Sua reputação como atirador era lendária: acompanhando o pai, desenvolveu grande precisão e resistência, a ponto de caçar sozinho oito corços para preparar sopa de flocos de massa. Em combate, foi responsável por eliminar pelo menos cem inimigos durante a defesa de Xiaowangqing, tornando-se um dos oficiais mais estimados. Contudo, em meio às tensões internas da guerrilha, foi injustamente acusado de pertencer à organização reacionária “Minsaengdan” e encarcerado em Lishugou. Durante o interrogatório, admitiu a falsa acusação apenas por não suportar as torturas. Sua lealdade foi reconhecida, e o General Kim Il Sung interveio para libertá-lo, repreendendo os responsáveis pelo abuso.
Após sua libertação, Jang continuou servindo com dedicação. Foi enviado para Zhoujiatun, no condado de Ningan, com a missão de obter provisões, onde lutou com bravura até o fim. Durante a difícil travessia das montanhas Laoyeling, assumiu o comando de três companhias compostas por ex-soldados do exército fantoche de Manchukuo, ajudando-os a superar os desafios da marcha. Sua força física era admirável, carregando várias armas e mochilas de companheiros enquanto avançava rapidamente por trilhas íngremes, cortando a vegetação com baioneta em punho.
A morte de Jang Ryong San ocorreu entre as montanhas e campos da Manchúria, no contexto das operações rumo ao norte, lado a lado com outros combatentes como Pak Kil Song e Han Hung Gwon. Foi lembrado como um atirador excepcional e um homem de bom coração, cuja juventude foi consumida pela luta revolucionária. Seu nome permanece entre os daqueles que derramaram sangue e suor pela libertação da Coreia, símbolo de coragem e devoção em um dos períodos mais intensos da resistência armada contra o inimigo.
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