Em resposta à pergunta de um repórter da ACNC, formulada no dia 3, a respeito de os Estados Unidos terem criado um ambiente de censura contra a República Popular Democrática da Coreia ao difundir o rumor da "ameaça cibernética", o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da RPDC deu a seguinte resposta:
Os Estados Unidos e seus países satélites publicaram uma "advertência conjunta" falando da suposta "ameaça cibernética" da RPDC. Isso não passa de uma censura política rotineira decorrente de sua intenção maliciosa de denegrir o prestígio de nosso Estado.
As repetidas alegações mal-intencionadas dos países membros do "Grupo de Monitoramento das Sanções Multilaterais" nada mais são do que desinformações desprovidas de qualquer autenticidade. O que elas revelam não é o suposto "caráter ameaçador" de alguém, mas sim a ilegalidade desse aparato fantasma inventado pelo Ocidente e a gravidade da confrontação entre blocos.
É inegável que, devido aos Estados Unidos, o espaço cibernético, que deveria contribuir para a paz e a coexistência da humanidade, bem como para o progresso e o desenvolvimento da sociedade, vem sendo utilizado para os propósitos egoístas de forças mal-intencionadas e transformado em um campo de confrontação e disputas.
Os Estados Unidos são o único país que organizou pela primeira vez no mundo um comando cibernético e que, juntamente com seus aliados, realiza freneticamente exercícios cibernéticos combinados, como o "Cyber Flag". Além disso, continuam ampliando e fortalecendo suas forças de ataque cibernético por meio da formação de um complexo industrial-militar voltado para a guerra cibernética.
A concepção das operações cibernéticas, indispensáveis nos exercícios militares conjuntos que os Estados Unidos organizam com frequência junto com seus aliados, não se destina à "defesa", mas faz parte dos preparativos de guerra voltados para assegurar a supremacia na guerra eletrônica e de inteligência em situações de emergência e nos campos de batalha.
Devido às manobras dos Estados Unidos, que se empenham desesperadamente em estruturar um bloco exclusivo na área da tecnologia da informação, propagando o absurdo de que "a inteligência artificial vale tanto quanto as armas nucleares", cresce a instabilidade no espaço cibernético e surge uma nova crise de segurança no cenário mundial.
É ilógico que o império estadunidense, que monopoliza os principais recursos do espaço cibernético e dispõe das maiores forças cibernéticas do mundo, fale da "ameaça cibernética" de outros países. Essa alegação nada mais é do que um pretexto para justificar sua política de pressão de caráter ilícito contra os países soberanos.
Não pode ser tolerada, em nenhuma circunstância, a conduta dos Estados Unidos e das forças hostis que procuram alcançar a hegemonia no espaço cibernético, patrimônio comum da humanidade, por meio do intrigante "rumor da ameaça cibernética".
A RPDC não permitirá qualquer tentativa dos Estados Unidos e das forças hostis de politizar e ideologizar a questão cibernética e utilizá-la como instrumento de censura e pressão contra outros países. E continuará envidando esforços práticos para defender a segurança do Estado e os interesses de seu desenvolvimento em todas as esferas.

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