Encontro do camarada Kim Il Sung com os dirigentes e integrantes do Conjunto Artístico Adjunto ao Comando do Batalhão de Treinamento de Quadros de Segurança
30 de abril de 1947
Hoje assisti à apresentação de estreia do conjunto artístico profissional organizado no exército. Posso dizer que esteve bastante bem. Ninguém pode se fartar da primeira colherada. Vocês já deram o primeiro passo, o que é um grande êxito. Daqui em diante, terão muito a fazer.
Sabe-se que a arte é um dos importantes meios de educação ideológica. Foi por essa razão que, quando lutávamos contra o imperialismo japonês, atribuímos grande importância às atividades artísticas e organizávamos frequentemente apresentações artísticas nas bases guerrilheiras. Naquela época, naturalmente, não contávamos com grupos artísticos profissionais nem com artistas como agora. Não obstante, os guerrilheiros cantavam muitas canções revolucionárias, entre elas a "Marcha da Guerrilha", compondo a letra e a música nos intervalos das batalhas, e também encenavam obras coreográficas e peças teatrais de sua própria criação.
Durante o período da Luta Armada Antijaponesa, essas atividades literárias e artísticas contribuíram enormemente para a educação dos guerrilheiros e do povo. Ao longo da dura e prolongada luta revolucionária, inculcávamos nos guerrilheiros, por meio de atividades literárias e artísticas revolucionárias, infinita lealdade à revolução, espírito de luta indomável e otimismo revolucionário, ao mesmo tempo que fomentávamos no povo a firme confiança na justeza e na vitória de nossa causa revolucionária.
O Conjunto Artístico de nosso exército herdará essas tradições da Guerrilha Antijaponesa e desenvolverá com maior entusiasmo as atividades literárias e artísticas revolucionárias no exército. Desse modo, poderá contribuir ativamente para forjar em todos os militares um espírito revolucionário inabalável e formá-los como soldados revolucionários fiéis à pátria e ao povo, além de procurar semear entre o próprio povo a semente de um fervoroso carinho por nosso exército e estreitar os laços de sangue entre um e outro.
É preciso, antes de tudo, resgatar grande número das canções e danças que eram executadas na Guerrilha Antijaponesa, para reapresentá-las em cena. Todas essas canções eram animadas e otimistas, e as danças, repletas de ímpeto combativo. No exército, é preciso executar canções e danças revolucionárias como essas, que inspiram ânimo e coragem e redobram a energia. Assim será possível causar impacto nos militares e no povo, animá-los e estimulá-los vigorosamente para a digna luta pela construção e salvaguarda da nova Coreia.
É preciso também desenvolver canções populares e danças nacionais próprias de nosso país. Em nosso patrimônio cultural e artístico nacional há múltiplas obras de valor que correspondem aos sentimentos de nosso povo e retratam sua valente luta patriótica. Destacam-se, sobretudo, as danças de nosso país por seus movimentos nobres, belos e vigorosos. Se antes não podíamos entoar livremente nem sequer nossas próprias canções, porque os imperialistas japoneses proibiam tudo o que fosse nosso, agora devemos voltar precisamente ao que é nosso, ao coreano. Se não restaurarmos a cultura e a arte nacionais, no futuro nossas coisas acabarão desaparecendo para sempre. Devemos buscar e desenvolver ativamente o que há de progressista e popular no patrimônio da cultura nacional de nosso país, e abandonar resolutamente o caduco e retrógrado. Da literatura e da arte de outros países, devemos adotar aquilo que seja progressista e encontre eco nos sentimentos dos coreanos, para desenvolver nossa cultura e nossa arte nacionais.
É necessário fomentar com maior energia a criação de novas obras literárias e artísticas. Encontrando-se hoje o país libertado e sendo o povo seu dono, enquanto cria uma nova vida, abundam os temas para as atividades literárias e artísticas. Deve-se criar e incluir no repertório do Conjunto Artístico um número maior de novas obras de tema atual, que descrevam a digna façanha de trabalho de nosso povo levantado para a construção da nova pátria ou a valente luta dos combatentes de nosso exército pela defesa da pátria.
É preciso travar uma enérgica batalha para arrancar pela raiz os vestígios da caduca ideologia do imperialismo japonês que ainda sobrevivem em grande medida no campo da arte. É preciso, antes de tudo, acabar completamente com o estilo e o molde do imperialismo japonês na maneira de falar e de se comportar e, sobretudo, cuidar para que, na criação artística, não ressurjam as velhas correntes do período em que este dominava. É necessário também vigiar rigorosamente para que não se infiltrem, entre outras coisas, danças extravagantes que nada têm a ver com nossas tarefas revolucionárias.
