sábado, 8 de agosto de 2026

O dever imediato dos funcionários das procuradorias e dos órgãos de segurança

Discurso do camarada Kim Il Sung na Reunião Conjunta dos Chefes das Procuradorias e das Chefias de Segurança das Províncias e Cidades

20 de novembro de 1946

Após a libertação de nossa pátria, na Coreia do Norte foi estabelecido o Comitê Popular Provisório e, sob sua jurisdição, foram criados novos órgãos democráticos de procuradoria e segurança.

Durante o ano passado, os órgãos judiciais e de segurança realizaram um grande trabalho tanto na manutenção da ordem social e na luta contra todo tipo de delito, quanto na defesa dos direitos e interesses do povo e na proteção dos bens estatais e da propriedade privada.

Os funcionários de nossas instituições de procuradoria e segurança deram enormes contribuições para a realização bem-sucedida de todas as reformas democráticas. Isso significa que cumpriram a honrosa tarefa que, justamente, devem assumir os filhos e filhas fiéis do povo coreano.

Chega a 24 o número de funcionários da procuradoria e da segurança que tombaram em serviço. Entre eles encontram-se os camaradas Kim Sang Chun, funcionário da Chefia de Segurança de Pyongyang, Yun Sung Un, do Departamento de Segurança, e Ri Chol Jung, chefe do Corpo de Segurança Marítima do Mar Oeste, que tombaram em combates valentes pelo cumprimento de sua importante missão. A nobre fidelidade daqueles que morreram lutando pela pátria e pelo povo ficará eternamente gravada no fundo do coração de nosso povo.

A brilhante vitória das eleições dos membros dos comitês populares de província, cidade e condado, realizadas em 3 de novembro passado, confirma que a Coreia do Norte se desenvolve seguindo a justa linha democrática e, ao mesmo tempo, testemunha que os funcionários da procuradoria e dos órgãos de segurança vêm defendendo corajosamente todas as conquistas democráticas alcançadas na Coreia do Norte contra os ataques dos elementos reacionários.

Entretanto, se examinarmos o trabalho de um ano desses órgãos na Coreia do Norte, veremos que ainda sofrem de muitos defeitos. Em comparação com as pesadas tarefas que assumem, tanto os funcionários da procuradoria quanto os da segurança deixam muito a desejar em sua capacidade e não conseguiram corresponder plenamente à esperança e às exigências do povo.

Para piorar, houve casos em que elementos estranhos conseguiram infiltrar-se nesses órgãos e macularam a honra de suas fileiras. Por exemplo, durante a reforma agrária, encontravam-se nas procuradorias alguns sujeitos que, comprometidos com as conspirações dos latifundiários reacionários, impediram a reforma agrária, e houve outros que não aplicaram com o devido rigor as medidas contra os pró-japoneses e os traidores da nação. Além disso, havia elementos que não podiam cumprir energicamente seu dever principal devido à inconsistência de sua formação ideológica democrática e sabotadores que não participavam ativamente da realização das reformas democráticas.

Além disso, nos órgãos de segurança apareceram alguns sujeitos que, ainda impregnados da concepção de onipotência policial fomentada pelo imperialismo japonês, prendiam e torturavam ilegalmente as pessoas, confiscavam e dispunham arbitrariamente das moradias e dos bens da população. Neles também se manifestaram tendências errôneas de agir a seu bel-prazer, desprezando o decreto sobre a defesa dos direitos humanos e as instruções da procuradoria a esse respeito, que os órgãos do Estado democrático deveriam observar com maior rigor.

Como os funcionários dos órgãos de procuradoria e de segurança não conseguiram compreender corretamente o cargo que lhes havia sido confiado, observaram-se entre eles manifestações de egocentrismo institucional, o que prejudicou o trabalho geral desses órgãos e constituiu um grande obstáculo para que seus funcionários cumprissem seu papel como fiéis servidores do povo.

