quarta-feira, 22 de julho de 2026

Os homens do setor da cultura devem ser combatentes desta frente

Discurso proferido pelo camarada Kim Il Sung na Conferência dos Propagandistas dos Comitês Populares Provinciais, dos Partidos Políticos e das Organizações Sociais, e dos Trabalhadores da Cultura e da Arte da Coreia do Norte

24 de maio de 1946

Camaradas:

A principal força motriz do desenvolvimento da nossa sociedade é constituída pelos operários, camponeses e intelectuais. Vocês lutam valorosamente para transformar a velha sociedade colonial e semifeudal em uma sociedade democrática avançada e construir uma nova Coreia democrática.

É muito grande a esperança que o povo coreano deposita em vocês, e sua missão na construção de uma Coreia democrática é enorme.

Vocês são combatentes que lutam na frente cultural. Têm a responsabilidade de golpear com sua voz e sua caneta as forças reacionárias que tentam fazer a sociedade coreana retroceder, bem como a responsabilidade de desenvolver a cultura nacional e educar as massas populares no patriotismo e no espírito democrático. O fato de construirmos ou não uma nova Coreia democrática, aniquilando as forças reacionárias, depende em grande medida de como vocês lutam na frente cultural.

Nossos intelectuais, que haviam sido vítimas da feroz repressão e do desprezo dos imperialistas japoneses, participam energicamente da construção do país após a libertação.

Desde 15 de agosto até hoje, os intelectuais coreanos deram uma grande contribuição à construção do país. Na Coreia do Norte, as transmissões de rádio são feitas em nossa língua e diversos livros didáticos são publicados com nossa escrita. A propaganda e a educação democráticas entre as amplas massas populares desenvolvem-se vigorosamente. O teatro, a música e o cinema coreanos progridem rapidamente, e a história da Coreia é ensinada em ampla escala. As fábricas, minas, usinas elétricas e ferrovias são administradas inteiramente pelos coreanos. Em todas essas obras, nossos intelectuais desempenharam um papel muito importante.

As realizações de nossos intelectuais não se limitam a isso. Vocês participaram e continuam participando ativamente dos trabalhos para estabelecer o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, da luta pela reforma agrária, do apoio à Plataforma de 20 Pontos e da luta contra as maquinações da camarilha reacionária de Ri Sung Man e dos imperialistas que procuram recolonizar nosso país. Isso prova que os homens do setor cultural na Coreia são dignos trabalhadores que lutam pela democracia.

Assim, a esmagadora maioria dos homens da cultura na Coreia do Norte está firmemente unida em torno do nosso Partido e do Comitê Popular e trava uma luta abnegada pela construção de uma Coreia democrática.

Entretanto, nossas instituições de cultura e propaganda ainda apresentam não poucas deficiências em seu trabalho.

Primeiro: nossos propagandistas, trabalhadores da cultura e artistas não penetram entre as massas. Nossos homens do setor cultural, por estarem afastados das massas, ainda não conhecem bem seus sentimentos e necessidades. Por isso, aproveito esta oportunidade para pedir-lhes que estabeleçam contato com as massas, para poder falar-lhes em uma linguagem que lhes seja compreensível e escrever obras que elas desejem. Homens autênticos da cultura, das massas e da democracia serão aqueles que trabalharem em favor das massas, empregarem a linguagem das massas por conhecerem bem seus sentimentos, escreverem os livros que as massas desejam e as ensinarem ao mesmo tempo em que aprendem com elas.

Segundo: nossos homens da cultura não sabem travar uma batalha de propaganda e cultural. No momento atual, a luta na Coreia não é armada, mas política, de propaganda e cultural. Devemos vencer essa luta a todo custo. O sofisma é necessário ao inimigo, que recorre à mentira, mas não a nós, que propagamos a verdade. Devemos esforçar-nos para propagar e explicar bem às massas a justiça e a verdade, empregando sempre uma forma de falar e escrever que o povo compreenda. Com firme confiança na vitória incontestável da justiça e da verdade, vocês devem fazer todos os esforços para elevar a consciência política das massas trabalhadoras de nosso país e aumentar seu nível cultural.

Terceiro: alguns homens da cultura ainda não possuem uma compreensão profunda da verdade da democracia. Por isso, ressalto a necessidade de que cheguem a uma compreensão perfeita dessa verdade e fortaleçam a unidade e a coesão ideológica de suas fileiras. Aqueles que devem atrair os homens da cultura são precisamente eles próprios. Para cumprir a nobre missão que assumem na construção de uma nova Coreia democrática, nossos homens da cultura e da arte devem lutar com maior decisão, unidos solidamente sob a bandeira da democracia.

Passo agora a apresentar-lhes algumas tarefas concretas:

Primeiro: vocês devem organizar a rede de propaganda em todas as aldeias, bairros e locais de trabalho. Em todas as partes do nosso país, cidades e aldeias, nossos propagandistas devem educar as amplas massas populares nas ideias democráticas por meio de uma linguagem falada e escrita que lhes seja compreensível.

Devem organizar espetáculos e conferências itinerantes para divulgar e explicar o que o Estado está fazendo atualmente e o que o nosso povo deve fazer.

Segundo: devem organizar uma rede de propaganda externa e fortalecer esse trabalho. A Coreia ocupa no Oriente uma posição importante tanto do ponto de vista geográfico quanto político. Faz fronteira com grandes países como a União Soviética e a China, e muitas nações orientais demonstram grande interesse por nós. Devemos dar a conhecer aos povos da União Soviética, da China e de outros países, bem como às nações oprimidas de todo o mundo, como viviam antes e como vivem agora os coreanos, o que exigem neste momento e para onde caminharão no futuro. Dessa maneira, devemos estabelecer relações de amizade e cooperação com os países do campo democrático e conquistar a simpatia e o apoio da humanidade progressista de todo o mundo.

