domingo, 23 de agosto de 2026

A tempestade do neomilitarismo que sopra furiosamente no Japão trará uma tempestade de destruição sobre o país insular

No dia da derrota, realizou-se novamente no Japão uma grande cerimônia de visita ao Santuário Yasukuni.

Já é amplamente conhecido no mundo que o objetivo pelo qual os políticos conservadores de alto escalão no Japão, que estão completamente tomados pelo fervor da invasão do continente, realizam diligentemente tais atos todos os anos em diversas ocasiões é nada mais que estabelecer firmemente um esteio espiritual capaz de apoiar ativamente a política militarista.

Entretanto, a gravidade desta cerimônia de visita ao santuário está sendo ainda mais destacada pelo fato de ela ter assumido uma dimensão sem precedentes.

No dia 15, a primeira-ministra japonesa Takaichi, que havia oferecido oferendas ao Santuário Yasukuni, cometeu a indignidade de fazer uma reverência em direção ao santuário a partir de um local não muito distante dele, enquanto se dirigia para participar da Cerimônia Nacional de Homenagem aos Mortos na Guerra.

É extremamente raro que uma primeira-ministra em exercício faça uma reverência dessa maneira no dia da derrota do Japão, e seu significado não é de modo algum insignificante.

Pode-se facilmente compreender até que ponto chegaram as ambições militaristas de Takaichi pelo fato de que meios de comunicação estrangeiros qualificaram essa reverência de "visita remota ao santuário" e de "um passo de um quarto do caminho para uma visita efetiva".

Como é amplamente conhecido, desde que Takaichi assumiu o poder, o Japão vem demonstrando movimentos militares extremamente perigosos, inexistentes nos governos anteriores, tais como a preparação para uso efetivo em combate de armas de ataque preventivo indispensáveis à realização de uma nova invasão, a revisão dos "Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos de Defesa" e de suas diretrizes operacionais para a intensa ativação da "indústria de guerra", bem como a tentativa de revisar os "Três Princípios Não Nucleares", visando inclusive à posse de armas nucleares.

Foi justamente nessa situação que Takaichi, ao realizar uma "reverência surpresa" próxima de uma visita efetiva ao santuário, revelou abertamente sua intenção impaciente de elevar ainda mais em toda a sociedade o clima de uma nova invasão, em paralelo às ações de preparação para a guerra que se aceleram rapidamente sob o atual governo, e de realizar o quanto antes o "desejo há muito acalentado" de expansão no exterior que vem perseguindo até agora.

Como prova disso, na chamada Cerimônia Nacional de Homenagem aos Mortos na Guerra, realizada após a reverência, Takaichi não pronunciou uma única palavra sobre refletir sobre a história de agressão nem sobre o compromisso de jamais voltar a fazer guerra.

Ao contrário, recorreu a hábeis jogos de palavras para escapar da responsabilidade pela guerra de agressão que infligiu sofrimentos e desgraças indeléveis aos povos dos países asiáticos no século passado.

Assim, acompanhando os atos irresponsáveis da chefe do governo, que procura negar os crimes do passado e ressuscitar o espectro do militarismo, numerosos políticos conservadores também afluíram competitivamente ao santuário e curvaram a cabeça diante dos criminosos de guerra de classe A.

Em particular, o fato de a ministra da Defesa do Japão, que se pode dizer encarregada da importante responsabilidade pela "segurança nacional", ter voltado a visitar o santuário evidencia claramente a natureza perigosa desta cerimônia.

A grave tendência em que os descarados herdeiros do militarismo, que são os únicos a não terem acertado as contas com seu passado criminoso, esforçam-se para "venerar" os cruéis invasores e assassinos que estiveram à frente das agressões no exterior e avançam rumo a uma guerra revanchista constitui um sério desafio às aspirações da humanidade pela paz e segurança mundiais.

O Japão, que deliberadamente fecha os olhos para seu passado como país agressor e derrotado e não tira lições dele, inevitavelmente repetirá esse passado.

A tempestade do neomilitarismo que o Japão desencadeou com uma força sem precedentes por ocasião do dia da derrota trará uma tempestade de destruição sobre o país insular.

Agência Central de Notícias da Coreia

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