sábado, 16 de maio de 2026

Kwangju: As paredes ainda falam de 18 de maio

No centro de Kwangju existe um edifício que já não pertence apenas à arquitetura da cidade. O Edifício Jonil 245 tornou-se uma espécie de testemunha sobrevivente do Levante Popular de Kwangju. Entre cafés modernos, placas luminosas e avenidas movimentadas, ele permanece como um corpo marcado pela violência da ditadura militar sul-coreana. Quem entra naquele prédio percebe rapidamente que não está visitando apenas um espaço cultural. Está entrando em uma parte preservada da própria história coreana.

No interior do edifício há um caderno aberto para anotações dos visitantes. Pessoas deixam reflexões curtas, homenagens a familiares mortos, frases de solidariedade ou simples pensamentos silenciosos diante da memória do massacre. Em uma das páginas, lia-se: “Um diário é algo que se escreve sozinho, mas, com o passar do tempo, torna-se a memória de todos.” Logo abaixo, um visitante sul-coreano escreveu que, depois dos recentes acontecimentos políticos na República da Coreia, passou a pensar ainda mais em Kwangju. “Foi porque Kwangju existiu que foi possível encerrar a insurreição e destituir Yun Sok Yol”, dizia a mensagem. Era como se maio de 1980 ainda estivesse conversando com o presente.

O nome do edifício não é simbólico por acaso. Durante as obras de restauração realizadas décadas depois do massacre, investigadores descobriram exatamente 245 marcas de tiros espalhadas pelos andares superiores. Não eram danos aleatórios do tempo. Eram perfurações deixadas por disparos militares, principalmente tiros vindos de helicópteros utilizados durante a repressão conduzida pela ditadura de Jon Tu Hwan. O número foi incorporado ao nome oficial do prédio para impedir que aquelas marcas fossem esquecidas ou apagadas.

Hoje, os nono e décimo andares preservam parte dessas cicatrizes atrás de painéis de vidro. O visitante consegue observar rachaduras reais abertas por projéteis de metralhadora enquanto exibições digitais reproduzem as trajetórias dos helicópteros que sobrevoavam a avenida Kumnam disparando contra civis. Não há necessidade de dramatização artificial. As paredes falam sozinhas.

Em 1980, o edifício era um dos prédios mais altos daquela região de Kwangju. Sua localização na avenida Kumnam fazia dele um ponto estratégico durante os protestos. Manifestantes buscavam abrigo ali enquanto jornalistas tentavam romper a censura militar para informar o restante do país sobre o que acontecia nas ruas. O prédio abrigava redações de jornais e emissoras de rádio locais que operavam sob pressão constante do regime.

A ditadura de Jon Tu Hwan entendia perfeitamente o perigo que aquelas informações representavam. Mais do que controlar cidades, era necessário controlar a narrativa. Se a população da República da Coreia percebesse que cidadãos comuns estavam sendo massacrados por exigir democracia, o próprio regime perderia completamente a legitimidade. Por isso, desde o início, os manifestantes foram apresentados oficialmente como “agitadores”, “criminosos” ou elementos manipulados pelo comunismo.

Essa lógica anticomunista já fazia parte da estrutura política sul-coreana havia décadas. Sob a influência da Guerra Fria e da forte presença dos Estados Unidos na península coreana, qualquer mobilização popular podia ser tratada como ameaça à segurança nacional. Trabalhadores organizados, estudantes progressistas e movimentos democráticos frequentemente eram enquadrados como “subversivos”, mesmo quando suas reivindicações eram simplesmente o fim da ditadura e eleições livres.

Foi nesse ambiente que o Levante Popular de Kwangju começou. Em maio de 1980, estudantes da Universidade Chonnam saíram às ruas exigindo o fim da lei marcial decretada pelo regime militar. A resposta veio rapidamente através de tropas paraquedistas enviadas para esmagar os protestos com violência extrema. Espancamentos públicos, torturas e assassinatos passaram a ocorrer em plena luz do dia.

A brutalidade da repressão teve o efeito contrário ao esperado. Em vez de intimidar a população, ela incendiou a cidade inteira. Taxistas passaram a transportar feridos gratuitamente. Comerciantes distribuíam alimentos aos manifestantes. Trabalhadores, estudantes, motoristas e moradores comuns começaram a ocupar as ruas juntos. Em poucos dias, Kwangju havia se transformado em uma insurreição popular de enormes proporções.

Na República da Coreia, o episódio ficou conhecido oficialmente como Movimento de Democratização de 18 de Maio. Já na República Popular Democrática da Coreia, consolidou-se o nome Levante Popular de Kwangju. Apesar das diferenças políticas entre essas interpretações, existe um ponto impossível de negar: milhares de sul-coreanos comuns enfrentaram um regime militar armado até os dentes em nome da democratização.

Durante alguns dias, os habitantes de Kwangju organizaram formas próprias de administração popular. Comitês civis surgiram para coordenar abastecimento, segurança e comunicação. Grupos de autodefesa armados improvisadamente patrulhavam áreas da cidade enquanto assembleias populares aconteciam em prédios públicos ocupados. A cidade experimentava algo raro: uma organização nascida diretamente da mobilização popular.

É justamente essa dimensão popular que os setores conservadores sul-coreanos tentaram destruir ao longo das décadas seguintes. Surgiram então teorias conspiratórias afirmando que agentes da República Popular Democrática da Coreia teriam liderado os protestos. Essas acusações nunca foram comprovadas. Seis investigações nacionais diferentes não encontraram qualquer evidência concreta de infiltração militar norte-coreana em Kwangju.

Mesmo assim, a extrema-direita continua repetindo essas mentiras porque elas cumprem uma função política muito específica. Se os protestos forem apresentados como uma conspiração externa, então a ditadura pode ser reinterpretada como “defensora da nação”. Mas se a verdade for reconhecida plenamente, torna-se impossível negar que o próprio povo sul-coreano se levantou contra um governo fascista sustentado pela violência militar.

Os documentos exibidos no Edifício Jonil 245 desmontam essa falsificação histórica de maneira devastadora. Relatórios militares, registros oficiais e documentos desclassificados demonstram que as forças repressivas receberam autorização para utilizar fogo real contra manifestantes. Helicópteros foram empregados em operações de disparo sobre áreas urbanas. O massacre não foi um acidente nem um “confronto descontrolado”. Foi uma decisão política.

Também é impossível ignorar o papel desempenhado pelos Estados Unidos naquele contexto. Washington acompanhava atentamente os acontecimentos em Kwangju e mantinha relações estreitas com o aparato militar sul-coreano. Durante a Guerra Fria, a prioridade estratégica estadunidense era preservar governos anticomunistas aliados (ou subordinados, lacaios) no Leste Asiático, mesmo que isso significasse apoiar regimes autoritários.

