Em abril, a Organização Meteorológica Mundial havia previsto que o fenômeno El Niño ocorreria a partir da metade deste ano e advertido que as temperaturas subiriam acima da média em quase todas as regiões do mundo.
Conforme essa previsão, a situação do El Niño neste ano é muito grave.
Segundo informações divulgadas recentemente pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, órgão de informação meteorológica da União Europeia, a temperatura média da superfície do mar em julho alcançou mundialmente 20,96 °C, atingindo um nível recorde. O recorde anterior era de 20,89 °C, registrado em julho de 2023.
Em julho, essa instituição também anunciou que, no dia 21 de junho, a temperatura mundial da superfície do mar havia chegado a 20,86 °C, renovando o recorde observado nos mesmos dias de 2023 e 2024. Afirmou que isso estava relacionado ao início do El Niño nas águas do Pacífico Equatorial e anunciou que, nos próximos meses, a temperatura da superfície dos mares do mundo poderia continuar renovando recordes.
El Niño é um fenômeno no qual a temperatura da superfície do mar se eleva anormalmente em uma extensa área do Pacífico Equatorial, centrada nas águas diante do Peru, sendo uma das causas que aceleram o aquecimento global e provocam diversos fenômenos climáticos anormais.
Quando ocorre o El Niño, alteram-se os fluxos atmosféricos e os padrões de precipitação, afetando o clima em todo o mundo. Como as frentes de chuva não conseguem se deslocar e permanecem estacionadas em um mesmo local, algumas regiões recebem quantidades excepcionalmente grandes de chuva, aumentando o risco de inundações, enquanto em outras a precipitação diminui, fazendo persistir o calor extremo e as secas.
Em 2023-2024, quando ocorreu um forte fenômeno El Niño, temperaturas recordes foram registradas em diversas partes do mundo. A opinião dos especialistas é que existe uma possibilidade muito grande de que o El Niño deste ano seja tão forte quanto aquele. De fato, ondas de calor, secas e chuvas torrenciais estão se tornando mais frequentes em várias partes do mundo, e os danos causados por elas estão aumentando.
Na França, julho foi registrado como o mais quente da história, pois a temperatura média nacional daquele mês foi a mais elevada desde o início das observações meteorológicas.
Na Índia e no Afeganistão, ocorreram danos graves causados por inundações, enquanto na Eslováquia, apesar de ser o período em que a quantidade de água deveria aumentar, os níveis dos rios ficaram muito mais baixos que nos períodos anteriores devido à seca. Em muitos países, estão surgindo crises graves, como temperaturas elevadas e poluição atmosférica provocadas por ondas de calor extremo e incêndios florestais, além da escassez de alimentos causada pela seca.
É preocupante a possibilidade de que, devido à influência do El Niño, a Terra também enfrente em 2027 uma catástrofe climática de proporções sem precedentes. A realidade exige que se encare com vigilância a rápida mudança climática provocada pelo El Niño e que sejam tomadas medidas ativas para minimizar suas consequências catastróficas.

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