sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Ho Hyong Sik

Ho Hyong Sik nasceu em 21 de outubro de 1909 e, já em 1928, ingressou no movimento revolucionário coreano. Foi um dos pioneiros na formação das primeiras unidades guerrilheiras em Manchúria, atuando com grande energia na organização das forças armadas populares. Em 1933, juntou-se ao Exército Revolucionário Popular da Coreia, participando desde então de operações conjuntas com Kim Chaek, Ri Hak Man, Choe Yong Gon e outros destacados combatentes, que assumiram a vanguarda da luta armada contra o imperialismo japonês no nordeste da China. Sua firmeza política e espírito de sacrifício o tornaram rapidamente reconhecido como comandante respeitado entre os guerrilheiros.

Nos anos seguintes, Ho Hyong Sik desempenhou papel essencial na criação de destacamentos e corpos guerrilheiros em várias regiões de Manchúria. Junto de Kim Chaek, Zhang Shou-jian e Zhao Shang-zhi, esteve entre os organizadores do 3º Corpo do Exército Aliado Antijaponês, além de liderar unidades em Ningan, Mishan, Boli e Zhuhe. Ele participou ativamente da expedição ao noroeste, avançando até Hailun e estabelecendo contato com formações aliadas em áreas vizinhas. Nessas campanhas, suas tropas realizaram operações ousadas, atacando as linhas inimigas e abrindo novas frentes de resistência, o que reforçou a coordenação entre os guerrilheiros coreanos e chineses.

O caráter disciplinado e íntegro de Ho Hyong Sik ficou gravado na memória dos combatentes. Kim Chaek recordava, por exemplo, um episódio em que Ho, por ter falhado na troca de sentinela durante uma árdua marcha de inverno, puniu-se voluntariamente, passando a noite inteira de guarda para dar exemplo a seus homens. Ele afirmava que na revolução não poderia haver dois padrões de disciplina: todos deveriam obedecer às regras, sem exceção. Essa firmeza moral, combinada com coragem no campo de batalha, fez dele não apenas um comandante militar eficiente, mas também um educador político das fileiras.

Apesar de seu valor e liderança, Ho Hyong Sik não viveu para ver a vitória final da luta. Em 3 de agosto de 1942, foi morto em combate no norte da Manchúria, antes de conseguir atender ao chamado para se reunir à base de treinamento no Extremo Oriente. Sua morte foi sentida como uma perda irreparável por seus camaradas, que viam nele um dos principais líderes da futura ofensiva para a libertação da Coreia. Ainda assim, a trajetória de Ho Hyong Sik permanece como exemplo de devoção absoluta à causa revolucionária.

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