Os oradores afirmaram que os massacres de civis e o bloqueio de fornecimentos de ajuda realizados por Israel na Faixa de Gaza constituem violações do direito humanitário internacional, defendendo veementemente o reconhecimento do Estado da Palestina, a implementação imediata e abrangente do cessar-fogo humanitário e a provisão incondicional de materiais de ajuda humanitária.
Durante a reunião, foi divulgada uma declaração apelando pelo reconhecimento do Estado da Palestina. A declaração destacou que os ataques de Israel a civis e instalações civis, o bloqueio urbano, a criação de crises de fome e os deslocamentos forçados resultam em uma devastadora catástrofe humanitária, e que somente o fim da situação em Gaza e a implementação da solução de dois Estados podem pôr fim a todas as formas de terrorismo e violência, garantindo paz e prosperidade na região.
Além disso, a declaração reafirmou que aceitar a Palestina como membro pleno da ONU é um elemento indispensável para a paz regional.
Na reunião, 15 países ocidentais, incluindo Canadá, Itália e Espanha, expressaram sua posição favorável ao reconhecimento do Estado da Palestina. Uma agência de notícias estrangeira comparou a primeira adoção dessa postura coletiva pelos países ocidentais a um terremoto.
Em dezembro do ano passado, durante a 10ª Sessão Especial de Emergência da Assembleia Geral da ONU sobre as ações ilegais de Israel em territórios palestinos ocupados, a maior parte dos países em desenvolvimento condenou as violações de Israel ao direito internacional e solicitou a reavaliação de sua condição de membro da ONU.
Nesta reunião, os países ocidentais se uniram às vozes de condenação a Israel.
Isso demonstra que os atos brutais de massacre em larga escala perpetrados por Israel na Faixa de Gaza nos últimos dois anos atingiram um nível que não pode mais ser ignorado, colocando também os países ocidentais numa posição em que não podem permanecer indiferentes.
Após a França tomar a iniciativa, vários países, incluindo o Canadá, declararam sua posição de reconhecimento do Estado da Palestina. França e Canadá anunciaram planos de reconhecer a Palestina como Estado durante a Assembleia Geral da ONU, que ocorrerá em setembro.
O Primeiro-Ministro do Canadá condenou Israel, afirmando que dezenas de milhares de palestinos foram mortos e inúmeros outros se encontram em situação de fome, e responsabilizou Israel pelo agravamento extremo da situação na Faixa de Gaza.
Portugal também expressou sua intenção de examinar o reconhecimento da Palestina como Estado na Assembleia Geral da ONU. A Eslovênia declarou certos membros do governo israelense como pessoas não bem-vindas e implementou medidas proibindo a exportação, importação e transferência de armas para Israel.
No passado, os países ocidentais mantinham uma postura de defesa contínua de Israel, alegando reconhecimento do “direito à autodefesa”. Contudo, hoje se vêem obrigados a mudar de atitude. Manter uma postura hipócrita na questão palestina poderia levar ao isolamento internacional e criar um ambiente doméstico extremamente desfavorável para a continuidade de seus governos, diante da crescente indignação interna pelo silêncio frente aos massacres em massa cometidos por Israel na Faixa de Gaza.
A Faixa de Gaza há muito tempo se tornou um gigantesco cemitério coletivo e um território em ruínas. Os refugiados palestinos vagam sem destino, tentando escapar das constantes bombas, projéteis e mísseis, enquanto sofrem de fome extrema.
Mesmo após causar uma tragédia sem precedentes, Israel não sente qualquer culpa e continua agindo com ainda maior arbitrariedade, proclamando que a guerra só terminará quando alcançar a “vitória completa”.
A comunidade internacional exige que Israel seja submetido a pressão coletiva. Impelidos por essa exigência, muitos países ocidentais, desta vez no cenário da ONU, dispararam setas de condenação contra Israel e se manifestaram ruidosamente sobre o reconhecimento do Estado da Palestina.
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