As negociações realizadas em Luozigou, em 1933, marcaram um ponto de virada em sua trajetória. Apesar de seu desprezo inicial pelo comunismo, Wu Yi-cheng aceitou formar o Comitê de Coordenação do Exército Unido Antijaponês, reconhecendo a necessidade de unir forças com guerrilheiros coreanos e outras unidades do Exército de Salvação Nacional. Embora orgulhoso e ligado a ideias do Kuomintang, Wu revelou espírito ardente de resistência e compromisso com a salvação nacional. Sua adesão ao plano de atacar localidades como Dunhua, Emu e mais tarde Dongning fortaleceu a frente unida, que se tornou um marco na superação das divisões entre chineses e coreanos em Manchúria.
No plano pessoal, Wu era conhecido por sua presença imponente, seu temperamento orgulhoso e certa relutância em abrir mão de sua autonomia. Houve tensões, como quando elogiou Jiang Jie-shi ou exigiu jiajiali, mas, diante das circunstâncias, recuava e preservava a cooperação. Episódios como a tentativa de execução de Paek Il Phyong mostraram os riscos do frágil equilíbrio entre os aliados, mas também a disposição de Wu em ceder para não comprometer a luta maior. Seu gesto de enviar Li Hong-bin em apoio às operações do Exército Revolucionário Popular, mesmo após Wang De-lin ter recuado para a China, refletiu lealdade e confiança conquistadas a duras batalhas.
Mais tarde, Wu Yi-cheng integrou o Exército Unido AntiJaponês do Nordeste, operando na região de Fusong, onde manteve viva a amizade e solidariedade com os guerrilheiros coreanos. Sua figura simbolizava a complexidade da frente unida: ao mesmo tempo nacionalista, orgulhoso e independente, mas capaz de superar barreiras ideológicas em nome da causa comum. No fim da década de 1930 afastou-se gradualmente, deixando sua unidade sob outros comandantes e, segundo relatos, retirou-se para a União Soviética. Wu Yi-cheng faleceu em 1949, vítima de doença, lembrado como um combatente que, mesmo com contradições, nunca traiu o ideal patriótico de resistir ao imperialismo japonês.
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