Enquanto civis eram mortos nas ruas de Kwangju, reuniões diplomáticas e militares discutiam estabilidade regional, contenção política e controle da situação. A linguagem burocrática escondia uma realidade brutal: a democracia sul-coreana estava sendo sufocada diante dos olhos da principal potência ocidental do planeta.

Na madrugada de 27 de maio, as tropas lançaram o ataque final contra a cidade. Tanques avançaram pelas ruas enquanto soldados retomavam prédios ocupados pelos manifestantes. Muitos daqueles que permaneceram resistindo sabiam que provavelmente morreriam. Ainda assim, decidiram ficar. Não defendiam apenas edifícios ou barricadas. Defendiam a ideia de que o povo tinha direito de decidir o destino da própria sociedade.

O massacre deixou mortos, desaparecidos, presos e milhares de famílias destruídas. Durante anos, sobreviventes foram perseguidos e silenciados. Mães escondiam fotografias dos filhos assassinados. Testemunhas evitavam falar publicamente por medo de represálias. A ditadura tentou transformar Kwangju em um assunto proibido.

Mas a memória conseguiu sobreviver. Sobreviveu em relatos clandestinos, em músicas proibidas, em funerais vigiados pela polícia e nas lembranças compartilhadas entre gerações. Sobreviveu porque Kwangju deixou de pertencer apenas à cidade. Tornou-se símbolo da luta democrática de toda uma geração sul-coreana.

Hoje, o Edifício Jonil 245 representa exatamente isso: a transformação de um espaço comum em memória coletiva. Seus andares inferiores funcionam como centros culturais e turísticos modernos. Organizações artísticas, projetos digitais e iniciativas sociais ocupam o mesmo edifício que um dia foi marcado por tiros de helicópteros militares. É como se o prédio inteiro simbolizasse a sobrevivência da própria sociedade sul-coreana após a ditadura.

Do terraço, é possível observar a Praça da Democracia 18 de Maio e os antigos edifícios administrativos que se tornaram palco da resistência popular. Lá de cima, Kwangju parece uma cidade comum. Mas basta olhar para as paredes perfuradas do Edifício Jonil 245 para perceber que certas cidades nunca voltam completamente ao normal. Algumas continuam carregando a história inscrita em concreto, vidro e memória humana.

Ao norte de Kwangju, o Cemitério Nacional do 18 de Maio encerra essa memória coletiva de forma ainda mais profunda. Ali repousam estudantes, trabalhadores, motoristas, donas de casa e jovens que morreram durante o Levante Popular. Ao fundo do memorial ergue-se o Monumento Memorial do 18 de Maio, uma estrutura de quarenta metros de altura cujas formas lembram duas mãos unidas em prece. Em determinadas épocas do ano, especialmente próximo ao aniversário do levante, famílias, estudantes e visitantes caminham silenciosamente entre os túmulos carregando flores e fitas amarelas. Não se trata apenas de uma cerimônia de homenagem aos mortos. É uma peregrinação política e histórica em defesa da memória daqueles que enfrentaram a ditadura militar para que futuras gerações sul-coreanas pudessem viver em uma sociedade menos marcada pelo medo.

Lenan Menezes da Cunha

A China responde duramente às provocações do Ocidente

Recentemente, uma autoridade de Taiwan viajou para Essuatíni utilizando o avião particular do rei de Essuatíni. Isso ocorreu porque três países africanos recusaram permitir que o avião oficial da autoridade taiwanesa atravessasse seus espaços aéreos.

A visita da autoridade taiwanesa a Essuatíni provocou críticas na comunidade internacional, sendo classificada como “algo bandidesco” e “motivo de ridicularização internacional”.

Entretanto, o Ocidente aproveitou o incidente para lançar ataques verbais contra a China.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA alegou que os países africanos que proibiram a passagem aérea estavam agindo sob coerção da China, afirmando: “Este é mais um exemplo de Pequim realizando atividades intimidatórias contra Taiwan e os países do mundo que apoiam Taiwan, violando as normas internacionais da aviação civil e ameaçando a paz e a prosperidade internacionais.”

A Liga Parlamentar Suprapartidária para a Diplomacia dos Direitos Humanos do Japão exigiu do parlamento que desempenhe um papel ativo na proteção de um ambiente em que o povo taiwanês possa interagir livremente com os “parceiros democráticos”, afirmando que a independência diplomática de cada país não deve ser prejudicada por qualquer intimidação.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou que o fato de o lado estadunidense criticar arbitrariamente as ações justas dos países que defendem o princípio de uma só China constitui uma completa inversão do certo e do errado, confundindo o preto com o branco. A China expressou firme oposição a isso e exigiu energicamente que cesse o envio de sinais equivocados às forças da “independência de Taiwan”.

Além disso, recordou ao lado japonês o conteúdo da Declaração Conjunta China-Japão, que reconhece “o governo da República Popular da China como o único governo legítimo”, bem como o Tratado de Paz e Amizade China-Japão, confirmado pelos órgãos legislativos dos dois países, que estabelece que todos os princípios expressos na declaração conjunta devem ser rigorosamente respeitados. Também destacou que, desde a normalização das relações diplomáticas sino-japonesas, o governo japonês declarou repetidamente que a questão de Taiwan é um assunto interno da China. Isso, afirmou, é uma obrigação jurídica que o Japão deve cumprir e um compromisso político que deve respeitar. Criticou ainda os políticos japoneses, afirmando que eles próprios sabem muito bem quais são suas verdadeiras intenções ao fingirem não ouvir essas questões enquanto fazem comentários sobre Taiwan.

A questão de Taiwan é um assunto extremamente importante relacionado à soberania e à integridade territorial da China. Considerando Taiwan parte inseparável de seu território, a China adota a posição de não tolerar interferências externas, uma vez que a questão envolve seus interesses fundamentais e sentimentos nacionais.

No entanto, os países ocidentais procuram interferir nos assuntos internos da China usando a questão de Taiwan como pretexto.

Os EUA afirmam publicamente que sua política de uma só China permanece inalterada e que compreendem plenamente as preocupações da China sobre Taiwan, mas agem de forma diferente nos bastidores. Enviam constantemente navios e aviões ao estreito de Taiwan e vendem armas à ilha. Ao mesmo tempo, políticos estadunidenses visitam frequentemente Taiwan, incentivando as ambições das forças da “independência de Taiwan”. Em março passado, quatro senadores dos EUA visitaram Taiwan, provocando a reação da China.

A China enfatizou que se opõe de forma consistente e firme às relações de nível governamental entre os EUA e Taiwan, destacando que os EUA devem respeitar rigorosamente o princípio de uma só China e o espírito dos três comunicados conjuntos China-EUA, protegendo com ações concretas a situação geral das relações China-EUA e a paz e estabilidade no estreito de Taiwan.

A China também está respondendo com firmeza, adotando medidas de sanção contra países-membros da União Europeia envolvidos em transações militares com Taiwan.