Somente quando essas instituições se ajudarem e cooperarem, quando determinarem minuciosamente a distribuição de suas tarefas e a colaboração operacional, como as duas rodas de uma carroça, poderão assegurar plenamente a construção democrática e a defesa dos direitos humanos.

Então, quais são as principais missões desses dois órgãos?

A missão da procuradoria democrática consiste, primeiro, em defender a obra de nosso povo pela construção de um Estado democrático, soberano e independente e, segundo, em proteger os direitos do homem.

Para o cumprimento dessa missão principal, o Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte definiu detalhadamente, por decreto, as funções do procurador.

A função deste não se limita ao registro e à acusação de delitos, mas consiste principalmente em verificar, com base nos princípios democráticos, como são executadas nos órgãos estatais, nas organizações sociais e entre as massas populares as decisões e ordens do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e de todos os seus departamentos, e supervisionar o cumprimento das resoluções e disposições dos comitês populares de província, cidade e condado. Além disso, o procurador tem o dever de controlar as atividades dos órgãos de segurança, aprovar ou desaprovar as iniciativas de detenção de cidadãos e verificar se o julgamento é realizado de maneira justa ou não, não apenas nos casos criminais, mas também nos casos civis.

Assim, a missão do órgão de fiscalização do Estado democrático que serve ao povo é muito importante e difere, em essência, daquela do Estado imperialista. Criamos procuradorias em cada cidade e condado para defender o poder e proteger os direitos do povo.

Vocês devem compreender que, se a procuradoria não cumprir normal e plenamente sua tarefa, de maneira alguma será possível a construção do Estado democrático.

A missão principal do órgão de segurança popular consiste em manter a segurança e a ordem públicas e defender realmente a dignidade pessoal e os bens do povo. Em qualquer caso, nosso órgão de segurança é para o povo e deve pertencer ao povo.

No Japão imperialista e nos demais Estados fascistas, a dignidade pessoal e a honra do povo são completamente violadas pela arbitrariedade policial, mas, em nosso país, onde foi estabelecido o Poder popular, essa dignidade e essa honra de todos os cidadãos, sendo tão valiosas, são preservadas pelo órgão de segurança popular. Nosso órgão de segurança popular deve cumprir fielmente essa missão que lhe foi confiada.

Para que os órgãos de procuradoria e de segurança cumpram plenamente sua missão principal, é necessário que seu sistema orgânico e os elementos que os compõem, assim como o conteúdo e o método de seu trabalho, sejam genuinamente democráticos e que observem rigorosamente os decretos que os concretizam. Os regulamentos detalhados e os procedimentos definidos nesses decretos não são uma mera formalidade, mas o método necessário para a realização plena da democracia. Somente quando cada qual cumprir fielmente sua missão com base nesses decretos será possível fortalecer nossa organização e manifestar plenamente a superioridade do regime democrático. Devemos compreender seriamente que, no momento atual, a tendência de menosprezar todos os regulamentos detalhados definidos nos decretos como uma trivial formalidade burocrática é absolutamente perniciosa, pois enfraquece a organização e retarda o trabalho.

Por ocasião da presente reunião, conclamo todos os funcionários dos órgãos de procuradoria e de segurança a se esforçarem com toda a abnegação para superar os pontos fracos do trabalho acima mencionados, serem mais fiéis no cumprimento de suas tarefas, elevar o prestígio e a função de seus órgãos por meio do trabalho, assegurar a correta execução de todo o trabalho do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte e defender com maior firmeza as conquistas das reformas democráticas realizadas na Coreia do Norte.

Agora, passarei a referir-me a algumas tarefas imediatas que se apresentam diante dos órgãos de procuradoria e de segurança.

Primeiro, é necessário eliminar os resíduos do imperialismo japonês em seu trabalho. Para isso, é preciso cumprir fielmente todos os decretos promulgados pelo Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte, acabar drasticamente com atos negativos como os praticados pela procuradoria e pela polícia do imperialismo japonês, tais como prisões e detenções ilegais de cidadãos, torturas e subornos, e fortalecer os regulamentos, a ordem e a disciplina.