Devido às deficiências de nossa propaganda externa, a situação é tal que até mesmo os habitantes do Nordeste da China, separados da Coreia do Norte apenas por um rio, não conhecem bem nossa realidade. Devemos eliminar rapidamente o atraso em que se encontra o trabalho de propaganda externa.

Terceiro: devem eliminar completamente os velhos resquícios ideológicos do imperialismo japonês nos campos da literatura, da arte e da ciência. Ainda permanece nesses domínios uma grande quantidade de resíduos do imperialismo japonês; somente por meio de uma luta incansável eles poderão ser completamente liquidados.

Os homens do setor cultural devem começar por libertar sua linguagem e suas ações de tudo o que tenha o cheiro do imperialismo japonês e eliminar de suas obras os remanescentes dessa ideologia.

Quarto: para o desenvolvimento da cultura nacional coreana, devem herdar nosso magnífico patrimônio cultural e assimilar a cultura dos países socialistas. Entre nossos homens do setor cultural manifestam-se duas tendências errôneas. Uma é a tendência de valorizar apenas aquilo que é nosso e desprezar tudo o que é estrangeiro; a outra é a tendência de desprezar tudo o que é nosso e valorizar apenas o que é ocidental. Essas duas tendências são igualmente errôneas. A primeira é a tendência chauvinista de conservar tudo como está, inclusive o que é atrasado, e não aceitar o que há de bom nos outros; a segunda é a tendência niilista de negar os aspectos positivos da cultura nacional e ocidentalizá-la cegamente.

Para desenvolver nossa cultura e arte nacionais, nossos homens do setor cultural devem herdar aquilo que há de bom em nossa própria cultura e eliminar o que é atrasado, bem como adotar aqueles aspectos progressistas da cultura dos países avançados que sejam do agrado dos coreanos. Esse é o caminho mais correto para a construção da cultura nacional.

Quinto: devem travar uma vigorosa luta pelo rápido estabelecimento de um governo provisório na Coreia capaz de colocar em prática a Plataforma de 20 Pontos promulgada pelo Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, e lutar com igual vigor contra a camarilha reacionária de Ri Sung Man.

Hoje em dia, os imperialistas protegem e alimentam as forças remanescentes do imperialismo japonês na Coreia do Sul e reprimem a luta do povo coreano pela independência nacional e pela democracia, a fim de transformar novamente a Coreia em uma colônia. Devemos fazer todos os esforços para unir firmemente as forças democráticas de todo o país e fortalecer como uma muralha de aço a base democrática da Coreia do Norte. Somente assim poderemos frustrar todas as conspirações e maquinações dos imperialistas e alcançar a soberania e a independência completas da pátria. Com firme convicção na vitória, devemos continuar lutando valorosamente, unidos com ainda maior firmeza.

O Ryong Bang

O camarada O Ryong Bang nasceu em 22 de novembro de 1925, no condado de Onsong, província de Hamgyong Norte, como filho do revolucionário antijaponês O Jung Hwa. Ainda jovem, trabalhou na agricultura e, durante o período da ocupação japonesa, viveu por algum tempo na Manchúria, onde trabalhou como operário. Após a libertação da Coreia, regressou à sua terra natal e participou da construção da nova Coreia, desempenhando responsabilidades em organizações locais antes de ingressar, em setembro de 1946, na primeira turma da Academia de Pyongyang, prosseguindo depois sua formação na Escola Central de Quadros de Segurança.

Comissionado como oficial do Exército Popular da Coreia em 1949, participou ativamente da Guerra de Libertação da Pátria, exercendo sucessivamente as funções de comandante de pelotão, companhia e batalhão. No período posterior à guerra, aperfeiçoou sua formação militar e desempenhou importantes responsabilidades em órgãos de comando do Exército Popular e do Partido, contribuindo para a aplicação da linha militar do Partido. Ao longo das décadas de 1960 e 1970, ocupou diversos cargos de direção, entre eles os de comandante de divisão, diretor de escola militar e comandante de corpo de exército, sendo também eleito membro candidato do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia e deputado da Assembleia Popular Suprema.

Nas décadas seguintes, o camarada O Ryong Bang continuou assumindo importantes responsabilidades na direção militar e política do país. Foi membro da Comissão Militar Central do Partido, membro do Comitê Central, vice-chefe do Estado-Maior Geral e, posteriormente, vice-ministro das Forças Armadas Populares. Durante o difícil período da Marcha Árdua, desempenhou um papel relevante na direção dos trabalhos logísticos do Exército Popular, dedicando seus esforços ao fortalecimento da capacidade combativa das forças armadas e à execução da política militar do Partido.

O camarada O Ryong Bang faleceu em 6 de junho de 2000, aos 74 anos de idade. Em sua mensagem de pesar, o Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, a Comissão Militar Central e o Presidium da Assembleia Popular Suprema destacaram que ele consagrou toda a sua sabedoria e energia ao fortalecimento político e militar do Exército Popular, aplicando fielmente a linha militar do Partido e permanecendo leal ao Partido e à revolução até o último momento de sua vida. Em reconhecimento aos seus serviços, foi sepultado no Cemitério dos Mártires Patrióticos.

Discurso de estímulo proferido pelo camarada Kim Il Sung no ato inaugural da obra de regulação do curso do rio Pothong

21 de maio de 1946

Queridos compatriotas:

Hoje, quando todo o povo está empenhado em uma luta dinâmica para cumprir as tarefas democráticas, iniciamos os trabalhos de regulação do curso do rio Pothong, grandiosa obra para transformar a natureza. Nosso povo esteve outrora submetido a uma vida de escravo sob a dominação colonialista do imperialismo japonês, mas agora, como povo emancipado, está realizando a construção democrática sob a direção do Poder popular. Depois da libertação, levantou-se para a luta pela liquidação dos resíduos feudais e do imperialismo japonês e pela edificação de uma nova Coreia democrática. Atualmente, na Coreia do Norte o povo tem o poder em suas mãos, constrói uma nova vida feliz e trava uma enérgica batalha para implantar a democracia em todas as esferas da política, da economia e da cultura.

