quinta-feira, 31 de outubro de 2019

ACDN realizou nova prova de lança-foguetes reativo de grande calibre


A Academia de Ciências de Defesa Nacional (ACDN) da República Popular Democrática da Coreia realizou exitosamente na tarde de 31 de outubro outro disparo de ensaio do lança-foguetes reativo de grande calibre.

O tiro experimental teve como objetivo verificar a segurança do sistema de disparo sucessivo do armamento.

O resultado do disparo exitoso foi informado diretamente no terreno ao Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia.

Informado da avaliação militar e técnica da ACDN sobre o disparo, o Máximo Dirigente Kim Jong Un se mostrou contente e felicitou os cientistas do setor de defesa nacional que trabalham com abnegação para desenvolver a capacidade militar para a autodefesa nacional e fortalecer as forças armadas do país.

Já que foi comprovado nesta ocasião até a perfeição do sistema de disparo sucessivo, se faz possível reduzir a cinzas com o fogo superpotente o coletivo inimigo ou a zona definidos como alvo mediante o ataque surpresa do lança-foguetes.

Lutar pela revolução coreana é um direito inalienável dos comunistas coreanos


Discurso pronunciado na Conferência de Quadros do Partido e da União da Juventude Comunista, efetuada em Dahuangwai, distrito de Wangqing, em 28 de fevereiro de 1935.

Levamos vários dias discutindo o problema da luta contra a organização "Minsaengdan" e outros assuntos importantes relacionados com o destino da revolução coreana e com a vitória ou o fracasso da luta comum dos povos coreano e chinês.

Nesta região foi apontada a questão de que quase todos coreanos radicados na Manchúria do Leste são membros do "Minsaengdan" ou vinculado a eles e que não podem ser quadros, nem proclamar o lema de libertação nacional.

Agora vou expressar meu critério sobre estes temas.

Primeiro falarei se é correto ou não qualificar de membros do "Minsaengdan" ou vinculado a esta organização quase todos os coreanos que habitam na Manchúria do Leste.

Aqui alguns insistiram sem fundamento algum em que 70% deles e de 80 a 90% dos revolucionários coreanos são membros do "Minsaengdan" ou suspeitos.

Se as sete décimas partes dos coreanos residentes na Manchúria do Leste são, resulta que igual sucede com quase todos os coreanos das zonas guerrilheiras. Se isto é verdade, podemos tirar a conclusão que também aqui, em Dahuangwai, uma média de 2 ou 3 membros de cada família devem ser considerados como tais, e incluso há crianças neste meio.

Na realidade, não há nenhum motivo para tachar de membro de "Minsaengdan" numerosos coreanos radicados na Manchúria do Leste.

Para diferenciar o contrarrevolucionário do revolucionário são necessárias provas científicas. Se um é qualificado de traidor da revolução sem qualquer prova científica, crendo somente no que alguém diz, resultará que tanto ele como seus descendentes serão culpados injustificadamente. Nós, os comunistas, que lutamos pela liberdade e direitos do povo, temos que tratar com prudência o tema das pessoas, sobretudo, o relacionado com seu destino político.

Nos encontramos com muitas pessoas acusadas de pertencer a "Minsaengdan", porém de nenhuma descobrimos dados que corroborem com as acusações.

Há dois anos, quando estivemos em uma aldeia próxima ao rio Tumen, foi armado um alvoroço porque se dizia que um menino era membro de "Minsaengdan", e que havia colocado veneno em um poço para matar os guerrilheiros. O chamei e a uma pergunta minha ele respondeu: "Como posso eu haver colocado veneno no poço para matar os guerrilheiros quando meu irmão e primo lutam com eles? Não sei o que significa "Minsaengdan", nem ao certo o que é veneno".  E acrescentou que as mulheres da aldeia molestavam-lhe até não poder mais, dizendo que ninguém além dele havia ido nesse dia ao poço, e que por isso estava sendo acusado.

Temos muitos exemplos similares.

Existem quem consideram como dados importantes as "confissões" escritas por pessoas tachadas de "Minsaengdan"; vamos analisar esta variante.

Desde logo, é possível que, quando se interroga os contrarrevolucionários lhes obrigue a confessar por escrito se necessário. O problema consiste no método que se aplica. Os comunistas tem uma boa arma, que é a crítica e a autocrítica. Por qual motivo então devemos aplicar o método coercitivo para tirar-lhes confissões?

Igual se pode dizer sobre o caso do chefe da companhia Jang Ryong San, que confessou por escrito, segundo se diz, que foi membro do "Minsaengdan". Desde sua infância viveu como servente e, depois de ingressar na Guerrilha, lutava com valentia como atirador certeiro. Porém algumas pessoas encarceraram-o sob  acusação de ser do "Minsaengdan", sem nem sequer ter provas, e o torturaram horrivelmente, ameaçando que caso não confessasse, prenderiam outros suspeitos de ser do "Minsaengdan", e por isso se viu obrigado a escrever mentiras contra sua vontade. Por essa razão não reconheci as "confissões" que diziam ter sido escritas pelos acusados e, confiando em sua consciência e conduta moral, ordenei que os colocassem em liberdade.

Não foi só o chefe a companha Jang Ryong San que fez uma confissão falsa por escrito. Quantas pessoas perderam sua vida ou ainda estão detidas acusadas de "Minsaengdan", por haver feito a falsa confissão? Um companheiro disse que 30% dos executados são pessoas inocentes que foram coagidas a "confessar" falsamente ao não poder suportar a tortura, porém, a meu juízo, o número chega a 99.99%, não apenas 30% Atualmente, muitas pessoas tachadas de "Minsaengdan" estão presas; tenho dúvidas de quantas são, de verdade, membros do "Minsaengdan". Até a data, ainda que um bom número de pessoas tenham sido acusadas de ser, nenhuma reconheceu e no último momento todas gritaram: "Viva a independência da Coreia!", "Viva a vitória dos povos coreano e chinês na revolução!", etc. Nesta reunião participaram os companheiros que dirigiram pessoalmente a luta contra o "Minsaengdan", e seguramente presenciaram que os condenados à morte negaram até o fim que pertenciam a esta organização.

Se atualmente muitos coreanos são acusados de ser "Minsaengdan", isso está relacionado também com o fato de que, erroneamente, alguns consideram que "Minsaengdan" apareceu devido às suas rinhas sectárias. Desde logo, entre os partidários do movimento nacionalista e comunista do passado houveram faccionalistas, porém alguns destes se arrependeram de seus erros e caíram combatendo com abnegação pela causa da restauração da Pátria, o que vocês também sabem bem. Portanto, não não motivo para relacionar a aparição de "Minsaengdan" com os participantes do anterior movimento nacionalista e o comunista. Minsaengdan é produto das intrigas conspiratórias dos imperialistas japoneses e seus esbirros, que se esforçam desesperadamente para desintegrar por dentro as nossas organizações revolucionárias.

Com a tentativa de alcançar este objetivo, os imperialistas japoneses criaram o "Minsaengdan" sob o atrativo lema de ajudar a "vida do povo", quando os coreanos residentes em Jiandao sofriam muitas penúrias, e incluso integraram nela a "Sociedade para o Fomento da Autonomia de Yanbian", organização anticomunista, e a utilizaram para todo tipo de intrigas.

Todavia, o povo e os comunistas da Coreia, que conheciam com clareza as artimanhas do imperialismo japonês, tão pronto como se inventou o "Minsaengdan" lutaram contra esta organização sob os lemas de "Abaixo ao Minsaengdan, esbirro do imperialismo japonês!" e "Abaixo à 'Sociedade para o Fomento da Autonomia de Yanbian'!". Dessa forma, os que haviam ingressado nela, enganados pelas artimanhas do imperialismo japonês, se retiraram e os poucos que ficam foram descobertos mais tarde.

Pois bem, que enviou tantos membros de "Minsaengdan" que morreram acusados de serem membros e quem teria infiltrado em nosso seio os que estão detidos? É óbvio que eles são os acusados de "Minsaengdan" que se renderam ante à tortura e coerção.

Alguns insistem em que 80-90% dos comunistas coreanos que atuam na Manchúria do Leste pertencem à "Minsaengdan"; tampouco tem razão. Se fosse, para que então teriam lutado derramando seu sangue durante 3 ou 4 anos na base guerrilheira, sem ter casas incluso no inverno nem suficientes roupas e alimentos? Até as crianças de três anos de idade sabem que eles não são membros de "Minsaengdan". Se fosse verdade que 80-90% dos revolucionários coreanos que atuam na Manchúria do Leste pertencem a "Minsaengdan", como estaríamos reunidos aqui tranquilamente? Isto seria impossível ainda que somente fosse 8-9%, ou seja, um décimo de 80-90%  dos membros da unidade que defende este lugar, Dahuangwai. Toda matéria se converte em outra se o 80% de seus componentes se substituem por elementos alheios. Este é um princípio mais do que claro.

Todos os fatos demonstram que a maioria dos coreanos residentes nas zonas guerrilheiras da Manchúria do Leste e os revolucionários da Coreia que atuam nesta região não são membros do "Minsaengdan".

Conheci na prática os supostos membros do "Minsaengdan" e cheguei a convencer-me mais firmemente do que nunca de que eles nunca foram.

Em fevereiro do ano passado, quando regressei a Macun, depois de concluído o combate de defesa da zona guerrilheira de Xiaowangqing, soube que todos os integrantes da companhia nº 1 estavam sendo acusados de ser "Minsaengdan". Permanecemos por ali  e voltamos a analisá-los enquanto os observávamos no combate.

Esta companhia mostrou desde o início uma forte capacidade combativa e sempre alcançou ressoantes vitórias nas batalhas, e por isso se converteu em uma companha exemplar. Por esta razão, a princípios de maio do ano passado organizei uma companhia a mais com uma parte de suas forças como base. Precisamente, ela está protegendo agora este lugar de reunião. À luz da prova que passou na batalha à morte contra o imperialismo japonês, não há nenhum motivo para considerá-la como "Minsaengdan".

Como se vê, também pela prova da luta prática, é totalmente ilógico que a maioria dos coreanos residentes nas zonas guerrilheiras da Manchúria do Leste sejam membros de "Minsaengdan".

A luta contra "Minsaengdan", desenvolvida pelo método ultra-esquerdista, realmente causou uma enorme e irreparável perda à revolução coreana.

Nos distritos de Helong, Yanji, Antu, Hunchun e Wangqing muitos quadros coreanos foram assassinados porque algumas pessoas, sob o lema ultra-esquerdista e com o método de tortura e ameaça, executaram os comunistas coreanos, tachando-os de "Minsaengdan". Como se poderá compensar essa grande perda?

