Trata-se do mapa celeste inscrito em pedra no final do século V e início do século seguinte, período de Coguryo (277 a.C–668 d.C.).
Já antes da nossa era, Coguryo contava com um observatório, astrônomos e observadores profissionais que se dedicavam ao estudo dos eclipses do sol e da lua e aos movimentos de meteoritos e cometas, sintetizavam os dados obtidos e os gravavam na pedra.
O planisfério de pedra encontrava-se na cidadela de Pyongyang, mas, no período tardio da era de Coguryo, foi lançado ao fundo do rio por invasores estrangeiros.
No entanto, sua cópia em papel, o mapa celeste “Chonsangryolchabunyajido”, foi encontrada posteriormente e é transmitida até os dias de hoje.
Tem 122,8 cm de largura e 209,9 cm de comprimento e é uma cópia quase fiel do planisfério original de Coguryo.
Apresenta as constelações desenhadas dentro de um grande círculo e traz assinaturas e notas explicativas à margem. Mostra a esfera celeste em projeção horizontal, com o polo ártico no centro. Assinala corretamente 1.467 estrelas, agrupando-as em 282 asterismos. Nele figuram igualmente as posições dos equinócios da primavera e do outono e as coordenadas das 28 estrelas por cada norma. Também estão assinalados os círculos equatoriais, o zodíaco e o polo ártico, as longitudes e a galáxia.
O planisfério, de grande precisão, é considerado um dos mais antigos do mundo e constitui uma preciosa herança do nosso país.
Kim Pong Ju

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