Agora temos colocada a tarefa de formar quanto antes um governo unificado provisório e construir um Estado democrático, soberano e independente. Com vistas a concluir exitosamente essa tarefa histórica, convocamos no passado dia 19 uma concentração multitudinária, e centenas de milhares de manifestantes ali presentes expressaram com ardor que se uniriam solidamente na frente unida nacional democrática. Hoje, depois daquele ato, viemos a esta obra para proteger Pyongyang das inundações.

A regulação do curso do Pothong será a primeira obra em que os habitantes de Pyongyang poderão contribuir com seu trabalho patriótico para a construção da nova Coreia democrática, e uma magna obra de transformação da natureza realizada pela primeira vez por nosso povo emancipado. Ao concluí-la com êxito, faremos dela a primeira tocha da transformação da natureza destinada à edificação de um Estado próspero e democrático, soberano e independente.

No passado, os imperialistas japoneses só se ocupavam em oprimir e explorar cruelmente nosso povo, sem prestar nenhuma atenção à proteção de sua vida e de seus bens contra os danos das inundações. Além disso, era impossível que pensassem em tais coisas.

Hoje, nosso povo é dono de seu país. E nós temos o dever de construí-lo melhor para proteger com mais segurança nosso povo, já dono do país, e fazer com que viva na abundância. Para nos libertarmos o mais rápido possível do atraso e da miséria, temos de forjar nossa felicidade com nossas próprias mãos. A felicidade e o bem-estar não nos serão dados por ninguém. Devemos forjá-los com nossas mãos e conquistá-los por meio da luta.

Devemos iniciar a grande obra de transformar a natureza de nosso país. Em primeiro lugar, é preciso concluir quanto antes o projeto de regulação do curso do Pothong para preservar devidamente a capital democrática, Pyongyang, dos danos das inundações, proteger a vida e os bens de seus cidadãos e transformar a bacia do rio em um local de recreação agradável e belo.

Naturalmente, não é nada fácil realizar esta obra em um curto espaço de tempo. Faltam-nos pessoal técnico, alimentos e materiais necessários. Daí que possam surgir muitas dificuldades e contratempos durante sua realização. E, mesmo assim, não podemos permanecer de braços cruzados até que tenhamos condições favoráveis. A todo custo devemos realizar esta obra. Se todo o povo se esforçar tenazmente, unindo suas forças, superará com segurança as dificuldades que surgirem no decorrer da obra.

O êxito na construção da nova Coreia democrática depende inteiramente dos esforços e do entusiasmo de nosso povo. Os estrangeiros jamais construirão nossa pátria para nós. Somente quando todo o povo coreano se unir solidamente como um só e consagrar por inteiro sua energia à edificação do país conseguirá vencer todas as dificuldades e vicissitudes e coroar com a vitória a construção de uma nova pátria.

Ainda que tenhamos de apertar o cinto, devemos realizar, um após o outro e com nossas próprias forças, projetos como o da regulação do curso do Pothong. Não podemos esperar que outros façam esta obra por nós; devemos realizá-la com nossas próprias mãos e superar nós mesmos todas as dificuldades que se apresentem. Eis o importante significado desta obra.

Uma vez concluída com êxito a obra de regulação do curso do Pothong, a cidade de Pyongyang ficará protegida dos danos das inundações, seus habitantes desfrutarão de uma vida estável e a produção de cereais aumentará, melhorando, na mesma medida, a vida do povo. Além disso, se realizarmos esta obra com nossas próprias forças, revelaremos ao mundo inteiro o poderio de nosso povo, unido em torno do Poder popular, e desferiremos um duro golpe em Ri Sung Man e nos elementos reacionários.

Por isso, devemos impulsionar ativamente esta obra. Agora, há quem proponha concluí-la em três anos, mas esse prazo é muito longo. É preciso concluí-la, o mais tardar, antes da estação das chuvas deste ano. Apesar de ser uma tarefa difícil, poderá ser concluída com êxito antes da temporada de chuvas se todos os habitantes de Pyongyang se mobilizarem como um só.

Os cidadãos de Pyongyang se mobilizarão unanimemente e travarão uma luta laboral dinâmica e massiva para impulsionar a obra de regulação do curso do Pothong. Suar intensamente nesta obra será um ato digno e honroso em prol do país e do povo. Os habitantes da capital devem transportar mais terra, nem que seja uma pá a mais, e trabalhar com afinco para concluir antecipadamente a obra de construção do dique, que será o símbolo de seu patriotismo.

Cidadãos:

Pyongyang é a capital democrática de nosso país. A bela Pyongyang, cidade de história milenar, é o centro político, econômico e cultural da Coreia democrática e fonte inesgotável de forças democráticas. Os habitantes de Pyongyang demonstrarão em alto grau a abnegação patriótica e a iniciativa criadora para acelerar a obra de regulação do curso do Pothong, construir magnificamente a capital democrática da nova Coreia e, com isso, contribuir ativamente para a edificação de um Estado democrático, próspero e poderoso, soberano e independente.

Estou firmemente convencido de que todos os habitantes de Pyongyang, sem exceção, saberão superar todas as dificuldades que encontrarem e demonstrar sua grande capacidade nesta obra patriótica de transformação da natureza, a fim de construir exemplarmente nossa capital democrática.

