quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Amai a pátria como à própria vida! — abrindo as "Memórias dos Partisans Antijaponeses"

Foram precisamente os combatentes revolucionários antijaponeses, a primeira geração da nossa revolução, que abriram o caminho inexplorado da história e, sem poupar sangue nem a própria vida, reconquistaram a pátria. Foram eles que, sem jamais sucumbir diante de provações inimagináveis, criaram o novo a partir do nada e lutaram incansavelmente pela vitória da revolução. São benfeitores a quem as gerações desta terra devem conservar para sempre como exemplo de vida.

Então, de onde brotavam a vontade e a coragem indomáveis que os combatentes possuíam?

Ao abrirmos o livro "Memórias dos os Partisans Antijaponeses", que consideramos um manual de vida e de luta, compreendemos que sua fonte era o ardente amor pela pátria.

O estimado camarada Kim Jong Un disse:

“Os nossos revolucionários devem lutar, quer vivam ou morram, pela pátria e pelo país, assim como fizeram os mártires revolucionários antijaponeses."

O camarada Kim Jwa Hyok, combatente revolucionário antijaponês que ingressou no Exército Revolucionário Popular da Coreia, empunhou as armas e lutou abnegadamente pela liberdade e independência da pátria, permanecendo infinitamente fiel ao Líder até o último instante de sua vida, escreveu em suas memórias:

“A pátria foi quem nos convocou para uma luta grandiosa e sagrada e nos deu a coragem e a força indomáveis para superar todas as adversidades.”

Kim Jwa Hyok ingressou na guerrilha depois de passar a infância vivendo como arrendatário em terras estrangeiras. Para ele, que sentiu profundamente a dor e a humilhação de perder o país, a convicção de que perder a pátria significava estar morto mesmo continuando vivo era uma verdade da vida aprendida por experiência própria.

Por ter sentido profundamente, até os ossos, que a condição de um povo sem pátria é ser obrigado a suportar toda sorte de desprezo, humilhação e um destino miserável, combateu como um homem inabalável para recuperar a pátria. E foi por isso que expressou, do fundo do coração, que a pátria os convocara para uma luta grandiosa e sagrada e lhes concedera coragem e força indomáveis.

No relato "Ela Não Se Rendeu Até o Fim", encontra-se a seguinte mensagem deixada pela camarada Paek Jang Suk aos seus companheiros nos momentos finais de sua vida:

“Os inimigos me submeteram a terríveis torturas. Mesmo assim, eu não tive medo. O que realmente me aterrorizava era perder a consciência sob tamanha crueldade e, sem perceber, revelar algum segredo da revolução ou, ainda que delirando, denunciar o lugar onde os camaradas estavam escondidos. Ah, isso me fazia estremecer. Foi por isso que acabei arrancando a própria língua.

Era o único caminho para continuar lutando contra o inimigo. Era a exigência da revolução.

Viva a Revolução Coreana!”

Quanto mais se lê, mais se sente nos olhos as lágrimas provocadas pela imagem dessa combatente indomável, que ofereceu sua vida sem hesitação pela revolução.

Mas de onde vinha a convicção e a vontade inabaláveis daquela mulher comum?

Conta-se que, nos dias em que tratava seus ferimentos aplicando casca de olmo esmagada sobre as feridas, Paek Jang Suk costumava dizer:

“Embora agora estejamos tratando as doenças nesta floresta profunda, sem médicos nem remédios, no dia em que a revolução triunfar também haverá muitos hospitais em nossa Coreia e serão produzidos bons medicamentos.

...

Naquele tempo eu me tornarei médica. Quero ser uma médica capaz de prolongar a vida humana não apenas por cem anos, mas muito além disso.”

No coração daquela combatente havia um ardente amor pela pátria e um precioso sonho de um belo futuro. Embora tenha encerrado sua vida aos 21 anos sem ver o dia da vitória, foi justamente porque guardava um sonho tão belo que suportou firmemente os mais cruéis sofrimentos, combateu sem jamais se render e vive eternamente como uma combatente indomável lembrada pelas gerações futuras.

É isso mesmo. O ardente amor pela pátria e o belo sonho de um futuro melhor que os combatentes guardavam em seus corações eram precisamente a fonte da força e da coragem indomáveis que lhes permitiram enfrentar sorrindo as maiores provações.

Isso também pode ser confirmado no relato "Recordando o Camarada O Jung Hup", do combatente revolucionário antijaponês, camarada O Paek Ryong.

