quarta-feira, 29 de maio de 2024

Discurso do estimado camarada Kim Jong Un na visita de felicitação à Academia de Ciências da Defesa Nacional


Todos funcionários, técnicos e cientistas da Academia de Ciências da Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia!

Camaradas!

Complexo de investigação científica que assegurou firmememente com o poderio científico-técnico a ascensão ininterrupta de nossa autóctone indústria da defesa nacional e que assume a honrosa missão de impulsionar com vigor a revolução dessa indústria na era atual; a Academia de Ciências da Defesa Nacional celebra seu sexagésimo aniversário.

Me alegra realizar esta visita por ocasião do significativo aniversário da matriz integrada por patriotas talentosos que impulsionam com ciência e tecnologia nossa honrosa indústria da defesa nacional que, em seu crescimento e fortalecimento, assumiu como sua qualidade intrínseca o caráter revolucionário do Partido do Trabalho da Coreia, e me reunir com valiosos camaradas.

Este dia há exatos sessenta anos foi uma data significativa em que a linha do Partido de defender com suas próprias forças as conquistas da revolução foi assentada sobre o cimento da invencibilidade e o ponto de partida de uma nova história que patentiza o grandioso ideal e orgulho de uma Coreia que propôs-se à conversão em potência militar.

Aqui foi iniciada uma obra importante e sagrada por uns precursores que pavimentaram o caminho de modo que nossa revolução, que deu seus primeiros passos valendo-se do fuzil, pudesse forjar eternamente com seus próprios recursos a arma onipotente da autodefesa. Aqui foram fabricados por mais de meio século os autóctones armamentos que potenciam ao máximo nosso heroico exército.

Desde a primeira metade da década de 1960, quando foi iniciado o desenvolvimento paralelo da construção econômica e da defesa nacional como reflexo da ideia do Partido sobre a autodefesa, até a data, os cientistas do setor militar lograram inúmeros êxitos valiosos na investigação e desenvolvimento como frutos da elucubração para cumprir a linha do Partido e as importantes tarefas estratégicas e táticas. As árvores e plantas desta zona científica testemunham sua consagração patriótica.

Com motivo do 60º aniversário da Academia, estendo minhas calorosas felicitações, em nome do Comitê Central do Partido e do Governo, a todos seus cientistas, técnicos, trabalhadores e funcionários que exibiram plenamente sua ilimitada fidelidade ao Partido e ao povo e sua extraordinária e incessante criatividade e contribuíram com ciência e tecnologia a reforçar por todos os meios o poderio, a dignidade e o prestígio do Estado.

Igualmente, transmito a profunda reverência e o sincero agradecimento do Partido e da pátria às esposas e aos demais familiares dos cientistas que se entregam por completo ao reforço da capacidade da defesa nacional, que padeceram muito os apoiando, compartilhando seu amor à pátria.

Camaradas:

Um Estado prestigioso por sua independência se fundamenta em sua grande capacidade de autodefesa. O patrimônio de defesa que o permite enfrentar com iniciativa qualquer ameaça não pode ser concebido sem a equipe de talentosos com grande capacidade de inovar e criar constantemente.

Durante mais de sete décadas de sua história, nosso Estado obteve vitória após vitória por contar com a força e capacidade fidedignas da indústria militar autóctone.

Graças ao destacado papel dos superdotados vermelhos, que se dedicam à ciência somente no seio do Partido do Trabalho da Coreia, e fiéis que somente presenteiam com maravilhas o partido e a pátria, nossa organização política sempre orientou a revolução com plena confiança e conquistou uma elevada autoridade e honra pelos triunfos obtidos a cada passo.

Deve ser o sentimento unânime de todos os cidadãos render o mais sincero e profundo tributo aos heroicos aportes dos talentosos cientistas e técnicos quando percebemos com infinito orgulho a grande altura que alcançou o poderio defensivo da República e o cada vez maior aperfeiçoamento das armas autóctones que equipam nosso exército.

A indústria de armamentos foi configurada pela geração precedente de cientistas que, desde o início da fundação da mesma, reafirmou seu credo patriótico com o lema "A pátria é mais valiosa que a vida". Sob a meta da unidade traçada pelos combatentes do setor como vocês, continuadores dessa nobre tradição, e de acordo com o projeto do Partido, nosso Estado ocupa hoje a posição de potência militar dotada da força estratégica.

Para mim todos os cientistas da defesa nacional, que souberam materializar infalivelmente a política do Partido com a disposição revolucionária de transformar o impossível em possível e com sua profissionalidade incomparável e se dedicaram de corpo e alma à tarefa de multiplicar o poderio militar do Estado, são heróis e patriotas mais destacados.

Aproveito esta ocasião para render meu profundo tributo a vocês que consolidaram a base da combatividade de nosso exército que garante com armas a invencibilidade de nossa República.

Resplandecerão eternamente nos anais da pátria as proezas dos mártires que não hesitaram em oferecer sua elevada inteligência, constância, sangue vermelho e vida preciosa pela causa do glorioso Partido, por nosso grande Estado e povo e pelo fortalecimento da capacidade de defesa nacional, assim como dos cientistas, técnicos e funcionários do setor que vieram sendo um farol de exploração e degrau do grande salto consagrando a vida inteira à investigação perseverante e fadigosa.

Camaradas;

Nossa revolução da indústria da defesa nacional, que veio obtendo avanços vertiginosos com mudanças e milagres, enfrenta ainda em seu avanço múltiplas tarefas prementes devido ao cada dia mais instável estado de segurança nacional.

A tentativa do imperialismo estadunidense e seus lacaios da pior espécie de privar-nos da soberania nacional se torna mais cruel e frenética com o passar do tempo.

Recentemente, os imperialistas estadunidenses e seus seguidores bateram o recorde na demonstração de sua capacidade militar nas proximidades das fronteiras terrestre, marítima e aérea da República Popular Democrática da Coreia.