Sobre as tarefas futuras da União das Mulheres

Discurso proferido pelo camarada Kim Il Sung perante as quadros da União das Mulheres, membros do Partido Comunista que participarão da Primeira Conferência da União das Mulheres Democráticas da Coreia do Norte

9 de maio de 1946

Devido ao velho conceito feudal de exaltação do homem e humilhação da mulher, as coreanas sofreram durante muito tempo maus-tratos, tanto por parte da sociedade quanto da família, e para elas era inconcebível sequer pensar em participar de atividades sociais. Sua personalidade permanecia como que amarrada a viver sob severas restrições. Nossas mulheres não podiam casar-se nem sair de casa livremente. Pior ainda, eram vendidas como se fossem qualquer objeto. Penosa e trágica, sobretudo, foi a situação das mulheres coreanas durante os trinta e seis anos de dominação colonialista dos imperialistas japoneses. A operária coreana, por ter sido privada de seu país, não recebia sequer a metade do salário pago à operária japonesa, embora realizasse o mesmo trabalho. Durante a Guerra do Pacífico, os imperialistas japoneses levaram à força muitas moças e jovens coreanas, trancando-as como prisioneiras em galerias de minas ou colônias cercadas por arame farpado, onde as exploravam como animais de carga, empregando-as na fabricação de material bélico. Chegaram até mesmo a levá-las para os campos de batalha, onde foram submetidas a toda espécie de atrocidades.

A desumana opressão e exploração, bem como as insuportáveis humilhações perpetradas pelos fascistas do imperialismo japonês contra sua dignidade, fizeram com que incontáveis mulheres coreanas perdessem os melhores anos de sua juventude e até mesmo a própria vida.

Para alcançar a completa emancipação social das mulheres e garantir-lhes os mesmos direitos dos homens, é necessário eliminar totalmente os resquícios do imperialismo japonês e os costumes feudais, construindo uma verdadeira sociedade democrática. A emancipação social das mulheres e a igualdade de direitos entre homens e mulheres constituem parte da revolução democrática, anti-imperialista e antifeudal, estando posteriormente vinculadas ao cumprimento das tarefas colocadas pela etapa superior da revolução.

Os comunistas coreanos, em particular as guerrilheiras antijaponesas, lutaram de armas na mão pela liberdade e pela independência da pátria, pela emancipação da mulher coreana e pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, criando nessa luta um magnífico exemplo do movimento de libertação feminina. Na Guerrilha Antijaponesa, as mulheres desfrutavam de completa igualdade em relação aos homens e cumpriam tarefas revolucionárias de acordo com sua capacidade e talento.

As mulheres do norte da Coreia, já libertadas do jugo colonialista do imperialismo japonês, desfrutam hoje dos mesmos direitos que os homens na vida social e política. Quando foi realizada a reforma agrária, nossas camponesas participaram da distribuição das terras com os mesmos direitos que os homens, tornando-se também proprietárias dessas terras, assim como os demais camponeses. Além disso, muitas mulheres exercem cargos no Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e em outros órgãos do Poder popular em todos os níveis.

Vejam o caso de vocês, quadros da União das Mulheres. Teriam vocês podido, em outros tempos, percorrer centenas de quilômetros para participar de uma conferência como esta? Certamente seus pais, sogros e até seus maridos não o teriam permitido. Hoje, porém, não são apenas as próprias mulheres que consideram vergonhoso permanecerem trancadas em casa como antigamente; também seus sogros e maridos não gostam de ver suas noras ou esposas afastadas da vida social. Isso demonstra que, no processo da revolução democrática, estão ocorrendo grandes mudanças na vida ideológica do povo.

Assim, a Primeira Conferência da União das Mulheres será realizada em circunstâncias de uma transformação radical na situação de nossas mulheres.

A Conferência deve tratar de uma pauta concreta, debater amplamente os problemas que merecem atenção no trabalho da União das Mulheres e adotar as resoluções necessárias para a construção da pátria democrática. Em particular, deve-se procurar garantir que o maior número possível de representantes intervenha na conferência, com base nos princípios democráticos. O êxito da Conferência dependerá, sobretudo, do papel desempenhado pelas militantes do Partido aqui reunidas. Vocês devem fazer todo o possível para assegurar o sucesso da Primeira Conferência.

Passarei agora a abordar algumas questões que a União das Mulheres deverá levar em consideração em seu trabalho futuro.

1. Sobre o trabalho organizativo da União das Mulheres

Para construir uma nova Coreia democrática, devemos incorporar firmemente amplos setores femininos às organizações da União das Mulheres. Essa questão assume atualmente uma importância extraordinária pelo fato de as tropas estadunidenses imporem a administração militar no sul da Coreia, instigarem Ri Sung Man e outros traidores da nação a dividir o país e recorrerem a toda espécie de manobras para suprimir as conquistas da reforma agrária e do Poder popular no norte da Coreia. As organizações da União das Mulheres devem incorporar às suas fileiras todas as mulheres, independentemente de suas crenças religiosas ou da posse de bens, com exceção da ínfima minoria de colaboradoras dos japoneses, traidoras da nação e outras reacionárias, unindo-as em torno de nosso Partido e do Poder popular.

Devemos transformar as organizações da União das Mulheres já constituídas em poderosas organizações centralizadas, dinamizar a vida orgânica de suas integrantes e converter a União das Mulheres em uma organização democrática de massas ainda mais forte. Apesar dos muitos êxitos alcançados em sua atividade anterior, a União das Mulheres apresentou não poucas falhas devido à sua curta história e à inexperiência de suas ativistas.

Para tornar-se uma poderosa organização de massas, a União das Mulheres deve, antes de tudo, desenvolver sua principal atividade entre as mulheres trabalhadoras. Entretanto, atualmente manifesta-se, em muitos casos, a tendência de concentrar seu trabalho organizativo nas cidades e localidades que são sedes de províncias, cidades e condados. Evidentemente, também é necessário reunir todas as donas de casa nas organizações da União e educá-las por meio do trabalho organizativo; porém, isso não basta. Vocês compreenderão claramente como é importante intensificar esse trabalho organizativo entre as mulheres trabalhadoras de nosso país, que odeiam profundamente o velho sistema social e demonstram entusiasmo pela construção de uma Coreia nova e democrática, pois sofreram a mais cruel opressão e exploração durante o período de ocupação do imperialismo japonês. Por essa razão, quando as organizações da União das Mulheres criarem raízes firmes entre as mulheres trabalhadoras, se desenvolverão e fortalecerão ainda mais como organizações de massas.

