Vinguemo-nos cem vezes mais pelos crimes imperdoáveis do imperialismo japonês contra nosso povo
Há 115 anos, o imperialismo japonês, por meio de métodos bandidescos sem precedentes na história, forjou um tratado de anexação para transformar completamente nosso país em sua colônia e o proclamou ao mundo.
Diz-se que o tempo em seu curso apaga tudo no esquecimento, mas nosso povo jamais esqueceu nem por um instante essa tragédia histórica, e o ódio e a indignação contra os bandidos japoneses só crescem com o passar dos dias.
Como primeiro passo para a anexação da Coreia, o Japão decidiu transformar nosso país em um “protetorado”. Assim, em 17 de novembro de 1905, por meios extremamente brutais e vis, forjou o chamado “Tratado de Cinco Pontos de Ulsa” e reduziu nosso país a uma colônia sua. Depois disso, enquanto reprimia impiedosamente, com baionetas e armas de fogo, a intensificação da luta antijaponesa do povo coreano, dedicou-se a todos os tipos de manobras políticas, econômicas, militares e culturais para transformar nosso país em uma nação totalmente subordinada como colônia, chegando mesmo a revelar abertamente sua intenção de anexar completamente nosso território pela via militar, usando como pretexto o incidente dos enviados secretos de Haia.
Entre as resoluções adotadas pelo Conselho de Ministros japonês estavam: “Fazer com que o imperador transfira a soberania ao Japão e unificar os dois países” (1ª proposta) e “Forçar o atual imperador Cojong a abdicar e delegar o poder de unificação ao Japão” (2ª proposta). O Japão decidiu que a primeira era a mais vantajosa, mas que, no mínimo, a segunda deveria ser executada sem falhas.
Em consequência, depôs à força o imperador Cojong e colocou Sunjong em seu lugar. Em seguida, forjou o “Tratado de Sete Pontos de Jongmi”, através do qual usurpou os direitos de administração interna de nosso país, dissolveu à força o pequeno exército coreano restante e passou a se dedicar de forma mais intensa à execução do plano final de anexação do território.
Naquele período, quando ainda ecoava o clamor do artigo “Lamento amargamente hoje”, o imperialismo japonês, temendo a explosão do espírito antijaponês, instaurou o mais bárbaro sistema de polícia militar. E, sempre que percebia o mínimo sinal de resistência entre nosso povo, mobilizava tropas reforçadas de gendarmes para reprimi-lo de maneira impiedosa.
Em especial, o imperialismo japonês concentrou, somente no local onde seria forjado o tratado de anexação e em seus arredores, nada menos que cerca de 2.600 soldados invasores entre 24 de maio e 9 de julho de 1910. Além disso, posicionou parte do 2º Batalhão do 4º Regimento de Infantaria e um destacamento de cavalaria no local onde residia o imperador Cojong, e parte do 3º Batalhão do 29º Regimento de Infantaria junto com um destacamento de cavalaria no local do imperador Sunjong, com a ordem de intimidar e ameaçar os oficiais que por ali transitavam. Ao mesmo tempo, reforçou em grande escala as forças de gendarmes enviadas do Japão para reprimir impiedosamente os elementos antijaponeses do povo coreano.
O imperialismo japonês mobilizou completamente suas vastas forças de gendarmes e policiais, estabelecendo postos de controle em todas as áreas principais, reforçando a vigilância para lidar com qualquer eventualidade, chegando até a interrogar e reprimir sem piedade qualquer grupo de duas ou mais pessoas que conversasse nas ruas.
No mês de agosto, o local e os arredores destinados à assinatura do tratado de anexação foram colocados em completo estado de lei marcial, e patrulhas de gendarmes japoneses circulavam continuamente pelas ruas. O palácio imperial e os principais departamentos do governo feudal coreano estavam cercados em múltiplos cordões de segurança por gendarmes e policiais japoneses.
Nos registros da história, é difícil encontrar um invasor que, como o Japão, tenha chegado a cercar em múltiplas camadas até mesmo o palácio imperial de outro país e, em estado de frenesi sangrento, tenha recorrido a tais métodos para realizar seus vis objetivos.
Sob esse ambiente de terror criado pelas baionetas, o imperialismo japonês acabou por forjar, em 22 de agosto de 1910, o tratado de anexação para transformar completamente nosso país em sua colônia. Contudo, temendo o ímpeto da vigorosa luta antijaponesa de nosso povo, só o proclamou ao mundo em 29 de agosto.
No “Rescrito Imperial” anunciado pelo imperador do Japão nesse dia constava o selo do Estado e a assinatura, mas no “Decreto Imperial” do imperador coreano havia apenas o selo imperial, sem assinatura.
Mais tarde, Sunjong declarou: “Eu, que apenas consegui preservar a vida, decreto para anular o caso da ratificação da anexação. A ratificação da anexação foi proclamada arbitrariamente pelos bárbaros japoneses em conluio com traidores. Nada disso foi de minha vontade.”
Por causa das manobras vis do imperialismo japonês, nosso povo, que possuía uma história gloriosa de cinco mil anos, foi então forçado, durante quase meio século, a viver o destino miserável de um povo apátrida.
Como mostram os fatos históricos, o imperialismo japonês, ignorando completamente o direito internacional, lançou mão da força militar para transformar nosso país em sua colônia completa, tornando-se assim um inimigo irreconciliável.
A criminosa usurpação da soberania nacional pela ponta das baionetas japonesas foi um ato extremamente bárbaro, um crime de Estado de proporções gigantescas que jamais poderá ser tolerado. No entanto, os reacionários japoneses, até hoje, distorcem e embelezam a história criminosa de sua invasão da Coreia, recusando-se obstinadamente a acertar as contas com o passado.
Não importa quanto tempo passe ou quantas gerações se sucedam, nosso povo jamais esquecerá os crimes imperdoáveis cometidos pelo imperialismo japonês contra nós, e sem falta cobrará o preço de sangue por eles.
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