Sua coragem e lealdade destacaram-se em várias ocasiões. Acompanhou o General em viagens importantes, como as visitas a Onsong, Jongsong e às montanhas nos arredores de Tumen, sempre cumprindo as tarefas com destemor. Durante negociações e missões, atuava com disciplina e humor, como no episódio em que foi enviado para falar com Choe Kum Suk, líder da organização feminina de Dawangqing, e, em tom de brincadeira, quase a fez chorar por causa de sua maquiagem. Apesar disso, o comandante não o repreendeu, mas refletiu sobre a necessidade de melhores condições para as mulheres na zona guerrilheira.
Nas marchas, Ri mostrava tanto determinação quanto espontaneidade juvenil, chegando a reclamar da dureza das travessias, como na escalada dos montes Laoyeling, descritos como uma flecha apontada para o céu. Ainda assim, mantinha o espírito combativo. Estava sempre armado, geralmente com uma Mauser, e pronto para transmitir ordens sob fogo inimigo. Essa coragem se revelou tragicamente em seu último combate, perto de Tuanshanzi, quando, ao correr para levar instruções a outra unidade, foi surpreendido e cercado. Lutou até esvaziar o carregador, deixando vários inimigos mortos ao seu redor antes de cair.
A morte de Ri Song Rim foi um dos golpes mais dolorosos para seus companheiros. Seu corpo, assim como o de outros caídos, teve de ser deixado no solo congelado da Manchúria, sem sepultura adequada, algo que causou profundo pesar ao General, que prometeu, após a independência, levá-los de volta para as colinas próximas às suas aldeias, erguendo lápides e memoriais. O nome de Ri permaneceu vivo entre os dos jovens combatentes que assumiram responsabilidades de adultos e provaram ser capazes de contribuir com bravura para a luta.
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