Segundo, os funcionários dos órgãos de procuradoria e de segurança devem ser entusiásticos servidores do povo, pessoas infinitamente fiéis ao Estado e ao povo, laboriosas, irrepreensíveis e valentes, e esforçar-se constantemente para unir-se com base na camaradagem e assegurar a coesão ideológica de suas fileiras.

Terceiro, cuidarão dos bens do Estado e defenderão a propriedade privada. Sob o domínio do imperialismo japonês, todos os bens do povo coreano estavam fora da proteção legal, mas, hoje em dia, estimá-los e protegê-los constitui uma de nossas importantes tarefas.

É importante, sobretudo, a proteção dos bens convertidos em propriedade do Estado em virtude da Lei de Nacionalização das Indústrias. É nossa tarefa valorizar todos os bens nacionalizados, cuidando deles e protegendo-os como seus donos. Os funcionários da segurança e da procuradoria devem estar particularmente conscientes de seu dever de defender, em primeiro lugar, todas as instalações e materiais das empresas estatais contra as ações destrutivas dos reacionários e os desvios de materiais por elementos estranhos.

Quarto, todos os funcionários da segurança e da procuradoria não devem dormir sobre os louros das vitórias conquistadas, mas elevar a vigilância, mantendo-se alertas diante da indolência que possa surgir nas condições favoráveis criadas na Coreia do Norte, de modo que estejam permanentemente preparados para cumprir sua missão, sem qualquer hesitação diante de quaisquer condições desfavoráveis, vicissitudes e confusões.

Quinto, os funcionários que trabalham nos órgãos de segurança e na procuradoria devem se empenhar permanentemente em ampliar os conhecimentos e a capacidade necessários ao seu trabalho e elevar o nível político e cultural. Intensificarão o estudo político e se esforçarão incessantemente para adquirir qualidades dignas de autênticos trabalhadores populares da procuradoria e da segurança. Do mesmo modo, desenvolverão dinamicamente a luta contra todos os delitos e atos subversivos.

Sexto, colaborarão nas tarefas de arrecadação dos impostos agrícolas em espécie, de modo que estas sejam cumpridas com êxito. Devem compreender em sua real dimensão o importante significado político e econômico que esses impostos possuem e executar cabalmente todas as resoluções relativas a eles.

Tendo em conta o fato de que ainda nossos trabalhadores dos comitês populares locais não cumprem satisfatoriamente suas obrigações e que alguns camponeses atrasados, em casos isolados, fornecem dados falsos quanto à superfície cultivada, ao rendimento da colheita, aos danos causados por desastres naturais e outros, é preciso combater energicamente essas manifestações. Em particular, serão mobilizados na tarefa de assegurar que os impostos em espécie fixados sejam infalivelmente entregues na quantidade e no prazo determinados, observando rigorosamente a “Resolução nº 110” e, ao mesmo tempo, deverão atuar energicamente para assegurar a conservação e o transporte dos impostos em espécie arrecadados e prevenir as especulações dos elementos espúrios.

Estas são importantes tarefas imediatas atribuídas aos funcionários da segurança e da procuradoria.

Vocês são trabalhadores que têm a honra de lutar diretamente pela defesa de nosso Poder popular, pela proteção dos direitos humanos e pela garantia do trabalho de construção democrática na Coreia do Norte. Por isso, vocês devem odiar, mais do que ninguém, os inimigos e estar imbuídos de sentimentos de amor à pátria e à nação, bem como de elevada dignidade nacional.

Estou certo de que vocês possuirão essa nobre preparação espiritual e serão leais até o fim aos seus deveres como servidores do povo, a fim de dar maiores contribuições ao desenvolvimento normal do trabalho da procuradoria e da segurança, cujo significado é tão importante na construção democrática, e, mais adiante, à criação de uma base sólida para a construção do Estado democrático, soberano e independente.

