sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sobre a hipervitaminose D

Conhecimentos gerais

A vitamina D, junto com o cálcio, é um dos nutrientes mais importantes no crescimento e desenvolvimento das crianças.

Entretanto, nos alimentos que consumimos no dia a dia há muito pouca vitamina D, e ela é produzida no processo de exposição à luz solar.

Crianças, especialmente recém-nascidos e lactentes, cujo ritmo de crescimento e desenvolvimento é mais rápido, podem facilmente sofrer de deficiência de vitamina D, chamada raquitismo, por diversos motivos, o que pode prejudicar o desenvolvimento. Porém, se com o objetivo de prevenir o raquitismo for administrada em excesso a um recém-nascido uma pílula contendo vitamina D, pode ocorrer uma hipervitaminose mais grave do que a deficiência.

A vitamina D₃ deve ser utilizada conforme diagnóstico correto, dose e modo de uso adequados.

A vitamina D varia conforme o produto: a vitamina D₂ é o ergocalciferol, a vitamina D₃ é o colecalciferol, e a vitamina D₃ tem maior atividade biológica que a vitamina D₂. Portanto, especialmente o uso excessivo de vitamina D₃ pode causar hipervitaminose D.

Em crianças com hipervitaminose D aparecem sintomas de hipercalcemia como perda de apetite, diminuição do peso corporal, dor abdominal, vômitos, constipação e aumento da quantidade de urina; em casos graves pode ocorrer desidratação com risco de vida.

Como as queixas de hipercalcemia são inespecíficas, esses sintomas podem evoluir por longo tempo. Antes mesmo de receber suplementação, a perda de apetite pode levar facilmente à desnutrição e ao atraso no crescimento e desenvolvimento.

Além disso, em crianças podem ocorrer infecções urinárias por diversos fatores, cujo tratamento não evolui bem, e o uso excessivo de antibióticos para tratá-las pode causar efeitos muito negativos no crescimento e desenvolvimento.

Especialmente em crianças com menos de 6 meses aparecem facilmente sintomas principais como apatia, sonolência e suor frio; algumas crianças apresentam náuseas e vômitos, podendo ainda apresentar coloração azulada da pele e grave letargia.

Outro problema é que os sintomas de deficiência e de excesso de vitamina D são semelhantes, sendo difícil diferenciá-los.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que, após o nascimento, para prevenir a deficiência de vitamina D, seja administrada diariamente 400 UI de vitamina D₃ às crianças, e no caso de prematuros 400–800 UI por dia durante 2 a 3 meses; mesmo quando se usa leite fortificado com vitamina D, recomenda-se 400 UI por dia.

As normas internacionais de medicamentos regulam que, em lactentes, não se utilize mais de 400 UI de vitamina D₃ por dia com finalidade preventiva.

Assim, ao usar medicamentos contendo vitamina D para prevenir ou tratar o raquitismo, deve-se sempre seguir cuidadosamente as orientações de um médico especialista.

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