Em 1941, Zhou foi descrito como um dos mais importantes cadetes militares da revolução, especialmente no contexto da luta antijaponesa, onde o líder Kim Il Sung foi destacado como um dos melhores quadros militares. Zhou manteve uma relação de camaradagem e solidariedade com Kim Il Sung, chamando-o de "Comandante Kim" durante a luta na Manchúria e demonstrando respeito pelas vitórias dos guerrilheiros coreanos na região. Seu apoio às forças coreanas se estendeu até após a liberação da Coreia, com Zhou sendo lembrado por seu compromisso internacionalista, sempre colocando a defesa da revolução à frente das considerações pessoais e políticas.
A partir de 1945, após a vitória na luta contra o imperialismo japonês, Zhou Bao-zhong continuou engajado em questões cruciais envolvendo a política chinesa e a colaboração internacional, particularmente com a Coreia. Durante a década de 1940, ele participou ativamente da organização e execução de operações militares na Manchúria e ajudou a facilitar a evacuação de soldados e materiais estratégicos por meio da Coreia. Zhou também demonstrou grande sensibilidade ao fornecer apoio logístico, como a resolução do problema da falta de sapatos para os soldados da Frente de Libertação Nacional da China, e organizou a evacuação de mais de 20.000 pessoas durante os combates intensos na região.
Zhou Bao-zhong também manteve uma forte ligação pessoal com Kim Il Sung ao longo dos anos, com encontros frequentes após a libertação da Coreia. Em 1954, já em um estado de saúde debilitado, Zhou se reuniu com Kim em Pequim, onde, tocado pela saudade e pelo desgaste físico, demonstrou profunda emoção. Durante esse período, ele refletiu sobre as dificuldades e sacrifícios enfrentados pelos dois países na luta pela independência. A relação de amizade e respeito mútuo entre Zhou e Kim Il Sung perdurou até a morte de Zhou em 1964, sendo lembrado como um verdadeiro internacionalista que contribuiu significativamente para as vitórias militares e políticas da China e da Coreia durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa e a Guerra da Coreia.
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