Em 24 de abril, o Ministério do Comércio da China anunciou, por meio de comunicado oficial, que sete entidades da União Europeia seriam incluídas na lista de controle de exportações e restrições. Como resultado, ficou proibido às empresas exportadoras vender materiais de duplo uso a essas entidades, bem como a organizações ou indivíduos estrangeiros transferirem ou fornecerem a elas materiais de duplo uso de origem chinesa.

O porta-voz do Ministério do Comércio enfatizou que as medidas em questão têm como alvo apenas materiais de duplo uso e não afetarão as transações econômicas e comerciais normais entre a China e a União Europeia, acrescentando que entidades europeias que respeitam a credibilidade e a lei não têm motivo algum para preocupação.

O fato de o Ocidente fornecer apoio político e militar a Taiwan e interferir abertamente nos assuntos internos da China utilizando a questão taiwanesa constitui um desafio e uma ameaça flagrantes contra a China.

Tomar medidas apropriadas para defender os interesses nacionais é um direito soberano do governo chinês que ninguém tem autoridade para condenar.

Kim Su Jin

Rodong Sinmun

O grande literato de renome mundial Paek In Jun

Figuras literárias e artísticas que deixaram marcas notáveis na história da literatura e arte Juche

Na história de quase 80 anos da nossa República também está gravado o nome do senhor Paek In Jun, que cresceu como um grande literato de renome mundial amado pela pátria e pelo povo sob a benevolente mão do Partido.

O grande General declarou sobre o senhor Paek In Jun que, quando o Partido lhe dizia para escrever poemas, ele escrevia poemas; quando se realizava a revolução operística, escrevia óperas; e quando se realizava a revolução cinematográfica, escrevia literatura cinematográfica. Disse ainda que não havia outro escritor que tivesse produzido tantas boas obras em todos os campos da literatura e da arte, afirmando que o camarada Paek In Jun era um grande literato formado sob os cuidados do grande Líder.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos educar também as novas gerações para que vivam uma vida brilhante, como as gerações anteriores que foram infinitamente fiéis ao Partido e ao líder."

O senhor Paek In Jun nasceu em 1920 na província de Pyongan Norte. Desde cedo aspirando à literatura, estudou diligentemente com o sonho de se tornar escritor. Contudo, o imperialismo japonês o lançou aos campos de guerra de agressão.

Sobrevivendo milagrosamente ao abismo da morte, após a libertação ele recebeu a notícia do retorno triunfal à pátria do grande General Kim Il Sung e foi tomado por infinita alegria e emoção.

Em Pyongyang, o sehor Paek In Jun teve a imensa honra de trabalhar próximo ao grande Líder, por quem ansiava dia e noite.

Naqueles dias, criou poemas em louvor ao grande Líder.

O grande Líder providenciou a publicação da coletânea de poemas "Canção do Povo", reunindo as obras que ele havia criado refletindo a realidade da pátria libertada.

Durante a Guerra de Libertação da Pátria, o senhor Paek In Jun vestiu o uniforme revolucionário e combateu, e após a guerra passou a desenvolver plenamente suas atividades criativas como escritor.

Sua vida criativa foi uma orgulhosa trajetória de contribuição para abrir a era de ouro da literatura e da arte Juche, apoiando os elevados propósitos do grande General.

Enquanto dirigia o trabalho do setor literário e artístico, o grande General acolheu o senhor Paek In Jun em seu caloroso abraço de amor, concedendo-lhe enorme confiança e benevolência.

Ele passou a receber a enérgica orientação do grande General desde a criação do filme artístico "No Caminho do Crescimento".

Posteriormente, o grande General continuou guiando-o calorosamente para que desempenhasse um grande papel na realização da revolução cinematográfica, da revolução operística e da revolução teatral. Em vida, o senhor Paek In Jun recordava com profunda emoção que, apenas os cadernos de estudo nos quais anotou os ensinamentos do grande General durante os dias da revolução operística somavam seis grossos volumes.

Crescendo ainda mais sob os cuidados do grande General, que apresentou ideias e teorias literárias e artísticas originais inexistentes em qualquer clássico do Oriente ou do Ocidente, de ontem ou de hoje, o senhor Paek In Jun cumpriu brilhantemente qualquer tarefa criativa confiada pelo Partido.

Durante mais de 50 anos de vida criativa transcorridos sob o caloroso amor e a minuciosa orientação dos grandes homens sem igual, o senhor Paek In Jun criou numerosos roteiros cinematográficos, livretos de ópera, peças teatrais e poemas no elevado nível desejado pelo Partido.

O senhor Paek In Jun foi membro do Comitê Central do Partido, deputado da Assembleia Popular Suprema e trabalhou como vice-presidente da Assembleia Popular Suprema e presidente do Comitê Central da União dos Escritores da Coreia.

Ele viveu uma vida honrosa como condecorado com a Ordem Kim Il Sung, laureado com o Prêmio Kim Il Sung e Herói do Trabalho.

Após sua morte, o grande General leu a carta enviada respeitosamente por seus familiares e enviou de próprio punho as palavras: “O camarada Paek In Jun foi um grande homem que nosso Partido mais estimava e amava”, elevando ao auge da glória a vida daquele que empunhou o pincel da revolução e desenvolveu atividades criativas por várias décadas.

O estimado camarada Secretário-Geral também concedeu a grande benevolência de mencionar o nome do senhor Paek In Jun, na elevada tribuna do 7º Congresso do Partido, como um dos patriotas que dedicaram tudo de si ao caminho pela pátria e pelo povo.

A vida do senhor Paek In Jun, que cresceu como um grande literato de renome mundial sob o seio do Partido, continua brilhando até hoje no amor e no respeito do nosso povo.

Rodong Sinmun

Cumpramos a missão histórica de nossa geração

Artigo editorial

Todo o país ferve com a luta pela execução das novas metas de perspectiva, impulsionado pelo ímpeto de ter aberto um novo fluxo do desenvolvimento integral do socialismo.

Grandiosas batalhas de criação estão sendo desenvolvidas audaciosamente nas grandes frentes de construção, incluindo o canteiro da 5ª etapa da zona de Hwasong e os locais de construção dos projetos da política de desenvolvimento local, enquanto nas bases siderúrgicas, nas bases produtoras de cimento, nas milhares de galerias subterrâneas e em cada campo socialista, a luta pelo aumento da produção e a luta laboral estão sendo intensificadas de maneira ainda mais ativa.

Em todas as regiões, setores e unidades, pode-se ver o povo repleto de consciência de sua missão da época, que transformou a política do Partido em convicção, transbordando de confiança, otimismo, fervor patriótico e espírito combativo.

Avancemos com passos ainda maiores e mais vigorosos da marcha revolucionária rumo à grande nova vitória que gravará mais uma página nos anais da prosperidade da pátria — esta é a ardente aspiração e o desejo de todo o povo do país.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Nas severas provações da história, a convicção do nosso povo tornou-se ainda mais firme, a força do nosso Estado tornou-se ainda mais poderosa e diante de nós está chegando uma era de grande transformação."

