Discurso-resumo do camarada Kim Il Sung na VI Reunião do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia do Norte
15 de março de 1947
Na presente reunião discutimos o problema de como corrigir os erros e as deficiências revelados no trabalho de algumas organizações do Partido e diversos outros assuntos. Gostaria de referir-me a algumas tarefas colocadas para melhorar os métodos de dirigir as massas e para que o plano da economia nacional deste ano seja coroado de êxito.
1. Para melhorar os métodos de dirigir as massas
Um importante problema que deve ser resolvido é a liquidação do estilo burocrático e de outros estilos errôneos de trabalho, bem como o aperfeiçoamento dos métodos de direção das massas. Depois que esta sessão terminar, é preciso mobilizar, em escala geral, as forças de todo o Partido para a luta pela correção das deficiências existentes no trabalho com as massas. Todos os comitês do Partido — das províncias, cidades, condados e cantões— deverão discutir seriamente, em reuniões ampliadas, o conteúdo desta reunião e desenvolver uma luta enérgica para corrigir os erros cometidos por suas organizações e seus militantes no trabalho com as massas.
O povo costuma dizer que nosso Partido é um grande partido. E isso não se refere apenas ao número de filiados, mas também ao fato de ser um partido forte que goza da confiança e do apoio do povo. Sem desfrutar da confiança e do apoio das massas populares, nosso Partido não pode ser um grande partido, poderoso, nem cumprir corretamente sua missão revolucionária.
Diante de nosso Partido ainda se apresentam inúmeras tarefas difíceis e complexas. Se deseja alcançar a plena soberania e independência da pátria e construir um país rico e poderoso, não deve vangloriar-se de seus êxitos nem se acomodar, mas lutar com maior abnegação em benefício das massas populares, esforçar-se para conquistar, verdadeiramente, seu apoio e sua confiança.
Mas, neste momento, algumas organizações do Partido não gozam da confiança das massas, mas estão isoladas delas. Os incidentes ocorridos nos condados de Changsong e Sonchon, na província de Phyongan Norte, e no condado de Yanggu, na província de Kangwon, demonstram que as organizações do Partido dessas regiões, afastadas das massas, não contam com sua confiança e apoio. Antes que essas feridas se agravem, devemos empenhar esforços para que sejam rapidamente sanadas.
O fato de algumas organizações do Partido se isolarem do povo deve-se a que, em seu trabalho de direção das massas, aplicam métodos deficientes. Antes, certas organizações do Partido, em vez de se integrarem às massas para conhecer e satisfazer oportunamente seus desejos e demandas e respeitá-las e orientá-las, utilizavam o método de dar-lhes ordens, colocando-se acima delas. Em tais casos, as massas não confiam no Partido como em sua própria mãe, nem o seguem dispostas a dar tudo por ele, mas agem contrariadas, contra sua própria vontade. Trabalhar dando ordens às massas não é o método de direção que nosso Partido pratica em relação a elas, nem é a maneira de agir de seus membros.
Alguns militantes do Partido, considerando-se pessoas especiais, não respeitam sequer a ordem legal do Estado. Quando se diz que os militantes devem tornar-se funcionários que dirijam as massas, isso significa que devem saber mais do que elas, ensiná-las, saber apreciar corretamente todos os problemas, comportar-se de maneira justa e tornar-se sua vanguarda; não significa, de modo algum, que devam comportar-se como pessoas extraordinárias entre os habitantes, pessoas que sequer respeitam as leis.
Embora certos militantes, julgando-se pessoas extraordinárias, violem as leis do Estado, isso não é considerado um problema. Existem não poucos casos de violações das leis que são ignorados quando cometidos por membros do Partido do Trabalho, mas, se praticados por outras pessoas, estas podem ser consideradas reacionárias. Isso é muito injusto.
Os militantes de nosso Partido, sem exceção, devem estar plenamente conscientes de que não são pessoas especiais, mas uma parte das massas, e devem ser cidadãos obrigados a respeitar a lei do Estado melhor do que qualquer outra pessoa.