Choe Ki Hyok

Choe Ki Hyok nasceu em uma família de artistas e começou a estudar violino aos oito anos de idade, revelando desde cedo grande talento como intérprete. Ao longo de mais de 50 anos de atividade artística, desenvolveu-se como destacado violinista da Orquestra Sinfônica Nacional da Coreia. Em 1991, assumiu a função de concertino da orquestra e participou de numerosas apresentações no exterior, demonstrando elevado nível artístico. Em 2005, recebeu o título de Artista Meritório por sua contribuição ao desenvolvimento da música orquestral coreana.

Choe Ki Hyok contribuiu durante mais de cinco décadas para o desenvolvimento da sinfonia Juche, interpretando numerosas obras musicais, entre elas a série sinfônica “Canção ao Partido”. Em 2008, participou da apresentação da Orquestra Filarmônica de Nova York em Pyongyang, realizando um solo de violino, e continuou atuando em importantes apresentações da Orquestra Sinfônica Nacional. Faleceu em 3 de fevereiro de 2021. Foi sepultado no Cemitério dos Mártires Patrióticos da comuna Sinmi.

Kim Pyong Hwa

Kim Pyong Hwa nasceu em 16 de maio de 1936, em Kobe, prefeitura de Hyogo, Japão. Desde a infância, estudou piano, violino, composição e regência, desenvolvendo sua atividade artística no Japão. Em 1960, mudou-se para a RPDC e trabalhou como pianista no Teatro Nacional de Artes de Pyongyang, enquanto estudava regência na Universidade de Música e Dança de Pyongyang. Após concluir os estudos, em 1963, assumiu a função de regente do Teatro Nacional de Artes e, em 1970, foi nomeado regente principal da Orquestra Sinfônica Nacional.

Ao longo de sua trajetória artística, Kim Pyong Hwa contribuiu para o desenvolvimento da sinfonia Juche, regendo numerosas obras, entre elas “Colheita abundante nos campos de Chongsan”, “A Moça no Balanço” e “Arirang”. Foi agraciado com o título de Artista do Povo e, em 2005, tornou-se laureado com o Prêmio Kim Il Sung. Após deixar a função de regente principal, atuou como assessor do departamento de criação da Orquestra Sinfônica Nacional. Faleceu em 21 de março de 2021, aos 84 anos, e foi sepultado no Cemitério dos Mártires Patrióticos.

 

Ho Jae Bok

Ho Jae Bok, que viveu de 1931 a 1977, foi um dos famosos músicos do mundo artístico da República Popular Democrática da Coreia.

Nasceu em um país estrangeiro durante o domínio colonial dos imperialistas japonese e, desde a infância, foi chamado de menino prodígio da música. Aos 12 anos, tocou um solo de violino em um concurso musical realizado na província de Jilin, na China, conquistando o primeiro lugar.

Após a libertação da Coreia, retornou à pátria e estudou na Escola Nacional de Música (atual Universidade de Música e Dança Kim Won Gyun de Pyongyang). Na universidade, estudou regência enquanto aperfeiçoava sua execução de violino.

Durante a passada Guerra de Libertação da Pátria, atuou como violinista e regente no então Conjunto de Canto e Dança do Ministério do Interior. Valorizando seu talento, o grande Líder camarada Kim Il Sung enviou-o a um país estrangeiro para estudar.

Enquanto estudava no exterior, Ho Jae Bok conquistou o primeiro lugar no Concurso de Regentes de Toda a União realizado naquele país, e sua excelente capacidade de regência tornou-se conhecida em toda a Europa, ultrapassando os limites da universidade.

Ao retornar à pátria, trabalhou como regente da Orquestra Sinfônica Nacional e, ao mesmo tempo, desempenhou diversas tarefas, incluindo a criação de óperas e o trabalho como professor convidado no Departamento de Regência da então Universidade de Música e Dança.