A grande causa da riqueza nacional e do fortalecimento do país não se conclui em uma ou duas gerações, mas é uma obra de longo prazo que continua através das gerações. Diante de cada geração surgem importantes e responsáveis tarefas de impulsionar vigorosamente sua respectiva época. Sob esse ponto de vista, o processo de construção estatal pode ser considerado um processo no qual as tarefas históricas e de época são brilhantemente resolvidas por uma geração e continuamente transmitidas de geração em geração.

Em última análise, a sólida existência do Estado e seu desenvolvimento contínuo, que liga ontem, hoje e amanhã, são garantidos pelo povo que compreende sua missão e dever históricos e se levanta para cumpri-los.

Na história da construção do nosso Estado, adornada de vitórias e glórias, estão gravados o nobre espírito e os preciosos feitos heroicos das gerações anteriores, que dedicaram tudo de si para cumprir as tarefas históricas atribuídas à sua geração.

O fato de que, após a libertação, as tarefas da revolução democrática tenham sido realizadas de maneira completa em tão curto período e que as grandes causas históricas da fundação do Partido, do Estado e do exército tenham sido concretizadas deveu-se aos esforços ativos e à luta resoluta das gerações anteriores, que abraçaram a sagrada missão pioneira e se levantaram para a construção da nova pátria com um só coração patriótico.

O grande espírito de defesa da pátria e o incomparável espírito de sacrifício da geração vitoriosa na guerra, que se dispôs a defender com a própria vida a pátria recuperada pelo grande Líder, deram origem ao mito secular da vitória que derrotou a bomba atômica com o fuzil da infantaria. A determinação e a vontade firme do nosso povo, que buscava demonstrar mais uma vez a dignidade do povo coreano sobre as ruínas do pós-guerra, trouxeram o lendário Chollima, criaram brilhantes milagres em todas as frentes da construção socialista e ergueram nesta terra uma entidade estatal socialista de independência, autoconfiança e autodefesa. Nosso povo também alcançou vitórias consecutivas na inédita guerra de defesa do socialismo e consolidou firmemente os alicerces da construção de uma pátria próspera e poderosa.

A verdade filosófica ensinada pela gloriosa história de desenvolvimento da nossa pátria é que um Estado sustentado por um povo consciente de sua missão histórica e infinitamente fiel a ela é sempre forte e vitorioso não apenas ontem e hoje, mas também amanhã.

Hoje, nossa pátria está escrevendo de maneira ainda mais audaciosa e contínua uma nova história de prosperidade integral.

A civilização da capital está transformando as províncias, e as mudanças nas províncias estão impulsionando o desenvolvimento da capital, enquanto se desenrola uma situação em que todas as regiões, setores e unidades do país avançam de maneira competitiva, equilibrada e simultânea. Com isso, a grande obra histórica orientada ao desenvolvimento integral da construção socialista atravessou com êxito sua primeira etapa. Em particular, embora os últimos cinco anos não sejam um período longo na extensa trajetória da República, eles brilham como anos de grande transformação, nos quais ocorreram mudanças extraordinárias no destino e no desenvolvimento do Estado e do povo, abrindo continuamente novos campos decisivos para o desenvolvimento nacional.

Mas não podemos permanecer aqui.

Nosso Partido estabeleceu, no histórico 9º Congresso do Partido, um novo marco para a revitalização integral do Estado. Cada um dos objetivos e tarefas de luta que devemos executar e completar é de enorme magnitude.

Agora é a vez da nossa geração. Não devemos transferir as tarefas históricas da nossa geração para a próxima.

Sobre nós repousa a sagrada tarefa de elevar ainda mais perante o mundo inteiro a dignidade e a glória imortal do grande nosso Estado, erguidas ao longo de décadas de árdua luta pelas gerações anteriores.

Devemos fortalecer continuamente a capacidade de defesa nacional, consolidar ainda mais as bases da autoconfiança e impulsionar vigorosamente o programa da revolução rural da nova era e a revolução do desenvolvimento local. Devemos ampliar rapidamente os êxitos obtidos na revolução educacional e na revolução sanitária da nova era e continuar a grande era de prosperidade da construção, erguendo mais entidades monumentais que simbolizem a época de transformação.

A missão histórica da nossa geração é realizar perfeitamente essas grandiosas tarefas e antecipar a riqueza nacional e o fortalecimento do país.

Embora a missão seja pesada e a luta árdua, contemplar um futuro ainda mais brilhante para nossa causa e transformar em realidade o desenvolvimento integral do nosso socialismo não é apenas um dever assumido por nossa geração, mas também uma honra e um orgulho incomparáveis concedidos à nossa geração pela época, pela história, pela pátria e pela revolução.

Agora é precisamente o momento em que todos devem possuir a consciência de missão da época de consolidar, custe o que custar, as bases da revitalização para si e para as futuras gerações, nutrindo ardente amor pela pátria e confiança no futuro, dedicando sem reservas toda a sabedoria, fervor e esforço ao desenvolvimento e prosperidade do Estado.

Ser infinitamente fiel à ideia e à direção do estimado camarada Secretário-Geral — esta é a missão absoluta e imutável da nossa geração.

A época atual é uma grande era de transformação em que a ideia e a direção do estimado camarada Secretário-Geral se convertem diretamente em deslumbrantes realidades.

Na ideia e na direção do estimado camarada Secretário-Geral está refletida a firme vontade de fazer com que o nosso grande Estado e o nosso grande povo sejam admirados pelo mundo inteiro e de fazer florescer nesta terra o ideal comunista. Ajustar nossos passos de luta e avanço aos passos de devoção patriótica do estimado camarada Secretário-Geral, que abre uma nova história de prosperidade e florescimento com energia sobre-humana — eis o caminho para cumprir a missão histórica e o dever da nossa geração. Onde quer que trabalhemos, devemos viver conforme a vontade e a determinação do estimado camarada Secretário-Geral e, qualquer que seja o trabalho realizado, devemos dedicar toda nossa sabedoria e fervor com a firme decisão de concretizar necessariamente suas concepções. Isso deve tornar-se a essência da nossa geração.

Lutemos pelo futuro como fizeram as gerações anteriores — esta é a exigência da revolução e o solene chamado da época.

Nossas gerações anteriores foram verdadeiros revolucionários e ardentes patriotas que gravaram claramente na história, não com mil palavras, mas com elevado espírito revolucionário e indomável prática de luta, o que devem ser a convicção e a vontade, o sacrifício e a dedicação, o amor e o ódio na defesa da pátria.

Por mais preciosamente que as gerações predecessoras tenham derramado seu sangue para abrir a causa revolucionária, se a geração seguinte esquecer o espírito revolucionário das gerações anteriores e não o herdar corretamente, se não cumprir sua missão histórica e de época, tal país inevitavelmente não poderá escapar da decadência. Quanto mais o tempo passa e as gerações mudam, mais devemos recordar as gerações revolucionárias anteriores, e quanto maiores forem as provações e tarefas, mais devemos erguer como bandeira de luta e avanço justamente o espírito revolucionário possuído pelas gerações anteriores.