Ao perder muitos quadros e militantes do partido, sustentação medular da revolução, se debilitaram as organizações partidistas, as agrupações de massas e os órgãos do Governo Revolucionário Popular, também foram causados graves danos à ampliação e fortalecimento das filas armadas e à mobilização do povo na Luta Armada Antijaponesa. Ademais, em nossas filas revolucionárias surgiu um grave mal-estar e desconfiança e apareceram fenômenos de inimizade e ódio mútuo, muitos abandonaram a zona guerrilheira, ao perder a convicção na vitória da revolução, e a mobilização dos habitantes das zonas governadas pelo inimigo na luta antijaponesa se viu obstaculizada em grande medida. Também, pioraram as relações entre o povo coreano e chinês e foi dificultada a materialização da linha de frente conjunta antijaponesa dos dois povos.

Tudo isso é, precisamente, o objetivo que o imperialismo japonês perseguiu ao organizar o "Minsaengdan"

Se a luta contra o "Minsaengdan" se conduziu assim pela via incorreta, foi porque obedeceu às injustas manobras de alguns homens de tendência chauvinista e dos faccionalistas servis às grandes potências, e a que alguns que ocupavam postos de direção se deixaram enganar pelas artimanhas do imperialismo japonês.

Ainda depois que do "Minsaengdan" ficou só o nome, o imperialismo japonês não cessou de perpetrar manobras intrigantes com variados métodos astutos, como difundir rumores de que havia infiltrado muitos membros do "Minsaengdan" nas zonas guerrilheiras, e deixando no caminho cartas falsas.

Ademais, algumas pessoas foram arrastadas por essas intrigas do imperialismo japonês sem dar-se conta, e em vez de empreender uma luta imparcial para garantir a pureza das filas revolucionárias, trataram de aproveitar o do "Minsaengdan" como via para realizar seu mesquinho propósito chauvinista e suaja ambição faccionalista.

Tirando sérias lições disto, temos que concentrar todas as forças na luta contra o imperialismo japonês, extirpar de nossas filas revolucionárias todas as tendências chauvinistas e faccionalistas, e assegurar sua firme unidade e coesão de princípios.

Agora gostaria de falar do tema dos quadros.

Na reunião alguns insistiram em que os coreanos residentes na Manchúria do Leste não devem ser promovidos como quadros importantes, e que somente os chineses podem, como se isto fosse algo lógico. Como argumentou apresentam que os coreanos, por constituir a minoria não podem dirigir a maioria, e que os revolucionários coreanos tem uma forte tendência faccionalista e um caráter vacilante, e podem converter-se facilmente em reacionários.

Como somos internacionalistas proletários, penso que não devemos tratar assim o tema dos quadros. Nós, os comunistas de dois países, Coreia e China, assumimos o sublime dever de empreender juntos uma luta sangrenta até vencer o inimigo comum, o imperialismo japonês. Partindo desse ponto, devemos resolver o problema de quadros para fortalecer a solidariedade combativa entre ambos povos e sua luta comum antijaponesa, assim como manter o princípio de promover os quadros com a posição marxista-leninista tendo em conta principalmente sua fidelidade à revolução e sua capacidade.

É importante enfatizar que este é um princípio que parte dos interesses comuns dos povos coreano e chinês.

Como todos sabem, a história do movimento comunista na Manchúria do Leste demonstra que os coreanos foram os primeiro a fazer a revolução e constituem a maioria esmagadora dos militantes do partido e dos membros das organizações revolucionárias, razão pela qual ocupavam a maior parte dos cargos de direção. Esta é uma realidade inegável demonstrada pela história do movimento comunista na região da Manchúria do Leste.

Apesar disso, ao ignorar esta realidade, questionam se aqueles procedentes da nação coreana são maioria entre os quadros, o que é inaceitável, porém o que resulta totalmente incompreensível é que tirem a conclusão de que a maioria é dirigida pela minoria.

Consideramos que os comunistas, independente de que fazem a revolução em seu país ou no exterior, podem ser promovidos como quadros se possuem as qualidades requeridas, e que isto não se decide segundo o número de habitantes da nação a que pertencem.

Alguns argumentam que os revolucionários coreanos não podem ser quadros, porque no passado estiveram envolvidos no movimento nacionalista ou no faccionalismo; deveriam conhecer profundamente os revolucionários coreanos que hoje atuam na Manchúria do Leste. Desde os primeiros dias em que empreendemos a luta revolucionária formamos comunistas da nova geração que não tem relação com nenhuma facção. Como resultado, os jovens comunistas procedentes da classe trabalhadora constituem hoje o grosso de nosso Exército Revolucionário Popular e atuam como vigor como quadros no Governo Revolucionário Popular e nas organizações do partido e de massas.

Com vista a incorporar ainda que seja uma pessoa a mais à luta contra o imperialismo japonês, nós, os comunistas da jovem geração, atraímos e educamos até aqueles que no passado participaram no movimento nacionalista ou pertenceram a facções. Por isso, em nossas filas revolucionárias existem quem passou do movimento nacionalista ao comunista e os ex-faccionalistas que, uma vez transformados, luta com valentia nas filas antijaponesas.

Há que argumente que as disputas sectárias constituem um atributo inato da nação coreana e consideram como algo natural que todo comunista coreano esteja relacionado com alguma facção.
Incluso dizem sem titubear que "o pai do Minsaengdan é faccionalista, seu avô é nacionalista, e o progenitor deste é o imperialismo japonês". Mas que argumento mais absurdo!

Falando francamente, o sectarismo não apareceu somente nas filas do movimento comunista coreano. Surgiu também na Alemanha e na União Soviética, onde Marx e Lenin lutaram, e na China, assim como nas filas do movimento comunista de outros países, ainda que tenha tido diferenças enquanto à gravidade. E incluso apareceu na Internacional; a Segunda Internacional se converteu em oportunista devido às maquinações dos faccionalistas. Então, por qual motivo os coreanos deveriam se consideram como uma nação que possui o hábito do sectarismo como sua "qualidade" conatural, e por que o termo "comunista coreano" deve ser sinônimo de faccionalista?

Para demonstrar que os coreanos não podem ser quadros, alguns argumentam que a nação coreana, onde uma minoria fracassou nos anteriores movimentos independentista e comunista, "não tem capacidade para lograr o triunfo", "é muito suscetível a vacilar na luta revolucionária e converte-la na reacionária", etc.; este também é um argumento absurdo que surge do ponto de vista errôneo com que desprezam a outra nação.

Todos esses argumentos são inventados para eliminar os quadros coreanos.

Nos compete retificar estes critérios e conceitos errôneos e não científicos sobre o tema dos quadros e dar-lhes uma solução correta a partir de um critério e uma posição marxista-leninista, para assim fortalecer mais a solidariedade combativa entre os comunistas de Coreia e China e aferrar a luta comum antijaponesa de ambos povos.

Agora vou abordar o tema de se os comunistas coreanos que atuam na Manchúria do Leste devem manter o lema da libertação nacional ou não.

Alguns participantes nesta reunião propuseram que os comunistas e demais cidadãos coreanos radicados na Manchúria do Leste não devem pronunciar esse lema. Um dos argumentos é que este lema é igual ao lema reacionário "Autonomia de Jiandao para os coreanos", lançado pelo "Minsaengdan".

"Autonomia de Jiandao para os coreanos" é o lema que o imperialismo japonês fez o "Minsaengdan" propagar na tentativa de semear discórdia entre os povos coreano e chinês e desintegrar por dentro as filas do movimento comunista, para assim criar condições favoráveis à sua dominação colonialista. Isto significa que os coreanos em Jiandao devem lograr a autonomia sob a dominação colonialista do imperialismo japonês, por isso, é um exagero dizer que o lema de libertação nacional que os comunistas coreanos sustentam é semelhante a esse reacionário.

Este lema dos comunistas coreanos se originou de seu objetivo de derrotar a dominação colonialista do imperialismo japonês, restaurar a Pátria e fazer com que nosso povo desfrute de uma genuína liberdade e direitos em uma nova sociedade independente, livre de exploração e opressão. Como se vê, este sagrado lema é totalmente diferente do lema reacionário do "Minsaengdan", de maneira que não é compreensível considerá-los semelhantes.

Outro argumento que usam, para que os comunistas que lutaram na Manchúria do Leste não proclamem o lema da libertação nacional, é o princípio de "um partido em um país", estabelecido pela Internacional Comunista.

Como todos sabem, este princípio exige que dentro de um país não se organize mais de um centro do partido comunista. A Internacional Comunista o estabeleceu para prevenir divisões desnecessárias dos comunistas, e nunca para definir que os comunistas que atuam no exterior não possam lutar pela revolução de seu país. Todavia, alguns, esgrimindo o princípio de "um partido em um país", se obstinam em que os comunistas coreanos não devam proclamar o lema da emancipação nacional, o que de fato não podemos considerar menos que um critério extremamente injusto para obrigar os comunistas de outro país largarem as mãos de sua própria revolução. Lutar pela vitória da revolução coreana e pela culminação da causa de libertação da nação coreana constitui um direito soberano e um dever sublime dos comunistas e do povo da Coreia, a quem ninguém pode impedir nem substituir em sua realização.

Nós, os comunistas coreanos, que assumimos a nobre missão de resgatar o território-pátrio arrebatado pelo bandido imperialista japonês e salvar o destino de nossa nação de sua miséria, em nenhum caso podemos abandonar o lema de libertação da nação coreana, independentemente do momento e lugar em que lutemos. Nós, que já tiramos amargas lições dos atos vende-pátria e de traição à nação de uns poucos participantes de movimentos atolados até a cabeça no ato de servilismo às grandes potências e no sectarismo, empreendemos uma luta sangrenta, vencendo toda classe de contratempos e dificuldades pela dignidade de nossa nação e independência de nosso país, e também no futuro seguiremos com passos firmes por este caminho.

Para que o movimento da revolução mundial seja levado a cabo pelos Estados nacionais, sua vitória deve ser alcançada, em todos os casos, pelo triunfo da revolução em cada país. Sem este triunfo é inconcebível a vitória da revolução mundial. Neste sentido, se os comunistas de todas as nações desejem ser fiéis, deveriam ser, antes de tudo, fiéis à sua revolução, apoiando e estimulando com sinceridade a revolução de outros países.

Somente os que lutam assim podem ser chamados de verdadeiros comunistas e internacionalistas proletários.

Ao igual que os comunistas chineses assumem ante à história a importante missão de contribuir à vitória da revolução mundial mediante o êxito de sua própria revolução, nós também, comunistas coreanos, devemos aportar a revolução mundial com a vitória de nossa revolução.

Nos compete tratar e resolver todos os problemas, atendo-nos sempre e estritamente aos princípios marxistas-leninistas, e deixar de opor-nos sob tal ou qual pretexto a que os comunistas coreanos levantem a bandeira soberana da libertação nacional.