Até o presente, bastante organizações do Partido não realizaram bem o trabalho de corrigir os erros esquerdistas e direitistas cometidos no trabalho com as massas. Não realizaram uma inspeção concreta do estado do trabalho com as massas realizado pelas organizações partidistas inferiores e, mesmo quando a realizaram, tampouco a cumpriram corretamente devido ao baixo nível político-ideológico dos responsáveis por essa tarefa. Como resultado, não foi possível corrigir a tempo as deficiências reveladas no trabalho com as massas.
Devemos fazer todos os esforços para melhorar o trabalho com as massas.
Antes de tudo, é preciso educar bem os militantes que apresentaram deficiências nesse trabalho.
As organizações do Partido não devem expulsar indiscriminadamente de suas fileiras aqueles membros que cometeram erros, sob o pretexto de lutar pela correção das deficiências reveladas no trabalho com as massas.
Se estudarmos os erros cometidos por alguns militantes do Partido nessa tarefa, veremos que eles não os cometeram intencionalmente para separar o Partido das massas; essas faltas devem-se, em muitos casos, ao fato de ainda possuírem baixo nível político-ideológico e não saberem bem como realizar esse trabalho.
Portanto, as organizações do Partido, em vez de simplesmente repreendê-los ou expulsá-los de suas fileiras, devem ensinar-lhes concretamente o método para corrigir suas deficiências. Devem explicar-lhes claramente como se deve levar a vida na célula e como trabalhar com as massas. É necessário que todas as organizações partidistas estudem e discutam seriamente a resolução do Comitê Central do Partido divulgada nesta ocasião e adotem medidas concretas para formar seus militantes.
Em seguida, é preciso desenvolver um trabalho correto com as organizações sociais.
Atualmente, as organizações do Partido não realizam esse trabalho como deveriam. Em particular, os militantes que trabalham dentro das organizações sociais falham em educar e orientar seus filiados para cumprir as tarefas revolucionárias.
Nosso Partido não deve destacar-se diante das massas, marginalizando organizações sociais como a Federação dos Sindicatos, a União dos Camponeses, a União das Mulheres, a União da Juventude Democrática etc. Para trabalhar bem com as massas, é necessário mobilizar corretamente as organizações sociais.
Que o Partido desempenhe o papel de vanguarda não significa que deva agir sozinho, desconectado das massas, ou monopolizar todo o trabalho, mas que os militantes que vivem entre elas trabalhem com entusiasmo, as liderem e as conduzam ao cumprimento das tarefas revolucionárias. Portanto, cabe aos militantes de nosso Partido que atuam dentro das organizações sociais unir monoliticamente as massas em torno do Partido, constituindo-se no núcleo dessas organizações, e conduzi-las a proclamar em uníssono a palavra de ordem lançada por nosso Partido e marchar firmemente pelo caminho indicado por este.
É necessário, além disso, melhorar a direção do trabalho dos comitês populares.
Atualmente, muitos membros do Partido do Trabalho estão nos comitês populares em todos os níveis e assumem tarefas importantes nos órgãos do poder. Isso se deve ao fato de que o povo os elegeu como seus representantes nas eleições democráticas. Esse fato demonstra que as massas populares confiam plenamente em nosso Partido e colocam em suas mãos o futuro, porque seus militantes participam com maior entusiasmo e abnegação da construção do país. É natural que muitos membros do Partido do Trabalho figurem nos comitês populares e ali desempenhem funções importantes; não pode haver dúvida alguma a esse respeito.
Entretanto, o que devemos levar em consideração é que nos comitês populares não há apenas membros do Partido do Trabalho. Tendo em vista que o comitê popular foi fundado com base na Frente Unida Nacional Democrática, nele também figuram membros do Partido Democrático e do Chongu, assim como pessoas sem partido.
Nosso Partido, em vez de dar ordens e instruções aos comitês populares, deve procurar que os membros que participam deles cumpram corretamente as medidas do Poder Popular e trabalhem com entusiasmo sob sua orientação. Em outras palavras, as organizações do Partido deverão zelar sempre para que seus militantes que trabalham nos comitês populares apliquem adequadamente as medidas do Poder Popular, para que exerçam ali a influência partidista sobre os membros dos partidos amigos e sobre as pessoas sem partido, a fim de que estes avancem juntamente conosco; devem também ensinar-lhes a trabalhar bem.
