24 de agosto de 1945 é um dia em que aconteceu algo inesquecível ao povo coreano.
Em 15 de agosto daquele ano, o Japão declarou sua rendição incondicional, o que, por sua vez, trouxe grande alegria ao povo coreano. Em 24 de agosto, os derrotados imperialistas japoneses perpetraram uma atrocidade ao explodir o Ukishimamaru, um navio que transportava milhares de coreanos de volta à sua pátria. Eles haviam sofrido um duro trabalho escravo depois de serem levados à força para o Japão, quando este ocupou seu país pela força. Assim, os inocentes coreanos, longe de poderem pisar em sua querida terra natal, morreram afogados no mar.
Este é o incidente do Ukishimamaru.
As autoridades japonesas tinham como único objetivo vingar-se de sua derrota, matando o maior número possível de coreanos e, em particular, eliminando todos os sobreviventes que conheciam os segredos relativos à construção de suas instalações militares. Foi por isso que os assassinos chegaram ao extremo de manter os que sobreviveram à explosão em um alojamento naval no porto e explodir um tanque de vapor ao lado dele para matá-los. O fato de que o incidente foi cometido sob a manipulação premeditada e intencional das autoridades japonesas foi claramente comprovado pelos testemunhos dos sobreviventes do incidente e pelos dados descobertos até o momento.
Em 2001, o Tribunal Distrital de Kyoto considerou o governo japonês responsável pela explosão da embarcação e exigiu uma indenização para os sobreviventes. Ao longo das décadas, porém, negou categoricamente a acusação de que estivesse envolvido no incidente, descrevendo a explosão como um "acidente".
Embora os reacionários japoneses tentem desesperadamente encobrir seu crime do passado, isso não passa de uma manobra mesquinha e suja para negar e repetir a história do Japão, marcada por crimes.
As almas das vítimas clamam por vingança pelo massacre três vezes amaldiçoado.
Jo Myong Sun
Naenara

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