As questões que discutimos nesta reunião são muito sérias, relacionadas com a posição de princípios que os comunistas devem manter na luta revolucionária. Portanto, considero que devemos analisá-las e criticá-las com posição comunista, e tomar as medidas para retificar com audácia os erros cometidos, aderindo-nos de maneira estrita aos princípios marxistas-leninistas.

Em plena marcha a construção da fazenda de estufa de verduras de Jungphyong


Está em plena construção a fazenda de estufa de verduras de Jungphyong no condado de Kyongsong da província de Hamgyong Norte.

Durante sua recente visita ao campo de construção, o Máximo Dirigente Kim Jong Un destacou a necessidade de introduzir as tecnologias e métodos avançados de cultivo de hortaliças para elevar o rendimento de colheita e aumentar a produção, de maneira que os habitantes provinciais se beneficiem substancialmente da fazenda.

Assim continua século após século a história de guia dos líderes coreanos para fornecer vegetais frescos à população da província de Hamgyong Norte que tem condições climáticas desfavoráveis ao cultivo de hortaliças.

Durante sua visita de orientação à província em um dia de junho há várias décadas, o Presidente Kim Il Sung viu uma flor aberta uma quinzena mais tarde que na região de Pyongyang devido à geada e se pôs preocupado com a produção outonal de vegetais em Chongjin.

Após vários dias pensando sobre isso, convocou a reunião de consulta dos funcionários da economia rural da província de Hamgyong Norte e da cidade de Chongjin.

Nessa ocasião, ressaltou que constituem uma questão muito importante aumentar a produção de verduras e fornecê-las ao longo de todo ano aos moradores de Chongjin onde estão concentradas as principais fábricas e empresas do país.

Instruiu elevar consideravelmente o rendimento por hectare e enumerou os meios para colher as hortaliças duas ou três vezes ao ano, apesar do clima frio de Chongjin.

Em um mês do ano passado, o Máximo Dirigente Kim Jong Un visitou em duas ocasiões o condado de Kyongsong para escolher o terreno da fazenda de estufa e dirigir sua construção.

Sob sua guia, se levanta no terreno que outrora era base militar uma moderna fazenda de estufa que contribuirá à melhora da vida alimentar do povo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Para transformar a Guerrilha Popular Antijaponesa no Exército Revolucionário Popular da Coreia


Discurso proferido na Conferência de Quadros Militares e Políticos da Guerrilha Popular Antijaponesa, efetuada em Macun, distrito de Wangqing, em 9 de março de 1934.

Camaradas:

Hoje vamos tomar a medida de converter a Guerrilha Popular Antijaponesa no Exército Revolucionário Popular da Coreia, com vista a ampliar e desenvolver mais a Luta Armada Antijaponesa.

Isto trata-se de uma disposição ativa e iniciativa que reflete a atual situação militar e política e as exigências do desenvolvimento da própria Guerrilha.

Hoje em dia foi criada uma tensa situação militar e política ante a nós devido às manobras desesperadas dos imperialistas japoneses.

Com a intenção de acabar com a Guerrilha e suas bases, que se ampliam e fortalecem cada dia mais, os imperialistas japoneses perpetraram no ano passado grandes "operações de terra arrasada" contra todas as zonas guerrilheiras com Wangqing como centro. Ademais, a Guerrilha Popular Antijaponesa e a população local frustraram completamente a ofensiva militar e a "operação de terra arrasada" invernal do inimigo.

Uma vez fracassado o "castigo" invernal, este recorre agora a outro método "punitivo". Diferente do método anterior, consiste em deslocar seus efetivos nos pontos importantes das áreas adjacentes às zonas guerrilheiras e as "castigar" enviando essas forças de modo concentrado em uma direção determinada, hoje aplica uma nova tática de devastá-las mediante operações de assédio contra todas essas zonas e contínuas ofensivas militares.

Para alcançar este fim, os imperialistas japoneses introduzem na zona da Manchúria do Leste incluso o grosso da "unidade de elite" do exército Guandong e, havendo reforçado e equipado com modernas armas as forças "punitivas", entre elas, o exército manchu títere, as polícias japonesa e manchu, a guarnição e a guarda fronteiriça, as concentram próximo de todas as zonas guerrilheiras da Manchúria do Leste, ao tempo que aceleram a construção de estradas com fins militares, e reparam e reforçam os aeroportos militares.

A fim de bloquear as zonas guerrilheiras, aplicam com mais força a já vigente política das "aldeias de concentração" e, mediante a imposição da "lei provisória de vigilância coletiva" que supera o "sistema de vigilância coletiva" de índole medieval, manobram freneticamente para atropelar e eliminar sem piedade todos os elementos antijaponeses.

Tratam de empreender novas operação "punitivas" que combinam uma grande ofensiva militar com a política de bloqueio econômico, enquanto atuam desesperadamente para "desmantelar por completo" e a todo custo as zonas guerrilheiras nesta ocasião.

A situação político-militar criada por estas manobras do imperialismo japonês nos exige tomar novas e drásticas medidas.

Em vista de que os imperialistas japoneses tratam de "eliminar por completo" as zonas guerrilheiras mediante operação de assédio total e um prolongada ofensiva, devemos transformar o sistema de organização das guerrilhas de modo que todas suas unidades na Manchúria do Leste atuem de maneira unificada para assim assegurar-lhes um comando unitário.

No curto espaço de tempo de dois anos depois de sua fundação, as unidades da Guerrilha Popular Antijaponesa cresceram e se fortaleceram como poderosas forças armadas no fragor da luta armada.

Nas zonas da Manchúria do Leste e nas próximas ao rio Tuman empreenderam sem trégua as atividades político-militares, desferindo assim grandes golpes aos imperialistas japoneses e seus esbirros e dando prova de seu poderio, enquanto nas extensas zonas da Manchúria do Leste realizavam titânicos esforços para criar as bases guerrilheiras, consolidá-las e desenvolvê-las. Neste período, a Guerrilha Popular Antijaponesa engrossou e reforçou constantemente suas filas com os melhores filhos e filhas dos operários, camponeses e outros setores do povo trabalhador. No distrito de Wangqing e demais regiões extensas da Manchúria do Leste, as unidades da Guerrilha Popular Antijaponesa cresceram vertiginosamente até converter-se em regimentos ou forças de nível superior a estes, enquanto que seus armamentos melhoraram consideravelmente. Além disso, foram formados numerosos comandantes e quadros políticos bem preparados, todos os combatentes assimilaram os métodos e táticas da guerra de guerrilhas e, na medida que crescia a Guerrilha Popular Antijaponesa, se expandiu a esfera de atividades de suas unidades.

Em consonância com o crescimento e fortalecimento de suas filas, a Guerrilha se esforçou, por uma parte, para proteger suas bases do "castigo" inimigo e, pela outra, deslocando-se a vastas regiões, desenvolveu com ousadia ações para perturbar a retaguarda inimiga. Em todas partes, suas unidades efetuaram um grande número de emboscadas e assaltos contra importantes pontos militares do inimigo, assim como ataques a cidades, entre eles, os que efetuaram contra Shuanghezhen, do distrito de Wangqing, Badaogou, do distrito de Yanji, e a cidadela distrital de Dongning. Deste modo, as áreas de suas ações militares se estenderam para vastas regiões, saindo assim do estreito teatro de operações das zonas guerrilheiras, e aumentou também a envergadura de suas operações combativas.

A nova realidade criada com a ampliação e o fortalecimento das forças da Guerrilha Popular Antijaponesa, a formação de competentes comandantes e quadros políticos, e a extensão das áreas de suas atividades militares, requer com urgência estabelecer o sistema de comando correspondente.

Até agora dirigimos as unidades que atuam independentemente nas zonas guerrilheiras por meio da seção militar do distrito respectivo. Mas, nas condições atuais, quando as unidades guerrilheiras de todos os distritos se ampliaram e fortaleceram com forças superiores ao nível de regimento, e suas áreas de ação militar e a envergadura dos combates se estenderam,  com dito sistema de comando é impossível assegurar plenamente o comando unificado sobre elas. Portanto, há que modificá-lo para dirigir de maneira unificada as guerrilhas que atuam por distritos.

Somente assim será possível frustar com êxito as operações de assédio dos inimigos sobre todas as zonas guerrilheiras, realizar ofensivas de contra-cerco com grandes destacamentos, assim como estabelecer novas zonas guerrilheiras nos distritos que assim o permitam para transladar as atuais para ali a tempo caso seja necessário.

Com conformidade com a atual situação político-militar e as exigências do desenvolvimento da própria Guerrilha Popular Antijaponesa, devemos transformá-la sem demora no Exército Revolucionário Popular da Coreia.

Desta maneira, devemos abrir um amplo caminho para fazer mais poderosas e invencíveis nossas forças armada revolucionárias, e ampliar e desenvolver com rapidez a luta antijaponesa de libertação nacional do povo coreano em seu conjunto, enquanto desferimos grandes golpes político-militares aos agressores imperialistas japoneses.

Na transformação da Guerrilha Popular Antijaponesa no Exército Revolucionário Popular da Coreia, devemos ter em conta necessariamente as peculiaridades de que a Luta Armada Antijaponesa se efetua em forma de guerra de guerrilhas contra as forças armadas regulares do imperialismo japonês, as quais estão equipadas com armamentos modernos.

Esta circunstância exige que formemos o ERPC segundo o sistema das forças armadas regulares, e que o façamos de forma tal que possa materializar cabalmente os princípios da guerra guerrilheira.

De acordo com estas exigências, temos que estabelecer divisões, regimentos, companhias, pelotões e esquadras segundo o sistema de tripartição. Nos casos necessários, devemos formar também brigadas ou regimentos independentes.

Temos que formar as unidades do ERPC atendo-nos ao princípio de fortalecer as companhias de acordo com as exigências da guerra de guerrilhas. A companhia é a unidade que conta com os efetivos, armas e intendentes necessários para golpear o inimigo com diversas ações militares, atuando com independência em qualquer lugar, exceto nas grandes cidades, e que pode deslocar-se com rapidez e em segredo e evitar complicações na organização da vida. Assim sendo, devemos estabelecer o sistema orgânico com ela como unidade principal de combate atendo-nos ao princípio de reforçá-la ao máximo.

Somente assim, na guerra de guerrilhas poderemos tomar iniciativa nas ações transladando com agilidade os efetivos. Para potencializar a companhia conforme as exigências do combate guerrilheiro, não devemos estabelecer a unidade intermediária como batalhão, mas subordinar a companhia diretamente ao regimento.

Devemos formar as unidades de modo que se assegure plenamente o comando unificado do Comando Geral do ERPC. Parta isso, é necessário criar um poderoso Estado Maior e elevar ao máximo seu papel. Somente então, este Comando Geral poderá controlar o conjunto das ações militares da unidades guerrilheiras que atuam em vastas regiões e estabelecer satisfatoriamente o comando unificado sobre elas: hora concentrando-as agilmente em uma direção, hora dispersando-as por várias zonas, de acordo com a situação criada.