Os militantes de nosso Partido devem realizar um trabalho frutífero com os membros dos partidos amigos que trabalham nos comitês populares. Mesmo quando estes agirem de maneira equivocada, não deverão apenas repreendê-los, mas também educá-los pacientemente para que sejam influenciados por nosso Partido e trabalhem bem. Além disso, é preciso impedir que nossos militantes monopolizem o trabalho dentro dos comitês populares
É preciso desenvolver um bom trabalho com os partidos amigos.
Embora em cada reunião eu tenha insistido em que é necessário trabalhar com os partidos amigos, muitas organizações do Partido ainda não sabem, de fato, como devem fazê-lo.
Os militantes de nosso Partido não devem cometer erros em suas relações com os partidos amigos. Se os cometessem por realizar mal seu trabalho, isso daria motivos aos elementos mal-intencionados e reacionários infiltrados neles para tecer intrigas contra nosso Partido. Portanto, os membros de nosso Partido devem fazer todo o possível para trabalhar bem com os partidos amigos e, caso cometam algum erro nesse trabalho, devem criticá-lo e corrigi-lo a tempo.
Para levar esse trabalho a bom termo, é preciso, antes de tudo, intensificar a educação política, a fim de dotar os militantes de nosso Partido de uma teoria revolucionária científica e de uma ideologia avançada, para que todos eles tenham uma compreensão correta dos partidos amigos. Temos que deixar claro aos nossos militantes que esses partidos não existem temporariamente, mas são partidos políticos que deverão marchar junto com nosso Partido durante todo o processo de construção de um Estado democrático, plenamente soberano e independente.
Devemos tratar separadamente os partidos amigos e os indivíduos mal-intencionados que neles existem. Caso alguém cometa alguma má ação em seu interior, não se deve comprometer o Partido Democrático ou o Chongu, mas considerar isso como um ato de pessoas mal-intencionadas que permanecem ocultas no seio desses partidos amigos.
Devemos evitar a confrontação e os conflitos frontais com os partidos amigos e tratar seriamente dos problemas relacionados a eles.
Quando membros dos partidos amigos cometem más ações, seria conveniente que o caso fosse tratado pelos próprios partidos. Por exemplo, se um membro do Partido Democrático comete alguma má ação, é preciso informar ao próprio Partido que essa ação contraria seu programa e o desacredita, para que ele mesmo resolva o problema por meio da luta interna. Também é possível apresentar o caso à Frente Unida Nacional Democrática para solucioná-lo.
Mesmo quando for necessário deter algum membro de um partido amigo por cometer um crime, devemos tratar o caso com prudência. Nessa circunstância, é preciso deixar claro às pessoas que ele não está sendo detido por ser membro do Partido Chongu ou do Partido Democrático, mas por ser um criminoso. É natural que seja punido de acordo com a lei aquele que cometer um crime, independentemente de ser membro do Partido do Trabalho, do Partido Democrático ou do Chongu.
As organizações do Partido devem elevar sua vigilância diante das maquinações dos elementos perversos ocultos dentro dos partidos amigos.
Os membros de nosso Partido não devem fazer vista grossa às tendências errôneas que se manifestam nos partidos amigos, sob o pretexto de que devem marchar ombro a ombro com seus militantes. Devemos ajudar ativamente os elementos progressistas dos partidos amigos a desenvolver uma luta enérgica contra os elementos reacionários dentro de seus respectivos partidos.
As organizações de nosso Partido farão com que todos os seus membros adotem uma atitude correta em suas relações com os partidos amigos e, ao mesmo tempo, se esforçarão para influenciar e educar positivamente os membros desses partidos, conseguindo assim que sigam um caminho justo.
Também é necessário acabar com as práticas de impor ao povo encargos extratributários.
Com exceção dos impostos estabelecidos legalmente pelo comitê popular, nenhum encargo pode ser imposto ao povo. Entretanto, não foram superadas as práticas de exigir do povo contribuições além dos impostos. Em algumas regiões, são impostos muitos encargos extratributários aos habitantes, sem um cálculo concreto, sob o pretexto de construir escolas. É muito injusto impor pesados encargos aos camponeses e a outros setores da população que, atualmente, enfrentam dificuldades em sua vida.