Os atos de espionagem aérea que se repetem dia após dia, a introdução de grande quantidade de equipamentos estratégicos estadunidenses na região da Península Coreana e seus exercícios de guerra indiscriminados adquirem um furor sem paralelo tanto em sua envergadura e conteúdo como no perverso objetivo que perseguem. Com isso, o inimigo recrudesce a tensão militar e destrói seriamente o equilíbrio de forças na região.

Além disso, tenta manipular a opinião pública com o argumento falacioso de que nossas lógicas medidas de autodefesa frente às suas provocações constituem um grande desafio à paz e segurança mundiais.

Essa tergiversação constitui por si só a causa principal do agravamento da tensão militar e do perigo de choque na região e um grave desafio à paz e segurança da região.

Atualmente, nosso exército possui uma capacidade militar real que faz os EUA duvidarem de sua intervenção militar em caso de emergência na Península Coreana, assim como forças com uma capacidade esmagadora de eliminar nas primeiras operações militares as principais forças de ataque, a infraestrutura e o sistema de comando do exército títere da República da Coreia.

Por contar com a capacidade de defesa e com a de ataque destrutivo que pode amedrontar o inimigo, é de nossa incumbência cumprir com responsabilidade a missão de dissuadir a guerra, porém, a mudança da situação militar na região não nos dá tempo de contentar-nos com isso.

Nosso estado de segurança nos exige reforçar por todos os meios o dissuasivo da guerra e estas tarefas da época serão cumpridas em conformidade com o alto senso de responsabilidade no conhecimento da situação, a consciência política e os esforços tenazes dos camaradas aqui presentes.

Ontem a Direção Nacional de Tecnologia Aeroespacial da República Popular Democrática da Coreia lançou outro satélite de reconhecimento tal como previsto pelo plano de construção das forças defensivas do Estado.

Embora a tentativa tenha fracassado com explosão devido a anormalidades de seu motor na primeira fase, há algo que devemos precisar antes de falar de seu êxito ou fracasso.

Possuir esse satélite constitui para o Estado uma prioridade para reforçar o dissuasivo com caráter de autodefesa e defender das ameaças latentes a soberania e a segurança frente às graves mudanças do estado de segurança devido às ações militares e outras provocações de todo gênero dos EUA.

Definimos como meta prioritária e aceleramos não a posse de um satélite de comunicação, de observação meteorológica ou de exploração de recursos naturais, que no momento poderiam ser úteis e indispensáveis, mas a de um satélite de reconhecimento, o que se deve a que constitui a tarefa mais premente que guarda uma relação direta com a segurança de nosso Estado.

Como costumamos fazer, desta vez também demos um alarme prévio em acato às normas internacionais pela transparência do lançamento e a segurança de embarcações e aviões que navegavam na zona correspondente e conseguimos lograr que não fosse prejudicada a segurança dos países vizinhos.

Contudo, os títeres da República da Coreia apresentaram sofismas classificando-o de provocação e exibição de nossa grande capacidade e férrea vontade, efetuaram exercícios de voo e golpe de suas esquadrilhas de ataque e nos desafiaron de forma manifesta com sua histérica demonstração de força.

Sua atrevida ameaça com armas de guerra ao âmbito de nossa soberania em que uma simples palavra ou ato irreflexivos podem acarretar em graves consequências, constitui uma provocação muito perigosa e intolerável e, ao mesmo tempo, uma óbvia e irritante violação da soberania nacional e um imperdoável jogo com fogo.

Devemos exercer com toda certeza nosso direito de autodefesa respondendo com ações absolutas, asmagadoras e resolutas aos desatinos dos gângsteres militares da República da Coreia que escolheram uma frenética demonstração da força como reação insensata ao exercício de nossa legítima e justa soberania.

Em mais de uma ocasião declaramos com ênfase que pôr em prática a represália militar destinada a preservar a soberania nacional e a integridade territorial é a primeiríssima missão das forças armadas da República, aprovada pela Constituição e outras leis correspondentes.

Mais uma vez afirmo que todos os meios militares e movimentos que apontam à nossa República e até a própria concepção agressiva e provocativa que têm de nosso Estado constituem alvos que temos que eliminar completamente.

A vontade de luta é o primeiro passo da guerra.

Devemos perpetuar como predominantes nossa vontade e capacidade de guerra para que o inimigo não se atreva a usar suas forças armadas.

Para isso, é necessário consolidar sem cessar as forças armadas da República como potentes e absolutas.

Devemos desenvolver em alto grau as ciências e tecnologias da defesa nacional e seguir fabricando armas e equipamentos técnicos de combate sofisticados para manter o predomínio de nossa potência militar, assim como defender infalivemente a soberania e o bem-estar do Estado com esse efeito superior.

A guerra moderna é o enfrentamento tanto de ideias e vontades como de ciências e tecnologias. O poderio da indústria da autodefesa equivale ao das ciências da defesa nacional.

O êxito da segunda revolução da indústria militar que o Partido dirige com segurança depende em grande medida do papel de seu pessoal científico-técnico.

Ao setor de investigação de ciência militar corresponde exibir o temperamento revolucionário e a criatividade do contingente de talentosos ilimitadamente fiéis à direção do Partido e continuar a história e tradição de haver feito o poderio defensivo do país como o de primeiro mundo.

A Academia de Ciências da Defesa Nacional concentrará todas suas forças em antecipar a conquista das metas principais de investigação e em elevar a níveis mais elevados todos os armamentos indispensáveis para aperfeiçoar os preparativos de guerra das forças armadas da República.

Com a firme posição independente, investigarão e desenvolverão muito mais armamentos de nível mundial em seus aspectos avançados e capacidade de combate, e de acordo com as condições topográficas de nosso país, a constituição física de nossos militares, a exigência dos originais métodos de combate e a modalidade da guerra moderna.

Sempre conscientes de que o azar e a especulação no desenvolvimento de armamentos são precisamente atos opostos ao Partido e que o dogmatismo, a limitação e a propensão à importação não diferem dos atos contrarrevolucionários, devem ser cabais e perfeitos em plasmar o projeto e propósito do Partido em todas as tarefas que cumprem.