A transformação da Guerrilha Popular Antijaponesa no ERPC requer estabelecer um novo sistema de organização partidista correspondente.

Para alcançar este fim, devemos constituir, antes de tudo, o Comitê do Partido do ERPC e elevar seu papel.

Sob sua jurisdição serão organizados os comitês do partido da divisão e do regimento, aos quais se designarão comissários políticos. No comitê partidista da divisão se instaurará o departamento político encarregado de auxiliar o trabalho do comissário político, o qual por sua vez, terá as sessões que atenderão ao trabalho de organização, de educação e da União da Juventude Comunista. No regimento, o comissário político deve dirigir diretamente todas as tarefas de seu comitê do partido e atender também ao trabalho da UJC por meio do secretário desta organização. Na companhia se organizará a célula do partido, cujo secretário será o instrutor político, quem deverá atender também a célula da UJC. No pelotão serão criados os grupos do partido e da UJC.

Deste modo, se procurará que o Comitê do Partido do ERPC assegure plenamente a direção unificada sobre todos os comitês partidistas dentro de suas filas e demais organizações do partido. Somente assim poderá dirigir corretamente a revolução coreana em geral como órgão supremo de direção.

Somente reformar o sistema organizativo da Guerrilha Popular Antijaponesa e do partido não resolver por si só o problema de potencializar nossas forças armadas e ampliar e desenvolve a luta antijaponesa de libertação nacional. O ponto principal do assunto consiste em que, bem conscientes da nobre missão assumida ante à revolução coreana, devemos lutar com entusiasmo para consolidar e desenvolver as forças armadas revolucionárias, elevar o papel diretivo das organizações partidistas e antecipar a sublime causa da restauração da Pátria, em correspondência com a transformação do sistema orgânico militar e partidista da Guerrilha Popular Antijaponesa.

No futuro, devemos esforçar-nos com afinco para reforçar o ERPC.

Para isso é necessário que os comandantes e os quadros políticos efetuem bem e com alta responsabilidade a direção das unidades e o controle de suas filas.

O importante no comando das unidades é estabelecer um ordenado sistema de comando e disciplina militar, segundo os quais, todos os comandantes e os quadros políticos atuem como um só sob as ordens do Comando Geral. O comando da unidade se efetua através da emissão de ordens de combate, e com um controle, ajuda e direção que as levem a seu cabal cumprimento. Implantar um disciplina rigorosa na execução das ordens do Comando Geral constitui uma tarefa muito importante nas condições da guerra de guerrilhas, nas que as unidades do ERPC atuam de modo independente em todas as esferas. Nas unidades guerrilheiras há que estabelecer com firmeza o ambiente revolucionário de que os comandantes e os combatentes executem cabal e condicionalmente as ordens e diretivas  do Comando Geral.

Os comandantes devem administrar bem suas filas.

Que as unidades do ERPC incrementem ou não sua capacidade combativa e cumpram de maneira impecável ou não suas tarefas designadas depende, em última instância, de como os comandantes administram suas filas. Isto é particularmente importante para nossas unidades, que realizam a luta guerrilheira em meio ao cerco total do inimigo.

Os comandantes devem ser exigentes com os soldados para que estes observam de maneira estrita a ordem e as normas de ação já estabelecidos em todas as atividades militares e na vida cotidiana.

Ademais, modificarão essa ordem e normas segundo o requerimento da reorganização das unidades.

Com vista a dirigir e conduzir com propriedade as unidades, é indispensável incrementar decisivamente a capacidade dos comandantes.

Aos comandantes do ERPC cabe esforçar-se sem descanso para adquirir profundos conhecimentos militares e hábeis táticas guerrilheiras. O importante neste ponto é intensificar o estudo sobre a "Ação da Guerrilha" e dominá-la à perfeição. Devem preparar-se para aplicar com destreza no combate real os métodos e táticas da guerra de guerrilhas assinalados nesse livro. Deste modo, comandarão habilmente e conduzirão com responsabilidade as unidades em quaisquer circunstâncias adversas.

Ademais, devem possuir qualidades provadas e perfeitas, como se exige dos comandantes do ERPC.

É preciso elevar o papel das organizações partidistas de acordo com as exigências do sistema de comando do ERPC, que vai ser modificado. Isto cobra grande importância para cumprir pontualmente todas as tarefas políticas e militares que se apresentam ante às unidades.

Para elevar o papel das organizações do partido, é indispensável fortalecer o sistema de consulta coletiva. Isto lhes permite adotar corretas medidas para cumprir suas tarefas revolucionárias e as levar a cabo sem nenhum desvio. As organizações partidistas em todos os níveis, quando recebem tarefas revolucionárias, devem encontrar mediante a consulta coletiva as vias corretas para as por em prática e logo redistribuí-las de maneira adequada e fazer com que os soldados se mobilizem como um só para cumpri-las.

As organizações partidistas devem dirigir com propriedade a União da Juventude Comunista. Muitos integrantes do ERPC atuam incorporados nas organização da Juventude Comunista, a reserva do partido. As organizações partidistas e os quadros políticos devem intensificar a direção sobre elas para que todos seus integrantes demonstrem plenamente sua valentia e espírito de sacrifício sem abandonar sua integridade revolucionária em qualquer circunstância adversa.

As organizações partidistas devem educar os combatentes para que valorizem os interesses, a vida e os bens do povo e luta até o fim para defendê-los.

Assim devemos aumentar, por todos os meios, a capacidade combativa do ERPC.

Ao sobrepor-nos com valentia às dificuldades e provas que surjam, e ao fortalecer e desenvolver o ERPC como invencíveis forças armadas revolucionárias, expulsemos os bandidos,agressores do imperialismo japonês, e antecipemos o triunfo da causa histórica da restauração da Pátria.

Minju Joson denuncia a intenção expansionista dos reacionários japoneses


"Na recente reunião da comissão orçamentária da Câmara de Representantes, o Primeiro-Ministro japonês Abe insistiu em não fazer concessões enquanto à emenda do artigo Nº 9 da Constituição.

Por outra parte, o governante Partido Democrático Liberal convocou recentemente uma reunião da direção de promoção da emenda constitucional por vez primeira vez depois da reforma do pessoal diretivo do partido, na qual se discutiu o projeto de modificação da lei sobre o referendo para o mesmo fim. Ademais, foi formado com magnatas políticos o 'comitê de propaganda e organização para a promoção da emenda constitucional' para criar a opinião pública favorável.

Isto demonstra que o atual governo japonês despreza a opinião contrária dos habitantes e faz esforços frenéticos para realizar o quanto antes a emenda constitucional."

Assim assinala o jornal Minju Joson em um comentário individual difundido nesta quarta-feira (30) e prossegue:

"O essencial da emenda constitucional é anotar a existência das 'Forças de Autodefesa'.

Já que a capacidade ofensiva das 'Forças de Autodefesa' chegou ao nível dos países avançados, o Japão pode realizar sua ambição de agressão a ultramar se lhes anota o caráter de corpo armado de um Estado normal.

O incontornável do caso é que enquanto se discute esse tema, as 'Forças de Autodefesa' já estendem suas garras de agressão a ultramar.

Serão horríveis as consequências se esse país, que cometeu tremendos crimes antiéticos durante a Segunda Guerra Mundial, empreende a agressão a ultramar.

A agressão a ultramar seria um ato suicida para o Japão."

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Conversação com um membro de comando do Destacamento Guerrilheiro de Yanji


19 de setembro de 1933.

Me informaram que você, como membro de comando do Destacamento Guerrilheiro de Yanji, está cumprindo muito bem seu dever.

Queria vê-lo para trocar opiniões acerca da luta armada que empreendemos hoje, e por isso sua visita me alegra muito.

Em pouco mais de um ano, desde a fundação da Guerrilha Popular Antijaponesa, cumprimos muitas tarefas. Também na zona de Yanji, depois da organização de um destacamento desta guerrilha segundo a orientação dada na Conferência de Mingyuegou de levar a cabo a luta armada, se obtiveram relevantes êxitos nos esforços para ampliar suas filas, conscientizar os habitantes pela via revolucionária e desferir golpes aos agressores imperialistas japoneses.

As filas da Guerrilha Popular Antijaponesa se ampliam também nos distritos de Wangqing, Helong, Hunchun e em outras zonas, e por todas partes se impulsionam com energia o trabalho  para a formação da frente unida nacional antijaponesa e a preparação da fundação do partido.

Nosso poderio foi incrementado extraordinariamente, mediante a luta para ampliar e fortalecer a Guerrilha, e esto causa grande pânico e inquietude aos imperialistas japoneses, enquanto redobra o ânimo e a confiança do povo na vitória da revolução.

Ao vê-lo, também as unidades antijaponesas chinesas que se distanciavam e inimizavam com os comunistas coreanos chegaram a formar uma frente aliada conosco e empreender uma luta comum contra os imperialistas japoneses.

Nas conversações com Wu Yicheng, comandante do exército de salvação nacional antijaponês, efetuadas em Luozigou em junho passado, alcançamos um acordo sobre o tema de formar a frente conjunta, segundo o qual recentemente efetuamos o assalto à cidadela distrital de Dongning em cooperação com as tropas antijaponesas chinesas. Esta batalha foi um exemplo vivo na formação da frente conjunta com essas tropas.

Queríamos incorporar ao assalto também os companheiros do destacamento de Yanji, porém, desafortunadamente, o enlace lhes chegou tarde. Todavia, não tem porque sentir pena, pois no futuro empreenderemos muitas batalhas e haverá inúmeras oportunidades para combatermos juntos.

Aproveitando a oportunidade de nosso encontro, gostaria de analisar com você os assuntos concernente ao desenvolvimento da Luta Armada Antijaponesa.

Como você sabe, atualmente enfrentamos a apremiante tarefa de intensificar e desenvolver mais a luta armada contra os imperialistas japoneses.

Estes, dando-se conta de que sem eliminar a Guerrilha Popular Antijaponesa e as zonas guerrilheiras que crescem e se fortalecem cada dia mais, não poderão realizar seu objetivo de agressão contra o continente, e considerando as bases ribeiras do rio Tuman como "câncer para a paz no Oriente", efetuam com selvagismo as "operações de terra arrasada" tentando destruí-las em seu berço, para o qual desde o começo do presente ano introduzem imensas forças armadas, entre outras o "destacamento expedicionário a Jiandao", pertencente ao exército ocupante da Coreia, a guarnição independente, gendarmes, polícias e o exército títere da Manchúria, estacionados principalmente nas zonas ribeiras do rio Tuman, e incluso as tropas agressoras de outras regiões. Irrompendo rotineiramente nas zonas guerrilheiras de Yanji e Helong, como a ofensiva de "castigo" contra a zona de Xiaowangqing efetuada na primavera passada, perpetram atrocidades imperdoáveis, matam sem piedade a população e queima e destroem tudo.