Os integrantes do Conjunto Artístico são soldados do exército revolucionário que cultivam a literatura e a arte, e propagandistas do Partido encarregados de uma parte da educação ideológica. Vocês servem aos militares, às massas populares e à revolução por meio de suas atividades artísticas. Os camaradas que hoje participaram da primeira apresentação do Conjunto Artístico já começaram a cumprir essa honrosa missão.
Os artistas deste Conjunto devem preparar-se bem política e ideologicamente antes de se dedicarem à educação dos militares. Sem uma preparação consequente de si mesmos no aspecto político e ideológico, não poderão educar os outros, muito menos tornar-se verdadeiros artistas do exército revolucionário. Vocês devem possuir uma consciência política mais elevada que a de qualquer outro e estar repletos de fervoroso amor à pátria e ao povo e de ódio implacável aos inimigos.
Para isso, devem dedicar-se diligentemente ao estudo político e forjar constantemente seu temperamento ideológico. Todos, sem exceção, devemos conhecer política. Somente assim podemos compreender claramente por que e para quem trabalhamos e servir fielmente à revolução.
Para serem ativistas da arte, fiéis ao exército e ao povo, os artistas do Conjunto não devem apenas estar bem preparados política e ideologicamente, mas também possuir grande talento artístico. Por isso, precisam estudar e estudar. Por sermos todos filhos e filhas de operários e camponeses, durante o período do imperialismo japonês não pudemos sequer transpor o limiar da escola. Ninguém deve sentir vergonha de aprender. Se não se esforçar para aprender, fingindo saber aquilo que ignora, não progredirá. Não tenham reservas diante do estudo; dediquem-lhe todas as suas energias. Assim, elevarão o quanto antes seu nível ideológico e artístico, para se tornarem excelentes soldados da literatura e da arte do exército revolucionário.
Para que o Conjunto Artístico alcance grandes êxitos em suas atividades, é importante fortalecer a unidade e a coesão ideológica e de vontade de suas fileiras. Ninguém deve enaltecer a si mesmo, dando importância à instrução recebida em determinada escola ou país, nem procurar apresentar-se como melhor que os outros. Se isso for permitido, poderão surgir tendências de ação em grupo, contra as quais nos precavemos com o máximo rigor, bem como manifestações de bajulação, e as atividades artísticas acabarão sendo infrutíferas. Devem unir-se estreitamente no pensamento e no propósito e pôr em evidência a inteligência coletiva em seu trabalho artístico, ajudando-se e encorajando-se mutuamente.
É preciso estabelecer uma férrea disciplina revolucionária no Conjunto Artístico. Se um exército indisciplinado não pode combater vitoriosamente, tampouco um coletivo artístico indisciplinado pode desenvolver bem suas atividades. Vocês devem abandonar completamente o velho hábito dos tempos do imperialismo japonês de viver desordenadamente e esforçar-se muito para transformar seu Conjunto em um coletivo artístico genuinamente revolucionário e dotado de elevado senso de disciplina. Assim, devem cumprir até o fim e incondicionalmente o mandato da pátria e do povo e o dever revolucionário confiado pelo Partido.
O desenvolvimento das atividades artísticas exige boa saúde. Cuidem constantemente de sua saúde, pratiquem diversos exercícios esportivos para fortalecer fisicamente a si mesmos e estejam preparados para cumprir fielmente, a qualquer momento e em qualquer lugar, as tarefas que lhes forem atribuídas pelo Partido e pela pátria.
Para desenvolver o Conjunto Artístico, é preciso aumentar ainda mais o número de artistas. Seria bom completá-lo futuramente com bons artistas civis e também com militares dotados de aptidões para a arte, que deverão ser selecionados por meio da realização frequente de concursos de grupos artísticos amadores dentro do exército. É preciso também conseguir mais instrumentos musicais. Sendo eles como armas para os artistas, deverão ser comprados de outros países caso sejam insuficientes.
Devem confeccionar com bons tecidos o vestuário dos artistas do Conjunto. Um bom vestuário animará os artistas e, além disso, agradará aos olhos dos espectadores.
Devemos assegurar a tempo todas as condições de que os artistas do Conjunto necessitam para poder desenvolver plenamente suas atividades e interessar-nos muito por sua vida.
Sendo o Conjunto um corpo artístico do exército, não pode limitar-se a atuar em teatros luxuosos. Terá de realizar suas apresentações também em campos esportivos, nas montanhas ou nas trincheiras. Antes, os guerrilheiros antijaponeses apresentavam seus programas dessa maneira.
Se colocamos o palco à disposição dos artistas, não é para que alcancem fama pessoal, mas para que possam realizar suas apresentações para o exército e o povo. Os artistas do Conjunto, plenamente conscientes disso, devem estar sempre dispostos a atuar em qualquer momento e lugar, se a pátria e o povo assim o exigirem.
O Conjunto, sendo um coletivo artístico de categoria central, deve realizar apresentações não apenas dentro do exército, mas também, e com frequência, diante dos habitantes de Pyongyang e de outras localidades.

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