Os funcionários da Academia de Ciências da Defesa Nacional intensificarão ininterruptamente o trabalho científico e técnico e o administrativo, segundo as exigências da política do Partido, colocando acima de tudo a elevação do nível dos investigadores, promoverão os intercâmbios científico-técnicos e a informatização, assim como seguirão concentrando grande força em modernizar a base material e técnica dos centros de investigação e garantir aos cientistas e técnicos melhores condições de trabalho e vida.

Considerando o firme estabelecimento, como meio de subsistência, do sistema de direção única do Comitê Central do Partido, as organizações partidistas na academia realizarão com metodologia e como ofensivo o trabalho organizativo e político encaminhado a pôr em pleno jogo o entusiasmo patriótico e o coletivismo entre os cientistas e técnicos e assim ativarão a batalha intelectual e a de investigação a fim de materializar a resolução do Partido.

A estratégia quinquenal de desenvolvimento da defesa nacional apresentada por nosso partido é uma iniciativa que persegue o máximo rendimento e o desenvolvimento vertiginoso.

Vocês devem redobrar os esforços para alcançar infalivelmente as metas apresentadas na referida estratégia.

Camaradas, embora não tenhamos alcançado o resultado esperado no último lançamento do satélite de reconhecimento, devemos redobrar a coragem, em vez de nos abatermos e intimidarmos pelo fracasso.

Com o fracasso, aprendemos e crescemos.

Para nossos cientistas e técnicos do setor da defesa nacional, que se consagram por completo pela dignidade do Estado e a existência do povo, o fracasso constitui, em todo caso, a premissa do êxito e jamais o motivo de frustração e renúncia.

Insisto mais uma vez em que ter capacidade de reconhecimento espacial, necessária para nossas operações, é uma luta irrenunciável e insubstituível destinada a defender nossos direitos soberanos e uma tarefa priorizada e indispensável para a soberania nacional e a defesa própria.

Estou seguro de que, por contar com um coletivo de fidedignos cientistas e técnicos do setor da defesa nacional que, imbuídos do fervoroso patriotismo e do espírito de luta heroica, sempre realizam com lealdade o propósito estratégico do Comitê Central do Partido, nossa meta de luta será alcançada sem falta.

Nosso avanço jamais será interrompido.

Camaradas:

A nova era nos convoca a dar um novo salto na sagrada obra do fortalecimento da capacidade de defesa nacional.

Os compete assegurar com firmeza o futuro da causa revolucionária do Juche recorrendo à tecnologia de ponta como premissa do desenvolvimento esmagador das forças militares.

Estou firmemente convencido de que todos os cientistas e funcionários da academia, firmemente unidos compartilhando o propósito e a vontade do Comitê Central do Partido, seguirão pondo em manifesto o prestígio e o aspecto imponente da potência e serão sempre leais à sagrada responsabilidade e dever que assumem ante a revolução e o povo com seus excelente êxitos na investigação e o desenvolvimento de armamentos com tecnologia de ponta.

Camaradas:

O Comitê Central do Partido confia em vocês e vice-versa. Com essa força irresistível da confiança e a da unidade monolítica, avancemos em direção a uma meta mais alta para o fortalecimento da capacidade de defesa nacional, máxima expressão do patriotismo.

Permitam-me voltar a felicitá-los pelo aniversário da Academia.

A República da Coreia não tem o direito de criticar a liberdade de expressão do povo da República Popular Democrática da Coreia


Como o vice-ministro da Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia já havia anunciado, desde a noite de 28 de maio são lançados papéis higiênicos e lixos à fronteira e à profundidade da República da Coreia.

Segundo foi reportado na RC, foram descobertos não só na região fronteiriça, mas também em distintos lugares, incluindo Seul.

A Junta de Chefes de Estado-Maior do exército títere da RC informou que desde ontem pela noite a RPDC lança em direção à RC grande quantidade de balões e exigiu o cessamento imediato destas ações, qualificando-a de ato antiético e vulgar que vai contra a lei internacional e intimida gravemente a segurança de sua população.

Não entendo o motivo para tanto escândalo ante nosso trabalho feito da mesma forma que eles costumam fazer.

Por fim, pedem trégua um dia após experimentar o lançamento de objetos sujos que a RPDC exigia sua suspensão, reprovando-o durante vários anos.

Será que não viam os balões voando ao norte e somente conseguem ver os que voam ao sul?

As escórias humanas da RC falam de "liberdade de expressão" enquanto ao seu lançamento de panfletos à RPDC e qualificam cinicamente nossa ação similar de uma "violação evidente da lei internacional".

Determinam "liberdade de expressão" e "lei internacional" segundo o rumo de voo dos balões?

É o cúmulo do absurdo.

É uma oportunidade em que podemos confirmar mais uma vez o quão torpe e cínica é a camarilha da RC.

Devem sofrer, na medida correspondente, os sujeitos da RC que insultaram nosso povo, propagando os panfletos, lixos de agitação política que denigrem nossa ideia e regime que são amados por todo o povo coreano, e suas ideias nocivas, e lançando dinheiro e mercadorias insignificantes que nem cães morderão.

Se eles se sentem incomodados e cansados ao recolher os lixos, chegarão à conclusão de que não deveriam empregar atrevidamente expressões como "liberdade de expressão" em relação ao lançamento na região fronteiriça.

Exponho a seguinte posição:

"O Governo da RPDC tem limites em conter agora mesmo o lançamento de balões à RC porque isso correspondente à liberdade de expressão de nosso povo e ofrece aos habitantes da RC o direito a saber. Gostaria de pedir perdão ao governo da RC.…"

Os sujeitos da RC não podem privar a justa "liberdade de expressão" do povo da RPDC.

Eles devem seguir recolhendo os lixos lançados por nosso povo, apreciando-os como "presente" cheio de sinceridade enviado aos monstros da democracia liberal que preconizam o "asseguramento da liberdade de expressão".

Deixamos claro que, no futuro, responderemos aos sujeitos da RC caso a caso, espalhando lixo dezenas de vezes mais do que aqueles espalhados em nosso país.