Ante à esta grave situação, para derrotar o imperialismo japonês e culminar a sublime causa da restauração da Pátria, devemos mobilizar todas nossas forças para ampliar e desenvolver mais a Luta Armada Antijaponesa.

Isto constitui o principal elemento da luta antijaponesa de libertação nacional em nosso país, porque nas colônias, a luta armada é a forma superior, a mais ativa e decisiva, da luta para derrotar os imperialistas estrangeiros e lograr a independência nacional.

Para manter sua dominação colonialista os imperialistas japoneses, que ocuparam com um método vandálico o nosso país, introduzem enormes forças agressoras armadas até os dentes, que reprimem brutalmente o movimento de libertação nacional de nosso povo, valendo-se de métodos cruéis sem precedentes. Sob esta condição, não é possível desferir golpes decisivos ao imperialismo japonês somente com ações como o movimento patriótico de instrução cultural, o de voluntário e do Exército Independentista, greves e revoltas de arrendatários. Prova eloquente disso é a experiência histórica do movimento antijaponês de libertação nacional que se desenvolveu até agora em nosso país. Somente quando empreendamos uma enérgica luta organizada, apoiando-nos em nossas forças armadas revolucionárias, poderemos acabar com a dominação colonialista do imperialismo japonês e realizar a histórica obra da restauração da Pátria.

Essa luta nos permitirá impulsionar com êxito a tarefa de formar numerosos comunistas medulares temperados e provados em meio à luta, inculcar a consciência revolucionária às grandes massas e agrupá-las na organização. Isto exercerá uma influência decisiva na transformação da correlação de forças entre o inimigo e nós a favor da revolução, no fortalecimento do movimento da frente unida nacional antijaponesa e nos preparativos para a fundação do partido, assim como em um maior desdobramento da luta antijaponesa de todas as classes e estratos do povo. Neste sentido, se pode dizer que no momento atual a Luta Armada Antijaponesa é o elemento principal da luta antijaponesa de libertação nacional de nosso povo.

O importante na multiplicação desta luta é potencializar a Guerrilha Popular Antijaponesa. Como reconhecem, ela é a encarregada direta da luta armada e sua força principal. Desempenha o papel mais ativo e decisivo na aniquilação dos imperialistas japoneses. Em vista disso, devemos prestar primordial atenção a fortalecê-la para ampliar e desenvolver a luta armada.

Isto é necessário também para consolidar a frente aliada com as tropas antijaponesas chinesas.

Se esta frente, que começou a formar-se nas negociações com o comandante Yu, radicado em Antu, chegou hoje à etapa de sua plena realização, é graças ao incremento de nossas forças armadas.

A cidadela distrital de Dongning, lugar que assaltamos em operações conjuntas com as tropas antijaponesas chinesas, era um ponto de importância militar, onde estavam concentradas as forças agressoras do imperialismo japonês, razão pela qual a batalha foi muito renhida desde o começo, porém terminou com nossa vitória graças à Guerrilha Popular Antijaponesa que demonstrou valentia incomparável e desempenhou o papel principal com abnegação.

O sublime espírito revolucionário e os nobres traças político-morais que a Guerrilha Popular Antijaponesa manifestou nessa batalha não só demonstraram o quão poderosa ela é, mas também impressionaram muito os soldados das unidades antijaponesas chinesas e lhes fizeram conhecer com maior clareza a necessidade da frente aliada. Pode-se afirmar que este é um importante êxito alcançado no assalto à cidadela distrital de Dongning.

Também, em vista da experiência adquirida na luta prática, somente com o fortalecimento da Guerrilha Popular Antijaponesa é possível consolidar mais essa frente no futuro.

Então, o que devemos fazer para potenciá-la?

Antes de tudo, devemos preparar firmemente os guerrilheiros no político e ideológico.

Você sabe que hoje combatemos um inimigo superior em número e técnica, em condições extremamente difíceis, sem receber nenhum apoio de uma retaguarda estatal. A maioor fonte de poder capaz de ganhar esta luta é a firme preparação no político e ideológico de todos os integrante da Guerrilha Popular Antijaponesa. A superioridade do exército revolucionário sobre as tropas agressoras imperialistas radica evidentemente em uma sólida preparação político-ideológica.

Os membros das unidades da Guerrilha Popular Antijaponesa organizadas em distintas zonas da Manchúria, embora tenham pouca experiência de combate, são jovens adiantados da revolução, que impulsionados por um ardente patriotismo, se levantaram com valentia com armas nas mãos para restaurar a todo custo a Pátria ocupada pelos bandidos, os imperialistas japoneses.

Por isso, os membros de comando da Guerrilha devem fazer tudo que esteja a seu alcance para cultivar seu sublime espírito de amar sem limites a Pátria e o povo, ter ódio implacável aos agressores imperialistas, uma infinita fidelidade à revolução, assim como o indomável espírito combativo de vencer sem vacilação todas as dificuldades, e a nobre camaradagem consistente em entregar até mesmo sua vida pelos camaradas revolucionários com que compartilham um mesmo propósito.

Somente assim podem lograr que eles manifestem uma valentia incomparável e realizar façanhas nos combates, derrotas os bandidos, os imperialistas japoneses, e culminar brilhantemente a causa história da restauração da Pátria.

Ademais, devemos engrossar sem descanso as filas da Guerrilha. Tanto nas bases guerrilheiras já criadas como em todas as partes da Manchúria e no interior do país existem muitos jovens despossuídos, de famílias de operários e camponeses pobres e peões agrícolas, vítimas da exploração e opressão dos imperialistas japoneses, latifundiários e capitalistas. Eles, estimulados em grande medida pelo crescente poderio da Guerrilha, se levantam na luta com firme determinação de eliminar os bandidos, os imperialistas japoneses.

Devemos incorporá-los, primeiro, segundo seu nível de preparação, às organizações paramilitares como o corpo de autodefesa antijaponês e o de jovens voluntários, assim como forjá-los na luta, engrossando com rapidez as filas guerrilheiras com os melhores membros da vanguarda juvenil provados e avezados nesse processo. É louvável que você tenham alistado na Guerrilha numerosos operários da Mina de Ouro de Badaogou, distrito de Yanji.

Outro assunto importante é preparar firmemente as filas da Guerrilha no aspecto militar.

A situação atual é tal que os guerrilheiros não são numerosos e possuem pouca experiência de combate, são débeis em armamento, sua capacidade de manejo de armas é insuficiente e tem pouca pontaria. Tampouco os membros de comando tem capacidade suficiente para organizar e conduzir o combate segundo as exigências da guerra de guerrilhas. Por isso, devemos prestar sempre muita atenção a sua preparação militar para que empreendam habilmente ações de guerrilhas em qualquer circunstância.

O mais importante neste ponto é orientá-los para que materializam de maneira consequente o princípio básico e as exigências da guerra de guerrilhas em todas as ações de combate.

Como é assinalado na "Ação da Guerrilha" já enviada às unidades, o princípio básico da guerra de guerrilhas é conservar ao máximo nossas forças e exterminar e debilitar o inimigo de todos os ângulos. Contra o inimigo, devemos efetuar somente os combate que podemos ganhar, com o método de evitar na medida do possível os adversários potentes e atacar os débeis. Este princípio é a síntese das experiências adquiridas na luta prática e um fator importante que sempre nos permite obter vitórias.

Nos compete estudar e assimilar ativamente os métodos da guerra de guerrilhas, entre outros, o assalto, a emboscada, a defesa ativa, e a operação de assédio na retaguarda inimiga, procedimentos já aplicados na defesa da base guerrilheira na primavera passada, assim como empregá-los habilmente na prática do combate.

Melhorar continuamente o armamento da Guerrilha Popular Antijaponesa é uma tarefa muito importante que a situação atual nos impõe.

No passado criamos uma certa base de armamento tomando armas do inimigo, em ocasiões à custa de valiosas vidas, e mediante uma energética luta para fabricá-las por conta própria. Entretanto, a situação atual em que a Guerrilha Popular Antijaponesa se amplia com rapidez e a obstinada ofensiva "punitiva" dos imperialistas japoneses não cessar nem um dia, exigem com urgência reforçar e melhorar seu armamento. Por isso, retomando a experiência de haver adquirido com sangue as armas e mediante ações de combate mais audazes e ativas, devemos conseguir armas modernas, entre outras, fuzis de novo tipo e metralhadoras como as que os militares e policiais japoneses e manchus possuem.

Além disso, temos que empreender uma energética luta para fabricar armas por nós mesmos nas oficinas correspondentes de cada zona guerrilheira. Particularmente, devemos produzir maior quantidade de bombas "Yongil". Sendo uma arma fabricada inteiramente com nossa força e técnica, essa bomba é um valioso fruto do espírito de apoiar-nos em nossos esforços e cujo poderio foi comprovado na prática.

Como já destacamos no curso sobre a fabricação dessa bomba efetuado em Wangqing, nas zonas guerrilheiras há que produzi-las em grandes quantidades mobilizando todos os recursos e forças, e dominar à perfeição o método de seu uso.

Paralelamente à melhora do armamento, se procurará que todos os guerrilheiros dominem a arte do tiro certeiro.

Se não tem boa pontaria, embora tenham boas armas, estas não valerão para nada. Dado que existem muitos guerrilheiros recém ingressados na Guerrilhas ou inexperientes no manejo das armas, é de sumo importância treiná-los ativamente para que dominem bem suas armas e aperfeiçoem-se na tética de tiro. Me disseram que você é um excelente atirador, o que é muito apreciável. Deve ensinar bem sua arte de tiro aos soldados de maneira que melhorem com rapidez.

Devemos também orientá-los a apreciar e manter com cuidado as armas conseguidas à custa de sangue e vida.

Para por em pleno manifesto seu poderio como um exército revolucionário, a Guerrilha Popular Antijaponesa deve estabelecer uma férrea disciplina em suas filas. Um exército indisciplinado não passa de um soldadesco. Como você sabe, porque tem antecedentes de haver servido por certo período no Exército Independentista, este e os corpos de voluntários não puderam por em jogo sua capacidade combativa e sofreram muitos fracassos dolorosos, pois não tinham implantada uma rigorosa disciplina, embora possuíssem um forte ódio que os estimulou a alçar-se contra a ocupação da Coreia pelo inimigo, o imperialismo japonês.

A experiência da luta revolucionária demonstra que somente as filas ferreamente disciplinadas podem manifestar uma forte combatividade e ser sempre vitoriosas. Portanto, é necessário armar todos os guerrilheiros com o espírito de que a disciplina do exército revolucionário é sua vida, e educá-los pacientemente para que cumpram de maneira estrita a disciplina militar e a relativa às massas.

