Em janeiro de 1932, Ri Pong Chang empreendeu sua mais célebre ação, ao lançar uma granada contra o cortejo do Imperador do Japão e do Imperador de Manchukuo, diante do Portão Sakurada, em Tóquio. O ataque, embora não tenha atingido o alvo, ficou marcado como um dos primeiros atentados de grande impacto contra a autoridade imperial japonesa. A ousadia de seu gesto ecoou entre os coreanos espalhados por diferentes regiões do mundo, desde a América até a Manchúria, inflamando o espírito de resistência contra a ocupação.
A repercussão foi imediata. No dia seguinte à sua prisão, jornais chineses como o Guominribao noticiaram em destaque a tentativa de assassinato, despertando admiração e solidariedade para com a causa coreana. A reação japonesa, porém, foi brutal: a sede do jornal foi destruída por soldados e policiais, e outras publicações que expressaram apoio ao ato foram sumariamente fechadas. Mesmo sem sucesso no objetivo militar, a ação de Ri Pong Chang tornou-se um símbolo poderoso da determinação coreana em enfrentar o domínio colonial.
Capturado e levado às prisões japonesas, Ri Pong Chang foi executado em 10 de outubro de 1932, na prisão de Ichigaya. Sua morte o consagrou como mártir do movimento de independência, lembrado ao lado de Yun Pong Gil, que naquele mesmo ano realizou em Xangai um atentado contra altos oficiais japoneses. Os feitos de Ri não apenas reforçaram o prestígio de Kim Ku e de seu grupo, como também influenciaram o debate estratégico dentro da luta antijaponesa, alimentando a ideia de que pequenos grupos armados poderiam abalar as estruturas do poder colonial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário