terça-feira, 26 de agosto de 2025

Zhou Bao-zhong

Zhou Bao-zhong nasceu em 1902, na província de Yunnan, China, e tornou-se um destacado líder militar e político durante a luta armada antijaponesa na China. Ele desempenhou um papel fundamental na organização e liderança de guerrilhas antijaponesas no nordeste da China, especialmente na Manchúria. Em 1932, ele ajudou a estabelecer um exército guerrilheiro forte na Manchúria Oriental, formado principalmente com comunistas chineses e coreanos, que mais tarde se transformou no Exército Aliado Antijaponês, com Zhou desempenhando uma função essencial na coordenação entre as diferentes unidades nacionais dentro da aliança. Zhou era conhecido por seu compromisso com a independência da revolução chinesa, defendendo sempre a solidariedade proletária, mas sem subordinar a luta chinesa à revolução soviética.

Em 1941, Zhou foi descrito como um dos mais importantes cadetes militares da revolução, especialmente no contexto da luta antijaponesa, onde o líder Kim Il Sung foi destacado como um dos melhores quadros militares. Zhou manteve uma relação de camaradagem e solidariedade com Kim Il Sung, chamando-o de "Comandante Kim" durante a luta na Manchúria e demonstrando respeito pelas vitórias dos guerrilheiros coreanos na região. Seu apoio às forças coreanas se estendeu até após a liberação da Coreia, com Zhou sendo lembrado por seu compromisso internacionalista, sempre colocando a defesa da revolução à frente das considerações pessoais e políticas.

A partir de 1945, após a vitória na luta contra o imperialismo japonês, Zhou Bao-zhong continuou engajado em questões cruciais envolvendo a política chinesa e a colaboração internacional, particularmente com a Coreia. Durante a década de 1940, ele participou ativamente da organização e execução de operações militares na Manchúria e ajudou a facilitar a evacuação de soldados e materiais estratégicos por meio da Coreia. Zhou também demonstrou grande sensibilidade ao fornecer apoio logístico, como a resolução do problema da falta de sapatos para os soldados da Frente de Libertação Nacional da China, e organizou a evacuação de mais de 20.000 pessoas durante os combates intensos na região.

Zhou Bao-zhong também manteve uma forte ligação pessoal com Kim Il Sung ao longo dos anos, com encontros frequentes após a libertação da Coreia. Em 1954, já em um estado de saúde debilitado, Zhou se reuniu com Kim em Pequim, onde, tocado pela saudade e pelo desgaste físico, demonstrou profunda emoção. Durante esse período, ele refletiu sobre as dificuldades e sacrifícios enfrentados pelos dois países na luta pela independência. A relação de amizade e respeito mútuo entre Zhou e Kim Il Sung perdurou até a morte de Zhou em 1964, sendo lembrado como um verdadeiro internacionalista que contribuiu significativamente para as vitórias militares e políticas da China e da Coreia durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa e a Guerra da Coreia.

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