segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Encontro com professores e alunos da Escola Primária nº 2 de Pyongyang

4 de julho de 1947

Hoje vim aqui para ver os alunos da Escola Primária Nº 2 de Pyongyang que estão realizando os exames estatais de graduação. Ao ver os alunos, vigorosos e saudáveis, dedicados aos estudos, sinto grande satisfação e reafirmo minha confiança no futuro. É grande o fervor pedagógico dos professores e a escola está muito organizada. Os alunos não apenas observam rigorosamente o regime e a ordem estabelecidos, mas também estudam com dedicação. Às perguntas que fiz aos alunos que estavam realizando os exames estatais de graduação sobre o conteúdo e o significado da reforma agrária, a população e a superfície de nosso país, todos responderam corretamente. Além disso, as folhas de respostas comprovam que os alunos estão obtendo boas notas.

Os alunos nutrem grandes esperanças no futuro. Um deles manifestou seu desejo de ser arquiteto, decisão realmente admirável. Os alunos devem estudar com afinco para construir com suas próprias mãos grande número de esplêndidas escolas e suntuosos palácios em Pyongyang, nossa capital democrática.

O mais importante no trabalho docente da escola é inculcar nos alunos o patriotismo. Somente assim poderão tornar-se futuros protagonistas que amem infinitamente a pátria e o povo e lutem com abnegação por seus interesses.

Para incutir neles o espírito patriótico, é necessário dar-lhes a conhecer a história de luta de nosso povo e suas tradições.

Desde tempos remotos, nosso povo possui uma digna história de luta valente contra os agressores estrangeiros. Deve-se destacar que, no período mais tenebroso da dominação colonial do imperialismo japonês, organizou e desenvolveu a Luta Armada Antijaponesa, com a qual realizou exitosamente a histórica caisa da recuperação da pátria. Devem ensinar aos alunos essa história de luta de nosso povo e suas tradições, a fim de elevar seu orgulho nacional e prepará-los como verdadeiros e firmes construtores do país, dispostos a combater com abnegação pela pátria e pelo povo.

É importante fazê-los conhecer bem nosso país.

Na escola, é preciso ministrar profundamente disciplinas como História e Geografia da Coreia, Língua Materna, bem como organizar regularmente visitas a fábricas, empresas, campos e lugares pitorescos. Dessa maneira, conseguirão fazer com que todos os alunos se sintam muito orgulhosos e dignos de ter nascido na Coreia, de viver e estudar aqui, demonstrem maior entusiasmo pelos estudos e amem fervorosamente a pátria e o povo.

Um dos problemas que merecem atenção na educação patriótica dos estudantes é incutir-lhes um sentimento de ódio ao inimigo e orientá-los a lutar resolutamente contra ele.

O nobre espírito patriótico não deve expressar-se apenas no amor ao país e à nação, mas também no ódio ao inimigo de classe e no combate implacável contra ele. Os professores devem explicar claramente aos alunos quem são nossos inimigos.

Hoje, os inimigos de nosso povo são os imperialistas estadunidenses, os pró-japoneses e pró-estadunidenses, os traidores da nação e outros elementos reacionários.

É positivo que na escola eduquem os alunos a lutar contra os elementos reacionários sul-coreanos sob o lema "Derrubemos a camarilha de Ri Sung Man!". Os reacionários da Coreia do Sul, tendo Ri Sung Man à frente, são fiéis lacaios do imperialismo ianque, que traíram a nação vendendo nosso país.

É preciso também intensificar a educação no espírito de luta contra os imperialismos estadunidense e japonês.

Desde tempos remotos, o imperialismo estadunidense vem perpetrando constantemente atos agressivos contra nosso país e, depois da libertação da Coreia, ocupou sua parte Sul, onde trama toda sorte de maquinações para transformar nosso povo em seu escravo colonial. Os imperialistas japoneses são nossos inimigos jurados, que durante 36 anos ocuparam nosso país e submeteram nosso povo a cruel opressão e exploração.

É preciso educar os alunos para que amem e cuidem dos bens do país e do povo. É necessário ensiná-los a cuidar de suas carteiras, cadeiras e dos demais bens da escola e, mais adiante, dos bens do país e do povo. Deve-se acostumá-los, assim, desde a infância, a valorizar esses bens.

É necessário aprofundar a formação moral dos estudantes.

Somente quando conseguirmos incutir nos estudantes uma nobre moral, eles poderão ser excelentes trabalhadores da nova Coreia, dignos da confiança e do respeito do povo. Na escola, deve-se ministrar uma eficiente educação moral, de modo que todos os alunos respeitem os mais velhos, valorizem seus colegas e a coletividade, sejam corteses e levem uma vida saudável.

Deve-se intensificar a educação física.

Os estudantes, mesmo que estejam bem preparados nos aspectos intelectual e ideológico, não poderão contribuir muito para a construção do país se não gozarem de boa saúde. A intensificação da educação física assume especial importância, porque os anos escolares constituem o período de desenvolvimento corporal das crianças.