As quadros da União das Mulheres que são militantes do Partido devem dirigir-se diretamente às fábricas e aos campos e assumir pessoalmente o trabalho entre as mulheres trabalhadoras. Atualmente, as camponesas e operárias esperam que vocês as instruam e orientem no próprio local de trabalho. É precisamente nas fábricas e nos campos que se encontra o objetivo de seu trabalho. Contudo, como militantes do Partido, vocês devem não apenas ensinar e orientar as mulheres trabalhadoras desses locais, mas também aprender muito com elas.

A Primeira Conferência da União das Mulheres deve examinar, como o ponto mais importante da pauta, esse trabalho entre as mulheres trabalhadoras e, em seguida, adotar medidas concretas a esse respeito.

2. Sobre o trabalho de propaganda e educação entre as membros da União das Mulheres

Os costumes feudais que prevaleceram ao longo da história e a política obscurantista colonial imposta pelos imperialistas japoneses deixaram na consciência de nossas mulheres preconceitos profundamente nocivos. Como consequência, ainda hoje, apesar de o imperialismo japonês já ter sido derrotado e de o sistema de exploração feudal ter sido abolido graças à reforma agrária, o despertar político das mulheres continua sendo muito lento em comparação com o dos homens, e sua participação na vida social ainda é bastante reduzida. Em sua vida cotidiana, elas revelam frequentemente costumes atrasados herdados da velha sociedade. Não podemos ignorar esses fenômenos; devemos eliminá-los o quanto antes. Para isso, é necessário fortalecer o trabalho de educação entre as mulheres, elevando continuamente seu nível de consciência política e forjando-as por meio da atividade prática.

Pois bem, quem deve encarregar-se desse trabalho? Precisamente vocês, camaradas militantes do Partido, devem assumi-lo com dignidade. Isso porque vocês constituem a vanguarda mais consciente entre as mulheres e, além disso, conhecem melhor do que os homens a situação de suas camaradas e sabem do que elas necessitam.

É preciso orientar a propaganda e a educação entre as mulheres, principalmente, para que compreendam devidamente nosso Poder popular, apoiem ativamente todas as suas leis e resoluções e se esforcem conscientemente para cumpri-las de maneira consequente.

Como todas vocês sabem, as instituições dominantes durante a ocupação do imperialismo japonês, como o Governo-Geral e as administrações das províncias, cidades e condados, eram aparelhos da dominação colonial japonesa que oprimiam e exploravam o povo coreano e representavam os interesses desse imperialismo, de seus lacaios colaboracionistas, dos latifundiários e dos capitalistas. Em contrapartida, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e os comitês populares em todos os níveis são autênticos órgãos do Poder popular, que protegem a vida e os bens do povo. Nosso Poder popular tem a missão de varrer todos os resquícios caducos e os costumes nocivos deixados pelo imperialismo japonês e pelo feudalismo, conceder à mulher os mesmos direitos que ao homem e cumprir devidamente as tarefas da revolução democrática. Por isso, devemos fortalecer a educação entre as mulheres para que apoiem ativamente o Poder popular e cumpram plenamente suas leis e resoluções.

Tem especial importância a educação destinada a fazer com que todas as mulheres participem ativamente da luta contra as conspirações dos inimigos para destruir o Poder popular. Atualmente, Ri Sung Man e outros lacaios pró-EUA e colaboracionistas dos japoneses, traidores da nação, instigados pelo imperialismo estadunidense, organizam abertamente atividades subversivas contra o norte da Coreia. O que eles mais temem é que a reforma agrária tenha sido realizada no norte da Coreia e que todo o nosso povo se una monoliticamente em torno do Poder popular. Isso os desespera e os leva a empregar os métodos mais pérfidos e dissimulados para destruir nosso Poder popular. Nessa situação, vocês devem elevar a visão política e o nível de consciência de nossas mulheres para que possam descobrir e frustrar a tempo as manobras subversivas dos inimigos.

As organizações da União das Mulheres devem intensificar o trabalho de propaganda e educação, sobretudo entre as operárias. Na prática, até agora, não trabalharam bem nesse sentido. No futuro, as quadros da União das Mulheres, membros do Partido, devem dirigir-se às fábricas e educar persistentemente as operárias, explicando-lhes os acontecimentos da atualidade e instruindo-as por meio de cursos políticos. Como ficou comprovado também na recente manifestação do Primeiro de Maio, o entusiasmo das operárias é muito elevado. As organizações da União das Mulheres poderão elevar ainda mais o entusiasmo dessas operárias pela construção do país se dedicarem maior atenção ao trabalho de propaganda e educação entre elas. Como as operárias geralmente trabalham concentradas nos centros de produção, esse trabalho educativo poderá ser realizado de forma planejada nos intervalos ou após o término da jornada de trabalho.

Além disso, as organizações da União das Mulheres devem impulsionar com maior vigor o trabalho de esclarecimento destinado a pôr fim às superstições e aos velhos costumes que ainda persistem entre as mulheres.

Ainda há mulheres que acreditam em divindades. Quando seus filhos ou maridos adoecem, recorrem a exorcistas ou adivinhos em vez de chamar um médico. Esses fenômenos ocorrem com maior frequência entre as camponesas. As organizações da União das Mulheres devem promover energicamente o trabalho de esclarecimento entre as mulheres para extirpar o quanto antes essas manifestações de atraso.

Entre algumas donas de casa ainda se manifestam, em grau considerável, os efeitos nocivos da educação de escravidão colonial e os resquícios do modo de vida dos imperialistas japoneses. Elas falam japonês diante dos filhos e vivem segundo os costumes impostos, em seu tempo, pelos imperialistas japoneses. Esse fenômeno é observado de forma mais acentuada entre as donas de casa das cidades e exerce uma influência negativa sobre as novas gerações.