Kim Yo Jong, vice-diretora de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia critica manobras de EUA e Japão que agravam a situação


Recentemente, Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, criticou as manobras dos EUA e de suas forças seguidoras que estão agravando a situação da Ásia-Pacífico sob o pretexto do fortalecimento do “dissuasivo estendido.”

Ela revelou que o objetivo de Washington é usar o Japão e outras forças seguidoras como guia leal para a realização de seus interesses na região da Ásia-Pacífico, e apontou que tal ato está criando uma ameaça à segurança da Rússia.

Em seguida, apontou que o fato de que o Japão impulsiona vigorosamente a linha de rearmamento e se dedica ao fortalecimento da cooperação militar com os EUA contravém a obrigação internacional e o conteúdo da constituição, e seguiu que o Japão tem o dever de manter a posição de Estado pacífico e não nuclear, atribuída no momento de seu ingresso na ONU com a ajuda da União Soviética.

Por último, a porta-voz advertiu que a cooperação político-militar que os EUA intensificam com aliados como o Japão é observada minuciosamente em relação com a possibilidade de ameaça adicional contra seu país, e que a Rússia tomará as devidas contramedidas caso julgue necessário.

Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia

terça-feira, 28 de maio de 2024

Estimado camarada Kim Jong Un visita Academia de Ciências da Defesa Nacional


Completa 60 anos em sua trajetória de desenvolvimento orgulhoso a Academia de Ciências da Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia, que assume a missão honrosa de impulsionar fortemente a revolução na indústria da defesa nacional da nova época, sendo base geral de investigação das ciências que vem contribuindo à causa ambiciosa do Partido do Trabalho da Coreia de construir uma potência militar com firme espírito revolucionário, excepcional vontade patriótica e incomparáveis êxitos científicos e técnicos.

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do PTC e Presidente de Assuntos Estatais da RPDC, visitou em 28 de maio a Academia de Ciências da Defesa Nacional que celebrou seu 60º aniversário de fundação e felicitou os cientistas da defesa nacional.

Todos os cientistas, técnicos e funcionários da academia se encontravam muito emocionados e jubilosos pela grande honra e felicidade de ter o Secretário-Geral do Partido em sua instituição no dia de sua fundação, momento que deve ser escrito com letras maiúsculas na história da guia do Partido sobre a revolução nas ciências da defesa nacional, que encarregando-se do destino da pátria e do povo, veio cumprindo a grande causa histórica pelo país próspero e o exército poderoso com a convicção e decisão invariáveis e independentes, toda a alma e amor fervente.

Quando o Secretário-Geral do PTC chegou, os cientistas militares deram aclamações fazendo máxima homenagem e glória a ele, que é a força da Coreia Juche e bandeira invencível, que preparou o caminho reto e o trampolim de desenvolvimento da defesa nacional ao nosso estilo e resguarda a dignidade, o prestígio e a tranquilidade do Estado e do povo com perspicácia, liderança extraordinária, capacidade de ataque forte e coragem incomparável, pavimentando à frente o caminho para multiplicar o poderio militar do país.

A recepção da casião ficou a cargo do presidente da Academia.

Um funcionário e um cientista da academia o entragaram os ramos de flores transmitindo o sentimento de veneração infinita de todos seus colegas.

Respondeu aos fidedignos cientistas do ramo que comemoram significativamente o dia de fundação da academia com os notáveis méritos e a honra de apoiar com êxitos de investigação estritos e perfeitos o ambicioso projeto militar-estratégico do Comitê Central do Partido no baluarte estratégico mais importante na construção do Estado poderoso e na base avançada para a modernização do exército e a consolidação da capacidade de autodefesa.

O acompanharam Ri Pyong Chol, membro do Presidium do Bureau Político do CC do PTC, Pak Jong Chon, vice-presidente da Comissão Militar Central e secretário do CC do PTC, Jo Chun Ryong, secretário do CC do PTC, Kim Jong Sik, primeiro vice-diretor de departamento do CC do PTC, e Jang Chang Ha, diretor da Direção Geral de Mísseis da RPDC.

O estimado camarada Kim Jong Un proferiu um discurso comemorativo.

Expressou alegria por visitar no dia da fundação a base reitora dos talentosos patriotas, fortalecida tendo o caráter revolucionário do PTC como sua propriedade, que levam adiante a indústria armamentista do país com êxitos científicos e tecnológicos.

Estendeu saudação de felicitação em nome do CC do PTC e do Governo da RPDC a todos os cientistas, técnicos, trabalhadores e funcionários da Academia que, durante o longo trajeto da revolução, fizeram contribuição com suas faculdades científicas e tecnológicas ao fortalecimento por todos os meios do poderio, da dignidade e do prestígio do Estado.

Recordou o orgulho do Partido que pôde alcançar o alto prestígio e honra graças ao papel gigantesco dos cientistas infinitamente fiéis ao PTC e aos aportes heroicos deles que assentaram o cimento do desenvolvimento da indústria armamentista com a férrea convicção patriótica e deram início às nobres tradições.

E rendeu sublime homenagem às proezas dos cientistas, técnicos e funcionários do setor que se tornaram pedra angular da combatividade do Exército que defende com armas a história invencível da RPDC.

Fez referência ao grave ambiente de segurança do Estado, que impede o avanço da revolução da indústria de defesa nacional que se desenvolve vertiginosamente provocando mudanças e milagres, e a todos os assuntos que se apresentam urgentemente no incremento da capacidade militar.

E analisou a avaliou severamente a perigosidade e a imprudência das provocações políticas e militares dos Estados Unidos e seus seguidores, que se tornam cada dia mais atrozes.

"A situação atual nos exige reforçar o dissuasivo de guerra e desenvolver sem cessar o poderio das forças armadas da RPDC como o ente disposto de forças potentes e absolutas", apontou.

Destacou a importância do papel que terá o coletivo intelectual de ciências e tecnologias na revolução da indústria da defesa nacional, e indicou as tarefas combativas que se apresenta ante a Academia na luta da nova época que requer como premissas novo salto de consolidação da capacidade de defesa nacional, e seus meios.

