Durante a ocupação japonesa, Wang se tornou uma das figuras centrais no movimento de salvação nacional da Manchúria. Ele liderou uma das maiores unidades do Exército de Salvação Nacional, que se destacava por suas operações nas regiões de Jiandao e Luozigou, além de outras localidades da Manchúria oriental. Apesar de suas ações heroicas, sua postura em relação à resistência variava, muitas vezes sendo descrito como cauteloso. Em momentos cruciais, como a campanha para a defesa de Luozigou, ele optou por retirar suas forças, fugindo para o território soviético, uma atitude que o separou de outros comandantes que buscavam um confronto mais direto com as forças japonesas. Sua hesitação em formar uma frente unida com os guerrilheiros comunistas enfraqueceu a resistência, e seu movimento de retirada para a China continental foi interpretado por muitos como uma deserção.
A mudança de Wang De-lin para a China continental por meio da União Soviética foi um dos pontos mais críticos em sua trajetória. A fuga dele, em vez de uma resistência contínua na Manchúria, causou frustração entre aqueles que ainda acreditavam na possibilidade de uma luta prolongada. Sua saída coincidiu com a destruição de unidades proeminentes como as de Wang Dian-yang e Dian Chen, e com a rendição de outros grupos que haviam sido leais ao movimento de salvação nacional. Durante esse período, ele continuou recebendo apoio de algumas facções, como o comandante Wu Yi-cheng, que, apesar de seu lamento pela retirada, continuou buscando colaboração com as forças comunistas. Wang De-lin, já na faixa dos 60 anos, ainda estava envolvido na luta contra os japoneses, apoiado por conexões com líderes como Jiang Jie-shi e Zhang Xue-liang.
No entanto, as dificuldades enfrentadas por Wang De-lin e suas forças não se limitavam às batalhas no campo de guerra. A falta de recursos, o frio implacável e a crescente ameaça japonesa tornaram a resistência cada vez mais insustentável. Enquanto o movimento de salvação nacional se fragmentava e muitos fugiam para a União Soviética ou China continental, a unidade de Wang De-lin, ao lado de guerrilheiros comunistas e outros comandantes, lutava contra o cerco das forças japonesas. A partida de Wang para a China continental representou, de certa forma, o fim de sua influência militar na Manchúria. Ele morreu em 20 de dezembro de 1938, após ter enfrentado uma vida marcada pela luta e pela tentativa de coordenação entre diversas facções, mas também pela falta de uma direção firme que pudesse consolidar a resistência contra a invasão japonesa.
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