Sempre que nossos funcionários planejarem algum trabalho, deverão pensar em como realizá-lo com êxito, mas sem que isso signifique impor novos encargos ao povo. Todas as organizações do Partido devem combater implacavelmente as práticas de impor fardos extratributários ao povo.
Além disso, é preciso que os militantes de nosso Partido tenham uma compreensão correta da luta pela construção de uma nova pátria. Se desejamos construir uma nova pátria, os militantes devem integrar-se às massas e intensificar a educação ideológica para que estas participem com afinco do trabalho estatal. Por conseguinte, não se deve incitar a espancar as pessoas, como ocorreu no condado de Sakju, na província de Phyongan Norte, pela simples razão de lutar contra os latifundiários, nem importunar os idosos sob o pretexto de combater o feudalismo. Essas ações não podem ser consideradas justas.
Desenvolvendo uma luta enérgica pela melhoria do trabalho com as massas, temos que corrigir, o quanto antes, as deficiências surgidas nesse trabalho e fazer com que todos os membros do Partido penetrem profundamente nas massas, a fim de se tornarem verdadeiros amigos e dirigentes do povo.
2. Para assegurar que o plano da economia nacional de 1947 seja cumprido com êxito
Muitos camaradas discutiram hoje detalhadamente as medidas para assegurar o cumprimento exitoso do plano da economia nacional deste ano.
Todas as cifras refletidas no plano da economia nacional para 1947 são importantes metas que deverão ser alcançadas custe o que custar. Devemos fazer enormes esforços para cumpri-lo com êxito.
Para levar a bom termo o plano da economia nacional deste ano, é preciso mobilizar todo o Partido.
Cumprir o plano da economia nacional de 1947 tem grande significado para alcançar a soberania e a independência do país e acelerar a construção de um Estado democrático. O êxito ou o fracasso do plano deste ano constitui uma questão muito importante que demonstrará se nosso povo é ou não capaz de construir com êxito um país rico e poderoso.
Entretanto, as organizações do Partido ainda não conseguem mobilizar todas as forças para a luta pelo cumprimento do plano da economia nacional. Se todo o Partido não se levantar para essa luta, as metas previstas no plano não serão alcançadas e, consequentemente, não será possível construir com êxito um Estado democrático, soberano e independente.
As organizações do Partido em todos os níveis, plenamente conscientes do significado do cumprimento desse plano, devem mobilizar todas as suas forças para colocá-lo em prática. Devem convocar energicamente todos os seus militantes e as massas para o cumprimento do plano deste ano, a fim de que uns e outros levem a bom termo as metas nele previstas.
Com vistas a materializar com êxito o plano da economia nacional do ano em curso, é preciso desenvolver energicamente um movimento de colunas de choque. As organizações do Partido devem organizar adequadamente esse movimento e fazer com que todos os seus militantes participem ativamente dele. Cada responsável pelas organizações do Partido, em todos os níveis, terá que encarregar-se de um setor para promover ativamente esse movimento, e cada membro do Partido deverá ser um soldado que trabalhe com maior fidelidade e abnegação para alcançar as metas do plano deste ano.
Com vistas a cumprir o plano da economia nacional do presente ano, é preciso colocar plenamente em ação as organizações sociais.
Ao impulsionar o movimento de colunas de choque para levar a bom termo o plano da economia nacional, o Partido não deve ser o único a marchar na vanguarda. Se apenas ele se colocar à frente desse movimento, este acabará se transformando em um movimento exclusivo do Partido. Por essa razão, é preciso incorporar ativamente à luta pelo cumprimento do plano da economia nacional todas as organizações sociais: a Federação dos Sindicatos, a União dos Camponeses, a União das Mulheres, a União da Juventude Democrática etc.
Entretanto, pelo simples fato de colocar essas organizações em ação, não se deve mobilizá-las indiscriminadamente, desperdiçando as forças das massas. Se trabalharmos apenas lançando vivas e mobilizando as massas, não poderemos coroar brilhantemente o cumprimento do plano da economia nacional.
