O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Popular Democrática da Coreia publicou no dia 31 a seguinte declaração:
Nos últimos tempos, torna-se cada vez mais clara a posição de confronto dos EUA contra a RPDC.
No passado dia 26, o porta-voz do Departamento de Estado e outras autoridades da administração estadunidense esclareceram a posição de que "não há nenhuma mudança na política dos EUA em relação à Coreia", afirmando que seu país "continua empenhado na desnuclearização completa da Coreia".
Além disso, tornaram mais explícita a tentativa maligna e virulenta de manchar a imagem de nosso Estado e criar sua instabilidade interna, levantando a questão da "violação dos direitos humanos".
Por outro lado, o círculo militar estadunidense anunciou o plano de realizar, segundo seu programa "Freedom Edge", exercícios militares conjuntos trilaterais de múltiplos domínios entre os EUA, o Japão e a República da Coreia, que constituem uma ameaça à RPDC e aos países da região, e perpetra, um após outro, espionagem aérea e outros atos provocativos militares anti-RPDC de diversos tipos.
Dessa maneira, a administração Trump reafirmou sem reservas sua invariável política hostil, destinada a violar gravemente a soberania, o regime político e os interesses de segurança da RPDC mediante o alarde da "desnuclearização", as intrigas de "direitos humanos" e as ameaças militares.
A hostilidade anti-RPDC dos EUA, que torna mais clara sua posição de confronto por meio de retóricas e ações, eleva a tensão na Península Coreana ao nível mais perigoso e constitui o principal fator de instabilidade estrutural da região.
Na grave situação em que a permanente política hostil dos EUA contra a RPDC evolui de forma cada vez mais perigosa, é insignificante esperar um alívio da tensão regional.
Nossas armas nucleares constituem a garantia absoluta da defesa da soberania nacional. E a posse de armas nucleares e seu fortalecimento sustentável pela RPDC constituem a opção mais responsável e correta para a preservação da paz e da segurança da região.
O ambiente de segurança instável da região, criado pela transformação ofensiva da postura nuclear dos EUA, pelo rearmamento do Japão, que se acelera no marco do sistema de cooperação militar trilateral com os EUA e a RC, e pelo aumento armamentista da RC, fornece uma explicação suficiente a esse respeito.
A atual posição da RPDC, consagrada pela lei máxima do Estado, não será enfraquecida nem diluída pela reiterada manifestação da posição de "desnuclearização" dos EUA.
A persistência absurda no passado não poderá, em caso algum, deter a realidade nem impedir o futuro.
A RPDC atuará de maneira mais firme e clara no exercício da soberania para defender os máximos interesses da segurança do Estado, sob a premissa de que não há e não haverá nenhuma mudança na política dos EUA em relação à Coreia.
Não haverá nenhuma mudança em nossa política de responder até o fim, com superintransigência, à invariável política hostil dos EUA.

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