Durante a Marcha Penosa do inverno de 1938, o camarada O Jung Hup conduziu a unidade sob seu comando fingindo ser o quartel-general, atraindo os inimigos para armadilhas e causando-lhes pesadas baixas. Cada passo era uma sucessão de combates sangrentos e difíceis. Naqueles dias de confrontos mortais, ele dizia aos combatentes:

“Já suportamos sofrimentos durante dez anos como se fossem um só dia. Mas, depois do sofrimento, sempre vem a alegria. Imaginem o momento em que destruirmos completamente os imperialistas japoneses e marcharmos rumo à pátria libertada. Haverá honra maior do que essa para alguém que nasceu coreano? Nunca devemos esquecer que esta árdua marcha de hoje é o caminho que conduz à pátria libertada.”

Renovados pelas palavras dele, repletas de ardente amor pela pátria, os combatentes lutaram corajosamente em todas as batalhas e contribuíram para concluir vitoriosamente a Marcha Penosa.

Quanto mais se lê, mais se percebe que, mesmo nas histórias mais breves, pulsa o clamor dos combatentes que ensina o verdadeiro significado da pátria e transmite sinceras exortações sobre como devemos amá-la. De fato, os corações dos guerrilheiros antijaponeses batiam apenas pela pátria. Foi justamente por isso que ofereceram sem hesitação seu sangue e sua vida, movidos pelo mais puro, sincero e ardente amor por ela.

Então, a pátria que eles tanto amavam era simplesmente a terra onde nasceram?

Para eles, a pátria era o belo futuro em que as gerações vindouras viveriam felizes para sempre.

No relato "Ele Lutou com a Vontade e a Convicção do Comandante", da combatente revolucionária antijaponesa, camarada Hwang Kum Ok, encontra-se o comovente testemunho deixado pelo camarada Kwon Yong Byok, que dedicou sua preciosa vida à pátria e à revolução:

“... Não apenas os nossos corações, mas os corações de todo o povo coreano guardam o nome do General Kim Il Sung. Nesta terra de rios e montanhas tão belas, nenhum inimigo jamais poderá firmar seus pés para sempre. Os imperialistas japoneses certamente serão destruídos e nós venceremos sem falta. Vejam como é bela a nossa pátria. Como disse o General, devemos derrotar o quanto antes os imperialistas japoneses e transformar aquela terra da pátria em nosso próprio mundo.”

Essas palavras foram pronunciadas por Kwon Yong Byok no fim de maio de 1937, pouco antes da Batalha de Pochonbo, enquanto contemplava as montanhas e rios da pátria.

Os combatentes revolucionários antijaponeses levavam consigo um punhado de terra da pátria junto ao peito e, mesmo em meio às dificuldades, sentiam felicidade. Alimentavam-se de raízes de árvores e enfrentavam o frio cortante que parecia penetrar os ossos, mas superaram sofrimentos e dores inimagináveis graças à sua convicção inabalável e permaneceram fiéis ao Comandante até o fim.

Assim foi. Antes de serem combatentes indomáveis, a primeira geração da nossa revolução foi composta por verdadeiros patriotas que personificaram o mais ardente amor pela pátria.

Muito tempo se passou desde aqueles dias da guerra revolucionária antijaponesa. As condições e o ambiente também mudaram profundamente. Contudo, o elevado exemplo de amor à pátria demonstrado pelos combatentes nos primórdios da revolução continua, ainda hoje, a transmitir-nos uma preciosa verdade.

Se conhece o valor da pátria, ama esta terra como à própria vida!

A pátria conquistada com o sangue das gerações anteriores e construída com o suor delas deve ser hoje embelezada por nós, dedicando-lhe toda a nossa sabedoria e entusiasmo, para que seja legada às gerações futuras.

Muito tempo atrás, o grande Líder ensinou com profunda solicitude: se não quiser tornar-se um povo sem pátria, proteja bem o seu país; antes de chorar a dor de perder a nação, torne a pátria ainda mais próspera e leve nem que seja uma única pedra a mais para erguer mais alto a fortaleza.

Amemos a pátria como aqueles combatentes que, mesmo travando sangrentos combates várias vezes ao dia contra inimigos obstinados, reuniam-se à noite em torno da fogueira para cantar a canção sobre a terra natal ensinada pelo camarada Comandante e conversar sobre a pátria; como aqueles que, até o último instante, amaram mais o futuro da pátria do que a própria vida e consideraram mais valiosa uma vida dedicada à causa do que uma vida apenas desfrutada. Façamos do amor à pátria que eles possuíam uma herança transmitida, imutavelmente, em nossas próprias veias.

Kang Kum Song

Rodong Sinmun

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