Com base nas montanhas Wanda, Ri Hak Man e seus homens lançavam incursões contra aldeias de concentração e depósitos de suprimentos do inimigo, sustentando uma guerra prolongada e implacável. Seu nome figurava entre os de outros protagonistas coreanos da luta, reconhecidos até mesmo por dirigentes chineses, que viam na contribuição dos comunistas coreanos um pilar indispensável à sobrevivência e expansão da resistência no nordeste da China. Não por acaso, após a guerra, foi decidida a construção de monumentos em homenagem aos mártires coreanos na região de Jilin e Yanbian.
A figura de Ri Hak Man não se limitava apenas à sua habilidade militar, mas também impressionava seus camaradas pela personalidade singular. Episódios curiosos sobre sua infância, como o relato de que teria sido amamentado até os onze anos, circulavam entre os guerrilheiros e eram repetidos em tom de anedota. Mesmo em meio às duras batalhas e às incertezas da luta, essas histórias revelavam o quanto ele marcava presença no imaginário de seus companheiros. O encontro posterior entre Kim Il Sung e Ri Yong Ho, sobrinho de Ri Hak Man, confirmou parte dessas histórias e reforçou o retrato humano e próximo desse comandante já falecido àquela altura.
Apesar de sua morte antes da vitória final, Ri Hak Man permanece entre os nomes que simbolizam o talento militar forjado na luta e não em academias. Ao lado de Choe Hyon, Kim Chaek e outros, ele emergiu como um comandante temido pelo inimigo, que colocava altos valores por sua captura ou morte. Sua trajetória de resistência, feita de ataques constantes, liderança firme e sacrifício pessoal, consolidou-o como um dos combatentes coreanos cuja memória se entrelaça de forma indelével à epopeia da luta antijaponesa na Manchúria.
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