segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Discurso do camarada Kim Il Sung diante dos operários da Fábrica de Processamento de Milho de Pyongyang

19 de abril de 1947

Camaradas:

A Fábrica de Processamento de Milho de Pyongyang é um tesouro de nosso país, porque produz uma variedade de alimentos indispensáveis à vida do povo.

Vocês, mesmo nas penosas condições criadas após a libertação, quando tudo era escasso e eram numerosas as dificuldades, restauraram a fábrica com seus próprios esforços, colocaram-na em funcionamento e já alcançaram êxitos indiscutíveis na produção. É um valioso fruto que colheram ao desenvolver vigorosamente a campanha patriótica pelo aumento da produção em benefício do país e do povo.

Agradeço-lhes sinceramente pelos esforços que dedicam dia e noite à construção da nova pátria.

Nosso povo, submetido durante trinta e seis anos à cruel dominação fascista do imperialismo japonês, teve de suportar uma vida de escravo colonial, sendo alvo de toda espécie de humilhações e maus-tratos em sua condição nacional. Mas, depois de uma heroica e prolongada luta, pôs fim àquela odiosa vida de escravo colonial a que o imperialismo japonês o havia submetido, recuperando sua condição de verdadeiro dono do país e do poder e empreendendo o caminho da construção, com suas próprias mãos, da nova Coreia democrática, rica e poderosa.

No curto período que se seguiu à libertação, na Coreia do Norte foi estabelecido o Poder Popular, realizaram-se com êxito a reforma agrária e outras reformas democráticas e ocorreram grandes mudanças em todos os âmbitos da política, da economia e da cultura, graças ao ativo apoio e participação de todo o povo.

Em total contraste com o Norte da Coreia, no Sul cria-se uma situação tão deplorável quanto no período do imperialismo japonês. Devido às intrigas antipopulares do imperialismo estadunidense e de seus lacaios, ali, longe de promover reformas democráticas, são impiedosamente reprimidas até mesmo as reivindicações democráticas mais elementares exigidas pelo povo. Devemos fazer todos os esforços para frustrar essas manobras reacionárias do imperialismo ianque e de seus lacaios e conseguir que também a população do Sul passe a ser dona do país e do poder e desfrute de uma vida feliz como a do Norte.

Para isso, é preciso fortalecer a base democrática na Coreia do Norte. Porque somente assim será possível construir com êxito a nova Coreia democrática e próspera, reunificada e independente. Com o objetivo de consolidar essa base, temos de consolidar o que já foi alcançado nas reformas democráticas na Coreia do Norte e fortalecer ainda mais as forças política, econômica e militar.

Para construir um Estado democrático rico e poderoso, totalmente soberano e independente, é imprescindível estabelecer bases sólidas para uma economia nacional independente.

Estabelecer essas bases equivale a criar uma segura garantia material para construir com êxito esse Estado. Sem estabelecer as bases de uma economia nacional autossustentada, não se chegará à reunificação e independência do país nem se assegurará uma vida feliz ao povo.

Na situação em que se encontra nosso país, não é nada fácil, naturalmente, estabelecer as bases de uma economia nacional independente. Não temos sequer uma fábrica de fósforos em boas condições e a base da indústria nacional é muito fraca. Isto é, sem dúvida, consequência do cruel e prolongado domínio colonial do imperialismo japonês. Depois de ocupar a Coreia, este freou ao máximo o desenvolvimento de nossa indústria nacional e, a fim de saquear os abundantes recursos naturais de nosso país, construiu apenas indústrias de artigos semielaborados e, como se isso não bastasse, destruiu-as completamente quando fugiu derrotado. Com isso, depois da libertação, nosso povo herdou uma indústria muito insignificante. Além da fraca base industrial do país, carecemos de dinheiro, materiais e pessoal técnico. Verdadeiramente, nosso povo enfrenta muitas dificuldades e contratempos.

