O câncer da paz no Oriente Médio — Israel
Atualmente, mais de 700 mil judeus, correspondentes a cerca de 7% da população de Israel, vivem nos assentamentos situados na Cisjordânia e em Al-Quds Oriental.
Nos últimos anos, a violência dos colonos judeus contra os palestinos nessa região tem se tornado cada vez mais grave.
Somente durante o período de 1º de novembro de 2024 a 31 de outubro de 2025, Israel utilizou colonos judeus como grupos de ataque para expulsar mais de 36 mil palestinos. Nesse período, ocorreram nada menos que cerca de 1.730 casos em que colonos agrediram palestinos, causando vítimas ou danos materiais.
Mesmo neste ano, sua natureza violenta não mudou.
Ainda recentemente, colonos judeus invadiram a aldeia de Qusra, ao sul de Nablus, cercaram as casas dos palestinos e provocaram tumultos ao interromper o fornecimento de água potável e eletricidade. Exigiam que eles saíssem imediatamente de sua "própria terra". O exército e a polícia israelenses que se deslocaram para o local teriam "fracassado" em "dispersar" a violência dos colonos judeus e se retirado apenas algumas horas depois. Tratou-se de uma intervenção meramente formal.
Antes disso, em julho, ocorreu um incidente em que cerca de 30 colonos judeus armados, sob a proteção do exército israelense, atacaram uma aldeia palestina no sul de Hebron e estabeleceram aquilo que chamaram de "posto avançado".
A comunidade internacional condena os colonos judeus por estarem realizando movimentos organizados para ocupar uma quantidade cada vez maior de terras na Cisjordânia.
O fato de as provocações dos colonos judeus serem descaradamente cometidas em plena luz do dia deve-se ao fato de as autoridades israelenses estarem instigando-as abertamente, mobilizando todos os mecanismos institucionais disponíveis.
Vejamos apenas alguns exemplos.
Em fevereiro passado, as autoridades israelenses aprovaram medidas adicionais para permitir que os colonos judeus comprassem terras a preços mais baixos. Segundo consta, se essas medidas forem implementadas, os palestinos poderão perder metade do território da Cisjordânia.
Na época, o ministro das Finanças declarou com veemência: "Fortaleceremos o controle sobre todo o nosso território", enquanto o ministro da Defesa também insistiu que se tratava de uma "resposta legítima ao processo ilegal de demarcação territorial promovido pela Autoridade Palestina".
No final de março, o parlamento israelense aprovou uma lei que estabelece a pena de morte como punição básica para palestinos condenados por "atos terroristas" na Cisjordânia, provocando o espanto da comunidade internacional.
Segundo essa lei, os tribunais podem condenar à morte mesmo quando os promotores não tenham solicitado a pena capital, e não é necessária uma decisão unânime dos juízes. O problema é que esse projeto de lei surgiu em meio ao aumento dos atos de violência cometidos pelos colonos judeus contra os palestinos.
Seu verdadeiro objetivo era rotular a resistência dos palestinos como "terrorismo" e, sob o pretexto de "combater o terrorismo", criar condições para que eles pudessem ser mortos a qualquer momento sem qualquer impedimento.
Não há dúvida de que tudo isso acabou por instigar ainda mais a loucura dos colonos judeus.
Ho Yong Min

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