Os governos de 25 estados dos Estados Unidos entraram com uma ação judicial contra o governo federal no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos.
O motivo foi a medida anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, em 24 de julho, de impor novas tarifas de 10 a 12,5% sobre produtos importados de 60 parceiros comerciais, sob o pretexto de impedir a importação de produtos fabricados por meio de trabalho forçado.
Os governos estaduais alegaram que essa medida tarifária constitui um ato que ultrapassa a autoridade legal e solicitaram ao tribunal que obrigasse o governo federal a retirar a medida tarifária, declarar ilegais as tarifas impostas e tomar medidas concretas para devolver as tarifas já pagas. O fato de as partes que entraram com a ação serem governos das principais regiões dos Estados Unidos, incluindo os estados de Nova Iorque, Arizona, Califórnia e Washington, mostra que a insatisfação com o governo federal está se expandindo rapidamente por toda a sociedade estadunidense.
As tarifas elevadas que os Estados Unidos impuseram indiscriminadamente a muitos países do mundo, incluindo não apenas seus países concorrentes, mas também seus aliados, enquanto alardeavam que eliminariam o déficit comercial e protegeriam a indústria nacional, acabaram se tornando um bumerangue e causando consequências que atingiram duramente a própria economia estadunidense.
No início de março do ano passado, quando começaram a ser aplicadas as medidas tarifárias, os preços dos produtos nacionais nos Estados Unidos aumentaram 2%, enquanto os preços dos produtos importados aumentaram nada menos que 4%. O déficit comercial e a taxa de inflação aumentaram acentuadamente, e, durante o terceiro trimestre do ano passado, o total das dívidas das famílias estadunidenses ultrapassou amplamente os 18 trilhões de dólares, atingindo um recorde histórico. No setor agrícola, ocorreram enormes perdas e, à medida que o número de suicídios entre os agricultores aumentou drasticamente, o governo chegou a uma situação em que não teve outra alternativa senão gastar enormes quantias de dinheiro.
O fato de nada menos que 25 governos estaduais dos Estados Unidos terem entrado com uma ação judicial no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos mostra que o clima de resistência ao governo federal continua crescendo dentro do país.
As injustas medidas tarifárias dos Estados Unidos também estão provocando grande controvérsia no exterior.
Os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão reagindo.
Recentemente, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China declarou, em uma entrevista à imprensa, que a China se opõe resolutamente à pressão dos Estados Unidos e que defenderá firmemente os direitos e interesses legítimos de suas empresas.
O Brasil manifestou sua intenção de levar a medida tarifária dos Estados Unidos à Organização Mundial do Comércio.
Os países ocidentais também estão reagindo fortemente à atitude dos Estados Unidos, que não hesitam em prejudicar até mesmo os interesses de seus aliados. O Canadá está considerando medidas de retaliação, enquanto a Austrália também exigiu que os Estados Unidos revoguem suas injustas medidas tarifárias. Os países europeus também estão adotando uma postura de rejeição.
Analistas da situação afirmam que os Estados Unidos provocaram forte reação em escala mundial ao intimidar outros países usando as tarifas como arma. Ao mesmo tempo, alertam que as medidas tarifárias adicionais dos Estados Unidos, que prejudicam os interesses de seus parceiros comerciais, constituem uma manifestação de colonialismo econômico e acabarão levando os próprios Estados Unidos ao isolamento.
Un Jong Chol

Nenhum comentário:
Postar um comentário