O poderio da disciplina dentro do exército revolucionário radica em uma alta consciência. Por isso, não há que a impor somente com ordens com o pretexto de estabelecê-la. Como você disse, entre nossos guerrilheiros há quem pela primeira vez levam uma vida coletiva ou não atuam em conjunto com os companheiros nas ações coletivas por serem lentos. Assim sendo, nós, os membros de comando, não devemos os impor as ordens, mas aconselhar-lhes e ajudar-lhes amavelmente para que todos cumpram com uma elevada consciência a disciplina e a ordem estabelecidos.

A fim de resolver com êxito a questão do fortalecimento da Guerrilha Popular Antijaponesa, é imprescindível elevar o papel dos membros de comando.

Nossa experiência de luta nos convence de que a vitória ou a derrota na árdua batalha contra o inimigo depende muito do papel dos comandantes das unidades.

Se pode dizer que eles são educadores político-ideológicos dos soldados, organizadores das atividades militares e dos combates, assim como protetores que atendem à vida dos soldados sob sua responsabilidade.

Contudo, a situação atual é tal que eles em sua maioria não tem quase nenhuma experiência no comando das unidades ainda que em certos distritos existam alguns que tem experiências de ter realizado atividades militares. Por isso, embora nos combates demonstrem uma valentia incomparável com o ardente desejo de salvar a nação, ainda revelam muitos defeitos no comando das unidades. O assunto de elevar o papel se faz mais importante em vista de que as filas da Guerrilha estão ampliando-se com rapidez e as batalhas contra o inimigo se tornam mais renhidas.

Todos os membros de comando, com uma elevada responsabilidade e consciência de serem comandantes do exército revolucionário, devem armar-se firmemente com nossa linha revolucionária e preparar-se no político-ideológico para desempenhar o papel de instrutores e comissários políticos, superando a tendência de priorizar as ações militares. E devem esforçar-se sem descanso para assimilar plenamente as táticas guerrilheiras e dirigir com habilidades as unidades, assim como para atender bem aos soldados como se fossem seus irmãos mais novos e para serem sempre exemplos para estes.

Para levar a bom término a Luta Armada Antijaponesa, é necessário impulsionar com vigor o movimento da frente unida nacional antijaponesa.

A revolução se faz para as massas populares. Por essa razão não pode triunfar sem a participação destas. Como estamos levando a cabo uma luta difícil para restaurar a Pátria com a força de nosso povo, enfrentando o feroz imperialismo japonês, devemos gozar do apoio das amplas massas populares de distintos setores e as incorporar ativamente nessa luta.

Somente então, segundo nossa experiência, poderemos resolver exitosamente os problemas de seguir ampliando as filas da Guerrilha e preparar as provisões, roupas e outros materiais de intendência necessários nas atividades guerrilheiras. Como você mesmo observou, se hoje defendemos e mantemos honrosamente a base da revolução, embora nas difíceis condições em que os imperialistas japoneses perpetram cada sem cessar as furiosas ofensivas "punitivas" para eliminar as bases guerrilheiras, mobilizando enormes efetivos do exército e da política, é porque nossa Guerrilha goza do sincero apoio e ajuda material e espiritual das massas populares.

Já quando apresentamos a luta da luta armada em Kalun, insistimos na necessidade de ganhar as amplas massas e estreitar os vínculos com elas, e orientamos formar uma poderosa frente unida antijaponesa agrupando operários e camponeses explorados e oprimidos em primeiro lugar, e outras forças antijaponesas, ainda que sejam pequenas e inconsequentes. Mais tardem atuando nas zonas rurais de Liaohe da Manchúria Central e nas da Manchúria do Leste, criamos um sólido terreno de massas para entreprender a luta armada organizada e, uma vez organizada esta luta, constituímos, tanto nas bases guerrilheiras nas zonas liberadas como nas regiões governadas pelo inimigo, as agrupações de massas e outras organizações revolucionárias, incluindo a Associação de Camponeses, a União Antiimperialista e a Associação Revolucionária de Ajuda Mútua conhecidas com "as três organizações", e no seu entorno aglutinamos as amplas forças patrióticas antijaponesas. Considero muito bom que também em Yanji, onde você atua, funcionem com força tais organizações revolucionárias e agrupações de massas.

Nos compete esforçar-nos com afinco para organizar e ampliar diversas formas de agrupação de massas baseando-nos nos êxitos logrados e, ao mesmo tempo, para consolidar as organizações revolucionárias, como o Comitê de Camponeses e a Associação Antijaponesa que agrupam distintas classes e estratos sociais antijaponesas, e incorporar a elas um maior número de pessoas para assim aglutiná-las em uma força política organizada.

Demos impulsionar com força a luta contra todas as práticas que impedem a agrupação das massas antijaponesas, sem esquecer as amargas lições de haver sofrido nas zonas guerrilheiras grandes danos nesta obra devido à linha do "soviet" e a confiscação indiscriminada das terra e dos bens dos latifundiários, camponeses ricos, e incluso camponeses médios, sem distinção de serem pró ou anti-japoneses. Desta maneira, devemos preparar um sólido terreno de massas para a luta armada e a fundação do partido.

A par de que empreendemos com energia o movimento da frente unida nacional antijaponesa, temos que fortalecer a frente aliada antijaponesa com o povo chinês.

Formá-la com amplos setores do povo chinês é vitalmente necessário para interprender com força a luta contra os imperialistas japoneses, nosso inimigo comum. Em adição, como lutamos contra este no território da Manchúria, somente se unimos ao máximo as forças do povo coreano e chinês poderemos desferir maiores golpes político-militares aos agressores.

Temos que prestar muita atenção ao desdobramento da luta conjunta com as tropas antijaponesas chinesas. Como você sabe bem, estas tropas, procedentes do antigo exército do nordeste da China, são forças armadas que se levantaram contra a ocupação da Manchúria pelo Japão sob o lema da salvação nacional e do povo. Os oficiais de sua capa superior, pertencentes em sua maioria às classes proprietárias, tem um caráter indeciso, porém os soldados provém das massas despossuídas, famílias de operários, camponeses pobres e peões agrícolas. Como já foi formada a frente conjunta antijaponesa mediante as negociações de Luojigou, sobre a base deste êxito devemos atuar com maior iniciativa e energia para fortalecer a unidade com as massas de soldados que formam a capa inferior das tropas antijaponesas chinesas e, ao mesmo tempo, incorporar também à luta, mediante a um paciente trabalho de convencimento, os inveterados oficiais da classe superior que não se livraram da tendência nacionalista.

Com vista e interpresar uma enérgica luta armada, é necessário, ademais, impulsionar com dinamismo a constituição das organizações do partido e a preparação organizativo-ideológica para sua fundação.

O partido é o destacamento de vanguarda da classe operária e o organizado da vitória da revolução. A experiência que a Rússia acumulou ao triunfar na revolução socialista demonstra que, para romper as corrente do capital e alcançar a liberdade e a emancipação das massas despossuídas, é indispensável contar com a direção do partido, a vanguarda da classe operária. Somente com a existência do partido é possível despertá-las no político e ideológico, agrupá-las na organização e, conduzindo de maneira unificada as demais organizações revolucionárias e de massas, assegurar a vitória da luta revolucionária.

Por isso, tendo em mente a amarga lição da desintegração do anterior Partido Comunista da Coreia, devemos impulsionar com força a constituição das organizações partidistas em marcha e, ao mesmo tempo, programar e empreender substancialmente a luta para fundá-lo sobre uma nova base.

O importante neste ponto é fazer com eficiência os preparativos organizativo-ideológicos para a fundação do partido.

Também na Manchúria do Leste, os faccionalistas lançaram múltiplos lemas sobre a "reconstrução" do partido apressando a declaração imediata de sua fundação, o mesmo que fizeram antes quando atuávamos em Jilin.

Com tal método não se pode criar o partido e, ainda que se logre isto, tal partido não passará de um castelo de areia e não poderá evitar a repetição do erro do Partido Comunista dissolvido. Portanto, segundo a orientação da Conferência de Dirigentes da União da Juventude Comunista e da União da Juventude Antiimperialista, efetuada em Kalun, devemos preparar bem a fundação do partido com o método de constituir primeiro suas organizações de base, e ampliá-las e fortalecê-las sem cessar, em estreito vínculo com a luta prática contra o imperialismo japonês, parra assim assentar seu sólido terreno organizativo-ideológico.

Você sabe que, depois da Conferência de Kalun, criamos a primeira organização partidista e, tomando-a como matriz, estabelecemos várias entidades de base do partido nas zonas próximas ao rio Tuman e na Guerrilha, e estamos estabelecendo o sistema de direção sobre elas. Creio que uma prova convincente é o fato de que em Laotougou e várias zonas do distrito de Yanji, onde você atua, as organizações do partido funcionam ativamente.

Nos baseando nos êxitos alcançados, devemos estendê-las sem descanso a todas partes a partir de onde existem organizações revolucionárias, e absorvendo nelas os elementos avançados, temperados e provados na luta, engrossamos e reforçamos as filas de comunistas medulares e preparamos com firmeza as estruturas organizativas da fundação do partido.

É preciso, ademais, assegurar a unidade ideológica e volitiva das filas revolucionárias e sua pureza. A causa principal da dissolução do Partido Comunista da Coreia radicou em que suas filas não alcançaram-a devido às virulentas rinhas dos faccionalistas. Devemos tirar uma profunda lição acerca disso.

Em maior passado publicamos um artigo sobre a luta antifaccionalista. Nele revelamos a raiz ideológica do faccionalismo, os crimes de seus partidários e os métodos de sua ação, e também apresentamos as tarefas de luta para eliminá-lo.

Devemos mostrar com clareza aos integrantes das organizações partidistas e outras entidades revolucionárias a essência e a nocividade do sectarismo, e os métodos de ação de seus adeptos, para que participem de maneira ativa na luta antifaccionalista e para que essa ideia não tenha espaço em nossas filas revolucionárias.

Se levam a feliz término o movimento da frente unida nacional antijaponesa e a preparação organizativo ideológica para a fundação do partido, será possível empreender vigorosamente a Luta Armada Antijaponesa, que é o principal no movimento de libertação nacional antijaponês em nosso país, e impulsionar com êxito, sob sua influência, esse movimento e preparação.

Por isso, devemos tomar as rédeas dessas três tarefas para empreender com dinamismo a revolução de libertação nacional antijaponesa para restaurar a Pátria.

Me alegra poder discutir com você o assunto da Luta Armada Antijaponesa e outras questões relacionadas com nossa revolução.

Profundamente conscientes da sublime missão e dever assumidos ante à revolução, empreendamos juntos com vigor a Luta Armada Antijaponesa e intensifiquemos os preparativos para a fundação do partido e o movimento da frente unida nacional antijaponesa para realizar infalivelmente a causa histórica da restauração da Pátria.