As organizações do Partido devem mobilizar corretamente as massas por meio de seus militantes que trabalham no seio das organizações sociais. Devem fazer com que estas distribuam adequadamente entre seus membros as tarefas para o cumprimento do plano da economia nacional e realizem oportunamente o controle e a verificação de sua execução, de modo que todos cumpram pontualmente a responsabilidade que assumiram.
Os objetivos estabelecidos no plano da economia nacional do ano em curso são muito amplos. Para alcançá-los, teremos de enfrentar diversas dificuldades e obstáculos. Não obstante, devemos superá-los com nossas próprias forças e cumprir o plano a todo custo.
Com vistas a realizar com nossas próprias forças o plano da economia nacional para 1947, o mais importante é despertar o entusiasmo patriótico do povo.
Por enquanto, os membros de nosso Partido não conseguem despertar o fervor patriótico entre os trabalhadores. Como resultado, entre certos operários qualificados observa-se a tendência de abandonar seu local de trabalho porque suas condições de vida são um tanto difíceis. É verdade que hoje os operários enfrentam certas dificuldades, mas, se deixarem de trabalhar honestamente e abandonarem o trabalho em busca de outro melhor, não só será impossível melhorar suas condições de vida, como também não será possível desenvolver a economia do país nem construir um Estado soberano e independente, rico e poderoso.
Naturalmente, devemos conceder privilégios, por conta do Estado, ao pessoal qualificado e elevar o nível de vida dos operários. Entretanto, por enquanto não dispomos de bases econômicas para fazê-lo.
As organizações do Partido devem explicar claramente a todos os operários que as dificuldades que enfrentamos atualmente na vida se devem ao fato de que as bases econômicas do país ainda são débeis e que, para enriquecer, fortalecer e desenvolver a pátria e elevar o nível de vida do povo, é preciso, por todos os meios, estabelecer uma sólida base econômica para o país. Assim, todos os operários devem desenvolver amplamente seu entusiasmo patriótico, superar todo tipo de obstáculos e dificuldades e dedicar-se inteiramente ao cumprimento do plano da economia nacional do ano em curso, para lançar os alicerces econômicos do país.
Os membros do Partido que trabalham na Federação dos Sindicatos e em outras organizações sociais devem desenvolver entre os trabalhadores uma luta enérgica contra os casos de desperdício de materiais e desvio de fundos, bem como contra a indolência e a corrupção. Junto a isso, devem fazer grandes esforços para que os operários observem rigorosamente a disciplina do trabalho e elevem a produtividade do trabalho.
3. Sobre a concepção errônea de O Ki Sop sobre o trabalho dos sindicatos
Recentemente, O Ki Sop tornou pública uma “tese” referente ao trabalho dos sindicatos; segundo ela, vemos que ele não sabe bem o que é uma empresa nacionalizada e que seu ponto de vista sobre o trabalho dos sindicatos sob o Poder Popular é errôneo.
Por não ter uma concepção correta sobre as empresas nacionalizadas, O Ki Sop não compreende bem quais relações existem entre o diretor das empresas estatais e os operários. Ele afirma que o diretor de uma empresa nacionalizada não pode ser membro dos sindicatos. Já critiquei esse ponto errôneo. Naquela ocasião, sublinhei que o diretor de uma empresa nacionalizada é uma pessoa designada pelo Estado, um funcionário que zela pelo desenvolvimento da economia nacional, razão pela qual não só deve ingressar nos sindicatos, como também desempenhar, naturalmente, um papel importante nessa organização. Entretanto, O Ki Sop não percebeu seu erro e continua insistindo em sua falsa teoria.
Na reunião de hoje, disse que a deficiência revelada em sua “tese” foi cometida sem intenção, o que não passa de uma justificativa. Se a “tese” tivesse um ou dois argumentos errôneos, poderia ser considerado um descuido, mas, enquanto seu conteúdo geral está repleto de teorias injustas, como é possível considerá-lo dessa maneira?
Em sua tese, insiste na estúpida teoria de que também nas empresas estatais de nosso país existem antagonismos entre o capital e o trabalho no que diz respeito aos interesses de classe, em virtude dos quais os diretores dessas empresas e os operários teriam interesses opostos e, consequentemente, existiria uma luta entre eles.
