Não se pode ignorar que o ministro das Finanças, conhecido como um dos mais extremistas da direita, afirmou sem qualquer receio que “a aprovação dos planos de construção é para enterrar de vez o projeto de criação de um Estado palestino”.
Com isso, ficou novamente claro o objetivo de Israel em sua insistente expansão de assentamentos judaicos: impedir a criação do Estado palestino e judaizar a terra palestina para dominá-la de forma permanente.
A obstinação da ambição expansionista de Israel pode ser bem entendida pela própria história da expansão dos assentamentos judaicos. Em junho de 1967, ao provocar a Terceira Guerra do Oriente Médio, Israel tomou a Cisjordânia, Al-Quds Oriental e a Faixa de Gaza, iniciando a construção de assentamentos nessas áreas ocupadas.
Em setembro de 1967, foi construído o primeiro assentamento judaico na Cisjordânia. Israel permitiu legalmente que colonos judeus confiscassem terras de palestinos e declarou que os assentamentos poderiam ser erguidos na Cisjordânia. Além disso, confiscou propriedades palestinas para construir estradas, assentamentos judaicos, parques e outros projetos. Até hoje, já foram construídos mais de 140 assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Al-Quds Oriental, onde vivem mais de 720 mil judeus.
A construção de assentamentos, que cresce a cada dia, continua sufocando o espaço vital dos palestinos. Só no ano passado, Israel confiscou vastas terras na Cisjordânia e ergueu assentamentos de forma ostensiva. Como resultado, inúmeros palestinos foram obrigados a abandonar suas terras natais e se mudar à força para regiões estranhas e inóspitas.
Atualmente, os palestinos que ainda permanecem nessa região vivem cada dia com preocupação e insegurança, sem saber quando serão expulsos de suas casas e terras e lançados ao desabrigo.
A comunidade internacional tem condenado com firmeza as manobras de Israel de expandir os assentamentos judaicos, que violam o direito de sobrevivência do povo palestino.
Entretanto, Israel age de forma descarada, tentando justificar suas ações ao afirmar que nunca existiu um Estado nacional palestino e que os palestinos não possuem história ou cultura. O recente plano aprovado para expansão dos assentamentos judaicos também se insere nessa lógica.
Uma organização de monitoramento dos assentamentos judaicos denunciou em comunicado que “o governo de Netanyahu está acelerando a anexação da Cisjordânia e se esforçando para bloquear qualquer possibilidade de paz baseada na criação de dois Estados”.
Atualmente, as vozes de apoio e solidariedade internacional à criação de um Estado palestino crescem cada vez mais. Muitos países já declararam sua posição de reconhecer oficialmente a Palestina como Estado na Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro.
As manobras de Israel de expandir os assentamentos judaicos, ameaçando a futura criação de um Estado palestino e criando obstáculos à conquista da paz, não farão senão aprofundar seu isolamento internacional.
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