Seus talentos artísticos desenvolveram-se ainda mais sob a grande confiança e o amor do grande Dirigente camarada Kim Jong Il.

Sob a orientação direta do Dirigente Kim Jong Il, Ho Jae Bok empenhou-se vigorosamente em aperfeiçoar sua arte conforme lhe fora solicitado.

Dedicou toda a sua inteligência e entusiasmo à criação de muitas novas peças musicais de estilo coreano, como o conto musical e dançante "Canção do Paraíso", e deu uma grande contribuição para o aprimoramento do conjunto musical e de sua representação artística.

Realizou apresentações em diferentes países, incluindo China, Grã-Bretanha, França e Itália, dando uma grande contribuição para demonstrar plenamente o poder da arte coreana. Enquanto trabalhava como chefe do Conjunto Artístico Mansudae na última fase de sua vida, empenhou-se no desenvolvimento da arte do país.

Sua regência caracterizava-se pela combinação orgânica da lógica artística musical e da sensibilidade, bem como pelo tempo, postura e técnica de regência corretos.

Ho Jae Bok demonstrou plenamente sua capacidade especial como regente talentoso e experiente e como excelente e maduro organizador da representação artística durante todo o período de criação da arte musical. Ele ainda é lembrado pelo povo como um regente talentoso.

Estimado camarada Kim Jong Un se reúne com os criadores e artistas da Orquestra Sinfônica Nacional e tira uma fotografia com eles

O estimado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia e Presidente de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, reuniu-se no dia 8 com os criadores e artistas da Orquestra Sinfônica Nacional, que celebra seu 80º aniversário de fundação, e os felicitou e incentivou.

Todos os criadores e artistas estavam tomados de grande emoção e alegria por terem realizado seu ardente desejo de ver o camarada Kim Jong Un no teatro naquele dia significativo.

O camarada Kim Jong Un foi recebido respeitosamente no Teatro Moranbong pelos funcionários do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, pelo ministro da Cultura da RPDC, Hyon Un Chol, e pelos dirigentes da Orquestra Sinfônica Nacional.

Quando ele entrou no saguão central do teatro, irromperam as estrondosas aclamações dos criadores e artistas, comovidos por aquele tão esperado momento feliz.

O camarada Kim Jong Un felicitou calorosamente todos os criadores e artistas que celebram significativamente o aniversário de fundação de sua entidade em meio à glória e à honra de terem compartilhado a mesma orgulhosa trajetória da querida pátria, e tirou uma fotografia junto a eles.

Ele entregou pessoalmente um buquê de flores à maestra Ho Mun Yong, agraciada com o Prêmio Kim Il Sung, e tirou uma fotografia de recordação com os criadores e artistas que receberam altas condecorações estatais, levando consigo o orgulho de terem contribuído para o desenvolvimento da sinfonia Juche.

Todos os criadores e artistas deram entusiásticas aclamações e bradaram lemas de fidelidade, expressando sua firme determinação de levar adiante a honrosa história do desenvolvimento da sinfonia Juche por meio de uma criação artística mais ativa e empreendedora, guardando profundamente no coração o amor e a confiança que lhes dedica repetidamente o generoso Marechal, após ter enviado uma mensagem de felicitação à Orquestra por ocasião de seu 80º aniversário de fundação.

"Para nosso Partido, Estado e povo, é um grande orgulho possuir um coletivo artístico com uma história e tradição excelentes e uma capacidade criadora como a Orquestra Sinfônica Nacional, que vem enriquecendo o patrimônio da arte musical Juche ao interpretar canções revolucionárias e fervorosas como marchas da luta e da criação ao longo da trajetória de desenvolvimento da RPDC", avaliou o camarada Kim Jong Un.

Ele disse que a prestigiosa Orquestra Sinfônica Nacional deve desempenhar o papel de condutora no desenvolvimento da arte musical que serve como uma poderosa força motriz da prosperidade do Estado, tanto no passado quanto no presente e no futuro.