Nosso país teve muitos generais célebres e homens de ciência patrióticos, e todos eles foram educados por excelentes mães. As mães desempenham um papel extremamente importante na educação dos filhos.

Nossas crianças são os futuros pilares e protagonistas da nova Coreia. Somente se forem bem educadas e se transformarem em pessoas que amem seu país, possuam conhecimentos e se comportem com dignidade, nosso país poderá prosperar. Devemos fortalecer o trabalho educativo entre as mulheres para que abandonem os velhos costumes e eduquem bem seus filhos.

Da mesma forma, é necessário melhorar a educação entre as mulheres para continuar desenvolvendo as belas qualidades morais próprias da mulher coreana.

Além disso, a União das Mulheres deve realizar amplamente a campanha de alfabetização entre as mulheres.

No passado, sob a dominação colonialista do imperialismo japonês, nem mesmo os homens podiam estudar adequadamente; quanto mais as mulheres, para as quais o estudo era absolutamente impossível. Sem instrução, as mulheres não poderão participar eficazmente da construção do país nem alcançar sua completa emancipação social. Hoje, ao contrário do passado, elas têm condições de trabalhar e estudar o quanto desejarem. A União das Mulheres deve impulsionar energicamente a campanha de alfabetização para que as mulheres possam trabalhar mais e melhor.

3. Sobre a organização e a mobilização ativa das mulheres na construção do país

Os imperialistas japoneses foram derrotados, mas deixaram em nosso país gravíssimas consequências. Ao fugirem, demoliram todas as fábricas, minas, ferrovias e demais instalações industriais que exploravam na Coreia para fins de saque colonial e arruinaram a economia rural. Em consequência de sua política de dominação colonial e de pilhagem, atualmente sofremos com a escassez de técnicos, matérias-primas e outros materiais. Nessas condições, o mais importante é que todo o povo — homens e mulheres, idosos e crianças —, firmemente unido em torno do Poder popular, mobilize-se com entusiasmo para reconstruir o país. Em particular, organizar e mobilizar ativamente as mulheres, que constituem metade da população de nosso país, para participar dessa tarefa tem um significado muito importante.

A tarefa mais urgente na construção do Estado é consolidar as conquistas da reforma agrária. Devemos, antes de tudo, aumentar a produção agrícola, demonstrando assim a superioridade do novo sistema de posse da terra, no qual não existem latifundiários e os camponeses são os proprietários da terra. Para isso, as camponesas, que representam metade da população rural, devem participar da produção agrícola com mais entusiasmo do que qualquer outro grupo. Essa é uma condição importante não apenas para colocar as mulheres em igualdade de condições econômicas com os homens, mas também para melhorar sua situação política.

Hoje, a participação das camponesas na produção agrícola já não é um trabalho forçado em benefício do imperialismo japonês e dos latifundiários, como acontecia no passado, mas sim uma luta para fortalecer, enriquecer e desenvolver o país, além de elevar seu próprio nível de vida. A União das Mulheres deve explicar detalhadamente essas questões às mulheres do campo, em palavras simples, para que participem ativamente da produção agrícola com uma atitude completamente diferente da de antes. Deve fazer com que semeiem toda a terra, sem deixar um só pedaço improdutivo, cuidem bem das plantações e obtenham colheitas abundantes.

Além disso, é importante fazer com que as operárias participem ativamente da construção do país.

Como assinalei brevemente acima, a situação das operárias durante o período do imperialismo japonês era incomparavelmente pior do que a das operárias de outros países. Por isso, as operárias coreanas lutaram corajosamente contra a opressão e a exploração colonialistas do imperialismo japonês. As greves das operárias da Fábrica de Borracha de Pyongyang e de outras fábricas constituem páginas brilhantes da história do movimento operário de nosso país.

Após a derrota dos imperialistas japoneses, suas fábricas e empresas passaram para as mãos de nosso povo. Ainda restam algumas sob administração privada, mas a maioria pertence a todo o povo. Como resultado disso, o caráter do trabalho e a situação das operárias mudaram radicalmente.

Antigamente, o trabalho era considerado a atividade mais desprezível, enquanto a exploração do trabalho alheio e o ócio eram tidos como algo sagrado. Essa concepção é equivocada e foi criada pelas classes exploradoras. Sob o Poder popular, o trabalho é verdadeiramente uma questão sagrada e honrosa. Quanto mais trabalharem nossos operários, mais riquezas criarão para o país e, consequentemente, mais elevado será seu nível de vida. Embora ainda exista em nosso país um pequeno número de empresários individuais, sob o Poder popular eles não podem explorar os operários arbitrariamente, como faziam durante o período da dominação colonialista do imperialismo japonês.

Hoje, nossas operárias trabalham nas mesmas fábricas em que, durante a dominação do imperialismo japonês, trabalhavam como escravas. No entanto, já não são assalariadas oprimidas e exploradas; agora são as proprietárias e honradas protagonistas da construção de seu país.

A União das Mulheres deve explicar claramente essa realidade às operárias, convidando-as a participar ativamente da construção do país com uma nova atitude diante do trabalho. Vocês, como quadros da União das Mulheres e militantes do Partido, devem ser as primeiras a inserir-se profundamente entre as operárias, animando-as e estimulando-as a trabalhar com entusiasmo para construir um país próspero e poderoso. Devem também fazer com que estudem diligentemente a técnica, trabalhem ainda mais e que muitas delas se tornem Heroínas do Trabalho.

A União das Mulheres deve também dedicar atenção minuciosa às condições de trabalho e de vida das mulheres, resolvendo prontamente suas necessidades.

Creio que entre vocês haja camaradas que foram operárias durante a dominação do imperialismo japonês. Como era sua situação naquela época? Para nossas operárias, casar-se era um ato de extrema ousadia; ter filhos, então, era pior ainda. Os capitalistas japoneses exploravam ao máximo as trabalhadoras solteiras, mas, quando elas se casavam, eram demitidas, pois consideravam que, ao se tornarem mães, produziriam menos. Poderia haver perversidade maior?

