Foi realizada no dia 23, em Tóquio, a Cúpula República da Coreia-Japão, onde foram divulgados os resultados de alguns acordos.
A esse respeito, a RC e o Japão congratularam-se pelos “êxitos” do diálogo, dizendo que ambos os países abrirão juntos o “caminho da coexistência e cooperação voltada para o futuro” e que se estabeleceram fortes “laços e confiança” entre si.
O que chama a atenção é que o mandatário da RC não esqueceu de enviar uma mensagem ao dono da Casa Branca, com quem se reunirá em breve, ressaltando que a invariável colaboração RC-Japão e RC-EUA-Japão é muito importante, e acordou pareceres para preparar a circulação correta de que o desenvolvimento das relações RC-Japão se dirija ao fortalecimento da cooperação tripartite RC-EUA-Japão.
Seria melhor avaliar a presente Cúpula como outro aperitivo diplomático originado pela intranquilidade de Seul em diminuir o “mal-entendido” de Washington.
Desde o começo, esta visita de Ri Jae Myong ao Japão atraiu a atenção da opinião pública por violar o costume diplomático de que os governantes visitavam primeiro os EUA tão logo assumissem o poder.
A presente viagem, que despreza até a tradição diplomática de caráter pró-EUA e de servilismo às grandes potências, reflete a desconfiança dos EUA no atual dignitário da RC e a angústia deste ocasionada por esse fato.
Pelo casco “antijaponês” ganho com suas “palavras drásticas antijaponesas” que soltava para atrair a opinião pública durante o tempo de representante do partido opositor, Ri Jae Myong sofre não só o olhar frio do interior do Japão, como também a desatenção e pressão dos EUA.
Por essa razão, ele viajou ao Japão para aliviar uma dúvida de seu amo e evitar um possível desastre na visita à Casa Branca, mostrando sua posição firme de “valorizar muito” as relações com o Japão, eixo da aliança militar tripartite EUA-Japão-RC, que constitui um importante meio para o cumprimento da estratégia exterior estadunidense.
Mas esse excesso de vontade do politiqueiro de Seul, que quer mostrar na prática sua confiança pró-Japão, aumentará ainda mais a crise de segurança da região.
É um fato bem conhecido que o fortalecimento da colaboração entre RC e Japão melhorará ainda mais a estrutura e a capacidade dessa aliança agressiva e terá uma grave influência sobre a situação da Península Coreana e da região do Nordeste Asiático.
Isso é testemunhado pelo fato de que, na presente cúpula, eles falaram da “desnuclearização completa da República Popular Democrática da Coreia” e da “situação internacional em rápida mudança”, defendendo enfrentá-las com a colaboração tripartite e fortalecer a cooperação na esfera mundial.
Isso constitui a expressão de sua posição ativa no cumprimento da estratégia do Indo-Pacífico do imperialismo estadunidense, que faz todos os esforços para tomar a hegemonia na Península Coreana e em seu entorno, o que prenuncia um ambiente de segurança ainda mais destrutivo que poderemos presenciar em breve.
Aqui está precisamente a periculosidade da recente cúpula entre RC e Japão.
A realidade mostra de maneira inequívoca a maligna natureza conflitiva do governante da RC, que atua como vanguarda na realização da cooperação militar tripartite, tomando como objeto de negócio a paz e a segurança da Península Coreana e da região.
Jamais ficaremos de braços cruzados diante da situação preocupante criada pelos EUA e seus seguidores.
Comentário de Kim Hyok Nam
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