ACNC comenta a manutenção de bombas de urânio empobrecido na Coreia do Sul


Recentemente, foi revelado que o círculo militar sul-coreano mantém as bombas de urânio empobrecido das tropas estadunidenses ocupantes da Coreia do Sul, fato que provoca grande indignação da população de diferentes setores.

Segundo os informes, as forças aéreas sul-coreanas cuidaram até a data com sua força laboral de 1.32 milhões de projéteis de urânio empobrecido das tropas estadunidenses, conservados no aeroporto militar de Suwon da província de Kyonggi, malgastando cada ano enormes fundos.

Anteriormente, havia sido desatado um grande escândalo em solo sul-coreano ao ser divulgado que rendido ante ao protesto dos habitantes japoneses, os EUA transladou ao território sul-coreano todas as bombas de urânio empobrecido, que se encontravam em sua base militar de Okinawa, e armazena 2,74 milhões de projéteis de igual tipo em suas bases militares distribuídas em Suwon e Osan da província de Kyonggi e Chongju da província de Chungchong Norte, etc.

Porém, é a primeira vez que se revela que o círculo militar sul-coreano mantém diretamente esses artefatos letais.

O fato demonstra a vergonhosa atitude de servilismo aos EUA por parte das autoridades sul-coreanas.

A bomba de urânio empobrecido está proibida em nosso planeta porque destrói gravemente o ambiente ecológico e causa enfermidades como leucemia e câncer.

Os EUA fez uso massivo dela nas guerras pérsica, balcânica e iraquiana deixando como saldo numerosas perdas humanas. E sofrem de grande dor até mesmo os soldados estadunidenses, que manejaram-a naquelas guerras.

Ainda insatisfeita com a conversão do solo sul-coreano em uma zona experimental de armas bioquímicas dos EUA e em campo de tratamento de seus resíduos, as autoridades militares sul-coreanas cuidam com atenção das bombas diabólicas rejeitadas por todo o mundo.

Hoje em dia, estão implantadas em todas partes do mundo as bases militares dos EUA, porém não existem autoridades tão servis quanto as sul-coreanas, que mendigam às forças estrangeiras a presença militar e armazenam seus armamentos de extermínio massivo entregando-lhes até os impostos recadados do povo.

De fato, a Coreia do Sul é uma miserável colônia dos EUA.

E as autoridades sul-coreanas são servis aos EUA e traidores da nação.

Agora os habitantes e os meios de imprensa da Coreia do Sul criticam o fato recém divulgado que não se poderia imaginar ainda que se tome em conta o leonino "Acordo Administrativo" Coreia do Sul-EUA.

O servilismo às forças estrangeiras não atrai nada mais que maltrato, humilhação, calamidades e sacrifício.

O Mausoléu do rei Tangun atrai muitas pessoas


Centenas de milhares de pessoas visitaram o mausoléu do rei Tangun nos últimos 25 anos desde que foi reconstruído.

Os visitantes sentiram que Tangun, outrora conhecido como um ser mítico e personagem de uma história lendária, parte da  história da Coreia Antiga, brilha como um orgulho da nação coreana ante ao mundo, graças aos grandes homens sem igual.

Ante ao Monumento à Reconstrução do Mausoléu do Rei Tangun, os visitantes recordam a vida dos grandes homens sem igual que cuidaram para que a história da nação coreana fosse posta em base orientada pelo Juche e glorificaram Pyongyang como o lugar sagrado da nação e a Coreia como Estado com uma história de 5 000 anos, tanto no nome quanto na realidade.

Eles lograram a solenidade e a grandiosidade do mausoléu com sua mais alta habilidade de engenharia arquitetônica, evidenciada em todas as esculturas, como estátuas esculpidas dos filhos e vassalos de Tangun, esculturas em pedra representando o tigre coreano e torres representando a adaga em forma de pipha, arma típica no período da Coreia Antiga.

Muitos sul-coreanos e coreanos residentes no exterior também visitaram o mausoléu e expressaram seu orgulho de serem membros da nação coreana, uma nação com um precioso tesouro nacional que mostra claramente a origem da linhagem homogênea da nação coreana e incentiva todos os coreanos a formar a grande unidade nacional.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Realizada a XVIII Cúpula dos Países Não Alinhados


Foi realizada nos dias 25 e 26 de outubro em Baku, Azerbaijão, a XVIII Cúpula dos Países Não Alinhados.

Esteve presente na ocasião a delegação da República Popular Democrática da Coreia, liderada por Choe Ryong Hae, membro do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, primeiro vice-presidente da Comissão de Assuntos Estatais e presidente do Presidium da Assembleia Popular Suprema da RPDC.

Estiveram presentes 3 mil personalidades como os chefes de Estado e governo, as delegações e delegados de alto nível dos países membros do MPNA e os representantes de varias organizações internacionais.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro Moros, que trabalhou como presidente da XVII Cúpula do MPNA, pronunciou o informe de balanço sobre as atividades do movimento durante o período 2016-2019.

O discurso de abertura esteve a cargo do presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, que foi elegido à presidência da presente edição da cúpula.

Ele apontou a necessidade de melhorar o papel do movimento atendo-se ao principio de respeito à soberania, à integridade territorial e à não-intervenção nos assuntos internos.

Depois dos discursos de felicitação, foram postos em debate os problemas sobre a paz, a segurança, o desarme, os direitos humanos e a situação do Oriente Médio.

Choe Ryong Hae interviu na ocasião.

Fizeram o mesmo os representantes de 97 países e organizações internacionais.

Ao final, foi adotado o documento final da XVIII Cúpula e a Declaração de Baku.

Choe Ryong Hae se reuniu com os chefes de Estado e governo na Cúpula do MPNA


Choe Ryong Hae, membro do Presidium do Bureau Político do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, primeiro vice-presidente da Comissão de Assuntos Estatais e presidente do Presidium da Assembleia Popular Suprema da República Popular Democrática da Coreia, que participou da XVIII Cúpula dos Países Não Alinhados, sessionada no Azerbaijão, na qualidade de chefe da delegação da RPDC, se reuniu durante essa reunião com o presidente da República de Cuba, Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez, com o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, com o presidente da República da Namíbia, Hage Geingob, com o primeiro-ministro da Malásia, Tun Mahathir Bin Mohamad, e com o primeiro-ministro da República Democrática Federal do Nepal, K. P. Sharma Oli.

Choe transmitiu-lhes a cordial saudação enviada por Kim Jong Un, Presidente do Partido do Trabalho da Coreia e da Comissão de Assuntos Estatais.

Após expressar profundo agradecimento, os chefes de Estado e governo pediram ao chefe da delegação coreana que translade suas sinceras saudações e votos ao estimado Máximo Dirigente Kim Jong Un.

Nos encontros, Choe se referiu aos êxitos que sob a bandeira da autoconfiança, se logram na construção da potência socialista graças à sábia direção do Máximo Dirigente Kim Jong Un e destacou a necessidade de ampliar e desenvolver as relações bilaterais entre os países.

O presidente venezuelano apontou que respeita muito Sua Excelência Kim Jong Un, afirmando que desenvolverá em todos os setores as relações entre os países e fortalecerá o apoio e a colaboração na ONU e em outros cenários internacionais.

O mandatário namíbio disse que não se esquece do apoio mental e material enviado por Sua Excelência Presidente Kim Il Sung à luta pela independência e construção de uma nova sociedade em seu país e prosseguiu que se lembrará sempre da honra de haver sido recebido por ele durante sua visita à RPDC.

O primeiro-ministro malasiano recordou o encontro com Sua Excelência Presidente Kim Il Sung quando visitou Pyongyang em 1979 e expôs a decisão de desenvolver as relações com a RPDC considerando como questão vital a manutenção da posição independente nas relações exteriores.

O primeiro-ministro nepalês apreciou muito o grande avanço avance dado pelo povo coreano com forças próprias sob a direção de Sua Excelência Kim Jong Un na construção da potência socialista e expressou o total apoio à luta do povo coreano para reunificar o país rejeitando a intervenção estrangeira.

Por outra parte, o chefe da delegação coreana se reuniu por separado com o vice-presidente da República Socialista do Vietnã, Dang Thi Ngoc Thinh, e o enviado especial do presidente da República Democrática Popular do Laos e ministro do Escritório do Primeiro-Ministro, Alounkeo Kittikhoun.

Discurso do camarada Choe Ryong Hae na XVIII Cúpula dos Países Não Alinhados



Baku, 26 de outubro de 2019

Senhora Presidenta, gostaria primeiramente de felicitar Vossa Excelência Ilham Aliyev, Presidente da República do Azerbaijão, por sua assunção à grande responsabilidade de presidente da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo do Movimento Não Alinhado. Gostaria também de expressar minha profunda gratidão ao governo e povo da Republica do Azerbaijão, por seus esforços sinceros para realizar exitosamente esta reunião, e pela cordial hospitalidade para conosco.

Sra. Presidenta, o Movimento dos Países Não Alinhados é uma poderosa força independente contra o imperialismo, uma força amante da paz, anti-guerra. O MPNA que surgiu no momento em que o mundo estava envolvido na Guerra Fria por causa da discórdia entre os dois blocos, desempenhou um papel significativo na conquista da independência e no progresso dos países em desenvolvimento e na salvaguarda da paz e segurança globais. A atual situação internacional tem uma semelhança com os primeiros dias da Guerra Fria entre o Oriente e o Ocidente, quando o MPNA foi formado.

Atualmente, a situação da Península Coreia está em uma encruzilhada crítica de se mover em direção a uma paz duradoura, seguindo as tendências da distensão, ou de enfrentar novamente uma crise incerta. Um ano se passou desde a adoção da Declaração Conjunta RPDC-EUA de 12 de junho, mas as relações RPDC-EUA não tiveram nenhum progresso e a situação na Península Coreana segue envolvida no ciclo vicioso de escalada de tensões. Isso é atribuível aos EUA, que persiste em sua política anacrônica hostil à RPDC e em suas contínuas provocações políticas e militares.

O camarada Kim Jong Un, Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, apontou em seu histórico discurso de orientação política em abril que é necessário para os EUA largar seu atual método de cálculo e se aproximar de nós com um novo. Nós podemos discutir com os EUA sobre desnuclearização somente quando eles tomem as medidas práticas de profunda ruptura de sua política de hostilidade anti-RPDC, indubitável e irrevogavelmente—a política que apenas põe em risco a segurança de nosso sistema e obstrui nosso desenvolvimento.

No ano passado, uma série de históricas declarações Norte-Sul foram adotadas em meio a grande atenção e expectativa dos queridos compatriotas no norte, no sul e no exterior, e da comunidade internacional. Todavia, as relações inter-coreanas não testemunharam o devido progresso para atender às aspirações unânimes de nossa nação e às expectativas da comunidade internacional. Tudo isso vem da incapacidade das autoridades sul-coreanas de se libertar da política de dependência de forças estrangeiras e da propensão subserviente às grandes potências.

