A OTAN está promovendo ativamente a militarização do Ártico, elevando a tensão de confronto.
Em fevereiro passado, os Estados Unidos, o Canadá e a Dinamarca realizaram o exercício militar "Arctic Edge 2026". Em seguida, no exercício militar "Cold Response", realizado em março principalmente nas regiões do norte da Noruega e da Finlândia, participaram 25 000 efetivos de 14 países.
Analistas revelaram que a OTAN lançou no início deste ano um novo plano chamado "Sentinela do Ártico", cujo objetivo seria aperfeiçoar métodos de ataque em condições de frio extremo, conter a Rússia e ampliar a intervenção militar na região do Ártico.
A situação está se agravando ainda mais à medida que até mesmo os países-membros da OTAN situados fora da região do Ártico avançam ativamente para essa área.
Na Conferência de Segurança de Munique, realizada em fevereiro, o primeiro-ministro britânico declarou que seu país mobilizaria este ano um grupo de ataque de porta-aviões no Atlântico Norte e no Oceano Ártico. Antes disso, o ministro das Relações Exteriores britânico, durante visitas à Finlândia e à Noruega, afirmou que a região do Ártico está se tornando a "linha de frente da competição geopolítica" e insistiu que a OTAN deveria reforçar sua presença militar e a segurança no Ártico.
Segundo informações da imprensa estrangeira, sob o pretexto de "garantir a segurança do Ártico", a Grã-Bretanha vem liderando há muito tempo a Força Expedicionária Conjunta, composta por 10 países nórdicos.
A Alemanha já enviou no verão do ano passado uma esquadra naval ao Ártico e pretende estabelecer, dentro de alguns anos, uma base conjunta de manutenção técnica com a Noruega.
Recentemente, em uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Noruega, o ministro das Relações Exteriores alemão afirmou que a região do Ártico está se tornando cada vez mais importante para a "segurança" da Europa e prometeu que seu país ampliaria ainda mais seu envolvimento no Ártico e na região do Atlântico Norte.
Enquanto isso, a França está posicionando navios de assalto anfíbio capazes de transportar helicópteros e submarinos na região do Ártico sob o pretexto de proteger as rotas de abastecimento da OTAN e chegou a um acordo com a Noruega para a produção conjunta de embarcações não tripuladas.
No final do ano passado, surgiu em uma cidade ártica da Noruega um novo centro de comando de operações aéreas da OTAN. Três anos antes disso, havia sido construída uma base naval no norte da Noruega, onde forças especiais britânicas e fuzileiros navais neerlandeses permanecem estacionados a cada exercício militar.
As manobras de militarização do Ártico pela OTAN tornaram-se mais explícitas depois de atrair para a aliança a Finlândia e a Suécia, países do círculo ártico, e sua ponta de lança está dirigida contra a Rússia.
Na cúpula da OTAN realizada em julho, foram discutidas questões de "segurança marítima" no Atlântico Norte, no Mar Báltico e no Oceano Ártico. De acordo com isso, um grupo composto por 12 países-membros da OTAN pretende reforçar novas capacidades de operações marítimas no Atlântico Norte e no Oceano Ártico.
Segundo especialistas, a OTAN considera a Finlândia e a Noruega como bases para o posicionamento de forças e meios destinados a atacar os principais alvos militares e industriais da Rússia, tendo estabelecido como um dos principais objetivos das operações marítimas a construção de uma barreira antissubmarina nas rotas de saída da Frota do Norte russa para o Atlântico.
Por outro lado, a Rússia, como um dos principais países árticos, que administra grandes extensões terrestres dentro do círculo ártico e uma zona econômica exclusiva, tem defendido consistentemente a cooperação igualitária na região. Ao mesmo tempo, dedica grandes esforços à proteção de seus interesses e da segurança regional na Rota Marítima do Norte e nas águas circundantes. Vem fortalecendo sistematicamente sua capacidade de defesa no Ártico, incluindo a reorganização racional das missões da Frota do Norte e o restabelecimento do Distrito Militar de Leningrado.
Diante disso, a OTAN, alegando que estaria testemunhando um grande aumento das forças militares russas no Ártico e que o potencial russo constituiria um desafio estratégico para a OTAN, está fabricando e disseminando artificialmente a narrativa da "ameaça russa", procurando envolver mais países-membros na militarização do Ártico.
A militarização do Ártico que a OTAN promove obstinadamente está criando uma situação extremamente perigosa, na qual poderá ocorrer um confronto acidental entre os dois lados.
Especialistas analisam que o fato de os países ocidentais estarem, na prática, levando o Conselho do Ártico à paralisia funcional também constitui um fator que faz a situação avançar rumo a um estado fora de controle.
Devido ao avanço militar imprudente e às ambições da OTAN, a região do Ártico está se transformando em mais um palco de agudo confronto político-militar.
Jang Chol

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