Na escola, é preciso ministrar educação física de diversas formas, para que os alunos tenham grande afição pelos esportes e se esforcem para fortalecer fisicamente o próprio corpo. Para isso, é necessário instalar boas quadras e quantidade suficiente de aparelhos esportivos de todos os tipos, entre eles, barras fixas.

Para formar os alunos como futuros protagonistas, é indispensável que os próprios professores se preparem devidamente nos aspectos político-ideológico e profissional.

As crianças inocentes aprendem dos professores suas ideias, conhecimentos, maneira de falar e conduta. Por essa razão, se os professores não estiverem bem preparados nos aspectos político-ideológico e profissional, não poderão instruir e educar corretamente os alunos. Terão de livrar-se das sequelas ideológicas herdadas do imperialismo japonês e de outros vestígios da velha ideologia que subsistem em sua mente, empreendendo para isso uma enérgica luta pela transformação de sua consciência ideológica. Ao mesmo tempo, devem pôr fim aos caducos métodos didáticos do imperialismo japonês e criar novos métodos, de acordo com o avançado sistema de ensino democrático. Os professores devem aperfeiçoar-se incessantemente nos aspectos político e profissional, estudando profundamente as resoluções e instruções do Comitê Popular da Coreia do Norte, realizando com afinco estudos para o aperfeiçoamento didático e mantendo-se a par dos acontecimentos atuais.

Para terminar, gostaria de referir-me a algumas tarefas dos estudantes.

Os alunos devem estudar com afinco, o que constitui seu dever mais importante. Mesmo depois de terminarem os exames, devem continuar demonstrando nos estudos o mesmo entusiasmo com que se prepararam para os exames. É necessário prestar especial atenção aos estudos de Aritmética e Ciências Naturais.

Para estudar com afinco, os alunos precisam saber claramente, antes de tudo, para quê e para quem devem fazê-lo. Devem ter plena consciência de que estudam não para ostentar seus conhecimentos e dar ares de importância a si mesmos, como ocorria sob o imperialismo japonês, mas para se tornarem excelentes trabalhadores para a construção de uma nova Coreia.

Os alunos devem assimilar completamente o que aprenderam a cada dia e, para isso, devem prestar atenção à aula ministrada pelo professor e cumprir sem falta as tarefas de revisão e estudo prévio. Devem ler muitas publicações, como jornais e revistas infantis, durante as horas extracurriculares.

É verdade que agora o Estado não pode fornecer em quantidade suficiente cadernos, lápis e outros materiais escolares de boa qualidade, mas, no futuro, quando o país for rico e poderoso, este problema também será resolvido. Por isso, os alunos não devem queixar-se de problemas como a falta de cadernos e lápis, mas estudar com dedicação.

Devem participar ativamente da vida orgânica da União das Crianças. Os estudantes têm de participar conscientemente dela e executar oportuna e pontualmente as tarefas que lhes forem confiadas por essa organização. Em especial, é necessário intensificar a crítica nessa organização, para que eles adquiram, desde a infância, o bom hábito de corrigir mutuamente seus erros.

Devem ir às fábricas, empresas, aldeias, etc., e realizar trabalhos de propaganda e atividades artísticas para estimular os pais e mães que constroem uma nova Coreia. Foi magnífica a apresentação artística que os alunos da escola nos ofereceram hoje. Daqui em diante, continuem desenvolvendo com maior entusiasmo as atividades artísticas.

Propomo-nos implantar no futuro o sistema de ensino primário obrigatório e oferecer, às expensas do Estado, ensino aos estudantes das escolas especializadas e dos institutos universitários.

Somente assim os filhos dos operários, camponeses e outros setores das massas trabalhadoras que, nos tempos do imperialismo japonês, não podiam sequer aproximar-se do limiar da escola por falta de recursos, poderão estudar livremente e tornar-se quadros nacionais.

O sistema de ensino obrigatório e o ensino custeado pelo Estado só são possíveis sob nosso regime democrático, no qual foi constituído o Comitê Popular da Coreia do Norte, genuíno poder do povo. Como todos sabem, o Comitê Popular da Coreia do Norte é um poder estabelecido pelo próprio povo, que representa a vontade e os interesses do povo e luta em prol dele. Por esse motivo, o povo o apoia e defende firmemente.

O Comitê Popular da Coreia do Norte, genuíno Poder do povo, formulou uma orientação para implantar o sistema de ensino primário obrigatório e de ensino custeado pelo Estado para estudantes das escolas especializadas e dos institutos universitários e se empenha em colocá-la em prática. Quando for implantado, todas as crianças em idade escolar de nosso país estudarão gratuitamente e todos os alunos das escolas especializadas e os universitários receberão bolsas de estudo.

O Estado fornecerá roupas aos professores dedicados à educação das novas gerações.

Estou convencido de que os professores e alunos da Escola Primária Nº 2 de Pyongyang continuarão esforçando-se com afinco também no futuro, como fizeram no passado, para apoiar firmemente e aplicar as medidas adotadas pelo Comitê Popular da Coreia do Norte relativas ao ensino.

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