Apesar da infinidade de obstáculos e difíceis problemas com que nos deparamos em nosso caminho, não devemos importar mercadorias do exterior pensando apenas em interesses imediatos. Se importarmos máquinas, cereais, tecidos, calçados, carne, etc. do exterior, coisa fácil, poderemos resolver momentaneamente os problemas pendentes. Mas isso, no fim das contas, apenas nos levará a ser obrigados a viver na dependência de outros. Nunca devemos olhar suplicantes para ninguém nem tentar viver apoiando-nos em outros. Se tentarmos viver com a ajuda dos países estrangeiros, pensando antes de tudo em conveniências temporárias e não no futuro, não apenas não poderemos criar uma economia nacional independente, como também não poderemos conquistar a soberania e a independência absoluta do país e, a longo prazo, este se tornará novamente uma colônia de outros. Se nos dói e indigna tanto a simples lembrança dos trinta e seis anos durante os quais nosso povo teve de viver oprimido pelos imperialistas japoneses, como poderemos nos submeter novamente a outros? Não, jamais viveremos dessa maneira.

Quaisquer que sejam as dificuldades e obstáculos que bloqueiem nosso caminho, devemos vencê-los por nossa própria conta, sem olhar suplicantes para ninguém, e avançar, estabelecendo um após outro os fundamentos de uma economia nacional independente. Este é o único caminho que devemos seguir para construir um país democrático e próspero, completamente soberano e independente, o caminho para criar uma vida mais feliz e aproximar um futuro luminoso.

A nação coreana tem todas as possibilidades de construir com suas próprias forças a nova Coreia democrática, rica e poderosa, superando as dificuldades que se apresentarem. Os grandes êxitos alcançados na Coreia do Norte no curto período que se seguiu à libertação comprovam isso claramente.

A prosperidade e o desenvolvimento do país dependem, no fim das contas, dos esforços que nosso povo fizer para realizá-los. Nossa classe operária deve trabalhar com o orgulho e a dignidade nacionais de que pode estabelecer com toda segurança e com seus próprios meios as bases de uma economia nacional independente e construir a nova Coreia democrática, rica e poderosa, avançando decididamente com fé na vitória.

No momento, é preciso superar o plano da economia nacional para este ano. Se as massas trabalhadoras o cumprirem com êxito, empenhando-se grandemente no aumento da produção, fortalecerão com isso a base econômica do país e, no futuro, será possível demonstrar ao mundo inteiro o poderio de nosso povo. Todos os operários devem mobilizar-se como um só para cumprir o plano da economia nacional de 1947.

Camaradas:

Vocês mesmos são donos da Fábrica de Processamento de Milho de Pyongyang. Antigamente, esta empresa estava sob a administração dos ianques e dos imperialistas japoneses, mas agora são vocês que a dirigem. Conscientes de que são donos do país e da Fábrica, devem procurar administrar adequadamente a empresa.

Está claro que, na gestão da fábrica, vocês encontrarão diversas dificuldades. Mas, unindo os esforços de todos, será possível vencer sem falta qualquer dificuldade. Nada é irrealizável para quem possui entusiasmo patriótico e está bem disposto. Todos os funcionários e operários da Fábrica devem trabalhar vigorosamente para cumprir o plano de produção da fábrica deste ano, superando com seus próprios esforços todas as dificuldades e contratempos que encontrarem.

Para isso, em primeiro lugar, é necessário intensificar a disciplina do trabalho. Entre alguns operários ainda persistem manifestações de desordem e indisciplina no trabalho, havendo inclusive casos de abandono da fábrica, o que é totalmente inadmissível. É natural que vocês trabalhem honestamente como donos da Fábrica e lutem de forma intransigente contra as violações da disciplina do trabalho. Todos os operários, firmes em seus postos de trabalho, devem empenhar-se na consecução de suas metas de produção.