A melhora das relações intercoreanas pode ser lograda apenas quando as autoridades sul-coreanas coloquem fim na política de dependência de forças estrangeiras — uma política que abusa dos interesses da nação — e cumprir com suas responsabilidades assumidas ante à nação. Nós acreditamos que prevenir a guerra e lograr a paz duradoura na Península Coreana estão totalmente de acordo com os ideais do MPNA e também contribuirá para salvaguardar a paz e a segurança globais.

Os Estados membros do MPNA devem elevar suas vozes de oposição aos atos de agressão e guerra que são perpetrados contra países individuais, dar-lhes um contra-golpe com ações acertadas, e defender a paz e a segurança do mundo. A delegação da RPDC sustenta que a ideia de melhorar o status e o papel do MPNA como uma força antiguerra e amante da paz e se opõe a qualquer tentativa de manter um bloco militar agressivo e todas as formas de agressão, interferência, subordinação e desigualdade, deve refletir-se no documento final da atual cúpula exatamente como no documento final da 17ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Movimento Não-Alinhado.

O grande Líder camarada Kim Il Sung e o grande Dirigente camarada Kim Jong Il, erguendo a bandeira da independência, empreenderam atividades vigorosas para controlar e frustrar as tentativas de dominação pelos imperialistas, e realizaram os feitos imortais em aras da causa da independência contra o imperialismo. No futuro, a RPDC também fará esforços ativos em conjunto com todos os Estados membros do MPNA para construir um novo mundo pacífico e próspero, livre de agressão e guerra.

Sra. Presidente, em vista de sua missão e ideais, o MPNA é um grupo de justiça internacional e uma força com potencial para realizar a justiça internacional na prática. Consideramos que a tarefa mais urgente agora para o MPNA é lutar pela realização de uma verdadeira justiça internacional.

Agora, na arena internacional, destreza e arbitrariedade são galopantes. A justiça e a verdade são impiedosamente pisadas, e os princípios subjacentes que governam as relações internacionais, como igualdade soberana, integridade territorial e não interferência nos assuntos internos de outros, são abertamente ignorados. As chamadas resoluções adotadas na ONU e em outras arenas internacionais, com o único objetivo de justificar e legitimar a destreza e arbitrariedade de um país específico, e o ato injusto de impor sanções às vítimas, são cometidas abertamente em nome da ONU, alegando que as vítimas enfrentam os infratores.

Se a justiça internacional não for realizada, os propósitos e princípios consagrados na Carta da ONU serão reduzidos a uma folha de papel em branco e, pior ainda, a soberania e os direitos à existência de pequenos países e estados membros do MPNA nunca serão garantidos.

O camarada Kim Jong Un, Presidente da Comissão de Assuntos Estatais da RPDC, mantendo ainda mais alta a bandeira da independência e a bandeira da justiça internacional, erguidas pelo Grande Presidente Kim Il Sung e pelo Grande General Kim Jong Il, empreendeu atividades vigorosas para controlar e frustrar os movimentos de dominação dos reacionários imperialistas, estabelecer relações internacionais independentes e justas e alcançar a paz e segurança mundial.

Todos os Estados membros do MPNA devem se esforçar ativamente para repelir a arbitrariedade, os padrões duplos e a injustiça e garantir a equidade no tratamento de questões internacionais como antiterrorismo, conflito, cooperação econômica e meio ambiente. É importante demolir a antiga ordem internacional e estabelecer uma nova justa para a realização da verdadeira justiça internacional.

O Grande Líder camarada Kim Il Sung e o Grande Dirigente camarada Kim Jong Il avançaram a ideia de que a união é, afinal, força e vitória, e garantiram que os países do MPNA unissem seus esforços para estabelecer uma nova ordem internacional baseada na independência e desenvolver cooperação sul-sul com base na autoconfiança coletiva, contribuindo imortalmente para fortalecer e desenvolver o movimento.

Os países que valorizam a justiça devem basear-se nos princípios da autoconfiança e do autodesenvolvimento e lograr mais cedo um mundo novo, independente e justo, unindo-se e cooperando entre si sob a bandeira do anti-imperialismo e da independência.

Como declaramos claramente na reunião ministerial do MPNA realizado no Azerbaijão em abril do ano passado, nossa delegação considera que a questão de promover a capacidade de ação do movimento é especialmente importante. Na reunião ministerial, propusemos uma série de questões práticas para a revitalização do movimento, que incluem a regularização das reuniões ministeriais setoriais que abrangem política, economia e cultura, aprimorando o papel dos Estados membros do MPNA que são eleitos como membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU e elaborar o emblema e a bandeira do MPNA, que simbolizariam a unidade e a solidariedade do movimento. Acreditamos firmemente que nossas propostas de revitalização do movimento, que agora estão refletidas no projeto de documento final desta cúpula, serão adotadas pois são apoiadas por muitos países.

Juntamente com a unidade política, os Estados membros do MPNA devem desenvolver a cooperação sul-sul fortalecendo o intercâmbio e a colaboração de regiões e continentes sobre os princípios de igualdade, benefício mútuo e complementação mútua.

Diante das sanções e da pressão cada vez maiores das forças hostis para privar nossa República de sua soberania e direito ao desenvolvimento, o povo da RPDC está fazendo esforços dinâmicos para construir um país socialista poderoso com base na autoconfiança e no autodesenvolvimento. Em seu histórico discurso de orientação, o camarada Kim Jong Un, presidente da Comissão de Assuntos Estatais, estabeleceu a tarefa central para a nossa República no estágio atual, de consolidar a base material do socialismo, concentrando todos os recursos nacionais na construção econômica. Temos bases sólidas para economia autossustentada, forças científicas e técnicas confiáveis e tradição inestimável de autossuficiência - todos esses são nossos preciosos recursos estratégicos que não podem ser trocados por nada.

Nosso povo superará resolutamente as dificuldades e os desafios à sua frente e desenvolverá nossa República como um país poderoso e independente, um país para o povo, em que os ideais do povo floresçam plenamente.

Senhora Presidente, o governo da RPDC cumprirá sua responsabilidade e seu papel como um Estado membro do MPNA, manterá invariavelmente a pureza e os ideais do movimento, desenvolverá ainda mais as relações amistosas e cooperativas com seus Estados membros e fortalecerá e desenvolverá o movimento.

Concluo esta declaração expressando minha convicção de que esta cúpula será uma ocasião importante, que injetará uma nova vitalidade nas atividades futuras do movimento, discutindo com sucesso todos os assuntos em sua agenda. Agradeço-lhe, senhora Presidente.

Realizado seminário comemorativo ao 65º aniversário de convocação do Congresso Internacional sobre População e Desenvolvimento


Foi realizado no dia 28 na RPDC o seminário pelo 25º aniversário de convocação do Congresso Internacional sobre População e Desenvolvimento.

Na ocasião participaram os funcionários do Ministério da Saúde Pública, da Direção Nacional de Estatísticas, do Instituto de População, da Associação de Planejamento Familiar e Saúde das Mães e Crianças da Coreia e outras unidades relacionadas e os trabalhadores capitalinos, assim como o representando do Fundo de População da ONU, o coordenador interino da ONU e representante do Programa Alimentar Mundial e outros membros das representações diplomáticas e de organizações internacionais na RPDC.

Foram proferidos discursos e intervenções com vários temas como "Compromisso de implantação de programas de ação do congresso internacional sobre a população e o desenvolvimento" e "Benefícios socioeconômicos segundo a coordenação da estrutura demográfica".

Os oradores mencionaram os êxitos logrados em cada setor no processo de implantação dos programas de ação do aludido evento internacional e o rumo de atividades futuras.

Iniciado o simulacro "Hoguk" dos belicistas sul-coreanos



As forças belicistas sul-coreanas iniciaram o simulacro "Hoguk" em toda a Coreia do Sul em 28 de outubro, de acordo com um noticiário sul-coreano.

O exercício, que será realizado até 8 de novembro, envolve o exercício de aterrissagem sob as condições simuladas de ataque à Coreia do Norte e outros exercícios de diferentes missões, para reforçar a capacidade de manter a postura militar e realizar uma operação conjunta.

Os belicistas sul-coreanos estão levando a situação ao extremo, persistindo em tais jogos de guerra contra o desejo dos compatriotas pela paz, prosperidade e reunificação da Península Coreana.

O Japão não pode eludir a culpabilidade da prataria, comentário da ACNC


O Japão afundou recentemente um barco pesqueiro coreano que se encontrava em navegação rotineira das águas do Mar Leste da Coreia..

No passado dia 18, as autoridades japonesas publicaram um vídeo que mostra o processo de afundamento, interpretando que "o navio da patrulha do Japão se moveu para a frente e o barco norte-coreano virou bruscamente à esquerda" e que "tomou uma medida correspondente para controlar a pesca ilícita".

Isto não passa de uma artimanha para eludir sua culpabilidade descrevendo o presente caso como resultado de "pesca ilegal do barco coreano" e de "error de manejo do timão".

O presente incidente trata-se de um crime intencional das autoridades japonesas e uma demonstração de sua fanática política de hostilidade à RPDC.

Na sessão ordinária da camara de conselheiros, efetuada no dia 8, o governante japonês disse que "não foi confirmada a pesca ilegal por parte do barco norte-coreano", o que evidencia que nossa embarcação estava em navegação rotineira no Mar Leste da Coreia.

Ademais, o vídeo publicado mostra somente a cena do afundamento e nenhuma do ocorrido antes e depois do acidente.

Os meios de imprensa expressam fortes suspeitas assinalando que "o vídeo não confirma que a viragem do barco norte-coreano foi a causa direta do choque".

A proa do "barco patrulheiro" japonês com uma tonelagem de 1300 se precipitou contra a parte central da popa de nosso barco cuja tonelagem a pouco mais de 400. Este fato testemunha que o choque foi um cometido intencionalmente pela parte japonesa.

A realidade demonstra que a insistência das autoridades japonesas não passam de um sofisma e que elas não podem se livrar da responsabilidade de haver afundado o barco pesqueiro coreano e ameaçada gravemente a vida e a segurança de seus tripulantes.

Já advertimos previamente a parte japonesa que suas ações obstaculizadoras e outras físicas contra as atividades de nossos barcos pesqueiros podem provocar um choque inesperado.

Sendo assim, nada poderá dizer nada frente às contra-medidas de ação de nosso país.

Exigimos fortemente ao governo japonês que indenize as perdas materiais causadas pelo afundamento e tome as medidas para prevenir a repetição de tais casos.

Caso volta a ocorrer um incidente como o presente, será produzido um resultado indesejado pelo Japão.