Hoje, ao abrirmos uma grandiosa nova era de transformação, o que mais necessitamos não é dinheiro, materiais ou força de trabalho, mas sim um elevado senso de responsabilidade, coragem extraordinária e autoconfiança para cumprir a missão histórica confiada à nossa geração. E aquilo que multiplica essa força ideológica e espiritual, essa vitalidade, é precisamente o espírito de luta das gerações anteriores.

A extraordinária força espiritual e o caráter revolucionário das gerações anteriores, que criaram uma era heroica e uma história de milagres, são hoje mais necessários do que nunca, e somente vivendo e lutando como elas poderemos cumprir brilhantemente as tarefas históricas da nossa época, que busca sucessos e transformações ainda maiores. Se todos se dedicarem à pátria e à revolução como as gerações anteriores, possuírem convicção e vontade firmes como elas e transbordarem de fervor e bravura como elas, não haverá dificuldades que não possamos superar nem fortalezas que não possamos conquistar.

Cumpramos a missão histórica da nossa geração com a força do patriotismo e da unidade — esta deve ser hoje a poderosa aspiração e o desejo da nossa geração.

Em quase 80 anos de história da República, nunca antes o orgulho e o amor do povo pelo nosso grande Estado alcançaram tamanho nível.

O patriotismo foi, é e continuará sendo nossa missão e dever imutáveis.

Um país poderoso que ninguém possa desafiar e uma verdadeira sociedade ideal do povo só podem ser alcançados quando todo o povo estiver firmemente unido pelo patriotismo e cumprir com êxito as pesadas tarefas da época e os deveres revolucionários com essa força inesgotável.

Todo habitante desta terra deve gravar passos valiosos de vida no caminho pela prosperidade e florescimento da pátria, com sabedoria e fervor patrióticos.

Se for integrante da classe operária, deve incendiar vigorosamente a luta pelo aumento produtivo e a luta criadora como a classe operária de Sangwon, que se tornou força e apoio do nosso Partido. Se for trabalhador agrícola, deve derramar sem reservas o suor patriótico nos campos para obter grandes colheitas e encher os celeiros do país. E se for cientista, deve tornar-se uma brilhante luz da pátria, contribuindo para a prosperidade e o florescimento com a moderna ciência e tecnologia.

Quando todos, em todos os lugares, praticarem o patriotismo e as poderosas chamas patrióticas arderem em cada posto, local de trabalho, região e família desta terra, o avanço do nosso Estado rumo a um amanhã mais brilhante será acelerado.

Povo inteiro, levantemo-nos em mobilização geral com um só coração patriótico para tornar nossa pátria ainda mais grandiosa. Quando todos compreenderem profundamente sua missão histórica e de época e se erguerem unanimemente para cumpri-la, alcançaremos as grandiosas metas estabelecidas e seremos registrados nos anais da pátria como uma geração heroica que ergueu uma grandiosa e digna entidade estatal.

A vitória pertence ao grande povo coreano, que confia em um futuro radiante.

Hong Jin Hyok

Rodong Sinmun 

O precioso legado da revolução

À medida que a geração muda e a revolução avança, tenhamos uma consciência de classe anti-imperialista mais forte

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

"Devemos fortalecer ainda mais a educação de classe anti-imperialista das novas gerações, para que elas herdem a sólida consciência de classe anti-imperialista como gene revolucionário e legado da revolução."

Quando se fala em legado, pode-se dizer que se trata de uma riqueza criada pelas gerações precedentes e transmitida às gerações seguintes.

Ao atravessarem o longo percurso histórico da revolução coreana, nossas gerações anteriores deixaram nesta terra, juntamente com inúmeras criações, preciosos legados ideológicos e espirituais que não podem ser comparados a nenhuma outra riqueza.

Um deles é justamente a consciência de classe anti-imperialista.

A consciência de classe anti-imperialista é o ardente ódio aos imperialistas e inimigos de classe, bem como o firme espírito revolucionário de lutar contra eles e derrotá-los até o fim.

A revolução é uma grande causa prolongada que continua através das gerações, e ela acompanha uma intensa luta de classes.

Assim como foi ontem, quanto mais nossa revolução avança e a felicidade floresce nesta terra, mais perversas se tornam as maquinações dos inimigos que veem isso como um espinho nos olhos.

Hoje, quando as novas gerações que nunca experimentaram as provações da guerra nem ouviram sobre exploração e opressão senão por palavras estão surgindo como força principal da revolução, consolidar profundamente uma firme consciência de classe anti-imperialista constitui uma tarefa importante para defender resolutamente a vida independente, os direitos conquistados com sangue e o sistema socialista.

O sangue pode ser herdado, mas a consciência ideológica jamais é transmitida automaticamente.

A sólida consciência de classe legada pelas gerações anteriores como patrimônio revolucionário deve ser herdada continuamente.

A verdadeira sucessão entre gerações não reside nos laços de sangue que seguem naturalmente, mas nos esforços incessantes das novas gerações para continuar firmemente o precioso espírito das gerações anteriores.

Para transmitir de geração em geração a consciência de classe anti-imperialista como precioso legado da revolução, é necessário aprofundar continuamente o trabalho de educação ideológica destinado a elevar a consciência revolucionária e classista.

No trabalho de educação classista, deve-se utilizar ativamente os centros de educação de classe, documentos históricos de denúncia e pontos de origem da vingança, revelando detalhadamente a bestialidade, perversidade e crueldade dos imperialistas e inimigos de classe.

Atualmente, as novas gerações do nosso país visitam continuamente lugares como o Pavilhão de Educação de Classe de Sinchon e o Pavilhão Central de Educação de Classe, que gravam profundamente as verdades e lições da luta de classes.

Somente nas pessoas cujo sangue ferve de ódio e hostilidade contra o inimigo pode brotar um ardente amor pela pátria e pelo povo, assim como podem manifestar-se o fervor e o espírito de luta para dedicar sem reservas corpo e alma à luta atual pelo desenvolvimento integral do socialismo.

Todos devem preparar-se firmemente como combatentes de vanguarda da classe, plenamente armados com a consciência de classe anti-imperialista — precioso legado da revolução — para fazer resplandecer eternamente e defender para sempre o sistema socialista, que é nossa vida e nosso modo de viver.

Om Su Ryon

A injustiça e o caráter reacionário da teoria revisionista moderna que tenta eliminar a superioridade do sistema de propriedade socialista

Pesquisa Econômica (Kyongje Yongu)

Autor: Kim Ki Ho

A propriedade socialista sobre os meios de produção é a base material que permite às massas populares desfrutarem de uma vida independente e criativa como verdadeiras donas da vida econômica.