Prosseguiu dizendo que a causa avançará com maior energia e vigor somente quando a ressonância majestosa e peculiar da orquestra ao estilo coreano inspirar maior ânimo à revolução coreana e conduzir a era de esplendor da arte musical da nova época.

"É muito grande a esperança de nosso Partido e povo na Orquestra, que durante 80 anos manteve firmemente, sem qualquer desvio, seu fervoroso patriotismo e sua sinceridade na criação artística", destacou, e deu valiosas instruções que servirão de guia para manter o prestígio e a fama desta entidade artística de valor nacional, que personifica o desenvolvimento da música Juche.

Astúcia barata

No cenário político japonês, que está agitado com a intenção de jogar fora como um trapo velho os “Três Princípios Não Nucleares”, surgiu inesperadamente uma dissonância que deixa as pessoas do mundo inteiro perplexas.

Há pouco, o secretário-chefe do Gabinete, Kihara, realizou uma coletiva de imprensa e, sem rodeios, afirmou que “mantemos os ‘Três Princípios Não Nucleares’ como uma diretriz de política”, atraindo a atenção dos jornalistas.

Essa declaração não condiz em absoluto com a posição da primeira-ministra, que havia insistido em que, em consonância com a revisão dos três documentos relacionados à segurança, a revisão dos “Três Princípios Não Nucleares” também deveria ser colocada como “objeto de discussão”, nem com a posição do ministro da Defesa, que afirmou ser necessário discutir a política nuclear, inclusive a possibilidade de revisar ou não os “Três Princípios Não Nucleares”.

No Japão, o secretário-chefe do Gabinete é um membro do Gabinete diretamente subordinado ao primeiro-ministro e pode ser considerado o porta-voz do governo. Que uma figura desse tipo tenha feito inesperadamente uma declaração contrária à posição do governante é, de fato, algo bastante intrigante.

No entanto, considerando a desfavorável opinião pública, tanto dentro quanto fora do país, em relação às ambições japonesas de possuir armas nucleares, pode-se compreender bem por que o atual governo colocou Kihara diante dos jornalistas.

O povo japonês está lançando flechas de crítica contra as atuais autoridades, que estão se esforçando para trazer novamente, nos dias de hoje, a catástrofe nuclear sofrida às vésperas da derrota. A taxa de apoio ao Partido Liberal Democrata está caindo dia após dia.

Também internacionalmente o Japão está se tornando alvo de críticas. Os países vizinhos afirmam que é necessário desferir um duro golpe contra o impulso do Japão de possuir armas nucleares.

Pressionado por essa situação, o governo japonês colocou Kihara à frente de uma coletiva de imprensa para acalmar a opinião pública interna e externa. Isso pode ser chamado, verdadeiramente, de uma astúcia barata.

As forças governantes japonesas, que estão enlouquecidas tentando alterar tanto o princípio da “defesa exclusiva” quanto as cláusulas fundamentais da “Constituição Pacífica”, sempre que se deparam com veementes protestos e oposição dentro e fora do país, realizam coletivas de imprensa e outras ações, usando artifícios superficiais e pomposos, falando em “manter” e “proteger” esses princípios, numa tentativa de acalmar a situação.

Tentar zombar da opinião pública interna e externa com tais artimanhas é uma atitude tola.

Existe um provérbio que diz que “o tigre aparece onde há diversão”.

Se o Japão continuar agindo de maneira imprudente pela remilitarização e expansão ao exterior, recorrendo a todo tipo de artifício mesquinho, poderá a qualquer momento sofrer uma terrível consequência irreversível.

Kim Su Jin

Rodong Sinmun

Produto inevitável de uma sociedade violenta — crimes com armas de fogo

Há alguns dias, em um tribunal do estado da Geórgia, nos Estados Unidos, um homem foi condenado a 15 anos de prisão. Isso porque entregou ao filho a arma que utilizava, fazendo com que fosse provocado um tiroteio em grande escala. Em setembro de 2024, seu filho, que tinha então 14 anos, matou quatro pessoas e feriu nove com a arma que havia recebido do pai. Por esse motivo, já havia sido condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Nos últimos anos, nos Estados Unidos, têm aumentado os casos judiciais em que os pais são responsabilizados criminalmente pelos crimes de tiroteios escolares cometidos por seus filhos.