Manifestou a segurança de que todos cientistas e funcionários da academia ostenrarão continuamente a dignidade e galhardia da potência e permanecerão sempre fiéis à sua responsabilidade e dever sagrados ante a revolução e o povo, ao lograr êxitos inovadores e excelentes na investigação e no desenvolvimento dos armamentos ultramodernos, unindo-se ídeo-volitivamente em torno do CC do PTC.

Terminado o discurso, estalaram as aclamações de todos os reunidos, convencidos da nova e grande mudança no fortalecimento da capacidade autodefensiva e nos preparativos de guerra, que serão registrados segundo a invariável vontade do Partido de construir a capacidade da defesa nacional, garantindo para sempre a dignidade e a fama da pátria e do povo.

O Secretário-Geral do PTC estimulou os cientistas entusiasmados para alcançar de modo acelerado e audaz as metas altas para o fortalecimento da capacidade militar, indicadas pelo Comitê Central do PTC, redobrando o credo em que a poderosa capacidade defensiva em desenvolvimento incessante é diretamente a dignidade e nome verdadeiros da potência, a paz duradoura e o futuro maravilhoso e dando prova do empenho incansável e da sabedoria e inteligência inesgotáveis.

Visitou o Museu da História Revolucionária.

"Na história da Academia estão impregnadas a nobre vida e as imortais façanhas patrióticas do grande Líder camarada Kim Il Sung e do grande Dirigente camarada Kim Jong Il, que nos dias de guerra árdua organizaram o primeiro instituto de ciências de armas do país, promulgando a fundação das ciências da defesa nacional autóctones, na década de 1960 o potenciaram e desenvolveram como órgão unificado de investigação que acata com mais exatidão a política do Partido sobre as ciências da defesa nacional e consolidaram o cimento duradouro para o desenvolvimento do ramo com sua extraordinária previsão e destacada guia", destacou.

"Sem dar prioridade à consolidação da capacidade militar, não se pode pensar em qualquer desenvolvimento e êxito da revolução coreana, o que é uma verdade eterna", disse.

Apontou que os cientistas do ramo armamentista devem glorificar mais a fama lendária e a história deles que consolidaram o cimento da RPDC sob a guia do Partido, ao impulsionar incessante e invariavelmente a realização da estratégia de desenvolvimento da defesa nacional do Partido, tendo em mente o dever importante de encarregar-se do destino da revolução e do futuro.

Guiado pelo funcionário responsável, o Secretário-Geral do PTC visitou a Exposição Permanente da Academia de Ciências da Defesa Nacional.

"A meta final de nossa causa revolucionária para defender a dignidade e a soberania do Estado e do povo é forjar a força estratégica mais poderosa do mundo e a potência absoluta nunca antes vista", apontou.

Prosseguiu que a forte capacidade militar de classe mundial, nunca antes vista na história da construção do Estado, constitui o poderio inesgotável, com Juche como seu prefixo, que concedeu vitalidade eterna ao nome e bandeira de nosso Estado e a ascensão vertiginosa ao prestígio do Estado, e o produto da veracidade que podem adquirir somente os autênticos patriotas que seguiram o caminho glorioso e digno ante a pátria e as gerações vindouras e pelos comunistas que cumprem a causa mais justa.

Destacou que a academia deve aceitar como demanda da revolução e do povo o propósito e decisão do CC do Partido de modernizar sem parar nem por um momento a supremacia militar das forças armadas, e investigar e desenvolver muito mais armamentos sofisticados correspondentes à meta de modernização do exército e seu pedido, de acordo com a condição e o ambiente subjetivos e objetivos da revolução, já modificados, e em conformidade com a tendência de desenvolvimento das ciências da defesa nacional do novo século em progresso constante. E indicou as instruções preciosas que servem de guia para esse fim.

O Secretário-Geral tirou fotos de recordação em comemoração à sua visita de felicitação.

Todos os reunidos renderam agradecimento a este mestre e pai generoso que os dispensa as benevolências a serem transmitidas de geração em geração, apresentando-os como heróis dos heróis, patriotas dos patriotas e tropas sob o comando do CC do Partido.

O Secretário-Geral do PTC os expressou a esperança de que, unido sob a bandeira vermelha do PTC, o grupo de investigação científica da Academia alcançará êxitos maravilhosos e incessantes na frente da luta sagrada para garantir o incremento ininterrupto da capacidade da defesa nacional e o ambiente de segurança indestrutível para o desenvolvimento integral socialista, pondo em jogo o espírito mais valente, a firme confiança em si mesmo e o potencial criador próprio e inesgotável.

Estimulados pela benevolência e confiança do grande Dirigente, os cientistas o aclamaram e redobraram a vontade férrea de seguir desenvolvendo e aperfeiçoando com as próprias tecnologias os autóctones armamentos modernos, dispostos totalmente da ideologia, ao conquistar a meta mais altoa no fortalecimento da capacidade da defesa nacional, máxima mostra de patriotismo.

A visita do Secretário-Geral do PTC à Academia de Ciências da Defesa Nacional da RPDC será registrada nos anais da pátria como ocasião significativa que deu novo alento à luta para consolidar por todos os meios o invencível poderio autodefensivo, raiz da existência do Estado e garantia fundamental de seu desenvolvimento eterno, e como marco importante no desenvolvimento das ciências da defesa nacional do Juche.

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O imperialismo nunca poderá escapar de seu destino de decadência e ruína


O ambiente de segurança internacional está ficando cada vez mais ameaçado devido aos imperialistas que estão ansiosos por manter a sua hegemonia. As forças reacionárias imperialistas, lideradas pelos EUA, continuam expandindo a OTAN, uma relíquia da era da Guerra Fria, enquanto intensificam uma guerra por procuração com a Rússia, usando a Ucrânia como sacrifício. Na região da Ásia-Pacífico, os EUA estão formando um cerco ativando pequenas entidades de confronto, pressionando a China estrategicamente e tornando mais tensa a situação regional. A situação em Gaza continua piorando devido ao apoio armamentista e à proteção dos EUA e dos países ocidentais a Israel. O risco de uma grande escalada de conflito formada no Oriente Médio está aumentando.