Na Fábrica de Processamento de Milho há muitos operários que trabalharam durante longos anos, sofrendo toda espécie de maus-tratos e humilhações dos imperialistas japoneses. Eles são um tesouro para o país. Cabe aos operários veteranos desta Fábrica o dever de observar estritamente a disciplina do trabalho, colocando-se à frente das massas, e trabalhar mais em benefício da Fábrica e do país.

Ao mesmo tempo que intensificam a disciplina do trabalho, deverão manter os equipamentos em boas condições. Do contrário, não será possível normalizar a produção nem cumprir as metas atribuídas à Fábrica no plano da economia nacional deste ano. Vocês devem valorizar e cuidar de todas as máquinas e equipamentos da empresa como algo precioso. Os operários, além de limpar assiduamente suas máquinas e equipamentos até que brilhem, devem também examiná-los e repará-los da melhor maneira possível para obter deles o máximo rendimento.

Outra tarefa da Fábrica é interessar-se profundamente pela vida dos operários.

Fui informado de que esta Fábrica produz molho de soja e outros produtos alimentícios a partir de matérias-primas derivadas, para abastecer os operários, e também cria porcos para atender às necessidades do alojamento, o que é muito útil. Mas não devem acomodar-se com os êxitos conquistados. A vida dos operários ainda é difícil. Naturalmente, no futuro, se a fábrica têxtil, a fábrica de borracha e outras empresas da indústria leve trabalharem bem e produzirem grande quantidade de artigos, será possível melhorar a vida dos operários. Mas não podem esperar de braços cruzados que todos os problemas se resolvam por si mesmos. Na Fábrica, é preciso buscar ativamente a solução dos problemas que surgem na vida dos operários, utilizando ao máximo todas as possibilidades.

Há funcionários que propõem exportar o óleo produzido por esta Fábrica. Aconselho-os a desistirem disso. Vendendo-o ao estrangeiro, podem-se obter divisas, devido à sua boa qualidade. Mas não devem exportá-lo, e sim fornecê-lo aos nossos operários.

Precisamente é a classe operária que constrói neste mundo máquinas e casas, que fabrica tecidos e óleo. É natural, portanto, que more em boas habitações, use boas roupas e se alimente bem. Não devemos poupar nada quando se trata da classe operária.

Por outro lado, todos os quadros e operários da Fábrica devem reforçar a vigilância revolucionária. Agora os reacionários manobram por todos os meios para deter nossa obra de construção da nova Coreia, tentando, sobretudo, frustrar o cumprimento do plano da economia nacional do ano em curso. Nessa situação, vocês devem trabalhar sempre com elevado espírito de vigilância, sem jamais cair na indolência e no relaxamento. Somente assim poderão frustrar de antemão qualquer complô dos inimigos e defender firmemente a Fábrica de seus atentados.

Para cumprir com êxito as tarefas colocadas diante da empresa, é necessário elevar o papel da organização sindical. Esta deve intensificar seu trabalho de educação entre os operários, para que, desenvolvendo elevado entusiasmo na construção do país, superem o plano anual da economia nacional.

Se no passado vocês trabalharam à força para os capitalistas, hoje, como donos que são do país, trabalham em benefício do país, do povo e em seu próprio proveito. O patriotismo de vocês, que trabalham em interesse do país e do povo, deve manifestar-se, naturalmente, no cumprimento exitoso do plano da economia nacional deste ano. O coletivo operário da Fábrica de Processamento de Milho deverá unir seus esforços e desenvolver a técnica para produzir grande quantidade de artigos de excelente qualidade.

Estou certo de que vocês superarão o plano da economia nacional deste ano, colocando em ação seu grande fervor patriótico e sua capacidade criadora, e trabalharão com tenacidade para desenvolver a empresa, contribuindo assim eficazmente para a criação das bases da economia nacional independente do país e para a construção da nova Coreia democrática, rica e poderosa.

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