À mulher devemos conceder não apenas os mesmos direitos que ao homem, tanto no âmbito político quanto no econômico, mas também tratá-la com cuidado e consideração, pois ela é fisicamente mais frágil do que o homem e, além disso, cumpre os deveres da maternidade. É justo, portanto, que lhe sejam concedidas licenças antes e depois do parto, recebendo integralmente seu salário durante esse período.

No futuro, nosso Poder popular promulgará uma lei que concederá à mulher os mesmos direitos que ao homem em todos os aspectos do trabalho e da vida social. Contudo, esses direitos não lhes serão dados como um presente; para desfrutá-los plenamente, as próprias mulheres deverão conquistá-los por meio de seu trabalho e de sua luta.

Também é necessário mobilizar adequadamente as intelectuais para a construção do país.

Vocês não devem olhar com preconceito para as mulheres que receberam instrução durante o período da dominação do imperialismo japonês. As intelectuais de nosso país formadas sob essa dominação também foram vítimas das humilhações provocadas pela política de discriminação nacional do imperialismo japonês e, de forma alguma, exerciam cargos condizentes com seus conhecimentos; ao contrário, trabalhavam em ocupações humildes, como a de auxiliares de escritório. Por isso, elas também odiavam o imperialismo japonês e ansiavam pela libertação da pátria.

Nossas intelectuais podem prestar grandes serviços ao trabalho de alfabetização e esclarecimento das mulheres da cidade e do campo, bem como dedicar-se ao ensino, à cultura, à saúde pública e a diversas outras atividades. Algumas intelectuais progressistas já iniciaram seu trabalho integrando-se à sociedade. No entanto, ainda existem muitas que vacilam e não se decidem a participar das tarefas do Estado. As organizações da União das Mulheres devem fortalecer o trabalho político entre as intelectuais para que participem ativamente das atividades sociais.

Outra questão importante é a contribuição das mulheres sem trabalho remunerado e das donas de casa para a construção do Estado. Hoje, quando todo o povo é proprietário do país, elas não podem permanecer à margem dessas tarefas nacionais apenas por estarem nessa condição; elevar seu papel é tão importante quanto aumentar a participação das camponesas e das operárias.

Como, no passado, nossas mulheres coreanas não tiveram oportunidade de participar das tarefas do Estado nem das atividades políticas, ainda hoje se observam entre muitas donas de casa concepções equivocadas nesse sentido. Elas pensam que os assuntos do Estado dizem respeito apenas aos homens e que a elas basta cozinhar, lavar, cuidar dos filhos e limitar-se às tarefas do lar. Evidentemente, a mulher deve cuidar das questões domésticas, mas isso não pode servir de pretexto para mantê-la afastada das tarefas do Estado, pois, caso contrário, ela não poderá desfrutar dos mesmos direitos que o homem.

A União das Mulheres deve organizar e mobilizar eficazmente as mulheres sem trabalho remunerado e as donas de casa para as tarefas do Estado. Intensificando a luta contra os resquícios do passado, em especial contra o costume feudal de manter a mulher confinada ao lar, é preciso fazer com que todas essas mulheres, além de ajudarem seus maridos na construção do país, educarem bem os filhos e cuidarem diligentemente das tarefas domésticas, prestem também uma contribuição direta ao trabalho de construção estatal.

Para incorporar em massa as mulheres às atividades sociais, é necessário adotar medidas para a educação das crianças às custas da sociedade. As crianças que frequentam a escola não constituem grande obstáculo para que as mulheres se dediquem às atividades sociais. O verdadeiro problema são as crianças em idade pré-escolar. Quando a situação do país melhorar, serão criadas as condições para cuidar delas em creches e jardins de infância. Nosso desejo é construir desde já bons edifícios para criar as crianças às custas da sociedade, mas a situação atual não nos permite construir de uma só vez tantas creches e jardins de infância quanto necessitamos. Além dessa dificuldade econômica, precisamos também de pessoal qualificado para essas instituições.

Entretanto, isso não é motivo para permanecermos inativos até que as condições amadureçam por si mesmas. O Estado tomará medidas para resolver esse problema, mas é necessário também que a União das Mulheres estude formas de solucioná-lo com a participação das próprias mulheres. Se a União das Mulheres conseguir espaços livres entre as moradias, tanto nas cidades quanto no campo, e mobilizar mães experientes no cuidado de muitas crianças, poderão ser abertas pequenas creches. Inclusive, será possível instalar jardins de infância caso sejam convidadas a desempenhar essa função donas de casa que possuam certo nível de instrução.

É aconselhável que a União das Mulheres organize e administre um bom número de creches e jardins de infância de pequeno porte. Com o tempo, será acumulada a experiência necessária e, de acordo com as medidas do Estado, serão construídas numerosas creches e jardins de infância nas fábricas e nas aldeias.

A próxima Conferência deve discutir amplamente esses problemas e buscar soluções adequadas para eles.

Cumprindo com êxito as tarefas mencionadas, as organizações da União das Mulheres farão com que a mulher do norte da Coreia ofereça exemplos práticos do movimento de emancipação feminina às suas compatriotas do sul da Coreia, que vivem duramente oprimidas e exploradas pela administração militar estadunidense.

Vocês devem elevar continuamente seu próprio nível político e cultural no curso da luta pela construção de uma nova Coreia e não poupar esforços para eliminar a linha divisória do Paralelo 38, para que as mulheres do sul da Coreia também desfrutem da mesma liberdade e dos mesmos direitos de que gozam as mulheres do norte da Coreia.

Neste momento, todas as mulheres da Coreia voltam sua atenção para a Primeira Conferência da União das Mulheres. Por meio dessa Conferência, elas devem demonstrar que a mulher coreana, outrora socialmente humilhada, conseguiu unir-se em uma força organizada e coesa e que, com seu despertar político, participa da construção do país ao lado dos homens.