As leis e acordos internacionais destinados a prevenir o início da guerra estão perdendo sua eficácia. Além disso, o Conselho de Segurança da ONU, que supostamente discute questões de paz e segurança mundial, está em “falência funcional” e não consegue manter o ritmo. A situação internacional em escalada também está causando sérios danos ao desenvolvimento econômico mundial.

Os imperialistas estão desafiando arrogantemente a aspiração pacífica da humanidade, o avanço da época e o desenvolvimento da civilização.

Contudo, o que pode ser claramente afirmado é que o comportamento imprudente e agressivo dos imperialistas não é de forma alguma uma manifestação de força e prosperidade, mas apenas uma luta desesperada para escapar da armadilha cada vez maior da decadência e ruína.

O imperialismo, que se afunda cada vez mais no abismo da ruína a cada dia que passa, treme de ansiedade ao prever o fim da "era dos dinossauros" na qual veio existindo. Aproxima-se do fim a história cheia de crimes do imperialismo, que sobreviveu durante séculos cometendo genocídio, exploração colonial e pilhagem contra outros povos.

Os EUA, chefe do imperialismo mundial, estão perdendo sua posição de país hegemônico.

A opinião sobre a perda da posição hegemônica dos EUA não é expressa apenas por alguns meios de comunicação e especialistas estadunidenses. Tanto na política como no campo acadêmico já foram apresentados resultados que os fazem tremer, usando seus próprios métodos de análise para analisar o fluxo da situação política mundial e a queda dos EUA como um país hegemônico.

Em dezembro de 2012, o Conselho Nacional de Inteligência dos EUA anunciou um relatório chamado “Tendências Globais 2030”. O Conselho Nacional de Inteligência dos EUA é uma agência consultiva que compila dados de várias agências de inteligência para prever mudanças políticas de médio e longo prazo ao longo de décadas e elaborar e propor ao presidente estratégias externas e planos de implementação para lidar com essas mudanças.

Em "Tendências Globais 2030" há a seguinte passagem:

"Recorda-nos momentos de viragem históricos como 1815, 1919, 1945 e 1989, quando as perspectivas eram incertas e havia sinais de que o mundo poderia mudar."

O significado contido nesta curta frase é muito sincero.

O ano de 1815 foi quando a guerra liderada pela França sob o governo de Napoleão terminou e a Grã-Bretanha deu o primeiro passo como uma potência mundial. O ano seguinte ao fim da Primeira Guerra Mundial, 1919, foi quando a Grã-Bretanha perdeu sua posição como uma potência dominante. O ano de 1945 marcou o fim da Segunda Guerra Mundial, e logo após o mundo entrou na era da Guerra Fria, formando um sistema bipolar entre a União Soviética e os Estados Unidos. O ano de 1989 foi quando o Muro de Berlim caiu e a Guerra Fria terminou.

Em outras palavras, podemos dizer que os anos de 1815, 1919, 1945 e 1989 foram decisivos para o destino das principais nações como França, Reino Unido, EUA e URSS.

Então, quando será o ponto de viragem depois de 1989, quando a Guerra Fria terminou, e cuja ascensão e queda serão determinadas? O ponto de viragem é o número mencionado pelo Conselho Nacional de Inteligência dos EUA no título do relatório, ou seja, 2030, e o país que sofrerá a “queda” não é outro senão os EUA. O relatório prevê que até 2030, a Ásia ultrapassará a América do Norte e a Europa em produto interno bruto, população, despesas militares, desenvolvimento tecnológico e investimento, e os países emergentes e em desenvolvimento ocuparão uma posição importante na economia mundial.

O relatório “Tendências Globais 2040”, publicado pelo Conselho Nacional de Inteligência dos EUA em abril de 2021, também descreve o declínio dos EUA e as mudanças nas relações internacionais como processos inevitáveis.

Após o fim da Guerra Fria, os EUA, extremamente ansiosos pelo colapso da política de poder e da estratégia de “globalização” que tinham levado ao extremo, criaram e agarraram-se à implementação de estratégias de confronto para livrar-se do fantasma da “ruína” que decidiria o seu destino.

As estratégias de reequilíbrio da Ásia-Pacífico e do Indo-Pacífico ocasionalmente apresentadas pelos governos dos EUA, embora diferem em termos de escopo, método de domínio e intensidade da ameaça com que os EUA pretendem subjugar e controlar por meio da força, são as mesmas em sua intenção maléfica de suprimir as forças da região da Ásia-Pacífico e mantê-las sob seu controle.

Com intenções maliciosas, os EUA estão aumentando drasticamente seus gastos militares e frequentemente empregam forças estratégicas na região da Ásia-Pacífico e em suas proximidades, ameaçando nosso país, a China e a Rússia, e levando a situação a um extremo. Os EUA estão tentando reverter a situação desfavorável, reunindo todos os países ocidentais e todas as forças seguidoras, mas já está se tornando difícil reverter as relações de poder já inclinadas.

Quanto mais a pressão dos EUA e suas forças seguidoras aumenta, mais forte se torna o poder das potências que os desafiam.

Primeiramente, seus planos de impor uma derrota estratégica à Rússia e isolar e suprimir a China, concentrando todas suas forças, estão sendo frustrados. A Rússia, que consolidou sua vantagem no conflito com a Ucrânia, está demonstrando sua posição de potência, enfrentando firmemente todas as ameaças e pressões crescentes de sanções das forças ocidentais, incluindo os EUA. Mesmo com o cerco dos EUA, o poder econômico e militar segue crescendo visivelmente.

Em particular, nosso país, que emergiu como uma potência nuclear no Oriente, está mudando fundamentalmente o equilíbrio de poder na região da Ásia Oriental, que é o centro da estratégia global dos EUA, e está fortalecendo sua posição estratégica. Isso está causando uma séria rachadura no sistema de domínio imperialista e acelerando sua queda.

O declínio da posição hegemônica dos EUA reflete-se também no crescente sentimento anti-EUA em várias regiões, incluindo o Oriente Médio e a África, e na crescente exigência da retirada das tropas estadunidenses.