Na empresa estatal, patrimônio do povo, não pode haver antagonismos quanto aos interesses de classe entre o capital e o trabalho, nem qualquer condição para que o diretor e os operários se contraponham. Se existirem divergências de opinião entre os funcionários da administração e os operários da empresa estatal, tratam-se de pequenas diferenças de opinião surgidas em razão de certas deficiências na organização da mão de obra ou na questão dos salários. Em todo caso, essa diferença de opiniões decorre de como administrar melhor a fábrica, e não do fato de os interesses serem radicalmente opostos.
Para piorar, O Ki Sop expõe em sua “tese” que, quando surgem atritos e litígios entre os operários e os órgãos do Poder Popular, os sindicatos devem agir ao máximo em favor dos operários. Isso é, em última análise, uma insistência reacionária de que os operários devem lutar contra o Poder Popular. Afirmando que é permitido aos operários combater os órgãos do Poder Popular, ele sustentou como se os sindicatos fossem um organismo que resolve a “contradição” entre os operários e os órgãos do Poder Popular, ou seja, um organismo que coordena as relações trabalhistas. Esse é um argumento errôneo que ignora completamente o dever dos sindicatos sob o Poder Popular.
Como vemos acima, a “teoria” de O Ki Sop é absolutamente incorreta. O fato de ter apresentado essa teoria errônea demonstra que seus pontos de vista ideológicos são equivocados.
Já há dois meses criticamos no Presidium do Comitê Popular Provisório da Coreia do Norte a “teoria” de O Ki Sop como uma teoria trotskista. Entretanto, ele não deixa de recorrer a uma ação injusta: não aceitou essas sugestões do Partido e publicou mais uma vez no jornal aquilo que havia sido criticado como falso.
O Ki Sop tem insistido continuamente, até agora, em teorias errôneas e colocou não poucos obstáculos ao trabalho de construção do país. Após a libertação, lançou palavras de ordem esquerdistas na província de Hamgyong Sul, criando durante um período considerável uma situação caótica no trabalho de construção do país. Depois, na província de Phyongan Norte, não dirigiu devidamente a reforma agrária. Os incidentes reacionários ocorridos recentemente nessa província estão relacionados, em grande medida, com o erro de O Ki Sop. Ali, infringiu a Lei da Reforma Agrária ao dizer: “É permitido não tocar no latifundiário, sem transferi-lo para outro lugar, se o comitê rural o autorizar”. Isso constitui precisamente a principal causa que deu origem aos complicados incidentes ocorridos na província de Phyongan Norte e que estimulou os ex-latifundiários a tecer, nos bastidores, intrigas de todo tipo.
Creio que essa “tese” de O Ki Sop publicada no jornal teria exercido influências nefastas sobre os operários. Tendo em vista que ele afirma ter participado da revolução no passado e que atualmente trabalha como diretor do Departamento do Trabalho do Comitê Popular da Coreia do Norte, é possível que alguns operários inconscientes considerem justa sua “tese” e tentem agir de acordo com a teoria errônea nela apresentada.
Além disso, O Ki Sop exerceu não poucas influências nefastas sobre as pessoas por meio de conversas e discursos.
Se ele fosse um verdadeiro membro do Partido e se esforçasse para corrigir seu erro, deveria, naturalmente, fazer autocrítica perante o Partido. Se O Ki Sop não reconhece seu erro ou tenta evitar a autocrítica sob o pretexto de que está sendo culpado sem ter cometido nada de errado, incorre em erros muito mais graves e, em última análise, não pode progredir. Temer a autocrítica é uma manifestação particularista pequeno-burguesa. O Ki Sop não deve tentar fazer com que seus erros sejam ignorados, mas fazer autocrítica, colocando todas as suas faltas a descoberto, e corrigi-las completamente.
O Partido e os sindicatos devem adotar e enviar às organizações inferiores resoluções com a crítica à teoria errônea de O Ki Sop sobre o trabalho sindical.
As organizações do Partido devem explicar bem a seus membros e aos funcionários sindicais o dever e o papel dos sindicatos sob o Poder Popular, para que todos eles trabalhem com uma concepção correta sobre o trabalho dos mesmos.

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