quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Países em desenvolvimento estão investindo na formação de talentos

Hoje, quando os recursos humanos se tornam o maior recurso estratégico, o trabalho de formação de talentos constitui a maior prioridade em qualquer país.

Também os países em desenvolvimento estão concentrando esforços na formação de talentos competentes capazes de impulsionar o desenvolvimento nacional, ajustando de maneira geral o sistema e os métodos educacionais e fortalecendo o trabalho de ensino.

Em 26 de janeiro, o presidente da Bielorrússia declarou em uma reunião que, para realizar a modernização da economia, são necessários especialistas capazes de competir com os principais círculos científicos e no âmbito do conhecimento mundial, enfatizando a necessidade de dar prioridade ao desenvolvimento do sistema educacional e de formar, com visão de futuro, estudantes talentosos.

Atualmente, em instituições de ensino como a Universidade Estatal da Bielorrússia, está sendo realizada, de forma experimental, a formação de especialistas necessários para áreas promissoras. Também está em curso a promoção da criação de centros de formação de talentos capazes de contribuir para a modernização da economia.

Na Etiópia, está sendo impulsionado o trabalho de formação de talentos na área da inteligência artificial.

Recentemente, o primeiro-ministro desse país anunciou que será fundada a segunda universidade de tecnologia de inteligência artificial do mundo e que os preparativos serão concluídos dentro de seis meses. A nova universidade terá como objetivo formar cerca de 1 000 graduados competitivos, dotados de elevada capacidade técnica, com habilidades práticas e conhecimentos aplicados em inteligência artificial e áreas correlatas, priorizando a qualidade do ensino em vez do número de estudantes. Nessa universidade, está previsto oferecer educação em inteligência artificial a 100 estudantes selecionados de diversos países do continente africano. No âmbito nacional, apenas 2% dos candidatos poderão ingressar após um processo seletivo competitivo. O primeiro-ministro enfatizou que a universidade de tecnologia de inteligência artificial consolidará a posição do país como centro regional de inovação e pesquisa.

Na Arábia Saudita, pretende-se introduzir um currículo de inteligência artificial nas universidades. O objetivo é transmitir aos estudantes conhecimentos práticos sobre a utilização da inteligência artificial, para que possam empregar programas de IA de maneira mais eficaz nos estudos e na vida cotidiana e, após a formatura, cumprir adequadamente suas responsabilidades sociais.

Segundo informou a agência de notícias do país, o currículo de inteligência artificial se tornará disciplina obrigatória em todas as universidades, e o ensino de IA não se limitará ao campo científico, mas será ministrado de forma ampla e aprofundada para possibilitar sua adequada utilização em todos os setores da vida social.

Essa medida integra a estratégia nacional de inteligência artificial do país, que visa, nos próximos anos, formar talentos na área e construir uma economia do conhecimento de ponta baseada na informatização e na digitalização.

No Vietnã, está sendo acelerada a implementação da estratégia nacional de desenvolvimento de recursos humanos.

O foco dessa estratégia, aprovada no ano passado, é a formação de talentos de excelência em áreas-chave e estratégicas. O Vietnã busca integrar-se ao grupo dos países desenvolvidos até 2045, esperando que os talentos desempenhem um papel central nessa realização. Também faz parte desse esforço promover a participação de mulheres e de pessoas oriundas de minorias étnicas nas áreas de ciência, tecnologia, pesquisa e educação.

No Paquistão, a oferta de educação em tecnologia da informação com competitividade internacional aos jovens é apresentada como uma das prioridades máximas. O governo pretende transformar o país em um centro regional da área de tecnologia da informação.

No Egito, busca-se alcançar o desenvolvimento sustentável por meio da ampliação dos investimentos na formação de talentos. O Ministério do Ensino Superior e Pesquisa Científica, em cooperação com o Banco Central, está concedendo bolsas de estudo a estudantes destacados, incluindo estudantes com deficiência, para que possam contribuir substancialmente para o desenvolvimento nacional.

Também na Indonésia procura-se oferecer a todos os cidadãos a oportunidade de acesso ao ensino superior, a fim de eliminar as desigualdades educacionais e formar talentos em âmbito nacional.

Os países em desenvolvimento estão concentrando esforços nacionais na formação independente de talentos úteis, em consonância com as exigências da era em que tudo se desenvolve com base na ciência e na tecnologia, a fim de alcançar um desenvolvimento independente.

Kim Su Jin

Rodong Sinmun

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