As tropas dos EUA que ocupavam o Afeganistão foram expulsas há alguns anos. A questão da retirada das tropas dos EUA também está sendo levantada no Iraque, um dos principais produtos de petróleo do Oriente Médio.

Atualmente, o mundo árabe e muçulmano está fervendo de raiva e ódio contra os EUA, que criaram a terrível crise de Gaza através do seu apoio militar incondicional a Israel. O comportamento dos EUA, que rejeitaram repetidamente as resoluções pelo cessar-fogo na Faixa de Gaza no Conselho de Segurança da ONU e mais tarde não tiveram outra escolha senão abster-se devido às críticas de muitos países, provocou um maior isolamento internacional.

Recentemente, os EUA foram forçados a desmantelar a base militar estadunidense no Níger. Na África, cresce a antipatia contra os EUA e a França, que mobilizaram as suas forças armadas para regiões-chave sob o pretexto de “guerra antiterrorista”, mas em vez disso interferem nos assuntos internos e espalham a pobreza, o caos e as atividades terroristas.

Os EUA  ainda estão mobilizando sua superioridade relativa em finanças, domínio tecnológico e os ativos militares e econômicos de seus aliados para manter sua posição dominante, sem se importar com os meios. No entanto, quanto mais eles fazem isso, mais óbvio se torna que cairão em um pântano de isolamento internacional e uma séria crise política e econômica. À medida que o confronto entre os EUA e os países anti-imperialistas e independentes, cujas ideias, ideais, sistemas e valores são incompatíveis, se torna mais intenso, que tipo de conflitos perigosos surgirão e que resultados serão vistos em 2030 ou 2040 é algo que só o tempo dirá. No entanto, os acontecimentos e incidentes que se desenrolam em todo o mundo fazem-nos perceber claramente que a era em que os EUA atuavam como governantes do mundo está chegando ao fim.

As contradições e relações complexas entre as forças imperialistas, que estão dependentemente unidas em torno dos EUA, também estão se intensificando.

Os países europeus, que estavam intimamente ligados à Rússia por meio de relações econômicas mutuamente benéficas, estão se juntando à política anti-Rússia dos EUA e "exibindo" o "poder" de sua aliança, mas isso é apenas superficial. Os países seguidores estão insatisfeitos e inseguros com os EUA que não hesitam em sacrificar a política externa, a política de aliança que muda com a mudança do governo, e as relações de aliança com organizações militares como a OTAN e países individuais para seus próprios interesses, e tendem a se afastar.

Recentemente, na cerimônia de posse do Presidente da Rússia, muitos países ocidentais, incluindo os EUA, declararam que não participariam, enquanto alguns países expressaram sua intenção de participar ostensivamente. Os países europeus também estão mostrando diferenças de opinião sobre a questão do apoio militar à Ucrânia.

Os EUA estão persistentemente forçando os países europeus a aderirem à sua estratégia de pressão contra a China, mas muitos países não estão dispostos a acompanhá-los.

Segundo a imprensa estrangeira, a Bélgica expressou publicamente sua oposição várias vezes à "separação de relações" e "corte de cadeias" com a China, que estão sendo forçadas no Ocidente. A França, entre outros países europeus, está buscando desenvolver relações com a China em áreas como a economia.

A multipolarização do mundo em direção à independência está sendo promovida a um ritmo rápido.

As tentativas de integração regional, estabelecimento de organizações e movimentos de expansão que surgiram em diversas regiões e continentes do mundo tornaram-se mais ativas no século atual. Organizações regionais como a ASEAN, a União Africana, a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos e a Organização de Cooperação de Xangai estão reforçando a unidade e cooperação.

A ordem econômica mundial liderada pelos EUA está sendo reorganizada pelo BRICS, conhecido como uma organização de cooperação global.

O BRICS, que foi estabelecido por China, Rússia, Índia e Brasil, se expandiu para 10 países, colocando a ordem econômica mundial liderada pelos EUA em risco de colapso.

O jornal turco "Cumhuriyet" enfatiza que, enquanto o BRICS ganha força no cenário internacional, o G20 está perdendo seu valor. Afirma que “uma grande parte dos produtos que circulam no mercado mundial já está fora do domínio do Ocidente. O Ocidente está isolado. A desdolarização tornou-se a principal tendência. Essa tendência é impulsionada pelo BRICS, que tem se fortalecido ultimamente.”

Até mesmo entre os especialistas ocidentais prevalece a opinião de que o BRICS pode liderar a economia mundial no lugar do G7.

Foi reportado que a Sérvia está considerando a possibilidade de aderir ao BRICS. Se a adesão da Sérvia ao BRICS se tornar uma realidade, poderão ocorrer grandes mudanças na Europa. É difundido que a popularidade da União Europeia está em baixa entre os países europeus e há opiniões de que a adesão ao BRICS é a melhor opção.

O jornal russo Pravda comentou: “Assim que a operação militar especial da Rússia na Ucrânia estiver concluída, os países europeus se alinharão em frente ao 'portão' do BRICS".

As táticas astutas dos imperialistas, que vieram empreendendo uma política de invasão econômica unilateral e subjugação de outros países sob o pretexto de “ajuda” e “desenvolvimento”, já não funcionam.

O sistema de domínio do imperialismo já entrou firmemente no estágio de colapso total. A realidade mostra que ninguém pode impedir o fluxo do desenvolvimento histórico que aspira à independência e justiça.

Ri Kyong Su

Rodong Sinmun

A ONU não é um palco de concerto solo para os EUA


Garantir a paz mundial tornou-se uma questão premente que não pode mais ser adiada. Mesmo agora, grandes e pequenos conflitos armados continuam ocorrendo em várias partes deste planeta, e a humanidade vive constantemente com a nuvem de uma nova guerra mundial pairando sobre a sua cabeça.

Muitos países esperam que a ONU, cuja missão é garantir a paz e a segurança mundiais, cumpra as suas responsabilidades e funções.

No entanto, a situação atual está decepcionando os povos do mundo. Isto porque os EUA estão abusando da ONU como uma ferramenta exclusiva para garantir os seus direitos políticos e dominar o mundo.