Em 2021, os pais de um garoto de 15 anos que matou a tiros quatro estudantes e feriu sete em uma escola secundária do estado de Michigan também foram condenados a 10 anos de prisão. A arma utilizada pelo garoto também havia sido recebida dos pais como presente.

Nos Estados Unidos, onde a posse de armas de fogo é legalizada, tornou-se comum que os pais comprem armas para seus filhos pequenos como presentes de aniversário e de festividades, em vez de roupas ou doces. É absolutamente evidente que tipo de impulso psicológico os adolescentes, impregnados por uma cultura decadente e que frequentemente testemunham tiroteios ocorrendo cotidianamente nas ruas e nas escolas, receberão ao colocar uma arma nas mãos.

Como mostra a realidade, eles encontram prazer no assassinato indiscriminado de estudantes ou professores com quem se deparam diariamente na mesma sala de aula ou na mesma escola.

Há alguns anos, um site estadunidense lamentou que “vivemos em uma sociedade que glorifica a violência”, afirmando que filmes, redes sociais e entretenimento estão todos repletos de violência, que os adolescentes têm estado em contato com esse tipo de conteúdo por muito tempo, imitam comportamentos violentos e fazem da violência um meio para resolver problemas.

A ampla disseminação de filmes e publicações de conteúdo violento que pregam a lei do mais forte, bem como a desigualdade entre ricos e pobres e a discriminação racial, que se tornaram males sociais, estão levando os adolescentes ao caminho do crime.

Embora a opinião pública a favor do fortalecimento das restrições legais às armas de fogo continue crescendo, os políticos comprados pelas enormes quantias de dinheiro oferecidas pelas empresas fabricantes de armas defendem, com todo tipo de sofismas, o direito desumano à posse de armas.

Por isso, a violência e os crimes cometidos com armas de fogo não podem ser eliminados.

Vejamos apenas alguns dos casos ocorridos recentemente.

No final de junho, ocorreram tiroteios consecutivos em Chicago, deixando várias pessoas mortas e dezenas de feridos. Nessa cidade, ocorreram pelo menos 20 tiroteios ao longo de vários dias. As vítimas eram pessoas de diferentes idades, desde crianças e adolescentes até idosos na casa dos 70 anos.

Alguns dias depois, também ocorreu um tiroteio em uma praça em San Jose, no estado da Califórnia.

No dia 5 de julho, na cidade de Nova Iorque, oito pessoas, incluindo quatro crianças, ficaram feridas após serem atingidas pelos tiros de um indivíduo armado.

No dia 19 de julho, também ocorreu um tiroteio em uma área residencial de Tucson, a segunda cidade mais populosa do estado do Arizona, deixando 10 pessoas feridas.

Uma semana depois, na noite de 26 de julho, ocorreu outro tiroteio no centro de Seattle, onde estava sendo realizado um festival de culinária, deixando várias pessoas mortas ou feridas.

Segundo dados, ao longo de 2025, mais de 40 mil pessoas foram atingidas por tiros nos Estados Unidos. Entre elas, cerca de 14.600 morreram e 26.100 ficaram feridas. Ocorreram mais de 400 tiroteios em que pelo menos quatro pessoas foram mortas ou feridas simultaneamente.

Como observam os meios de comunicação estrangeiros, o sistema social dos Estados Unidos incute nas pessoas a percepção de que, quando algo não lhes agrada, não há problema em usar uma arma.

É verdadeiramente uma sociedade violenta e ameaçadora.

Os crimes com armas de fogo, que criam constante ansiedade e medo, são um produto inevitável desta sociedade.

Ho Yong Min

Rodong Sinmun