Esta é a superioridade fundamental da propriedade socialista em relação à propriedade privada.

Eliminar a superioridade do socialismo é uma manobra maliciosa e invariável dos imperialistas.

Os imperialistas, a fim de eliminar a superioridade e a vitalidade do sistema socialista e desintegrá-lo internamente, difundem sofismas que sabotam o sistema socialista e embelezam e maquiam o sistema capitalista, ao mesmo tempo em que intensificam persistentemente a infiltração ideológica e cultural contra os países socialistas. Paralelamente, compram elementos degenerados e traidores da revolução surgidos nas camadas superiores do movimento comunista e operário e os utilizam como seus lacaios.

Hoje, todos os tipos de sofismas difundidos pelos traidores do socialismo e revisionistas modernos são produtos da estratégia antissocialista dos imperialistas.

Os traidores do socialismo e revisionistas modernos, seguindo a estratégia antissocialista dos imperialistas, falam sobre as “limitações” do sistema de propriedade socialista e a “superioridade” do sistema de propriedade privada, conduzindo manobras para embelezar o sistema capitalista e difamar o sistema socialista.

O estimado Dirigente camarada Kim Jong Il ensinou:

“Os reacionários imperialistas falam sobre a 'superioridade' do sistema de propriedade privada, exigindo que os países socialistas abandonem a propriedade socialista e restaurem a propriedade privada, mas o caráter reacionário do sistema de propriedade privada já foi comprovado pela história.”

(“Nosso socialismo centrado nas massas populares é invencível”, págs. 25-26)

A teoria sobre as “limitações” do sistema de propriedade socialista e a “superioridade” do sistema de propriedade privada, defendida pelos imperialistas e revisionistas modernos, é um sofisma absurdo, cuja injustiça e caráter reacionário já foram comprovados histórica e realisticamente.

Hoje, um dos sofismas levantados pelos revisionistas modernos para justificar a transformação da propriedade socialista em propriedade privada é a alegação de que o sistema de propriedade socialista “reprime” a responsabilidade e a criatividade das massas produtoras e que, portanto, deve ser convertido em propriedade privada.

Os revisionistas modernos, ao difamarem o sistema de propriedade socialista alegando que ele “reprime” a responsabilidade e a criatividade das massas produtoras, distorcem a verdade e invertem o preto e o branco.

O sistema de propriedade socialista é um sistema avançado de propriedade que eleva amplamente a responsabilidade e a criatividade das massas produtoras ao tornar as massas populares donas da vida econômica.

A propriedade socialista sobre os meios de produção, antes de tudo, faz das massas populares proprietárias dos meios de produção, libertando-as de toda exploração e estabelecendo relações de cooperação e colaboração camaradescas no processo produtivo, permitindo-lhes realizar um trabalho independente e criativo não para enriquecer exploradores, mas para a pátria, o povo e si mesmas.

A propriedade socialista sobre os meios de produção também faz com que as massas populares ocupem a posição de donas no tratamento dos produtos, tornando-se usufrutuárias reais da riqueza material produzida.

Por isso, as massas populares possuem um interesse vital no desenvolvimento da produção e demonstram elevado entusiasmo revolucionário e criatividade.

O que reprime a responsabilidade e a criatividade das massas produtoras não é o sistema de propriedade socialista, mas o sistema de propriedade privada.

No sistema de propriedade privada, as massas populares são privadas dos meios de produção pela pequena classe exploradora e, por isso, não podem ocupar a posição de donas da vida econômica; além disso, a riqueza material produzida é apropriada pela classe exploradora.

Assim, as massas populares não podem interessar-se pelo desenvolvimento da produção nem demonstrar entusiasmo produtivo e criatividade.

Portanto, afirmar que o sistema de propriedade socialista “reprime” a responsabilidade e a criatividade das massas produtoras não passa de um sofisma absurdo que distorce a verdade.

Outro sofisma levantado pelos traidores do socialismo e revisionistas modernos é a alegação de que, como o “sistema administrativo e coercitivo” se baseia no domínio absoluto da propriedade estatal, a propriedade socialista deve ser convertida em propriedade privada.

Isso também é um sofisma absurdo e irracional.

Originalmente, o sistema e os métodos administrativos coercitivos na gestão econômica são produtos das sociedades exploradoras baseadas na propriedade privada dos meios de produção.

Nas sociedades baseadas na propriedade privada dos meios de produção, a classe exploradora monopoliza todo o poder e conduz a administração econômica de forma coercitiva e administrativa, enquanto as massas populares tornam-se meros objetos de administração, obrigadas apenas a obedecer às ordens administrativas.

Ao contrário disso, na administração econômica socialista, em que os meios de produção pertencem à propriedade socialista, as massas populares ocupam a posição de donas e desempenham o papel de proprietárias.

Na sociedade socialista, em que a administração econômica é realizada pelas massas populares, mantém-se o princípio de utilizar principalmente métodos políticos, combinando corretamente métodos econômico-técnicos e administrativo-organizacionais.

Isso é fundamentalmente diferente dos métodos burocráticos de administração das velhas sociedades, que impunham tudo por meio de ordens administrativas.

Portanto, a alegação dos traidores do socialismo de que o “sistema administrativo coercitivo” se apoia no domínio absoluto da propriedade estatal e que, por isso, a propriedade estatal deve ser privatizada não passa de um sofisma absurdo que distorce a verdade e sabota o sistema de propriedade socialista.

Também é um sofisma extremamente absurdo e injustificado o fato de os imperialistas e revisionistas modernos falarem da “superioridade” do sistema de propriedade privada e exigirem o abandono da propriedade socialista e a restauração da propriedade privada.

Eles alardeiam a “superioridade” do sistema de propriedade privada.

A chamada “superioridade” do sistema de propriedade privada proclamada pelos revisionistas modernos refere-se à concorrência ilimitada da lei da selva, através da qual os exploradores acumulam ainda mais riquezas.

No sistema de propriedade privada sobre os meios de produção, atua a lei da selva, segundo a qual os fortes sacrificam os fracos para obter mais lucros.

Isso inevitavelmente fortalece o domínio do capital, intensifica ainda mais as relações de exploração e opressão e transforma numerosos trabalhadores em escravos dos capitalistas.

O caráter reacionário do sistema de propriedade privada já foi comprovado pela história.

Desde a propriedade privada dos senhores de escravos na sociedade escravista, passando pela propriedade privada dos senhores feudais na sociedade feudal, até a propriedade privada dos capitalistas na atual sociedade capitalista, todos os sistemas de propriedade privada geraram exploração do homem pelo homem e exerceram, e continuam exercendo, um papel reacionário que impede o desenvolvimento social.

Somente no sistema de propriedade socialista as massas populares podem desfrutar de uma vida independente e criativa como verdadeiras donas da vida econômica.

Apesar disso, os revisionistas modernos falam sobre as “limitações” do sistema socialista e a “superioridade” do sistema de propriedade privada, conduzindo manobras para converter a propriedade socialista em propriedade privada.

