Em 1932, durante a ofensiva do inimigo em Dakanzi e Yaoyinggou, Ri Ung Gol permaneceu firme ao lado da população. Entre celebrações com soldados e moradores, emocionou-se ao encontrar-se com o General Kim Il Sung, expressando a esperança renovada que a presença da unidade guerrilheira trazia ao povo de Wangqing. Demonstrava grande senso de responsabilidade diante das ameaças militares, insistindo na mobilização das forças locais, mas também aceitava os conselhos de moderação, revelando sua disciplina e respeito à linha de comando.
Apesar de sua dedicação, Ri Ung Gol foi arrastado para o turbilhão das acusações de envolvimento no “Minsaengdan”, pretexto usado por oportunistas para eliminar revolucionários autênticos. Acusado injustamente e ameaçado de execução, conseguiu escapar da zona guerrilheira no verão de 1933. Mesmo nesse momento difícil, deixou claro em carta sua inocência, afirmando que a imputação era infundada. Sua saída não representou abandono da luta: reorganizou forças no interior da Coreia, especialmente em Puryong, e criou organizações comunistas entre jovens e patriotas de Hamgyong Norte e do Sul.
Na pátria, Ri Ung Gol conduziu batalhas contra as estradas militares japonesas, contra o confisco forçado de arroz e o recrutamento compulsório de trabalhadores. Acabou preso pela polícia colonial e condenado a doze anos de prisão em Seul, prova de que os inimigos conheciam sua importância. Posteriormente, debates como os de Dahuangwai e a decisão do Komintern vieram a reconhecer sua integridade política, limpando-lhe a falsa acusação. Assim, a trajetória de Ri Ung Gol revela a firmeza de um revolucionário que, mesmo vítima das calúnias e da repressão, deixou marcado seu nome na luta contra o imperialismo japonês.
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