Conscientes do importantíssimo papel que desempenharão na Primeira Conferência da União das Mulheres, vocês devem envidar esforços ainda maiores para assegurar seu êxito, alcançando assim grandes realizações.

Lendas de amor que serão transmitidas para sempre junto com a grandiosa história da vitória na guerra

Às vésperas do 73º aniversário da vitória na Guerra de Libertação da Pátria, os coreanos recordam episódios que transmitem as lendas do amor dedicado pelo grande Líder camarada Kim Il Sung aos militares e ao povo da Coreia.

Em maio de 1951, o grande Líder disse a um comandante militar que era necessário instalar uma casa de repouso para os militares na linha de frente, pois a guerra estava se prolongando.

Os militares desfrutaram alegremente de seu descanso, divertindo-se com concertos instrumentais, competições esportivas e atividades recreativas, e, ao retornarem à frente em boas condições de saúde, realizaram notáveis feitos nas batalhas.

Mesmo nas difíceis condições da guerra, o grande Líder dedicou grande atenção à saúde e à vida do povo na retaguarda.

Em seu discurso de encerramento, "Algumas tarefas para normalizar a vida do povo em tempo de guerra", proferido na sessão do Comitê Político do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, realizada em janeiro de 1951, o grande Líder esclareceu as tarefas urgentes para corrigir os desvios de negligência em relação à vida da população. Posteriormente, fez com que fosse adotada a Resolução nº 197 do Conselho de Ministros para estabilizar a vida da população em tempo de guerra.

As resoluções do Conselho de Ministros destinadas a isentar os impostos agrícolas em espécie e os cereais emprestados pelo Estado, bem como a melhorar as condições de vida dos pescadores pobres, juntamente com as sucessivas políticas populares, demonstram as nobres qualidades do Líder do povo.

A fonte da vitória milagrosa na guerra coreana contra a invasão armada dos imperialistas estadunidenses foi a enérgica direção do grande Líder, que dedicou amor e confiança aos militares e ao povo, infundindo-lhes coragem e uma firme convicção na vitória.

Agência Central de Notícias da Coreia 

Sin Kum Dan

Entre os esportistas da RPDC que conquistaram medalhas de ouro em competições internacionais e exaltaram a dignidade e honra do país está Sin Kum Dan, uma atleta

Sin gostava muito de esportes, especialmente corrida, desde jovem. Enquanto trabalhava como operadora de torno na fábrica de máquinas-ferramenta de Huichon, ela continuou a fazer exercícios físicos.

Ela ganhou medalhas de ouro consecutivas e renovou os recordes mundiais em jogos internacionais, incluindo o primeiro GANEFO (Jogos para as Novas Forças Emergentes) realizado em Jacarta, Indonésia, em novembro de 1963.

Sin foi reconhecida como uma estrela do atletismo mundial na década de 1960, pois estabeleceu onze novos recordes mundiais e conquistou muitas medalhas, incluindo 28 medalhas de ouro, em jogos internacionais.

Ela foi premiada com o título de Atleta do Povo da RPDC em outubro de 1966.

Após se aposentar da carreira de atleta, atuou como treinadora e treinou um grande número de atletas. Ela ganhou o Prêmio Kim Il Sung em 1972.

Apesar de sua idade avançada, ela ainda dedica sua sabedoria e esforço ao desenvolvimento da ciência esportiva.

Naenara (22.07.2022) 

terça-feira, 21 de julho de 2026

Cidades de vários países com uma longa história

Conhecimentos gerais internacionais

As cidades antigas onde as pessoas viveram durante milhares de anos são, surpreendentemente, muito poucas.

Entre as cidades que existem atualmente no mundo, várias têm mais de 3.000 anos de história.

Atenas

Os primeiros vestígios de habitação humana escavados na famosa Acrópole de Atenas são considerados datados de entre 7000 a.C. e 5000 a.C.

Os gregos se estabeleceram ali por volta de 2000 a.C. e formaram um pequeno reino.

A partir do século V a.C., Atenas alcançou um nível superior ao das demais cidades-Estado gregas em todos os campos da política, da economia e da cultura, desempenhando um papel central na história da Grécia Antiga.

Na década de 1830, Atenas tornou-se a capital da Grécia independente.

Beirute

A história desta cidade, que certa vez também foi chamada de “Paris do Oriente Médio”, é incomparavelmente mais antiga que a da Paris francesa.

O primeiro registro histórico relacionado à cidade foi encontrado em uma carta enviada pelo rei local ao rei do Egito em 1400 a.C. A cidade esteve sob o domínio dos fenícios, gregos, romanos, bizantinos, otomanos, franceses, entre outros.

Tornou-se a capital quando o Líbano conquistou a independência em 1943.

Ancara

Ancara é um lugar onde os hititas se estabeleceram e viveram há aproximadamente 4.000 anos.

Mil anos depois, tornou-se uma importante cidade do Reino da Frígia e foi conquistada por Alexandre, o Grande, em 334 a.C.

Depois disso, a cidade, que esteve sob o domínio dos gregos e romanos, entre outros, foi tomada em 1356 pelo Estado otomano fundado pelos turcos.

Em 1923, Ancara foi oficialmente designada como a capital da Turquia.

Lisboa

É uma cidade portuária situada na foz do rio Tejo.

Construída originalmente pelos fenícios, a cidade começou a se tornar famosa por volta de 1200 a.C. como um centro frequentado por navios mercantes.

A cidade, que havia sido conquistada pelos muçulmanos em 711, foi retomada pelos cristãos no século XII.

Há muitos antigos patrimônios culturais neste lugar, incluindo um templo do século XII, igrejas dos séculos XIV e XV e palácios dos séculos XVII e XVIII.

Tornou-se a capital de Portugal em 1245.

Nos arredores, há cidades-satélites como Almada e Barreiro.