A essência reacionária da teoria revisionista moderna sobre a privatização da propriedade socialista reside em restaurar a propriedade privada no lugar da propriedade socialista, revertendo o próprio sistema econômico para um sistema capitalista de exploração.

O estimado Dirigente camarada Kim Jong Il ensinou:

“Como mostram os fatos históricos, rejeitar a direção do partido e do Estado da classe trabalhadora sobre a economia e abolir a propriedade socialista, seja sob qualquer pretexto, nada mais é do que o caminho para restaurar o sistema capitalista de exploração.”

(“A difamação do Socialismo não será tolerada”, pág. 21)

A propriedade socialista, composta pela propriedade estatal e de todo o povo e pela propriedade cooperativa, constitui a base econômica do sistema socialista.

Os revisionistas modernos, transformados em lacaios do imperialismo, com o objetivo de destruir o sistema socialista desde seus fundamentos, estão desmantelando a propriedade socialista sob o pretexto da chamada “diversificação” da propriedade e convertendo-a em toda sorte de formas de propriedade privada.

Nos países onde o socialismo ruiu, as chamadas “leis de propriedade” fabricadas legalizam juridicamente formas de propriedade como a propriedade individual dos meios de produção, a propriedade coletiva e formas mistas de propriedade, como propriedade estatal-individual e propriedade estatal-capitalista.

Os traidores do socialismo, sob o pretexto da “diversificação” da propriedade, fabricaram diversas formas de propriedade para fazê-las parecer formas que garantiriam os interesses das massas populares, enganando o povo e eliminando mais facilmente a propriedade socialista.

Hoje, nos países onde o socialismo ruiu, a economia socialista vem sendo desmantelada por vários métodos, como a venda ou arrendamento dos meios de produção anteriormente pertencentes à propriedade socialista a indivíduos ou “grupos individuais”, convertendo-a em economia privada, “economia de pequenos grupos”, “economia mista” e outras formas, todas operadas segundo métodos capitalistas.

 Assim, com a “liberalização” das atividades de gestão, a direção unificada e planificada do Estado está sendo eliminada.

Uma economia sem a direção do partido e do Estado da classe trabalhadora não é, na realidade, uma economia socialista.

A teoria revisionista moderna sobre a privatização da propriedade socialista, devido ao seu caráter reacionário, está trazendo enormes consequências nocivas para a vida socioeconômica.

As consequências nocivas das manobras de privatização da propriedade socialista promovidas pelos revisionistas modernos consistem, antes de tudo, em rebaixar as massas populares da posição de donas da vida econômica à posição de escravas dos exploradores.

A propriedade socialista é a base socioeconômica que permite às massas populares ocuparem a posição de donas da vida econômica e desempenharem o papel de proprietárias.

O fato de as massas populares se tornarem ou não donas da vida econômica é determinado pelo sistema econômico da sociedade, especialmente pelo sistema de propriedade.

Quando a propriedade socialista sobre os meios de produção é convertida em propriedade privada, as massas populares, criadoras da riqueza social, inevitavelmente deixam de ser donas da vida econômica e tornam-se escravas e empregadas dos exploradores.

Quando as massas populares têm os meios de produção tomados pelos exploradores, perdem sua posição de proprietárias na vida econômica e deixam de poder desempenhar o papel de donas.

Numa sociedade em que o povo trabalhador se transforma em escravo e empregado dos exploradores, não pode ser garantida às massas populares uma vida independente e criativa.

Nos países onde o socialismo ruiu, ainda não faz muito tempo desde que as manobras de privatização começaram, mas já surgiram milionários, enquanto a esmagadora maioria dos trabalhadores sofre com o desemprego e a pobreza; essa realidade comprova isso.

Outra consequência nociva das manobras de privatização da propriedade socialista pelos revisionistas modernos consiste em fazer com que a vida econômica passe a funcionar espontaneamente segundo as leis da economia de mercado, levando numerosos empreendimentos à falência e mergulhando a economia em estagnação e caos devido à anarquia da produção e à concorrência predatória.

A propriedade socialista sobre os meios de produção constitui a base econômica que une todos os setores da economia nacional como um único organismo e permite desenvolver a economia de maneira planificada e equilibrada sob a direção unificada e planificada do Estado.

A economia socialista, baseada na propriedade socialista dos meios de produção, conecta organicamente todos os setores da economia nacional, como a indústria e a agricultura, e estabelece vínculos inseparáveis entre os diversos elos da reprodução, como produção, distribuição, troca e consumo.

O desenvolvimento da economia nacional baseada na propriedade socialista é garantido pela direção unificada e planificada do Estado da classe trabalhadora.

Somente por meio da direção unificada e planificada do Estado da classe trabalhadora é possível resolver de maneira planejada as relações econômicas entre os setores econômicos e entre os elos da reprodução, bem como mobilizar e utilizar de forma eficaz todos os recursos humanos e naturais do país para alcançar o desenvolvimento contínuo da economia.

Apesar disso, os traidores do socialismo, ao difamarem o sistema de direção unificada e planificada do Estado como um “sistema administrativo coercitivo”, distorcem a realidade como se isso decorresse do domínio absoluto da propriedade estatal e, assim, convertem a propriedade socialista em propriedade privada.

Dessa forma, nesses países, a direção unificada e planificada do Estado sobre a economia foi eliminada e, como nas sociedades capitalistas, a vida econômica passou a funcionar espontaneamente segundo a lei do valor e as leis da economia de mercado.

Em condições em que as relações econômicas entre os setores econômicos e entre os elos da reprodução se desenvolvem espontaneamente segundo a lei do valor e as leis da economia de mercado, torna-se inevitável o colapso do equilíbrio entre os setores econômicos e os elos da reprodução, assim como os conflitos e choques de interesses entre as empresas.

A realidade dos países que privatizaram a propriedade socialista devido às manobras dos revisionistas modernos — mergulhando em crises econômicas catastróficas sem saída, marcadas pela desordem e caos da economia de mercado, pela ruptura das relações econômicas entre os setores da economia, pela falência em massa de empresas, pelo desemprego generalizado e pela alta dos preços — demonstra claramente a injustiça e o caráter reacionário da teoria revisionista moderna sobre a privatização da propriedade socialista.

Embora os revisionistas modernos e traidores do socialismo estejam difundindo toda sorte de teorias econômicas reacionárias para destruir o sistema socialista e restaurar o capitalismo, nenhum sofisma pode distorcer a verdade nem ocultar a realidade.

Embora os revisionistas modernos e traidores do socialismo distorçam a realidade e sabotem o sistema socialista, eles não podem enganar o povo nem eliminar a superioridade do sistema socialista.

Nós devemos rejeitar resolutamente os sofismas dos revisionistas modernos no campo econômico e elevar ainda mais a superioridade do nosso socialismo, centrado nas massas populares.

