segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Comentarista militar adverte sobre a ameaça proveniente da aliança tripartite na região da Ásia-Pacífico

Um comentarista militar coreano publicou no dia 3 um artigo intitulado "A ameaça proveniente da aliança tripartite EUA-Japão-República da Coreia perdura como uma nova crise de segurança na região da Ásia-Pacífico".

O texto completo segue abaixo:

Torna-se cada vez mais evidente a ameaça proveniente da "aliança tripartite" entre os Estados Unidos, o Japão e a República da Coreia, voltada para alcançar a supremacia militar por meio do constante aumento de sua capacidade combinada de guerra, desprezando abertamente as preocupações de segurança dos países da região.

Isso foi comprovado pelo exercício marítimo multinacional conjunto RIMPAC, o maior do mundo, realizado recentemente no Oceano Pacífico sob o comando dos Estados Unidos.

Já não é segredo que os Estados Unidos, que começaram a realizar o RIMPAC contra a antiga URSS desde 1971, ampliaram continuamente sua dimensão e seu conteúdo com o objetivo de conter o avanço marítimo de outros países e assegurar a supremacia regional sob o pretexto de defender a segurança marítima após o fim da Guerra Fria.

Somente neste ano, os Estados Unidos e seus aliados realizaram mais de 500 exercícios marítimos e mais de 2.400 exercícios aéreos, mobilizando mais de 30 mil efetivos, mais de 30 navios, 5 submarinos e mais de 190 aeronaves.

Entretanto, o que despertou a preocupação da comunidade internacional não foi a mobilização de enormes efetivos e equipamentos equivalentes aos da Guerra do Pacífico, mas sim a natureza do RIMPAC como um ensaio de guerra contra os países soberanos da região e o papel de destaque desempenhado pelo Japão e pela República da Coreia em obediência cega à estratégia hegemônica dos Estados Unidos.

A República da Coreia participa do RIMPAC desde 1990, mas desta vez desempenhou, pela primeira vez, a missão de comandante das forças marítimas combinadas dos países participantes. Ao mesmo tempo, o Japão exerceu o papel de vice-comandante da força-tarefa móvel combinada.

Isso demonstra a intenção estratégica dos Estados Unidos de alcançar a hegemonia militar absoluta na região da Ásia-Pacífico, aperfeiçoando a interoperabilidade com a República da Coreia e o Japão e impondo-lhes maiores responsabilidades de segurança, tomando como pressuposto um combate real.

O vice-comandante da Frota do Pacífico dos Estados Unidos afirmou que "o desempenho de comando da República da Coreia e do Japão não foi simbólico, mas destinado ao cumprimento de operações reais", o que demonstra que o RIMPAC é um ensaio de guerra agressiva sob o controle dos Estados Unidos, do Japão e da República da Coreia.

As ambições militares dos Estados Unidos nos arredores da Península Coreana, a região mais tensa da Ásia-Pacífico, tornam-se cada vez mais evidentes.

Em julho passado, os Estados Unidos e a República da Coreia realizaram os exercícios aéreos conjuntos "Buddy Squadron" sob o pretexto de reforçar sua capacidade de cooperação aérea e conduziram os "exercícios combinados de apoio contínuo", de maior envergadura, com o objetivo de fornecer suprimentos militares à República da Coreia a partir do território continental dos Estados Unidos e de suas bases militares no exterior em caso de emergência na Península Coreana.

Os Estados Unidos aceleram a reorganização do comando de suas tropas estacionadas no Japão em um comando de forças combinadas dotado de capacidade de operações independentes, com o objetivo de reforçar a coordenação de comando com o comando das operações combinadas das "Forças de Autodefesa" do Japão. Já instalaram no Japão o sistema de mísseis Typhon, cujo alcance cobre os países da região, e pretendem posicioná-lo também na República da Coreia.

Removendo completamente a máscara enganosa da "defesa exclusiva", o Japão faz grande alarde sobre seu armamento nuclear e realizou no Oceano Pacífico o lançamento do míssil de cruzeiro Tomahawk, de fabricação estadunidense, enquanto a República da Coreia impulsiona o desenvolvimento de um submarino nuclear alegando a "ameaça marítima" proveniente dos países vizinhos.

É evidente que a crescente escalada conflituosa promovida pelos Estados Unidos na Península Coreana e em seus arredores, assim como as manobras imprudentes de seus seguidores, o Japão e a República da Coreia, ultrapassaram todos os limites, revelando à comunidade internacional sua verdadeira face como uma aliança de guerra que ameaça a paz e a segurança do mundo.

A ameaça proveniente da aliança tripartite perdura como uma nova crise de segurança na região da Ásia-Pacífico.

Responder a uma ameaça de novo nível com uma capacidade de dissuasão de novo nível: esse é o modo de controle da situação e da crise que nosso Estado mantém de forma inalterável.

É preciso permanecer vigilante e impedir o surgimento do "eixo de confronto" sob a liderança dos Estados Unidos, que perturba a segurança regional e aumenta a instabilidade em busca da hegemonia na região da Ásia-Pacífico.

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