sociedade e um método político que se apoia, não na vontade do povo, mas nas bolsas de dinheiro dos grandes conglomerados monopolistas, jamais poderão resolver as diversas crises sociopolíticas e econômicas que se aprofundam no mundo ocidental.

É inevitável que tal política seja rejeitada pelas amplas massas.

O sistema multipartidário e o sistema representativo introduzidos pelos países ocidentais para encobrir o caráter reacionário e antipopular de sua política estão, ao contrário, tornando-se fatores que agravam a confusão. Tentam superar a crise por meio de incessantes mudanças de governo, mas isso apenas alimenta ainda mais as enfermidades do capitalismo.

A ideologia capitalista é a fonte que fomenta e agrava a divisão, e não a unidade da sociedade.

Nos países ocidentais, onde foram legalizados o individualismo egoísta extremo, a onipotência do dinheiro e a competição pela sobrevivência do mais forte, que constituem a base ideológica da "democracia liberal", as contradições e os antagonismos entre classes e estratos sociais e entre grupos raciais se intensificam dia após dia. A desordem social e as crises políticas e econômicas que varrem o mundo ocidental são produtos precisamente das contradições de classe e raciais que não podem ser resolvidas por nenhuma doutrina.

É evidente que, em uma sociedade onde o dinheiro, e não o ser humano, é colocado em primeiro lugar, onde só se pode vencer pisando nos outros e subindo sobre eles em benefício próprio, os capitalistas obcecados pela obtenção de lucros e as amplas massas trabalhadoras das quais se extrai apenas o sangue e o suor não podem unir seus corações, e sua relação inevitavelmente se transforma em ódio e antagonismo.

O único caminho para superar todas as provações e dificuldades enfrentadas pela sociedade e entrar no caminho de um novo desenvolvimento e prosperidade está na política para o povo e na ideia e na ideologia capazes de unir as forças do povo.

Todas as crises do mundo ocidental são, em última análise, uma crise de ideologia, uma crise de concepção, e o desfecho de seu agravamento é a ruína do capitalismo.

Ri Kyong Su