Enciclopédia Científica, 1 de junho de 1994

Exigências da época do desenvolvimento integral do socialismo


O 9º Congresso do Partido do Trabalho da Coreia enfatizou de forma importante a necessidade de materializar corretamente as exigências da época do desenvolvimento integral na construção socialista.

A era do desenvolvimento integral do socialismo é uma época de ouro do fortalecimento do poder nacional em que todos os setores, como política, defesa nacional, economia e cultura, se erguem simultaneamente, demonstrando ao mundo inteiro a dignidade e o prestígio do país, sendo também uma crônica de milagres e transformações em que não apenas a capital, mas também as províncias se transformam conjuntamente.

A era do desenvolvimento integral do socialismo é também uma crônica dinâmica em que grandes mudanças positivas ocorrem no aspecto ideológico e espiritual das pessoas, elevando o entusiasmo revolucionário e o ímpeto de luta.

O 9º Congresso do Partido esclareceu cinco importantes exigências que devem ser mantidas no período de desenvolvimento integral, com base na análise das experiências e lições do período do 8º Comitê Central do Partido, bem como das perspectivas futuras de desenvolvimento.

A primeira exigência da época do desenvolvimento integral é garantir unidade de ação em toda a construção socialista e estabelecer uma forte disciplina.

Garantir unidade de ação em toda a construção socialista e estabelecer uma forte disciplina é a exigência mais prioritária que deve ser mantida no período de desenvolvimento integral.

O desenvolvimento integral do socialismo é o desenvolvimento simultâneo e equilibrado de todos os campos da vida estatal e social, de todas as regiões do país e de todos os setores da economia nacional.

Garantir a unidade de ação é uma exigência indispensável para alcançar o desenvolvimento simultâneo e equilibrado de todos os campos, regiões e setores.

O fato de garantir unidade de ação em toda a construção socialista e estabelecer uma forte disciplina constituir uma exigência da época do desenvolvimento integral deve-se ao fato de nosso país ser um Estado socialista que tem o coletivismo como sua essência vital.

Nosso país é uma sociedade socialista baseada no coletivismo, e a superioridade e o poderio do socialismo ao nosso estilo residem no coletivismo.

Em nosso país, a unidade camaradesca e a cooperação entre as pessoas constituem a base das relações sociais, e elevadas maneiras e belos costumes de consideração e cuidado mútuos são amplamente demonstrados. O coletivismo é precisamente a poderosa força que forma nosso povo como um povo justo e belo e faz com que o socialismo ao nosso estilo avance cheio de vitalidade e vigor.

A segunda exigência da época do desenvolvimento integral é romper com velhos esquemas e moldes, com o conservadorismo e o empirismo, criando e inovando incessantemente o novo.

Como a era do desenvolvimento integral é uma nova época diferente dos períodos anteriores, ela não permite nada velho e atrasado.

Mesmo que algo tenha sido indispensável e razoável em períodos anteriores, se não corresponder à realidade atual deve ser abandonado com ousadia, devendo-se explorar e criar o novo a partir de uma nova perspectiva.

Para isso, deve-se desenvolver vigorosamente uma ofensiva ideológica para romper com esquemas e moldes que não correspondam à política do Partido e que estejam atrasados em termos conceituais e técnicos diante das tendências do desenvolvimento da época, assim como com o conservadorismo obstinado e o empirismo anticientífico apegados a eles. Ao mesmo tempo, deve-se continuar elevando o temperamento das novas inovações, a criação audaciosa e o avanço contínuo em conformidade com a época de transformação integral.

A terceira exigência da época do desenvolvimento integral é conduzir o trabalho de forma científica, previsível e eficiente, valorizando as qualificações especializadas.

O desenvolvimento integral exige métodos de trabalho otimizados e aperfeiçoados capazes de desenvolver ao máximo a criatividade das massas e as bases existentes e conduzi-las a excelentes resultados, algo inconcebível sem cálculos científicos, previsões e garantia de eficiência.

Na era do desenvolvimento integral, não pode ser tolerada nem a mínima atitude de trabalho desprovida de cálculo científico.

A realidade em que todos os campos, setores e regiões do país se transformam simultaneamente e de maneira acelerada exige, em toda parte, talentos possuidores de conhecimentos, técnicas e habilidades especializadas.

Na organização e condução de todos os trabalhos, deve-se valorizar as qualificações especializadas, fazer com que talentos de elevado conhecimento e técnica atuem em posições adequadas, e mesmo nos casos em que faltem ou sejam insuficientes tais qualificações, empenhar-se para adquiri-las.

A quarta exigência da época do desenvolvimento integral é inovar os métodos e estilos de direção sobre a produção e a construção, elevando a capacidade de comando dos funcionários.

No desenvolvimento integral do socialismo, o papel dos funcionários responsáveis pelos diversos setores e unidades é extremamente importante.

Para que o desenvolvimento integral do socialismo avance rapidamente, tudo depende inteiramente da forma como os funcionários trabalham.

O importante na inovação dos métodos e estilos de direção sobre a produção e a construção e na elevação da capacidade de comando dos funcionários é que as unidades diretivas de todos os níveis materializem, investiguem e apliquem métodos e estilos corretos de direção adequados à era do desenvolvimento integral. Ao mesmo tempo, deve-se estabelecer medidas decisivas para elevar a consciência política e a capacidade de comando dos funcionários ao nível da velocidade das mudanças da realidade e do despertar das massas.

A quinta exigência da época do desenvolvimento integral é materializar de forma rigorosa a primazia da ideologia e a primazia das massas populares.

A era do desenvolvimento integral exige manter de maneira consequente o princípio de resolver todas as questões pela força da ideologia e da força espiritual das massas, bem como travar luta contra todos os fenômenos negativos que contrariem a primazia das massas populares.

A primazia da ideologia é o segredo fundamental que nos permite superar as dificuldades diante de nós e alcançar o desenvolvimento integral do socialismo.

Na luta pela realização do desenvolvimento integral do socialismo, aquilo em que nosso Partido acredita e no qual se apoia não são riquezas ou recursos imensos, mas a infinita força espiritual do povo.

O importante na materialização da primazia da ideologia e da primazia das massas populares é fazer sempre preceder, em todos os setores e unidades, a mobilização da força ideológica e espiritual das massas, além de travar de forma intransigente a luta contra fenômenos antipopulares, como o abuso de autoridade, o burocratismo e o enriquecimento ilícito, que atuam negativamente sobre o entusiasmo criador e o ambiente das massas.

Diante de nós está a tarefa de consolidar ainda mais como patrimônio da pátria, da revolução e do povo os êxitos conquistados nos últimos cinco anos, trazendo melhorias e desenvolvimentos mais concretos em todos os campos. As tarefas são vastas e as condições continuam difíceis, mas, avançando sob a direção do Partido, a vitória é certa.

Pesquisadora Ri Myong Hyang, da Academia de Ciências Sociais

Naenara