A situação complexa que envolve o cessar-fogo humanitário na Faixa de Gaza e a questão da adesão da Palestina à ONU é um exemplo claro de como os EUA estão se apropriando da ONU para seus próprios interesses.

A adesão da Palestina à ONU é uma exigência consistente da comunidade internacional para garantir a paz e a estabilidade no Oriente Médio, assim como o forte desejo do povo palestino de criar um Estado independente o quanto antes. Exatamente por isso, quase todos os países do mundo expressaram total apoio quando uma resolução foi apresentada na sessão especial de emergência da 10ª Assembleia Geral da ONU, recomendando que o Conselho de Segurança reconsiderasse positivamente a questão da adesão da Palestina à ONU e concedesse à Palestina direitos e privilégios quase iguais aos de um Estado membro pleno da ONU. No entanto, os EUA ficaram insatisfeitos com isto e não só votaram contra, mas também anunciaram que exerceriam novamente o seu veto se a questão da adesão da Palestina à ONU chegasse ao Conselho de Segurança. Argumentaram que a adesão da Palestina à ONU, da qual Israel é membro, não está em conformidade com a “solução de dois Estados” e seria um obstáculo à garantia da paz na região. Este é realmente um sofisma absurdo que não convence ninguém.

Os EUA, que sempre tiveram aversão à Palestina, têm agido mal sempre que a questão da Palestina é levantada, independentemente do tempo e do local.

Em abril passado, quando a votação sobre a resolução de admissão da Palestina como membro pleno da ONU estava em andamento no Conselho de Segurança da ONU, os EUA se opuseram, fazendo um alarde como se algo absurdo estivesse em debate. Os EUA alegaram que a Palestina não tem capacidade para construir um Estado e disseram que a oposição ao reconhecimento da Palestina como Estado não é uma oposição à Palestina, mas que o reconhecimento só pode ser alcançado através de negociações diretas entre a Palestina e Israel. Na verdade, não é que a Palestina não tenha capacidade para construir um Estado.

A única razão é que a Palestina não se conforma com os EUA e Israel e pretende construir um Estado independente. Em suma, isso vai completamente contra a estratégia dos EUA de dominar o Oriente Médio. É precisamente por isso que os EUA se opõem vigorosamente à adesão da Palestina à ONU. Os EUA estão literalmente ignorando a ONU e fazendo o que bem entendem.

O representante permanente da Rússia na ONU criticou o fato dos EUA terem exercido seu direito de veto na votação para conceder à Palestina o status de membro pleno da ONU, alegando que isso é completamente contrário à posição de princípios adotada pela maioria dos membros do Conselho de Segurança da ONU. Ele também afirmou que o Conselho de Segurança se tornou, na prática, refém da política dos EUA sobre o Oriente Médio.

O que é mais grave é que o impacto negativo do comportamento dos EUA, que agem como se fossem donos do mundo, não se limita à Palestina ou à região do Oriente Médio.

Os EUA, aproveitando-se do “privilégio” de ser um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, frequentemente ignoram a Carta da ONU, que estabelece princípios como o respeito à soberania, a proibição de ameaças militares e uso da força, e o exercício do direito de autodefesa. Os EUA estão exercendo poder e tirania em todo o mundo, mobilizando forças aliadas para realizar exercícios militares em larga escala contra países soberanos. Além disso, rotulam as medidas defensivas que esses países são forçados a tomar em resposta como “destruição da ordem internacional”, e persistentemente criticam e pressionam esses países.

Para os nalistas, é difícil saber o que é superior: a Carta da ONU ou a vontade dos EUA. Não é coincidência que muitos digam que o Conselho de Segurança da ONU está se tornando uma marionete que serve aos EUA, uma organização inútil que é explorada para seus propósitos malignos.

É verdadeiramente uma tragédia que uma organização internacional cuja missão básica é garantir a paz e a segurança internacionais esteja sendo manipulada por um país individual.

A Organização das Nações Unidas não é um palco de concerto solo para os EUA. Não se deve continuar permitindo que a ONU seja utilizada de forma abusiva como instrumento dos EUA. Fazendo isso, a democratização da ONU poderá ser concretizada e a paz e a segurança mundiais poderão ser garantidas.

Ri Hak Nam

Rodong Sinmun advoga pela implementação da política partidista de desenvolvimento local


"O povo coreano está acelerando a marcha geral ao desenvolvimento integral da construção socialista sob o lema: Produzamos as três revoluções em todas as bases revolucionárias!"

Inicia assim o diário Rodong Sinmun em seu editorial difundido nesta terça-feira (28), e prossegue:

"A fim de realizar exitosamente esta causa histórica, o Partido do Trabalho da Coreia apresentou a 'política de desenvolvimento local 20×10' que tem suma importância em impulsionar a produção das três revoluções em cada localidade.

A modernização da indústria local possibilitará a todas cidades e condados do país impulsionar a produção das três revoluções.

Em vista de seu conteúdo e esfera, do mundo espiritual dos habitantes locais e das influências à economia local, esta tarefa dará bom impulso à produção das três revoluções nas cidades e condados.

Ao levantarem-se como um só 200 cidades e condados do país para materializar a política partidista, será aberto um amplo caminho para alcançar as metas elevadas das três revoluções: armar mais firmemente a população rural com a ideia do Partido, assentar a base científica e técnica que garante o desenvolvimento sustentável da economia local, formar todos os trabalhadores como excelentes cientistas e eliminar o atraso cultural.

Em materializar cabalmente a política partidista em questão há o caminho reto para alcançar as metas elevadas das três revoluções e antecipar o desenvolvimento integral da construção socialista.

São invariáveis a decisão e vontade do PTC de impulsionar as três revoluções: a ideológica, a tecnológica e a cultura, através da execução da nova política de desenvolvimento local.

Todos os comitês do PTC devem impulsionar com energia as três revoluções em resposta à demanda do Partido e ao chamado da revolução.

Quando todas cidades e condados ponham enormes esforços na implementação da nova política do Partido, multiplicando a fé e o ânimo, será antecipado o desenvolvimento integral da construção socialista sob as bandeiras das três revoluções."