sábado, 23 de agosto de 2025

Clamor de vingança das almas do “Ukishima-maru”

No dia 24 de agosto do presente ano, completa-se o 80º aniversário do incidente do naufrágio por explosão do navio “Ukishima-maru”.

Uma vez libertada a pátria em 15 de agosto de 1945, após a derrota do imperialismo japonês, os coreanos sobreviventes dos duros trabalhos escravistas nos campos de construção de bases militares e nas minas de carvão da prefeitura de Aomori e da ilha de Hokkaido, depois de terem sido levados à força ao Japão, esforçaram-se para regressar à pátria com a alegria de terem recebido a libertação.

Porém, o imperialismo japonês tramou um complô para assassinar cruelmente os coreanos, a fim de guardar em segredo as bases militares construídas ao custo do sangue, suor e morte deles, encobrir para sempre os atos de maus-tratos desumanos e cruéis assassinatos, e vingar-se de sua derrota na guerra de agressão.

Os militaristas japoneses, que obstinadamente fechavam o caminho de retorno dos coreanos à pátria, de repente fizeram a “caridade” de ceder mansamente o navio “Ukishima-maru”, com milhares de toneladas de deslocamento.

Assim, o navio “Ukishima-maru”, com milhares de coreanos a bordo, partiu do porto militar de Ominatto, na prefeitura de Aomori, na noite de 22 de agosto de 1945. Mas, em vez de seguir para a Coreia, destino final, chegou a um local próximo ao porto militar de Maizuru, no norte de Kyoto, onde foi afundado por explosão no dia 24.

Quando o navio foi explodido e afundado, algumas pessoas nadaram com todas as forças e conseguiram chegar à terra firme com grande dificuldade.

Mas os japoneses maquinaram astutamente para assassiná-los também.

Um sobrevivente dessa catástrofe testemunhou: “Alguns poucos sobreviventes fomos confinados em um lugar. Mas, quem imaginaria que aqui também tramavam para nos matar? No dia seguinte, de repente explodiu o tanque de vapor dentro da residência, ferindo gravemente dezenas de compatriotas.”

Historicamente, as autoridades japonesas encobriram a verdade criminosa perpetrada no “Ukishima-maru” e ainda hoje a negam totalmente.

A negação de seus crimes do passado, em vez de refletir e pedir perdão, é uma ofensa e zombaria aos que jazem sepultados no mar em frente a Maizuru e ao nosso povo.

O governo japonês tinha a responsabilidade moral e legal de repatriar sem contratempos os coreanos que haviam sido recrutados à força para o cumprimento de sua guerra de agressão, mas, ao contrário, assassinou de uma só vez milhares de coreanos inocentes ao tolerar tacitamente e promover o massacre. Tal crime bestial nunca pode ser perdoado.

Ainda hoje as almas dos falecidos a bordo do “Ukishima-maru” clamam por vingança.

Pak Jin Hyang

Naenara

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