quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O problema do aquecimento global exige medidas urgentes

Em janeiro passado, a Organização Meteorológica Mundial publicou um relatório informando que 2025 foi registrado como um dos anos mais quentes desde o início das observações meteorológicas.

No ano passado, a temperatura média da superfície terrestre do planeta foi 1,44℃ mais alta em comparação com o período anterior à Revolução Industrial, e, incluindo o registro do janeiro mais quente da história, recordes de altas temperaturas continuaram sendo renovados em várias partes do mundo.

Durante o verão, formou-se um “teto de calor” sobre regiões aéreas da Grécia e de outros países da península Balcânica, elevando as temperaturas em até 10℃ acima da média, e fenômenos de calor extremo ocorreram incessantemente ao longo do ano em muitos países e regiões.

Sob a influência do aquecimento global, as geleiras, que representam 68,7% da água doce do mundo, estão derretendo rapidamente, e o país insular do Pacífico, Tuvalu, enfrenta o risco de submersão dentro de algumas décadas.

O aquecimento global não é de forma alguma algo acidental, e sua causa reside no contínuo aumento das emissões de dióxido de carbono.

Segundo informou a Organização Meteorológica Mundial, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera, que acelera o aquecimento global, atingiu 423,9 ppm em 2024, registrando o nível mais alto já observado, o que representa um aumento de 3,5 ppm em relação a 2023.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente previu que, mesmo que os países signatários do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima alcancem até 2035 as metas de redução das emissões de dióxido de carbono, a temperatura média global aumentará entre 2,3 e 2,5℃ em comparação com o período anterior à Revolução Industrial, e que, caso não sejam adotadas medidas urgentes, a temperatura mundial poderá subir 2,8℃ neste século.

A maior parte do calor gerado pelo aquecimento global é absorvida pelos oceanos, e, quando o mar se aquece, ele se expande, provocando a elevação do nível do mar e intensificando as chuvas e a força dos ciclones tropicais, segundo apontam os especialistas.

Como exemplo representativo, a tempestade tropical que atingiu a Jamaica em outubro de 2025 alcançou ventos de até 185 milhas por hora, provocando fortes ondas e chuvas torrenciais, causando sérios danos a residências e às principais infraestruturas.

Isso demonstrou que um grande ciclone tropical ou tufão pode reduzir em até 50% o produto interno bruto anual de países insulares.

Em janeiro deste ano, fortes chuvas persistiram por várias semanas em diversos países da África Austral, provocando inundações que causaram a morte de mais de 200 pessoas, enquanto operações em grande escala de evacuação e resgate foram realizadas.

A agência de gestão de desastres da África do Sul declarou estado nacional de calamidade em relação às inundações ocorridas na região norte do país, e em Moçambique e no Zimbábue vastas áreas agrícolas tornaram-se inutilizáveis, além da destruição de escolas, instalações de saúde, estradas, pontes e infraestruturas de irrigação.

Especialistas e organizações internacionais alertam que a ameaça à sobrevivência causada pelo aquecimento global já não é um conceito abstrato e que, se não for contida, poderá provocar desastres imprevisíveis.

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